5.12.13

Na Casa de Meu Pai...
 
- Neste universo de cerca de 30 bilhões de espíritos, encanados e desencarnados, atrelados à evolução de Terra, muitos, talvez, não mais tenham oportunidade de nela reencarnar ...
- Pelo menos, não proximamente. Não nos esqueçamos de que muitos capelinos, após se redimirem de seus equívocos, lograrEncontro Inesperado, O
Em um relacionamento amoroso Miriam, mulher exigente, intratável, ciumenta e apegada sufoca o companheiro. Depois de sete anos, exausto, ele sai de casa. Ela tenta o suicídio uma vez e ameaça uma segunda, caso ele não volte. Os pais a julgam fraca e querem protegê-la, mas a vida os impediu de socorrê-la. Quando todos pensam que acontecerá o pior, a vida intercede a seu favor: Franco, Gisele e Carlos surgem na história e os fatos começam a mudar. Então, acontece o encontro inesperado.
Gasparetto, Zibia M. (autora)
Lucius (Espírito)
Romance - 424 págs. 16x23 cm
Vida & Consciência - Livro- - Espírita am voltar a merecer a reencarnação no Orbe de que haviam sido expurgados!
- Outros espíritos, dos capelinos renitentes no mal, ainda teriam sido enviados a planetas de ordem inferior à Terra?
- Meu filho, é nautural que o espírito recalcitante vá ficando para traz... Temos informações de que muitos espíritos capelinos, por não terem se redimido sobre a Terra, já tomaram a direçào de mundos compatíveis com seu estado de rebeldia.

Diálogo entre o médium Carlos A Baccelli e o espírito Dr. Inácio Ferreia
Livro: Na Casa de Meu Pai... - Carlos A Baccelli - Inacio Ferreira

4.12.13

No Princípio Era o Verbo...

- Dando sequência, porem, aos nossos estudos sobre A Gênese de Allan Kardec, ainda no seu primeiro capítulo...
- Doutor, estamos há cinco semanas neste primeiro capítulo! Quanto tempo nós levaremos para concluir o estudo?! - perguntou Manoel.
- Até que estamos indo rápido demais, você não acha, Odilon?! Para realmente estudar e assimilar o que estuda ninguém deve ter pressa. Este, aliás, é o problema de muitos companheiros de Doutrina - fazem uma leitura dinâmica de uma obra e concluem que tudo já sabem dela. Ledo engano!
- Estudar é explorar todas as possibilidades propícias do texto - claro, dentro de nossa limitada capacidade de comprendê-lo. Sempre haveremos de nos deparar com alguém que poderá apreciá-lo por um ângulo que não conseguimos enxergar... A rigor, precisaríamos ter aqui, integrado o nosso grupo, um Físico, um Químico, um Psicólogo, um Filósofo - enfim, gente habilitada em várias áreas do conhecimento acadêmico.
- E um Psiquiatra "meia boca", como eu...
- Um Dentista! - acrescentou Odilon.
- Uma analfabeta! - emendou Domingas.
 
Livro: No Princípio Era o Verbo... - Carlos A. Baccelli - Inácio Ferreira
 

Concordo com o Dr. Inácio e convido você, que gosta de estudar o Espiritismo, a formarmos um grupo de estudos, para tanto, me mande um e-mail para ler@folha.com.br e veremos como será possível tornar esse meu sonho numa realidade.
Abraço,
Toninho Barana

