12.9.26
Sem Sair De Casa
- Como irei fazer o bem,
Se sequer saio da casa?!...
É a pergunta que fazes
Com a voz queimando em brasa...
No entanto, à esta pergunta
Que de ti se extravasa,
Vou procurar responder,
Aqui, sem sair de casa...
Para agir na Caridade,
No Bem que nunca se atrasa,
Sequer há necessidade
Que saias de tua casa...
Se saber usar a agulha,
Com habilidade rasa,
Podes fazer com retalhos
Lindos tapetes em casa...
Imita a querida Antusa (*),
Irmã que o amor abrasa,
Que cosia para os pobres
Se nunca sair de casa!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e verso
Uberaba, 5 de setembro de 2026.
Lar Espírita “Pedro e Paulo”.
(*) Antusa Ferreira Martins, discípula de Eurípedes Barsanulfo, era muda e surda, devido à meningite na adolescência, médium portadora de várias faculdades mediúnicas, que residia em Uberaba, e transmitia passes em uma casinha feita de tábuas.
Se sequer saio da casa?!...
É a pergunta que fazes
Com a voz queimando em brasa...
No entanto, à esta pergunta
Que de ti se extravasa,
Vou procurar responder,
Aqui, sem sair de casa...
Para agir na Caridade,
No Bem que nunca se atrasa,
Sequer há necessidade
Que saias de tua casa...
Se saber usar a agulha,
Com habilidade rasa,
Podes fazer com retalhos
Lindos tapetes em casa...
Imita a querida Antusa (*),
Irmã que o amor abrasa,
Que cosia para os pobres
Se nunca sair de casa!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e verso
Uberaba, 5 de setembro de 2026.
Lar Espírita “Pedro e Paulo”.
(*) Antusa Ferreira Martins, discípula de Eurípedes Barsanulfo, era muda e surda, devido à meningite na adolescência, médium portadora de várias faculdades mediúnicas, que residia em Uberaba, e transmitia passes em uma casinha feita de tábuas.
11.9.26
MOMENTOS DE AFLIÇÃO E PROVA
Momentos de aflição e prova surgem pelo caminho, inesperados, concitando à disciplina espiritual indispensável ao processo evolutivo do ser.
Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.
Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.
Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos. Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.
Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.
Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.
Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.
Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.
São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.
Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.
Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.
Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.
Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.
Livro: Oferenda - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis
Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.
Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.
Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos. Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.
Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.
Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.
Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.
Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.
São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.
Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.
Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.
Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.
Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.
Livro: Oferenda - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis
10.9.26
Comentário Questão 825 do Livro dos Espíritos
LIBERDADE NATURAL
Liberdade é um ponto de difícil entendimento, na interpretação das leis naturais. O homem não pode ser livre, do modo que pensa ser; toda liberdade é relativa aos Espíritos, de conformidade com a sua evolução espiritual.
Ninguém pode glorificar-se ante os seus irmãos de ter plena liberdade, porque ninguém pode viver só; uns precisam dos outros e todos de Deus. Como, desse modo poder ufanar-se de que se é livre, de que não se precisa dos irmãos, quando se vive em conjunto?
Todos temos uma liberdade natural, entretanto, juntamente com ela deve haver o respeito às criaturas, nossas irmãs, e os nossos deveres para com elas. Ultrapassar os limites até onde podemos ir, é violência aos que nos cercam e que nos ajudam a viver. Como podem os grandes viverem sem os pequenos e os pequenos sem os grandes, se todos fazem parte de um todo? Além disso, somos eternos dependentes de Deus, pela aliança em Cristo.
Somos muito crianças para entendermos verdadeiramente todas as leis criadas por Deus e que nos dirigem a todos, e existem muitas que ainda não nos foram reveladas, por não suportarmos sua ação em nossos destinos. Convém estudarmos o que suportamos agora e confiar em Jesus, que ele, pelo Seu amor ao rebanho, faz descer a revelação quando estivermos preparados para tais eventos de luz.
Gabar-nos de que fazemos o que queremos, pela posição que ocupamos quando no mundo, é ignorância, pois somente Deus tem essa liberdade. Todos nós, sem exceção, somos guiados por Deus em todas as nossas andanças e atitudes. Mesmo no mal, se o podemos chamar de mal, o Senhor está consciente de tudo, deixando-o acontecer para nos disciplinar e orientar para o bem que nunca morre.
Aos homens que já compreendem as leis de Deus, mas não se conformam de todo com os acontecimentos, alguém do mundo espiritual inspira para sentirem e dizerem conforme encontramos em Atos dos Apóstolos, no capítulo vinte e um, versículo quatorze:
Como, porém, não o persuadimos, conformados dissemos:
Faça-se a vontade do Senhor.
Devemos saber que Deus nada faz errado, mas sempre em favor da educação dos Seus filhos, despertando os valores que todos carregamos no coração. Sempre queremos demais, almejamos o que não merecemos e quase sempre nos envaidecemos com aquilo que não nos pertence. Somente chegando à maturidade espiritual é que entregamos ao Senhor todos os nossos sentimentos e pensamos com Jesus, pedindo a Ele que faça em nós a Sua vontade e não os nossos desejos.
