Finalmente, no capítulo 44,
André Luiz nos fala sobre a Dimensão das Trevas, ou seja, sobre a existência de
um Planeta, subcrostal, denominado “Trevas” – de início, convém esclarecer que
todas as Sete Esferas da Terra, ou Sete Dimensões, são desdobramentos naturais
do próprio Orbe Terrestre.
André Luiz, assim, nos
enseja, através de sua Obra Reveladora, verdadeira Revelação da Revelação:
falar em Mundos Espirituais, no plural! O referido autor espiritual, através de
Chico Xavier, pluralizou o Mundo Espiritual, dando maior significado as
palavras de Jesus quando ensinou que há muitas moradas na Casa do Pai.
*
Solicitando explicações de
Lísias, a respeito do que ouvira do Governador, em sua referência a Terra, ao
Umbral e às Trevas, André registrou:
- Chamamos Trevas às regiões
mais inferiores que conhecemos. Considere as criaturas como itinerantes da
vida, Alguns poucos seguem resolutos, visando ao objetivo essencial da jornada.
São os espíritos nobilíssimos, que descobriram a essência divina em si mesmos,
marchando para o alvo sublime, sem vacilações. A maioria, no entanto,
estaciona, Temos então a multidão de almas que demoram séculos e séculos,
recapitulando experiências. Os primeiros seguem por linhas retas. Os segundos
caminham descrevendo grandes curvas.
*
Em obras posteriores, não
olvidemos que André Luiz ainda há de se referir à Dimensão do Abismo –
notadamente na obra “Obreiros da Vida Eterna”! Conforme já tivemos ensejo de
mencionar, a Obra Andreluizina nos leva a efetuar uma viagem no tempo – tanto
nos leva ao Futuro, quando nos conduz à cidade de “Nosso Lar”, construída em
zona superior do Umbral, quanto nos leva ao Passado, em seus preciosos relatos
enfeixados no livro “Libertação”.
Há, ainda, em “Nosso Lar”,
discreta menção a uma Quinta Dimensão, ou Terra, que é justamente aquela
habitada por sua genitora, que, para estar com ele em “Nosso Lar”, carece de se
materializar.
*
André, dialogando com Lísias,
anota:
- Outros (espíritos),
preferindo caminhar às escuras, pela preocupação egoística que os absorve,
costumam cair em precipícios, estacionando no fundo do abismo por tempo
indeterminado. Compreendeu?”
Atentemos para a questão do
livre arbítrio que preside a evolução do espírito: “preferindo caminhar às
escuras”! Vejamos quanto, por simples questão de preferência, ou de escolha,
podemos nos atrasar por séculos e séculos – por milênios, mesmo!
*
Interessantíssima a pergunta
de André:
- Entretanto, que me diz
dessas quedas? Verificam-se apenas na Terra? Somente os encarnados são
suscetíveis de precipitação no despenhadeiro?
Eis a preciosa resposta de
Lísias, sobre a qual, infelizmente, muitos espíritas evitam refletir:
- Em qualquer lugar, o
espírito pode precipitar-se nas furnas do mal...
No Mundo Espiritual, o
espírito não apenas continua sujeito aos seus antigos carmas, quanto é passível
de criar outros novos, porque a vida do espírito no Mais Além igualmente é
presidida pela Lei de Causa e Efeito – no Mundo Espiritual também se planta e
também se colhe!...
*
Cada vez mais se patenteia no
estudo das Obras de André Luiz, pela lavra mediúnica de Chico Xavier, que a
encarnação, para a evolução do espírito, não passa de mero detalhe, ou de um
estágio a mais para o seu crescimento.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 12 de fevereiro
de 2018.
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