Comentários Questão 657 do Livro dos Espíritos
A vida contemplativa é um estágio da alma que procura algo de real para a sua solidificação espiritual. O "nada se perde" pode ser usado em tudo. À primeira vista, nos parece que a contemplação de nada serve; evidentemente não serve para nós, mas prepara quem está sem rumo para um trabalho no futuro, de grande valia.
Nunca devemos incentivar a vida contemplativa, pois é semente de difícil germinação, todavia, quem precisa dela na espontaneidade de suas decisões, que o faça, e que Deus abençoe o seu gesto no preparo para a vida maior. Diante deste assunto, vamos repetir a resposta à pergunta de número quinhentos e trinta e seis, quando os Espíritos benfeitores assim respondem:
Tudo tem uma razão de ser, e nada acontece sem a permissão de Deus.
Quem tem uma vida contemplativa, o que nos dias atuais já não ocorre muito, desejou tê-la. O desejo é uma prece, e Deus permitiu, conforme nos relata "O Livro dos Espíritos".
Sabemos que o homem ignorante é fácil de entrar nas linhas do fanatismo; da adoração pela vida reta, ele passa para a contemplação, que é vida inerte, contudo, Deus aproveita tudo para a iluminação das criaturas. É, repetimos, o nada se perde.
Houve uma época em que, no velho Oriente, se encontrava multidão de pessoas em estado de contemplação, com a idéia fixa de entrar no Todo, em busca da felicidade, e Jesus veio salvar essas criaturas, colocando-as em movimento, porque o próprio Deus que eles adoravam somente pelo pensamento, trabalha constantemente. Se Ele parar por uma fração de segundo, toda a criação se desnorteia em seus destinos.
Porque o Filho do Homem veio salvar o que estava perdido. (Mateus, 18:11)
Jesus não ficou se demorando em contemplações improfícuas para Ele, mas apenas orava em curtos minutos, pedindo ao Pai forças novas para as Suas grandes realizações. E ensinou, igualmente, aos Seus discípulos a se movimentarem permanentemente. O Espírito, quando chega a um grau de despertamento, não deve parar, porque seus poderes desenvolvidos, quanto mais circularem em serviço de Deus, mais crescem em Cristo.
Precisamos anotar na mente que aquele que pára de fazer o mal, por vezes fica algum tempo sem fazer o bem, para ir gradativamente se acostumando com a idéia de luz do bem coletivo. As mudanças bruscas não podem acontecer. Vê que Jesus, na Sua jornada de luz, do Céu para a Terra, o quanto tempo demorou, e mesmo quando estava na Terra, silenciou dos treze aos trinta anos, esperando a hora certa que o Pai determinaria para a Sua ação junto ao Seu rebanho!
É justo que quem passa a vida toda em estado de contemplação nada faz de meritório para os outros, mas não podemos esquecer que ele faz para si mesmo, algo que o prepara para o benefício coletivo no futuro. Ninguém nasce perfeitamente despertado para a Luz; esse despertamento custa-lhe tempo, espaço e boa vontade. Os grandes ensinamentos sempre vibraram na Terra, porque Deus nada esquece; mas somente os que têm maturidade os aceitam e vivem no dia-a-dia.
Não conhecemos Espírito algum, já livre de todo o mal, iluminado, que não tenha passado pelos mesmos trilhos de despertamento, pelos mesmos processos de elevação que estão destinados a todos. A luz da alma é a soma de muitas vestes físicas, que a lei de amor determina na mais alta expressão de carinho.
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria
19.10.22
CONTEMPLAÇÃO
18.10.22
EM BOA LÓGICA
Quem alimenta o ódio, atira fogo ao próprio coração.
Quem sustenta o vício, encarcera-se nele.
Quem cultiva a ociosidade, faz neve em torno de si.
Quem se encoleriza, é inquisidor da própria alma.
Quem estima a censura, lança pedras sobre si mesmo.
Quem provoca situações difíceis, aumenta os obstáculos em que se encontra.
Quem se precipita no julgar, é sempre analisado à pressa.
Quem se especializa na identificação do mal, dificilmente verá o bem.
Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.
Quem vive colecionando lamentações, caminhará sob a chuva de lágrimas.
Livro: Agenda Cristã - Francisco C. Xavier - André Luiz
17.10.22
Jesus e Barrabás
De alguns lustros para cá, a Humanidade, sem dúvida, vem recebendo, através das portas da Reencarnação, espíritos que, para a Terra, provêm de Dimensões consideradas sombrias.
Espíritos que, portadores até de certa inteligência e perspicácia, deixam a desejar no que tange ao seu progresso moral.
Valendo-se de todas as artimanhas ao seu alcance, e não medindo consequências, esses irmãos de tudo fazem para ocupar posição de destaque no meio social em que passaram a viver.
Muitos, aparentando normalidade, são portadores de grave insanidade, que os induzem a cometer crimes hediondos – são traficantes, criminosos, corruptos, políticos, ditadores, pedófilos...
