30.4.26

AUTODESCOBRIMENTO – Uma Busca Interior Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 810 do Livro dos Espíritos

PLANTIO DIÁRIO
Quando o homem reconhecer suas reais necessidades e procurar entender as leis naturais da vida, respeitando os seus semelhantes, estará entrando em um mundo melhor, aquele mundo que começa dentro de si mesmo. A porta para a glória de Deus se encontra dentro do coração de cada ser.
Nós, encarnados e desencarnados, plantamos todos os dias as sementes e somos responsáveis pela colheita. Colhemos o que semeamos, esta é a lei. Todas as nossas ações produzem seus devidos frutos, e para que se tenha frutos bons, necessário se faz que plantemos sementes boas. A fonte das sementes se encontra em nossos pensamentos, porque tudo o que fazemos procede da mente em primeiro lugar.
A criatura inteligente raciocina bem sobre o que vai fazer, antes de passar à ação. É por este motivo que o "Evangelho Segundo o Espiritismo" nos revela essa máxima luminosa e eterna:
Fora da caridade não há salvação.
Enquanto estamos fazendo o bem, as sementes são de amor, e plantando amor se colherá amor, nas linhas da fraternidade espiritual. Compete a todos nós, em todas as faixas da vida, compreendermos essas leis, para que possamos entrar no reino da tranquilidade espiritual. Entretanto, para chegarmos ao conhecimento da verdade, temos de passar por caminhos tortuosos, por inúmeras portas estreitas que nos levam às mais profundas meditações, e nesse ponto, a intuição quebra a barreira criada pelo raciocínio e nos traz a luz ao coração.
Marcos, no capítulo três, versículo vinte e três, nos mostra uma parábola de Jesus, que nos leva a entender qual o meio de nos livrarmos do mal, fazendo o bem. O apóstolo anota o seguinte:
Então, convocando-os Jesus lhes disse por meio de parábolas:
Como pode Satanás expelir a Satanás?
Como pode o ódio expelir o ódio, como pode a guerra acabar com a guerra? Como pode a ofensa fazer desaparecer a ofensa? Como pode o ciúme destruir o ciúme? Nesta marcha de trabalhos desviados da verdade, perde-se tempo. Se queremos ganhar tempo com Jesus, basta entendermos o que o Divino Mestre ensinou e viveu. Podemos ser instrumentos da Luz, fazendo o bem e amando a Deus em todas as coisas. Se todos agirem assim, com o tempo desaparecerá todo o mal da face da Terra, e ela se tornará um planeta de luz, onde os anjos ficarão visíveis para todos os seus habitantes.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, tem a primazia de nos clarear os caminhos e nos enche de felicidade, por servir de instrumento do Cristo de Deus para operar as mudanças na mente das criaturas, instalando assim a harmonia em todos os corações. Mudando o homem, muda-se por completo o mundo onde ele mora. A Terra tornar-se-á a Terra da Promissão, visualizada por muitos profetas e videntes, onde Moisés afirmou a existência da abundância de todo o conforto para os seus habitantes.
As boas ações nos criam uma estabilidade natural, uma alegria sem par. As más ações nos enervam, de modo a criar desequilíbrio no nosso psiquismo, nos levando à descrença em tudo o que podemos tocar e sentir para uma vida melhor.
Dentre todos os valores que devemos conquistar, o amor é, por excelência, o maior, e para tal aquisição a vida nos pede que demos os primeiros passos. Meditemos nisso: Deus é Amor, e sempre irradia amor a Seus filhos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

29.4.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 2 – CONQISTAS DA MICRO-FÍSICA

 


Escuta Coração

Mario Veloso Paranhos Pederneiras*
Cansado coração, pélago afora,
No peito infortunado, errante e aflito,
Sofre na carne o estranho sambenito
Das rudes provações de cada hora.
 
Ninguém perceba a mágoa do teu grito ;
Persevera no amor, sangrando embora...
Além, no Grande Além, a Eterna Aurora
É o porto de teus sonhos no Infinito.
     
Escala os topes ásperos da trilha,
Agradecendo o golpe que te humilha,
Onde vibres, tremendo de ansiedade.
 
Ama e perdoa, coração, que, um dia,
Volitarás chorando de alegria
Na divina ascensão à Imensidade...
(*) Depois de fazer os estudos secundários no Colégio Pedro II, não logrou o penumbrista do Simbolismo concluir o seu curso de Direito, centralizando toda a atenção no cultivo das letras, passando então a fundar e dirigir revistas quais Rio-Revista, Galáxia, Mercúrio e fonfom!. O seu prestigio ficou evidenciado no primeiro concurso para a escolha do príncipe dos poetas brasileiros : MP classificou-se em terceiro lugar, logo abaixo de Olavo Bilac e Alberto de Oliveira. Assinala Alceu Amoroso Lima (in Lit. no Brasil, III, pág. 404) que a poesia de MP «é marcada por um profundo sentimento de espiritualidade, especialmente doméstica». (Rio de Janeiro, GB, 2 de Novembro de 1867 – Rio de Janeiro, GB, 8 de Fevereiro de 1915.)
BIBLIOGRAFIA: Agonia; Rondas Noturnas; Histórias do Meu Casal; Ao Léo e à Mercê da Vida; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

27.4.26

ÀS MARGENS DO RIO SAGRADO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Os Espíritos Podem Mudar de Opinião?!