3.12.13


LIDANDO COM AS CRÍTICAS

- Dr. Inácio – perguntou alguém, na rápida entrevista a que me submeteu deste Outro Lado da Vida –, como o senhor lida com as críticas?
- Eu não lido – simplesmente, eu não lido.
- Por quê?!
- Porque a crítica sincera é rara, e, como é difícil identificá-la, eu prefiro não perder tempo.
- O senhor, então, as ignora por completo?
- É um direito que me assiste.
- O senhor não crê em crítica nenhuma?
- Em 99% delas, não!
- No entanto, sobra 1%...
- A estas, embora não pareça, quando posso efetuar uma pausa no serviço, eu as levo em consideração.
- E isto acontece com frequência?
- Devo dizer que não!
- Então, o senhor se considera acima de toda e qualquer crítica?
- Absolutamente! Eu não disse isto!...
- Mas... por que não liga importância aos críticos?
- Porque, em geral, a não ser criticando a quem trabalha, eu não os vejo fazendo mais nada... A crítica sistemática é o ofício de quem não tem vocação para servir.
- Assim, os seus críticos se sentirão frustrados...
- Problema deles.
- Porventura, como espírito, considera-se infalível?
- Não como espírito, e, principalmente, não como espírita – cara (desculpe-me a expressão que estou roubando de seu vocabulário) eu sou um ser humano! Mesmo estando morto, você me dá o direito de continuar a sê-lo?!
- As críticas não o desanimam?
- Ao contrário: elas me incendeiam!...
- Então?...
- Devo muito aos meus críticos! Não fosse por eles, o meu humilde trabalho passaria completamente ignorado – eles são os meus melhores propagandistas!
- Nada pode atingi-lo?...
- Eu sempre tive muito medo de raio... Sob tempestade, costumo não sair de casa.
- O senhor se considera irônico?
- Nem um pouco! Graças a Deus, o que eu sou é uma pessoa de bem com a Vida, e comigo mesmo!...
- Partindo de quem uma crítica o abalaria?...
- De Jesus Cristo! Porém, como sei que Ele nunca faria isto comigo e nem com você, ou com qualquer um de nossos irmãos em Humanidade...
- Uma última pergunta.
- Manda...
- Quando é que o senhor pensa em parar de escrever para a Terra?...
- Ah, esta é fácil! – respondi sem conseguir conter o sorriso. – Quando o médium desencarnar! – naturalmente ou, quiçá, assassinado!...

INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 2 de dezembro de 2013.

2.12.13


Mergulho Profundo

Até onde vai a humanidade?
Ora está feliz a dizer que tudo lhe satisfaz. Noutro momento, se acha desprezada porque nada lhe apraz. É sobre o vai-e-vém da humanidade que pretendo refletir nesta manhã de domingo.
A humanidade somos todos nós, mas o que quero dizer é que o homem, de maneira geral, anda inquieto. Ele não sabe exatamente o que quer. Acha que estando bem financeiramente tudo estará resolvido, afinal, o dinheiro vai lhe trazer o sustento diário e a prosperidade que tanto deseja, tudo o mais, a partir disso, estará acertado.
Esta visão materialista das coisas lhe faz feliz por uns tempos, mas depois ver que a sua sorte é amarga porque lhe falta amigos de verdade. A família, às vezes, não lhe dá a devida atenção, algo lhe falta e ele não sabe expressar o que é.
É neste momento que alguns começam a ver-se por dentro, toma a coragem de tentar se enxergar interiormente. É neste instante que tudo muda, antes de se complicar.
Esta procura interior faz o homem entrar em contato com seus pesadelos, suas contradições, seus desafetos, suas insatisfações. Com tudo aquilo que gostaria de fazer e não fez, com tudo aquilo que quer ser e ainda não é.
É esta contradição interior que o frustra e o faz, inicialmente, mais triste. Tem tudo que outros não possuem, mas lhe falta o essencial: ele mesmo.
Olhar para o mundo com os olhos da matéria pode ser suficiente por uns tempos, mas depois se mostrará imensamente limitante, meus irmãos.
Como expressar a tristeza de um grande empresário, dono de seu iate, muitas pessoas a lhe bajular na empresa, um carro importado na garagem, mulheres que desejar e sentindo-se imensamente só?
Esta prioridade dos homens pela busca material é vazia, tenho dito isto aqui muitas vezes. A matéria possui o valor que damos a ela, mas ela não responde aos nossos anseios mais íntimos, ou quando o faz, nos deixa perecíveis, superficiais, porque elegemos a aparência, o possuir das coisas como parâmetro das nossas necessidades e, consequentemente, da nossa felicidade.
O homem deve procurar mais porque ele é mais.
É no seu interior que reside todas as perguntas e, ao mesmo tempo, todas as respostas. É no seu mundo íntimo que encontrará todas as suas contradições, mas, paradoxalmente, todas as suas definições.
Quem olha para dentro mergulha no mundo infinito. Quem olha apenas para fora se imerge num pantanal de lodo, numa areia movediça, num buraco sem fim.
A realidade das coisas é invisível aos olhos, meus filhos.
Portanto, procure olhar-se mais, encontrar-se mais consigo, mesmo que isto, de início, lhe proporcione incômodos, inquietações, mal-estar.
É somente, porém, neste mergulho profundo para dentro de si que encontrará as respostas verdadeiras e definitivas, a razão de ser da própria vida, o porquê está aqui.
É no seu contato íntimo, na sua descoberta maior, no despertar para seu mundo espiritual que se encontrará, de fato, com Deus, e tudo fará sentido, até mesmo você.
Fique em paz!
Helder Camara

30.11.13

CONTINUA

Se na estrada em que prossegues
A provação se acentua,
Sem pensar em desistir,
A caminhar continua...

