30.7.25

CÂNTICO FRATERNO

João de Deus Ramos*
 
Canta, irmão, canta o carinho!
Canta o rio em todo canto
Fazendo o próprio caminho
Belo e santo.
 
Dura o bem, dura a alegria,
Dura o amor e a paz perdura.
Somente o mal desce à via
Da loucura.
 
Vibra, irmão, vibra em Jesus!
Vibra o Sol, em raios vibra,
E o dossel de sua luz
Equilibra.
 
Chora a vida rumo à frente.
A evolução chora, chora,
Pois o pranto é lava ardente
Que aprimora.
 
Sente, irmão, sente o perfume,
A brisa chegando à porta;
Seu passo que aviva o lume
Reconforta.
 
− Onde há paz? Onde há bondade?
Onde há amor e há riso aonde?
Onde?! Em ti ! És a verdade
Que se esconde...
 
(*) De origem humilde, João de Deus bacharelou-se em Direito pela Universidade de Coimbra, em 1859 exercendo brilhantemente o jornalismo e o magistério, sendo considerado um verdadeiro apóstolo da instrução “É um lírico inimitável” dele diz Mendes dos Remédios (História Lit.Port. Pág.586) –” é o mais espontâneo e genial burilador da poesia portuguesa. Nunca ninguém teve a arte de dizer coisas mais belas em frases tão simples. » (S. Bartolomeu de Messines, Algarves, Portugal, 8 de Março de 1830 – Lisboa, 11 de Janeiro de 1896).      
BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Flores do Campo; Ramo de Flores; Folhas Soltas; Cartilha Maternal, etc. ; b) do poeta desencarnado Jardim da Infância, pelo médium Francisco Cândido Xavier.      
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

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