11.12.12


Questão 185 do Livro dos Espíritos
     EVOLUÇÃO MORAL E FÍSICA
    O progresso é força de Deus que abrange toda a criação. O homem cresce, porque desperta seus valores, depositados por Deus em seu coração. A matéria, sendo criação de Deus, igualmente tem direito no carro do progresso.
    O corpo físico tem sua linha de aperfeiçoamento em todos os rumos que a vida possa lhe pedir, porque, se o espírito aperfeiçoa, necessário se faz que encontre corpos que correspondam ao seu crescimento espiritual. Todos os reinos da natureza têm sua marcha de ascensão; essa é, pois, uma lei; pode-se dizer que é um determinismo da Divindade.
    As gerações que sucedem as gerações, têm de encontrar corpos mais sutis, de acordo com os seus valores espirituais. A vida é esperança, e a esperança se encontra no crescimento da alma para voltar a Deus, de onde veio.
    O espírito tem o direito, ou a obrigação, de trabalhar conscientemente para o seu progresso, adiantando seu despertamento, no que tange aos dons que possui. Essa é a sua parte, que ele deve e pode fazer. Todos os mundos estão sujeitos ao progresso, na pauta da vida onde gira e espera suas transformações.
    Quem perpassar ligeiramente algumas páginas que escrevemos sobre o assunto, pode pensar que estamos afirmando que Deus criou as coisas e os homens imperfeitos. Essa não é a idéia nossa, e nem queremos que se acredite assim. Deus, sendo perfeito, como já dissemos muitas vezes, não iria criar nada fora desta linha da perfeição; tudo que Ele, o Soberano Senhor, fez, tem o traço da perfeição espiritual, mas, os valores de tudo se encontram em estado latente. O despertamento vem com o tempo, por processos capazes de despertá-los para a vida.
    É nesta assertiva que sentimos que o Pai é todo amor, por não esquecer de nada para nos fazer felizes. Todos temos direito à felicidade, porque essa felicidade existe dentro de cada alma; basta abrirmos esse celeiro espiritual, como sol que deve brilhar no nosso mundo íntimo.
    A Doutrina Espírita surgiu no mundo com todas as condições de ajudar aos honens a acelerarem seu aperfeiçoamento em todos os campos de entendimento, e é nesta seqüência que o próprio tempo assimila, que estamos todos trabalhando em conjunto, sob a direção do Cristo, de modo que os seres humanos se encontrem a si mesmos e começam as suas deficiências, dando início a impulsos constantes, para que o Evangelho possa ser vivido em todas as suas modalidades, no sentido de ganhar a libertação espiritual.
    As moradas são inúmeras, no espaço de Deus, e as humanidades que habitam os mundos, são substituídas periodicamente, por necessidade de melhores aprendizados. Isso acontece como nos países, estados e municípios da Terra, onde os valores se enriquecem nessas permutas de conhecimentos.
    Mas é bom que saibamos: Deus é um só Senhor, que tudo fez e tudo dirige em diferentes aspectos. Somente Ele Cria; nós outros somos co-criadores, na grande oficina do Pai.
 
