31.1.26

HÁ DOIS MIL ANOS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Apenas Serve

Embora a tua condição
De espírito imperfeito,
Procura fazer o bem
De pensamento escorreito.
 
Mesmo não sendo o melhor
Servindo aos princípios sãos,
Faltando quem se habilite
Pega a charrua nas mãos.
 
Ante a ferida que sangra,
Do doente em agonia,
Agindo com emergência
Estanca a hemorragia.
 
Ao fogo que se propaga,
No edifício por inteiro,
Traz o teu balde de água
Mesmo não sendo bombeiro.
 
Quanto ao mais, deixe que falem
E te acusem como for,
Pois quem melhor agiria
Nada quer com o labor.
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, manhã de 24-1-26

30.1.26

INTRODUÇÃO - ANTE OS NOVOS TEMPOS Gravação do Estudo detalhado do livro


 

AS TRÊS REVELAÇÕES

    I. Revelações Divinas

    Revelar é tirar de sob o véu.

    A Providência Divina sempre faz revelações proporcionando aos seres humanos o conhecimento espiritual de que precisem e que não possam obter sozinhos, pela sua própria inteligência ou percepção espiritual.

    A revelação divina:

    - é feita por Espíritos Superiores em nome de Deus e através de profetas (= médiuns);

    - tem por fundamento a eterna verdade (ou então não viria de Deus);

    - é dosada segundo o grau de evolução do povo que a recebe e de acordo com o local e a época em que se dá.

    Por ignorância ou má fé, a humanidade pode não compreender a revelação divina, deturpá-la ou fazer acréscimos indevidos.

     Sempre que o progresso humano exige, ocorrem novas revelações espirituais, que:

    - relembram e confirmam as verdades anteriormente reveladas;

    - desfazem idéias errôneas, deturpações e acréscimos indevidos;

    - ampliam conhecimentos e perspectivas para o ser humano.

    Respeitáveis são todas as reais revelações espirituais já feitas à humanidade, pelas verdades fundamentais que nelas se contêm.

    Entre as grandes revelações que a Humanidade já recebeu, três se destacam, apresentando entre si uma ligação e seqüência, num "continuun" de informações que, tendo começado no Oriente, veio a se expandir no Ocidente.

    São elas: o Mosaísmo, o Cristianismo e o Espiritismo.

    

    II. 1ª REVELAÇÃO: a de Moisés (1300 a.C.)

    Moisés era hebreu ou israelita (povo do qual descendeu Jesus).

    Nasceu na época em que esse povo vivia em escravidão, no Egito. Foi criado no palácio, pela filha do Faraó, e educado primorosamente.

    Era profeta (= médium). Recebeu ordem espiritual para retirar do Egito o povo israelita que ali estava vivendo em regime de quase escravidão, e levá-lo para Canaã (Terra Prometida).

    Assumiu a liderança do povo, livrou-o do cativeiro e por 40 anos o guiou através do deserto, até o seu destino.

    Foi, também, um grande legislador.

    A Lei Mosaica apresenta duas partes: a lei divina e a lei civil ou disciplinar.


    III. Lei Divina

    Resumida no "Decálogo" (que foi recebido por via mediúnica), é a lei invariável, em todos o tempos e povos.

    Os Dez Mandamentos:

    I - Não fazer imagens nem adorar outros deuses.

    II - Não pronunciar o nome de Deus em vão.

    III - Guardar o dia de sábado.

    IV - Honrar pai e mãe.

    V - Não matar.

    VI - Não adulterar.

    VII - Não roubar.

    VIII - Não levantar falso testemunho.

    IX - Não desejar a mulher do próximo.

    X - Não cobiçar os bens do próximo.

    Obs.: "Sábado" significa dia de descanso físico e "para o Senhor". É uma determinação para se cuidar do espírito também e não só da matéria. Não é obrigatório ser o 7° dia da semana e nem somente ele.

    IV. Lei Civil ou Disciplinar

    Dizia respeito aos costumes e ao caráter do povo israelita, naquela época, mas iria variar com o tempo e o progresso. Ex.: "Olho por olho, dente por dente" (pena de Talião, justiça primitiva). Normas sobre hábitos de higiene e alimentação, organização social e rituais religiosos (para evitar costumes bárbaros).

    Caráter principal da revelação Mosaica: Justiça Divina.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente:

    Moisés e outros profetas anunciaram que viria o messias, o Cristo, o Salvador para o povo de Israel, se cumprissem o que já fora revelado. Vide: Deut. 18:15; Isaías 9:6, 42:1/4; Miquéias 5:2/4.


    V. 2ª REVELAÇÃO: a do Cristo (há quase 2 mil anos)

    Jesus trazia novos ensinos, adequados aos novos tempos.

    Alguns judeus pensavam que ele estava revogando a lei mosaica, o que levou o Mestre a esclarecer:

    "Não cuideis que vim revogar, a lei ou os profetas: não vim para revogar, vim para cumprir." (Mt. 5 v. 17.)

    "É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til da lei." (L. 16 v. 17.)

    De fato, a verdadeira lei divina, que rege os mundos e os seres, é imutável e será cumprida integralmente.

    Quem muda somos nós, os seres humanos, que vamos aprendendo a conhecer a lei divina e cumpri-Ia.

    Para dar cumprimento à lei divina, Jesus:

    1) Mostrou seu verdadeiro sentido, corrigiu distorções.

    Ex: O sábado é para o homem e não o homem para o sábado (Mc. 2 v. 27.)

    Não é o que entra pela boca que contamina o homem, mas o que sai dela, porque revela o que está no seu íntimo. (Mt. 15 vs. 11-18 e Mc. 7 vs. 15, 20-21.)

    2) Desenvolveu e adaptou ao grau de adiantamento moral.

    Ex: O "amarás ao teu próximo e aborrecerás ao teu inimigo" mudou para amar até mesmo ao inimigo, fazer-lhe o bem, orar por ele. (Mt. 5 vs. 43-45.)

    3) Informou sobre a vida futura e sobre as penas e recompensas que aguardam o homem depois da morte.

    4) Deu nova e melhor idéia de Deus. O Deus de Moisés era terrível, ciumento, vingativo, cruel,

implacável, injusto, exclusivo do povo israelita. Impunha o modo como queria ser adorado, ofendendo-se por qualquer inobservância. Punia e recompensava só pelos bens da Terra e fazia a glória e a felicidade consistirem na escravidão dos povos rivais e em se ter descendência numerosa.

    O Deus revelado por Jesus é clemente, soberanamente justo e bom, cheio de misericórdia, que perdoa ao pecador arrependido e dá a cada um segundo suas obras. Pai comum do gênero humano, que a todos protege e chama a si, que não quer ser temido mas amado.

    5) Resumiu, simplificando. "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". (Mt. 22 vs. 35-40.)

    6) Exemplificou. Ao longo de toda sua vida, como na morte e ressurgimento espiritual.

    Caráter principal da revelação cristã: o Amor.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente:

    "Muitas coisas tenho para vos dizer mas vós não as podeis suportar agora". (Jo. 16 v. 12.) (Era preciso aguardar o amadurecimento da alma humana e o progresso da ciência.)

    "Se me amais, guardai os meus mandamentos, e eu rogarei ao Pai e Ele vos enviará outro Consolador; a fim de que fique eternamente convosco."

    "O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê e absolutamente não o conhece. Mas quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós."

    "Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito." (João, 4 vs. 15-17 e 26.)

 

    VI. 3ª REVELAÇÃO: o Espiritismo (1857 d.C.)

    Meados do Século XIX. O progresso científico e a mudança das idéias modificaram a organização social (igualdade, liberdade, fraternidade), deram tolerância maior para todas as formas de pensamento, permitiram uma visão mais cosmopolitana e universal e levaram a uma busca

do entendimento dos fatos pela razão.

    O ambiente humano está favorável a uma nova revelação e, no centro cultural do mundo de então (a França), o Espiritismo vai surgir.

    A iniciativa é dos espíritos: manifestam-se e se comunicam em fenômenos (efeitos físicos e intelectuais), chamando a atenção da humanidade para a realidade espiritual, a fim de "salvá-la" do materialismo e do egoísmo.

    E, na parte de elaboração humana, Kardec codifica os ensinos, a Doutrina dos Espíritos, denominando-a Espiritismo, sendo seus princípios fundamentais: Deus, a Criação, existência e sobrevivência do espírito, intercâmbio mediúnico, vidas sucessivas (reencarnação), evolução, lei de causa e efeito, pluralidade dos mundos habitados, unidade e solidariedade universal.


