27.6.26

Zoraide

Ao ensejo dos 65 anos da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, fundada em Uberaba – Minas Gerais, transcrevemos o soneto com que a poetisa Auta de Souza, através do médium Chico Xavier, homenageou Zoraide, fundadora e tarefeira da Casa, quando de sua desencarnação, ocorrida em maio de 1987.
Perdera um filho amado, um sonho em primavera...
Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:
- “Por que? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?”
Segue o filho a gemer na dor que a dilacera.
 
Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,
Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...
No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,
No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.
 
O Tempo passa lento... Amargura, saudade...
Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...
Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho...
 
Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,
Eis que o filho lhe diz: - “Minha Mãe, vim buscá-la...”
E ela parte a gritar: “Ah! meu filho!... Meu filho!...
 
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

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