28.10.26

O GRANDE LIVRO DA ORAÇÕES Livro espiritualista a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


A Reencarnação do Dalai Lama

A sucessão do Dalai Lama é um processo milenar profundamente enraizado na tradição budista tibetana, mas que, na contemporaneidade, enfrenta severas disputas geopolíticas.
Quando o líder espiritual falece, monges de alta hierarquia iniciam uma busca minuciosa pela criança que representará a sua reencarnação.
Essa jornada baseia-se em instruções deixadas pelo antecessor, em visões observadas em lagos sagrados, profecias e em uma série de indícios físicos e comportamentais, incluindo o reconhecimento de objetos que pertenceram ao Dalai Lama anterior.
O cenário para a sucessão do 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, contudo, carrega um complexo impasse político.
Aos 90 anos e residindo na Índia, o atual líder afirmou que sua reencarnação deverá ser reconhecida exclusivamente pela Gaden Phodrang Trust, fundação criada por ele para preservar a tradição tibetana, abrindo inclusive a possibilidade de o próximo líder ser uma mulher.
Em contrapartida, o governo da República Popular da China argumenta que a escolha deve obedecer às leis estatais do país e passar obrigatoriamente pela aprovação do governo central de Pequim, utilizando métodos históricos como o sorteio por meio da Urna Dourada. 
Esse choque de autoridades — entre a fundação tradicional no exílio e o controle estatal chinês — resgata precedentes tensos, como o ocorrido com o Panchen Lama na década de 1990.
Especialistas apontam que o resultado mais provável desse conflito de legitimidades é a emergência de um cenário inédito e trágico: a proclamação de dois Dalai Lamas concorrentes, divididos entre o endosso da tradição tibetana e a chancela oficial de Pequim.
Dentro da teologia do budismo tibetano, a reencarnação não é compreendida como o retorno de uma alma estática, mas sim como a continuidade de um fluxo contínuo de consciência (fluxo mental ou cintana) que se manifesta de vida em vida sob a lei de causa e efeito (carma).
O Dalai Lama é reverenciado especificamente como uma emanação viva de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, que escolhe voluntariamente retornar ao plano material para guiar os seres sencientes rumo à libertação do sofrimento.
Diferente de dogmas rígidos que limitam a forma física, a filosofia budista tibetana sustenta que um ser de elevado grau espiritual possui o domínio sobre o processo de transmigração, podendo direcionar conscientemente o local, o momento e até mesmo as características biológicas de seu novo corpo.
Do ponto de vista estritamente doutrinário, não existem barreiras para que o líder espiritual renasça em um corpo feminino, refletindo a busca pela transcendência das ilusões corpóreas e sociais em prol da essência compassiva da iluminação. 
A Filosofia Espírita, sistematizada por Allan Kardec no século XIX, corrobora o princípio universal da reencarnação, definindo-a como a pluralidade das existências corpóreas necessária ao progresso intelectual e moral do Espírito.
Segundo o Espiritismo, a alma é uma individualidade consciente que evolui gradativamente através de sucessivas experiências em diferentes mundos e corpos, sejam masculinos ou femininos, de acordo com as necessidades de aprendizado, expiação e missão de cada encarnação.
Diante do conflito político e territorial em torno da sucessão do Dalai Lama, a ótica espiritual convida a uma reflexão além das disputas de poder material.
Do ponto de vista espiritual, os títulos humanos, as fronteiras geopolíticas e as imposições governamentais não possuem o poder de aprisionar ou redirecionar a marcha de uma consciência evoluída.
Se por um lado a politicagem e os interesses de Estado conseguirem instituir líderes fantoches ou disputas formais no plano físico, a verdadeira missão espiritual — sintonizada com a lei divina e com o grau evolutivo do espírito reencarnante — cumprir-se-á independentemente de decretos humanos.
A autoridade moral e espiritual reside nos atos de amor, compaixão e sabedoria, atributos que nenhum decreto político pode conferir ou falsificar.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 2019.

27.10.26

O HOMEM DE BEM Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página4 da Gzeta de Limeira de 27.10.2026