Livro: Filosofia Espírita IV - João Nunes Maia - Miramez

10.12.12


Gengibre
Certa vez, estava para rezar uma missa numa cidade do interior do Estado. Era dia de novena e depois teria uma grande festa em louvor ao padroeiro local.
Fui descalço durante a viagem porque sentia os pés um tanto inchados, possivelmente por causa de má circulação, lembro bem. Ao chegar à cidade, o bispo local me recebeu com muita euforia. Era uma festa só. Todos estavam ansiosos com a presença, pela primeira vez, de um representante oficial do arcebispado. A cidade inteira me esperava e lá fui eu.
Conversamos bastante com a população, o prefeito, com todos, enfim, que acorriam para ver Dom Helder em pessoa. Acontece que lá pelas tantas horas, eu estava um pouco cansado. Pedi para dormir um pouco, me restabelecer para antes da missa principal. Fui ao quarto preparado para mim. Um quarto elegante e um ventilador enorme, certamente para não sentir calor.
Dormi bem e ao acordar, mais refeito, fui tomar um banho antes de partirmos para a Igreja, mas, qual não foi a minha surpresa, estava rouco. Rouco mesmo, praticamente afônico. A multidão veio ver o dom rouco. Prostrei-me na cama a perguntar: - e agora?
Num estalo da mente, disseram-me ser muito bom para estas ocasiões a mastigação de gengibre.
Fui para o dono da casa e perguntei, esforçando-me a fazer uma voz um tanto grossa:
- o senhor, por acaso, tem gengibre?
- Tenho sim, senhor! Mas adianto logo que vai arder. O senhor está precisando de algo para a garganta?
- Estou, mas me disseram que gengibre é tiro e queda.
- É mesmo, mas arde, Dom. O senhor quer assim mesmo?
- Quero.
O bom homem foi procurar o tal gengibre e em alguns minutos me trazia umas raízes daquilo. Raspei uma deles, lavei e pus-me a mastigar. Meu Deus, como aquilo ardia. A hora da missa chegado e eu lá mastigando o tal gengibre.
- O senhor está melhor, Dom?
- Acho que sim, vamos lá.
No altar, todos me olhavam na expectativa da minha palavra e eu a rezar baixinho.
- Pai, eu quero servir na Tua Igreja, mas hoje me falta a voz. O que fazer? Recorro ao Senhor que pode tudo. Devolva-me novamente a voz, mesmo que seja por uns instantes. Vai ficar feio um padre falar fino para uma multidão dessas.
Meus irmãos, a fé é poderosa. Quando fui falar a rouquidão passou como num passe de mágica. Fiquei feliz com o acolhimento das minhas preces. Concluída a missa, o povo veio me cumprimentar. Pois bem, na primeira fala, passei a falar fino novamente, quase assobiando. Resultado: passei o resto da noite apenas balançando a cabeça e concordando com todo mundo.
Ao cair da noite, antes de dormir, perguntei em oração ao Pai:
- Meu Pai, ficou meio deseducado. Todos falavam comigo e eu só balbuciava algumas palavras. Espero que eles compreendam e não me julguem mal.
Neste instante, veio-me uma vozinha na consciência como a me dizer:
- Teus pedidos, filho, foram atendidos. Pediste para rezar bem a missa. Quando quiseres mais, presta-te a orar direito e pedir a coisa certa.
Em silêncio, agradeci pelo dia e pela lição aprendida: o Pai é benevolente sempre, mas cuida-te primeiro em saber o que queres e o que pedes porque Ele te atenderá na proporção dos teus pedidos, depois não reclame.
Helder Camara por Carlos Pereira

9.12.12


Evita contender, mesmo que tenhas razão.
Não que devas permitir que os discutidores, os astutos 
e ambiciosos tome conta do mundo e administrem tudo.
Não lhes sintonizes, porém, nas mesmas faixas de ondas 
morais.
Melhor que te sintas prejudicado, evitando contender, do
que triunfar em condições desgastantes, perturbadoras.
Ganhador é todo aquele que permanece em paz diante
de qualquer resultado.

Livro: No Rumo da Felicidade - Divaldo P. Franco - Joanna de Ângelis

8.12.12

TROVAS DE MÉDIUM

Infelizmente, é assim...
Se não luta e não apanha,
Seja simples quanto for,
O médium logo se assanha!
*
Muito médium que duvida
E se põe a questionar,
Lá no fundo, em realidade,
Não deseja trabalhar.
*
Médium que queira servir
Embora tendo defeito,
Para ser útil no bem
Ele sempre encontra um jeito.
*
Conclusão a que cheguei
De forma clara e serena:
Mediunidade só cresce
Quando o médium se apequena.
*
Médium bom que reconheço,
Venha de onde vier,
Não sendo Chico, precisa
Ser, ao menos, Xavier...
*
Entre Chico e Allan Kardec,
Eu vou dizer a vocês:
A diferença que existe –
Um era “cisco” francês!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 1º de Dezembro de 2012, em Uberaba – MG).

7.12.12


   Curso Avançado de Espiritismo - Capítulo 27
     AS RAÇAS ADÂMICAS
    EMIGRAÇÕES E IMIGRAÇÕES DOS ESPÍRITOS

    No intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, desaguam incessantemente uma na outra.
    Essa transfusão, que se efetua entre a população encarnada e desencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre os mundos, quer individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro. Novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens. Ora, como os Espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que vinham animar.
    Destes princípios concluímos que existem na Terra, dois tipos distintos de Espíritos, quanto a sua origem: os Espíritos primitivos do planeta que aqui estão já há muitos milênios, e os Espíritos que vinham reencarnando em outros orbes e aqui aportaram recentemente.

