14.5.20

INTERESSE PELA BATALHA


Comentários  sobre a Questão 546 do Livro dos Espirtos

O Espírito que lutou como encarnado na guerra, ao desencarnar durante a batalha, fica mais ou menos atordoado, de acordo com a sua evolução espiritual. O fragor da batalha lhe toma os sentidos e o prende à luta, levando-o a se demorar naquele ambiente o quanto a sua evolução o permitir.
É o sofrimento que o irá tirando da ignorância, levando-o à procura da paz. A alma precisa de tempo para o seu aprendizado espiritual. Não podemos dizer o procedimento dos Espíritos, generalizando suas idéias depois das batalhas, porque cada um é diferente na maneira de proceder. Os processos de educação das criaturas são diversos, na diversidade da própria natureza.
A ignorância, movida pelo instinto, nos traz violência. A violência é estado natural do homem ou do Espírito primitivo, e todos passam por esse estado ligado à ignorância. É muito grande o trabalho dos benfeitores espirituais em uma guerra. Eles redobram seus esforços para socorrer a todos, dando a cada um segundo suas necessidades espirituais.
Convém a todos que já entendem essa operação benfeitora ajudar pela oração os Espíritos evangélicos que socorrem os desencarnados nas guerras e nas catástrofes, o que ocorre quase todos os dias no mundo. As mortes violentas atordoam as almas que assim desencarnam, e as mãos benfeitoras as assistem pela força do amor e da renúncia em favor de todas essas criaturas de Deus. Existem muitas delas que julgam não estarem mortas, por desencarnar sob influência do ódio. Oremos juntos, para que no amanhã o homem não desperdice mais o tempo com lutas, intrigas e discórdia encarniçada.
O trabalho do Cristo é maravilhoso, por ser de educação da humanidade. Ele delegou forças aos Seus discípulos de todos os tempos para continuarem essa operação divina de instruir os seres humanos na ciência do amor, transformando os dez mandamentos em apenas dois, que têm a força de fazer desaparecer as guerras fratricidas, as injúrias, a maledicência e todas as espécies de crimes.
Muitos Espíritos, ao desencarnarem em plena batalha, passam a não se interessar mais pela guerra, por sentirem que ela é inútil para eles, sendo, então, recolhidos por mãos generosas às casas de recuperação espiritual. Outros ficam envolvidos nas batalhas cada vez mais, sofrendo todas as conseqüências que advêm da brutalidade que nasce da ignorância.
É bom que compreendamos que guerra não é somente de irmãos que matam irmãos; ela existe em muitas dimensões, como as lutas motivadas pela ignorância, em que o orgulho toma a dianteira, aquelas em que o egoísmo inspira a vaidade sem comedimento, as lutas internas que sempre travamos, para construir e destruir...
Devemos sempre lembrar Jesus, na Sua fala divina, para recompor as forças da alma nos seus devidos lugares. Muitas vezes os que lutam em uma guerra pensam que estão iluminados em defender suas pátrias, que a honra é um dever que devem cumprir. Recordemos o Mestre:
Vê, pois, que a luz que há em ti não seja treva. (Lucas, 11:35)
Existem muitas ações humanas que nasceram das trevas, por faltar conhecimento das leis universais, onde se apóiam o amor e a justiça de Deus.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