Perguntou-me um amigo se os espíritos, mormente aqueles que se domiciliam nas proximidades do orbe terrestre, podem mudar de opinião sobre determinado assunto.
A pergunta é interessante, porquanto, de hábito, se atribui aos espíritos comunicantes a infalibilidade, que, em séculos passados, a Igreja Católica reivindicava para o seu Sumo Pontífice.
Não estamos vendo, todos os dias, por exemplo, a Ciência voltando atrás em suas considerações, corrigindo-se através dos erros que ela própria, talvez, durante séculos, sustentou?!
Não tem vindo a público, nos dias que correm, certas autoridades médicas, admitindo que certas vacinas “fabricadas” para o Covid, continuam fazendo ir a óbito um número maior de pessoas do que o próprio vírus?!
Quantos erros foram cometidos pelos homens antes que ele lograsse voar com segurança, e que Santos Dumont colocasse o 14-Bis para voar?!
Os espíritos que pululam à volta dos homens nada mais sendo que homens fora do corpo podem, perfeitamente, mudarem de opinião sobre esse ou aquele assunto que são chamados a opinar.
O grande Paulo de Tarso não mudou de opinião, às portas de Damasco, abdicando de sua condição de doutor da lei, e, de perseguidor dos cristãos, passou a adepto do Cristianismo?!
Evidentemente, que assuntos existem, mesmo aqui, deste Outro Lado da Vida, que permanecem velados aos espíritos, que continuam a sua busca pela Verdade.
Por se estar na condição de espírito livre um espírito pode falar com acerto sobre as suas ou as encarnações passadas de outrem, sem que, porventura, esteja enganado?!
Equivocam-se quantos imaginam que os espíritos, em geral, todos os dias, não estejam estudando, interessados pelo conhecimento da Verdade, e, neste sentido, inúmeras vezes, tenham que reconsiderar concepções.
Podemos dizer, sem receio de estar cometendo erro, que, sobre a Terra, o único portador da Verdade Absoluta foi Jesus Cristo. O próprio Sócrates, considerado o mais sábio dos homens, vivia repetindo a que, talvez, seja a sua sentença mais célebre: “Só sei que nada sei.”
Em “O Livros dos Espíritos”, em várias oportunidades, indagados sobre determinados assuntos, os Espíritos não hesitaram em confessar as suas limitações a respeito, principalmente quando Kardec lhes questionava sobre o princípio das coisas. Quando, por exemplo, perguntou a eles sobre a Natureza íntima de Deus, responderam, em uníssono, que não era dado ao homem compreendê-la, pois que lhe faltava um sentido. (Questão de número 10)
Cogitar sobre a Verdade não o mesmo que à ela ter acesso – o verbo implica uma “maturação intelectual” sobre um tema.
Assim, sem que esteja sendo mistificado, pode ser, perfeitamente, que os médiuns, ao traduzirem o pensamento dos espíritos a respeito de certos temas, estejam apenas a refletirem a ideia que, no momento, eles possuem, deles fazendo seu objeto de crença transitória.
Estamos todos a caminho, mas, convém saber que ainda estamos longe de alcançar o ponto de chegada.
E pior do que não se mostra disposto a mudar é quem se cristaliza no erro, e, por orgulho e vaidade, dispõe-se a sustentá-lo ao longo de tempo indefinido.
Lembremo-nos do Cristo, falando aos escribas e fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” (Mateus, 23:13).
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 25 de abril de 2026.

24.4.26

O COLAR DA ÍNDIA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A POLÍTICA EM “NOSSO LAR”

Uma leitura mais atenta do livro “Nosso Lar”, por sinal, uma obra revolucionária sob todos os aspectos, em nossos arraiais doutrinários, poderá modificar, substancialmente, a nossa visão sobre a Vida no Mundo Espiritual.
No capítulo 9, intitulado “Problema de Alimentação”, as revelações são, então, surpreendentes, de deixar basbaque aquele que ainda não conseguiu libertar-se do dogmatismo que a religião, de maneira geral, há séculos impõe à Humanidade.
Em precioso diálogo com Lísias, André Luiz fica sabendo que, por exemplo, segundo os anais da cidade, há um século, ela “lutava com extremas dificuldades para adaptar os habitantes às leis da simplicidade”, porque “muitos chegados ao ‘Nosso Lar’ duplicavam exigências”, evidenciando, pois, a sua condição meramente humana.
Acrescenta Lísias que, os recém-chegados, “queriam mesas lautas, bebidas excitantes, dilatando velhos vícios terrenos”, com certeza, sem maior consciência de sua própria condição de desencarnados, que, por suas exigências, não possuíam qualquer pensamento de ordem mais solidária, que envolvesse a carência do próximo.
Destaca o amigo de André – pasmemos! –, “que apenas o Ministério da União Divina ficou imune de tais abusos” (de tais corrupções, que chegavam, inclusive, a envolver tráfico de alimentos, ou, mais especificamente, de carne).
Uma situação que, convenha-se, é muito parecida com a situação política vivenciada na atualidade brasileira, que não se sabe de um único Ministério que não esteja envolvido em questões de propina, sob o beneplácito do Governo.
Mas a questão política de “Nosso Lar”, cidade fundada por distintos portugueses, desencarnados no Brasil no século XVI, não para aí.
O novo Governador, que assumira o lugar do anterior – que não se sabe se renunciou ou recebeu o impeachment –, com o intuito de preservar a ordem, solicitou intervenção externa: “... a pedido da Governadoria, vieram duzentos instrutores de uma esfera muito elevada, e a fim de espalharam novos conhecimentos, relativos à ciência da respiração e da absorção de princípios vitais da atmosfera.”
Ainda tem mais: “Algumas entidades eminentes (falsos intelectuais) chegaram a formular protestos de caráter público” – ou seja, foram para a Avenida Paulista de “Nosso Lar”, promovendo passeatas, com bandeiras desfraldadas certamente, reclamando das novas medidas implementadas pelo Governador, que tentava evitar com que a cidade caísse, de vez, sob o domínio das trevas.
A situação, então, segundo Lísias, chegou a tal ponto, que o Governador, ipsis literis, “determinou funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes”, sendo que, em outras palavras, mandou para cadeia os que estavam acostumados a usufruir das facilidades de um Governo que se corrompera.
Bom que se frise, uma vez mais, que estamos nos referindo ao que é descrito por André Luiz, em “Nosso Lar”, e, os inconformados com semelhante realidade, são livres para protocolarem em qualquer tribunal de justiça os seus pedidos de liminar, que, naturalmente, envolverão o autor espiritual da Obra e o seu médium Chico Xavier.
Claro, não houve conflito armado na cidade espiritual, não obstante, ainda segundo André Luiz, o Governador, com a finalidade de preservar a ordem pública, recorreu às Forças Armadas “e pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum.”
Acrescenta Lísias em sua narrativa, que “a colônia ficou, então, sabendo o que vem a ser a indignação do espírito manso e justo”, que, talvez, tenha se inspirado na atitude do Cristo quando, munido de uma vergasta, expulsou os vendilhões do Palácio (ops), do Templo.
Num parágrafo anterior, do referido capítulo, a fim de não ficarmos devendo citações aos nossos atentos leitores, Lísias disse a André Luiz que, no Ministério da Regeneração, grande número de colaboradores – gente do terceiro e do quarto e do quinto e, quiçá, do sexto escalão – “entretinha certa intercâmbio clandestino em virtude dos vícios de alimentação.”
Igualmente, não queremos polemizar. Apenas desejamos deixar registrado que o ser humano, na Terra ou no Mais Além, enquanto não logra transcender-se em sua humanidade, é sempre o mesmo na defesa de seus mesquinhos interesses, apoiando-se em inúmeros sofismas para que prossiga defendendo a sua cômoda posição em detrimento dos interesses da coletividade.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Veja no Youtube o estudo detalhado que fizemos do livro NOSSO LAR: https://youtu.be/ydMsfCDlxRk?list=PLJUZisvOqWSPUK1M4CUECfKNsE1Z4FMkB 

23.4.26

REFLEXOS DE UM PASSADO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 809 do Livro dos Espíritos