    O Espiritismo:


    - não revoga a lei divina revelada por Moisés e por Jesus;

    - recorda, explica, completa, desenvolve, fazendo aliança da Ciência e da Fé;

    - "Atrai para os verdadeiros princípios da Lei de Deus e consola pela fé e pela esperança".

    ("O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. VI.)


    Caráter principal da revelação espírita: Verdade Consoladora.

    Anúncio de uma seqüência na revelação, futuramente: está no caráter progressivo do Espiritismo que não foi trazido como uma doutrina já completa, sem nada mais a acrescentar; os ensinamentos continuam e continuarão sendo trazidos do mais Alto, conforme a nossa necessidade de progresso espiritual e, também, a serem adquiridos pelo progresso científico.



Livros consultados:

De Allan Kardec:

- "O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XIV;

- "A Gênese", cap. I, Caráter da Revelação Espírita.

De Carlos Imbassahy:

- "Religião", pg. Doutrina e Doutrinadores - Moisés.


Fonte: "Iniciação ao Espiritismo", Therezinha Oliveira

Editora Allan Kardec - http://www.allankardec.org.br


29.1.26

ANOTAÇÕES ESPÍRITAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 800 do Livro dos Espíritos

O TRIUNFO DA DOUTRINA
Os pessimistas, dentro e fora do Espiritismo, acham que nenhuma doutrina pode mudar os homens, que estão cada vez piores moralmente, no modo daqueles analisarem. Dizem que tudo que se apresenta à sociedade é deturpado pelos que têm o poder temporal e pelos meios de comunicação.
Como se enganam esses pessimistas, que esmorecem só com o barulho, esquecendo de verificar a essência que vem pela força do silêncio! A maior força é aquela que se irradia no silêncio das ondas, que o Espírito imortal, filho de Deus, tem o dom de absorver, assimilando a mensagem do Pai nas dobras das emissões espirituais.
A Doutrina de Deus, como a Sua vontade, triunfa em toda parte, com os homens, sem os homens, ou apesar dos homens. Deus não precisa de opiniões humanas para estabelecer a harmonia na vastidão infinita da Sua criação. Os Espíritos em marcha de despertamento espiritual acordam com o tempo. Eles precisam de tempo para despertar, na gradação que lhes convém, para abrir os olhos e conhecer a verdade.
O progresso é lento, mas nunca estaciona. Os homens ou Espíritos que desejam amarrar a verdade e impedir o progresso, ficam com essas ideias somente em suas cabeças, porque a lei é evoluir, é progredir em todos os ângulos da vida. Nós estamos sob a constante influência do progresso, mesmo que não pensemos nisto, porque o despertamento das qualidades se faz pela mesma lei que nos atinge a todos. Estamos, na medida de nossos esforços, despertando constantemente qualidades em nós mesmos. é o progresso agindo na engrenagem da mente, por lei de Deus.
Qual o melhor que devemos fazer? É nos entregar à vontade do Senhor, de modo que Ele não encontre entrave em nossos corações para nos ajudar; na hora marcada no relógio da eternidade, Ele nos aparece com todos os recursos de nos fazer andar para frente, e o recurso para nos desentravar da ignorância é a dor, gênio divino de muitas mãos. Deus sempre triunfa.
Em muitos casos, tornamo-nos inimigos de alguém por nos dizer a verdade, mas essa é a tarefa dos amigos. Nós, Espíritos, quando temos ordem do mais alto, não medimos sacrifícios. Vamos abrir o Evangelho, em busca das palavras de Paulo, quando diz aos Gaiatas, no capítulo quatro, versículo dezesseis:
Tornei-me, porventura, vosso inimigo, por vos dizer a verdade?
A verdade, sabemos, tem que ser revelada gradativamente; não obstante, mesmo na gradação que comporta a alma, ela costuma rejeitá-la. é nessa hora que nos sacrificamos para anunciar as coisas de Deus, mesmo que nos custe a própria vida na Terra, ou agressões sem conta no plano que habitamos, para que possamos triunfar, na luz e na glória de Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

28.1.26

ESPERANTO MODELO 📖Livro esperantista a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

DILEMA

BASÍLIO SEIXAS

1. Alguém partiu... E ao longe a estranha e muda escolta

Segue um casulo inerme à estreita cova escura...

Se a trilha humana foi a vasta semeadura,

O caminho do Além traz a justa recolta.

 

O corpo cai, a terra o esconde e a turba volta...

Morrem na alcova fria e ultriz da sepultura

Os derradeiros ais da escala da amargura

Em que o triste marcava o suplicio e a revolta...

 

Mas dilema cruel de ansiedade me inunda,

Ao fitar a alma livre até que se reintegre

Na extrema exaltação da vida que persiste...

 

Não sei dizer quem sente a emoção mais profunda:

Se quem ficou na sombra arrasado e alegre;

14. Se quem subiu à Luz ditoso e triste!...


(*) Poeta de origem humilde, nascido em 1884, dele diz Edgard Rezende (Os Mais..., pág. 211): “Criado por sua avó, quitandeira, foi tipógrafo, tendo sido impressor e assíduo colaborador da revista Tagarela, dirigida por Peres Júnior. (Teles de Meireles)”. Atacado de tuberculosos galopante, o poeta veio a falecer em 23 de março de 1903, com apenas 19 anos de idade, quando ainda cursava o 2º ano do curso jurídico, no Rio de Janeiro. A revista Tagarela de 26 de março desse ano, em breve necrológico à pág. 3, após afirmar que “Basílio Seixas era um talento de primeira água”, salientou que ele “se fez à custa de uma raríssima força de vontade, estudando com denodo enorme e inabalável”. Mário Linhas (Poetas Esquecidos, pág. 209), diz que o único livro de versos de BS, publicado em 1902, “colocou o seu nome na plana dos nossos melhores poetas”. Foi Basílio Seixas amigo e ardente admirador de Emílio de Menezes.

BIBLIOGRAFIA: Ópera, versos.

1. Atente-se na eloquência do “enjambement” dando a ideia de que, realmente, um séquito leva alguém “à estreita cova escura...” Observe-se, ainda, a aposiopese: “Alguém partiu...”

14. A nosso ver, “Dilema” é a resposta sincera do poeta ao seu “Pela Glória de Partir”, por ele escrito quando ainda na terra e dedicado a Peres Júnior, que vamos transcrever, a fim de que possamos comprovar semelhante fato:

“É um funeral que passa. Um mais que, venturoso,

Abandonou do mundo as dores e as quimeras,

E sua alma, espalhando o horror pelas esferas,

Sumiu-se qual se fora um sopro vaporoso.


Irmão nosso – mortal – tão deslumbrante gozo

Jamais ele sentiu nas esquecidas eras.

Vida, sonhos liriais, amores, primaveras

Nada lhe vale esta hora o cândido repouso!


Por que chorais? Por que sofreis dessa ventura,

Se não há mais para ele a ríspida tortura

Que ora as nossas paixões amargurando vai?

 

Todo sonho da vida encerra-se na Morte,

Portanto, pelo amor desse final transporte,

Hosanas, meus irmãos, seu funeral saudai!”

 

Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira


27.1.26

Cap.51 – NAS DESPEDIDAS Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 23-02-2022.


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira em 27.01.2026

 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira em 27.01.2026

DIVERSIDADE DAS RAÇAS E DAS COISAS

A diversidade na criação de Deus é mostra de Sua inteligência. A beleza das coisas do Senhor está nas variações sem perda da harmonia. Tudo muda, de segundo para segundo. Um dia não é igual ao outro. As pessoas têm suas mudanças e reações variadas. Os animais e os pássaros, a flora e a fauna se alteram constantemente. Não há somente diversidade nas raças humanas, mas em todas as coisas que Deus criou e nós, na profundidade das nossas consciências, gostamos de variações. Falando do Espírito encarnado, as diferenças físicas vêm da vontade do Criador. Entretanto, estabeleceu leis que pudessem regular essas mudanças. Primeiro, uma raça humana desceu para a carne, com certo preparo no mundo espiritual, para esse ou aquele continente, trazendo as características adequadas ao lugar onde iriam nascer. Depois, foram reforçados os caracteres próprios do local aonde foram chamados a viver. Se existe diversidade no mundo físico, muito mais no mundo moral de cada criatura. Bastou que os benfeitores espirituais, em nome de Deus, materializassem uma semente de espécie, para que ela enchesse a Terra com infinitos descendentes. Assim sucede em todos os reinos. Aí está a chave da diversidade das coisas que existem no mundo e nos mundos. O Senhor assegurou para tais diversidades os climas e a lei da afinidade para sustentar aquilo que deveria ser. Deixou para o homem alguma coisa a ser feita, no sentido de que ele pudesse cooperar nessas mudanças, formando novos tipos de acasalamento de raças diferentes, dando novas cores às belezas já estabelecidas pela Divindade. Devemos estudar mais, que a consciência despertará pela observação, ela guarda todos os mistérios da vida, com capacidade de revelar gradativamente as leis, na sequência das necessidades. Isto é Deus em nós, operando em nós!

