30.11.24

MEDIUNIDADE NO LEITO DE MORTE


 

Natal e Jesus

Natal é alegria e luz
Para o homem que se acalma,
No mundo que, sem Jesus,
Seria um corpo sem alma.

Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba, 21-11-24

29.11.24

O AMANHÃ COMEÇA HOJE Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Atenção Total

(Dom da Paz)
Um aceno. Um aperto de mão. Um abraço caloroso. Uma tapinha nas costas. Um sorriso aberto. Um "olá" sincero. Tudo isso representa um gesto de atenção e carinho. Uma atenção diferenciada. Uma lembrança do outro. Apesar de tudo isso parecer simples para quem dá pode ser importantíssimo para quem recebe. Atenção, esta é a chave para salvar muitas vidas.
No dia a dia, às vezes, esquecemos-nos de dar a devida atenção àqueles que nos rodeiam. Não falamos com alguém que nos é caro da família. Não acenamos para o vizinho. Não dizemos sequer um "bom dia" quando chegamos ao ambiente de trabalho. Não fazemos uma ligação para o cônjuge para saber como está o seu dia. Não nos lembramos de parabenizar um amigo pelo seu aniversário. São desleixos e reflexos também do nosso egoísmo. Pensamos demasiadamente em nós, esquecemos o nosso irmão de caminho.
Como sair deste círculo vicioso?
Creio que há coisas em que devemos criar hábitos. Se prestarmos atenção vamos ver que a maioria das pessoas que nos lembramos dela nos responde satisfatoriamente. Mais do que isso. Vai nos cobrar quando aquele hábito deixou de ser expresso uma vez sequer. Faremos, então, automaticamente gestos de atenção e carinho, mas isso não quer dizer que seremos frios e calculistas. Apenas criaremos o hábito de sermos gentis e atenciosos.
Toda criatura gosta de ser bem tratada e não esquece jamais o gesto mais delicado. Às vezes, fazemos uma só vez um benefício para alguém e ela não se esquecerá jamais. Vai nos associar sempre àquele ato de gentileza.
O mais importante também é a reciprocidade, mesmo quando não pedimos. O mundo inteiro precisa aprender a ser gentil a atencioso. Uma coisa gera a outra. Todo mundo deve exercitar o sair de si para ir à busca do outro.
Percebo que o corre-corre dos dias atuais faz as pessoas olharem mais para seu próprio umbigo e esquecerem-se do outro. É tanto problema, é tanta coisa para fazer premida pelo tempo que não há condições de ver o outro a sua frente que te pede, silenciosamente, um pouco de atenção.
O mundo moderno inventou os incrementos eletrônicos. Vejo aqui que os jovens, toda a gente, usam os telefones cada vez mais intensamente. Os contatos sociais aumentaram sensivelmente com esta ferramenta de comunicação, o que é muito bom por um lado, mas quero lembrar que não inventaram nada até agora mais eficiente do que o contato físico e os olhos nos olhos. Somos seres humanos e necessitamos, o tempo todo, do reforço das nossas percepções e sensibilidades para darmos respostas consistentes às nossas necessidades íntimas e sociais.
Busque o outro. Toque o outro. Beije o outro. Sinta o outro em seus braços. Tudo com respeito, é claro, mas com determinação de encontrar um outro ser humano. Os seres humanos são assim, espontaneamente carentes da presença de outro ser humano. Solidão, jamais. Contato e atenção, sempre e cada vez mais.
Seja o mundo um local de encontro e de afeto contínuo, de troca de amabilidades, de gestos de carinho e ternura, de exercício permanente da humanidade. É isto que sempre precisaremos, mesmo com o avançar de toda a tecnologia e suprimento das nossas necessidades materiais. Seja qual for a evolução, um ser humano precisará sempre de outro ser humano.
É isso aí!
Helder Camara - Blog Novas Utopias

28.11.24

Nosso Lar Cap. 1

 


O QUE HAVERIA DE SER?!

Dias atrás, o venerável Irmão José, visitando a nossa reunião mediúnica de desobsessão, realizada na Casa Espírita "Bittencourt Sampaio", falando em torno da proximidade do Natal de Jesus, fez com que uma pergunta ficasse vibrando em nossas consciências:
- O que haveria de ser se a Caridade se retirasse do mundo?!...
E, de fato, para reconhecermos a excelência do amor ao próximo, ensinado pelo Divino Mestre, basta que nos coloquemos a pensar no mundo isento generosidade dos homens.
Como haveríamos de estar, no orbe terrestre, sem o heroísmo daqueles que, ao longo dos séculos, superando a sua própria humanidade, deliberaram servir em nome do Cristo, socorrendo os desventurados de todas as procedências?!
Sem aqueles que, renunciando a si mesmos, levantaram obras de benemerência em amparo aos leprosos, aos tuberculosos, aos dementados, às senhoras desvalidas, à velhice abandonada, às crianças esquecidas?!...
Sem aqueles e aquelas que permutaram o convívio social e o aconchego da família para se internarem por caminhos inóspitos, expondo-se aos perigos das selvas e das regiões ermas, aonde, muitas vezes, vinham eles mesmos encontrarem o seu Calvário?!...
Sem o idealismo fraterno de quantos foram e ainda são criticados pelos que, donos de grandes fortunas, ignoram o sofrimento dos semelhantes, e se negam a estender as mãos em solidariedade aos que, por vezes, não necessitam mais que um pedaço de pão para sobreviver?!...
Ah, meus caros, se a Caridade se retirasse do mundo, seria o mesmo que mergulhar a Terra em profunda e eterna escuridão, dentro da qual apenas poderíamos escutar choro e ranger de dentes!...
Se a Caridade, esta virtude tão escorraçada, e, na atualidade, quase que completamente dilapidada em seus indiscutíveis valores, se retirasse do mundo, para o homem - mesmo para àquele que, de maneira sistemática, se nega a praticá-la - não poderia haver maior desventura, porque, então, ele se veria privado do único instrumento capaz de fazê-lo se exercitar na arte de amar com absoluta isenção de seus interesses mais rasteiros...
Se a Caridade se retirasse do mundo, seria o mesmo que Deus, pela sua excessiva rebeldia e total insensibilidade, desistisse de redimir a Seus filhos, e os relegasse, para sempre, ao abismo que insistiram em cavar com as próprias mãos, em eterna autocondenação...
Se a Caridade se retirasse do mundo, através daqueles que, no corpo e na alma, suportaram, e suportam, as maiores humilhações para que a sua divina luz não se apague no horizonte de nossas melhores esperanças, em relação ao futuro do planeta, tamanha seria a nossa desdita que todas as lágrimas que Jeremias, um dia, verteu por Jerusalém seriam insuficientes para chorá-la por um só homem...
Se a Caridade se retirasse do mundo, e, com ela, todos os seus Anjos se recolhessem, todas as estrelas se apagariam no seu firmamento, todas as flores feneceriam nos jardins, todos os sorrisos de crianças emudeceriam, todas as maternas cantigas deixariam de ecoar, todos os corações se desertificariam, e, enfim, todos os amores, inclusive o maior deles - o do Cristo -, haveriam de ter sido em vão!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

27.11.24

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE Gravação do Estudo detalhado do livro Cap. 26 – PSICOMETRIA


 