Não há ninguém no mundo que pode jactar-se de que goza da liberdade absoluta. Liberdade absoluta, somente Deus, o Criador de todas as coisas, tem. Nós podemos, sim, com o tempo e a purificação dos sentimentos e o despertar dos dons de vida, gozar da tranquilidade de consciência e viver em pleno céu, descobrindo esse paraíso dentro de nós mesmos.
A liberdade natural não é liberdade total; a primeira é bênção de Deus para a alegria e a esperança dos Seus filhos, de maneira que todos nós possamos sentir que estamos seguros n'Aquele que é o princípio e a vida de todas as criaturas.
Que Jesus nos abençoe para entendermos melhor as leis que podemos assimilar.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Liberdade é um ponto de difícil entendimento, na interpretação das leis naturais. O homem não pode ser livre, do modo que pensa ser; toda liberdade é relativa aos Espíritos, de conformidade com a sua evolução espiritual.
Ninguém pode glorificar-se ante os seus irmãos de ter plena liberdade, porque ninguém pode viver só; uns precisam dos outros e todos de Deus. Como, desse modo poder ufanar-se de que se é livre, de que não se precisa dos irmãos, quando se vive em conjunto?
Todos temos uma liberdade natural, entretanto, juntamente com ela deve haver o respeito às criaturas, nossas irmãs, e os nossos deveres para com elas. Ultrapassar os limites até onde podemos ir, é violência aos que nos cercam e que nos ajudam a viver. Como podem os grandes viverem sem os pequenos e os pequenos sem os grandes, se todos fazem parte de um todo? Além disso, somos eternos dependentes de Deus, pela aliança em Cristo.
Somos muito crianças para entendermos verdadeiramente todas as leis criadas por Deus e que nos dirigem a todos, e existem muitas que ainda não nos foram reveladas, por não suportarmos sua ação em nossos destinos. Convém estudarmos o que suportamos agora e confiar em Jesus, que ele, pelo Seu amor ao rebanho, faz descer a revelação quando estivermos preparados para tais eventos de luz.
Gabar-nos de que fazemos o que queremos, pela posição que ocupamos quando no mundo, é ignorância, pois somente Deus tem essa liberdade. Todos nós, sem exceção, somos guiados por Deus em todas as nossas andanças e atitudes. Mesmo no mal, se o podemos chamar de mal, o Senhor está consciente de tudo, deixando-o acontecer para nos disciplinar e orientar para o bem que nunca morre.
Aos homens que já compreendem as leis de Deus, mas não se conformam de todo com os acontecimentos, alguém do mundo espiritual inspira para sentirem e dizerem conforme encontramos em Atos dos Apóstolos, no capítulo vinte e um, versículo quatorze:
Como, porém, não o persuadimos, conformados dissemos:
Faça-se a vontade do Senhor.
Devemos saber que Deus nada faz errado, mas sempre em favor da educação dos Seus filhos, despertando os valores que todos carregamos no coração. Sempre queremos demais, almejamos o que não merecemos e quase sempre nos envaidecemos com aquilo que não nos pertence. Somente chegando à maturidade espiritual é que entregamos ao Senhor todos os nossos sentimentos e pensamos com Jesus, pedindo a Ele que faça em nós a Sua vontade e não os nossos desejos.
Não há ninguém no mundo que pode jactar-se de que goza da liberdade absoluta. Liberdade absoluta, somente Deus, o Criador de todas as coisas, tem. Nós podemos, sim, com o tempo e a purificação dos sentimentos e o despertar dos dons de vida, gozar da tranquilidade de consciência e viver em pleno céu, descobrindo esse paraíso dentro de nós mesmos.
A liberdade natural não é liberdade total; a primeira é bênção de Deus para a alegria e a esperança dos Seus filhos, de maneira que todos nós possamos sentir que estamos seguros n'Aquele que é o princípio e a vida de todas as criaturas.
Que Jesus nos abençoe para entendermos melhor as leis que podemos assimilar.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
9.9.26
GLÓRIA DO MUNDO
José Guedes*
Suspenso em pleno peito amplo vergel florido,
Existe qual jardim sem espinho e sem hera...
Por mais chuva ou mais sol, conserva o colorido,
E, embora o frio em torno, esplende em primavera...
Do regato a jorrar não se escuta um gemido...
Nas brisas de perfume o amor jamais se altera...
E nesse abrigo santo, em pétalas tecido,
A doçura vigia em generosa espera...
Remanso de bondade em divino transporte,
Oásis no deserto a sorrir para a morte,
Quem consegue exaltar esse ninho fecundo?...
Só Deus!... Só Deus, usando a luz da aurora acesa,
Poderá definir a infinita grandeza
Do coração de mãe como a glória do mundo!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Suspenso em pleno peito amplo vergel florido,
Existe qual jardim sem espinho e sem hera...
Por mais chuva ou mais sol, conserva o colorido,
E, embora o frio em torno, esplende em primavera...
Do regato a jorrar não se escuta um gemido...
Nas brisas de perfume o amor jamais se altera...
E nesse abrigo santo, em pétalas tecido,
A doçura vigia em generosa espera...
Remanso de bondade em divino transporte,
Oásis no deserto a sorrir para a morte,
Quem consegue exaltar esse ninho fecundo?...
Só Deus!... Só Deus, usando a luz da aurora acesa,
Poderá definir a infinita grandeza
Do coração de mãe como a glória do mundo!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
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