Filosofia Espírita L.E.52 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana

26.1.26

Consciência e Evangelho

    No homem atual a consciência amadurece para novas dilatações do horizonte sensório. Num futuro próximo conquistará novos sentidos que serão outras tantas "janelas" a abrirem-se para ângulos hoje apenas vislumbrados da realidade, sendo longamente elaborados pelo trabalho de síntese do subconsciente para só agora começarem a surgir no campo subconsciencial de alguns indivíduos, como verdadeiras "mutações" biopsíquicas.
    Em relação à consciência do homem de hoje, a do homem futuro será uma super-consciência, já que o fará possuidor de capacidades de criação e realização imensamente superiores às atuais.
    O Evangelho vem justamente preparar o ser humano para ingressar nesta nova fase de progresso. A ética humana deve renovar valores a fim de gerir a atuação do indivíduo neste novo ciclo de experiências, o qual efetivamente já se esboça no extraordinário avanço científico e tecnológico dos últimos decênios.
    As normas evangélicas estiveram até agora à disposição da humanidade para análise, interpretação e comprovação das extraordinárias perspectivas que abrem à vida humana. É chegado, porém, o momento de transpô-las definitiva e inteligentemente ao campo da vida prática, a fim de que o ser humano se torne apto a galgar, com segurança, mais um lance da simbólica Escada de Jacob.
    Os princípios evangélicos constituem uma ética universal, válida tanto para o homem evoluído do planeta Terra como para as humanidades de outros orbes, por esta razão é supérfluo temer-se ataques de seres de outros mundos; os que alcançaram evolução bastante para conquistar os espaços interestelares, alcançaram também a Religião Cósmica, da qual o Evangelho nos traz os princípios básicos.
    O homem deve temer apenas a si mesmo e ao mau uso que possa fazer das dádivas celestiais, a inteligência, o conhecimento e o livre arbítrio, destinadas a possibilitar-lhe o progresso.
    O relapso, como o rebelde e o malvado, não podem ingressar em eras de maior evolução, não só porque as leis universais a isto se opõem, como porque se pudessem adquirir poderes mais dilatados, usá-los-ia para escravizar e ferir, semeando destruição, pela qual seriam também tragados.
    Assim sendo, sempre que para um orbe se avizinha mudança desta ordem em sua posição evolutiva, torna-se necessária uma seleção que conduza ao aproveitamento dos que já guardam suficientes valores positivos, assim como ao afastamento dos que permaneçam estacionários em posições de negatividade.
    Para estes últimos, então, o "juízo final", ou seja, o limite da elasticidade da lei que determina progressão constante para os seres e os mundos. Deverão, pois reiniciar noutro orbe experiências educativas e regeneradoras que logrem finalmente libertar-lhes a consciência das cadeias de ódio, do egoísmo e da ignorância.
    A esta seleção se refere Jesus quando fala em separar o "joio do trigo", "os bodes das ovelhas", "os da direita e os da esquerda".
Fraternalmente,
Albino A. C. de Novaes

Cap.50 – A DESENCARNAÇÃO DE FERNANDO Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 16-02-2022.


 

25.1.26

Cap.49 – MÁQUINA DIVINA Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 16-02-2022.

 


Amor Ao Espiritismo - I

Em abril de 2027, o Espiritismo, como doutrina codificada, estará completando 170 anos – “O Livro dos Espíritos”, 18 de abril de 1857.
Podemos, sim, dizer que o Espiritismo, embora seja tão velho quanto o mundo, ou quanto o Universo, é uma doutrina, para nós outros, desencarnados e encarnados, comparável a uma criança no berço.
Temos que trabalhar por ele, porém, não esporadicamente, ou desalentados porque nos pareça que não esteja avançando qual era de se esperar, inclusive, pela palavra de diversos Espíritos ao Codificador.
Não nos esqueçamos de que o “Cristianismo” levou três séculos para receber alguma consideração humana, e, ainda hoje, aproximadamente, somente 1/3 da Humanidade diz-se cristã – passaram-se quase dois mil anos da Missão do Senhor – do ano 30 ao 33!...
Observamos, não obstante, de nossa parte, que carecemos, sim, ter mais amor ao Espiritismo – mais amor à Causa que abraçamos e que, de fato, seja a revivescência do Cristianismo, sendo, assim, sem dúvida, de vital importância para o espírito em evolução.
Esclarecer o homem quanto ao seu futuro espiritual é uma tarefa grandiosa, porquanto significa libertá-lo de si mesmo – não se trata de fazer proselitismo, ou algo que o valha, mas de empenho consciencial.
O Espiritismo, como expressão da Lei Divina, no oceano conturbado do mundo atual, assemelha-se às correntes marinhas – “Esteira Oceânica” – que correm na profundidade das águas, silenciosamente, sem que ninguém as possa deter em seu curso.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 24 de janeiro de 2026.

24.1.26

ANDRÉ LUIZ EM REFLEXÃO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

DECÁLOGO DO BOM ÂNIMO

01 - Dificuldades?
        Não perca tempo, lamuriando. Trabalhe.
02 - Críticas?
        Nunca aborrecer-se com elas. Aproveite-as no que mostrem de útil.
03 - Incompreensões?
        Não busque torná-las maiores, através de exigências e queixas. Facilite o caminho.
04 - Intrigas?
        Não lhes estenda a sombra. Faça alguma luz com o óleo da caridade.
05 - Perseguições?
        Jamais revidá-las. Perdoe, esquecendo.
06 - Calúnias?
        Nunca enfurecer-se contra as arremetidas do mal. Sirva sempre.
07 - Tristezas?
        Afaste-se de qualquer disposição ao desânimo. Ore abraçando os próprios deveres.
08 - Desilusões?
        Por que debitar aos outros a conta de nossos erros? Caminhe para frente, dando ao mundo e à vida o melhor ao seu alcance.
09 - Doenças?
        Evite a irritação e a inconformidade. Raciocine nos benefícios que os sofrimentos do corpo passageiro trazem à alma eterna.
10 - Fracassos?
        Não acredite em derrotas. Lembre-se de que, pela bênção de Deus, você está agora em seu melhor tempo - o tempo de hoje, no qual você pode sorrir e recomeçar, renovar e servir, em meio de recursos imensos.

Francisco C Xavier  - André Luiz

23.1.26

HISTÓRIA DE UM ARTISTA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 799 do Livro dos Espíritos