CRUELDADE

Comentário Questão 752 do Livro dos Espíritos
 
A crueldade é o instinto de destruição na sua mais baixa vibração. Ela domina pela força da ignorância e a sua origem está onde não se despertaram os talentos colocados no coração por Deus, em todas as criaturas.
Podemos e devemos separar o instinto de destruição da crueldade, que nasce à parte nos sentimentos, sem disciplina, que desconhecem o amor. Aconselhamos aos companheiros já dotados de certa compreensão, capazes de discernir o bem do mal, que analisem seus atos e façam calar a maldade se, porventura, ela os tentar dominar, apagando no peito onde vibra a mola da vida física, a caridade, a fraternidade, o carinho e o trabalho no bem.
O primeiro ato nobre do ser humano é a oração, de qualquer modo que ele orar, isso nos parece o princípio do despertamento espiritual, e aí a vida começa a brilhar, de acordo com as intenções, na pauta do tempo. Quando, pelo destino, um homem é jogado contra o outro, na vida diária ou mesmo no monstro da guerra, a crueldade se levanta dentro dele, a apagar todos os sentimentos de fraternidade. Ele fica cego e surdo aos apelos do amor, desconhece pai e mãe, irmãos e filhos, amigos e parentes. O seu objetivo é matar, é "defender" a si ou à pátria.
Está chegando a época do desaparecimento dos instintos inferiores que ainda existem. O marco de luz desse desaparecimento foi Jesus Cristo, que subiu para os planos resplandecentes; no entanto, o Seu amor nos deixou como herança o maior patrimônio da vida, que se chama Evangelho. E ainda disse, para reforçar Seu amor, que indo para o Pai enviaria outro consolador, que também instruiria, esperando o preparo dos homens para ser visto de todos os ângulos da vida.
E esse consolador já veio, por misericórdia de Deus, na Doutrina dos Espíritos. Grande número de Espíritos qualificados estão rentes à Terra por renúncia, nos dando a todos as mensagens mais puras que podemos suportar, para os dois mundos, graciosamente, somente nos pedindo que façamos a nossa parte. É o que devemos fazer para a nossa libertação. A mansidão de Jesus impressionou até os sábios, e a Sua energia deu conversão aos violentos, porque nela se encontra marcado o objetivo do amor.
A feição má do homem está se apagando, tomando novas feições, para que no futuro se converta em pura fraternidade. Não podemos duvidar da mensagem do Cristo, que cada vez mais se encontra crescendo dentro de cada criatura. Nada se perde, tudo se transforma em todos os planos de vida. O que queremos mais? O que fazer das nossas possibilidades? Façamos o que fizeram os apóstolos do Senhor: lutar para conhecer cada vez mais a verdade, porque ela tem o condão de libertar quem a procura.
Estamos todos sob a vigilância do Divino Mestre, e aqueles Seus discípulos confiantes e honestos sempre ouvirão a palavra do Pastor, nos termos anotados por Marcos, no capítulo quatorze, versículo quarenta e dois:
Levantai-vos, vamos! Eis que o traidor se aproxima.
Sempre que ouvirmos a voz do Mestre, devemos Lhe dar ouvidos, em todos os momentos que as trevas nos cercarem. Ele nos fala para elevarmos os nossos sentimentos e acompanhá-Lo, assegurando a paz.
Crueldade é coisa do passado, que deve ser esquecida para sempre. O homem mau deve morrer, cedendo lugar ao homem-amor, dentro da própria vida.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

26.11.24

Transição Planetária


 

ANJOS E FERAS

Lafayette Melo *
“Ingratos, os homens se afastaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai...” – O Espírito de Verdade1.                                        
E morre a Humanidade em bacanais horrendas...
Manda o bezerro de ouro e, qual dragão, rapina
Os princípios da fé, a enterrá-los nas lendas...
Chega Moisés, a Lei, e aclama a Voz Divina!
 
Séculos vêm e vão... Em loucuras tremendas
Surge o monstro do vício a morder...
E domina. Nasce Jesus, o Amor, descerrando outras sendas,
E ergue a força do bem por excelsa doutrina!
 
Segue o passo do tempo, e eis que por toda a Terra
Os chacais do ateísmo e as hienas da guerra
Cercam as multidões de fracos e infelizes...
 
Mas Kardec, a Razão, estende luz à História;
Desponta o Espiritismo, o Evangelho em vitória,
Traçando ao mundo aflito as Novas Diretrizes!...
     
(*) Filho de Desidério de Melo e de D.Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)
Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.

25.11.24

FRUTOS DA MEDIUNIDADE


 

A Meio Caminho

Quem não deserta ao dever...
Quem não magoa a quem seja...
Quem não propaga a maledicência...
Quem não cede à tentação...
Quem não se rende ao desânimo...
Quem não abandona a cruz...
Quem não pratica injustiça...
Quem não guarda ressentimento...
Quem não humilha ao próximo...
Quem não deixa de servir e, principalmente, nunca enjeita manejar uma vassoura...
Está a meio caminho andado para que, um dia, possa vir a ser considerado imperfeito homem de bem.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Lar Espírita "Pedro e Paulo"
Uberaba, 23-11-24

23.11.24

Mediunidade e Oração


 

Canto Novo

Agora desencarnado,
Meu verso tem nova meta,
Quero cantar a Verdade,
Ser de Jesus o poeta.
 
Que o meu canto de alegria,
De paz e renovação,
Qual nascente de água doce
Brote do meu coração.
 
Sou, enfim, um novo homem,
Caí, mas eis-me de pé...
Nas bênçãos do Espiritismo,
Encontrei a luz da fé.
 
Veio a morte de improviso
E o corpo me arrebatou,
Levei um susto tão grande
Que de mim pouco sobrou.
 
Sou agora um trovador
Num grupo de amigos meus,
Os meus versos são singelos,
Mas todos falam de Deus.
 
Ouço da Terra o pedido:
- “Formiga, faça um repente...
Queremos ouvir ainda
O seu canto diferente...”
 
Mas já não posso atender...
Tenho pressa, muita pressa,
Desperdicei largo tempo
Com aventuras à beça...
 
Por já não ser o que fui,
Muita gente pensa assim:
- “Nosso Formiga morreu,
O caixão é mesmo o fim...”
 
Não creiam no disparate,
Que aqui me têm redivivo,
A diferença que existe
É que agora estou mais vivo...
 
Deixo a todos meu abraço
Nesta carta fraternal,
Pedindo ao Senhor dos mundos
Que nos proteja do mal!...
 
 Eurícledes Formiga- Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em 21 de janeiro de 1986, em Uberaba – MG).

22.11.24

Alvorada Cristã

 


PARASITAS OVÓIDES

Inúmeros infelizes, obstinados na idéia de fazerem justiça pelas próprias mãos ou confiados a vicioso apego, quando desafivelados do carro físico, envolvem sutilmente aqueles que se lhe fazem objeto de calculada atenção e, auto-hipnotizados por imagens de afetividade ou desforço, infinitamente repetidas por eles próprios, acabam em deplorável fixação monoideísta, fora das noções de espaço e tempo, acusando, passo a passo, enormes transformações na morfologia do veículo espiritual, porquanto, de órgãos psicossomáticos retraídos, por falta de função, assemelham-se a ovóides, vinculados às próprias vítimas que, de modo geral, lhes aceitam, mecanicamente, a influenciação, à face dos pensamentos de remorso ou arrependimento tardio, ódio voraz ou egoísmo exigente que alimentam no próprio cérebro, através de ondas mentais incessantes.
Nessas condições, o obsessor ou parasita espiritual pode ser comparado, de certo modo, à Sacculina carcini, que, provida de órgãos perfeitamente diferenciados na fase de vida livre, enraíza-se, depois, nos tecidos do crustáceo hospedador, perdendo as características morfológicas primitivas, para converter-se em massa celular parasitária.
No tocante à criatura humana, o obsessor passa a viver no clima pessoal da vítima, em perfeita simbiose mórbida, absorvendo-lhe as forças psíquicas, situação essa que, em muitos casos, se prolonga para além da morte física do hospedeiro, conforme a natureza e a extensão dos compromissos morais entre credor e devedor.
Livro Evolução em Dois mundos - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira - André Luiz.

21.11.24

NOSSO LAR _ Introdução

 


Tempo de Mudanças

O mundo está em reviravolta. Pode-se dizer que de cabeça para baixo. Tudo está em movimento de mudança.
As coisas funcionam assim porque simplesmente há movimento progressivo em tudo, mesmo que aparentemente não se perceba, imaginando que reina o caos.
Onde quer que se esteja, vê-se algo diferente, não necessariamente melhor, mas diferente. Algo está no ar.
As transformações ocorrem, às vezes, desapercebidamente, e quando se encara a nova realidade entende-se que ela havia sido construída, remoída, ao longo do tempo.
Portanto, nada a alertar senão a mudança constante e que tenham olhos e ouvidos para percebê-la o quanto antes e moldar o seu comportamento para aderi-la.
O que mais impressiona é que alguns sensitivos veem as mudanças acontecerem e fingem para si mesmos que nada está diferente. É interessante a acomodação humana.
Os ventos indicam mudanças em todos os campos do saber e em todas as situações de vida.
O mundo velho se corrói e outro se agiganta aos poucos.
Nada que não tenha acontecido em tempos idos, mas, neste momento, em maior velocidade, impacto e substância.
Estar atento a estes novos ventos representa se antecipar diante de possíveis dores e evita-las ou diminui-las na sua intensidade interior.
Infelizmente, boa parte da nossa gente nem percebe este girar de coisas.
São como que autômatos diante da vida, delas mesmas e do mundo então...
O que importa, neste gigantesco picadeiro da vida, é estar em sintonia com o bem.
A consciência plena pode até se absorver depois, o que é natural, no entanto, estar comprometido com a mudança interior, esta, sim, é a mais importante para os tempos vindouros.
Não se preocupe, portanto, com a sua religião, profissão, ou coisa que o valha para a Terra, preocupe-se consigo, no grau de percepção interior e na sua necessidade de mudança ou de correção de rumos da sua vida.
Isso vai desde a criatura mais simples até a mais letrada.
O importante não são as mudanças planetárias, mas a mudança global que você faz na sua vida.
Fique em paz consigo!
Helder Camara - Blog Novas Utopias

