22 de abr de 2017

Triste Final

Há gente que quer amor,
Quer dinheiro, quer prazer,
E nem suspeita que a dor
Pode por tudo a perder.

Leve tropeção que for,
Faz a pessoa ceder,
Perdendo o seu bom humor
Na hora do vamos ver...

Tanto ilude e mente tanto,
Quem nem reza de quebranto
Pode curar o seu mal...

Consciência dedo em riste,
O seu final será triste
Na alma sem ideal!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 8 de abril de 2017, em Uberaba – MG).

21 de abr de 2017

É Lícito?

Muito comum em nosso meio a pergunta: É probido “isso”? e “aquilo”? Será que podemos fazer esta “coisa”?
Para responder, lembramos da instrução do apóstolo Paulo, em sua 1ª epístola aos Coríntios:
Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam. (I Coríntios, 10: 23)
Ao analisar esta proposição formulada pelo “Apóstolo dos Gentios”, devemos nos situar no significado da palavra lícito.
Segundo o dicionário Aurélio, “lícito” é tudo que é conforme a lei, tudo que é legal.
Normalmente, quando fazemos ou tentamos responder esta pergunta, não estamos preocupados com as coisas humanas. Estas nós sabemos como conduzir. A preocupação normalmente é com as questões espirituais. Com isso entendemos que esta pergunta deveria ser formulada assim: De acordo com as leis divinas podemos fazer isto? E aquilo?
E a resposta seria: É lícito perante as leis divinas? Se a resposta for afirmativa, então, é; de outro modo, não.
Essa forma de pensar parece que contradiz a afirmativa de Paulo, porque ele diz que todas as coisas são lícitas. No nosso ponto de vista Paulo não pensava na lei divina ao usar a palavra lícita, mas pensou ao dizer: “mas nem todas as coisas convêm”, “nem todas as coisas edificam”. E tudo isso é bastante coerente com outro ensinamento de sua autoria:
Aquele que não conhece a lei, tudo o que ele faz é lei, mas o que conhece e não a pratica, é punido pela própria lei.
Sabemos que a lei divina é revelada aos homens à medida de sua condição evolutiva, isto nos leva a raciocinar que de acordo com a condição evolutiva da criatura é que ela vai analisar o que é justo ou não.
Nada proíbe nada, um dos princípios básicos é o “livre-arbítrio” (todas as coisas são lícitas), assim sendo ela não é proibitiva, mas é educativa, no sentido de mostrar a verdade, e ensinar o caminho para consegui-la (mas nem todas as coisas edificam).
O apóstolo, com este seu ensinamento, mostra sua capacidade de síntese e consegue fechar todo o tema que ora estudamos: “Livre-arbítrio e Causa e Efeito”. Com a afirmação de que “tudo me é lícito”, ele mostra o livre-arbítrio, mas é taxativo ao afirmar: “nem todas as coisas edificam”, ou seja, nem todas as coisas nos conduzem para o caminho do Senhor, e é aí que a lei de causa e efeito atua de maneira a fazer voltar o ser à direção correta.
Outra coisa a ser analisada é qual o nosso objetivo diante da vida. Ela nos oferece muitos prazeres de caráter transitório, mas se o nosso objetivo maior é a nossa evolução espiritual, temos que buscar algo mais duradouro: o tesouro que o ladrão não rouba, nem a traça corrói.
Quando Jesus conversava com as irmãs de Lázaro, deixou um grande ensinamento:
“Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a melhor parte, a qual não lhe será tirada.”
Portanto quando estivermos em dúvida sobre qual o caminho a seguir, usemos o nosso discernimento, e busquemos pensar se não estamos trocando:
O divino, pelo humano.
O transcendente, pelo rotineiro.
O que redime, pelo que cristaliza.
O espiritual, pelo material.
Os prazeres do Céu, pelas alegrias da Terra.
E lembremos sempre o que Ele, que é o Mestre dos mestres nos disse:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida.

Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João, 14: 6)

20 de abr de 2017

AINDA HÁ ANTIPATIA

Questão 391 do Livro dos Espíritos

A antipatia entre duas pessoas nasce em qualquer uma delas primeiro, no entanto, provavelmente um é sempre mais esclarecido que o outro, e por força da natureza melhorada, a antipatia deve surgir no que ainda tem uma natureza mais bruta, que alimenta a inferioridade.
Existem ainda casos de dívidas do passado entre duas pessoas, onde uma delas já está propensa ao perdão. Essa, esquece logo as lembranças e a repulsão quando encontra o antagonista, mas a outra, que desconhece a desculpa, trava uma guerra consigo mesma para odiar mais, ao deparar com o seu antigo inimigo, piorando cada vez mais a sua situação espiritual.
Certamente que o bom Espírito sente repulsão pelo mau, mas esforça-se para não odiar, por estar na escala da educação dos seus sentimentos. O Espírito superior não muda sua paz interior pelas antipatias que recebe de alguém; conserva sua serenidade e ainda ora por todos os que caluniam e odeiam.
Convém anotar-se que o Espírito que odeia se encontra na ordem dos ignorantes, que não percebeu ainda a luz nem experimentou a paz de consciência. Foi por essa razão que veio ao mundo o Cristo, sendo que a humanidade não reconheceu a Sua presença como deveria. Assim ele fez voltar a Sua doutrina na feição do Espiritismo codificado por Allan Kardec, na certeza de que essa filosofia grandiosa iria dar continuidade à educação dos que ignoram a verdade. A Doutrina dos Espíritos tem o poder de fazer reviver com Jesus, com todas as suas qualidades nobres, trabalhando para que Ele seja conhecido por toda a humanidade.
O Espírito inferior desconfia de todos e percebe no ar quando vai ser censurado pelo seu igual. Ele está sempre em rixas com os seus parceiros. Com estas páginas sobre “O Livro dos Espíritos”, nós desejamos a todos que melhorem em todos os sentidos e alcancem o amor, amando; que alcancem o perdão, perdoando; que alcancem a caridade, praticando-a em todas as suas nuances.
Se ainda alimentamos alguma antipatia por alguém, pensemos mais e desfaçamos logo este estado negativo em nossa vida. Cada sentimento inferior que palpita em nosso íntimo, é semente inferior lançada no terreno mental e no coração de quem odeia, e por isso responderemos. Não convém esse estado, porque todo sofrimento nasce desse descuido.
Fecundemos nossos pensamentos, palavras e obras com a fraternidade, pois ela é capaz de construir em nossos caminhos a luz que jamais se apagará. Mesmo que não tenhamos antipatia por alguém, mesmo que ninguém se antipatize conosco, trabalhemos em favor dos que ainda se encontram nessa faixa de vida nas sombras, para que eles, no amanhã, esqueçam deste nome, antipatia, e do que ele representa para os infelizes.
O mundo está cheio de ódio, de inveja, de orgulho e de egoísmo, esperando que nossas mãos trabalhem para a paz de todos. Podemos fazer alguma coisa em favor do amor, e não nos esqueçamos de espalhar benefícios. Comunguemos com o Cristo, que ele já comungou com o nosso coração em Deus.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

19 de abr de 2017

REVELAÇÃO – RELIGIÕES – XIII

314 –Qual a maior lição que a Humanidade recebeu do Mestre, ao lavrar ele os pés dos seus discípulos?

-Entregando-se a esse ato, queria o Divino Mestre testemunhar Para as criaturas humanas a suprema lição da humildade, demonstrando, ainda uma vez, que, na coletividade cristã, o maior para Deus seria sempre aquele que se fizesse o menor de todos.

315 –Por que razão Jesus, ao lavar os pés dos discípulos, cingiu-se com uma toalha?
-O Cristo, que não desdenhou a energia fraternal na eliminação dos erros da criatura humana, afirmando-se como o Filho de Deus nos divinos fundamentos da Verdade, quis proceder desse modo para revelar-se o escravo pelo amor à Humanidade, à qual vinha trazer a luz da vida, na abnegação e no sacrifício supremos.

Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

18 de abr de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – VII

Dando sequência aos nossos estudos, no capítulo 17, do livro “Nosso Lar”, conhecendo a casa de Lísias, o autor espiritual da obra descreve: “Ambiente simples e acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstrando pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada em linhas nobres e delicadas.”
Você, estimado (a) internauta, seria capaz de nos auxiliar a responder as questões propostas abaixo:
a)    De que material seriam feitos os móveis existentes na casa de Lísias?! Você admite que possam, à época em que foram construídos, terem sido feitos de madeira?!
b)    Os quadros, ou as telas, que enfeitavam as paredes da casa, eram originais, concebidos por artistas do Mundo Espiritual?!
c)     E o piano?! O que você poderia nos dizer a respeito?! Porventura, tratar-se-ia de um piano “desencarnado”, ou fabricado mesmo no Mais Além?!
d)    E a harpa?! O que você tem a dizer sobre ela?! A presença de um piano e de uma harpa pode nos levar a pensar na existência de músicos e compositores no Mundo Espiritual, que lá mesmo tiveram oportunidade de estudar e aprender a tocar os referidos instrumentos?!
Em seguida, no mesmo capítulo 17, André escreve em certo parágrafo: “... Iolanda exibiu-me livros maravilhosos.” Que livros seriam tais?! Escritos na Terra, por autores encarnados, ou escritos lá, em “Nosso Lar”, igualmente nos induzindo a pensar na existência de todo um trabalho de editoração dos referidos volumes?! Escrevem-se livros no Mais Além?! Ou toda a cultura que possa existir no Mundo Espiritual é procedente da cultura do Mundo Material?!...
Ainda em visita à casa de Lísias, André Luiz conta que se demorou na “Sala de Banho, cujas instalações interessantes me maravilharam. Tudo simples, mas confortável” Se você puder, e estiver interessado, por favor, tente responder conosco:
a)    “Nosso Lar” é uma cidade fundada por “distintos portugueses” desencarnados – em Portugal, “Casa de Banho”, ou “Sala de Banho”, é sinônimo de Banheiro, Lavabo, etc. Qual seria a utilidade prática de um Banheiro na casa de um espírito desencarnado?!
b)    Você admite que o corpo espiritual, ou perispírito, ainda tendo que se alimentar, tem, igualmente, necessidade de excretar resíduos, recorrendo, por exemplo, a um vaso sanitário?!
c)     Em consequência, como recomenda os princípios da boa higiene, teria que lavar as mãos, e até outras partes consideradas “menos nobres” do corpo? Eu, particularmente, quando não encontro uma ducha higiênica num banheiro – apetrecho tão simples e tão barato – acho um absurdo.
d)    O perispírito precisa ser banhar, ou seja: o espírito, nas Dimensões Espirituais mais próximas ao orbe, ainda carece de tomar banho, para lavar o seu corpo?! Tomar “banho na soda”, eu ainda continuo mandando muita gente, encarnada e desencarnada, mas eu quero saber é na água?!
e)    Se o espírito toma banho, a fim de higienizar o perispírito, convém concluir que ele transpira, suja-se na execução de determinados trabalhos que o colocam em contato com alguma espécie de poeira?!
Na semana que vem, voltaremos a incomodar. Por hora, o nosso fraternal abraço, lembrando a você que o espírita não deve engolir “comida” que os outros mastigam – ele deve mastigar e engolir a sua própria “comida”.
Abraços.

INÁCIO FERREIRA – Mediunidade na Internet

17 de abr de 2017

Definitivamente: Não Sou Santo!