Comentário Questão 799 do Livro dos Espíritos
CONTRIBUIR PARA O PROGRESSO
 
A maneira de o Espiritismo contribuir para o progresso é a que ele vem fazendo, pois cabe-lhe o dever de mostrar Deus em tudo o que se possa ver e tocar. A expressão da Divindade se encontra em todas as coisas.
O maior inimigo das criaturas humanas é o materialismo. Aquelas pessoas que negam o seu próprio Pai não podem ter inspirações para nada, pois já se encontram mortas por si mesmas. Crer somente na matéria é colocar uma pedra no caminho da esperança, é apegar-se aos bens transitórios. Todas essas pessoas, quando chegam à velhice, passam a sentir necessidade de uma conversa diferente sobre as possibilidades de que a vida não se extinga com a morte.
A Doutrina Espírita, pela mediunidade, pela comunicabilidade dos Espíritos, que antes foram os mesmos homens, prova que ninguém morre, que a vida continua depois da chamada morte. Isto renova a esperança nos corações. Qual a mãe que não se regozija com a notícia de que seu filho que faleceu, não se extinguiu, que os pais, os amigos, os irmãos, continuam vivos no além? Essa é uma notícia cheia de vida, de amor e de esperança, e foi Jesus quem deu essa certeza para o mundo, voltando a ele três dias depois da Sua partida para o mundo espiritual, como Ele havia predito, e aparecendo para os Seus seguidores muitas vezes, como nos mostra o Evangelho e tantos outros livros nascidos da mediunidade em função do bem comum.
A missão do Espiritismo é fazer crer a todos os povos que a vida é eterna, e a própria ciência, nos dias que correm, vem trazer a sua contribuição, dizendo que nada se cria, tudo se transforma. Se nada se cria e tudo se transforma, conclui-se que nada morre, mas muda apenas de posição, ou, em outras palavras, muda de roupagem. É nessa hora que a reencarnação fica mais visível para todas as criaturas. A Doutrina dos Espíritos, pelo seu nome já diz que não é uma doutrina dos homens; é dos Espíritos, logo, eles existem, nos falando sobre o seu reino e sua vida.
Que dizer do homem que somente acredita na matéria? Por que apegar-se a ela, para que o futuro, se a vida não continua? Para que melhorar-se moralmente? Essas interrogações colocam o homem egoísta e orgulhoso diante da sua própria consciência. Quando sabemos que a vida não termina no túmulo, temos novas inspirações, capazes de nos levar a grandes mudanças, inclusive, e principalmente, a amar os nossos semelhantes, como irmãos e companheiros que nos ajudam a viver.
A fraternidade que une todas as criaturas do mundo e dos mundos nasce com a crença na vida futura do Espírito. Em Atos dos Apóstolos, verificamos como eles acordavam os seus semelhantes para a crença no Espírito e em Deus, conforme anotado no capítulo seis, versículo seis:
Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes orando, lhes impuseram as mãos.
Os discípulos do Mestre impunham as mãos aos enfermos e os curavam e os curados passavam a ouvi-los, recebendo a verdade que nunca ouviram antes, sobre Deus e os anjos, sobre Jesus e a própria fé, nos postulados do Evangelho da verdade.
Os Espíritos do Senhor inspiram a todos os sábios do mundo, mesmo os que não acreditam neles; eles somente visam ao bem-estar da humanidade. É neste sentido que, por vezes, certas descobertas surgem em vários pontos da Terra no mesmo instante.
O Espiritismo se une ao progresso, porque ele é o próprio progresso, que caminha sempre, mostrando a todos os povos novos aspectos todos os dias. A ciência espiritual se mostra na gradatividade que o homem comporta, pela escala que pertence. O Espiritismo contribui para o progresso de muitas formas que o bom observador pode cientificar.
O Espiritismo e o progresso avançam de as mãos dadas.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

22.1.26

Cap.48 – PAVOR DA MORTE Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 09-02-2022.

 


DIANTE DA VIDA

A. BRANCO *
 
Encarcerado, enfim, nas grades da memória,
Tudo tresanda em mim o sinistro bafio
Da torva escuridão a que me sentencio,
Na câmara de fel da sombra merencória.
 
Mocidade, ilusão, tudo é lodo e vanglória
Esbarrando na morte – horrendo desafio! 
– Para a descida ao caos ignoto, imenso, frio,
E ser lama pensante, escória sob a escória.
 
O’ minhalma infeliz, porque assim te sublevas?
Corvo triste da mágoa a crocitar nas trevas,
Volve em prece a dormir na paz inerme do ovo!
 
Sepulta, coração, no tremedal medonho,
A aflição derradeira e o derradeiro sonho
Para tudo esquecer e começar de novo!
     
(*) Não se identificando por óbvias razões, ensina-nos o poeta que, após a desencarnação, se carregamos frustrações e culpas, debalde procuraremos fugir às «grades da memória». Só a reencarnação, com efeito, representa a terapêutica ideal, quando teremos de «começar tudo de novo».
Livro: Antologia dos Imortais - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

21.1.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 29 – Separação entre Conjuges Espirituais


 

Intolerância Religiosa

Na página 3 da Gazeta de Limeira de hoje, na seção Geral. saiu um artigo com o título Lideranças falam sobre liberdade de fé e combate à intolerância religiosa, onde eu falo pela Doutrina Espírita.

"Pela doutrina espírita, Antonio Domingos Barana explicou que o Espiritismo pode ser compreendido simultaneamente como religião, filosofia e doutrina, sem se enquadrar nos modelos tradicionais das religiões institucionalizadas. Segundo ele, o aspecto religioso do Espiritismo está centrado na vivência moral e ética inspirada nos ensinamentos de Jesus. "Todo conhecimento sem prática é inútil, assim como a fé sem obras". Barana afirmou que a intolerância religiosa é vista pela doutrina como resultado da ignorância, do orgulho e da inferioridade moral, devendo ser combatida por meio da  educação, da fraternidade universal e do respeito à liberdade de consciência, sem imposição de crenças".

PS: No artigo tem também as opiniões do pastor Osias Pinto, do umbandista Evandro Fernandes, do babalorixá Allan de Jaguneu e do padre Manoá Xavier.

20.1.26

Cap.47 – NO TRABALHO ATIVO Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 09-02-2022.


 

Mensagem publicada na página 4 da gazeta de Limeira de 20-01-2026

 TRONCO DE RAÇA

Espalhou-se a ideia que Adão foi o primeiro homem da Terra, e isso serviu para explicar a genealogia das criaturas, porque a verdade não seria bem entendida, dada à capacidade das pessoas da época. Se falta preparo mesmo entre os conhecidos como sábios na Terra, o que dizer há milênios? A verdade é uma luz que se manifesta em sequência, de acordo com a evolução da própria humanidade. Há muitos homens que a conhecem com mais profundidade, recolhendo em diversos pergaminhos e pelo processo sutil da intuição espiritual. É a força dos iniciados: Quando o discípulo está pronto, o mestre aparece. Deus criou tudo para andar numa marcha harmoniosa, passo a passo, granjeando valores e expandindo condições, enriquecendo a consciência e desabrochando os dons espirituais sem violência. Na Terra, o surgimento do homem foi evolução da espécie. Todavia, não devemos nos esquecer da assistência dos Espíritos superiores no empuxo evolutivo de tudo que existe na Terra e no universo. Vamos pensar em Adão como um tronco de raça, e não como o primeiro homem surgido no globo terrestre, esquecendo a probabilidade de sermos visitados por homens extraterrestres, coisa que no amanhã poderão fazer, visitas de cordialidade e troca de valores. Mas, antes disso, desse amanhecer vitorioso, é de regra espiritual que preparemos os corações para os grandes encontros das várias famílias das casas de Deus. A Terra está subindo, de degrau a degrau. O tempo passa e somente o que fica de pé é a verdade. O homem de hoje ainda nega, quando se fala da restauração da saúde pela harmonia mental. O homem de amanhã vai gozar dessa faculdade e sentir, cada vez mais, Deus palpitando em seu coração. Pensemos em Adão, como nosso irmão, filho do mesmo Deus, e não como aquele que nos deu origem.

Filosofia Espírita L.E.51 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana

19.1.26

JESUS DE JEANS Livro espiritualista a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