20.11.24

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE Cap. 25 – EM TORNO DA FIXAÇÃO MENTAL


 

INFANTICÍDIO COMO COSTUME

Comentário Questão 751 do Livro dos Espíritos
 
Nos dias atuais, o infanticídio é permitido por lei, entre alguns povos intelectualmente desenvolvidos, sob o nome de aborto legal.
É a crueldade exteriorizada pela alma presa em sentimentos inferiores, dominada pelas paixões brutais, com grande experiência nas trevas.
É o progresso intelectual defasado do progresso moral que alarga as possibilidades de criações voltadas para o mal.
Em tempos idos, crianças eram sacrificadas aos deuses pagãos, por influência de falanges das trevas, que se utilizavam de homens distanciados do amor.
Foi por essa razão também que Jesus desceu à Terra, a nos dar a lição de amor, e em certa época mostra urna criança como símbolo do reino dos céus.
O desenvolvimento intelectual não implica em progresso dos sentimentos, ficando esquecido o amor, para se apoiar somente na justiça feita pelas mãos dos próprios homens.
Pedimos a Deus que no terceiro milênio possam os Espíritos e os encarnados inaugurarem a reforma bendita na sua intimidade. Foi para isso que a Doutrina dos Espíritos surgiu na Terra, pelas mãos de Jesus Cristo, e foi nesse sentido que Ele disse:
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
A paz de Jesus é diferente da paz do mundo, desta paz com a qual os homens estão acostumados, de facilidades que se apóiam nos bens materiais. A paz de Jesus é a paz de consciência, nascida do esforço próprio. é por isso que Ele é, por excelência, o nosso Mestre.
Jesus veio destruir todas as leis humanas que não se apoiavam no amor, desfazendo todos os sentimentos onde a hipocrisia se salientava e a desonestidade mostrava o caráter das pessoas, mostrando o Mestre que tudo pertencia a Deus, que tudo que os homens possuíam era apenas empréstimo, pela misericórdia do Pai.
O desenvolvimento intelectual é necessário, mas que o amor possa dirigi-lo, para que haja equilíbrio das emoções. Devemos esquecer o passado que não esteja convenientemente inspirado no amor, porque somente o amor salva as criaturas de todas as transgressões
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

19.11.24

Os tempos são chegados


 

ALVORADA

Leopoldo Vóssio Brígido Dos Santos*

“Morto! Morto!...” – inda escuto. O coração dorido
E o pensamento em fogo – a vida que me resta...
Meu corpo dorme exangue a derradeira sesta
De quem tudo esqueceu no supremo gemido.

Levanto-me, porém, jubiloso e aturdido.
Tenho outra forma em luz – alma acordada em festa
A esperança é a canção que a alegria me empresta...
“Vivo! Vivo!...” – respondo ao choroso alarido.

Entretanto, ninguém ouve a fé que me nutre.
No quarto, o desespero – pavoroso abutre,
Insufla-me visões de cinzas, sombra e nada!...

Insisto, brado, clamo, ansioso e descontente,
Mas, de súbito, enxergo outro mundo e outra gente
No celeste esplendor da Sublime Alvorada...

(*) Poeta de vastos recursos, crítico literário de finos dotes, veio LB para o Rio com 19 anos de idade, aí tendo colaborado em vários jornais, como A Semana, O Paiz, a Gazeta de Notícias, etc. Funcionário da Fazenda, chegou ao posto de subdiretor do Tesouro Nacional. «Tradutor inteligente e delicado,» – Fernando Góes o afirma (Pan. V, página 254) – «verteu para o português um famoso poema de Dante Gabriel Rossetti, The Rlessed Damozel, que inspirou a Debussy uma das suas mais belas melodias – La Damoiselle Élue>. Esta e outras traduções colocam-no «entre os melhores tradutores da poesia simbolista, universal no Brasil», declarou-o A. Muricy (Pan. Mov. Simb. Bras., III, pág. 256), que considerou LB um «poeta de instrumento delicado, num sincretismo discreto de parnasianismo predominante e de simbolismo não formal». (Itapipoca, Ceará, 17 de Janeiro de 1876 – Rio de Janeiro, GB, 24 de Agosto de 1947.)
BIBLIOGRAFIA : Poemas do Tempo.

Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

18.11.24

Joanna D'Arc Médium


 

Alguém e Ninguém

Embora possas estar envolvido em muitas frentes de luta, não percas o teu foco essencial, que é o de tua própria renovação íntima.

Convence-te de que mais importante que te bateres para ter razão sobre determinado ponto de vista, é vivenciar o amor incondicional em favor de todos.

Mais importante que deteres esse ou àquele conhecimento em torno da Verdade, é tentar colocar em prática as noções mais elementares do Evangelho do Cristo.

Mais importante que defenderes a Causa que abraças com palavras, é exemplificares os seus Princípios, esforçando-te para que a prática supere a teoria.

Mais importante que te mostrares na tribuna de qualquer Centro Espíritas, é apareceres, pelo menos quando em vez, na periferia junto àqueles que estão preocupados com o pão de cada dia.

Mais importante que desenvolveres as suas percepções medianímicas, é desenvolver, como ensinava Chico Xavier, a bondade que trazes em teu coração.

Enfim, mais importante que ser um nome dentro do contexto doutrinário, copiando o exemplo do grande Batuíra, é considerar que, depois de muito servir, ainda, simplesmente, não passas de ser alguém.

 

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet 

17.11.24

Gravação do Estudo Detalhado de NOSSO LAR - Francisco C. Xavier Cap. 5 – RECEBENDO ASSISTÊNCIA


 

LI – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO LIBERTAÇÃO – CHICO XAVIER - ANDRÉ LUIZ

Concluindo o capítulo em exame, descreve André que o médico encarnado, que estava cuidando de Margarida, enfrentava grande luta doméstica, envolvendo uma jovem que desposara em virtude de sua viuvez – jovem “que lhe exige pesado tributo à maturidade respeitável”. Além do mais, o psiquiatra era pai de dois filhos que, constantemente, entravam em conflito com ele e a madrasta, que não aceitavam.
- O duelo mental nesta casa é enorme. Ninguém cede, ninguém desculpa e o combate espiritual permanente transforma o recinto numa arena das trevas.
*
Maurício, assim, não encontrava facilidade para influenciar positivamente o médico, a fim de que ele melhor atinasse com a situação de Margarida.
- Tenho trabalhado tanto quanto me é possível – explicou o novo companheiro – a fim de ambientar aqui o espiritualismo de ordem superior. Achamo-nos, entretanto, num campo imensamente refratário.
Os irmãos internautas podem formar ideia do quanto é complexa a nossa tentativa (dos desencarnados) de procurar influenciar positivamente os encarnados, quando o campo nos é adverso – porquanto, as nossas possibilidades de auxílio intervencionista permanecem, quase exclusivamente, afetas à esfera mental, já que do ponto de vista propriamente físico quase nada podemos.
*
André ainda observa que, tornando a situação mais difícil, a esposa desencarnada não aceitava a nova união do companheiro – considerava a organização doméstica “sua propriedade exclusiva”.
*
Neste cenário, estabeleceu-se uma discussão minutos antes do almoço – o pai com um dos filhos, e ele, perdendo o controle emocional, resmungou palavras que o induziram à total quebra de sintonia com Maurício, que tentava inspirá-lo.
Disse, então, o enfermeiro:
- É sempre assim. Muito difícil aproximarmo-nos, na esfera física, daqueles a quem nos propomos auxiliar.
A segunda esposa do médico em questão, espiritualmente, se revelava muito aquém de sua condição espiritual – apresentava-se muito bem por fora, mas, por dentro...
André percebeu que o espírito da jovem, ao deixar o corpo, “estampava no semblante os sinais das bruxas dos velhos contos infantis. A boca, os olhos, o nariz e os ouvidos revelavam algo de monstruoso.”
*
Em muitas ocasiões, com o intuito de auxiliar os seus protegidos, os benfeitores desencarnados não possuem alternativa que  seja causar-lhes algum “incomodo”, psíquico ou físico, a fim de tentar evitar maiores desastres em sua jornada reencarnatória.
É assim, por exemplo, que muitos familiares fora do corpo, à primeira análise, dão a impressão de prejudicar os seus afetos, quando, em verdade, estão procurando fazer com que eles se movimentem por novos caminhos – avós atuando sobre netos, pais sobre filhos, cônjuges sobre cônjuges, irmãos sobre irmãos, amigos sobre amigos, etc. É o que denominamos de “obsessão benfazeja”...
*
No encerramento da experiência, André ouve de Maurício, a respeito da jovem esposa do psiquiatra, que acompanhava o caso de Margarida:
- Acreditamos que ela, sem fé renovadora, sem ideais santificantes e sem conduta digna, não se precatará tão cedo dos perigos que corre e somente se lembrará de chorar, aprender e transformar-se para o bem, quando se afastar, em definitivo, do vaso de carne, na condição de autêntica bruxa.
INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Veja também a Gravação do Estudo Detalhado do livro LIBERTAÇÂO
feito por nós na terça feira às 20h. pelo Skype
Francisco Cândido Xavier (autor)
André Luiz (espírito)
https://youtu.be/zdKQ55-equQ?list=PLJUZisvOqWSPrzDjdw6f9NSTmILB0O3rp