    RAÇA ADÂMICA
    De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão, chamada raça adâmica. Segundo informa-nos Emmanuel [no livro À Caminho da Luz] a população de Espíritos imigrantes que constituíram a raça adâmica veio de outra constelação de nossa galáxia - a constelação de Cocheiro, onde encontra-se uma estrela de nome Cabra ou Capela. De um dos orbes deste sistema solar, vieram, degredados para a Terra, os Espíritos rebeldes, que ficaram conhecidos com o nome de Capelinos.
    Mostra ainda, Emmanuel, que há muitos milênios, um dos orbes de Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. As lutas finais de um longo aperfeiçoamento estavam delineadas, mas alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes.
    As grandes lideranças espirituais daquela comunidade, deliberaram então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores.
     Conta Emmanuel, que Jesus, na condição de governador espiritual da Terra, recebeu amorosamente aquela turba de seres sofredores e infelizes, prometendo a eles, contribuir para que retornassem ao orbe de Capela, tão logo se mostrassem acessíveis às transformações morais.
    Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impele ao progresso todas as outras. Desde o seu primórdio, ela se mostra industriosa, apta às artes e às ciências, sem haver passado aqui pela infância espiritual, o que não se dá com as raças primitivas.
     Acredita Kardec que:
    "A raça adâmica não é tão antiga na Terra e nada se opõe a que seja considerada como habitando este globo desde apenas alguns milhares de anos."
    Lembra o Espírito Emmanuel, que além de promover decisivo progresso nas diversas áreas do comportamento humano - ciências, artes, religião, filosofia, etc. - a chegada dessas entidades no orbe, foi responsável pelo nascimento dos ascendentes das raças brancas. As raças adâmicas guardavam vaga lembrança da sua situação pregressa, tecendo o hino sagrado das reminescências.
    As tradições do paraíso perdido (doutrina dos anjos decaídos) passaram de gerações a gerações, até que ficassem arquivados nas páginas da Bíblia. Adão e Eva, Caim e Abel, nada mais representam que figuras simbólicas, representando o degredo dessa colônia de capelinos.
    Os degredados de Capela, com o passar dos anos, reuniram-se em quatro grandes grupos que se fixaram depois nos povos mais antigos, obedecendo à afinidades sentimentais e lingüísticas que os associavam na Constelação de Cocheiro.
     Os quatro grandes grupos de Capelinos eram:

    - O Grupo dos Árias
    Dos árias descende a maioria dos povos brancos da família indo-européia; os latinos, os celtas, os gregos, os germanos e os eslavos.
    Eram, segundo Emmanuel, Espíritos bastante revoltados com as condições de seu degredo, pouco afeitos aos misteres religiosos, sem preocupações com a conservação do seu tradicionalismo e sempre em busca de um novo paraíso para serenarem as suas inquietações angustiosas. Caminheiros do desconhecido, erraram pelas planícies e montanhas desertas desarvorados e sem esperança, contando apenas com suas próprias forças, em virtude do seu caráter livre e insubmisso. Suas incursões, entre as tribos selvagens da Europa, datam de mais ou menos dez milênios antes da vinda do Cristo. 
    Mais revoltados e enriquecidos que todos os demais companheiros exilados no orbe terrestre, suas reminescências da vida pregressa nos planos mais elevados, traduziam-se numa revolta íntima, amargurada e dolorosa, contra as determinações de ordem divina.
    A maior virtude deste grupo de capelinos, no entender de Emmanuel, foi o fato de confraternizarem-se com os selvagens, impulsionando-lhes os passos nas sendas do progresso e do aperfeiçoamento.
    Enquanto os Hindus se perderam na cristalização do orgulho religioso, as famílias arianas se identificavam com os habitantes primitivos daquelas regiões, formando cidades e povoados afeitos ao progresso.