RESPONSABILIDADE
 
Em tudo o que fazemos, a responsabilidade se apruma a nossa frente, pedindo, no silêncio da nossa imaginação, que entendamos este compromisso. Todos o entendem, mais ou menos, desde quando não deixem se perder as ondas emitidas pela consciência ao raciocínio.
No caso de herança, muitas vezes não se conhece a origem da fortuna herdada, mas, mesmo sem o beneficiário o saber, já é um compromisso assumido, ao pôr as mãos em dinheiro que não nasceu dos próprios esforços. O rico tem oportunidades inúmeras de ajudar aos que sofrem, pela caridade bem conduzida, aquela que não fica somente dando pão aos que têm fome, mas que lhes ensina quando oportuno, a plantar o trigo.
Riqueza soma responsabilidades no caminho do seu portador. Ela é um empréstimo valioso de Deus para que se possa despertar no coração os sentimentos do amor, através do bem comum que se pode fazer. Quantas riquezas, observamos, estão sendo desperdiçadas em mãos invigilantes, em passeios desnecessários, que em muitos casos complicam a vida, em luxo extravagante que aumenta o orgulho da família, desperta a vaidade e traz sempre junto o egoísmo!
Se veio às tuas mãos a riqueza, pelo trabalho ou por herança, medita nos bens materiais e o porquê da sua existência em teu caminho. Analisa os homens generosos, estuda as grandes vidas e passa a copiar os ensinamentos dos grandes benfeitores da humanidade. O ouro é cego; o seu guia é que responde pelos seus feitos.
Disse Jesus que dificilmente entraria um rico no reino dos Céus mas, isso nunca é impossível, porque não existe o impossível, onde a caridade é o clima e o amor o alimento. Jesus tem o poder de a tudo transformar, e sempre para melhor.
O rico tem muitas oportunidades de salvar-se porque, pelas suas possibilidades de conhecimento e de vigiar por toda parte, tem oportunidades variadas de perceber com maiores detalhes a vida de Jesus e os benefícios por Ele criados. Certamente que não lhes falta a oportunidade de acesso a muitas obras que falam sobre a vida do Guia Espiritual da Terra, e de perceber, por toda parte, os sinais dos Seus fenômenos. João anotou, no capítulo seis, versículo trinta e seis:
Porém, eu já vos disse que, embora me tenhais visto, não credes.
A riqueza, para quem tem olhos para ver, permite observar com facilidade a bondade de Deus por toda parte, e o próprio Jesus de braços abertos a chamar para o melhor trabalho que existe na Terra: ensinar aos outros, sem ostentação, a ganhar o seu próprio pão. A agricultura, a fruticultura, a floricultura e outros poderiam ser processos da multiplicação dos pães em tempos novos, promovida pelos ricos, para que os homens vissem o amor de Deus para com Seus filhos.
Também os ricos de conhecimento e de recursos intelectuais deveriam saber como guiar aos que lhes buscam orientação. Entretanto, parece que não vêem que todos os meios de comunicação que têm em suas mãos são possibilidades de guiar a humanidade, esquecendo, muitas vezes, seus deveres de verdadeiros guias, lembrando-se apenas de sua posição.
Observemos as responsabilidades dessas heranças, que se não forem bem aplicadas, poderão ser atrofiadas pelo tempo e pela justiça.
Se a herança partiu de uma fonte injusta, pode-se transformá-la em ouro de luz, que ilumina os próprios pervertidos para, no amanhã, corrigirem seus deslizes.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

22.4.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 1 – ONDAS E PERCEPÇÕES



ESCALADA

João da CRUZ E SOUZA*
 
Louva o suplício da matéria escrava,
No turbilhão de cárceres e algemas.
E canta, coração, inda que espremas
O fel da própria dor em pranto e lava.
 
Chora e avança cansado, mas não temas;
Sangrem-te embora os pés na urtiga brava,
Caminha imune al lodo que deprava,
Purificado em lágrimas supremas.
 
51  Indiferente às cóleras e às fúrias,
Apaga o fogo das paixões espúrias,
Sofre humilde e sereno por vencê-las...
 
Peregrino de trágico deserto,
Um dia, subirás, enfim liberto,
Gema solar em túnica de estrelas!...
_____________________
(*) Filho de pais escravos, Cruz e Souza é a figura mais expressiva do Simbolismo no Brasil e, ao lado de Mallarmé e Stefan George, um dos grandes nomes do movimento simbolista no mundo, segundo Roger Bastide. 《Tinha》 - escreveu seu grande amigo Virgílio Várzea (apud A. Muricy, Pan. Mov. Sim. Brás., I, pág. 98) - 《uma grande paixão pelas idéias humanitárias, e serviu-as sempre, como um fanático, sem se poupar sacrifícios, na tribuna, em praça pública e principalmente no jornalismo.》 Tendo sofrido acerbas provações, naturalmente dentro das dívidas cármicas, o grande poeta continua, hoje, em afanosa luta pela difusão das 《ideais humanitárias》, entre as quais agora incluiu o Espiritismo e o Esperanto, a corroborar que a vida, com efeito, não cessa no túmulo. Principalmente no setor esperantista, o artista de Faróis é uma personalidade atuante na Espiritualidade. Em 1961, ano em que se comemorou, em todo o Brasil, o primeiro centenário de seu nascimento, os mais representativos centros culturais do país lhe tributaram mil e uma homenagens, culminando com a publicação de suas Obras Completas, organizadas por Andrade Muricy, em primorosa apresentação, pela Editora José Aguilar Ltda. A extraordinária produção do genial poeta provocou, dos que o rodeavam, os epítetos de 《Cisne Negro》, 《Dante Negro》,《Poeta Negro》, epítetos – diz A. Muricy (op. Cit.,pág. 101) 《compreendidos no senso mais elevado e consecratório de tais expressões》. (Desterro, hoje Florianópolis, SC, 24 de Novembro de 1861 – Sítio, atual Antônio Carlos, Minas Gerais, 19 de Março de 1898.)
BIBLIOGRAFIA: Broqueis; Evocações; Faróis; Últimos Sonetos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

19.4.26

COMO SER FELIZ A MULHER DE SETE VIDAS Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