RECRIANDO A VIDA

Se todos os espíritos, ao desencarnarem, por espontânea vontade ou não, se esclarecessem na Vida de Além-Túmulo, natural que, ao reencarnarem, o fizessem isentos de seus erros.
E assim, consequentemente, a necessidade do esquecimento do passado, que é Lei Natural, careceria de sentido, porquanto, então, os espíritos não se mostrariam tendentes a repetir os equívocos cometidos.
Mas, como a Vida, depois da morte, prossegue sem transformação substancial da criatura, a verdade é que os espíritos continuam a ser o que eram na Terra, e, não raro, infelizmente, retornam a novo corpo carnal quase sempre os mesmos.
Vigindo para o mundo físico a Lei de que “nada dá saltos”, para o mundo moral não poderia ser diferente, e semelhante Lei, com maior propriedade, a ele se aplica.
A desencarnação, que nos despoja do envoltório grosseiro, não nos afeta a essência – antes, porém, em sentido positivo, nos afetasse, e, sem esforço de nossa parte, promovesse a nossa renovação.
O grão de areia, ao reencarnar, vira pérola, mas isso não acontece se não gradativamente, na intimidade da ostra.
O fruto, ao desencarnar, volta a ser semente, com as mesmas características do fruto que foi.
Aperfeiçoamento genético, e, principalmente, aperfeiçoamento anímico, é obra paciente do tempo, através das múltiplas experimentações a que, no laboratório da Natureza, o “princípio material” e o “princípio inteligente” se submetem.
E por que o ser inteligente, ao ver-se fora do corpo, não logra pensar fora dos padrões aos quais se encontra habituado, ele tende a recriar em torno em si a vida que deixou na Terra – ou, por outra, ao ver-se, outra vez, no corpo denso, ele tende a recriar na Terra a vida que deixou no Mundo Espiritual!
Entretanto, em tal de processo de recriar, evidentemente, que novos valores, adquiridos tanto no Mundo Espiritual quanto na Terra, vão sendo acrescentados, pois, caso contrário, em nenhum dos Dois Lados, a Evolução se faria.
O espírito, portanto, encarnado ou desencarnado, não pode desprezar a experiência que vivencia, porque toda e qualquer ação futura, por menor seja, é consequência da ação presente.
Diante do exposto, muito difícil compreender quem, por exemplo, defende um Mundo Espiritual em transcendência, por habitat do espírito após o seu desenlace corporal – semelhante prodígio, se ocorresse, contrariaria a Lógica de todos os fenômenos observáveis na Criação Divina.
Há quem diga que a evolução do espírito é lenta – todavia, diante da eternidade do Tempo, o que pode ser classificado como sendo lento ou rápido?!
O fruto que é amadurecido artificialmente sempre perde em qualidade e sabor...
Nenhuma lâmpada que se acenda dentro de casa produz a mesma luminosidade no ambiente que a dos raios do Sol, quando entram pela janela...
Para a Evolução do ser, nenhum artifício evolutivo faz-se possível – e, antes que me contestem, apresso-me em dizer que a capacidade de amar não é um artifício evolutivo, mas, sim, o móvel da própria Vida.
Não esperemos, pois, seja onde estivermos, que a Vida, em torno, ou mesmo alhures, nos surpreenda com transcendência, sem que a tenhamos transcendido em nós mesmos.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet

18.1.26

ANALISANDO AS TRADUÇÕES BÍBLICAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Novos Dias

Os ventos imperialistas sopram novamente nos ares do planeta.
Os movimentos de domínio de outras terras para impor as suas vontades continua febrilmente.
Não estão mais, como antes, escondendo seus reais interesses de controle e expansão de poder. A novidade é esta: eles tiraram definitivamente as máscaras.
No meu tempo entre vocês, eles ainda criavam subterfúgios, agora eles dizem claramente que desejam dominar outros povos e ampliarem seus territórios.
No fundo isto é muito bom porque cai a face de hipocrisia e dá lugar claramente aos despojos que eles trazem dentro de si: egoísmo e prepotência.
Estas figuras um dia vão acabar – é o destino da humanidade, no entanto, isto não quer dizer que devemos baixar a cabeça e aceitar tudo isso como normal.
Ao contrário, é exatamente para espantar esta gente inescrupulosa que devemos nos unir unissonamente e dizer “não”.
Não aos déspotas modernos.
Não aos gananciosos por mais poder.
Não às armas bélicas.
Não ao unilateralismo.
Nossa luta foi e continuará sendo em prol de um mundo de todos para todos. Um mundo de irmãos. Um mundo onde a fraternidade e a harmonia seja a bandeira a ser tremulada em todas as nações.
Que venham estes prepotentes e sanguinários. Sim, porque para fazer valer as suas vontades eles não possuem nenhum dó em relação a vida humana.
Eu sei que são tempos difíceis e que as coisas podem até piorar, mas são, igualmente, tempos de manter a fé e a esperança. Tempo de firmeza de propósitos e de transformação.
Um dia tudo isso irá se acabar e uma nova gente já nasce com a fleuma da paz dentro de si e da união de povos para construir o bem de todos.
Ave, Jesus! O senhor destes novos dias.
Helder Camara - Blog Novas Utopias.

17.1.26

Cap.46 – APRENDENDO SEMPRE Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 02-02-2022


 

SEPULTA ILUSÕES

Não te rendas jamais às tentações
Dos prazeres efêmeros do mundo,
Passageiras e inúteis ambições
No corpo que se mostra moribundo...
 
Caminhando na estrada que transpões,
Abandona no abismo mais profundo,
Tantos anseios vãos, tantos senões,
Que te apartam da luz do céu fecundo...
 
Nada leves contigo que não seja
A paz de consciência que se almeja
Ao reto cumprimento do dever...
 
Pois quem somente morre sobre a Terra,
Sepultando ilusões a que se aferra,
Além da própria morte irá viver!...
 
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

16.1.26

Cap.45 - MENTE ENFERMA Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 02-02-2022.


 

Seria Pluribus o modelo espírita de felicidade para a humanidade? - 2

A Série Pluribus, produzida e exibida pela Apple TV+, é instigante em provocar uma reflexão sobre o futuro que a humanidade deseja para si.
Se o objetivo principal for a promoção da felicidade geral, uma invasão extraterrestre fez este serviço por nós. A estratégia utilizada foi disseminar um vírus que altera o comportamento individual e coletivo, de maneira biológica, neural e psíquica da comunidade terrena.
Cada pessoa mantém a sua identidade e estrutura física, mas passa a fazer parte de uma grande rede mental e emocional, onde o que afeta um tem impacto em todos – “Os Outros”.
A felicidade conquistada pelo conjunto da humanidade deriva desta mega conexão global e compartilhamento dos mesmos valores.
Este modelo de felicidade Pluribus seria compatível com os princípios da filosofia espírita?
Analisemos, a seguir, alguns fatores e façamos comparações destes modelos – sabendo, de antemão, que não há um modelo desenhado pelo Espiritismo, mas características que devem estar presentes se este modelo existisse.
1.   Solidariedade Universal
O Modelo de Felicidade Pluribus sustenta-se na unidade da diversidade, onde os interesses individuais devem dar lugar aos interesses coletivos e altruístas.
O Modelo de Felicidade Espírita defende o fim dos privilégios, pois a nova ordem social não deverá ser baseada no nascimento ou na posse, mas no mérito moral; e a união dos povos, onde as barreiras entre as nações cairão à medida que os homens compreenderem que todos são membros da mesma família espiritual.
Há convergência de perspectivas.
2.   Processo de Mudança
O Modelo de Felicidade Pluribus é baseado na mudança individual induzida, sem ela não acontece a mudança social. Para isso, o ego deve ser eliminado e a vontade tem que estar submetida a uma supra consciência única.
O Modelo de Felicidade Espírita geralmente se concentra na necessidade de aquisição do autoconhecimento que promova a autotransformação levando ao autoamor e este na direção de amar ao outro e a Deus. "A Terra não será transformada por um milagre, mas pela transformação dos homens que a habitam."
Há divergência de perspectivas.
O Modelo Pluribus parte do pressuposto de que o ser humano é incapaz de realizar esta conquista evolutiva e, por isso, dá um empurrãozinho pela introjeção do vírus.
O Modelo Espírita se ancora na melhoria moral contínua do ser humano submetido que está à lei do progresso.
3.   Diferenças de Mentalidade
O Modelo de Felicidade Pluribus tratou os 13 divergentes como elementos a serem cooptados pela persuasão beirando a manipulação.
O Modelo de Felicidade Espírita é tolerante quanto aos divergentes, mas com firmeza de propósito. Os não adaptáveis à Nova Terra são expurgados para outros planetas de mesma frequência vibracional e os demais permanecem no seu processo evolutivo.
Há divergência de perspectivas.
O Modelo Pluribus é determinado, apesar da aparente amorosidade de seu discurso. Os não adaptados que, por alguma razão, morrem, são descartados friamente (+ 800 milhões na série).
O Modelo Espírita oferece oportunidades de readaptação à Lei Divina pelo arrependimento e reparação como mecanismo de aprendizagem do espírito.
4.   Livre-Arbítrio
No Modelo Pluribus de Felicidade não há escolha de rumo pelo indivíduo. O comportamento é imposto por um agente externo (o vírus/sinal). O livre-arbítrio é sacrificado em nome da estabilidade sistêmica.
Num provável Modelo Espírita de Felicidade, a protagonista Carol Sturka representaria muito bem o argumento espírita de que a dor e a melancolia, por exemplo, são preferíveis se forem o preço da liberdade e da identidade real.
Há divergência de perspectivas.
O Modelo Pluribus elimina etapas do desenvolvimento espiritual. Incapaz de se forcar no seu progresso como deveria, a autonomia é colapsada e todos viram um autômato do propósito maior. Nada de variações ao modelo. Nada de divergências. Pensamento único e focado.
Para o Modelo Espírita, a transição para um mundo melhor exige o exercício pleno do livre-arbítrio. A felicidade é uma conquista do esforço pessoal. Aliás, esta é a principal característica de uma fase de regeneração, como a própria palavra apresenta. Esta fase é o início de um grande processo de transformação planetária, onde o homem ainda é falível e tem provas, mas já não encontra prazer no mal. O Modelo Pluribus simplesmente deletou a fase de regeneração humana passando imediatamente para a fase de feclidade.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Continua e conclui com a Parte 3