16.11.24

Dominação Telepática


 

BREVE RESPOSTA


Alguém me indagou há pouco:
- Resumindo ao seu feitio,
Para o espírito em geral,
Qual o maior desafio?!

Eu, então, lhe respondi,
Sem exagero na voz:
- Difícil é viver pensando
Que o outro é parte de nós!...

Eurícledes Formiga
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião do Lar Espírita "Pedro e Paulo", na manhã de sábado do dia 26 de outubro de 2013, em Uberaba - MG).

15.11.24

ALMA DE MINH`ALMA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

RETRATO DO CORPO MENTAL

Para definirmos, de alguma sorte, o corpo espiritual, é preciso considerar, antes de tudo, que ele não é reflexo do corpo físico, porque, na realidade, é o corpo físico que o reflete, tanto quanto ele próprio, o corpo espiritual, retrata em si o corpo mental (*) que lhe preside a formação.
Do ponto de vista da constituição e função em que se caracteriza na esfera imediata ao trabalho do homem, após a morte, é o corpo espiritual o veículo físico por excelência, com sua estrutura eletromagnético, algo modificado no que tange aos fenômenos genésicos e nutritivos, de acordo, porém, com as aquisições da mente que o maneja.
Todas as alterações que apresenta, depois do estágio berço-túmulo, verificam-se na base da conduta espiritual da criatura que se despede do arcabouço terrestre para continuar a jornada evolutiva nos domínios da experiência.
Claro está, portanto, que é ele santuário vivo em que a consciência imortal prossegue em manifestação incessante, além do sepulcro, formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessitura as células, noutra faixa vibratória, à face do sistema de permuta visceralmente renovado, se distribuem mais ou menos à feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço segundo a sua condição específica, e apresentando estados morfológicos conforme o campo mental a que se ajusta.
(*) O corpo mental, assinalado experimentalmente por diversos estudiosos, é o envoltório sutil da mente, e que, por agora, não podemos definir com mais amplitude de conceituação, além daquela com que tem sido apresentado pelos pesquisadores encarnados, e isto por falta de terminologia adequada no dicionário terrestre. (Nota do Autor Espiritual)
Livro "Evolução em Dois mundos" - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira - André Luiz 

14.11.24

Palavras de Vida Eterna


 

COMO VOCÊ INTERPRETA?

No capítulo 26 – Novas Perspectivas –, de “Nosso Lar”, André relata o seu encontro com o Ministro Genésio, ao qual, em estudos anteriores, tivemos oportunidade de nos referir. Vocês estão lembrados, daquele “velhinho simpático, cujo semblante revelava, entretanto, singular energia”?! Cremos que sim, não é?! Foi quando, na oportunidade, fizemos menção à idade com que o espírito se apresenta depois da morte do corpo físico – à sua fisionomia, altura, cor de pele, etc.

O capítulo 26 da referida obra marca a determinação do grande cientista Dr. Carlos Chagas, que adotou o pseudônimo de André Luiz, em homenagem ao irmão de Chico Xavier.

Contemos, rapidamente, o caso.

O Dr. Carlos Chagas, conduzido por Emmanuel, foi levada até à cidade de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais, para ser apresentado ao Médium Chico Xavier, através do qual, se possível, ele passaria a escrever.

Amigos de Chico contam que, ao ser apresentado ao Médium, que, à época, estava com um pouco mais de 30 de idade, o Dr. Carlos Chagas, não contendo a sua emoção, postou-se de joelhos diante dele – o fato foi relatado pelo próprio Chico, que, em relação à própria mediunidade, sempre foi muito reservado. Se quiserem conferir, consultem o livro “Nossos Momentos com Chico Xavier”, de autoria de Osvaldo Godoy Bueno, um dos diretores-fundadores do IDEAL, em São Paulo – SP.

A reação do Dr. Carlos Chagas, diante da grandeza espiritual de Chico, que ele, certamente, enxergou, fora espontânea, e, assim, o Médium não tivera tempo para evitar a sua ação – porquanto, Chico jamais aceitaria que alguém se lhe prostrasse aos pés.

A apresentação do Dr. Carlos Chagas a Chico deu-se no início da década de 40, mais propriamente em 1943, porém os rumores de um processo que seria movido, em 1944, pela viúva do escritor Humberto de Campos já frequentava as páginas dos jornais e circulavam de boca em boca. Desde 1937, Humberto de Campos, espírito, vinha escrevendo pela lavra mediúnica do Médium de Pedro Leopoldo.

Então, com o intuito de salvaguardar a Causa Espírita, e, evidentemente, o Médium, de mais um possível processo judicial, Emmanuel explicou a Chico que o Dr. Carlos Chagas adotaria um pseudônimo – inclusive com o qual não pudesse ser facilmente identificado, nem mesmo através de seus relatos mediúnicos. Realmente, lendo-se cruamente as páginas iniciais de “Nosso Lar”, não se pode concluir que André Luiz seja o Dr. Carlos Chagas, já que ele, orientado pela Equipe Espiritual que tutelou o trabalho mediúnico de Chico Xavier, recomendou que, neste sentido, poucas pistas fossem deixadas. Por este motivo, o próprio Emmanuel, no prefácio da obra, datado de 3 de Outubro de 1943 (significativa a data, não?!), escreveu:

“Embalde os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz nos catálogos da convenção.

“Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadeiro amor. (...)

“André Luiz precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo.

“É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade.”

Bem, para não nos estendermos neste arrazoado, Chico perguntou ao Dr. Carlos Chagas com que nome ele pretenderia assinar o que, porventura, viesse a escrever por seu intermédio. Vendo que um dos irmãos de Chico, do segundo casamento de seu pai, ressonava numa cama próxima, o ilustre cientista perguntou-lhe: - Qual é o nome de seu irmão?... O Médium respondeu-lhe de pronto: - André Luiz!... – Então – disse-lhe o Dr. Chagas –, será esse o nome que adotarei, porque eu também sou seu irmão!...

Simples assim.

Agora, evidentemente, as controvérsias, tão a gosto dos espíritas, existem. Mas este é outro assunto com o qual, sinceramente, não pretendemos perder tempo.

E os comentários que havíamos planejado para o capítulo 26 de “Nosso Lar”, ficarão para a próxima semana. Claro, se até lá o médium não desencarnar por aí, e eu, por minha vez, não desencarnar por aqui.

