7.10.17

DESILUSÃO

Infeliz de quem volta ao Mais Além
Imaginando ter chegado ao Céu,
Rasgando do mistério o denso véu
Da Vida a revelar-se sem desdém...

Surpreso ante a Verdade que ninguém
Pode olvidar na condição de réu,
Desventurado e vagueando ao léu,
A lágrima nos olhos não contém...

Escuta, então, no âmago da alma
A voz da consciência que lhe acalma,
Em meio da cruel desilusão:

 - É preciso subir, descendo a Terra,
Pois na existência humana é que se encerra
A verdadeira estrada de ascensão!...

Antero de Quental – Blog Espiritismo em Prosa e Verso

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia  8 de abril de 2017, em Uberaba – MG)

6.10.17

Humorismo no Além

A vida só nos depura
Pela dor que a gente engole,
Por isso é que a Terra é dura
Tão-só para quem é mole

            João Moreira da Silva

Nos entraves a transpor,
Nesse ou naquele sistema,
Quem tem a chave do amor
Resolve qualquer problema

            Auta de Souza

A cachaça assim começa:
Por hoje é um trago gentil,
Amanhã, é o copo grande
Depois, é balde e barril

                 Cornélio Pires


Livro: Humorismo no Além - Francisco C. Xavier

5.10.17

UTILIDADE DOS ENCONTROS ESPIRITUAIS

Questão 415 do Livro dos Espíritos

A utilidade dos encontros espirituais na liberdade parcial do Espírito, no transe do sono, é imensurável. As lições em Espírito têm uma dinâmica diferente das lições do mundo, mesmo porque são usados meios que se diferenciam muito. Os humanos usam meios mais grosseiros, devido ao ambiente em que estagiam e as próprias funções cerebrais, para que a consciência possa guardar as anotações.
Aparentemente, pensa-se que o que se esquece dos encontros no mundo espiritual fica perdido. É um engano, pois nada se perde. O que aprendemos no plano do Espírito gravar-se-á com maior intensidade e, passando para o corpo físico, esses conhecimentos filtrar-se-ão de acordo com as necessidades, chegando ao homem pelos canais da intuição. Surgem na sua mente pensamentos em forma de lembranças, dando diretrizes para mudanças capazes de remover certas intenções que poderiam levá-lo ao caos. São milhões de criaturas beneficiadas por essas lembranças todos os dias e nós, do plano espiritual, sentimo-nos alegres com essa cooperação do nosso plano para as atitudes certas que tomam, usando o processo do sono.
Quando os pensamentos bons assomarem em nossa mente, alimentemo-los e passemo-los para frente. Eles são sementes de luz, no plantio, e o reino de Deus somente cresce nos corações com a edificação do amor. Não devemos nos esquecer do que precisamos mudar todos os dias, mesmo que seja pouco a pouco. A constância é que nos encoraja, principalmente aqueles que estão tutelando os companheiros revestidos de carne.
Os encarnados, quase sempre ao despertar, têm vagas lembranças de alguma coisa que aconteceu em sonho. Essas lembranças promanam da verdade que se espraia na sutilidade da vida, e aparece de várias formas nos caminhos humanos, como socorro nas horas necessárias. Compete a cada criatura estudar, analisar, filtrar e compreender os valores de cada pensamento. Se na vida tudo tem uma razão de ser, procuremos o sentido daquilo que não estamos entendendo, que mais hoje ou mais amanhã apresentar-se-á na sala da mente o indispensável para as nossas atividades e os roteiros para os nossos corações.
A Doutrina dos Espíritos, como coadjuvante das leis espirituais, nos faz conhecer mais a vida no além, e desse conhecimento notar-se-ão as luzes nascerem na fonte das nossas vidas, a nos legar a paz de coração pelo conhecimento da verdade.
Mais uma vez alertamos todos os companheiros de fé, para que se preparem para o sono com um dia cheio de entendimento, de amor e de caridade, para que possam entrar na vida espiritual assimilando conceitos elevados nas escolas universais, que nos levam a maior despertamento dos dons de ouro dentro do coração. Vamos apreciar a existência que levamos onde quer que seja, mas nunca fiquemos somente na apreciação, colocando em ação as sugestões do bem para serem vividas por nós, porque, fora de Deus, somente nós salvamos a nós mesmos.


Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

4.10.17

ESPIRITISMO - PROSÉLITOS

362 –Poderemos receber um novo ensino sobre os deveres que competem aos espiritistas?
         -Não devemos especificar os deveres do espiritista cristão, porque palavra alguma poderá superar a exemplificação do Cristo, que todo discípulo deve tomar como roteiro da sua vida.
         Que o espiritista, nas suas atividades comuns, dispense o máximo de indulgência para com os seus semelhantes, sem nenhuma para consigo mesmo, porque antes de cogitar da iluminação dos outros, deverá buscar a iluminação de si mesmo, no cumprimento de suas obrigações.

