22 de out de 2017

ABRAMOS O CORAÇÃO

Por quantas vidas, eu deixei
De aproveitar a grande chance
Que Deus colocou ao meu alcance
E em quase todas, fracassei.

Por quanto tempo eu falhei
Em semear o amor cristão
Em meu próprio coração.
Só amarguras, semeei.

Milhares de anos, eu tive
Para me aperfeiçoar
E conjugar o verbo amar
Que em minh'alma ainda vive .

Mas deixei-me arrastar
Nas valas da ingratidão.
A ninguém estendi a mão
E nunca eu soube perdoar.

E na vida espiritual
Na qual busco me redimir
Pra não voltar a falir
E abandonar de vez o mal,

Dificuldades sem fim,
De onde nem imagino,
São parte do meu destino
São o que eu arranjei pra mim.

Mas....confiante que sou em Jesus,
Sei que um dia, isso mudará.
Minha estrela se acenderá E brilhará, por fim, minha luz.

Encontrarei o meu caminho
Nos conselhos do Messias.
Terei muitas alegrias.
Não estarei mais sozinho.

Venha comigo , amigo !
Assumamos esta missão .
Vamos semear o perdão
Oferecendo amparo e abrigo !

E nesta mesma encarnação ,
Deixemos de ser ateus !!
Tenhamos mais fé em Deus
E ABRAMOS O CORAÇÃO !!


ROBERTO FERREIRA

21 de out de 2017

AUTO DE FÉ

(Recordando o “Auto de Fé”, a 9 de outubro de 1861, na cidade de Barcelona, Espanha).

Século XIX... Inquisição...
A treva enfurecida opõe-se à luz...
Em Barcelona, Espanha, a escuridão
Sitia o Evangelho de Jesus...

Na esplanada, se agita a multidão...
Estranho fogaréu sobe e reduz
Em cinza e lama a Codificação,
Que, entre as chamas, inda mais reluz...

Aos apupos de místicas plateias,
Queimam-se os livros, mas não as ideias,
Que o fanatismo vão não incinera...

Brilhando na fogueira, redivivo,
O Espiritismo segue sempre altivo.
Prenunciando ao mundo a Nova Era!...

Cruz e Sousa

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 14 de outubro de 2017, em Uberaba – MG).

20 de out de 2017

KARDEC e DARWIN

    Kardec e Darwin foram dois grandes cientistas que vieram ao mundo no alvorecer do século 19. O primeiro, um médico francês e aluno de Pestalozzi, foi o codificador de Espiritismo, o segundo era um naturalista e fisiologista inglês. Kardec pesquisou a evolução dos Espíritos, Darwin, a dos corpos biológicos.
    Nós somos espíritos imortais. E o Nazareno disse que nós devemos buscar a perfeição de Deus, o Pai. Nós somos hoje os espíritos dos homens de ontem, inclusive os dos homens das cavernas. E depois de inúmeras reencarnações chegamos à evolução e perfeição em que nos encontramos atualmente. Se não houvesse evolução e as reencarnações que a possibilitam, seríamos forçados a pensar que Deus foi muito injusto com aqueles espíritos de outrora dos homens da caverna, que só teriam vivido mais como bichos do que como seres humanos propriamente ditos! A evolução é, pois, uma lei natural tão real como o é a da Gravidade, e é até sagrada.
    A igreja como afirma o sábio francês padre François Brune, acredita na vida após a morte, ou a chamada vida eterna, mas na prática tem agido como se ela não existisse, pois não a estuda, e é até contrária ao seu estudo. A mesma coisa se pode dizer dos nossos irmãos protestantes. Isso nos faz lembrar do que o Mestre afirmou, ao referir-se aos sacerdotes judeus de sua época: " Não entram no reino dos céus, e não deixam outros entrarem!". É necessário, pois, que os católicos e protestantes despertem também para o estudo de espírito, e não só do corpo, como vêm fazendo há séculos, pois o espírito é mais importante do que o corpo. " A carne para nada se aproveita; o que importa é o espírito que dá vida" (João 6, 63).
    Foi revolucionário o livro de Darwin: " Da Origem das Espécies" (1859), principalmente porque ele entrou em choque com as ideias da interpretação literal da Bíblia, quando a exegese e a hermenêutica ainda eram muito elementares e tímidas. A Igreja estava, pois, sem força moral para enfrentar aquele poderoso materialismo efervescente, após a Revolução Francesa, o que se agravava mais ainda pelo fato de ela estar, justamente naquela época, deixando a Inquisição. Foi quando surgiram também os não menos revolucionários livros científicos e espiritualistas de Kardec, entre eles " O Livro dos Espíritos" (1857), os quais deram um verdadeiro " chega pra lá " nas ideias materialistas e antireligiosas de Darwin e de seus contemporâneos Marx e Comte. Por isso dizemos como o escritor e pastor presbiteriano do Rio de Janeiro, Neemias Marien: " O maior reformador do Cristianismo não é Lutero, mas Allan Kardec." De fato, até Kardec, não se tinha feito ainda um estudo racional e científico da Bíblia.
    Darwin foi um dos grandes cientistas da evolução da vida material, e Kardec o foi da evolução da vida do espírito na matéria e fora da matéria"