    - A Civilização do Egito
    Dentre os Espíritos degredados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do bem e no culto da verdade.
     Eles eram os que menos débitos possuíam perante o tribunal da Justiça Divina. Em razão dos seus elevados patrimônios morais, guardaram, no íntimo, uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante. Um único desejo os animava, que era trabalhar devotadamente para regressar, um dia, aos seus penates resplandecentes. Uma saudade torturante do céu foi a base de todas as suas organizações religiosas. Em nenhuma civilização da Terra o culto da morte foi tão altamente desenvolvido.
    Foi por esse motivo, que representando uma das mais belas e adiantadas civilizações de todos os tempos, as expressões do antigo Egito desapareceram para sempre do palmo tangível do planeta. Depois de perpetuar nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região regressam à pátria sideral.

    - As Castas da Índia
    Dos Espíritos degredados no ambiente da Terra, os hindus foram os primeiros a formar os pródromos de uma sociedade organizada. As organizações hindus são de origem anteriores à própria civilização do mundo, salientando-se que as suas escolas de pensamento guardavam os mistérios iniciáticos, com as mais sagradas tradições de respeito.
    Eram almas resignadas e crentes nos poderes espirituais, e quase todos os povos da Terra foram buscar em sua doutrina os mais diversos elementos para enriquecer a fé e a filosofia. No entanto, eram tremendamente orgulhosos - aliás, foi o orgulho que deu motivo ao seu exílio na Terra - e, em função disto, criaram as tão lamentáveis castas, separando as suas coletividades para sempre.
    Pelo orgulho e pela vaidade, os capelinos que se fixaram na Índia, não se misturaram aos primitivos da região, considerando-os como os párias da sociedade, de cujos membros não podiam aproximar-se sem graves punições e severos castigos.

    - O Povo de Israel
    Dos Espíritos degredados na Terra, foram os hebreus que constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações.
    Se grande era a sua certeza na existência de Deus, muito grande era também o seu orgulho, dentro de suas concepções da verdade e da vida.
Consciente da superioridade de seus valores religiosos, nunca perderam oportunidade de demonstrar a sua vaidosa aristocracia espiritual, mantendo-se pouco acessível à comunhão perfeita com as demais raças do orbe. Todas as raças da Terra devem aos judeus o benefício sagrado que consiste na revelação do Deus único, Pai de todas as criaturas e providência de todos os seres.
    Informa-nos Emmanuel que grande percentagem dos degredados de Capela, com muitas exceções, só puderam voltar ao país da luz e da verdade, depois de muitos séculos de sofrimentos expiatórios; outros, porém, infelizes e retrógrados, permanecem ainda na Terra, nos dias que correm contrariando a regra geral, em virtude do seu elevado passivo de débitos clamorosos.

    - Bibliografia
    1) A Gênese - Allan Kardec
     2) A Caminho da Luz - Emmanuel/Chico Xavier
    3) Evolução em Dois Mundos - André Luiz/Chico Xavier - Waldo Vieira
    Apostila Original: Instituto de Difusão Espírita de Juiz de Fora - MG

6.12.12


Como Construir a Felicidade
Meus queridos irmãos,
Há um desejo profundo de toda gente ser feliz. É natural que assim seja porque o homem na terra necessita de paz e amor na sua vida. A felicidade é isso: paz e amor na vida de cada um.
Para se obter a felicidade, porém, tem que haver esforço, esforço em considerar que a vida segue o seu ritmo normal traçado por Deus Pai e devemos entender o curso dela para sermos felizes.
Há gente que quer contrariar a vontade Deus na sua vida e aí tudo dá errado. É imprescindível que estejamos sintonizados com a vontade do Pai Maior para sermos felizes. Quem não faz isso haverá de naturalmente sofrer.
Meus queridos irmãos, vejo muita gente que é feliz dizendo que não é. Explico melhor. A felicidade está nas mínimas coisas e não naquelas que imaginamos ser a verdadeira felicidade, isto é, a ostentação das riquezas materiais. Há, portanto, pessoas simples, ricas de felicidade, e outras, cheias de dinheiro, mas profundamente infelizes.
Alerto para isso para que tenhamos paz d’alma e não sejamos gananciosos em querer ter aquilo que não se necessita ter para ser feliz. Ser feliz requer tão pouco, meus irmãos. Do lado de cá da vida é que constatamos isso com ainda mais veracidade.
Meus irmãos pensam que ter coisas, possuir a roupa da moda, ser alguém destacado na sociedade é sinônimo de felicidade. Que nada! Ser feliz é estar em paz consigo mesmo, com a sua própria consciência.
Jesus nos disse que onde estiver o vosso tesouro estará o vosso coração. E aí eu pergunto a você: onde está o seu tesouro, meu irmão? Onde está concentrada toda a sua energia, os seus pensamentos, as suas prioridades?
Se for nas coisas materiais estará bem pobre porque, por mais que tenha dinheiro e posse, sentirá um enorme vazio na alma.
Pense bem no que é ser realmente feliz e trace seu roteiro de vida na terra baseado nisso, não nas coisas fúteis e fugidias, mas nas coisas divinas que, efetivamente, nos trazem a verdadeira felicidade.
Um abraço caloroso,
Dom Helder Camara por Carlos Pereira