         363 –Como se justifica a existência de certas lutas antifraternas dentro dos grupos espiritistas?
         -OS agrupamentos espiritistas necessitam entender que o seu aparelhamento não pode ser análogo ao das associações propriamente humanas.
         Um grêmio espírita-cristão deve ter, mais que tudo, a característica familiar, onde o amor e a simplicidade figurem na manifestação de todos os sentimentos.
         Em uma entidade doutrinária, quando surgem as dissensões e lutas internas, revelando partidarismos e hostilidades, é sinal de ausência do Evangelho nos corações, demonstrando-se pelo excesso de material humano e pressagiando o naufrágio das intenções mais generosas.
         Nesses núcleos de estudo, nenhuma realização se fará sem fraternidade e humildade legítimas, sendo imprescindível que todos os companheiros entre si, vigiem na boa-vontade e na sinceridade, a fim de não transformarem a excelência do seu patrimônio espiritual numa reprodução dos conventículos católicos, inutilizados pela intriga e pelo fingimento.


Livro “O Consolador” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

3.10.17

COMO VOCÊ INTERPRETA?! – XXVII

Os nossos irmãos haverão de nos perdoar, uma vez mais, se nos demoramos na reflexão do capítulo 33, de “Nosso Lar”. Acontece, porém, que todos os capítulos da mencionada Obra estão repletos de preciosas lições – que não nos devem passar despercebidas, pelo seu conteúdo altamente elucidativo e revelador.
*
Quando os “Samaritanos” estão regressando do Umbral, onde haviam resgatado inúmeros irmãos desencarnados quase em estado de completa demência, André Luiz não pode deixar de manifestar surpresa com “seis grandes carros, formato diligência, precedidos de matilhas de cães alegres e bulhentos”, que “eram tirados por animais que, mesmo de longe”, lhe “pareceram iguais aos muares terrestres”.
Notando o meio de transporte quase primitivo, em comparação com o progresso tecnológico que, à época, já existia em “Nosso Lar”, utilizado para socorrer aqueles irmãos e irmãs, André indagou a Narcisa: - “Onde o aeróbus? Não seria possível utilizá-lo no Umbral?” Sim, será que a cidade não dispunha de recursos mais avançados para semelhante tarefa de resgate?! Por que aqueles carros antigos, que, certamente, não mais circulavam nas ruas de “Nosso Lar”?! E, ainda, puxados por muares?! Com matilhas de cães na escolta dos “Samaritanos”, e os “íbis viajores”, pássaros da família dos pelicanos, que seguiam a caravana, com a tarefa de devorarem “as formas mentais odiosas e perversas, entrando em luta franca com as trevas umbralinas”?!...
*
Informações paralelas: no antigo Egito, o Íbis era considerado sagrado e, segundo os pesquisadores, associado à adoração ao deus Thoth, o deus da escrita e da sabedoria, crendo que havia sido ele o criador dos hieróglifos. Às vezes, o Íbis era representado com a cabeça de um babuíno.
*
O Íbis, acompanhando os “Samaritanos”, exerciam, naquelas regiões umbralinas, função semelhante a dos abutres e urubus, aves aparentadas com os condores, que são extremamente úteis na Natureza, devorando as vísceras cadavéricas de animais e homens insepultos. Ainda, pela informação de Narcisa a André Luiz, “entrando em luta franca com as trevas umbralinas”, os Íbis, pelo seu avantajado tamanho e grunhidos, inspiram medo às formas animalescas que pululam nas regiões limítrofes às cavernas existentes nos subterrâneos do Umbral.
*
Não obstante, no referido capítulo de “Nosso Lar”, o que mais chama a atenção, sem dúvida, é resposta de Narcisa a André Luiz, justificando a não utilização de veículos mais modernos naquela tarefa de resgate: “Questão de densidade da matéria. Pode você figurar um exemplo com a água e o ar. O avião que fende a atmosfera do planeta não pode fazer o mesmo na massa equórea. Poderíamos construir determinadas máquinas como o submarino (destacamos); mas, por espírito de compaixão pelos que sofrem, os núcleos espirituais superiores preferem aplicar aparelhos de transição. Além disso, em muitos casos, não se pode prescindir da colaboração dos animais.”
Aqui estacamos para indagar de nossos leitores: os “Samaritanos”, não estariam equipados com roupas especiais para aquele “mergulho” na referida sub-Dimensão umbralina, na qual, inclusive, lhes seria difícil respirar com facilidade?! Vocês se recordam de que, no livro “Libertação”, André Luiz, na companhia de Gúbio e Elói, necessita se materializar para ser percebido na cidade dos “gregorianos”, ou dos “draconianos”?!
*
Apenas com o propósito de melhor auxiliar na reflexão daqueles que nos prestigiam com a sua atenção neste Blog, informamos que há um livro de autoria de Chico Xavier, publicado pela Editora GEEM, de São Bernardo do Campo – SP, com o sugestivo título “Astronautas do Além”.
O que, portanto, diante do exposto, os leitores atentos da Obra Andreluizina têm a nos dizer?!

