11 de jun de 2018

III – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER


Nos primeiros parágrafos de sua preleção, o Ministro Flácus enfoca o tema da evolução da mônada, a partir do reino mineral:
“... a matéria mais densa não é senão o conjunto das vidas inferiores incontáveis, em processo de aprimoramento, crescimento e libertação”.
Adiante:
 “Cada espécie de seres, do cristal até o homem, e do homem até o anjo, abrange inumeráveis famílias de criaturas, operando em determinada frequência do Universo. E o amor divino alcança-nos, a todos, à maneira do Sol que abraça os sábios e os vermes”.
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Espantosa a afirmação dos Espíritos Superiores a Kardec, na pergunta 597-a, de “O Livro dos Espíritos”: “(...) Há, entre a alma dos animais e a do homem, tanta distância, quanto entre a alma do homem e Deus”.
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Quão longos são os caminhos da evolução!...
E o homem, lidando com a razão há quarenta mil anos, ainda revela em suas atitudes traços de animalidade. Não se pode dizer que o homem já tenha tomado completa posse de sua humanidade.
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Mais adiante, Flácus aborda a questão da interdependência que vige entre todos os seres da Criação – interdependência não apenas física, mas também psicológica. Daí não nos ser atitude lícita e inteligente menosprezarmos que se movimentam na retaguarda evolutiva, pelos quais, sem dúvida, necessitamos nos sentir responsáveis – assim como Jesus Cristo sentiu-se e sente-se por nós outros.
O que seria da Humanidade Terrestre se o Cristo não tivesse vindo a até nós?! Com certeza, ainda desconheceríamos o que seja Amor – com A maiúsculo!
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Flácus, em sua palestra, estava justificando o trabalho que os espíritos mais esclarecidos necessitam desenvolver em nome da solidariedade universal – preparando os espíritos que ali estavam presentes para as tarefas sacrificiais que os mais lúcidos devem abraçar em favor da libertação dos que se demoram nas faixas da ignorância.
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Vejamos a sua consideração:
“Seres humanos, situados noutra faixa vibratória, apoiam-se na mente encarnada, através de falanges incontáveis, tão semiconscientes na responsabilidade e tão incompletas na virtude, quanto os próprios homens”.
Com tais palavras, ele nos induz a pensar que, até certo ponto, o chamado vampirismo é natural. Assim como o corpo humano é parasitado por milhares de vidas inferiores, em evolução, a mente humana também. Todavia, a questão não é a de “carregarmos” conosco mentes desencarnadas, necessitadas de esclarecimento – a questão é nos deixarmos possuir por elas, e, em vez de fazer com que cresçam consentir que elas nos façam estagnar em nossa caminhada.
Mediunidade generalizada!...
Notemos a importância da Doutrina Espírita que, em nos conscientizando de semelhante situação, nos prepara para melhor a facearmos.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 11 de junho de 2018.

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