13.5.20

MANIFESTAÇÕES DE FÉ



Como tudo o que Emmanuel escreveu, através da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o livro INTERVALOS se destina “ao templo espírita, para que, no curso de nossas reuniões, nos entrelacem as manifestações da fé” – São novas mensagens, onde a religião genuína de Jesus – toda inteira no seu Evangelho – é o alimento das almas famintas de Deus. Que nos reconheçamos uns à frente dos outros por verdadeiros irmãos, num clima de oração, sem pensamentos repreensíveis e preconceitos.
Que haja entendimento e compaixão, o empenho de não ferir quem nos ouve, o silêncio, quando necessário, a desculpa de imediato, a oferta espontânea, cuidado, gentileza, discrição, cordialidade e respeito...
-          “É indiscutível que o Espiritismo na função de Consolador Prometido pelo Cristo de Deus, veio aos homens, sobretudo, para liberta-los da treva do espírito” – lê-se em “Espiritismo e Liberdade”.
Porque ninguém vai ao Pai senão por Jesus, ressurreição e vida, verdade e vida, caminho, amor. “Conhecereis a verdade, e a verdade vos tornará livres”.
Só pelo Evangelho se retira do espírito a treva do mundo: egoísmo, maldade, ignorância, falta de fé, de verdadeira amizade.
Disse o Senhor: “Quem me segue, não andará nas trevas”. E Emmanuel: “Cristo veio até nós para que despertássemos”.
Quis, o sábio Espírito, como de outras vezes (Segue-me! Escrínio de Luz e muitos outros livros), advertir-nos de que, no nosso esforço de ascensão para Deus, é examinado o verdadeiro aproveitamento de cada um nos intervalos.
E nos dá todo o roteiro a seguir para alcançarmos – trabalhando sempre -  a liberdade: a fé que age, a caridade que se movimenta, o amor infatigável, e tudo o mais que nos fará discípulos do Cristo, engajados no serviço ao Criador: com desapego, em benefício de todos, obtendo, enfim, a resposta, que tudo é bênção de Deus a envolver-nos a vida.
Concita-nos a estudar para compreender e compreender para amar; à humildade de espírito, que “bem-aventurados os humildes de espírito, porque a eles mais facilmente se descerrarão as portas do céu”; mostra-nos os perigos, principalmente diante do dinheiro; quer que se não olvide que o amor é glória do céu;que somos indispensáveis uns aos outros; revelando-nos, ainda, a glória da imortalidade (e semente é colocada na cova de barro, para desenvolver-se), explicando-nos o verdadeiro sentido de amealhar, reter e dar (entesourando as bênçãos divinas, no campo de trabalho que fomos trazidos a lavrar), perante a vida (nosso mundo, pouco a pouco, é convertido no santuário vivo em que Jesus se manifesta).
Busca, enfim, o nosso aperfeiçoamento (“Amemos e trabalhemos sempre, sem indagar; aprendamos com o mundo, com a vida, sem revolta e sem mágoas”), que o Tesouro real é o domínio da luz, a nossa iniciação. Repete, em “Em louvor do silêncio”, o que Jesus nos aconselhou:
“Não saiba a tua mão esquerda, o que deu a direita”, fazendo-nos ver, que, na lógica do mundo, há diversos tipos de liberdades, mas a liberdade de nos escravizarmos, qual o próprio Jesus, ao dever de sacrifício pelo bem de todos...”
– A “única liberdade capaz de fazer-nos dignos da liberdade de sermos livres para a sublime ascensão de Deus”.
Emmanuel, Deus conosco. De novo a palavra de Jesus repetida aos quatro cantos da vida – para a consolação de muitos, o reavivamento da fé, as alegrias do amor e da paz! Escreveu: “Se a luz da caridade é o talento divino que buscamos no mundo é sempre o impulso nobre com que nos abeiramos de quem chora e padece para estender o bem e alentar a esperança” (“Oração na oração”) e “Corrige amando para que a chama de teu auxílio não se apague ao golpe rijo do desespero”.
Dentro da mesma linha de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, organizado sob inspiração do Espírito de Verdade e outros altos Espíritos encarregados da missão de trazer à Terra infelicitada pelo materialismo científico e religioso do Século XIX e do nosso século, a Crença – o novo livro de Chico Xavier, como os anteriores, prepara, entre nós, o RENASCIMENTO CRISTÃO.
Sem ocultar suas origens, Emmanuel é, ainda e sempre, o filósofo do Evangelho, o apologista da fé, o semeador de bênçãos em nome do Mestre da Galiléia.
Di-lo bem alto, tudo o que citamos acima e o que se segue:
Em “Trabalhe sempre”;
-          “Jesus é o nosso Divino Guia, e Hoje, é a nossa bendita oportunidade de renovar e aprender, de servir e brilhar”.
Em “Desapego”:
-          “... ao sol do Evangelho, se efetivamente nos propormos alcançar a comunhão com Jesus, o desinteresse pessoal deve representar o selo de nossa boa vontade e a garantia de nossa fé”.
A “Resposta”:
-          “Em todos os lugares, sentirás o Senhor socorrendo-te a vida, estendendo-te os braços e aclarando-te a rota”
Em “Humildade de espírito”:
-          “Não desdenhes servir, aprendendo com o Mestre Sublime, que realizou o seu apostolado de amor entre a manjedoura desconhecida e a cruz da flagelação”.
De “O Mineirinho Celeste”:
-          “Não olvides que o Senhor pode reformar todos os aspectos de nossa vida dum momento para o outro”.
De “Mortos Vivos”:
-          “Recorda o tempo que, em nome do Senhor, te segue os passos da infância a senetude e aproveita-o na criação do elevado destino que te cabe atingir”.
