6.6.26
Trovas e Trovadores
Jamais queiras, com teus mimos,
Comprar a opinião de alguém,
Quem faz o bem, não precisa
Da opinião de ninguém.
Formiga
Seja a discussão qualquer
No tema que se defende,
Quem se encontra com a razão,
Nunca grita nem ofende.
Alceu Novais
Toda mentira no tempo,
No que fez ou que não fez,
Sob mil e um disfarces,
Mostrará sua nudez.
Manoel Roberto
Aquele que te critica
Na ação em que se vê,
No fundo, no bem que fazes,
Desejava ser você.
Domingas
No caminho em que pervagas,
Acenda a tua candeia.
Não há quem possa brilhar
Às custas da luz alheia.
Maria Modesto
Nada te mostra pequeno,
Bem menor que um anão,
Que o sentimento de inveja
Que nutres contra teu irmão.
Benedita Fernandes.
A verdade sobre si.
Por muito te desconforte,
É o maior horror que existe,
Na Outra Vida, além da morte.
Inácio Ferreira
Autores Diversos/Baccelli - Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 30-5-26
Comprar a opinião de alguém,
Quem faz o bem, não precisa
Da opinião de ninguém.
Formiga
Seja a discussão qualquer
No tema que se defende,
Quem se encontra com a razão,
Nunca grita nem ofende.
Alceu Novais
Toda mentira no tempo,
No que fez ou que não fez,
Sob mil e um disfarces,
Mostrará sua nudez.
Manoel Roberto
Aquele que te critica
Na ação em que se vê,
No fundo, no bem que fazes,
Desejava ser você.
Domingas
No caminho em que pervagas,
Acenda a tua candeia.
Não há quem possa brilhar
Às custas da luz alheia.
Maria Modesto
Nada te mostra pequeno,
Bem menor que um anão,
Que o sentimento de inveja
Que nutres contra teu irmão.
Benedita Fernandes.
A verdade sobre si.
Por muito te desconforte,
É o maior horror que existe,
Na Outra Vida, além da morte.
Inácio Ferreira
Autores Diversos/Baccelli - Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 30-5-26
4.6.26
ESPLENDORES
Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior*
Além, a luz do espaço se esfacela
Em explosões de sons e cores raras,
Tecendo o amor e a glória nas searas
Da vida universal sublime, bela...
Brilham, depois do azul que o céu revela,
Astros em bando, iguais longas aparas
De altas constelações, em formas claras:
Sóis pendendo de vasta passarela...
O homem fita espantado as nebulosas
Bailando em formações maravilhosas,
E vê-se um verme à frente do Destino...
Ante o excelso esplendor finda-se o engano...
Como se faz pequeno o orgulho humano!
Como se torna imenso o Amor Divino!
(*) Poeta., romancista, historiador, jornalista, dramaturgo e orador consumado. Doutorou-se Afonso Celso na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1881. Professor e diretor da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Reitor da Universidade do Brasil. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº. 36. Pertencia à Academia das Ciências de Lisboa. Colaborou em muitos jornais e revistas de S. Paulo e do Rio, principalmente no Jornal do Brasil desta última cidade. Veio a ser presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Possuía numerosos títulos honoríficos. Foi um dos primeiros esperantistas no Brasil. A sua musa era natural e espontânea, clara e simples. Rodrigo Octávio Filho, à beira do túmulo do grande brasileiro, afirmou : «Afonso Celso foi poeta, e emocionou. Foi mestre, e ensinou. Foi patriota, e pregou. » (Apud Homenagem à memória do Conde Affonso Celso, pág. 35.) (Ouro Preto, Minas Gerais, 31 de Março de 1860 – Rio de Janeiro, GB, 11 de Julho de 1938.)
BIBLIOGRAFIA: Prelúdios; Devaneios; Telas Sonantes; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Além, a luz do espaço se esfacela
Em explosões de sons e cores raras,
Tecendo o amor e a glória nas searas
Da vida universal sublime, bela...