Um Livro Luminar

Há 169 anos na França era publicado um livro que serviu de base para inaugurar uma nova era para a humanidade: “O Livro dos Espíritos”.
Seu autor, embora assinasse como Allan Kardec, na verdade, se tratava de um conjunto de personalidades que já povoaram o planeta e que vinham, na ocasião, para abrilhantar o conhecimento humano com o mais completo compêndio sobre a espiritualidade então conhecido.
O Livro dos Espíritos vem inaugurar, igualmente, um novo bastião de defesa da moralidade baseada na fraternidade entre os homens na busca da sua perfeição.
Sua admirável concepção é centrada nas respostas fundamentais aos grandes questionamentos humanos acerca da sua origem, do seu destino, da sua finalidade existencial e dos valores a desenvolver na humanidade.
É um livro completo e astutamente formulado à medida que cada resposta ensejava o surgimento de novas perguntas, num diálogo frutuoso e construtivo.
Suas páginas, até hoje, são motivos de sabedoria e beber deste conhecimento reforça a nossa condição de espíritos destinados à imortalidade e ao progresso incessante.
Allan Kardec, emérito codificador da Doutrina dos Espíritos, veio em missão especial e a cumpriu com denodo e correção.
Poucos teriam a sua condição de síntese, clareza e objetividade no trato de questões tão delicadas e, ao mesmo tempo, tão relevantes com os espíritos superiores.
Suas páginas, até os dias atuais, iluminam consciências em busca da sua libertação definitiva dos grilhões que as aprisionam no labaredo do sofrimento e da loucura.
Ave “O Livros dos Espíritos” e que nós espíritas possamos honrar, mais e mais, o legado deixado pelo Mestre de Lyon em comportamentos coerentes com a doutrina que ele ajudou a desabrochar para a humanidade.
Há muito caminho pela frente, mas temos, com certeza, um guia a nos iluminar esta estrada do saber e da compreensão da vida pós-vida.
Inácio Ferreira - Blog de Carlos Pereira

17.4.26

EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS


 

Deus não quer o pecado mas ama o pecador

Perguntei à I.A. sobre a frase e a resposta foi que a frase era enganosa, citando autores católicos e protestantes dizendo que o pecador permanece sob a ira de Deus (João 3:36). Refiz a pergunta pedindo a visão espírita e vejam o que veio:
No Espiritismo, a frase "Deus não quer o pecado, mas ama o pecador" é interpretada sob a ótica da evolução espiritual, da lei de causa e efeito e da misericórdia divina, sem a conotação de culpa eterna ou punição vingativa comum em outras tradições. 
Aqui estão os pontos principais da visão espírita:
Pecado é Erro (Aprendizado): O termo "pecado" é raramente usado no Espiritismo, sendo preferido o termo "erro" ou "imperfeição". Pecar é visto como um ato de "errar o alvo" durante a caminhada evolutiva, parte do processo de aprendizado de um espírito ainda imaturo, e não uma ofensa pessoal a Deus.
Deus ama todas as Criaturas: Deus é soberanamente justo e bom, amando todas as criaturas com a mesma intensidade, tanto o "santo" quanto o "celerado" (malfeitor), pois todos são espíritos imortais em desenvolvimento.
O Amor Cobre a Multidão de Pecados: O amor divino é a força que impulsiona o espírito ao progresso e permite a retificação dos erros. A misericórdia divina oferece novas oportunidades de reajuste (reencarnação) para que o espírito supere suas falhas.
O Erro gera Necessidade de Aprendizado: Deus não odeia o pecador, mas a lei de causa e efeito (karma) faz com que o espírito colha as consequências de suas escolhas. Esse sofrimento não é um castigo divino, mas um mecanismo pedagógico para o próprio crescimento do espírito.
O Pecado é Transitório: O mal e o erro são considerados transitórios, associados à imperfeição do espírito. Com o tempo e o progresso espiritual, o espírito se afasta do erro e se alinha ao bem. 
Portanto, o Espiritismo entende que Deus ama o filho (pecador) e deseja que ele abandone o comportamento destrutivo (pecado) para encontrar a verdadeira felicidade através da evolução.
Visão geral criada por IA

16.4.26

DEVASSANDO O INVISÍVEL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 808 do Livro dos Espíritos

RIQUEZAS
Sempre existiu a desigualdade em tudo, e as riquezas não podem deixar de compartilhar deste "tudo". É notório que se observa em toda parte a desigualdade de riquezas. É muito difícil saber se uma riqueza tem boa procedência. Não raro, elas nascem da corrupção; quando não de um, têm raízes falsas em outros. O que deve fazer o homem é, quando as riquezas caírem em suas mãos, seja de qualquer procedência, procurar aplicá-la bem, para que possa ressarcir, ou ajudar a ressarcir erros.
O dinheiro em si não é bom nem mau; ele faz o que a mente deseja que se faça com ele. Conhecemos muitos ricos que podem entrar no reino dos Céus. A história nos conta do desprendimento de muitos ricos em favor dos que sofrem o peso do carma que os guia para o cumprimento da justiça.
Os homens precisam, e muito, de se educarem no campo da honestidade. A falta dela é que os leva aos distúrbios morais, principalmente os que dirigem os povos. Eles brincam com os destinos dos homens, mas a reencarnação os conduz para lugares bem piores que os que sofrem com a sua desonestidade, onde se vêem o pranto e o ranger de dentes.
Não devemos brincar com as leis de Deus, que são justas e eternas. São elas generosas, mas enérgicas com aqueles que as desrespeitam. As riquezas são testes para todas as criaturas e povos. Não faltaria dinheiro em país nenhum, se fossem os povos equilibrados nos seus comportamentos, nos seus pensamentos, se direcionassem bem suas ações. O povo tem o governo que merece, é certo, todavia, o governo tem o povo que se encontra na sua faixa de conduta. Se queremos saber o que é um, estudemos o outro. Modificando-se a mentalidade do povo, o que somente o Evangelho pode fazer, aparecerá por encanto um governo justo e correto. Nós estamos constantemente pedindo a Deus o mal, porque pensamos e fazemos mais mal do que bem. Os governos pedem para seus governados o que eles pensam e fazem. Assim lhes será dado, por haver leis que asseguram o "pedi e obtereis".
Vamos observar Lucas em seus apontamentos, no capítulo onze, versículo onze:
Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?
Se os filhos de uma nação bem estruturada pedem ao governo, pelas suas ações ante seus compromissos como cidadãos, alimento, teto e toda ordem de melhoramento, alimento moral em todas as suas circunstâncias, esse pai que se afigura como governo dessa nação, não fará outra coisa a não ser ofertar-lhes o melhor ambiente de paz com tudo o de que precisam.
Entretanto, o que se vê são milhões de criaturas em toda parte desarmonizando os países, em roubos, crimes, assassinatos de todas as ordens, abortos de todos os tipos, mentira e falsidade em todas as direções, guerras sem tréguas em quase todos os países, usura em todos os povos, orgulho e egoísmo em quase todas as criaturas. O que elas estão pedindo a Deus? Os governos têm de gastar quase todos os recursos com armas e com o sustento dos exércitos e policiais, para manter uma paz precária entre si mesmos. De quem é a culpa?
A desigualdade é, pois, uma doença crônica, que um conjunto de conceitos conhecido como Evangelho age como medicamento curativo para todos esses males, na medida que fosse vivido. As religiões, assim como os religiosos, têm o dever de fazer conhecido esse livro, assim como trabalharem nas mentes dos povos pelo exemplo.
A Doutrina Espírita tem o maior compromisso com o Cristo, de educar e instruir as criaturas. Para começar, o homem deve usar bem as riquezas, surgindo daí o equilíbrio de todos os povos, para que o amor sem barreira seja o clima de todos os corações que pulsam na Terra.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