De “Perante a vida”:
-          “... embora aguardemos a celeste herança que nos é destinada no curso dos milênios, busquemos construir a casa de nossos destinos sobre a Rocha do Amor, - Jesus  Cristo – o Sol Espiritual que nos acalenta e soergue para o grande futuro”.
De “Aperfeiçoamento”:
-          “O Mestre aguarda a nossa perseverança na boa vontade para com todos, até o fim da nossa luta, de vez que a boa vontade, significando serviço incessante ao próximo, é o nosso primeiro passo para a aquisição do amor sem mácula e da verdadeira sabedoria”.
* * * 
Prefaciando “Segue-me!...”, também de Emmanuel, Wallace Leal V. Rodrigues, lembra o “misterioso poder” do Espiritismo que tem tido, no Brasil, desenvolvimento espantoso. E lembra o famoso programa de TV Tupi, de São Paulo- “Pinga Fogo”, que entrevistou o médium de Uberaba. “Milhares de pessoas se prostraram atentos diante do vídeo – até de madrugada – para ver e ouvir o Chico.
Que o leitor, se não leu, ainda, o livro, cuja 4ª edição é de 1978, busque inteirar-se da mensagem perene do Espírito Emmanuel. Sempre os mesmos temas retificados do Evangelho”, como um chamamento eterno aos filhos de Deus: "Segue-me” e, ele o seguiu, Levi, depois chamado Mateus.
Wallace recorda outros fatos ligados a Francisco Cândido Xavier, que tem o recorde de autógrafos de livros – cerca de 10 mil livros no período que mediou entre 14 horas da tarde de domingo e 4 da madrugada de segunda feira – sucesso madrugador.
E veio a pergunta, puxando outras perguntas: - “Quem compreendeu o trabalho de Kardec e soube transmiti-lo de modo tão eficiente? Que, foi que deu a esses "90 milhões em ação” (agora mais de 100 milhões) uma obra que, sucinta a 5 volumes básicos, fê-la tão entendível, tão capaz de convencer, sem insistência, sem imposição, fazendo sorrir e chorar como se tudo no mundo, até a dor, a dificuldade, se tornem em glória, de maneira tão acessível, tão lógica, tão pertinente, tão respeitosa das liberdades individuais, tão distante do melífluo bizantinismo das ortodoxias que, passado tão pouco tempo, podem ser contadas a dedos as cidades do Brasil onde não exista, sob a bandeira do Espiritismo e absolutamente sem discriminações de raça, religião ou cor, o seu albergue, a sua creche, o seu Hospital psiquiátrico, a sua sopa aos pobres, as suas casas de orações, nas quais a atmosfera é AMOR e a finalidade ensinar a viver ou a ministrar misteriosos fluidos do homem em favor do alívio do sofrimento humano?
Quem criou esse exército de simãos-cirineus que, invariavelmente, se encontram para estudar os Evangelhos legados por Cristo, magnetizar a água pura e providenciar o possível para os corpos e os espíritos?
Quem tornou a literatura brasileira notável na história da Humanidade pelo fato inédito de um único homem ser capaz de produzir através de uma faculdade que se conhece em sua manifestação, porém não em seu modus operandi -, centenas de milhares de páginas, em prosa ou em verso, escritas por mãos que, de acordo com o “senso comum”, estão incapazes de prosseguir em suas tarefas literárias pelo fato de se terem imobilizado e enregelado pelo frio da morte?
Quem foi? Quem foi?”
E precisa responder?
* * * 
Francisco Cândido Xavier não precisa de prefácios, mas é, sim, motivo de um júbilo inexcedível “apresentar” um livro como este, que serve à evangelização do mundo.
Outros teriam mais méritos para escrever este intróito,o próprio Wallace, com sua pena erudita, escorreita, mas a mim me coube esta honra.  Com humildade escrevo o que o coração dita, porque Chico é o homem chamado amor, como foi apontado, não faz muito tempo, em todo o Brasil, num programa de televisão, onde o Espiritismo foi exaltado, através do seu humilde servidor, valoroso servidor que teve, nesta vida, a dita de ser voz dos seus amigos espirituais, entre os quais avulta a figura de Emmanuel, o Públio Lenturus dos tempos do Cristo, Emmanuel o antigo e orgulhoso senador romano. Um homem chamado amor, candidato irrecusável ao prêmio Nobel da Paz para 1981.
Com sua conhecida lucidez, Wallace Leal V. Rodrigues quis, de novo, mostrar-nos Emmanuel “com maestria e singular inteligência”, totalmente despido de qualquer sofisticação, o admirável Espírito... nas mensagens que colheu ao longo do caminho, mensagens que abordam “um ângulo interpretativo do caleidoscópio da vida”. Foi assim neste INTERVALOS, livro que também é destinado “ao homem-novo, que caminha rasgando os falsos véus do Templo”.
Sobre F.C. Xavier – mais de cinqüenta anos de dedicação à mediunidade, quase 190 livros psicografados já editados, com um intenso trabalho espiritual em lugares como presídios e hospitais psiquiátricos, em torno dele  viu-se uma grande campanha, para, como já foi dito, vê-lo conduzido ao Prêmio Nobel da Paz. E tão simples. E tão bom. Homem de fé e amor. Homem de paz. Considerado um benfeitor da humanidade, apressou-se a declarar, numa entrevista a Elsie Dubugras, para a revista “Planeta”: “Só penso em servir e amar, como quem sabe que os Benfeitores Espirituais aproveitam todas as horas de nossa vida na escola do Evangelho”, e até mesmo os intervalos!