15.1.26

IGNEZ E PEDRO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 798 do Livro dos Espíritos

ESPIRITISMO E PROGRESSO
 
O progresso, como uma lei natural em todos os mundos, se encontra intimamente ligado à Doutrina dos Espíritos. O Espiritismo nada mais é do que uma feição divina do progresso, a trazer para a humanidade o segredo da vida e a própria felicidade.
Convém que todas as criaturas da Terra, principalmente as que começam a acordar do sono da ignorância, observem as leis naturais e vejam que o Espiritismo reflete perfeitamente o Cristianismo, desdobrando conhecimentos e trazendo para os povos o consolo e a instrução, forças essas que libertam todas as criaturas das paixões inferiores.
A Doutrina dos Espíritos certamente que se tornará crença comum de todos os povos, por refletir com realismo e perfeição os mesmos preceitos de Jesus. Ainda mais, o seu progresso é mais rápido do que foi o Cristianismo, por ter vindo em época diferente, onde a própria ciência o ajuda pelas suas descobertas. Ela terá que sustentar muitas lutas, pois será injuriada, distorcida e perseguida, por vezes até por alguns dos seus profitentes, que desconhecem a caridade e o amor. Porém, ela vencerá todos eles, porque se encontra assentada na lei natural do Amor.
O Espiritismo espalha por toda parte a fraternidade. Mesmo que toda a humanidade queira deturpar essa doutrina de luz, não o conseguirá, porque ela não é dos homens: é acionada pelos agentes de Deus, e é por ordem d'Ele que ela serve de ar espiritual para que se lhe respire. é o ar moral, que igualmente inspira a ciência, para que a fé não seja prejudicada. O Espiritismo também obedece ao tempo para a devida maturação, e foi o que aconteceu. Enquanto o Cristianismo gastou quase dois mil anos para percorrer o mundo, a Doutrina dos Espíritos, revivendo Jesus, faz essa viagem em menos de duzentos anos, usando os meios que a própria ciência, na força do progresso, mostra ao mundo. O primeiro, como diz "O Livro dos Espíritos", precisou primeiro destruir, enquanto o segundo, só edificar.
As perseguições, no princípio, foram muitas, e Jesus havia predito, anotado por João, no capítulo dezesseis, versículo três:
Isto farão, porque não conhecem o Pai nem a mim.
As perseguições à Doutrina Espírita existem porque os contraditores desconhecem os seus objetivos, que vêm pela força do amor ajudar a eles mesmos. Ela tem a força de levantar da Terra as velhas religiões, que perderam o fio que as ligava ao mundo espiritual e, pelo processo da mediunidade educada com Jesus, elas voltarão a rejuvenescer, dando aos seus seguidores novas vidas e nova fé nas promessas do Senhor, à luz dos conceitos do Espiritismo, que é força viva, na vivência humana.
Jesus sempre foi ofendido, mas a Sua posição não é de se ofender. Quem revidava os insultos em Seu nome, estava em situação pior que os detratores, porque os primeiros não conheciam a verdade, enquanto os segundos sabiam da força do perdão, quando a caridade e o amor servem de instrumento para acender a luz da fraternidade.
Abracemos o progresso, mas usemos a razão para saber de onde ele vem, se Jesus está verdadeiramente o orientando. Lembremo-nos de que o Mestre está sempre com Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

14.1.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 28 – MATRIMÔNIO E DIVÓRCIO


 

DEUS TE ABENÇOE

Irene Ferreira de Souza Pinto*
 
Deus te abençoe o gesto de carinho,
Alma da caridade, branda e pura,
Pela migalha de ventura
Aos tristes do caminho.
 
Deus te abençoe a refeição sem nome
Que trazes, cada dia,
Aos cansados viajores da agonia
Que esmorecem de fome.
 
Deus te abençoe a roupa restaurada
Com que vestes, contente,
A penosa nudez de tanta gente
Que vagueia na estrada!...
 
Deus te abençoe a bolsa de esperança
Que abres, a sós, sem que ninguém te espreite,
Para a gota de leite
Destinada à criança...
 
Deus te abençoe o pano do lençol
Com que envolves, em doce cobertura,
Os enfermos que choram de amargura,
à distância do sol.
 
Deus te abençoe, por onde fores,
E te conserve as luzes
Em que extingues, removes ou reduzes
Os problemas, as lágrimas e as dores!
 
Deus te abençoe a fala humilde e santa,
Com que aplacas a ira
Da calúnia, do escárnio, da mentira,
Na frase que perdoa e que levanta.
 
Caridade, que o teu nome ressoe,
Pleno de amor profundo,
E por tudo o que fazes neste mundo,
Deus te guarde e abençoe!...
     
(*) Poetisa de fino talento e bela inspiração. A seu respeito, diz Enéas de moura (cole. Poetas Paul, pág.97):” Começou seus estudos no Colégio Florense, de Jundiaí, e os terminou no Sion, de São Paulo. Colaborou na Revista Feminina; foi a criadora das crônicas sociais do Correio Paulistano.” Contista, escreveu na Feira Literária, e em 1921 estreava como romancista, publicando Rosa Maria. No Cemitério da consolação, de S. Paulo, os filhos da poetisa erigiram-lhe um túmulo, onde gravaram o belíssimo soneto “Último desejo”, de autoria dela. (amparo, Estado de São Paulo, 8 de Abril de 1887 – Rio de Janeiro, GB, 21 de Maio de 1944.)
BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.
Livro: Antologia dos Imortais - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

13.1.26

Cap.44 ASSISTÊNCIA Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 26-01-2022. Francisco C. Xavier (autor) André Luiz (espírito)


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 13.01.2026

 

O PRIMEIRO HOMEM

Vamos transcrever aqui a resposta dos Espíritos a Allan Kardec: "Não, aquele a quem chamais de Adão não foi o primeiro e nem o único a povoar a Terra". Certamente que não foram Adão e Eva que geraram a humanidade. Essas duas figuras simbolizaram as raízes do povoamento da Terra. A Bíblia nos dá a notícia de Adão e Eva, na linguagem alegórica, de forma que o tempo pudesse trazer condições para as devidas interpretações desse texto, como agora o faz a Doutrina dos Espíritos. O homem surgiu na Terra de uma escalada do progresso biológico. Foi a sábia natureza quem estruturou o corpo humano, saído da argila abençoada por Deus, que a trabalhou de degrau a degrau. O Cristo, no comando, traçou as diretrizes, organizou meios e determinou condições para que aparecesse o Homem. A Terra é uma bênção de Deus e a reencarnação é uma misericórdia da Luz Maior, em favor daqueles que vieram da inconsciência para a luz da razão. Já que estás dotado de razão, usa-a para o bem-estar espiritual, respeitando as leis que nos regem a todos, que essas mesmas leis te assegurarão a paz. Vamos procurar saber qual foi o primeiro homem, que nos ensinou os meios mais acertados para a nossa libertação, que nos ensinou a conhecer a nós mesmos. Ele está sempre em nosso meio, procurando morar em nossos corações. Ele se fez homem para nos mostrar a salvação. Ele é o Mestre dos mestres - Jesus, o Cristo de Deus. Ainda Ele é desconhecido, pelo valor que tem dentre os homens. Para comparar a Sua grandeza, basta analisar o que Ele mesmo falou: Antes que a Terra fosse, eu era. Antes que fosse formada a Terra, Ele já era o Cristo, dotado de todos os poderes para nos governar. E está governando com Amor, que ainda não aprendemos a retribuir.

Filosofia Espírita L.E.50 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana

12.1.26

Cap.43 ANTE A REUNIÃO Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 26-01-2022.



Seria Pluribus o modelo espírita de felicidade para a humanidade?

