29.3.26
Interesses Espíritas
798 – O Espiritismo se tornará uma crença comum, ou permanecerá apenas com algumas pessoas?
R – Certamente ele se tornará uma crença comum, e marcará uma nova era na história da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais ainda contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combate-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, encontrando-se cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros sob pena de se tornarem ridículos. (De “O Livro dos Espíritos” – Influencia do Espiritismo no Progresso)
Em seguida, o próprio Codificador comenta:
“As ideias não se transformam senão com o tempo, e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer pouco a pouco com os que as professavam, e que são substituídas por outros indivíduos, imbuídos de novos princípios, como se verifica com as ideias políticas. Vêde o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as ideias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda haviam deixado traços que somente a completa renovação das raças pode apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fenômeno de incredulidade que só o tempo fará desaparecer. Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem a construir.”
Infelizmente, a luta a que os Espíritos se referiram a Kardec, mais contra os interesses do que contra a convicção, a nosso ver, estão sendo lutas travadas contra os próprios interesses de alguns adeptos do Espiritismo.
Imaginávamos que tal luta se daria extra muros da Doutrina, no entanto, ao que estamos percebendo, ela está acontecendo mais intra muros, com interesses, os mais diversos, falando mais alto que as convicções.
São os que se opõem frontalmente ao aspecto religioso do Espiritismo, os que não admitem que Chico Xavier possa ser a reencarnação de Allan Kardec, os que acusam o Espiritismo de racismo, os que proclamam que as ideias espíritas estejam ultrapassadas e propõem n esdrúxulas renovações em seu corpo doutrinário, o elitismo, a adulteração de certas obras mediúnicas de Chico Xavier, os que se batem dizendo que Roustainguismo é a Revelação da Revelação, os órgãos unificadores que estabeleceram certa hierarquia no Movimento, e por aí vai.
Na atualidade, felizmente, a oposição ao Espiritismo não vem partindo tanto dos adeptos das outras religiões, porque já perceberam que, de todas elas, a que mais se aproxima da Ciência é o Espiritismo.
Outra corrente existe que pretende “tirar Jesus do Espiritismo”, conforme previa Chico Xavier, e outra mais desejando um Espiritismo sem espíritos.
Enfim, qual aconteceu com o Cristianismo, cessada a luta contra o paganismo, que durou por aproximadamente trezentos anos, o Espiritismo, no próximo dia 18 de abril de 2027, comemorará 170 anos de sua Codificação – 1857 a 2027 –, cessada a luta contra a oposição religiosa em geral, vem se vendo às voltas com o personalismo de seus adeptos, com cada grupo deles defendendo, não a Doutrina como um todo, mas os interesses que lhes dizem respeito.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG 27 de março de 2026.
R – Certamente ele se tornará uma crença comum, e marcará uma nova era na história da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais ainda contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combate-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, encontrando-se cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros sob pena de se tornarem ridículos. (De “O Livro dos Espíritos” – Influencia do Espiritismo no Progresso)
Em seguida, o próprio Codificador comenta:
“As ideias não se transformam senão com o tempo, e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer pouco a pouco com os que as professavam, e que são substituídas por outros indivíduos, imbuídos de novos princípios, como se verifica com as ideias políticas. Vêde o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as ideias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda haviam deixado traços que somente a completa renovação das raças pode apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fenômeno de incredulidade que só o tempo fará desaparecer. Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem a construir.”
Infelizmente, a luta a que os Espíritos se referiram a Kardec, mais contra os interesses do que contra a convicção, a nosso ver, estão sendo lutas travadas contra os próprios interesses de alguns adeptos do Espiritismo.
Imaginávamos que tal luta se daria extra muros da Doutrina, no entanto, ao que estamos percebendo, ela está acontecendo mais intra muros, com interesses, os mais diversos, falando mais alto que as convicções.
São os que se opõem frontalmente ao aspecto religioso do Espiritismo, os que não admitem que Chico Xavier possa ser a reencarnação de Allan Kardec, os que acusam o Espiritismo de racismo, os que proclamam que as ideias espíritas estejam ultrapassadas e propõem n esdrúxulas renovações em seu corpo doutrinário, o elitismo, a adulteração de certas obras mediúnicas de Chico Xavier, os que se batem dizendo que Roustainguismo é a Revelação da Revelação, os órgãos unificadores que estabeleceram certa hierarquia no Movimento, e por aí vai.