Rio de Janeiro, julho de 1980
Clóvis Ramos

Livro – INTERVALOS – Francisco Cândido Xavier – Emmanue

12.5.20

MUNDOS DE PERMANÊNCIA TRANSITÓRIA – “MPT”


Nossos irmãos e irmãs internautas estão de parabéns – nota 1000!...
Todos, com pequena diferença terminológica, atinaram com a essência do que, no Post anterior, pretendemos dizer.
Claro – não estamos propondo nada de novo.
A nossa intenção foi apenas a de fazer uma pequena provocação, digamos, “doutrinária”, saindo um pouco da rotina, ou da mesmice.
Sim, todos os Mundos, em qualquer Sistema, Galáxia, ou Universo, conhecido ou desconhecido, são de Permanência Transitória – não são a definitiva “morada” do espirito, que ruma a integração com Deus.
Nenhum invólucro, por mais sutil, etéreo que seja, é corpo definitivo para o espírito.
Como escreveu Irmão José: “Espírito puro é puro espírito”!...
Sem nome...
Sem sexo definido...
Sem cor...
Sem tamanho...
Sem tudo, enfim, que o possa rotular.
Tão somente... luz!...
Portanto, todo espírito que não se “funde” ao Criador, é um ser “gravitante”, gravitando à Sua órbita, e, de alguma maneira, candidato à Reencarnação.
A “morte”, assim, é fenômeno que se repete quase infinitamente, pois, quem “reencarna” de alguma forma, de alguma forma deve “morrer” – manter a individualidade, perdendo a personalidade, ou as personalidades, no plural.
Personalidades a serviço da individualidade, e não o contrário – egoísmo, altruísmo, amor!...
Ab-negação!...
Negação de si mesmo...
Todo Mundo Espiritual – assim denominado – é “morada” transitória, e não “Casa” definitiva.
Por consequência: o universo “psicológico” também – o emotivo e o intelectual...
O espírito é um ser em trânsito – do Subconsciente para o Superconsciente!...
André Luiz – “A Casa Mental”, em “O Mundo Maior”.
Reencarnação e desencarnação são fenômenos frequentíssimos – indispensáveis experiências de desapego...
Ainda bem que, dos Dois Lados da Vida, ou dos n Lados da Vida, a fila anda – já imaginaram se não andasse?!...
Deus meu!...
Daqui, deste Mundo, do Outro Lado da Vida, o espírito parte – em direção a Outras Esferas, Dimensões – sem que tenha por motivo o “êxodo”, muitos não voltam à Terra...
Simplesmente, vão estagiar noutras plagas...
Esquecerem-se! – precisam do esquecimento de si mesmos – da posição social, econômica, da situação de poder – esquecimento de nome, sobrenome, clã, em suma, de árvore genealógica, que, para tantos, é motivo de orgulho – racismo, preconceito, etc.
Uma vez mais, parabéns aos nossos irmãos e irmãs internautas – não estão apegados à letra! – estão logrando um “salto” de ordem mental significativo.
Somos seres pensantes e... passantes!...
Que espetáculo, a Evolução!...
As estrelas são trapézios de um imenso palco sem lona, aberto para o Infinito!...
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 10 de Maio de 2020.
De: inacioferreira-baccelli.blogspot.com

