Reunião pública de 26-6-59
Questão nº 676
A cada momento, o Criador
concede a todas as criaturas a benção do trabalho, como serviço edificante,
para que aprendam a criar o bem que lhes cria luminoso caminho para a glória na
Criação.
Não permitas, portanto, que o
repouso excessivo te anule a divina oportunidade.
Assim como o relaxamento é
ferrugem na enxada, a benefício do joio que te prejudica a seara, o tempo vazio
é flagelo na alma, em favor das energias perniciosas que devastam a vida.
Não há corrosivo da
ociosidade que possa resistir aos antídotos da ação.
Não acredites, desse modo, no
poder absoluto das circunstâncias adversas, a se mostrarem, constantes, nos
eventos da marcha.
Se a injúria te persegue,
trabalha servindo, e o sarcasmo far-se-á reconhecimento.
Se a calúnia te apedreja,
trabalha servindo, e a ofensa converter-se-á em louvor.
Se a mágoa te alanceia,
trabalha servindo, e a dor erguer-se-á por utilidade.
Se o obstáculo te aborrece,
trabalha servindo, e o embaraço surgirá por lição.
No trabalho em que possas
fazer o melhor para os outros, encontrarás a quitação do passado, as
realizações do presente e os créditos do futuro. E é ainda por ele que
conquistarás o respeito dos que te cercam, a riqueza da experiência, a láurea
da cultura, o tesouro da simpatia, a solução para o tédio e o socorro a toda
dificuldade.
Importa anotar, porém, que há
trabalho nas faixas superiores e inferiores do mundo.
Movimento que aprisiona e
atividade que liberta, atração para o abismo e impulso para o Céu...
O egoísmo trabalha para si
mesmo.
A vaidade trabalha para a
ilusão.
A usura trabalha para o
azinhavre.
O vício trabalha para o lodo.
A indisciplina trabalha para
a desordem.
O pessimismo trabalha para o
desânimo.
A rebeldia trabalha para a
violência.
A cólera trabalha para a
loucura.
A crueldade trabalha para a
queda.
O crime trabalha para a
morte.
Todas essas monstruosidades
do campo moral representam fruto amargo e venenoso de audiências da alma com a
inteligência das trevas, no palácio deserto das horas perdidas.
Todavia, o trabalho dos que
trabalham servindo chama-se humildade e benevolência, esperança e otimismo,
perdão e desinteresse, bondade e tolerância, caridade e amor, e, somente
através dele, o espírito caminha, na senda da ascensão, em harmonia com as leis
de Deus.
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