- 1
O espírito Erasto de Paneas trouxe uma referência de como se comportariam os planetas submetidos todos no universo à lei do progresso. Adiantou-se em afirmar que tal classificação era meramente didática, nada absoluta. Os mundos evoluiriam em cinco fases: primitivo, expiação e provas, em regeneração, felizes e puros. Este progresso se daria nas dimensões intelectual e moral – e eu acrescentaria física. Entre uma fase e outra ocorreria um período de transição.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Allan Kardec, Erasto (Paris, 1863) declara:
(...) A Terra, seguindo essa lei, esteve material e moralmente num estado inferior ao que hoje se encontra, e atingirá, sob esse duplo aspecto, um grau mais elevado. Ela chegou a um de seus períodos de transformação, em que, de mundo expiatório, tornar-se-á mundo regenerador; então os homens serão ditosos, porque a lei de Deus nela reinará."
Há quem conteste este princípio da filosofia espírita argumentando que a civilização humana não é homogênea e que não existe, efetivamente, sinais que o orbe terráqueo esteja progredindo. As desigualdades e injustiças, a violência, os vícios, entre outros fatores, denunciariam o atraso da Terra, apesar dos muitos avanços comparado a períodos recentes.
Admitindo-se, porém, que o progresso seja inevitável e universal, como seria caracterizado o nosso planeta depois de regenerado e na condição de feliz?
Não há um modelo de civilização ideal desenvolvida descrito pelos espíritos, embora existam livros que desenhem este novo amanhã terreno (1), mas qualquer que seja ele o bem-estar seria geral; a harmonia e a paz predominaria entre os povos; o bem prevaleceria sobre o mal; a espiritualidade ganharia espaço para os valores materiais e por aí vai.
É neste contexto que se insere a série Pluribus (2025), de Vince Gilligan, produzida e distribuída pela Apple TV+.
A trama se passa em Albuquerque, Novo México (EUA). Tudo começa quando astrônomos detectam um sinal de rádio vindo do espaço profundo que contém uma sequência de RNA. Cientistas reproduzem esse código em laboratório, o que acaba liberando um vírus extraterrestre que se espalha rapidamente por todo o planeta.
Este vírus não mata ou transforma as pessoas em monstros, mas sim as conecta em uma mente coletiva pacífica e hiper-inteligente conhecida como "Os Outros". A humanidade torna-se uma comunidade de cooperação perfeita: não há mais guerras, crimes ou fome, pois todos compartilham pensamentos, memórias e emoções.
Inexplicavelmente, treze pessoas no mundo não são absorvidas por esta estranha força cooptativa, entre elas está Carol Sturka (Rhea Seehorn), uma escritora de romances de fantasia. Ela se rebela contra esta situação e se põe a encontrar uma forma de reverter esta contaminação coletiva.
O modelo Pluribus de regeneração planetária para se conseguir a tão almejada felicidade é baseada em quatro princípios:
-         Erradicação do Conflito. Ao compartilhar pensamentos e sentimentos, o individualismo e o egoísmo desaparecem. A série mostra um mundo sem guerras, crimes ou desigualdade, pois a dor de um é sentida por todos;
-         Empatia Radical. A "Mente Colmeia" elimina o preconceito. Não há "o outro" a ser odiado quando todos fazem parte do mesmo "nós";
-         Sustentabilidade e Ética: Na série, o coletivo passa a respeitar a natureza e os animais de forma absoluta, operando sob uma lógica de preservação que a humanidade individualista nunca conseguiria alcançar;
-         Eficiência Coletiva: A soma de todo o conhecimento humano disponível instantaneamente para todos permite resolver crises complexas (fome, doenças, logística) com precisão matemática.
Neste novo modelo de vida civilizacional toda a humanidade é feliz e a paz e a justiça social, enfim, é alcançada. A questão que trago nestes artigos é: este modelo Pluribus de felicidade coletiva seria compatível com um possível modelo espírita de mundo feliz?
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira

11.1.26

Cap.42 O EVANGELHO NO AMBIENTE RURAL Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 19-01-2022. Francisco C. Xavier (autor) André Luiz (espírito)


 

Escolha das Provas

Assim, a expiação serve sempre de prova, porém a prova nem sempre é uma expiação.
Contudo, provas e expiações são sempre sinais de uma relativa inferioridade, pois o que é perfeito não tem mais necessidade de ser provado. Um Espírito pode ter adquirido um certo grau de elevação, mas, querendo avançar ainda mais, solicita uma missão, uma tarefa a cumprir, da qual tanto mais será recompensado, se sair vitorioso, quanto mais difícil tiver sido a luta para vencê-la.
Tais são essas pessoas de tendências naturalmente boas, de alma elevada, que têm nobres sentimentos, que parecem não ter trazido nada de mau de sua existência anterior e que suportam com uma resignação cristã as maiores dores, pedindo a Deus coragem para suportá-las sem lamentações.
Ao contrário, podem-se considerar como expiações as aflições que provocam queixas e lamentos e fazem o homem se revoltar contra Deus.
Sem dúvida, o sofrimento sem lamentações pode ser uma expiação, mas é um sinal de que foi escolhido voluntariamente e não imposto. É uma prova de uma firme decisão, o que é um indício de progresso.
Livro  O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. V, itens 8 e 9 - Allan Kardec
Os falsos profetas
Instruções dos Espíritos - Luís – Bordeaux, 1861
8. Se alguém vos disser: “O Cristo está ali”, não O procureis. Ao contrário, ponde-vos em guarda, pois os falsos profetas são numerosos.  Não vedes as folhas da figueira que começam a embranquecer? Não vedes os numerosos rebentos esperando a época da floração? E o Cristo não vos disse: “Reconhece-se a árvore pelos seus frutos?”. Se os frutos são amargos, considerais que a árvore é ruim. Mas se eles são doces e saudáveis, dizeis: “Nada tão puro pode sair de um tronco mau”.
É assim, meus irmãos, que deveis julgar: são as obras que deveis examinar. Se aqueles que se dizem revestidos do poder divino revelam todos os sinais de uma missão semelhante – ou seja – se eles possuem, no mais alto grau, as virtudes cristãs e eternas: o amor, a caridade, a indulgência e a bondade que concilia todos os corações; se, confirmando essas palavras a elas juntarem os atos, então, podereis dizer: Estes são realmente os mensageiros de Deus.
Mas desconfiai das palavras melífluas, desconfiai dos escribas e fariseus, que oram nas praças públicas, vestidos com longas vestes. Desconfiai daqueles que pretendem ter o único monopólio da verdade!
Não, não, o Cristo não está lá, pois aqueles que Ele envia, para propagar a Sua santa doutrina e regenerar o Seu povo, serão, a exemplo do Mestre, mansos e humildes de coração, acima de todas as coisas. Aqueles que devem, com seus exemplos e conselhos, salvar a Humanidade, que corre para a perdição e se desvia por caminhos tortuosos, serão, acima de tudo, inteiramente modestos e humildes. Todo aquele que revela um átomo de orgulho, fugi dele como da lepra contagiosa, que corrompe tudo o que toca. Lembrai-vos de que cada criatura traz na fronte, e principalmente em seus atos, a marca de sua grandeza ou de sua decadência.
Ide, pois, meus bem-amados, caminhai sem vacilações, sem segundas intenções, na bendita caminhada que empreendestes. Ide, avançai sempre sem nenhum temor e afastai corajosamente tudo o que possa entravar a vossa marcha rumo ao objetivo eterno. Viajores, não ficareis mais do que pouco tempo nas trevas e dores das provas, se vossos corações se deixarem levar por esta doce doutrina, que vem revelar-vos as leis eternas, satisfazendo todas as aspirações de vossa alma quanto ao desconhecido. A partir de agora, podeis corporificar esses silfos ligeiros que passam em vossos sonhos, e que, tão efêmeros, podiam apenas deleitar o vosso espírito, mas nada diziam ao vosso coração. Hoje, meus amados, a morte desapareceu, para dar lugar ao anjo radioso que conheceis, ao anjo do reencontro e da reunião! Agora, vós que cumpristes a tarefa imposta pelo Criador, não tendes mais nada a temer da Sua justiça, pois Ele é pai e perdoa sempre aos Seus filhos desgarrados, que clamam por misericórdia. Continuai, então, sem cessar! Que a vossa divisa seja a do progresso contínuo em todas as coisas, até chegardes, enfim, a este termo feliz no qual vos esperam, afinal, todos aqueles que vos precederam.
Livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. 21, item 8 - Allan Kardec 

10.1.26

JUGO LEVE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas PapelariaCarlos A. Baccelli (autor) Inácio Ferreira (espírito)


 

SEPULTA ILUSÕES

Não te rendas jamais às tentações
Dos prazeres efêmeros do mundo,
Passageiras e inúteis ambições
No corpo que se mostra moribundo...
 