11.5.20

Encontros e Despedidas

A cada dia, vemos aumentar o número daqueles que são vítimas da atuação nefasta do novo Coronavírus. São casos letais que deixam famílias sentidas com a ausência abrupta de seus entes queridos e amigos.
Isto também dói-nos o coração.
Não é fácil para um pai de família deixar os seus filhos e esposa. Nem é fácil um filho enxergar esta realidade com naturalidade. São pessoas, com sentimentos e emoções à flor da pele, que estão chorando a partida daqueles que tanto amam.
O mundo espiritual está atento a toda essa situação. Nós nos revezamos em esforços para dar a melhor acolhida possível a todos aqueles que partem daí para cá. É, igualmente, um esforço gigantesco e profícuo de diversos profissionais que usam as suas especialidades para socorrem o vasto número de pessoas que chegam à pátria dos espíritos.
Morrer na carne, apesar de ser um fenômeno natural, que todos deveríamos estar razoavelmente preparados, representa, na prática, um grande teste de espiritualidade e fé.
A morte física é o abandono do convívio diário de pessoas que muitos estimamos, que nos são muito caras. Sim, o termo é este mesmo, por sinal, muito bem empregado. Pessoas caras, pessoas que possuem para cada um de nós um valor inestimável. Deixá-las de ter na nossa proximidade representa uma enorme dor a ser administrada – se é que podemos administrar adequadamente algo que é afeto aos nossos sentimentos mais profundos.
A ausência do convívio de quem gostamos é mão de duas vias. Nós quando chegamos aqui também sentimos a falta dos nossos. Nosso apego às coisas da matéria, como um bom livro e o aconchego da nossa cama, são substituídos por novas experiências no espírito e o reconvívio dos nossos amores do passado. Compensa, mas não substitui. A dor permanece, mas a vida se encarrega de dar bom lugar a ela.
O que quero dizer é que somos levados a gerenciar a nossa dor, vendo aqueles que amamos passar por novas experiências e temos a oportunidade, dada a nossa evolução, de ajudá-los em outra condição.
O encontro em sonhos é possível e satisfaz temporariamente impulsos que a alma sente em ter de volta os entes amados.
O fato é que a vida se encarrega de remodelarmos a nossa forma de viver, até porque não há outro jeito mesmo.
Essa nova vida, para quem fica e para quem vai, inicialmente não é fácil. Tudo é muito diferente e nós temos uma tendência muito grande de sentirmos nostalgia. Também isso é muito comum e a vida vai nos ensinando a como nos virar.
Neste momento da pandemia avassaladora que acampa todo o planeta, tenhamos a preocupação de agir em conformidade com cada momento. Em nos preservarmos contra a doença e em administrar o melhor que for possível as nossas dores mais íntimas.
Este tem sido um dos trabalhos que desenvolvemos no lado de cá da vida com os que partem daí pelo motivo da Covid-19.
Uma palavra de consolo, um gesto de alento, uma escuta ativa e amorosa, são elementos importantes para o pronto restabelecimento de almas caídas pela dor da partida dos seus.
Vamos nos acostumando com essas situações. O mundo passa por reviravoltas que nos pede mais compreensão dessas ocorrências. A dor vai chegar, o luto vai ser sentido, a vida vai se transformar e tudo continua. É assim que é, queiramos ou não.
O que fazer senão aceitar o ritmo da vida e nos encaixarmos nele com bastante propriedade e consciência.
Sejamos parceiros, uns dos outros, nesta nova fase que somos convidados a participar pelo Senhor das nossas Vidas.

Helder Camara
De: domdapaz.blogspot.com

10.5.20

A Desarticulação da Maldade na Terra - 4


Os esforços do bem na terra continuam e não pararão tão cedo enquanto os movimentos da maldade ainda persistirem no planeta.
Agora mesmo uma ação hedionda toma conta de algumas cidades brasileiras e do interior. Aproveitando o desgaste político de determinada autoridade, alguns agentes da maldade se infiltram em grupos bem intencionados para semear a discórdia e o desentendimento, insulando emoções e desvirtuando raciocínios no intuito de semear a confusão generalizada.
Aos que estão em sintonia com tais forças antagônicas, os reflexos de aceitação são quase que automáticos e desenvolvem certo ajuste da frequência vibratória e funcionam como teleguiados a outra estrutura maior e mais poderosa que os dirige para onde acreditam ser melhor para seus interesses.
Por outro lado, o mundo prossegue no combate à pandemia do vírus da coroa. Há um embate em curso em muitos países – e no Brasil não é diferente – do momento certo do retorno à normalidade. Isto nos preocupa.
Ademais os muitos acertos de combate ao vírus da coroa, há uma inquietação daqueles que não aguentam mais viver no exílio das suas atividades rotineiras. Lutam contra o vírus, mas desejam ardentemente o retorno ao que denominam de normalidade.
Esta inquietação possui dois vieses. Um é o de permitir que o vírus da cora se dissemine ainda mais, alastrando seu poderio destruidor nas camadas da população que não têm condições de se defender. Por outro, pelo mesmo efeito destruidor, arruinar a economia que já está em destroços.
O que se teme do lado de cá é que tenhamos nova onda de infectados que não estava inicialmente prevista, aumentando, ainda mais, seu movimento devorador.
Os partidários do mal não recuaram da iniciativa de acabar logo que o vírus da coroa, os efeitos colaterais deixaram baixas significativas e modificou o panorama geral do planeta, mas, seguindo a um plano previamente estudado, executam os estragos que podem fazê-lo nas bases instaladas em diversos locais do mundo. Em cada localidade, em cada país, uma estratégia de atuação pormenorizada.
Quem pensa, porventura, que o mal é desorganizado, engana-se completamente. As melhores mentes, há muito tempo, foram coagidas a trabalhar para seus interesses nefastos e o fazem por falta de opção, por enquanto.
Em cada base instalada, os agentes da maldade multiplicam seus esforços de desorganização social. Alimentam-se do caos e dão as cartas onde encontram a devida ressonância com seus interesses.
O bem, por outro lado, também age com insistência no retroceder dessa situação de desarranjo social, mas igualmente tira o proveito da situação para arrumar a casa planetária.
As peças se movem em diversas direções. Uns movimentos são previsíveis, outros são mais bem estudados e o tabuleiro da vida planetária ganha um dinamismo espetacular.
Não pensem que tudo isto vai passar fácil e rapidamente. Os estragos feitos pela maldade serão consertados em tempo e os novos movimentos danosos serão evitados ou mitigados no seu nascedouro.
Entre altas e baixas, a humanidade segue no seu caminho redentor. Não há injustiça no processo em andamento. Onde aparentar o caos, imagine um ser em ação de ajuste e acomodação das novas forças. Compreendidas por uns, abominadas por outros. E nisto se instala o progresso inevitável.
Miguel deu ordens claras de aproveitar toda a oportunidade de fazer o bem e isto impacienta grandemente as forças da maldade.
Nunca antes as palavras de Jesus estão sendo utilizadas como estratégia para promover o bem: “se alguém bate na tua face, oferece a outra”. É este o movimento em voga das forças aderentes ao Cristo. Mostrar que há o bem onde se enxerga o mal e apresentar o outro lado de cada acontecimento ou ação. Assim, se neutraliza o movimento enganador e aproveita-se sua energia para promover o bem.
Jesus está no leme – já o dissemos. Nada a temer, portanto.
Cada movimento segue a uma ordem de coisas e valores que novas decisões estão sendo tomadas com muito rigor e disposição.
O momento é de alegria porque o bem avança e onde passa não há mais como voltar atrás.
Tudo está no seu lugar, graças à Deus!
Um Agente do Bem

9.5.20

AOS MEUS IRMÃOS


Filhos do meu Brasil, ó meus irmãos,
Deste torrão natal, amado e santo,
Entrelaçai no Bem as vossas mãos,
Prosseguindo a lutar sem desencanto...