 

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Acompanhe o estudo detalhado que estamos fazendo do Livro NOSSO LAR clicando em >>>>
https://www.youtube.com/watch?v=ydMsfCDlxRk&list=PLJUZisvOqWSPUK1M4CUECfKNsE1Z4FMkB&index=1

13.11.24

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE Gravação do Estudo Detalhado do livro Cap. 24 – LUTA EXPIATÓRIA


 

PARRICÍDIO E INFANTICÍDIO

Comentário Questão 750 do Livro dos Espíritos
 
São dois crimes, aos olhos de Deus, que têm suas devidas penalidades, ainda mais de conformidade com as intenções, no entanto, todo crime é crime, e quem mata responde pelo fato irracional.
A lei de Deus manda amar aos seus pais e respeitá-los, ajudando nas suas devidas necessidades. Então, o filho que mata seus pais ou ascendentes é um criminoso que deverá responder duramente por essa violência e falta de respeito às criaturas que serviram de instrumento para a sua vinda ao mundo material.
O infanticida, aquele que mata uma criança, age abaixo de um animal, que sempre defende a vida dos seus filhotes. O ser humano deve defender a vida dos seus filhos e das crianças em geral. Como matar uma criança, se esta não tem condições de ofender a quem quer que seja? O adulto que pratica o infanticídio será, certamente, cobrado pela natureza, por seu ato selvagem. Se o infanticida agir sob a influência de obsessores, também estes estarão incursos nas leis da justiça.
Em alguns países, no passado, certos magos adoravam o deus Moloc, que pedia sangue das crianças e das virgens, um deus feito pelos homens maus, que os Espíritos das trevas usavam para pedir morte, mas o Deus verdadeiro, que é vida, fez com que desaparecessem esses tipos de entidades, levando-os para os mundos que lhes são próprios. Lá estão expiando suas faltas, de acordo com os seus sentimentos.
O espírita deve conhecer e compreender que esses dois tipos de crimes, tanto o parricídio como o infanticídio, se processam em muitas faixas; é a matança lenta, por variados meios de vida que se impõe aos outros: pais que são agredidos por filhos, filhos que são agredidos pelos pais, e crianças que sofrem violências por parte dos adultos, quando deveriam ser amparados.
Estamos todos em um regime de provações, mas muitos já compreenderam seus deveres, que sua obrigação urgente é amparar os mais fracos nas suas necessidades. Não esmoreçamos de fazer o bem; se já acordamos para a caridade, não queiramos ser admirados por termos cumprido simples dever de ajudar. Olhemos primeiro o que disse o Divino Mestre, anotado por João, no capítulo quatro, versículo quarenta e quatro:
Porque o mesmo Jesus testemunhou que um profeta não tem honras na sua própria Terra.
E isso é bom, para que esse profeta ou benfeitor não se envaideça com as suas obrigações ante a sociedade a que pertence.
Filhos, deveis respeitar pais e parentes! Pais e homens comuns, respeitai a vida de todos os viventes, procurai ajudá-los no que puderdes, que Deus a tudo vê e podereis ser instrumentos do Senhor para o bem comum. Sede mansos na mansidão de Jesus; sede honestos na honestidade do Cristo; amai a todos e a tudo do modo que Deus nos ensinou pelo Seu filho do coração. E lembrai-vos que, que tanto o parricídio como o infanticídio são crimes aos olhos do Divino Doador da vida. Entregai-vos ao amor, que o amor de Deus se irradiará em vosso coração, como um sol que atingirá a todos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

12.11.24

Fascinação Espiritual


 

ANJOS E FERAS

Lafayette Melo *
 
“Ingratos, os homens se afastaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai...” – O Espírito de Verdade1.                                        
 
E morre a Humanidade em bacanais horrendas...
Manda o bezerro de ouro e, qual dragão, rapina
Os princípios da fé, a enterrá-los nas lendas...
Chega Moisés, a Lei, e aclama a Voz Divina!
 
Séculos vêm e vão... Em loucuras tremendas
Surge o monstro do vício a morder...
E domina. Nasce Jesus, o Amor, descerrando outras sendas,
E ergue a força do bem por excelsa doutrina!
 
Segue o passo do tempo, e eis que por toda a Terra
Os chacais do ateísmo e as hienas da guerra
Cercam as multidões de fracos e infelizes...
 
Mas Kardec, a Razão, estende luz à História;
Desponta o Espiritismo, o Evangelho em vitória,
Traçando ao mundo aflito as Novas Diretrizes!...
(*) Filho de Desidério de Melo e de D.Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)
Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.

11.11.24

Brilhe a vossa Luz


 

A vida não para

Acabei de rezar um terço em memória dos mortos. Fiz isto em consolo àqueles que me acorrem, do lado de cá da vida, para pedir pelas almas dos que já se foram. É um gesto de solidariedade por mães e pais que querem ver seus filhos bem e de parentes, de uma maneira geral.
Este gesto contemplativo em favor dos seus familiares já mortos é um fenômeno interessante, percebo bem no lado de cá da vida.
De um lado, os parentes que chegam aos cemitérios para reverenciarem, em forma de respeito, aos que se foram para a eternidade. De outro, os próprios espíritos que, muitos deles, nem sabem o que está acontecendo. É uma cena dantesca, muitas vezes, por quê?
Ontem, em um cemitério, acompanhei uma família pedindo por seu pai que morrera recentemente. Pois bem, estavam eles ali, circunspectos, em oração, com velas e flores, e imaginem quem estava de pé perto do túmulo também orando...o próprio "defunto".
Meus caros, ele mesmo nem sabia que havia morrido. Estava ali com a família, normalmente, sendo também solidário ao dia de finados. Foi neste instante que uma equipe espiritual veio socorrê-lo com muito cuidado para não provocar traumas. As ditas preces dos familiares o ajudou a sair daquele estado de ilusão que já durava algum tempo.
Outros, iam ao cemitério para acompanhar seus familiares já que estavam sendo lembrados e ficavam muito felizes com isso. Sabia, no fundo, que era amado de verdade, daí a solidariedade dos seus no dia dos mortos.
Outras catacumbas, apesar de frequentadas, nada se via no lado de cá da vida. Eram apenas os familiares num gesto de amor. Certamente que suas preces estavam sendo dirigidas e recebidas para quem eram endereçadas, mas nem um sinal de alma viva naquele local.
Os transeuntes do cemitério era uma confusão total. A certa hora, eu não sabia mais quem era vivo e quem era morto. O que aprender disto tudo, meus caros?
Vi com meus próprios olhos e cheguei a uma conclusão: o que vale mesmo é o sentimento verdadeiro.
É claro que se alguém se digna a sair de casa para fazer uma homenagem a um antepassado isto é deverasmente louvável, mas não ir e de lá emitir vibrações de alegria e saudade também valerá a pena.
O contato com os "mortos", na verdade, se dá diariamente, aprendi do lado de cá da vida com ainda mais ênfase. Eu mesmo me empresto todos os domingos com o médium Carlos num diálogo prazeroso. Outras vezes com a minha querida Antonieta, nas Minas Gerais, para outros comentários. Aqui e acolá, visito outros que me pedem socorro e assim por diante.
Gosto de ser lembrado? Claro que gosto, até porque a vida espiritual é mais ativa do que a vida material. Digo, sem pestanejar, que trabalho mais como morto, muitas vezes, do que como vivo. E tem gente que espera morrer para descansar...
É a vida que se manifesta plenamente. Tenho obrigações mil por aqui e todos aqueles que se dignem a trabalhar não vai faltar o que fazer. Desemprego por aqui definitivamente não há.
Trabalhem, meus irmãos, trabalhem na esfera do bem. Aproveitem as oportunidades para amar, para brincar, para festejar, para ser útil aos outros.
Nossa vida não para. Não para não.
Fiquem com Deus,
Helder Camara  Blog Novas Utopias

10.11.24

NOSSO LAR Gravação do Estudo Detalhado do livro Cap. 4 – O MÉDICO ESPIRITUAL


 

L – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO” – CHICO XAVIER/ANDRÉ LUIZ

André narra que um médico chegara para consultar Margarida, equivocadamente, diagnosticando que a paciente sofria de “epilepsia secundária” – doença neurológica que pode ser causada por tumores, traumas na cabeça, etc. O médico chegara a aventar a possibilidade de uma intervenção cirúrgica no cérebro, o que, com certeza, ocasionara o desenlace de Margarida. (Tomamos a liberdade de indicar aos nossos internautas a leitura do livro de nossa lavra espiritual: “Obsessão e Cura”)

*

Todavia, sob a influência de uma entidade espiritual que se fizera presente, o médico, vencendo preconceitos, sugeriu a Gabriel, esposo da paciente, que tentasse o Espiritismo:

- Porque não tenta o Espiritismo? Conheço ultimamente alguns casos intrincados que vão sendo resolvidos, com êxito, pela psicoterapia...

O espírito amigo que inspirara o médico tinha o nome de Maurício e fora seu enfermeiro, recebendo, ao desencarnar, a tarefa de ampará-lo.

- Todos os médicos – asseverou-me, convicto –, ainda mesmo quando materialistas de mente impermeável à fé religiosa, contam com amigos espirituais que os auxiliam.