Caminhando na estrada que transpões,
Abandona no abismo mais profundo,
Tantos anseios vãos, tantos senões,
Que te apartam da luz do céu fecundo...
 
Nada leves contigo que não seja
A paz de consciência que se almeja
Ao reto cumprimento do dever...
 
Pois quem somente morre sobre a Terra,
Sepultando ilusões a que se aferra,
Além da própria morte irá viver!...
 
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9.1.26

Cap.41 ENTRE ÁRVORES Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 19-01-2022. Francisco C. Xavier (autor) André Luiz (espírito)


 

QUANTO À TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai.” – Mateus, capítulo 24 – versículo 36.

Quanto à tão propalada “transição planetária”, pela qual alguns ansiosamente esperam, convém esclarecer que, em verdade, a Terra sempre esteve em transição.
Desde a sua criação, não há um dia sequer em que o orbe terrestre não esteja transitando de um estado para outro, e que, neste sentido, diversas profecias tenham sido feitas.
Claro que, dentro do contexto evolutivo da Humanidade, por vezes, certos acontecimentos, ao se alinharem, precipitam outros que dão origem à nova ordem social.
O que ocorre, dando-se a impressão de que, nos tempos atuais, tudo esteja acontecendo com maior velocidade, é que hoje o planeta conta com mais de sete bilhões de habitantes, ampliando, significativamente, as possibilidades de conflito armado e de reação dos elementos da Natureza – sim, porquanto à agressão do homem ao meio ambiente é sem precedentes na história da Humanidade.
Porém, não há quem possa dizer que a situação, que parece convergir para o caos generalizado, possa acontecer amanhã ou depois, estendendo-se por tempo indeterminado.
Não nos esqueçamos de que, em meados do século XIV – de 1337 a 1453 –, teve início, entre França e Inglaterra, uma guerra que durou “cem anos”.
O planeta, quando ocupava a posição de orbe primitivo, estava em transição para mundo de provas e expiações, quanto agora se encontra em transição para mundo de regeneração, que, ao ser alcançado, continuará em transição para a condição de mundo feliz.
Em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, no capítulo III, escrevendo sobre “Mundos Regeneradores”, anotou Santo Agostinho: “Nesses mundos, portanto, ainda não existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de carne e, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham os seres completamente desmaterializados.”
Infelizmente, ao que tudo indica a Terra não será um Mundo de Regeneração contando com a permanência de grande parcela de seus atuais habitantes, pois que a renovação íntima não se opera no curto espaço de algumas décadas, e, por vezes, nem mesmo de algumas encarnações.
Para que o orbe terrestre eleve-se, mais rapidamente, na hierarquia dos mundos, espíritos de maior nível de esclarecimento deverão ocupar o lugar dos retardatários, ou daqueles que insistem no cultivo de suas ambições pessoais – e esses espíritos mais lúcidos, evidentemente, deverão reencarnar em diversos pontos do planeta, para que, através de seus exemplos, possam influenciar a conduta de outros.
Portanto, “transição planetária” é mais uma terminologia nova para um assunto que é, deveras, antigo.
Neste aspecto, não nos esqueçamos de que, em essência, não é a Terra que se encontra em transição, mas os espíritos que nela habitam, incluindo as suas Dimensões Espirituais.
“Transição planetária” deve ser entendida como “transição moral da Humanidade”, e não do orbe em si – embora, pelas Leis da Evolução, a própria matéria, igualmente, esteja em constante aperfeiçoamento.
Completemos, assim, a “transição” que nos diz respeito, porque a verdade é que, em geral, quase todos ainda nos mostramos muito vacilantes no que diz respeito à nossa extrema necessidade de renovação.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet.

8.1.26

Cap.40 RUMO AO CAMPO Gravação do Estudo detalhado do livro realizado em 12-01-2022. Francisco C. Xavier (autor) André Luiz (espírito)


 

Comentário Questão 797 do Livro dos Espíritos

REFORMAS DAS LEIS
 
Já foi dito em muitas mensagens de diversos Espíritos que somente Deus dirige e assiste a Sua Criação. Os homens nada fazem sem permissão da Divina Bondade. A reforma das leis humanas se processa de acordo com o progresso dos homens. À medida que as almas melhoram, as leis vão tomando novos cursos, como meios de corrigir e orientar as criaturas.
Usando o raciocínio, é fácil concluir que não se podem fazer leis perfeitamente espiritualistas, nas bases do amor e da caridade, para aquela que hoje se entende como uma geração perversa. Ela não iria entender os objetivos desse amor que somente os anjos vivem, por estarem libertos do orgulho e do egoísmo. As leis dos homens são analisadas pelos Espíritos antes que se transformem em decreto, porque antes que os homens sintam a necessidade de fazerem essas leis, a espiritualidade superior já havia se preparado para tais empreendimentos. Devemos desejar somente o bem das criaturas, mas sabermos esperar a sua maturidade, sem aflição.
Enquanto houver na Terra almas violentas e primitivas, ou ainda ligadas ao primitivismo, as leis acompanham seus sentimentos, por justiça. Ao Espírito mais elevado que se dispõe a ajudar as criaturas, ainda que com a própria vida, a humanidade sempre cobra caro, pela incompreensão dos que vivem ligados à Terra e tomando posse dela na ilusão de uma felicidade passageira.
Vejamos o que aconteceu com o Mestre dos mestres, o maior doador de todos os tempos, que se entregou ao sacrifício para ganhar as almas e segui-las em todos seus lances de vida, ajudando-as pacientemente:
E os que prenderam a Jesus, o levaram à casa de Caifás, o Sumo Sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. (Mateus, 26:57)
Não é preciso descrever o que aconteceu; onde se reuniam os escribas e os anciãos do Sinédrio, o Mestre foi testado por todos os meios que a ignorância pode ativar nos corações empedernidos no mal Por quê? Porque Jesus era a lei divina, representava o Pai do Céu e trazia para os sofredores melhores dias. No entanto, Ele cumpriu a Sua missão de amor e deixou a sede de reforma em todos os corações, ainda que não compreendessem a ciência do Cristo, que falava usando pouco o verbo, que amava mesmo em silêncio,, que curava sem usar os medicamentos, que alimentava os famintos sem comprar nos armazéns e vestia os nus com a sua presença, revestindo-os com as roupagens dos sentimentos elevados.
Jesus veio à Terra não somente para reformar as leis humanas, mas para mudar tudo na face do planeta e deixar, como o fez, o traço de esperança em todos os corações, esperança de que existe o Céu onde todos podem herdar o seu lugar, porque a porta da felicidade existe na consciência de cada um.
As reformas das leis humanas não se processam com violência; elas têm um seguimento gradativo, de acordo com a elevação dos habitantes da Terra. Quem, de boas intenções, deseja implantar leis como se a Terra fosse um mundo venturoso, também não o consegue, porque tanto o povo sofre com as trevas, como com a luz em demasia. Lembremos Paulo, que nos concita a dar graças em tudo, porque a filtragem das leis humanas está sob os cuidados de Deus, através dos Seus agentes de luz. Não nos esqueçamos desta verdade que se irradia em todos os mundos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

7.1.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 27 – VIDA SOCIAL DOS DESENCARNADOS


 

DIANTE DA VIDA

A. BRANCO *
 
Encarcerado, enfim, nas grades da memória,
Tudo tresanda em mim o sinistro bafio
Da torva escuridão a que me sentencio,
Na câmara de fel da sombra merencória.
 
Mocidade, ilusão, tudo é lodo e vanglória
Esbarrando na morte – horrendo desafio! –
 
Para a descida ao caos ignoto, imenso, frio,
E ser lama pensante, escória sob a escória.
 
O’ minhalma infeliz, porque assim te sublevas?
Corvo triste da mágoa a crocitar nas trevas,
Volve em prece a dormir na paz inerme do ovo!
 
Sepulta, coração, no tremedal medonho,
A aflição derradeira e o derradeiro sonho
Para tudo esquecer e começar de novo!
     
(*) Não se identificando por óbvias razões, ensina-nos o poeta que, após a desencarnação, se carregamos frustrações e culpas, debalde procuraremos fugir às «grades da memória». Só a reencarnação, com efeito, representa a terapêutica ideal, quando teremos de «começar tudo de novo».
Livro: Antologia dos Imortais - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.