14.4.26

CHICO XAVIER E NOSSO LAR EM CORDEL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.04.2026

 O PRINCÍPIO VITAL

O princípio vital nasce do fluido universal, que se transforma criando aspectos diferentes, de acordo com as mais variadas necessidades. Ele toma características múltiplas, conforme o corpo material em seu grau de amadurecimento, sensibilizando-o. Entretanto, ele não faz isso por si só, por faltar-lhe a inteligência capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia. Espíritos de alta hierarquia espiritual dedicados à co-criação, almas altamente sábias, comandam essa explosão de vida, dentro dos preâmbulos traçados pela inteligência Divina e Soberana. Tudo é planejado e seguido por inteligências superiores, que assistem e comandam os fenômenos da natureza. Esse princípio vital que se afiniza no mundo interatômico do organismo, emprestando-lhe movimentos ritmados, é o mesmo, como sendo força magnética em abundância, espraiada no universo, captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que poderá ser usada para o equilíbrio e a paz de todas as criaturas, como também é usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura de guerras permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas bênçãos de Deus. No corpo humano essa força vital, tornamos a dizer, é a intermediária entre a matéria e o Espírito imortal: ela sensibiliza e o Espírito comanda; ela movimenta e o Espírito dá expressão; ela prepara todos os canais do corpo, e o Espírito fala demonstrando a razão, o saber e o amor. O princípio vital igualmente cresce, acompanha a evolução do corpo e da alma, e serve nos dois planos da vida, para que os homens que moram na Terra reconheçam a verdade dos Céus, e se preparem para o inevitável, que é o renascimento e a volta para o lugar de onde vieram.

Filosofia Espírita L.E.65 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

13.4.26

MEMORAĴOJ DE SINMORTINGINTO Livro espírita em Esperanto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Causa-nos Espécie

Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez.
Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.
São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.
Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.
Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.
Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.
Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.
Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.
O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.

12.4.26

A CASA DO AUXÍLIO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Acordo de Paz

CP (Carlos Pereira). Dom Hélder, as coisas ultimamente por aqui estão difíceis. São guerras e mais guerras. Até onde isso vai?
HC (Helder Camera). Toda guerra é injusta na raiz, pois representa uma demonstração clara que as partes envolvidas não tiveram a devida competência para chegar a um acordo de paz. Atualmente, o que vemos é uma total desarmonia dos países que deveriam dar exemplo para o mundo. Os Estados Unidos desejam impor a sua vontade goela abaixo em todos os demais. Os países europeus não sabem direito para onde vão e o que devem fazer. A China, esperta, aguarda tudo sentada e ganha com as desavenças internacionais. Talvez poderia ser mais decisiva em algumas questões, mas não é. O Japão, uma força no Oriente, está calado. A Rússia insiste em dominar aquilo tudo que já foi seu e somente cria mais conflitos. Todos estão atônitos e sem rumos.
CP. O que fazer então?
HC. Um acordo de paz. Pode parecer presunção minha, mas acho que hoje existem todas as condições para se estabelecer um acordo entre todas as partes e sairmos dessa condição enferma que a humanidade passa. Lógico que teríamos que enfrentar alguns “verdugos” que estão no poder, mas isso faz parte da negociação. O que talvez falte para isso, além das boas intenções, são lideranças capazes de unir as pontas. Quem sabe, por exemplo, a Alemanha, a França e o Brasil não poderiam liderar esta proposta desarmamentista e propor outra agenda para a humanidade.
CP. Donald Trump não abre mão de ser esta liderança do mundo.
HC. Ele também terá que se calar daqui a pouco tempo com as eleições internas dos Estados Unidos. Até lá, estes países, junto com a Índia e o Japão, estabeleceriam um diálogo pela paz. Sem negociação, sem uma iniciativa concreta com direção e sentido, nada sairá do lugar e a tendência será apenas piorar.
CP. Faltam lideranças com mais credibilidade?
HC. Faltam sim! O que acontece é que os bons quadros da política internacional não são ouvidos. A Espanha, a Noruega e outros países possuem líderes exponenciais, mas suas vozes não encontram eco sobre outras nações.
CP. Mudando de assunto. E o Brasil, como o senhor enxerga o Brasil neste contexto?
HC. O Brasil vai muito bem obrigado nesta brigalhada internacional. Voltou a ter uma postura de equilíbrio e equidistância, o que é positivo para uma mesa de negociação. Ao mesmo tempo que pontua as injustiças e incoerências dos que desejam ser os donos do poder mundial.
CP. Internamente, este ano, teremos eleições em vários níveis. A polarização junto com a radicalização não atrapalham a construção de um projeto de país?
HC. Sim, claro que sim! Eu defendo que possamos fazer consensos baseados em valores e projetos de certa unanimidade nacional. Não podemos ficar a mercê de um pêndulo político que não acaba nunca e somente faz o país atrasar. Quem quiser ser de direita que seja, mas não percam as estribeiras e o bom senso. Quem quiser ser de esquerda que seja, mas não queiram bancar os mais bem intencionados do mundo. Há outras pessoas e grupos que também desejam um país mais justo e não se aliam automaticamente ao poder de plantão. Buscar o meio termo exige muita conversa e negociação. Estamos precisando urgentemente voltar para um ponto de equilíbrio onde todos possam, de alguma maneira, participar das discussões políticas, econômicas e sociais, sem ódios e exclusão.
CP. Mas para os “donos do poder” quebrar esta radicalização não é positiva. Eles se alimentam dessa polarização descabida.
HC. Diálogo, diálogo, diálogo. Aberto, sincero e construtivo. Respeitem a decisão que sair das eleições. Precisamos ter em mente que ninguém governa sozinho, mas um bom projeto que una o nosso povo em torno de motivos plausíveis diminuirá certamente este estado de tensão permanente.
CP. Eu sei que o senhor trabalha muito na espiritualidade. O que faz agora?
HC. Penso sobre os problemas mundiais e aqui e ali digo alguma coisa para nós e para vocês. Visito orfanatos, casas de caridade, centros de Umbanda e Candomblé, casa espírita, tempo protestante, tudo. Onde eu tiver a oportunidade pregar a palavra de nosso senhor Jesus Cristo lá estarei, não faço cerimônia nem distinção. Outra ocupação é minha é auxiliar os que mais precisam no submundo da Terra.
CP. Um conselho para todos nós.
HC. Amem! A receita da felicidade deixada por Jesus é a prática do amor. Onde há amor há justiça, há paz, há união, e certamente não haverá sofrimento. Todo mundo, porém, passa ao largo dessa verdade objetiva trazida por Jesus, nosso senhor. É tão simples.
Blog Novas Utopias

11.4.26

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Diálogo

A Morte disse ao homem: - Cinza e nada,
Eis o que forma a tua humana essência,
Que se destina à vala da indigência
Que se abre ao termo da jornada...
 