Exclamando, em seguida, com justa razão:

- Ah, se os médicos orassem!

*

Desejamos, no entanto, esclarecer que todos os homens, com menor ou maior responsabilidade no cumprimento de suas tarefas e deveres, contam, sobre a Terra, com o amparo de devotados amigos que, do Mais Além, procuram auxiliá-los, e não apenas àqueles que escolhem a Medicina por profissão.

*

Percebam os nossos leitores que anotação interessante da palavra de Maurício a André, que, por sugestão de Gúbio, acompanhara o médico até a sua residência:

- Estamos sumamente interessados em que o nosso amigo se enfronhe no trato com as magnas questões da alma, a fim de aperfeiçoar-se na tarefa junto à mente enferma, por isso encaminhamos até aqui, por vias indiretas, livros e publicações acerca do assunto; entretanto, contra o nosso desejo, não somente preponderam os preconceitos da classe médica, mas também a influência perniciosa que a segunda esposa exerce sobre ele.”

*

Aqui, pedimos vênia aos nossos irmãos e irmãs para dizer que, de fato, o preconceito da classe médica contra o Espiritismo era tremendo – era e, de certa maneira, continua sendo –, ao ponto de certa vez, termos o nosso nome vetado para lecionar na Faculdade de Medicina, em Uberaba. Quando da sugestão de nosso nome, até por falta de outros profissionais especialistas na área, vários membros da Sociedade Médica se levantaram contrariamente, contando, claro, com o aval da Igreja, através de sua maior autoridade religiosa na cidade na época, um Bispo, depois Arcebispo, ferrenho adversário da Doutrina.

Mas, são águas passadas...

Hoje, depois de grande luta sustentada, por vários colegas adeptos do Espiritismo, entre os quais destacamos o nome do Dr. Bezerra de Menezes, existe já certa mudança de opinião, e não são poucos os médicos que aconselham aos seus pacientes, notadamente os que se constituem em enigma para os conhecimentos científicos atuais, buscarem auxílio espiritual para os seus casos.

Pena que, infelizmente – repetimos, infelizmente! –, muitos medianeiros, sem o devido discernimento, alguns, inclusive, valendo-se do nome da Doutrina, não estejam espiritualmente aptos para tão sério cometimento.

E, portanto, parafraseando o espírito de Maurício, ousamos, igualmente, exclamar:

- Ah, se os médiuns verdadeiramente orassem!... (E fossem menos personalistas e vaidosos, e, alguns, até não fossem tão mercenários!...)



INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

Veja também a Gravação do Estudo Detalhado do livro LIBERTAÇÂO

feito por nós na terça feira às 20h. pelo Skype

Francisco Cândido Xavier (autor)

André Luiz (espírito)

https://youtu.be/zdKQ55-equQ?list=PLJUZisvOqWSPrzDjdw6f9NSTmILB0O3rp


9.11.24

Apontamentos à parte


 

Mediunidade e Caminho

De nosso irmão Odilon,
Nas trovas que aqui alinho,
Saúdo o mais novo livro:
“Mediunidade e Caminho”.
*
Mediunidade é caminho
Que nos conduz ao trabalho,
Mas percebo muitos médiuns
Tomando ocioso atalho...
*
Todo médium que não sabe
Que rumo deve tomar,
Percorre muitos caminhos,
Mas nunca sai do lugar.
*
Quando o médium se dispõe
A servir sem recompensa,
O que escuta no caminho
Não faz qualquer diferença.
*
Quando o médium se convence
De que é o que não é,
Por mais escoras encontre,
Não se sustenta de pé.
*
Nada existe mais ridículo,
No caminho que permeia,
Do que o médium por ser médium
Em tudo se pavoneia...
*
Para o médium que, no mundo,
Não crê no próprio ideal,
Mediunidade não passa
De festa de carnaval...
*
Mediunidade é um caminho
Que encerra nobres valores,
Onde os espinhos que existem
Vão transformando-se em flores.
*
Tantos médiuns que admiro
Na batalha que os consome!...
Heróis da Vida Imortal
Que só Jesus sabe o nome.
*
Para mim, mediunidade
Nestes termos se traduz:
A Doutrina é o grande norte,
Mas o caminho é Jesus!...
 
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia ‘6-2-1992, em Uberaba – MG).

8.11.24

A QUE SITUAÇÃO CHEGAMOS... NO ESPIRITISMO!

Meus amigos, ficamos felizes, quando algum internauta nos escreve, a mim ou a outro companheiro nosso, como agora é o caso de Paulino Garcia, autor de "Meu Filho Nasceu no Além", cumprimentando-o pela coragem de escrever o que escreveu...
A que ponto nós chegamos, não é verdade?!
Paulino sendo cumprimentado pela coragem de ter escrito um livro que, por exemplo, em nenhuma de suas linhas, nos incita à violência, à descrença em Deus, à prática do mal aos semelhantes...
Claro que, tanto ele quanto eu, entendemos e agradecemos as palavras de incentivo dos irmãos e das irmãs que nos exortam a prosseguir lutando em prol da Verdade que liberta.
Creiam que, nós, os considerados mortos, embora a consciência de que apenas estamos no cumprimento do dever, ainda somos muito sensíveis ao carinho que os nossos irmãos encarnados nos devotam.
Quando é que eu, que tantas vezes lutei contra o preconceito religioso no mundo - preconceito contra a nossa Doutrina! -, imaginei que, um dia, precisaria lutar contra o preconceito que, na atualidade, vige em nossos arraiais doutrinários?!
Quando é que eu poderia supor que um espírito desencarnado necessitaria ser incentivado pelos encarnados, e não o contrário, como, aliás, sempre aconteceu?!
Recordo-me que, em décadas passadas, sempre recebíamos, através de Modesta, a palavra confortadora de Bezerra de Menezes, Eurípedes Barsanulfo, Bittencourt Sampaio, Irmão José, e tantos outros, para que o nosso ânimo não arrefecesse na luta cotidiana, que sempre nos esperava em várias frentes de batalha...
Muitas vezes, assim que púnhamos o pé para fora do Sanatório, percebíamos as insinuações maledicentes dos adversários da Causa, os sorrisos de ironia que nos eram dirigidos pelos ferrenhos opositores de nossa Fé, as críticas, veladas ou não, que caiam sobre nós como vergastas da intolerância humana, que não hesitava em nos humilhar e escarnecer...
Como as coisas hoje se inverteram!
Quase tudo o que os desafetos de nossa Crença representavam para nós, passou, em relativo curto espaço de tempo, a ser incorporado por aqueles que consideramos por irmãos de Ideal, mas que, não obstante, se revelam muito mais implacáveis do que aqueles que nos costumavam perseguir com o seu fanatismo.
Imaginem, meus caros, o que haveria de ser se, deste Outro Lado da Vida, nós estivéssemos fazendo literatura espírita conspirando contra o Evangelho do Cristo, ou nos opondo aos propósitos de fraternidade pregados por Allan Kardec, ou ainda desqualificando a extraordinária Obra Mediúnica de Chico Xavier?!
Repito: a que ponto chegamos no Espiritismo, mesmo nós, os considerados mortos, que carecemos de ouvir a palavra de encorajamento de meia dúzia de Benfeitores encarnados, para que não recuemos no testemunho em que, junto a alguns medianeiros de boa vontade, jazemos crucificados pelos caridosos confrades, que, até o presente momento, via Internet ou a boca pequena, apenas ainda não nos rotularam de prostitutas!...
Todavia, esperando a qualquer hora pelo rótulo que mencionei acima, conforta-me saber que, assim, quando ele vier, estarei perfilando ao lado daqueles e daquelas a respeito dos quais disse Jesus aos sacerdotes: "Em verdade vos digo que publicanos e meretrizes vos precedem no reino de Deus"!...
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet.

ALÉM DO VÉU Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 



7.11.24

Copos que andam


 

EM VERDADE, VOS DIGO...