José Reis Chaves

19 de out de 2017

Esperanto - Divaldo P. Franco

    "Entrevistador: Divaldo, você poderia transmitir uma pequena mensagem em Esperanto para os esperantistas da Paraíba?

    Divaldo: Embora não seja cultor do idioma Esperanto, posso dizer que essa língua universal, que se candidata a ser o elo de fraternidade entre as criaturas, criada por Lázaro Ludwig Zamenhof, que nasceu na cidade de Bialistok, na Polônia, e que desenvolveu um grande programa de solidariedade humana, será, indubitavelmente, o maior elo de fraternidade entre as criaturas porque derrubará as barreiras linguísticas e aproximará muito mais os homens para um entendimento entre todos."

18 de out de 2017

ASSEMBLÉIA DE ESPÍRITOS ENCARNADOS

Questão 417 do Livros dos Espíritos

Aos Espíritos, por estarem encarnados, nada impede de formarem assembleias no mundo espiritual, no percurso do sono. Isso acontece sempre. São almas afins que se reúnem para trocar ideias. Assim os bons, assim os maus, dentre os quais existem os retardatários, que faltam muitas vezes aos compromissos, e que sempre são chamados aos deveres.
Podemos observar que, em muitos casos, como ao lermos um livro de ensinamentos elevados é difícil de ser entendido, conseguimos, com muita facilidade, absorver seu conteúdo. Nesses casos, é porque fizemos, certamente, parte de uma dessas assembleias no mundo espiritual durante o sono, onde estudamos esses conceitos elevados da vida. As leis naturais são, nesses ambientes, mais fáceis de serem compreendidas
Formam-se assembleias em todos os lugares no universo de Deus. Todos que se encontram estão em busca de mais entendimento, porque a sabedoria é necessária para que o amor se assente no íntimo da alma e faça parte dela para a eternidade.
Quantos espiritualistas se reúnem na Terra para orar e compreender melhor a vontade de Deus!? São muitos, e cada assembleia tem caminhos diferentes, mas, com o mesmo objetivo de iluminar-se. Pois bem, quando no processo do sono, eles tornam a se reunir, continuando os estudos e as orações, e é no plano da realidade que eles aprendem com mais profundidade o que desejam.
Os anjos também se reúnem para tomar algumas decisões, de modo que as suas experiências se alargam, procurando cada vez mais acertar nas linhas da justiça e nos esplendores do amor.
Não percamos, pois, a paciência, quando não entendermos certos assuntos que devem ser resolvidos; todo erro passa como toda mentira; somente a verdade ficará de pé, para nos dizer: “Eu sou a luz”.