- Hás de voltar à terra amontoada
Com os seus sonhos desfeitos sem clemência,
Silenciando a voz da consciência
Que, em si, sempre viveu atormentada!...
 
Porém, falou a Vida ao homem triste:
-És imortal e tudo quanto existe,
Há de existir por toda a eternidade...
 
- Nenhuma luta sobre a Terra é vã
E nada vive sem ter um amanhã,
Para a glória do Amor e da Verdade!...
 
Antero de Quental/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba – Minas Gerais (*)

10.4.26

O CASTELO DAS ALMAS FERIDAS Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 807 do Livros dos Espíritos

OPRESSÃO AOS MAIS FRACOS
O que se deve pensar dos opressores que se encontram em toda parte, espalhando o sofrimento, principalmente aos fracos, os já oprimidos pelos seus próprios atos do passado? Eles deverão continuar a nascer, e a natureza os corrigirá por duros processos. Depois dessa esfrega, aprenderão a respeitar aos seus semelhantes onde eles estiverem, na posição a que forem chamados para o seu progresso.
Cabe, principalmente aos espíritas, divulgar a mensagem da reencarnação, no sentido de que se evitem muitos dissabores nos caminhos dos que tendem às perseguições aos opressores, dos que usam sua posição social bem posta para ofender e exigir.
Todos os nossos gestos, todos os nossos feitos são sementes que lançamos na Terra dos que nos ouvem e daqueles que violentamos; a semeadura é livre, contudo, a colheita é obrigatória. As posições sociais são mutáveis; os bens materiais que se tem hoje, no amanhã podem faltar. Não somos donos de nada, pois tudo pertence ao Criador; o que Ele nos dá agora, pode tomar depois, se não soubermos fazer uso dos bens que nos confiou. Somente podemos mudar de pensamentos com a presença de Jesus no coração; abramo-lo, para que Ele possa entrar e reinar no centro de nossas vidas.
Enquanto ignorarmos essa ciência, sofreremos por nossa ignorância. Ativemos nossa razão, para que essa razão dê lugar a outras qualidades espirituais e possamos sentir e procurar a felicidade. Vejamos o que anotou Lucas, no capítulo um, versículo trinta e três:
Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.
A casa de Jacó para os nossos dias é a nossa consciência, que despertando para a verdade sabemos guiar para o caminho da perfeição.
A missão do Espiritismo no mundo é fazer conhecida a mensagem do Cristo para a humanidade. Ele comanda por dentro e por fora das criaturas, despertando almas e ativando consciências, de maneira a acender a luz de Deus dentro das almas em marcha divina.
Os espíritas têm à sua frente muita coisa para fazer; em primeiro lugar, o conserto de si mesmos, depois, ajudar aos outros pelo exemplo de vida reta, na retidão de Jesus, acendendo luz em toda parte aonde forem chamados a servir. Ouçamos o chamado dos benfeitores da espiritualidade, que disseram e continuam a dizer
- "Espíritas! Amai-vos e instruí-vos!", porque assim poderemos servir de guias para os que se encontram na retaguarda e poderemos ajudar no silêncio, construindo o céu na própria vida.
Se queremos herdar o bem, plantemos o bem; se queremos a caridade, façamo-la; se queremos ser amados, amemos a todos na mesma extensão da fraternidade. Dos que ainda perseveram no erro e na maldade, devemos ter piedade, pois no amanhã encontrarão quem lhes dará as mãos. Esqueçamos os velhos erros pela corrigenda, e trilharemos os caminhos de luz, pelos processos da paz de consciência, sob a proteção do Cristo de Deus.
O homem verdadeiramente superior é aquele que não se mostra como tal. Os que oprimem, somente buscam as coisas exteriores. Os seus caminhos são duros de passar, mas somente assim poderão conhecer as lições da honestidade e do amor para com todos e para com tudo.
Que Deus nos abençoe a todos, para compreendermos na sua profundidade as lições da natureza, na expressão mais linda da vida, configurando Jesus como o filho dileto de Deus.
 Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

9.4.26

ENTREVISTA

AUTA DE SOUZA*

Não precisas buscá-lo no Azul pleno,
Onde a vida imortal esplende e assume
A estranha forma do Celeste Lume
32  De que o homem percebe vago aceno.
 
Desce ajudando ao chavascal terreno
Que tragédias e lágrimas resume...
E espalha a caridade qual perfume
Que se evola do lodo ao céu sereno.
 
Ante o vale da sombra imensa e fria,
Abençoa, restaura, eleva e guia,
39  Lenindo as aflições de toda a hora!...
 
E perante o suor da angústia em chaga,
Encontrarás o Cristo que te afaga,
Em cada coração que luta e chora!...
_____________________
(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
_________________________
25-32. Ler com hiato:  so/fre e/ er/ra;
                                  De/ que o /ho/mem.
__________________________
39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
___________________________
62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
__________________________
82. Observe-se a enumeração.
 
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

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8.4.26

Filho de Deus

A humanidade, a partir da vinda do Senhor de Nazaré, nunca mais foi a mesma. A sua passagem entre nós reverbera até hoje.
Somos candidatos à Vida Eterna com Jesus a nos auxiliar na conquista deste nosso grandioso destino.
Até lá, sabemos, teremos que desenvolver em cada um de nós a chama ardente do amor.
E isto não é fácil, mas não é impossível.
O que Ele nos deixou foi um caminho mais fácil para chegar lá. Esse caminho é traduzido no seu Evangelho.
A Boa Nova, como asseverou bem, traça os passos da humanidade para chegar ao Reino de Deus.
Somos todos candidatos a povoar este reino celestial na Terra a partir das nossas obras para o bem.
Digo, sem medo de errar, que um dia chegaremos lá. A humanidade inteira, todos nós, pois esta foi a sua promessa.
“Estarei convosco até o fim dos tempos” e “Nenhuma das ovelhas confiadas a mim pelo Pai será perdida”.
Esta promessa nos garante que estaremos um dia novamente conectados ao Pai Celestial.
O esforço é nosso.
A conquista é nossa.
O que necessitaremos, sempre, será a capacidade de transmutar o mal nascente em nós em bem operante.
O desafio estará em largar no caminho todas as mazelas praticadas e, em seu lugar, pavimentar uma estrada de amorosidade ao próximo e a nós mesmos.
Sei que é difícil imaginar que um dia conseguiremos este feito se olharmos apenas para o que apresentamos nos dias atuais em nossos espíritos.
No entanto, a bênção da reencarnação é o único caminho possível que nos abre as portas para chegar a este desiderato.
A “salvação” em Jesus, meus caros, é seguir o seu roteiro de vida.
Não podemos nos desviar dele jamais, pois teremos que assumir pela rota indevida que nós mesmos criaremos para nós.
Ele tem paciência com seus irmãos de caminho.
Dois mil anos já se passaram desde a sua estada entre nós e Ele continua a apostar as suas fichas no ser humano, apesar das nossas faltas recalcitrantes.
Honraremos ao Pai a nossa condição divina que nos é inerente. Não possuo qualquer dúvida sobre isso.
Chegaremos as cumeadas da perfeição conforme Jesus nos pedira.
Atingiremos ao patamar da conexão total quando seremos, finalmente, um com Ele.
Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.
O Pai nos auxilia sempre. Seu apoio é incondicional. Sua palavra será cumprida.
Agora, o que nos cabe nesta trajetória evolutiva do ser é nos resignarmos diante das aparentes dificuldades que nada mais são do que instrumentos de aprendizagem para o espírito.
Honremos o nosso papel de filho de Deus. Este ninguém nos tira a não ser que permitamos, e mesmo assim temporariamente, porque Ele jamais nos deixará no caminho da perdição.
Jesus agora, Jesus sempre!
Helder Camara - Blog Novas Utopias