"Eu desceria à crosta da Terra para amar uma serpente". - Chico Xavier
De fato, na atualidade, o mundo está repleto de convites ao desânimo, à descrença, ao desespero...
Quase em toda parte, corrupção e injustiça, violência e degradação.
A própria religião não vem escapando à triste contaminação...
Falsos Cristos e falsos profetas enxameiam...
As chagas humanas nunca estiveram assim tão à mostra!
Ambição e egoísmo...
Indiferença e descaso...
Nas ruas das grandes cidades, qual, igualmente, das pequenas, as pessoas parecem estranhas umas às outras!
Duelam no trânsito, nas casas bancárias, nos supermercados...
Têm-se a impressão de que o mundo espera por uma catástrofe - e, inconscientemente, clama por ela, como única medida saneadora possível no intuito de salvar a Humanidade de sua total perdição.
Não obstante, forçoso reconhecer que não há meio mais propício ao florescer da virtude do que este...
Não é sob o monturo que germinam as sementes?!...
E entre pedras pontiagudas que jorra a linfa cristalina, do interior da terra lamacenta?!...
Qual o homem que teria se santificado longe da tentação?!...
Não há local que mais necessite de água que o deserto, nem há lugar mais carente de paz que o campo de batalha...
Como se falar de Cristo a quem já tem verdadeira fé?!
Portanto, o mundo de hoje é o campo ideal de luta do cristão que, exemplificando, busca pregar o Evangelho!
Contraditoriamente, gleba arrasada e fértil, na expectativa da boa semente...
Há tanto a ser feito!
A fim de espiritualmente ascender, ninguém pode alegar falta de trabalho e oportunidade...
Crianças que estão a se drogar...
Jovens mergulhados no alcoolismo e no prazer...
Homens e mulheres transfigurados em feras...
Ah, quanto espaço para uma palavra de esperança, para um sorriso amigo, para um abraço de solidariedade!
Para quem almeja a própria redenção, não há mundo melhor que a Terra de agora!
A tristeza de ver tanta gente enveredando pela porta larga, mas, por outro lado, a alegria de perseverar no caminho que conduz à estreita passagem...
No mundo de hoje, dá para o cristão se sentir da idêntica maneira com que, há dois mil anos, o Cristo se sentiu - cruz aos ombros, descrença ao derredor, subindo o Calvário em solitário testemunho!...
Não nos esqueçamos de que cresceram no inferno, as asas com que, um dia, os anjos puderam volitar ao Céu!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

6.11.24

NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE Cap. 23 – FASCINAÇÃO


 

Comentário Questão 751 do Livro dos Espírito

INFANTICÍDIO COMO COSTUME
 
Nos dias atuais, o infanticídio é permitido por lei, entre alguns povos intelectualmente desenvolvidos, sob o nome de aborto legal.
É a crueldade exteriorizada pela alma presa em sentimentos inferiores, dominada pelas paixões brutais, com grande experiência nas trevas.
É o progresso intelectual defasado do progresso moral que alarga as possibilidades de criações voltadas para o mal.
Em tempos idos, crianças eram sacrificadas aos deuses pagãos, por influência de falanges das trevas, que se utilizavam de homens distanciados do amor.
Foi por essa razão também que Jesus desceu à Terra, a nos dar a lição de amor, e em certa época mostra urna criança como símbolo do reino dos céus.
O desenvolvimento intelectual não implica em progresso dos sentimentos, ficando esquecido o amor, para se apoiar somente na justiça feita pelas mãos dos próprios homens.
Pedimos a Deus que no terceiro milênio possam os Espíritos e os encarnados inaugurarem a reforma bendita na sua intimidade. Foi para isso que a Doutrina dos Espíritos surgiu na Terra, pelas mãos de Jesus Cristo, e foi nesse sentido que Ele disse:
Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
A paz de Jesus é diferente da paz do mundo, desta paz com a qual os homens estão acostumados, de facilidades que se apóiam nos bens materiais. A paz de Jesus é a paz de consciência, nascida do esforço próprio. é por isso que Ele é, por excelência, o nosso Mestre.
Jesus veio destruir todas as leis humanas que não se apoiavam no amor, desfazendo todos os sentimentos onde a hipocrisia se salientava e a desonestidade mostrava o caráter das pessoas, mostrando o Mestre que tudo pertencia a Deus, que tudo que os homens possuíam era apenas empréstimo, pela misericórdia do Pai.
O desenvolvimento intelectual é necessário, mas que o amor possa dirigi-lo, para que haja equilíbrio das emoções. Devemos esquecer o passado que não esteja convenientemente inspirado no amor, porque somente o amor salva as criaturas de todas as transgressões.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria.

5.11.24

Não Peques Mais



ALVORADA

Leopoldo Vóssio Brígido Dos Santos*

“Morto! Morto!...” – inda escuto. O coração dorido
E o pensamento em fogo – a vida que me resta...
Meu corpo dorme exangue a derradeira sesta
De quem tudo esqueceu no supremo gemido.

Levanto-me, porém, jubiloso e aturdido.
Tenho outra forma em luz – alma acordada em festa
A esperança é a canção que a alegria me empresta...
“Vivo! Vivo!...” – respondo ao choroso alarido.

Entretanto, ninguém ouve a fé que me nutre.
No quarto, o desespero – pavoroso abutre,
Insufla-me visões de cinzas, sombra e nada!...

Insisto, brado, clamo, ansioso e descontente,
Mas, de súbito, enxergo outro mundo e outra gente
No celeste esplendor da Sublime Alvorada...

(*) Poeta de vastos recursos, crítico literário de finos dotes, veio LB para o Rio com 19 anos de idade, aí tendo colaborado em vários jornais, como A Semana, O Paiz, a Gazeta de Notícias, etc. Funcionário da Fazenda, chegou ao posto de subdiretor do Tesouro Nacional. «Tradutor inteligente e delicado,» – Fernando Góes o afirma (Pan. V, página 254) – «verteu para o português um famoso poema de Dante Gabriel Rossetti, The Rlessed Damozel, que inspirou a Debussy uma das suas mais belas melodias – La Damoiselle Élue>. Esta e outras traduções colocam-no «entre os melhores tradutores da poesia simbolista, universal no Brasil», declarou-o A. Muricy (Pan. Mov. Simb. Bras., III, pág. 256), que considerou LB um «poeta de instrumento delicado, num sincretismo discreto de parnasianismo predominante e de simbolismo não formal». (Itapipoca, Ceará, 17 de Janeiro de 1876 – Rio de Janeiro, GB, 24 de Agosto de 1947.)
BIBLIOGRAFIA : Poemas do Tempo.
Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

4.11.24

Vibração


 

17º Encontro Nacional dos Amigos de Jesus Cristo com Chico Xavier e sua Obra Espírita Cristã

SINOP – MATO GROSSO, 8 E 9 DE NOVEMBRO DE 2024
Quando alguns amigos cogitaram da realização do 1º Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier, ocorrido na cidade de Uberaba, Minas Gerais, há 17 anos, as críticas ácidas de alguns espíritas caíram sobre eles, dizendo que o referido Encontro não passava de idolatria ao Médium e que, certamente, estaria fadado ao fracasso.
O que os amigos pretendiam, e continuam pretendendo, era promover a maior divulgação da Obra Mediúnica que os Espíritos escreveram através de Chico Xavier, dando continuidade à Codificação.
Os obstáculos enfrentados nestes 17 anos não foram poucos, mas, por incrível pareça, os realizadores do Encontro sempre contaram mais com o apoio de simpatizantes do Espiritismo – simpatizantes de Chico! – do que com o incentivo de certos confrades, principalmente com os que estão habituados a organizar os Congressos pagos.
Há 17 anos, o Encontro dos Amigos de Chico vem provando que é possível, sim, a realização de Congressos, Simpósios, etc, de forma inteiramente gratuita, sem cobrar-se um níquel sequer pela inscrição, ou, por exemplo, de se impor a venda de livros desse ou daquele autor encarnado ou de médium para que prestigiem o Evento.
Nestes quase vinte anos, o Encontro, praticamente, já percorreu o Brasil, inclusive com a realização de um Encontro Internacional, em Lisboa, Portugal, e continuará percorrendo as cidades que abrirem os braços para sediá-lo, qual, em seguida, as cidades de Araçatuba – SP –, Campo Grande – MTS – e, novamente, Pedro Leopoldo – MG.
Os amigos, ignorando os ataques e as críticas de alguns confrades e confreiras, alguns dos quais já se se encontram do Outro Lado da Vida, justificando, com certeza, as suas posturas contrárias, prosseguiram trabalhando em silêncio, dando mostras que, de fato, no frigir dos ovos, somente o trabalho no Bem permanece – o resto se cala e passa.
Neste sentido, nota-se, sem dificuldade, que a Obra realizada por Chico Xavier, em nome de Jesus Cristo, vem, cada vez mais, obtendo o reconhecimento público, principalmente pelos não-espíritas, que reconhecem em Chico um dos maiores espiritualistas de todos os tempos, orgulhando-se de ter sido ele um brasileiro que se fez amado para além das, ainda, estreitas fronteiras da Doutrina que vivenciou.
O ENCONTRO DE SINOP, que se avizinha, já vem movimentando todo o Estado de Mato Grosso e confrades de todo o Brasil que, embora as dificuldades naturais de deslocamento, lá deverão estar presentes nos próximos dias 8 e 9 de novembro.
Com o grupo espiritual que oferece a possível retaguarda à realização de Eventos de tal natureza, igualmente nos faremos presente em SINOP para darmos sequência ao nosso aprendizado da Terceira Revelação, nesta sadia integração entre os Dois Planos da Vida.
O ENCONTRO DOS AMIGOS DE CHICO TRANSFIGURADO EM ENCONTRO DOS AMIGOS DE JESUS CRISTO COM CHICO XAVIER E SUA OBRA ESPÍRITA CRISTÃ, ensejou que cristãos em geral dele participassem, e, assim, tivessem oportunidade de se aproximarem da Terceira Revelação, porque, em essência, o nosso objetivo maior nunca foi Kardec e Chico, mas, sim, JESUS, conforme o próprio Chico, a reencarnação de Kardec, foi (ou veio, à vontade de quem nos lê) à Terra para “nos ensinar” – NOS ENSINAR, SIM, PORQUANTO, PESSOALMENTE, DESFRUTEI DA BÊNÇÃO DE ESTAR ENCARNADO E SER CONTEMPORÂNEO DO CODIFICADOR NA PERSONALIDADE DE CHICO XAVIER.
Saudamos e abraçamos com alegria a todos os irmãos e irmãs de SINOP, que, corajosamente, estão trabalhando para que o 17º ENCONTRO seja tão bem sucedido quanto aos 16 anteriores, cumprindo com a sua alta finalidade espiritual, em momento tão crucial para os que estão vivenciando esta Era de Transição.
Os cães continuam a ladrar, mas a Caravana não se detém...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 3 de novembro de 2024. (*)