Na Terra e na sua atmosfera há somente um mestre, dentre todos os outros: Jesus Cristo. Tudo o que vem de Deus para a humanidade passa por Ele. Para que se possa entender, Ele é o coordenador das nossas necessidades espirituais. Até mesmo os raios do sol, o ar, as águas e as plantas têm Suas bênçãos.
Em todo sistema de assembleias, onde a verdade e a sinceridade são o tema, a resposta não deixa de aparecer nos moldes dos sentimentos, pois é constituindo assembleias nobres que formamos as nossas convicções elevadas. Se não queremos nos reunir no mundo espiritual com Espíritos inferiores, esqueçamos a inferioridade no plano da matéria, procuremos livrar-nos dela nas nossas conversações e nas nossas diretrizes de cada minuto. Somente colhemos o que plantamos e nos reunimos sempre com os nossos iguais, seja na Terra, seja no céu; entretanto, existe a misericórdia, que muitas vezes nos leva aonde não fazemos jus, para aprendermos a merecer. Isso ocorre de vez em quando.
Jesus desceu dos altiplanos da Vida Maior por amor à humanidade, deixando transparecer na visibilidade de tudo a misericórdia de Deus. Reuniu Seus discípulos, entregando-lhes o Evangelho, para que esse pudesse se multiplicar, formando assembleias por toda parte e irradiando a paz para todas as nações. E até hoje essas assembleias se multiplicam por todo o mundo, de modo que no amanhã possamos registrar o céu, não mais fora de nós, mas dentro dos nossos corações. Eis aí a verdadeira felicidade.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

17 de out de 2017

ESPIRITISMO - PROSÉLITOS

         366 –Como deverá agir o espírita sincero, quando encontre perante certas extravagâncias doutrinárias?
         -À luz da fraternidade pura, jamais neguemos o concurso da boa palavra e da contribuição direta, sempre que oportuno, em benefício do esclarecimento de todos, guardando, todavia, o cuidado de nunca transigir com os verdadeiros princípios evangélicos, sem, contudo ferir os sentimentos das pessoas. E se as pessoas perseverarem na incompreensão, cuide cada trabalhador da sua tarefa, porque Jesus afirmou que o trigo cresceria ao lado do joio, em sua seara santa, mas Ele, o Cultivador da Verdade Divina, saberia escolher o bom grão na época da ceifa.
         367 –É justo que, a propósito de tudo, busque o espiritista tanger os assuntos do Espiritismo nas suas conversações comuns?
         -O crente sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo detestável, sem nenhum caráter construtivo.
         De modo algum se deverá provocar as manifestações mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada porcentagem de esforço próprio na aquisição do conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