Brilham, depois do azul que o céu revela,
Astros em bando, iguais longas aparas
De altas constelações, em formas claras:
Sóis pendendo de vasta passarela...
O homem fita espantado as nebulosas
Bailando em formações maravilhosas,
E vê-se um verme à frente do Destino...
Ante o excelso esplendor finda-se o engano...
Como se faz pequeno o orgulho humano!
Como se torna imenso o Amor Divino!
(*) Poeta., romancista, historiador, jornalista, dramaturgo e orador consumado. Doutorou-se Afonso Celso na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1881. Professor e diretor da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Reitor da Universidade do Brasil. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº. 36. Pertencia à Academia das Ciências de Lisboa. Colaborou em muitos jornais e revistas de S. Paulo e do Rio, principalmente no Jornal do Brasil desta última cidade. Veio a ser presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Possuía numerosos títulos honoríficos. Foi um dos primeiros esperantistas no Brasil. A sua musa era natural e espontânea, clara e simples. Rodrigo Octávio Filho, à beira do túmulo do grande brasileiro, afirmou : «Afonso Celso foi poeta, e emocionou. Foi mestre, e ensinou. Foi patriota, e pregou. » (Apud Homenagem à memória do Conde Affonso Celso, pág. 35.) (Ouro Preto, Minas Gerais, 31 de Março de 1860 – Rio de Janeiro, GB, 11 de Julho de 1938.)
BIBLIOGRAFIA: Prelúdios; Devaneios; Telas Sonantes; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
3.6.26
CULTO CRISTÃO
Torna-se evidente que não foi o culto judaico que passou ao cristianismo primitivo. Comparemos:
A luxuosa arquitetura suntuosa do Templo grandioso de Jerusalém, com altares maciços a escorrer o sangue quente das vítimas; o cheiro acre da carne queimada dos holocaustos, a misturar-se com o odor do incenso, sombreando com a fumaça espessa o interior repleto; em redor dos altares, em grande número, os sacerdotes a acotovelar-se, munidos cada um de seu machado, que brandiam sem piedade na matança dos animais que berravam, mugiam dolorosamente ou balavam tristemente; o coro a entoar salmos e hinos a todo pulmão, para tentar superar a gritaria do povo e os pregões dos vendedores no pátio: assim se realizava o culto ao "Deus dos judeus".
Em contraste, no cristianismo nascente, nada disso havia: nem templo, nem altares, nem matanças; modestas reuniões em casas de família, com alguns amigos; todos sentados em torno de mesa simples, sobre a qual se via o pão humilde e copos com o vinho comum. Limitava-se o culto à prece, ao recebimento de mensagens de espíritos, quando havia médiuns na comunidade, ao ensino dos "emissários", dos "mais velhos" ou dos "inspetores", e à ingestão do pão e do vinho, "em memória da última ceia de Jesus". Era uma ceia que recebera o significativo nome de "amor" (ágape).
Nesse repasto residia a realização do supremo mistério cristão, bem aceito pelos gregos e romanos, acostumados a ver e compreender a transmissão da vida divina, por meio de símbolos religiosos. Os iniciados "pagãos" eram muito mais numerosos do que se possa hoje supor, e todos se sentiam membros do grande Universo pois, como o diz Lucas, acreditavam que "todos os homens eram objeto da benevolência de Deus" (Luc. 2:14).