5.12.12

Questão 184 do Livro dos Espíritos
     ESCOLHA   
O espírito pode escolher o mundo em que desja habitar, mas, nem sempre a escolha é consedida pelos benfeitores espirituais encarregados de estabelecer a harmonia nos mundos e dos seus tutelados.
A Alma que se libertou da escravidão da ignorância é como a criança que nem sempre pode fazer o que quer. Ele pede aos pais, e esses medem o que podem liberar para os seus filhos. Os espíritos que já se encontram conscientes dos seus deveres, esses deixam nas mãos dos encarregados da verdade escolher o que eles poderão suportar, de acordo com o seu desenvolvimento espiritual.
Nunca os textremos são bom partido; o melhor lugar para os que se encontram na posição espiritual dos habitantes da Terra é o meio termo. Neste caso, nem um  mundo atrasado demais, nem muito iluminado, mas sempre compatível com o grau do progresso da alma.
Em muito casos, espíritos de alta linhagem espiritual podem descer à Terra, pela força do amor, como registram muitos casos, mas ninca o espírito atrasado ascender a mundos adiantados. Ele não siprtaria o padrão vibratório daqueles mundos. A própria razão não nos deixa pensar de outra forma.
Nem sempre o espírito pode escolher o mundo que deverá habitar, mas, quando sua condição o permitir, ele terá a sua liberdade; entretanto, as leis universais que nos maparam nos ajudam, atendem ou não aos nossos pedidos, negando quando achar conveniente e cedendo quando for o melhor para nós.
Todo o universo ;e cheio de divsões incontáveis, e todas elas obedecem a uma lei, capaz de colocar cada um em seu lugar merecido. Essa harmonia nos prova a bondade do Criador, que espalhou mundos, sóis e estrelas no espaço infinito, porém, cada um se encontra no seu lugar certo.
A nossa capacidade de escolha deve estar vibrando com a nossa evolução espiritual, porque escolher o que não suportamos é desespero sem necessidade. Há mundos e mais  mundos esperando habitantes, mas, que sejam espíritos que suportem sua influência e que lhes facultem, igualmente, algo que a metéria absorva e melhore, atendendo ao prgresso que afinize com as suas necessiades.
A vida tem a segurança de Deus, pela Sua Onisciência, pulsando em toda parte do universo, Se quisermos estagiar em planos superiores ao que nos encontramos, é necessário fazer jus a esse ideal; trabalhemos e avancemos no nosso mundo íntimo aprimorando as nossas qualidades, porque somente elas abrir-nos-ão a pofrta do mundo bem-aventurado para o nosso coração. Não há engano da Divindade em colocar-nos no lugar em que nos encontramos. Somente recemos o que merecemos, em qualquer lugar onde estivermos.
Podemos confiar em Deus, que Ele é sempre Deus de bondade e de amor, e nós todos somos Seus Filhos. Se não damos pedra aos filhos que nos pedem pão, Deus não irá fazer de outra forma, e isso desperta em nós cada vez mais esperança n'Ele, confiança no que Ele pode nos dar, sempre nos ajudando a escolher o melhor.
Trabalhemos esperando, pois, se semeamos vida, colheremos vida. A nossa existência é uma eterna semeadura; basta sabermos escolher as sementes, pelo pensar, pelo falar e pela vida que elvamos, pois a felicidade se encontra dentro de nós, esperando que a descubramos.
 
Livro: Filosofia Espírita IV - João Nunes Maia - Miramez