A mão que escreve agora estas palavras um dia certamente cometeram pecados, hoje, porém, tenta aliviá-los com palavras de encorajamento e fé.
Eu tive oportunidades de errar – e errar muito – quando estava entre vocês na última vivência na carne. Errei muitas vezes na tentativa de acertar, é verdade, mas errar conscientemente do erro que estou cometendo, isto jamais poderei fazer porque me entreguei, corpo e alma, a causa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele me ensinou, entre tantas coisas, que ainda seria perfeito, como é o nosso Pai Celestial, mas que ainda trilho no caminho da imperfeição e isto acontece, maioria das vezes, na tentativa de aprender o caminho correto que chegue ao Pai.
Esta confissão é importante que seja expressa porque muitos me têm hoje como uma espécie de santo – e santo definitivamente não sou.
Sou ainda um pecador na expressão das minhas falhas contínuas, mas desprovidas de intenção. Falho, entretanto, e como erro ainda mesmo no lado de cá da existência humana.
Não posso com isso me candidatar, por mais que seja uma homenagem sincera dos meus amigos e admiradores, a uma vaga no panteão da santidade na Terra entre meus irmãos católicos.
Neste “Sábado de Aleluia”, reidentifico-me publicamente com a minha ainda grande imperfeição humana e não posso considerar que seja justo dizer-se "Santo Hélder” quando eu mesmo não consigo caminhar retamente com as minhas próprias pernas.
Quem por acaso ler estas linhas, em nome de alguma consideração que me tem, e puder fazê-las chegar aos destinatários da Igreja Católica que servi e ainda sirvo, mostre este meu depoimento sincero, vindo do fundo de meu coração e da minha absoluta consciência.
Já me expressei outras vezes sobre o assunto. Fui firme, mas infelizmente poucos deram ouvidos. Entendo a razão. Não posso, porém, deixar de tentar outra vez e realizar este apelo pelo amor de Deus.
É um pedido que acredito justo, que sai das catacumbas, que se transforma em luz, que se põe como algo concreto e veraz da minha alma.
Por favor, em nome de Deus, faça cumprir este meu pedido.
De coração,

Helder Camara – Blog Novas Utopias

16 de abr de 2017

Apenas o começo

Não há neste momento que o País atravessa uma força política capaz de mudar o quadro atual. Todos, de alguma maneira, estão envolvidos no golpe de falcatruas que foi vítima a governança brasileira – salva uma minoria de exceções.
Já esperávamos, do lado de cá da vida, a vastidão dos efeitos desta intempérie política. Sabíamos, antemão, o que estava acontecendo e os atores envolvidos, há algum tempo.
De nossa parte, sem poder nos antecipar a corrente natural dos fatos, competia fazer alertas, dizer da nossa inquietação e também do nosso temor para que, uma vez divulgada em detalhes as artimanhas de subtração do Estado brasileiro, o povo não saísse às ruas em clima de profunda revolta e desorganização civil – pois que o caos se estabeleceria.
O que vemos é a constatação da falência do atual modelo político brasileiro, carcomido que foi pelos interesses particulares mais escusos possíveis.
Quando levantava a voz nesta coluna para denunciar a decepção com os protagonistas da política brasileira, achavam uns que estava sendo absolutamente pessimista ou os contornos do quadro que pintava era por demais tenebroso ou exagerado. O tempo provou que não era. E pasmem: tudo que sabem ainda não é tudo que existe.
Outras revelações bombásticas estão em curso e somente alguns atualmente têm noção da podridão que ainda será revelada.
Ao afirmar que não ficará “pedra sobre pedra”, argumento que diante do caos instalado de alternativas para o País, poderemos ter, infelizmente, uma guinada perigosa para posições extremistas que, antes de demonstrar a impiedade popular com o status quo – revelará, insofismavelmente, uma posição de desespero inconsequente.
Os militares a tudo veem e nada fazem – e possivelmente nada farão. Sabem eles que o erro humano em querer mais e mais poder – ou mais e mais dinheiro – não se resume apenas aos civis, mas é origem da ainda imperfeição moral da humanidade.
As instituições sairão fortalecidas, mas não depois de uma limpeza exemplar nos quadros da política brasileira e na criação de outra base jurídica de relacionamento popular e as esferas de poder, aliado a novas regras do jogo político. Mais transparentes, mais representativas, mais legítimas.
De nossa parte, continuaremos, porque não falo apenas de mim, na retaguarda da construção de um País novo e vigoroso, livre da corrupção e dos desmandos.
Enquanto isso, porém, não baixaremos a guarda. Muitos artifícios, de todos os lados, ainda serão planejados e, dada a necessidade de sobrevivência política, a audácia e a ousadia em impetrar iniciativas antipopulares não deixarão de existir – o que é perfeitamente compreensível, mas não aceitável.
São os tempos novos, senhores, os tempos da renovação de ares e de atores da política brasileira.
O que se espera, aprendida a lição, é que sejamos, todos nós, protagonistas de um novo e próspero amanhã.


Joaquim Nabuco – Blog reflexões de um imortal