Na atualidade, felizmente, a oposição ao Espiritismo não vem partindo tanto dos adeptos das outras religiões, porque já perceberam que, de todas elas, a que mais se aproxima da Ciência é o Espiritismo.
Outra corrente existe que pretende “tirar Jesus do Espiritismo”, conforme previa Chico Xavier, e outra mais desejando um Espiritismo sem espíritos.
Enfim, qual aconteceu com o Cristianismo, cessada a luta contra o paganismo, que durou por aproximadamente trezentos anos, o Espiritismo, no próximo dia 18 de abril de 2027, comemorará 170 anos de sua Codificação – 1857 a 2027 –, cessada a luta contra a oposição religiosa em geral, vem se vendo às voltas com o personalismo de seus adeptos, com cada grupo deles defendendo, não a Doutrina como um todo, mas os interesses que lhes dizem respeito.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG 27 de março de 2026.
28.3.26
Trabalho Sempre
Se notícias infelizes
São as que te estão chegando,
Buscando manter a calma,
Continua trabalhando.
Se grande asteroide está
Do Espaço te ameaçando,
Ante o possível desastre
Continua trabalhando.
Se o mar sobe de nível,
A quase tudo arrasando,
Sem desespero e descrença,
Continua trabalhando.
Se um míssil nuclear
O teu país vem mirando,
Sem ter onde te abrigares,
Continua trabalhando.
Se a terra treme aos teus pés
Com um abismo se formando,
Sempre confiante em Deus,
Continua trabalhando.
Se a hora de tua morte,
Está se prenunciando,
Crendo na Vida Sem Fim,
Continua trabalhando.
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 21-3-26
São as que te estão chegando,
Buscando manter a calma,
Continua trabalhando.
Se grande asteroide está
Do Espaço te ameaçando,
Ante o possível desastre
Continua trabalhando.
Se o mar sobe de nível,
A quase tudo arrasando,
Sem desespero e descrença,
Continua trabalhando.
Se um míssil nuclear
O teu país vem mirando,
Sem ter onde te abrigares,
Continua trabalhando.
Se a terra treme aos teus pés
Com um abismo se formando,
Sempre confiante em Deus,
Continua trabalhando.
Se a hora de tua morte,
Está se prenunciando,
Crendo na Vida Sem Fim,
Continua trabalhando.
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 21-3-26
27.3.26
Comentário Questão 805 do Livro dos Espíritos
FACULDADES ADQUIRIDAS
As faculdades adquiridas pelas almas não são esquecidas em tempo algum, mesmo que estas voltem à carne pela lei da reencarnação, e não possam expressar seus valores, com toda a plenitude, por provações ou opção. Elas guardam no centro da vida o que aprenderam por experiências.
Não existe regressão do Espírito; o que dá a impressão de recuo é o fato de que ele veste uma roupa carnal, deformada pela sua própria escolha e exigência cármica. Pode, bem assim, reencarnar em mundos inferiores, com a tarefa de ajudar aos que ali se encontram em estado de sono. Os superiores têm o dever universal de dar as mãos a quem se encontra na retaguarda.
O Espírito, ao passar de um mundo superior para um inferior, conserva sua superioridade, mas nem sempre pode expressá-la no seu todo, nas suas andanças como mestre e guia. Todavia, o que ele adquiriu, isso ele nunca perde e ninguém toma; é conquista dos seus esforços individuais, é tesouro divino que a eternidade sabe conservar em seu coração.
Num exemplo bem singelo, quando se vai em busca de alguém que se interessa proteger, em cadeias, hospitais ou outros lugares onde há muitas provações, não se perde os valores morais e espirituais. é o que se passa com os Espíritos benfeitores, que descem de planos superiores para nos assistirem nas nossas necessidades. Eles conservam seus valores, mesmo trabalhando nas sombras. Assim se passa com as almas redimidas que aceitam, ou escolhem, a tarefa de ajudar aos homens, por vezes os mais ignorantes. As aptidões por eles adquiridas são luzes benfeitoras que servem para clarear os que vivem ainda no escuro, dirigidos pela ignorância.