Mas, ao difundir-se entre o grande número e com o passar dos tempos, tudo isso se foi enfraquecendo e seguiu o mesmo caminho antes experimentado pelo judaísmo; a força mística, só atingida mais tarde por alguns de seus expoentes, perdeu-se, e o cristianismo foi incapaz de manter-se na continuação, nesse nível espiritual. A força da "tradição" humana, embora condenada com veemência por Jesus (cfr. Mat. 15:1-11 e 16:5-12; e Marc. 7:1-16 e 8:14-11), fez-se valer, ameaçando as instituições religiosas que colocam doutrinas humanas ao lado e até acima dos preceitos divinos, dando mais importância às suas vaidosas criações. Pode fazer-se a mesma observação na história da liturgia. Verificamos igualmente que a concepção cristã mais profunda foi, sob muitos aspectos, preparada muito melhor pelo helenismo que pelo judaísmo. Lamentavelmente a teologia moderna tende a aproximar-se de novo da concepção judaica de tradição, vendo nela, de fato, uma simples transmissão de conhecimento, enquanto a verdadeira tradição, apoiada na gnose, é um despertar do espírito que VIVE e EXPERIMENTA a Verdade".
SABEDORIA DO EVANGELHO vol.4 Carlos T. Pastorino
A luxuosa arquitetura suntuosa do Templo grandioso de Jerusalém, com altares maciços a escorrer o sangue quente das vítimas; o cheiro acre da carne queimada dos holocaustos, a misturar-se com o odor do incenso, sombreando com a fumaça espessa o interior repleto; em redor dos altares, em grande número, os sacerdotes a acotovelar-se, munidos cada um de seu machado, que brandiam sem piedade na matança dos animais que berravam, mugiam dolorosamente ou balavam tristemente; o coro a entoar salmos e hinos a todo pulmão, para tentar superar a gritaria do povo e os pregões dos vendedores no pátio: assim se realizava o culto ao "Deus dos judeus".
Em contraste, no cristianismo nascente, nada disso havia: nem templo, nem altares, nem matanças; modestas reuniões em casas de família, com alguns amigos; todos sentados em torno de mesa simples, sobre a qual se via o pão humilde e copos com o vinho comum. Limitava-se o culto à prece, ao recebimento de mensagens de espíritos, quando havia médiuns na comunidade, ao ensino dos "emissários", dos "mais velhos" ou dos "inspetores", e à ingestão do pão e do vinho, "em memória da última ceia de Jesus". Era uma ceia que recebera o significativo nome de "amor" (ágape).
Nesse repasto residia a realização do supremo mistério cristão, bem aceito pelos gregos e romanos, acostumados a ver e compreender a transmissão da vida divina, por meio de símbolos religiosos. Os iniciados "pagãos" eram muito mais numerosos do que se possa hoje supor, e todos se sentiam membros do grande Universo pois, como o diz Lucas, acreditavam que "todos os homens eram objeto da benevolência de Deus" (Luc. 2:14).
Mas, ao difundir-se entre o grande número e com o passar dos tempos, tudo isso se foi enfraquecendo e seguiu o mesmo caminho antes experimentado pelo judaísmo; a força mística, só atingida mais tarde por alguns de seus expoentes, perdeu-se, e o cristianismo foi incapaz de manter-se na continuação, nesse nível espiritual. A força da "tradição" humana, embora condenada com veemência por Jesus (cfr. Mat. 15:1-11 e 16:5-12; e Marc. 7:1-16 e 8:14-11), fez-se valer, ameaçando as instituições religiosas que colocam doutrinas humanas ao lado e até acima dos preceitos divinos, dando mais importância às suas vaidosas criações. Pode fazer-se a mesma observação na história da liturgia. Verificamos igualmente que a concepção cristã mais profunda foi, sob muitos aspectos, preparada muito melhor pelo helenismo que pelo judaísmo. Lamentavelmente a teologia moderna tende a aproximar-se de novo da concepção judaica de tradição, vendo nela, de fato, uma simples transmissão de conhecimento, enquanto a verdadeira tradição, apoiada na gnose, é um despertar do espírito que VIVE e EXPERIMENTA a Verdade".
SABEDORIA DO EVANGELHO vol.4 Carlos T. Pastorino
Procurando restabelecer o Cristianismo Primitivo, o Espiritismo instituiu o culto do Evangelho no Lar, substituindo o copo de vinho pela água fluidificada.
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