20.9.26

FALOU A VIDA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Verdade e Mentira

A mentira tem pernas curtas.
Quem já não ouviu falar desta máxima popular?
Uma mentira bem contada pode até gerar risos momentâneos, mas ela jamais se sustentará o tempo todo. Existem dois tipos de mentira: a mentira boazinha e a mentira maledicente. A mentira boazinha é aquela que todos sabem de antemão que aquilo que se conta não é verdade. É uma brincadeira para entreter. Pior é a mentira maledicente que é aquela que quer ferir, quer denegrir, quer espuriar a outra pessoa. Ela é destrutiva porque é feita para fazer o mal.
- Mas Dom Hélder, todo mundo mente, por que eu não posso usar uma mentirinha?
Até onde vai a sua consciência com esta “mentirinha”? Até onde vai a consequência desta “mentirinha”? Se vai prejudicar alguém, então ela já é abominável por natureza.
Mentira é mentira e ponto final. Faz mal. É querer enganar a verdade, escondê-la, ludibriar os outros.
Quando Jesus afirmou que deveríamos ser honestos com a nossa palavra, dizendo “sim, sim” e “não, não”, não quis apenas se referir em não titubearmos com algo, queria dizer igualmente para não abrirmos mão da verdade.
Verdade é grande valor humano. Quem possui compromisso com a verdade pode até se dar mal em dada situação, mas terá a sua consciência tranquila que falou o que deveria ter falado. Não fugiu da verdade.
Já pensou alguém que conta uma mentira deliberadamente e depois se descobre que era uma farsa? Ninguém mais vai acreditar naquela pessoa, não é verdade?
As pessoas que possuem compromisso com a verdade são levadas à sério pelos outros. Quando elas falam todos prestam atenção. Elas têm credibilidade.
Por que você e todos nós não adotemos este compromisso total com a verdade?
Você pode até estar errado em algum assunto, mas falou aquilo que era considerada a sua verdade e é isto que importa.
Meus queridos irmãos, fico muito descontente quando pego alguém querendo me enganar. Compreendo as limitações temporárias do irmão, tento entender os motivos daquele gesto infeliz, dou outra chance, mas fico chateado, confesso, quando alguém mente descaradamente.
Sinto-me assim porque antecipadamente creio no ser humano. Claro. Imagine o que é você andar por aí desconfiando de toda gente. Não tem cabimento, não é? A vida seria extremamente chata.
Faça a sua parte e fale a verdade.
A verdade é sempre o maior refúgio dos fortes.
Um abraço, 
Helder Camara – Blog Novas Utopias

19.9.26

Infanoj en la Transmondo - Livro espírita em Esperanto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Felicidade

Felicidade, eu não sei
Como deve defini-la,
Dizem que ela reside
Na consciência tranquila...
 
Ouço outros a dizerem
Que, em resumo, ela é,
Do modo como se mostra,
Um patrimônio da fé...
 
Outros mais a associam
À um estado de saúde,
De quem alcança a velhice
Com o vigor da juventude...
 
Escuto ainda quem fala
Em dinheiro e coisa e tal,
A viajar pelo mundo,
Distanciando-se do mal...
 
Eu não sei, mas vou dizer,
Sem me estender ao falar,
O que eu penso a respeito
Sem ninguém contrariar...
 
Buscando na Terra inteira,
Seja em qualquer diretriz,
Sem que sofra alguma dor
Eu não sei de alguém feliz...
 
Muito embora seja bela,
Crescendo em berço de estrume,
Sem ter espinhos na haste,
A rosa não tem perfume!...
 
Formiga/Baccelli - Blog Mediunidade na Internet
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – 12 de setembro de 2026 

A EVOLUÇÃO DO SER O Espírito em Psicoterapia Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

O Futuro do Brasil

A trajetória democrática no Brasil sofre outro deslize. 
O Brasil possui tudo para ser uma grande nação. Recursos de diversas ordens não lhe falta. Somos poderosos economicamente, temos uma bacia hidrográfica rica, uma natureza abundante e um povo expressivamente inteligente e criativo. O que nos falta, talvez, seja um projeto de nação. Sem foco para onde devemos ir, pouco progresso ocorrerá e os avanços serão meramente pontuais, haja vista que funcionam como se cada um promovesse o seu próprio destino e não porque há um direcionamento único das ações.
Este projeto maior, Senhores, deve ser fruto de ampla discussão na sociedade. Quem quer que o inicie, sem se preocupar com os rendimentos políticos desta iniciativa, terá dado contribuição enorme para o progresso social e econômico do País. Agirá como estadista e não como um populista. Definirá regras atemporais e não interesses casuais. É certo que o momento presente exige ajustes de diversas frentes, dada a situação calamitosa que chegamos, mas não podemos, jamais, deixar de ter um foco mais distante quando se refere ao destino do País.
Alguns presidentes, ao longo do período republicano, tiveram esta preocupação. Não cabe aqui analisar se as diretrizes apresentadas eram positivas ou não, não é esta a questão, o que se coloca em jogo é o tirocínio de se deixar um efetivo legado para o País.
Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek de Oliveira e o período militar desenharam, cada um a seu modo, este desenho de nação. Alguns pontos tiveram continuidade, outros foram abandonados sem qualquer análise mais séria.
O que está em jogo, Senhores, é o futuro da nação. Iniciativas pontuais podem ter alguma repercussão, mas se não forem devidamente ampliadas e aceitas como políticas de Estado terão vida curta por mais interessantes que possam ser.
Este é o motivo do nosso atraso, em última análise. O progresso espiritual não é realizado por improviso. Temos, pelo que sei, notória preocupação com planejamento de longo prazo. Os passos dados pelos maiores da humanidade e por aqueles que se preocupam com nosso País seguem um norteamento maior e são pautados dentro de critérios rígidos. Todos nós, espíritos comprometidos com a nação brasileira, somos chamados, de algum modo, a dar a nossa contribuição. Trabalho não nos falta.
Neste quadrante da vida pública brasileira, enxergamos mais oportunidades do que dissabores. Estamos numa crise, é verdade, mas ela mesma nos traz possibilidades de avanço inestimáveis.
Quem sabe uma nova legislação para abrir os caminhos políticos e restituirmos de vez a confiança dos brasileiros em seus representantes?
Por que não pensar numa reforma econômica “globativa”, não apenas de integração mundial para sermos mais competitivos, mas de aprendizagem geral para aumentar a capacidade produtiva de nosso povo, gerando mais renda e riqueza para todos?
Que tal priorizarmos definitivamente a educação como patrimônio maior da nossa nação em direção a termos cidadãos livres de verdade e conscientes de suas potencialidades e direitos?
Por que não pensar num governo mais competente na gestão e menos corrupto na sua concepção?
Há muitas frentes a serem definidas as suas prioridades e aquilo que mais interessa ao conjunto da nação.
Não importa necessariamente quem faça, mas que faça e como faça.
Estaremos ombro a ombro com todos aqueles que se dispuserem a trabalhar por um País melhor e com futuro.
Um abraço,
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal