20.9.21

Reencarnação Mais Comum

Em sua atual conjuntura evolutiva, a reencarnação mais comum, entre os espíritos, é a que acontece por ação mecânica da Lei, sem que, de tal processo, em maioria, eles tenham alguma consciência.
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Pouquíssimos são os espíritos que sabem da necessidade de reencarnar e, assim, concorram para a sua volta ao corpo, em nova romagem terrestre.
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Grande parcela dos que, pela desencarnação, deixam o envoltório físico, não conservam a sua lucidez deste Outro Lado da Vida, se lhes constituindo em fato naturalíssimo viverem em quase completa conexão com os encarnados como se encarnados continuassem a viver.
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Difícil que o espírito, mentalmente, consiga separar as “duas realidades”, logrando, espacialmente, situar-se e movimentar-se em apenas uma delas, consentindo que as duas coexistam, porém, sem se conflitarem...
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Observemos que, desde o surgimento do Homo Sapiens, cuja idade a Ciência humana ainda não pode precisar, o espírito reencarna e desencarna, com o homem, embora sob a milenar orientação de diversificadas crenças religiosas, prosseguindo, em seu desenlace, com vaga noção do que seja a vida além da morte.
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Assim como, algumas vezes, o homem, na Terra, pressente a chegada de sua desencarnação, o espírito, na Dimensão Espiritual, pressente a sua “morte”, ou a sua “segunda morte”, à semelhança de quem se submete ao destino inevitável que desconhece.
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Mesmo os adeptos do Espiritismo, ante a conquista de relativo despertar consciencial, esbarram, mentalmente, com sérias dificuldades para administrarem, estando encarnados ou não, o chamado binômio espaço-tempo.
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Realmente, para a esmagadora maioria dos espíritos que evolucionam vinculados à atmosfera psíquica do orbe, a Terra é o maior e quase único ponto de referência de sua existência, daí o seu quase completo cepticismo em torno da sobrevivência em outras Esferas, e, consequentemente, das vidas que se sucedem.
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Certa vez, referindo-se, de leve, sobre tão complexo assunto, o médium Chico Xavier afirmou que os que admitem a Reencarnação, sem maiores entraves à sua aceitação, podem ser considerados “extraterrestres”, porquanto experimentaram, em si mesmos, significativo “choque” da mudança de Plano existencial, que se lhes ficou registrado no psiquismo...
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A tese da Reencarnação não é, pois, oriunda dos espíritos propriamente terrestres, mas, sim, dos “capelinos” (extraterrestres) que a conceberam na forma de “metempsicose”, crendo que, equivocadamente, o espírito, retrogradando, pudesse reencarnar no corpo de um irracional.
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Lucidez no ato de desencarnar e/ou de reencarnar é conquista valiosa, que faz com que o espírito avance com mais segurança nas sendas da evolução.
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Medinidade na Internet
 Uberaba – MG, 19 de Setembro de 2021.

 

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