 .UBIQUIDADE.
O Espírito é uma luz em seu porte espiritual, a luz é seu atributo, pois sai do seu ser e irradia qual o sol. O futuro vai mostrar que essa luz é uma energia divina, na dimensão que escapa à análise humana. O Espírito não se divide; quando aparece em vários lugares diferentes; o que chamam de ubiquidade, é seu poder de irradiação que pode tanto transmitir anúncios - como no caso de mensagens para os sensitivos - como suas próprias imagens, apresentando-se em muitos lugares ao mesmo tempo. Pelas coisas materiais pode-se analisar as espirituais. É o caso da televisão: pode-se projetar a imagem de um homem ou um fato em todas as direções, sendo vistos em vários lugares no mesmo instante. E o poder do Espírito é bem maior que o dos aparelhos feitos pelos homens. O Cristo pode aparecer nos lugares que desejar na Terra no mesmo instante, a todas as pessoas que achar conveniente, pelo poder da Sua mente, e transmitir mensagens diferentes para cada pessoa ou agrupamentos. Ele é o dirigente máximo de toda a Terra, conhecedor da ciência divina e pode usá-la quando Lhe aprouver. O centro consciencial da alma ainda está para ser estudado. Ao se passar de uma dimensão para outra, a Doutrina dos Espíritos vem preparando, ensinando, para que se possa sentir mais segurança e maior fé, no momento em que se deverá passar pela porta estreita e ver a Luz com maior beleza, que é encontrar a si mesmo, sob a luz da Verdade. Deus está presente em toda parte, e para encontrá-Lo basta querer, entrando em condições de aprender com Ele. E os melhores processos são os ensinados por Jesus Cristo.
Filosofia Espírita L.E.92 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

26.10.26

A FORÇA DA MENTE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

No Ritmo de Deus

“Nada se perde no caminho de volta para casa”, diz um antigo ditado popular. E creio que seja assim mesmo.
A história se repete, muitas vezes, porque não aprendemos com ela, e é necessário que tudo se repita para que ouçamos, finalmente, as vozes da sabedoria divina.
O progresso humano se faz assim: não em rodeios sem fim, mas aprendendo com cada situação passada e transformando esse contexto em lições para avançar no tempo.
Quando não damos o devido salto qualitativo no atual estágio das coisas, precisamos, infelizmente, passar novamente por elas.
Não digo que isto virá a acontecer nesta eleição presidencial no Brasil.
Não possuímos uma bola de cristal na qual vejamos tudo o que irá acontecer, mas o conjunto dos fatos faz-nos perceber as luzes do mais adiante.
É assim que funciona.
De um jeito ou de outro, o Brasil aprenderá — torço para que seu destino seja de renovação e progresso.
À medida que tomamos consciência de nossos deveres e lutamos para criar uma sociedade melhor para se viver, tudo fica mais claro, e muitas portas se abrem diante deste novo alvorecer.
Não existe, portanto, a priori, nada de ruim ou de bom no resultado das urnas que em breve se fará manifesto; existe a concretização de uma realidade posta, em que o jogo de interesses e a complexidade da vida humana se apresentam como são.
Deus não induz a nada; somos nós, homens e mulheres encarnados, que ditamos os nossos destinos. Ele, porém, tem o compromisso de nos fazer avançar no tempo e no espaço. Disso não fugiremos.
Pois bem, votem naquilo em que acreditam seus corações e suas mentes. É o que se passa na realidade de vocês que os fará optar por isto ou por aquilo.
É claro que nós temos, de acordo com o nosso modo de ver a realidade, as nossas preferências, mas compreendam que do lado de cá da vida são reproduzidos os mesmos estratos que vocês possuem aí.
Os valores que nutrimos são diferentes, mas todos nós somos impelidos a cultivar aqueles que levam ao crescimento da raça humana na Terra.
Neste ponto — é sabido por todos —, existem os antagonistas do bem, que trabalham, a seu turno, para desestabilizar o estado de equilíbrio social, político, econômico e ambiental, com o fim de sobrepor seus interesses mais mesquinhos e menores.
Todos somos construtores do nosso destino e haveremos de aprender com nossos pontos de vista e ações, ora acertando, ora equivocando-nos em nossa percepção das coisas.
A agitação que vemos na Terra — e particularmente em nosso País — faz parte desta grande escola do aprendizado humano.
Creiam que existem sementes de sabedoria em tudo o que ocorre, mas é preciso acautelarmo-nos daquilo que notoriamente não nos leva a lugar algum.
Acalmem seus ânimos!
Orem pelo nosso País e cumpram o dever de cidadania com o máximo de consciência que acreditem ter ou alcançar.
O resultado das urnas deve ser respeitado.
Não critiquem!
Não se revoltem!
Não se desesperem!
Tudo está no ritmo de Deus, e as forças comprometidas com o bem haverão de, cedo ou tarde, prevalecer em nosso planeta.
Enquanto isso não ocorre, continuem fazendo a sua parte com destemor e persistência.
Não foi Jesus quem destinou o nosso planeta aos mansos?
Assim será, mas tudo a seu tempo.
Lembrem-se de que o bem sempre prevalecerá, mesmo que, aparentemente, isso possa parecer uma miragem.
A realidade divina é comprometida com o bem e o amor, mas tudo dependerá do quanto estejamos cumprindo a nossa parte neste grande concerto divino.
Um Espirito do Bem
NOTA DO MÉDIUM
O "Um Espírito do Bem", na realidade, assinou seu nome na última encarnação na psicografia. 
Para não promover dilações que desviem ao real objetivo, que é refletir sobre seu conteúdo - e não o autor -, preferi ocultá-lo.
Blog de Carlos Pereira.