A diversidade de aptidões corresponde ao despertamento das qualidades gradativamente. É uma lei natural que se processa em todas as criaturas de Deus, pela presença do amor universal do Criador. O tempo é muito importante para o despertamento dos valores espirituais nas almas. Depois que os Espíritos despertarem todos os seus valores, aí ocorre a grande transformação em suas vidas; desaparece dos seus caminhos o próprio tempo, e o espaço deixa de existir. Eis aí o Espírito se libertando das leis das quais não mais precisa. A fé avoluma-se de tal forma na alma, que acontecem muitas maravilhas, como Marcos anotou no capítulo onze, versículo vinte e três:
Porque em verdade vos afirmo, que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
Com o desabrochar dos talentos internos do Espírito, surge nos céus da consciência um sol que se chama Fé, força poderosa que Jesus usou muito na Terra, quando teve que curar os enfermos e levantar os caídos, mostrando ao povo a presença de Deus no coração do homem, pela fé. Deus permitiu que os homens, em graus diversos, manifestassem seus dons, e sentissem que dentro de si existem todos os recursos de vida. No futuro, pelo poder da fé, veremos que poderemos ser o nosso próprio médico, porque da nossa mente partirão ordens de harmonia que os corpos obedecerão na fluência do nosso verbo de luz.
Se sabemos que nada perdemos do bem que adquirimos, qual o nosso dever? Trabalhar para despertarmos novas aptidões e exercitá-las onde quer que estejamos, em forma de caridade, onde não falte o amor ensinado pelo Divino Mestre de todos nós, Jesus Cristo.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
As faculdades adquiridas pelas almas não são esquecidas em tempo algum, mesmo que estas voltem à carne pela lei da reencarnação, e não possam expressar seus valores, com toda a plenitude, por provações ou opção. Elas guardam no centro da vida o que aprenderam por experiências.
Não existe regressão do Espírito; o que dá a impressão de recuo é o fato de que ele veste uma roupa carnal, deformada pela sua própria escolha e exigência cármica. Pode, bem assim, reencarnar em mundos inferiores, com a tarefa de ajudar aos que ali se encontram em estado de sono. Os superiores têm o dever universal de dar as mãos a quem se encontra na retaguarda.
O Espírito, ao passar de um mundo superior para um inferior, conserva sua superioridade, mas nem sempre pode expressá-la no seu todo, nas suas andanças como mestre e guia. Todavia, o que ele adquiriu, isso ele nunca perde e ninguém toma; é conquista dos seus esforços individuais, é tesouro divino que a eternidade sabe conservar em seu coração.
Num exemplo bem singelo, quando se vai em busca de alguém que se interessa proteger, em cadeias, hospitais ou outros lugares onde há muitas provações, não se perde os valores morais e espirituais. é o que se passa com os Espíritos benfeitores, que descem de planos superiores para nos assistirem nas nossas necessidades. Eles conservam seus valores, mesmo trabalhando nas sombras. Assim se passa com as almas redimidas que aceitam, ou escolhem, a tarefa de ajudar aos homens, por vezes os mais ignorantes. As aptidões por eles adquiridas são luzes benfeitoras que servem para clarear os que vivem ainda no escuro, dirigidos pela ignorância.
A diversidade de aptidões corresponde ao despertamento das qualidades gradativamente. É uma lei natural que se processa em todas as criaturas de Deus, pela presença do amor universal do Criador. O tempo é muito importante para o despertamento dos valores espirituais nas almas. Depois que os Espíritos despertarem todos os seus valores, aí ocorre a grande transformação em suas vidas; desaparece dos seus caminhos o próprio tempo, e o espaço deixa de existir. Eis aí o Espírito se libertando das leis das quais não mais precisa. A fé avoluma-se de tal forma na alma, que acontecem muitas maravilhas, como Marcos anotou no capítulo onze, versículo vinte e três:
Porque em verdade vos afirmo, que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
Com o desabrochar dos talentos internos do Espírito, surge nos céus da consciência um sol que se chama Fé, força poderosa que Jesus usou muito na Terra, quando teve que curar os enfermos e levantar os caídos, mostrando ao povo a presença de Deus no coração do homem, pela fé. Deus permitiu que os homens, em graus diversos, manifestassem seus dons, e sentissem que dentro de si existem todos os recursos de vida. No futuro, pelo poder da fé, veremos que poderemos ser o nosso próprio médico, porque da nossa mente partirão ordens de harmonia que os corpos obedecerão na fluência do nosso verbo de luz.
Se sabemos que nada perdemos do bem que adquirimos, qual o nosso dever? Trabalhar para despertarmos novas aptidões e exercitá-las onde quer que estejamos, em forma de caridade, onde não falte o amor ensinado pelo Divino Mestre de todos nós, Jesus Cristo.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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