4.6.26

O HOMEM DO CADERNO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ESPLENDORES

Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior*
     
Além, a luz do espaço se esfacela
Em explosões de sons e cores raras,
Tecendo o amor e a glória nas searas
Da vida universal sublime, bela...
 
Brilham, depois do azul que o céu revela,
Astros em bando, iguais longas aparas
De altas constelações, em formas claras:
Sóis pendendo de vasta passarela...
 
O homem fita espantado as nebulosas
Bailando em formações maravilhosas,
E vê-se um verme à frente do Destino...
 
Ante o excelso esplendor finda-se o engano...
Como se faz pequeno o orgulho humano!
Como se torna imenso o Amor Divino!
     
(*) Poeta., romancista, historiador, jornalista, dramaturgo e orador consumado. Doutorou-se Afonso Celso na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1881. Professor e diretor da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Reitor da Universidade do Brasil. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº. 36. Pertencia à Academia das Ciências de Lisboa. Colaborou em muitos jornais e revistas de S. Paulo e do Rio, principalmente no Jornal do Brasil desta última cidade. Veio a ser presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Possuía numerosos títulos honoríficos. Foi um dos primeiros esperantistas no Brasil. A sua musa era natural e espontânea, clara e simples. Rodrigo Octávio Filho, à beira do túmulo do grande brasileiro, afirmou : «Afonso Celso foi poeta, e emocionou. Foi mestre, e ensinou. Foi patriota, e pregou. » (Apud Homenagem à memória do Conde Affonso Celso, pág. 35.) (Ouro Preto, Minas Gerais, 31 de Março de 1860 – Rio de Janeiro, GB, 11 de Julho de 1938.)
BIBLIOGRAFIA: Prelúdios; Devaneios; Telas Sonantes; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

3.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 7 – ANALOGIA DE CIRCUITOS


 

CULTO CRISTÃO

Torna-se evidente que não foi o culto judaico que passou ao cristianismo primitivo. Comparemos:
A luxuosa arquitetura suntuosa do Templo grandioso de Jerusalém, com altares maciços a escorrer o sangue quente das vítimas; o cheiro acre da carne queimada dos holocaustos, a misturar-se com o odor do incenso, sombreando com a fumaça espessa o interior repleto; em redor dos altares, em grande número, os sacerdotes a acotovelar-se, munidos cada um de seu machado, que brandiam sem piedade na matança dos animais que berravam, mugiam dolorosamente ou balavam tristemente; o coro a entoar salmos e hinos a todo pulmão, para tentar superar a gritaria do povo e os pregões dos vendedores no pátio: assim se realizava o culto ao "Deus dos judeus".
Em contraste, no cristianismo nascente, nada disso havia: nem templo, nem altares, nem matanças; modestas reuniões em casas de família, com alguns amigos; todos sentados em torno de mesa simples, sobre a qual se via o pão humilde e copos com o vinho comum. Limitava-se o culto à prece, ao recebimento de mensagens de espíritos, quando havia médiuns na comunidade, ao ensino dos "emissários", dos "mais velhos" ou dos "inspetores", e à ingestão do pão e do vinho, "em memória da última ceia de Jesus". Era uma ceia que recebera o significativo nome de "amor" (ágape).
Nesse repasto residia a realização do supremo mistério cristão, bem aceito pelos gregos e romanos, acostumados a ver e compreender a transmissão da vida divina, por meio de símbolos religiosos. Os iniciados "pagãos" eram muito mais numerosos do que se possa hoje supor, e todos se sentiam membros do grande Universo pois, como o diz Lucas, acreditavam que "todos os homens eram objeto da benevolência de Deus" (Luc. 2:14).
Mas, ao difundir-se entre o grande número e com o passar dos tempos, tudo isso se foi enfraquecendo e seguiu o mesmo caminho antes experimentado pelo judaísmo; a força mística, só atingida mais tarde por alguns de seus expoentes, perdeu-se, e o cristianismo foi incapaz de manter-se na continuação, nesse nível espiritual. A força da "tradição" humana, embora condenada com veemência por Jesus (cfr. Mat. 15:1-11 e 16:5-12; e Marc. 7:1-16 e 8:14-11), fez-se valer, ameaçando as instituições religiosas que colocam doutrinas humanas ao lado e até acima dos preceitos divinos, dando mais importância às suas vaidosas criações. Pode fazer-se a mesma observação na história da liturgia. Verificamos igualmente que a concepção cristã mais profunda foi, sob muitos aspectos, preparada muito melhor pelo helenismo que pelo judaísmo. Lamentavelmente a teologia moderna tende a aproximar-se de novo da concepção judaica de tradição, vendo nela, de fato, uma simples transmissão de conhecimento, enquanto a verdadeira tradição, apoiada na gnose, é um despertar do espírito que VIVE e EXPERIMENTA a Verdade".
SABEDORIA DO EVANGELHO vol.4 Carlos T. Pastorino

Procurando restabelecer o Cristianismo Primitivo, o Espiritismo instituiu o culto do Evangelho no Lar, substituindo o copo de vinho pela água fluidificada.

2.6.26

DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 02.06.2026

 

A INTELIGÊNCIA É UM ATRIBUTO

A inteligência é um atributo do Espírito. Ela existe na alma desde seus primórdios, obedecendo a uma escala descendente, para depois ascender nesta mesma ordem, desabrochando todas as suas qualidades inerentes aos poderes do Espírito. A faculdade de pensar e de raciocinar dos seres humanos foi o mesmo instinto do animal, que esteve antes na vida da árvore e muito antes na pedra, coordenadora da sintonia atômica, na agregação de elementos, ramificada na inteligência divina. Esse atributo do Espírito, no anjo passa a chamar-se intuição, faculdade esta conhecida pelos santos e sábios. O Espírito reencarna para despertar certas qualidades no centro da sua consciência. Preso na carne, as condições são mais favoráveis e, na mesma oportunidade, sensibiliza a matéria, que também tem sua ascensão marcada no progresso de todas as coisas criadas por Deus. A inteligência não é o Espírito, é um dos seus atributos em expansão, sujeito a variadas metamorfoses, porém sempre ascendendo. E é nesse ascender e crescer que a Doutrina dos Espíritos aparece nos nossos caminhos, nos propondo meios e facultando métodos mais racionais, no condicionamento da verdade, visando à nossa libertação. O Espírito encarnado somente pode demonstrar a sua inteligência pelos órgãos materiais, sensibilizados pela força vital, qual a eletricidade sensibiliza o aparelho de rádio e televisão, para se ouvir a transmissão e ver as imagens. A vida é, pois, muito linda! Podemos chegar ao êxtase quando aprendemos a senti-la, porque Deus está em nós, esperando que acordemos para vê-Lo, sensibilizando todos os nossos dons para ouví-Lo e entendê-Lo, como Amor e Luz que nos dá a vida.

Filosofia Espírita L.E.71 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.