13 de nov de 2017

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXXIII

Concluindo as nossas ligeiras reflexões sobre o capítulo 37, de “Nosso Lar”, versando sobre a preleção da Ministra Veneranda, estimaríamos ainda destacar alguns trechos de sua inspirada e profunda dissertação.
- “Será crível que, somente por admitir o poder do pensamento, ficasse o homem liberto de toda a condição inferior? Impossível!
Uma existência secular, na carne terrestre, representa período demasiadamente curto para aspirarmos à posição de cooperadores essencialmente divinos. Informamo-nos a respeito da força mental no aprendizado mundano, mas esquecemos que toda a nossa energia, nesse particular, tem sido empregada por nós, em milênios sucessivos, nas criações mentais destrutivas ou prejudiciais a nós mesmos.”
Antes de Cristo, em termos evolutivos, o que éramos sobre a Terra?! Qual seria o nosso grau de lucidez espiritual, no que se refere, por exemplo, à própria imortalidade e as nossas condições de sobrevivência além da morte?!
Em dois mil anos, ou vinte séculos, quantas vezes teremos vindo ao Mundo Espiritual e voltado a Terra, em novo corpo, sem justa noção da própria desencarnação?!
Quais os pensamentos que nos “fizeram” a cabeça até agora, quando, então, estamos tendo oportunidade de conhecer o Espiritismo, que, segundo Emmanuel, “é processo libertador de consciências, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos”?!
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No excelente livro “Pensamento e Vida”, da lavra mediúnica de Chico Xavier, Emmanuel, no capítulo 20 – “Hábito” –, considera que “o hábito é uma esteira de reflexos mentais acumulados, operando constante indução à rotina.
Herdeiros de milênios, gastos na recapitulação de muitas experiências análogas entre si, vivemos, até agora, quase que à maneira de embarcações ao gosto da correnteza, no rio de hábitos aos quais nos ajustamos sem resistência.”
E mais adiante, acentua:
“Nesse círculo vicioso, vive a criatura humana, de modo geral, sob o domínio da ignorância acalentada, procurando enganar-se depois do berço, para desenganar-se depois do túmulo, aprisionada no binômio ilusão-desilusão, com que despende longos séculos, começando e recomeçando a senda em que lhe cabe avançar.” (destacamos)
Lamentável verdade!
No entanto, mesmo agora, com a Terceira Revelação, o pensamento de muitos prossegue oferecendo resistência à Verdade, com imensa tendência ao comodismo.
Alguns adeptos do Espiritismo, por exemplo, continuam não aceitando as revelações constantes nas obras de André Luiz, preferindo ficar apenas com o que os Espíritos falaram a Kardec – para eles, o espírito desencarnado vive em função de uma nova encarnação na Terra, posto que, através do trabalho e do estudo, não lhe é dado progredir no Planeta Espiritual!
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Infelizmente, temos constatado enorme dificuldade da parte até de alguns companheiros considerados mais cultos para aceitarem o que, já em 1935, no livro “Cartas de Uma Morta”, Maria João de Deus, a genitora de Chico nos falava pelo seu abençoado lápis: “A vida é o eterno fenômeno dos jogos vibratórios e tempo virá em que as almas na Terra compreenderão o papel do espírito na sua esfera infinita de influenciação.”
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O mundo real é somente o Espiritual – o Espiritual do Espiritual, e, assim. sucessivamente. Todos os demais Planos nos quais a Vida se manifesta é expressão mental de seus habitantes, que, na condição de cocriadores, os “criam” para si, no aprendizado gradativo que lhes compete realizar, despertando as suas faculdades latentes – o espírito que vive na superfície dos sentidos, vive ilusoriamente.
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Podemos dizer que, sem dúvida, grosso modo, a Terra é um “Matrix”, tanto quanto o Mundo Espiritual que povoamos ainda o é.
Deus cria a realidade, e o homem, a ficção, até o dia em que a ficção humana se ajuste à Realidade Divina.
Ouça o que tenha ouvidos de ouvir.

INÁCIO FERREIRA

Uberaba, 13 de novembro de 2017.

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