7.4.26

O CASTELO DAS ALMAS EM ASCENÇÃO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 07.04.2026

 

O AGENTE DIVINO

Deus deixa escapar de Si um agente divino, cujo fulgor não podemos descrever, pois, os nossos sentidos são frágeis para registrá-lo. Esse fluido puríssimo, chamado força cósmica, desde que nasce das mãos do Divino Doador, dá início às suas intermináveis modificações, visitando, aqui e ali, todos os departamentos da Casa do Senhor. A força vital é filha da matéria universal, já também modificada. Esse agente magnético, ao tocar a matéria em estado de inércia, empresta-lhe movimento e a matéria lhe dá o seio, em um estado de fecundação, correspondendo, assim à própria vida. A matéria, para receber o Espírito, filho de Deus, necessita da sensibilização pelo fluido vital, intermediário entre um e outro, ponte pela qual os dois se conhecem na intimidade. A matéria bruta é o primeiro estágio; o tempo a coloca em estado receptivo, e a força vital dar-lhe-á movimento. Tudo vem de Deus. A Bíblia afirma essa verdade, e ela realmente é filha do Criador em todos os seus aspectos. Tudo se processa em variadas concordâncias, na luz universal. A vida avança com o tempo e nas bênçãos do espaço, buscando pela maturidade o estado de conscientização, em um só volume unificado, reunindo todas as experiências absorvidas em inúmeras reencarnações. Estamos passando pelas dificuldades que criamos em um passado distante, mas, se soubermos desempenhar esses deveres, alcançaremos a vitória e uma explosão de luz vai acontecer no nosso mundo íntimo, abrindo portas para a nossa libertação espiritual. Convém a nós aproveitar o tempo e atravessar a porta que se abre para a Luz, se a lei em todo o universo é de modificações, compete a nós todos entrar e respeitar essa lei, modificando o nosso mundo íntimo, nas regras estabelecidas por Jesus, ao alcance de Deus.

Filosofia Espírita L.E.63 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

6.4.26

DEUS, NOSSO PAI Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Jesus - O Homem Imortal

