29.5.26

A DERRADEIRA ESPERANÇA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 813 do Livro dos Espíritos

CULPA DA SOCIEDADE
A sociedade, em muitos casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo trinta:
Então lhes disseram eles:
Que sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as conseqüências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido, onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

28.5.26

VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria



 

ESPÍRITA !

Lafayette Melo *
 
Atende à dor maior a bramir quando passas:
Homens na idade anciã gemendo em noite fria...
Infratores da Lei sob as trevas madraças...
Pais a implorar trabalho e pão de cada dia...
 
Jovens no imenso caos de aventuras devassas...
Anônimos abrindo o corpo à Anatomia...
Mil pedintes sem rumo a esmolar pelas praças...
Mulheres onde o crime, em sombra, assalta e espia...
 
Petizes a esperar quem os peça primeiro...
Enfermos sem socorro, ao léu da prova escura...
E mães cata-papéis junto ao lixo-celeiro...
 
A Religião da Luz não se isola no Templo ;
Qual pábulo de amor para toda criatura,
A grandeza da Fé fulge e cresce no exemplo!...
 
(*) Filho de Desidério de Melo e de D.Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

27.5.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE


 

Amor e Reencarnação

“Quando Jesus pronunciou esta palavra divina, amor, essa palavra fez estremecer os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo, a seu turno, vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino; estai atentos, porque esta palavra ergue a pedra dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela ao homem maravilhado seu patrimônio intelectual; não é mais aos suplícios que ela o conduz, mas à conquista do seu ser, elevado e transfigurado.”
*
Talvez que esta página de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XI, intitulada “A Lei de Amor”, de autoria de Lázaro, ditada em Paris, no ano de 1862, seja uma das mais importantes de todo “O Evangelho”, porquanto, de fato, sem o Amor e a Reencarnação, a Humanidade não encontra caminho para significar a si mesma.
*
Transcorra o tempo que transcorrer, avance a Ciência quanto avançar e evolua a Religião quanto possa, sem que o homem vivencie o Amor e aceite que somente a Reencarnação confere lógica à Criação Divina, ele apenas conseguirá aumentar a sua angústia de viver, não encontrando respostas para as grandes dúvidas que o atormentam.
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O Amor nos induz à crença na Imortalidade e, por sua vez, a Imortalidade nos leva a deduzir quanto à lógica da Reencarnação, porquanto a Imortalidade sem respaldo na evolução moral da criatura carece de sentido.
Como haveria de sobreviver o injusto, desfrutando, em sua sobrevivência, das mesmas benesses que o justo?!
E admitir que o Criador fracasse em uma só de suas criaturas é não lhe considerar Todo Sábio e Bom, passando, então, a atribuir ao acaso a Obra Inteligente da Criação Universal.
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A necessidade de amar e de renascer crescendo de vida em vida, impor-se-á, pois, sem que nenhuma doutrina religiosa ou filosófica advogue-lhe a imprescindibilidade – há de ser consequência natural da expansão da consciência que, na maioria, ainda dormita.
*
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, antecipa-nos, talvez, em séculos, o que, por fim, há de se integrar ao patrimônio moral e intelectual do espírito humano, não mais por mera crença oriunda da revelação, mas por certeza inquestionável que jogará por terra todo o preconceito e fanatismo.
*
Sem Amor e sem Reencarnação, a Terra seria, no Oceano Cósmico, uma embarcação à deriva, com data mais ou menos prevista para naufragar por completo, levando consigo todos os seus tripulantes.
Carlos A. Baccelli - INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 24 de maio de 2026.