Assim, a expiação serve sempre de prova, porém a prova nem sempre é uma expiação.
Contudo, provas e expiações são sempre sinais de uma relativa inferioridade, pois o que é perfeito não tem mais necessidade de ser provado. Um Espírito pode ter adquirido um certo grau de elevação, mas, querendo avançar ainda mais, solicita uma missão, uma tarefa a cumprir, da qual tanto mais será recompensado, se sair vitorioso, quanto mais difícil tiver sido a luta para vencê-la.
Tais são essas pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, que têm nobres sentimentos, que parecem não ter trazido nada de mau de sua existência anterior e que suportam com uma resignação cristã as maiores dores, pedindo a Deus coragem para suportá-las sem lamentações.
Ao contrário, podem-se considerar como expiações as aflições que provocam queixas e lamentos e fazem o homem se revoltar contra Deus.
Sem dúvida, o sofrimento sem lamentações pode ser uma expiação, mas é um sinal de que foi escolhido voluntariamente e não imposto. É uma prova de uma firme decisão, o que é um indício de progresso.
Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, itens 8 e 9 - Allan Kardec
Os falsos profetas
Instruções dos Espíritos - Luís – Bordeaux, 1861
8. Se alguém vos disser: “O Cristo está ali”, não O procureis. Ao contrário, ponde-vos em guarda, pois os falsos profetas são numerosos. Não vedes as folhas da figueira que começam a embranquecer? Não vedes os numerosos rebentos esperando a época da floração? E o Cristo não vos disse: “Reconhece-se a árvore pelos seus frutos?”. Se os frutos são amargos, considerais que a árvore é ruim. Mas se eles são doces e saudáveis, dizeis: “Nada tão puro pode sair de um tronco mau”.
É assim, meus irmãos, que deveis julgar: são as obras que deveis examinar. Se aqueles que se dizem revestidos do poder divino revelam todos os sinais de uma missão semelhante – ou seja – se eles possuem, no mais alto grau, as virtudes cristãs e eternas: o amor, a caridade, a indulgência e a bondade que concilia todos os corações; se, confirmando essas palavras a elas juntarem os atos, então, podereis dizer: Estes são realmente os mensageiros de Deus.
Mas desconfiai das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e fariseus, que oram nas praças públicas, vestidos com longas vestes. Desconfiai daqueles que pretendem ter o único monopólio da verdade!
Não, não, o Cristo não está lá, pois aqueles que Ele envia, para propagar a Sua santa doutrina e regenerar o Seu povo, serão, a exemplo do Mestre, mansos e humildes de coração, acima de todas as coisas. Aqueles que devem, com seus exemplos e conselhos, salvar a Humanidade, que corre para a perdição e se desvia por caminhos tortuosos, serão, acima de tudo, inteiramente modestos e humildes. Todo aquele que revela um átomo de orgulho, fugi dele como da lepra contagiosa, que corrompe tudo o que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, e principalmente em seus atos, a marca de sua grandeza ou de sua decadência.
Ide, pois, meus bem-amados, caminhai sem vacilações, sem segundas intenções, na bendita caminhada que empreendestes. Ide, avançai sempre sem nenhum temor e afastai corajosamente tudo o que possa entravar a vossa marcha rumo ao objetivo eterno. Viajores, não ficareis mais do que pouco tempo nas trevas e dores das provas, se vossos corações se deixarem levar por esta doce doutrina, que vem revelar-vos as leis eternas, satisfazendo todas as aspirações de vossa alma quanto ao desconhecido. A partir de agora, podeis corporificar esses silfos ligeiros que passam em vossos sonhos, e que, tão efêmeros, podiam apenas deleitar o vosso espírito, mas nada diziam ao vosso coração. Hoje, meus amados, a morte desapareceu, para dar lugar ao anjo radioso que conheceis, ao anjo do reencontro e da reunião! Agora, vós que cumpristes a tarefa imposta pelo Criador, não tendes mais nada a temer da Sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos Seus filhos desgarrados, que clamam por misericórdia. Continuai, então, sem cessar! Que a vossa divisa seja a do progresso contínuo em todas as coisas, até chegardes, enfim, a este termo feliz no qual vos esperam, afinal, todos aqueles que vos precederam.
Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 21, item 8 - Allan Kardec
Contudo, provas e expiações são sempre sinais de uma relativa inferioridade, pois o que é perfeito não tem mais necessidade de ser provado. Um Espírito pode ter adquirido um certo grau de elevação, mas, querendo avançar ainda mais, solicita uma missão, uma tarefa a cumprir, da qual tanto mais será recompensado, se sair vitorioso, quanto mais difícil tiver sido a luta para vencê-la.
Tais são essas pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, que têm nobres sentimentos, que parecem não ter trazido nada de mau de sua existência anterior e que suportam com uma resignação cristã as maiores dores, pedindo a Deus coragem para suportá-las sem lamentações.
Ao contrário, podem-se considerar como expiações as aflições que provocam queixas e lamentos e fazem o homem se revoltar contra Deus.
Sem dúvida, o sofrimento sem lamentações pode ser uma expiação, mas é um sinal de que foi escolhido voluntariamente e não imposto. É uma prova de uma firme decisão, o que é um indício de progresso.
Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, itens 8 e 9 - Allan Kardec
Os falsos profetas
Instruções dos Espíritos - Luís – Bordeaux, 1861
8. Se alguém vos disser: “O Cristo está ali”, não O procureis. Ao contrário, ponde-vos em guarda, pois os falsos profetas são numerosos. Não vedes as folhas da figueira que começam a embranquecer? Não vedes os numerosos rebentos esperando a época da floração? E o Cristo não vos disse: “Reconhece-se a árvore pelos seus frutos?”. Se os frutos são amargos, considerais que a árvore é ruim. Mas se eles são doces e saudáveis, dizeis: “Nada tão puro pode sair de um tronco mau”.
É assim, meus irmãos, que deveis julgar: são as obras que deveis examinar. Se aqueles que se dizem revestidos do poder divino revelam todos os sinais de uma missão semelhante – ou seja – se eles possuem, no mais alto grau, as virtudes cristãs e eternas: o amor, a caridade, a indulgência e a bondade que concilia todos os corações; se, confirmando essas palavras a elas juntarem os atos, então, podereis dizer: Estes são realmente os mensageiros de Deus.
Mas desconfiai das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e fariseus, que oram nas praças públicas, vestidos com longas vestes. Desconfiai daqueles que pretendem ter o único monopólio da verdade!
Não, não, o Cristo não está lá, pois aqueles que Ele envia, para propagar a Sua santa doutrina e regenerar o Seu povo, serão, a exemplo do Mestre, mansos e humildes de coração, acima de todas as coisas. Aqueles que devem, com seus exemplos e conselhos, salvar a Humanidade, que corre para a perdição e se desvia por caminhos tortuosos, serão, acima de tudo, inteiramente modestos e humildes. Todo aquele que revela um átomo de orgulho, fugi dele como da lepra contagiosa, que corrompe tudo o que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, e principalmente em seus atos, a marca de sua grandeza ou de sua decadência.
Ide, pois, meus bem-amados, caminhai sem vacilações, sem segundas intenções, na bendita caminhada que empreendestes. Ide, avançai sempre sem nenhum temor e afastai corajosamente tudo o que possa entravar a vossa marcha rumo ao objetivo eterno. Viajores, não ficareis mais do que pouco tempo nas trevas e dores das provas, se vossos corações se deixarem levar por esta doce doutrina, que vem revelar-vos as leis eternas, satisfazendo todas as aspirações de vossa alma quanto ao desconhecido. A partir de agora, podeis corporificar esses silfos ligeiros que passam em vossos sonhos, e que, tão efêmeros, podiam apenas deleitar o vosso espírito, mas nada diziam ao vosso coração. Hoje, meus amados, a morte desapareceu, para dar lugar ao anjo radioso que conheceis, ao anjo do reencontro e da reunião! Agora, vós que cumpristes a tarefa imposta pelo Criador, não tendes mais nada a temer da Sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos Seus filhos desgarrados, que clamam por misericórdia. Continuai, então, sem cessar! Que a vossa divisa seja a do progresso contínuo em todas as coisas, até chegardes, enfim, a este termo feliz no qual vos esperam, afinal, todos aqueles que vos precederam.
Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 21, item 8 - Allan Kardec
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