16 de ago de 2017

AUDIÇÃO DE PALAVRAS SEM NEXO

Questão 408 do Livro dos Espíritos

Qual a razão de ouvirmos palavras sem que nelas estejamos pensando? Essas palavras, às vezes frases inteiras, que percebemos pelos sentidos espirituais, são, certamente, ditas por Espíritos que querem se comunicar com os encarnados. É esse processo que ocorre na mediunidade. Às vezes, o Espírito fala como se fosse dentro da cabeça ou, muito raro, usando mesmo a audição dos companheiros encarnados. Isso acontece todos os dias com muitas pessoas no lar, no trabalho, nas ruas e freqüentemente no lazer.
Não é muito comum entre os encarnados se avistarem vultos ou ter a impressão que há alguém por perto? São os sentidos marcando a presença de alguém. Todos somos médiuns, tanto na carne quanto fora dela. O exercício da mediunidade se faz ver em todos os lugares e o intercâmbio existe em todos os reinos da natureza, provando, assim a existência do Espírito.
A razão de ouvirmos essas vozes é que o Espírito sobrevive à morte do corpo. No futuro, as comunicações vão ficar cada vez mais nítidas, para a glória da própria vida, e encher os corações de esperanças, mas para tanto, necessário se faz que os homens preparem o coração, no sentido de saberem que a vida continua melhor do que antes.
Quando se está deitado para o devido sono, ao relaxar o corpo, eventualmente ouvem-se palavras e vêem-se vultos em torno de si; isso comprova, para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, a existência do Espírito, e que a vida continua além do túmulo. Tudo que acontece tem uma razão de ser. A Doutrina Espírita está preparando os homens já maduros para essa revelação em massa. Pedimos a Deus que seja breve.
Jesus, em Seu tempo, abalou o mundo com as Suas curas, com as Suas profecias, com o Seu encanto espiritual. Se o Espiritismo é Ele voltando, deve fazer o mesmo para acordar criaturas que dormem. É isso que esperamos, que seja o mesmo Cristo servindo-Se dos homens de bem, como instrumentos, para alegrarem o mundo inteiro, para mostrar aos povos que existe a felicidade, qual anunciada nas escrituras, a Nova Jerusalém, um novo mundo onde a paz e o amor sejam uma realidade como o ar que se respira.
Quando chegar esse tempo, as comunicações dos Espíritos livres da matéria com os homens será acontecimento corriqueiro, natural, qual conversar com os companheiros de trabalho, de lazer e os familiares. As vidas sucedem vidas, e o medo da morte desaparece dos homens para dar lugar à esperança e à fé, nas lides com o amor. Agradecemos a Deus e Jesus, por esses feitos, e agradecemos igualmente ao novo “apóstolo” de Jesus, Allan Kardec, pelos trabalhos que fez em favor da nossa felicidade. Estamos juntos, dando as mãos aos homens, e igualmente, dando as mãos a Jesus, em nome de Deus. Pedimos ao Senhor que possamos continuar na tarefa, e que ela sirva, para os homens, de meio para meditarem em como melhorar seus sentimentos e iluminar os corações.

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