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Uberaba – MG, 2 de outubro de 2017.

2.10.17

Estudo da “Historicidade dos Evangelhos”.

O primeiro Evangelho a ser escrito teria sido o de Marcos, por volta do ano 42 d.C., quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos ali narrados. Logo em seguida, e antes do ano 50, foi escrito o Evangelho de Mateus, com um texto um pouco mais longo que o de Marcos. Pelo ano 62 d.C., o mais tardar, Lucas escreve a sua díade: o Evangelho e os Atos dos Apóstolos, talvez em defesa de Paulo que estava preso em Roma. Alguns acreditam que antes mesmo dos anos 70, João teria escrito o seu Evangelho, que contém uma elaboração teológica muito maior que os outros. A questão central está em que com estas recentes descobertas, podemos com muita segurança, ao menos para os sinóticos, colocar a data de composição dos Evangelhos para bem antes do ano 70, quando ainda estavam vivas as testemunhas oculares dos eventos dos quais Jesus Cristo participou. Muitos da Escola das Formas achavam que a descrição da destruição de Jerusalém predita por Jesus no Evangelho de Mateus, fora ali colocada porque a comunidade que teria escrito o Evangelho também havia presenciado a destruição, e não porque Jesus tivesse a capacidade de prever tal acontecimento. Ora, isto se devia a uma deturpação a quanto ao que é histórico no Evangelho. Hoje em dia esta hipótese não se sustenta mais:
Jesus tinha, sim, a capacidade de prever o que aconteceria no futuro, e a queda de Jerusalém foi prevista por Ele e documentada no Evangelho de Mateus, antes que o fato acontecesse.

O nascimento dos Evangelhos sinóticos
Durante a década de 70 e parte da de 80, até a sua morte em 1986, o Pe. Jean Carmignac dedicou-se ao estudo da origem dos Evangelhos sinóticos.
Trabalhando com as descobertas de Qumrân e sendo o principal autor de artigos na Revue de Qumran por um longo período, ele se aprofundou nos estudos de tradução dos Evangelhos para o hebraico. Descobriu então na tradução, versos e rimas que não aparecem nos textos gregos. Isto acontecia aos milhares. Os indícios de que os Evangelhos de Marcos e de Mateus foram escritos originalmente em hebraico estavam se confirmando. Antes de morrer, ele estava preparando alguns livros para os especialistas da área, com farta
documentação que comprovava a sua tese. Além disso, verificou que o Evangelho de Marcos teria sido escrito originalmente por Pedro em hebraico, e Marcos teria sido o seu tradutor para o grego.

Evidência interna no Evangelho de Lucas
Lucas, que escreveu o seu Evangelho a partir de Paulo, e que foi, dos três sinóticos, o mais tardio, como vimos anteriormente, tem em seu Prólogo o seguinte texto (Lc 1,1-4): 1 Visto que muitos já tentaram compor uma narração dos fatos que se cumpriram entre nós - 2 conforme no-los transmitiram os que, desde o princípio, foram testemunhas oculares e ministros da Palavra - 3 a mim também pareceu conveniente, após acurada investigação de tudo desde o princípio, escrever-te de modo ordenado, ilustre Teófilo, 4 para que verifiques a solidez dos ensinamentos que recebeste.

Ora, Lucas afirma não ser o primeiro a escrever um Evangelho e diz que se baseou nos fatos narrados pelas testemunhas oculares dos acontecimentos ocorridos com, e que envolveram, Jesus Cristo, tendo providenciado uma "acurada investigação de tudo desde o princípio". Este é um relato que evidencia a autenticidade e a historicidade do Evangelho de Lucas.

1.10.17

Frase de Bezerra de Menzes

"O médico verdadeiro não tem o direito de acabar a refeição, de escolher a hora, de inquirir se é longe ou perto. O que não atende por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou tempo, ficar longe, ou no morro; o que sobretudo pede um carro a quem não tem como pagar a receita, ou diz a quem chora à porta que procure outro - esse não é médico, é negociante de negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros os gastos da formatura. Esse é um desgraçado, que manda, para outro, o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única espórtula que podia saciar a sede de riqueza do seu espírito, a única que jamais se perderá nos vaivens da vida".


Bezerra de Menzes