Vivendo, não raro, como pessoas comuns, quando se lhe enseja oportunidade, transfiguram-se, mostrando-se em sua verdadeira face.
Chegam a ser cientistas, médicos, soldados, magistrados...
Por vezes, vivendo entre os espíritos que lutam, com honradez, pelo pão de cada dia, insurgem-se de hora para outra, com discursos inflamados, tentando influenciar decisões que lhes atendam aos interesses de domínio.
Eles, infelizmente, estão em toda parte, e se infiltraram no seio de quase todas as famílias, que escandalizam com as suas trevosas atitudes.
Podemos dizer que se assemelham a tumores malignos a provocaram metástases no organismo social que pretendem falecer.
Devem, pois, todos os que se encontram presentemente encarnados, orarem para não se permitirem por eles influenciar de maneira maléfica, e, principalmente, para que não venham a ser um deles, os que o Senhor classificou como lobos em pele de cordeiro.
Orem, sim, e muito, nos dias da atualidade, para que essa alcateia enfurecida, outra vez, não venha a libertar Barrabás e condenar Jesus Cristo.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 16 de Outubro de 2022.
16.10.22
Confesso que não morri
Confesso que não morri quando pulei daquele prédio. Se a angústia dominava meu coração, se o desalento era a palavra do dia, se desesperança é o que existia, meu esforço foi em vão em querer livrar-me disso naquele ato de solidão.
Pensei que tudo iria desaparecer. Minha angústia iria morrer. Meu destino iria desaparecer. Não, que decepção, continuei viva, mais viva que antes.
Meu corpo ensanguentado, minhas pernas quebradas, minha estrutura corpórea destruída e eu lá vivendo na solidão. Corri para pedir ajuda, falei para quem passava por lá, o que se acontecia comigo? Ninguém me ouvia, ninguém falava comigo.
Hoje sei que minha angústia era provocada pelos meus desatinos. Eu mesma criava as coisas da minha cabeça doentia e dava a tudo forma e vez. Era um mundo paralelo e nele eu sofria tremendamente.
Abandonei os remédios que poderiam minorar meu sofrimento. Não acreditava em nada daquilo. Minha sorte é outra, dizia para mim mesma. Não acreditei na química. Não acreditei nos poucos amigos que possuía. Não acreditava em mim mesma. Não acreditava na vida.
Morri e não morri.
Esta foi a maior frustração. Acordar viva no mundo dos “mortos”. Sofri demais com este meu ato cruel.
Penei por aí até encontrar a luz.
Fui acolhida por mãos carinhosas que me deram guarida e fui levada para um hospital espiritual.
Lá me acalmaram, cuidaram de mim até que eu me restabelecesse. A dor agora era mais forte. O arrependimento nem se fala. Estava sendo acolhida e isto era o que mais me importava.
Hoje eu tenho atividades reeducativas. Ajudo na tarefa de passes de uma casa espírita e dou lições de escrever para candidatos a médium antes de renascer. Não que eu saiba alguma coisa de mediunidade, mas como sempre gostei de ler e escrever, então me deram esta tarefa e estou gostando dela. É como se fosse um trabalho de “alfabetização mediúnica”, sabe?
Agradeço a Carlos o apoio que me foi dado. Foram as suas preces e de tantos outros que proporcionaram este acolhimento.
No fundo, a raiz das minhas angústias e desesperos era a minha teimosia em querer as coisas do jeito que eu queria. Aprendi aqui que o nome disso era arrogância.
Quanto me arrependo por não ter lido direito sequer um evangelho. Quanta coisa teria mudado na minha vida.
Sei que muitos têm estímulos semelhantes ao meu. Por favor, esqueçam isso! Não vale a pena. Não leva a nada. Aliás, leva sim, leva a mais sofrimento e arrependimento.
Coloquem, de fato, Jesus nas suas vidas. Fiz isto aqui e estou muito feliz. Se vissem como estou hoje, muitos nem me reconheceriam.
Sei que um dia vou renascer e terei que reparar a loucura que fiz. A única prejudicada fui eu mesma e tenho consciência que terei, mais cedo ou mais tarde, que dar meu testemunho existencial.
Pensem na vida com outros olhos. Não se desesperem por não encontrar nexo nas coisas. Uma recomendação que me alenta o coração hoje é que ao servir o outro esquecemos das nossas manias, das doenças da nossa alma.
Hoje, sou fã de Jesus. Não é conversa de uma beata ou de uma evangélica convicta – e se fosse isso nenhum mal teria. É depoimento de alguém que povoou apenas seu mundo mental e esqueceu de enxergar e compreender o mundo real.
Hoje sou outra pessoa. Mais otimista pela vida. Mais alegre. Mais feliz. Quando bate uma saudade ou quando me sinto um tanto fraca, procuro refúgio em Jesus e, a partir daí, nada me falta.
Obrigado pela oportunidade de mais uma vez escrever por você. Se me permitir, virei outras vezes para deixar meu recado de paz e soerguimento de almas.
Estou bem e é isto que importa.
Um abraço a todos que me conheceram.
Lourdes - Blog de Carlos Pereira
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