FORMAÇÃO
ESPONTÂNEA
Acreditar
que os Espíritos se formam espontaneamente é desconhecer as leis do Criador.
Por não dispormos de outro termo mais adequado, cabe-nos dizer que Deus nos
criou pela Sua potente força de vontade. Podemos dizer que Ele disse: “Faça-se a
Luz, e a Luz se fez”, não deixando de ser um simbolismo divino. O tempo na
contagem humana, que se gastou para que o Espírito se expressasse como
inteligente, está perdido no próprio tempo. Nada se opera no esquema de Deus
sem o trabalho permanente d'Ele e dos Seus filhos maiores, disseminados em toda
a criação universal. Devemos andar de passo a passo e, quando o progresso nos
chamar, busquemos acelerar nossa marcha, por já suportarmos o entendimento. Em
tudo encontramos as marcas das mãos da Divindade, que deixa o selo da
perfeição. Tudo que Ele fez está perfeito; a ignorância é que nos faz ver erro
onde não existe. Estamos todos em processo de despertamento espiritual, e aí é
que encontramos a desarmonia, sem que ela exista realmente. Se Deus nos criou à
Sua Semelhança, no que devemos crer, estamos de posse de muitas qualidades, que
aparecerão com o tempo, que fará desabrochar os nossos talentos pelas bênçãos
do próprio Criador. Referente ao Espírito, a coisa é muito mais séria. Seria
sua formação espontânea? Certamente que não; é uma programação divina, a Sua
mais perfeita criação. Nada existe imperfeito, saído das Suas mãos de luz. O
entendimento da formação das coisas e dos Espíritos nos leva ao maior respeito
por tudo que nos serve e que nos ajuda a ascender para o infinito. Agora,
devemos pedir a Jesus para nos ajudar a compreender com mais acerto certas leis
que nos assistem e nos comandam.
Filosofia Espírita L.E.81 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
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