- O que pescas aí, meu bom homem?
- O que mais haveria de pescar senão peixes...
- Pode ser que capture peixes, mas insisto em perguntar: o que pescas aí, meu irmão?
- Se não for peixes, o que seria?
- Não sei, mas creio que o que pescas é mais que peixes. O peixe satisfaz a tua vontade de comer e mata a tua fome. Ao matar a tua fome não pedes nada a ninguém para comer, logo, penso que pescas mais do que peixes.
- Pode ser, vendo por este ângulo, mas o que eu pesco então?
- Foi esta a pergunta que te fiz. O que achas?
- Por esse modo de ver, na verdade, o que pesco, o produto da minha pesca, me dá é dignidade.
- Isso mesmo! É o que penso também.
Toda vez que uma pessoa “com o suor do seu rosto” amaina a sua sobrevivência, ele está praticando a sua autonomia na vida.
Uma pessoa que sai “a pescar” está dizendo para si e para os outros: eu tenho condições de produzir a minha autossustentação. Eu não preciso do favor de ninguém para existir.
Ora, meus irmãos, não seria esta a grande contribuição que poderíamos dar a alguém: ensiná-lo a pescar?
Toda vez que alguém tira a sua sobrevivência diária com o produto de seu trabalho, ele, na realidade, está enaltecendo a sua dignidade. E o valor da dignidade é enorme, não se tem valor para medir o preço da dignidade.
Portanto, o que os homens da lei e as autoridades constituídas deveriam lutar para acontecer é promover a dignidade pelo trabalho.
Eu sei que hoje, diferente de meu tempo, o trabalho mudou. A tal da tecnologia dá novas esperanças a nossa gente porque pode fazer maravilhas, mas se todo mundo tiver acesso a ela e pode aprender a tirar o seu dinheirinho dela.
O homem sempre esteve envolto às transformações tecnológicas, é verdade, mas elas provaram que não vieram para destruir o homem, mas para enobrecê-lo.
É claro que no início provoca imensa confusão, mas depois que as coisas se acomodam, a tecnologia só vem a trazer benefícios para o ser humano, conquanto que haja a integração da tecnologia com a realidade das pessoas.
Eu sei que as coisas vão mudar muito com esta era chamada de digital, mas também acho que Deus fecha uma portinha para abrir milhares de outro lado, é somente integrar o homem a máquina.
Bem, o que desejo é que os governos percebam isso e façam a sua parte para que ninguém, como o meu amigo imaginário, fique pensando que é apenas o peixe que tem que buscar para seu sustento.
Cada um tem o direito a sua dignidade.
Amemo-nos, irmãos!
Helder Camara - Blog Novas Utopias
- O que mais haveria de pescar senão peixes...
- Pode ser que capture peixes, mas insisto em perguntar: o que pescas aí, meu irmão?
- Se não for peixes, o que seria?
- Não sei, mas creio que o que pescas é mais que peixes. O peixe satisfaz a tua vontade de comer e mata a tua fome. Ao matar a tua fome não pedes nada a ninguém para comer, logo, penso que pescas mais do que peixes.
- Pode ser, vendo por este ângulo, mas o que eu pesco então?
- Foi esta a pergunta que te fiz. O que achas?
- Por esse modo de ver, na verdade, o que pesco, o produto da minha pesca, me dá é dignidade.
- Isso mesmo! É o que penso também.
Toda vez que uma pessoa “com o suor do seu rosto” amaina a sua sobrevivência, ele está praticando a sua autonomia na vida.
Uma pessoa que sai “a pescar” está dizendo para si e para os outros: eu tenho condições de produzir a minha autossustentação. Eu não preciso do favor de ninguém para existir.
Ora, meus irmãos, não seria esta a grande contribuição que poderíamos dar a alguém: ensiná-lo a pescar?
Toda vez que alguém tira a sua sobrevivência diária com o produto de seu trabalho, ele, na realidade, está enaltecendo a sua dignidade. E o valor da dignidade é enorme, não se tem valor para medir o preço da dignidade.
Portanto, o que os homens da lei e as autoridades constituídas deveriam lutar para acontecer é promover a dignidade pelo trabalho.
Eu sei que hoje, diferente de meu tempo, o trabalho mudou. A tal da tecnologia dá novas esperanças a nossa gente porque pode fazer maravilhas, mas se todo mundo tiver acesso a ela e pode aprender a tirar o seu dinheirinho dela.
O homem sempre esteve envolto às transformações tecnológicas, é verdade, mas elas provaram que não vieram para destruir o homem, mas para enobrecê-lo.
É claro que no início provoca imensa confusão, mas depois que as coisas se acomodam, a tecnologia só vem a trazer benefícios para o ser humano, conquanto que haja a integração da tecnologia com a realidade das pessoas.
Eu sei que as coisas vão mudar muito com esta era chamada de digital, mas também acho que Deus fecha uma portinha para abrir milhares de outro lado, é somente integrar o homem a máquina.
Bem, o que desejo é que os governos percebam isso e façam a sua parte para que ninguém, como o meu amigo imaginário, fique pensando que é apenas o peixe que tem que buscar para seu sustento.
Cada um tem o direito a sua dignidade.
Amemo-nos, irmãos!
Helder Camara - Blog Novas Utopias
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