14.3.26

ROBERTO FERREIRA EM UNIÃO E HARMONIA CD de Musicoterapia Espiritual


 

GUERRA E PAZ

"Por maior que ela se faça,
Por um conflito profundo,
Nenhuma guerra resolve 
A questão da paz no mundo."

Formiga/Baccelli
Uberaba - MG, 3-3-2026

13.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MISSIONÁRIOS DA LUZ Cap. 19-1 – Passes


 

Comentário Questão 804 do Livro dos Espíritos

APTIDÕES DIFERENTES
 
Deus, sendo justo, criou todos iguais, com as mesmas aptidões. As desigualdades que se vêem, existem porque os Espíritos se encontram em escalas diferentes uns dos outros. Toma-se necessário que compreendamos essas diferenças pela maturidade do Espírito.
As aptidões diferentes não são doadas por Deus a uns e a outros não. Nós recebemos os dons e temos que desenvolvê-los. Se se precisa de algo que só o próximo pode proporcionar, é porque ainda se carece do desenvolvimento de certos dons. A força da necessidade faz com que nasça a amizade, que leva ao amor que irá gerar fortes laços de união.
Se todos já tivessem seus dons despertados, o egoísmo e o orgulho poderiam se alastrar com muita facilidade nos corações, porém, as aptidões são diversas, e sempre nos falta algo que encontramos em outros. Eis porque vivemos em sociedade. Mesmo o egoísta não deseja viver isoladamente, e o orgulhoso quer estar sempre rodeado de admiradores.
O progresso só acontece com os homens vivendo em sociedade. Um cientista precisa de todos aqueles que o rodeiam para as suas devidas experiências. Assim acontece em todos os segmentos da comunidade. Ninguém pode viver sozinho, nem os animais, nem as plantas. O próprio corpo humano é uma sociedade de órgãos que devem trabalhar em harmonia, para que a paz se instale no complexo humano. Para se formar um lar, é preciso mais de uma pessoa, e somente o amor tem o condão de ensinar os familiares a viverem em paz espiritual.
As aptidões diferentes obrigam os seres humanos a viverem em conjunto, no entanto, em se reunindo, pode haver, e sempre há, posicionamentos que geram inimizades, e para tanto, é necessário que se busquem recursos no Cristo, para apaziguar os ânimos. É bom que busquemos primeiro a oração, para que o ambiente melhore e surja o perdão. Observemos as anotações de Marcos, no capítulo onze, versículo vinte e cinco, assim nos informando das palavras do Mestre:
E quando estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai Celestial vos perdoe as vossas ofensas.
O homem superior esquece todas as ofensas, mas o inferior ainda guarda mágoas que o fazem sofrer. O perdão é terapia divina, na divina expressão de amor. Assim, também, a fraternidade.
Não devemos maltratar o próximo, pois ele tem muito a nos dar, e que ainda não despertou em nossos corações. Somos todos iguais, pela fonte que nos gerou, e o Criador não se esqueceu de nos ofertar todo o Seu amor, que multiplica virtudes e que individualiza dons espirituais, obrigando-nos às trocas de valores espirituais e morais, em gestos elevados, assegurando-nos a união com todos os seres e todas as coisas.
Quem na Terra não precisa dos outros reinos da natureza para viver? Eles nos ofertam tudo que podem, sem preço estipulado. Qual o dever do homem para com eles? Amá-los na profundidade do seu amor. Isto é amar a Deus em todas as coisas.
Todos os homens têm as mesmas aptidões; as diferenças que se observam é que uns já despertaram e outros estão ainda dormindo, mas, na verdade, todos eles serão despertados pela força do progresso, acionados pelas mãos do tempo. Deus criou todos iguais; o que ocorre é que uns estão ainda nascendo, outros na juventude, e outros já adultos. Quem tem olhos de ver, que observe e analise essas diferenças.
 
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

12.3.26

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

DUAS VIDAS

Antônio Valentim da Costa Magalhães (*)

- “Uma esmola, senhor, que me alivie os males!...”
E o marajá responde humilhando o mendigo:
-“Um paria é maldição na viagem que eu sigo!
Afaste-te, infeliz! Não me fites, nem fales!...”
 
Ao Sonido marcial de clarins e timbales,
A caravana parte, em busca de outro abrigo...
E o grande hindu, lembrando um rei vaidoso e antigo,
Fulge no palanquim por montanhas e vales!
 
 
Mas o príncipe morre... E o Tribunal Divino
Impõe-lhe vida nova... E’ um paria sem destino,
Que traz agora a dor qual fogo atado ao lenho...
 
 
E no mesmo lugar que ele, mísero, empresta,
Implora a um marajá que se retira em festa:
- “Uma esmola, senhor, para as chagas que eu tenho!...
 
(*) Romancista, poeta, crítico literário, teatrólogo, contista e jornalista. Bacharel pela Faculdade de Direito de S. Paulo, Valentim Magalhães advogou durante anos no Ri de Janeiro, onde foi professor de Português e, depois, de Pedagogia na Escola Normal. Diretor-fundador do celébre jornal literário – A Semana – e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, o suave poeta de Rimário exerceu poderosa influência nos meios culturais do Pais. Colaborou em diversos diários importantes do Rio e de S. Paulo. Segundo Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan., III, pág. 29), foi VM um dos poetas mais representativos da poesia socialista. ( Rio de Janeiro, GB, 16 de Janeiro de 1859 – Rio de Janeiro, GB, 17 de Maio de 1903.)
BIBLIOGRAFIA: Cantos e lutas; Rimário; Quadros e Contos; Horas Alegres; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.