Preservai vossa Pátria nos desvãos
De quem vos queira ocasionar espanto,
Ao atentar contra os princípios sãos
Da liberdade que nos custa tanto...

Defendei do invasor vossa fronteira,
Fazendo tremular vossa Bandeira,
O pendão auriverde que reluz...

Diante do mal, não esquecei jamais,
Que acima dos mundanos ideais,
O vosso compromisso é com Jesus!...

Pedro de Alcântara
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 2 de Maio de 2020, em Uberaba – MG). 

8.5.20

Amor é Deus


Jesus diz: Deus é amor. Mas eu digo a vocês: o amor é Deus. 'Amor' é uma palavra muito mais importante do que a palavra 'Deus'. 'Amor' tem um significado existencial.
A palavra 'Deus' é completamente vazia, ela nada significa, ela não se relaciona a coisa alguma dentro de você. Ela é uma pura palavra, pura no sentido de que ela não tem qualquer realidade correspondente dentro de sua experiência.
Embora ambas as palavras indiquem a mesma verdade, 'amor' é a palavra dos poetas enquanto 'Deus' é a palavra dos teólogos. Mas, obviamente o insight poético é mais intenso, mais profundo e a sensibilidade do poeta é também muito mais refinada, muito mais sutil que a dos teólogos.
A visão do poeta é também mais estética, mais bela, mais primorosa; ela tem mais graça, mais sentido, mais significância. Além disso, a escolha dos teólogos tem sido contaminada ao longo das eras por tantas pessoas: hindus, cristãos, muçulmanos; por tantas igrejas; por tantas religiões, as quais fingiam ser religiosas, mas não eram.
Amor ainda permanece sem contaminação; ele ainda é virgem.
Assim, deixe-me repetir: em vez de dizer Deus é amor, diga amor é Deus, e você estará mais próximo da verdade. E não apenas mais próximo, você imediatamente estará ligado à verdade, porque o amor é uma experiência sua.
Ele pode não ser tão profundo ao ponto de ser tornar Deus, mas ainda assim, ouro é ouro, mesmo que não seja refinado. O diamante é diamante mesmo que não tenha sido lapidado e polido. O diamante pode estar perdido no meio da lama, mas, a qualquer momento, ele pode ser limpo, a lama não consegue entrar dentro do seu ser.
O amor é o seu ser. E no momento em que usamos a palavra 'Deus', grandes controvérsias se levantam. Use a palavra 'amor', e ficam descartados: teísmo, ateísmo e todo tipo de argumentos desnecessários.
O amor também representa o centro mais interno da própria existência. A existência não é indiferente a você, ela não é distanciada. Ela está envolvida com você, ela cuida de você. Ela pode não cuidar do jeito como você queria ser cuidado, mas ainda assim, ela cuida da maneira que lhe é própria. E a sua expectativa pode não ser verdadeiramente a sua necessidade; pode ser exatamente o oposto.
A existência de fato preenche as suas necessidades, não o que você gosta e desgosta, não o que você quer; mas as suas necessidades reais, verdadeiras e autênticas são sempre cuidadas. A existência não pode ser indiferente a você: você é parte dela. Ser indiferente a você significaria ser indiferente a ela mesma, o que é impossível. A existência já teria desaparecido há muito tempo, se fosse assim.
Nós somos as suas ondas. Nós somos as flores dessa árvore de vida e existência. O seu desejo de ser amado e o seu desejo de amar é o seu desejo mais supremo. Ele mostra algo da sua natureza básica fundamental, ele representa o seu centro mais interno, ele representa isso.
Uma vez que você entenda o amor como Deus, toda a sua visão da vida irá mudar. Então você não irá venerar num templo ou numa igreja ou numa mesquita: então o amor será a sua veneração. E então você não terá medo da existência, porque ela cuida de você.
O medo desaparecerá. Você não terá medo nem mesmo da morte, porque a morte só pode levar aquilo que não é mais necessário, mas ela não pode destruir você.

 Livro: "Unio Mystica" - Osho