A celebração da Semana Santa não surgiu como um evento único, mas como uma construção gradual ao longo dos primeiros quatro séculos do Cristianismo. Ela evoluiu de uma celebração anual simples da Ressurreição para um ciclo complexo que recria os últimos dias de Jesus.
RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA
Nos primeiros cem anos após a morte de Jesus não existia uma "Semana Santa". Os primeiros seguidores do Nazareno, depois conhecidos como cristãos, celebravam apenas a Páscoa, que era uma celebração única e contínua da Paixão, Morte e Ressurreição.
A celebração estava intimamente ligada à Pessach (Páscoa Judaica) e havia uma disputa sobre a data.
Alguns grupos celebravam no dia 14 do mês de Nisan (calendário lunar), enquanto outros defendiam que a celebração deveria ser sempre em um domingo, o dia da ressurreição.
A partir do ano 200 d.C., a celebração começou a se desmembrar.
Documentos como a Tradição Apostólica de Hipólito de Roma mostram que os fiéis começaram a observar um jejum rigoroso na sexta-feira e no sábado, culminando na vigília pascal no domingo. Surgia daí o conceito do Tríduo Pascal.
No século IV é que a ideia de se criar a Semana Santa se consolida como a conhecemos hoje, impulsionado por dois fatores principais.
Primeiramente, devido ao Concílio de Niceia (325 d.C.). O Imperador Constantino e os bispos padronizaram a data da Páscoa: ela deveria ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte). Isso separou definitivamente a data cristã da judaica.
O segundo fator refere-se à influência de Jerusalém e a Peregrina Egéria. Após a "paz constante" de Constantino, Jerusalém tornou-se um centro de peregrinação. Os fiéis queriam rezar nos locais exatos onde os eventos ocorreram. Egéria, uma viajante (possivelmente da Galiza ou Gália), escreveu o Itinerarium, um diário detalhado descrevendo as liturgias em Jerusalém por volta de 381-384 d.C. Ela relata procissões no Domingo de Ramos e serviços especiais na Sexta-Feira Santa, que os peregrinos levavam de volta para suas cidades na Europa e no Oriente.
Pouco a pouco, houve a evolução para a comemoração em dias específicos.
O Domingo de Ramos originou-se em Jerusalém no século IV. Os fiéis carregavam ramos de palmeira ou oliveira da Igreja do Monte das Oliveiras até a cidade.
A Quinta-Feira Santa começou a ser celebrada para marcar a instituição da Eucaristia. No final do século IV, em Cartago e Roma, já havia celebrações especiais para o "Lava-pés".
A Sexta-Feira Santa, inicialmente, era um dia de silêncio e jejum absoluto. A veneração da Cruz (beijar a relíquia) começou em Jerusalém após o suposto achado da "Verdadeira Cruz" por Helena, mãe de Constantino.
O Sábado de Aleluia (Vigília), historicamente, era o momento principal para o batismo de novos convertidos (os catecúmenos), significando o renascimento para uma nova vida.
Entre os séculos X e XIV, a Semana Santa ganhou contornos mais dramáticos.
Surgiram as encenações da Paixão, as procissões de flagelantes e as representações do "Santo Sepulcro", visando ensinar a história de Jesus para uma população que, em sua maioria, não sabia ler.
Uma curiosidade histórica é que a Quaresma (os 40 dias de preparação) só se estabilizou por volta do século IV. Antes disso, o jejum pré-páscoa durava apenas alguns dias ou uma semana. O número 40 foi adotado para espelhar o tempo de Jesus no deserto e o êxodo dos hebreus.
Como demonstrado, a Semana Santa e a Quaresma, fazem parte da liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana e que outras denominações religiosas aderiram a ela.
Lembrando que liturgia é o culto público oficial e a celebração comunitária da fé de algumas religiões cristãs.
O ESPIRITISMO E A SEMANA SANTA
E o Espiritismo o que tem a ver com a Semana Santa?
A princípio, nada!
Allan Kardec, o sistematizador do pensamento espírita, não tratou deste assunto, por dois motivos básicos: (1) o Espiritismo não é uma religião institucional; e (2) O Espiritismo não é um braço institucional da Igreja Católica Apostólica Romana.
Não há, literalmente, uma linha na conhecida Codificação Espírita ou no conjunto das 12 edições anuais da Revista Espírita (1858 – 1869) referindo-se a este assunto e por um motivo muito simples: não cabe ao Espiritismo se imiscuir em assuntos de qualquer religião.
No Brasil, o Espiritismo e os espíritas passaram a “cultuar” a Semana Santa - e principalmente a Páscoa - como se fosse uma “liturgia espírita”.
Vejamos, abaixo, algumas possíveis razões dessa absorção deste credo católico pelos espíritas:
a forte influência cultural católica de mais de cinco séculos no Brasil que impôs um comportamento automático deste evento passado de geração em geração;
a baixa instrução doutrinária dos espíritas;
a catolicidade dos espíritas;
a conveniência de estratos do movimento espírita em não esclarecer este contexto e ir de encontro ao status quo.
A postura encontrada para minimizar esta idiossincrasia doutrinária é criar um analogismo: criar uma visão espirita desta liturgia católica.
Os argumentos utilizados para este fim, na maioria dos casos, são bem arrazoados.
Alguns são construídos a partir da lógica de uma leitura particular, mas deixando claro que o Espiritismo não trata desta data comemorativa, mas interpreta o significado moral e psicológico que se pode tirar daqueles momentos derradeiros da passagem de Jesus no corpo físico. Como aliás, de toda a trajetória existencial de Jesus, e que isso pode ser feito em qualquer momento e não apenas numa data específica.
Outros, porém, nitidamente, deixam suas tintas de catolicidade e criam simbolismos – os quais o Espiritismo não lida.
DIFERENÇAS DOUTRINÁRIAS
Em uma rápida análise das diferenças doutrinárias abissais entre o Espiritismo e o Catolicismo sobre o tema, pode-se destacar:
Quaresma e Jejum
Na Codificação Espírita, especialmente em "O Livro dos Espíritos", a ideia de privação física (como o jejum quaresmal) é ressignificada. O verdadeiro jejum é o da alma — abster-se do egoísmo, do orgulho e da maledicência. Na Questão 724 de O Livro dos Espíritos, aborda-se que a privação de alimentos é meritória apenas se for feita em benefício do próximo. Allan Kardec comenta na Revista Espírita (1862) que as práticas exteriores não têm valor se o coração permanecer impuro.
Domingo de Ramos
Este evento é tratado como um exemplo da volubilidade humana. Na Revista Espírita, Allan Kardec observa em diversas passagens (como em análises sobre a "Opinião Pública") como a mesma multidão que estendeu ramos para Jesus no domingo foi a que pediu sua crucificação na sexta-feira. A lição aqui é sobre a fragilidade dos aplausos terrestres e a necessidade de fidelidade aos princípios espirituais, independentemente do reconhecimento externo.
Semana Santa e a Paixão
A "Paixão", se insistirmos em ter uma visão espírita, pode ser vista não sob a ótica do sofrimento redentor pelo sangue, mas como o testemunho supremo de amor. O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XV ("Fora da Caridade não há Salvação"), reforça-se que o sacrifício de Jesus foi o exemplo máximo de entrega. Na Revista Espírita (setembro de 1860) há comunicações sobre o "Suplício de Jesus", enfatizando que o Mestre não veio para apaziguar a ira de Deus, mas para mostrar que o espírito triunfa sobre a matéria e a morte.
Sábado de Aleluia 
Não há menção específica ao "Sábado de Aleluia" como festa litúrgica na codificação, mas o conceito de Jesus entre os mortos é explicado pela comunicabilidade espiritual. O Espiritismo ensina que, enquanto o corpo de Jesus estava no sepulcro, sua individualidade espiritual estava ativa, consolidando os ensinos aos seus discípulos em espírito (o que explica as aparições posteriores).
Páscoa
Este é o ponto de maior distinção doutrinária. Para o Espiritismo, a "Ressurreição" de Jesus não foi o retorno do corpo de carne, mas sua aparição em corpo espiritual (perispírito). A Gênese, no seu Capítulo XV, Allan Kardec explica os fenômenos das aparições de Jesus após a morte como manifestações mediúnicas de efeitos físicos e visuais (materializações). O que se denomina como Páscoa, neste contexto analógico, celebra a Imortalidade da Alma. Jesus provou que a morte é apenas uma transição e que a individualidade persiste.
Particularmente, creio que a comemoração da Semana Santa pelos católicos e pelos espíritas com matriz mental católica só faz bem.
Lembrar os episódios finais da encarnação de Jesus, didaticamente para o aprendizado espiritual, é magnífico.
A estatura moral desse Homem e seu exemplo de fibra e coerência, sobretudo neste momento de ápice da dor humana, são excepcionais.
A superioridade espiritual deste ser que zela pelo planeta Terra, segundo as suas próprias palavras, representa o alento de bilhões de vidas, entre encarnados e desencarnados.
A demonstração da imortalidade que afasta de vez as crenças materialistas e promove novo alento para a humanidade é espetacular.
O fato de falarmos sobre Ele, sua mensagem e obra, é mais uma evidência da sua imortalidade. 
A passagem do vazio perante o nada depois da morte para a esperança da continuidade da vida já serviu para despertar consciências adormecidas sem fé e esperança.
Um dia, uma parte dos espíritas entenderá que o Espiritismo não é uma versão reformada da Igreja Católica que aceita a reencarnação e pratica a mediunidade. Ocasião em que estará se libertando de paradigmas de antigas crenças que o Espiritismo veio combater.
O mais importante é que no estágio de progresso espiritual de cada um a reflexão sobre este acontecimento da vida de Jesus faça algum bem.
Imagine o halo psíquico e energético que deve ser criado por causa da mobilização desta temática nas mentes e corações de centenas de milhões de espíritos os dois planos da vida, além dos desarmes de ódio e vingança?
Neste ponto, cada um deve acreditar no que achar melhor para si e ninguém tem nada a ver com isso.
Avancemos com Jesus!
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
ALBERIGO, Giuseppe (Org.). História dos Concílios Ecumênicos. São Paulo: Paulus, 1995.
EGÉRIA. Peregrinação de Egéria (Itinerarium Egeriae). Tradução de Alexandra de Brito Oliveira. Petrópolis: Vozes, 1998.
KARDEC, Allan. A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo. 53. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 131. ed. Brasília: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 93. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Coleção Completa (1858-1869). Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Brasília: FEB, 2004-2009.
DIX, Dom Gregory. The Shape of the Liturgy. 3. ed. Londres: Continuum, 2005.
JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago, 2001.