Se ao teu próprio derredor
A existência tumultua,
Buscando a paz que procuras,
Sempre a frente continua...

Se, tramando a tua queda,
A tentação se insinua,
Mesmo que tenhas caído,
Levanta-te e continua...

Se a ingratidão te magoa
E o teu ânimo atenua,
Sem pensar em recompensa,
Faze o bem e continua...

Se, no cultivo da fé,
Pesa em excesso a charrua,
Lavrando a gleba da alma,
Persevera e continua...

Haja o que houver, onde esteja,
Quem no ideal não recua,
Suporta a luta qual for
E com Jesus continua!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de 20 de novembro de 2013, em Uberaba – MG).

29.11.13

RETRATO DO CORPO MENTAL

Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental (*) que lhe preside a formação.
Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnético, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.
Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.
Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.
(*) O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. (Nota do Autor Espiritual)

Livro “Evolução em Dois mundos” - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira - André Luiz

28.11.13

Atenção Total
(Dom da Paz)

Um aceno. Um aperto de mão. Um abraço caloroso. Uma tapinha nas costas. Um sorriso aberto. Um “olá” sincero. Tudo isso representa um gesto de atenção e carinho. Uma atenção diferenciada. Uma lembrança do outro. Apesar de tudo isso parecer simples para quem dá pode ser importantíssimo para quem recebe. Atenção, esta é a chave para salvar muitas vidas.
No dia a dia, às vezes, esquecemos-nos de dar a devida atenção àqueles que nos rodeiam. Não falamos com alguém que nos é caro da família. Não acenamos para o vizinho. Não dizemos sequer um “bom dia” quando chegamos ao ambiente de trabalho. Não fazemos uma ligação para o cônjuge para saber como está o seu dia. Não nos lembramos de parabenizar um amigo pelo seu aniversário. São desleixos e reflexos também do nosso egoísmo. Pensamos demasiadamente em nós, esquecemos o nosso irmão de caminho.
Como sair deste círculo vicioso?
Creio que há coisas em que devemos criar hábitos. Se prestarmos atenção vamos ver que a maioria das pessoas que nos lembramos dela nos responde satisfatoriamente. Mais do que isso. Vai nos cobrar quando aquele hábito deixou de ser expresso uma vez sequer. Faremos, então, automaticamente gestos de atenção e carinho, mas isso não quer dizer que seremos frios e calculistas. Apenas criaremos o hábito de sermos gentis e atenciosos.
Toda criatura gosta de ser bem tratada e não esquece jamais o gesto mais delicado. Às vezes, fazemos uma só vez um benefício para alguém e ela não se esquecerá jamais. Vai nos associar sempre àquele ato de gentileza.
O mais importante também é a reciprocidade, mesmo quando não pedimos. O mundo inteiro precisa aprender a ser gentil a atencioso. Uma coisa gera a outra. Todo mundo deve exercitar o sair de si para ir à busca do outro.
Percebo que o corre-corre dos dias atuais faz as pessoas olharem mais para seu próprio umbigo e esquecerem-se do outro. É tanto problema, é tanta coisa para fazer premida pelo tempo que não há condições de ver o outro a sua frente que te pede, silenciosamente, um pouco de atenção.
O mundo moderno inventou os incrementos eletrônicos. Vejo aqui que os jovens, toda a gente, usam os telefones cada vez mais intensamente. Os contatos sociais aumentaram sensivelmente com esta ferramenta de comunicação, o que é muito bom por um lado, mas quero lembrar que não inventaram nada até agora mais eficiente do que o contato físico e os olhos nos olhos. Somos seres humanos e necessitamos, o tempo todo, do reforço das nossas percepções e sensibilidades para darmos respostas consistentes às nossas necessidades íntimas e sociais.
Busque o outro. Toque o outro. Beije o outro. Sinta o outro em seus braços. Tudo com respeito, é claro, mas com determinação de encontrar um outro ser humano. Os seres humanos são assim, espontaneamente carentes da presença de outro ser humano. Solidão, jamais. Contato e atenção, sempre e cada vez mais.
Seja o mundo um local de encontro e de afeto contínuo, de troca de amabilidades, de gestos de carinho e ternura, de exercício permanente da humanidade. É isto que sempre precisaremos, mesmo com o avançar de toda a tecnologia e suprimento das nossas necessidades materiais. Seja qual for a evolução, um ser humano precisará sempre de outro ser humano.
É isso aí!
Helder Camara