3.11.24

NOSSO LAR - Cap. 3 – ORAÇÃO COLETIVA

 



XLVIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO LIBERTAÇÃO – ANDRÉ LUIZ - CHICO XAVIER

Na sequência do capítulo, André Luiz relata que Margarida e o esposo, que não tinha “a menor noção de vida moral”, tomavam um táxi para ir à missa, e, não obstante, se faziam acompanhar “por extensa súcia de perseguidores”:
“O veículo, a meu ver, transformara-se como que num carro de festa carnavalesca. Entidades diversas aboletavam-se dentro e em torno dele, desde os paralamas até o teto luzente.”
André ainda esclarece que, no próprio culto religioso, o número de desencarnados era, talvez, “cinco vezes maior que a assembleia de crentes em carne e osso. Compreendi, logo, que em maior parte ali se achavam com o propósito deliberado de perturbar e iludir.”
A situação era difícil e, claro, semelhante, muitas vezes, àquela com a qual nos deparamos numa Casa Espírita.
“A algazarra dos desencarnados ignorantes e perturbadores era de ensurdecer. A atmosfera pesava. A respiração fizera-se-me difícil pela condensação dos fluidos semi carnais ali reinantes...”
O autor espiritual ressalva, no entanto, que “dos adornos e objetos de culto emanava doce luz...”
Estranhando “a formosa claridade dos nichos”, André ouve a elucidação de Gúbio:
“Quantas vezes, meu amigo, a criança acalenta bibelôs, a fim de preparar-se convenientemente para as responsabilidades da Terra? (...) Nesta casa de oração, os altares recebem as projeções de matéria mental sublimada dos crentes. Há quase um século, as preces fervorosas de milhares deles aqui envolvem os nichos e apetrechos de luz. (...) A luz que oferecemos ao Céu serve sempre de base às manifestações do Céu para a Terra.”  (destacamos)
Numa simples frase – “A luz que oferecemos ao Céu serve sempre de base às manifestações do Céu para a Terra” –, magnífica explicação para o fenômeno mediúnico!
*
Aqui solicitamos vênia aos nossos internautas para dizer que a vida de Chico Xavier, desde o seu nascimento, foi permeada de experiências e fatos que lhe secundaram o mandato mediúnico – absolutamente tudo, inclusive ter ele renascido numa família de formação católica – os seus ascendentes genéticos, advindos de seu pai e de sua mãe, também concorreram para que as suas excepcionais faculdades mediúnicas se apresentassem. E, neste sentido, notadamente os ascendentes espirituais de sua mãe, Maria de São João de Deus!...
*
Descrevendo acontecimentos espirituais durante a realização da missa, André se refere a três entidades “de sublime posição hierárquica”, contrastando com o lamentável cenário em torno, que se “fizeram visíveis à santa mesa (altar), com o evidente propósito de ali semearem os benefícios divinos. Magnetizaram as águas expostas, saturando-as de princípios salutares e vitalizantes, como acontece nas sessões de Espiritismo Cristão, e, em seguida, passaram a fluidificar as hóstias, transmitindo-lhes energias sagradas à fina textura.”
Percebamos que, nesse ou naquele ofício religioso, quando há mérito, a Espiritualidade Amiga, dessa ou daquela maneira, se faz presente a fim de socorrer os que, realmente, confiam na intercessão da Bondade Divina.
Segundo André, muitos malfeitores desencarnados procuravam se postar ao lado daqueles que ali compareciam com propósitos de renovação íntima, “buscando conturbá-los.” É o que, frequentemente, ocorre com os que comparecem às Casas Espíritas, que, não raro, em plena reunião, são envolvidos por entidades que os induzem ao sono, ou a dispersarem a atenção dos temas em estudo, chegando mesmo a lhes sussurrem palavras aos ouvidos para que se entreguem a outros pensamentos.
INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Veja também a Gravação do Estudo Detalhado do livro LIBERTAÇÂO
feito por nós na terça feira às 20h. pelo Skype
Francisco Cândido Xavier (autor)
André Luiz (espírito)
https://youtu.be/zdKQ55-equQ?list=PLJUZisvOqWSPrzDjdw6f9NSTmILB0O3rp

2.11.24

Serviços de Passes - Nos Domínios da Mediunidade



“Mediunidade e Caminho”

De nosso irmão Odilon,
Nas trovas que aqui alinho,
Saúdo o mais novo livro:
“Mediunidade e Caminho”.
*
Mediunidade é caminho
Que nos conduz ao trabalho,
Mas percebo muitos médiuns
Tomando ocioso atalho...
*
Todo médium que não sabe
Que rumo deve tomar,
Percorre muitos caminhos,
Mas nunca sai do lugar.
*
Quando o médium se dispõe
A servir sem recompensa,
O que escuta no caminho
Não faz qualquer diferença.
*
Quando o médium se convence
De que é o que não é,
Por mais escoras encontre,
Não se sustenta de pé.
*
Nada existe mais ridículo,
No caminho que permeia,
Do que o médium por ser médium
Em tudo se pavoneia...
*
Para o médium que, no mundo,
Não crê no próprio ideal,
Mediunidade não passa
De festa de carnaval...
*
Mediunidade é um caminho
Que encerra nobres valores,
Onde os espinhos que existem
Vão transformando-se em flores.
*
Tantos médiuns que admiro
Na batalha que os consome!...
Heróis da Vida Imortal
Que só Jesus sabe o nome.
*
Para mim, mediunidade
Nestes termos se traduz:
A Doutrina é o grande norte,
Mas o caminho é Jesus!...
 
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia ‘6-2-1992, em Uberaba – MG).

1.11.24

ALÉM DO VÉU Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Foi o Tempo

Eu não estou velho
Foi o tempo que passou
E deixou suas marcas em mim
Sou eu mesmo, estou aqui, não está me vendo?
Tudo em mim funciona muito bem
Do jeito que pode ser
Eu não estou velho
Foi o tempo que passou
E deixou suas marcas em mim
Penso, ando, dou gritos e encaro o medo
Ainda quero comprar boas brigas
Que animem o meu viver
Eu não estou velho
Foi o tempo que passou
E deixou suas marcas em mim
Meu cabelo embranqueceu
Minhas rugas cresceram
Meu andar, às vezes, padece
Eu não estou velho
Foi o tempo que passou
E deixou suas marcas em mim
Hoje sou melhor que ontem
Minha lucidez me faz enxergar mais longe
Meus pensamentos se encaixam melhor
Eu não estou velho
Foi o tempo que passou
E deixou suas marcas em mim
Agora eu sou mais eu
Seguro, forte, inquebrantável
Blog de Carlos Pereira