16 de out de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXIX

Antes de darmos sequência às nossas reflexões sobre os capítulos de “Nosso Lar”, livro de autoria de André Luiz, gostaríamos de fazer uma observação. Não nos esqueçamos de que se, em suas obras anteriores, ou seja, nos demais volumes de sua extraordinária Coleção, o competente autor espiritual escreveu sob o endosso de sua própria vivência além da morte do corpo carnal, e, sobretudo colhendo depoimentos de elevados Mentores da Vida Maior, em “Evolução em Dois Mundos” e “Mecanismos da Mediunidade” (além do maravilhoso “Agenda Cristã”), ele revelou a sua própria capacidade de espírito altamente lúcido. Eis algo que, infelizmente, muitos dos que se referem a André Luiz, com o intuito de minimizar o valor dos livros de sua lavra espiritual, esquecem-se de destacar.
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No capítulo 35 de “Nosso Lar”, intitulado “Encontro Singular”, André Luiz nos relata experiência comovente e altamente instrutiva, semelhante, sem dúvida, a muitas com as quais os desencarnados se defrontam, quando, é óbvio, em desencarnando, têm oportunidade para tanto – porque, a grande maioria daqueles que deixam o corpo na Terra sequer logra oportunidade igual à que André desfrutou, logo que adentrou a cidade espiritual. Até mesmo para estarmos com possíveis desafetos, e pedir-lhes perdão pelo prejuízo que lhes causamos, necessitar ter merecimento.
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Todos os que já tiveram oportunidade de ler “Nosso Lar” sabem que André, no capítulo 35, narra o seu encontro com Silveira, um dos integrantes dos “Samaritanos”. O próprio Silveira, ao vê-lo em “Nosso Lar” surpreende-se com a sua presença lá, posto, talvez, não esperar que André tivesse desencarnado tão cedo.
André sente-se constrangido, de vez que Silveira, junto com a família, tinha sido prejudicado pelo seu pai, que, na condição de agiota, em vista da impossibilidade de que Silveira resgatasse com ele o débito adquirido, o espoliara de todos os bens, deixando-o numa situação econômica muito difícil – então, o referido chefe de família estava doente, com dois filhos igualmente acamados, certamente, à época, vitimados por alguma enfermidade tropical.
A esposa de Silveira havia tentado obter a intercessão da mãe de André junto ao esposo, de nome Laerte, todavia ele não a ouviu, e, encorajado pelo próprio filho ainda muito jovem, levou a cabo a execução da dívida, que, inclusive, levara a senhora Silveira a ficar sem o seu piano. Escreveu o autor espiritual: “Derrotados na luta, os Silveiras haviam procurado recanto humilde no Interior, amargando o desastre financeiro em extrema penúria.”
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Silveira, ao reencontrar André, age cavalheirescamente, e, nem de leve, menciona o desagradável episódio, que, junto a outros equívocos, muito estava custando ao pai de André Luiz, retido em obscuras regiões umbralinas.
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Procurando Narcisa, igualmente sua conselheira nos primeiros tempos de “Nosso Lar”, André, naturalmente avexado, descreve o ocorrido, escutando dela o seu próprio depoimento: “Já tive a felicidade de encontrar por aqui o maior número das pessoas que ofendi no mundo. Sei, hoje, que isso é uma bênção do Senhor que nos renova a oportunidade de restabelecer a simpatia interrompida, recompondo os elos quebrados, da corrente espiritual.”
E, em seguida, ouve-lhe a pergunta: “Aproveitou você, o belo ensejo?” Ante a negativa de André, a simpática Narcisa o incentiva: “Vá, meu caro, e abrace-o de outra maneira. Aproveite o momento, porque o Silveira é ocupadíssimo e talvez não se ofereça tão cedo outra oportunidade.”
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Recordemos aqui a recomendação de Jesus: “Entra em acordo sem demora com o teu adversário, enquanto estás com ele a caminho...”
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Atitude linda a de Silveira que, quando André o procura, para desculpar-se em seu nome e em nome de seu pai, praticamente nem o deixa terminar de falar, não consentindo que ele prosseguisse se humilhando – repetindo, que bela atitude! Quantos, antes de se disporem a perdoar algum mal entendido, esperam que o pretenso ofensor se humilhe ao extremo!...
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Terminando, em nossa síntese, Silveira diz a André: “... seu pai foi meu verdadeiro instrutor. Devemos-lhe, meus filhos e eu, abençoadas lições de esforço pessoal. Sem aquela atitude enérgica que nos subtraiu as possibilidades materiais, que seria de nós no tocante ao progresso do espírito?”
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Pois é, caros internautas, poucas perguntas desta vez, mas, com certeza, a mais incisiva de todas as que aqui já tivemos oportunidade de lhes formular: - Antes de passarem por um constrangimento semelhante ao de André Luiz deste Outro Lado, algum de vocês, se for o caso, já procurou aproveitar “o belo ensejo”?!

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Uberaba – MG, 16 de outubro de 2017.