9.2.26
Amor Ao Espiritismo (III)
Poucos são os espíritas e os médiuns que, verdadeiramente, têm compromisso com a Doutrina e se mostram disciplinados nas atividades das quais participam.
Sabemos que muitos Grupos Espíritas, na Terra, lutam com a indisciplina dos médiuns, que, às vezes, por questões de somenos, deixam de comparecer às reuniões, mormente aquelas de enfermagem espiritual, nas quais servem no campo da psicofonia, ou da incorporação.
A grande maioria dos labores doutrinários, levados a efeito nos Centros, é mantida pela perseverança de dois ou três companheiros, irmãos e irmãs que sacrificam interesses pessoais por amor à Causa.
Outros, infelizmente, que ainda não lograram disciplinarem-se no que tange a horário e compromisso, ausentam-se das tarefas que consideram mais penosas, ou nas quais não podem “mostrarem-se” de acordo com os traços de vaidade que os induzem a procurarem os holofotes do elogio ou do aplauso.
Recordamos que Emmanuel, quando apareceu ao Médium Chico Xavier, lhe solicitou que atentasse para os três requisitos básicos para a tarefa a ser cumprida por ambos: “Disciplina, Disciplina, Disciplina”.
Não são poucos, por exemplo, os espíritas que estimam frequentar as reuniões doutrinárias que são muito concorridas, afastando-se daquelas de menor comparecimento do público.
Certo orador, quando, por vezes, convidado à uma exposição doutrinária através da palavra, procurava saber, com antecedência, quantas pessoas haveriam de caber no auditório a fim de ouvi-lo – e não aceitava falar para público considerado menor.
Notemos que o amor à Doutrina Espírita, como, igualmente, o desamor, pode ser manifestado de muitas maneiras, que, em verdade, acaba por denunciar que, infelizmente, em nós, o personalismo está se sobrepondo ao idealismo.
Esquecemo-nos de que Allan Kardec, lançando-se ao trabalho da Codificação, reunia-se em sua casa com um grupo composto de oito a dez pessoas – ele, Amèlie Boudet e mais uns quatro ou cinco.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 8 de fevereiro de 2026.
Sabemos que muitos Grupos Espíritas, na Terra, lutam com a indisciplina dos médiuns, que, às vezes, por questões de somenos, deixam de comparecer às reuniões, mormente aquelas de enfermagem espiritual, nas quais servem no campo da psicofonia, ou da incorporação.
A grande maioria dos labores doutrinários, levados a efeito nos Centros, é mantida pela perseverança de dois ou três companheiros, irmãos e irmãs que sacrificam interesses pessoais por amor à Causa.
Outros, infelizmente, que ainda não lograram disciplinarem-se no que tange a horário e compromisso, ausentam-se das tarefas que consideram mais penosas, ou nas quais não podem “mostrarem-se” de acordo com os traços de vaidade que os induzem a procurarem os holofotes do elogio ou do aplauso.
Recordamos que Emmanuel, quando apareceu ao Médium Chico Xavier, lhe solicitou que atentasse para os três requisitos básicos para a tarefa a ser cumprida por ambos: “Disciplina, Disciplina, Disciplina”.
Não são poucos, por exemplo, os espíritas que estimam frequentar as reuniões doutrinárias que são muito concorridas, afastando-se daquelas de menor comparecimento do público.
Certo orador, quando, por vezes, convidado à uma exposição doutrinária através da palavra, procurava saber, com antecedência, quantas pessoas haveriam de caber no auditório a fim de ouvi-lo – e não aceitava falar para público considerado menor.
Notemos que o amor à Doutrina Espírita, como, igualmente, o desamor, pode ser manifestado de muitas maneiras, que, em verdade, acaba por denunciar que, infelizmente, em nós, o personalismo está se sobrepondo ao idealismo.
Esquecemo-nos de que Allan Kardec, lançando-se ao trabalho da Codificação, reunia-se em sua casa com um grupo composto de oito a dez pessoas – ele, Amèlie Boudet e mais uns quatro ou cinco.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 8 de fevereiro de 2026.
8.2.26
Para onde vai o espírita depois da morte?
É comum qualificar a Doutrina Espírita como uma filosofia que consola, ilumina ou liberta consciências, isto porque apresenta uma série de conceitos, ensinos e argumentos que suscita as pessoas a modificarem o seu paradigma sobre a sua vida e os fatos do cotidiano.
A filosofia espírita convida a todos a pensar, sentir e agir como espírito imortal que estagia temporariamente num corpo de carne com a finalidade de aprendizagem intelectual, sentimental e moral, na direção da perfeição. Em uma frase: convida o ser a viver a imortalidade na carne.
Diante deste contexto, o espírita possui um grande desafio: morrer bem.
O fato de conhecer mais sobre a realidade espiritual e desértar para a aplicação moral em si mesmo faz com que o espírita desenvolva uma postura diferenciada diante da vida e da morte. Ou deveria.
Por ser espírita, uma pessoa possui privilégios diferenciados quando morre?
Antes de responder a esta pergunta é importante apresentar como é que normalmente ocorre este processo de afastamento do espírito do corpo de carne.
Primeiramente, é necessário desconstruir a ideia de um fim absoluto ou de um julgamento exterior e punitivo. A transição, que chamamos popularmente de morte, é na verdade o "desencarne": o processo de desprendimento da alma do invólucro material que a serviu durante a jornada terrena. Este processo é regido por leis naturais e começa com (1) o enfraquecimento dos laços que unem o perispírito — o corpo espiritual — às células físicas.
No momento em que o fluido vital se esgota e os órgãos cessam suas funções, o espírito inicia sua libertação. Contudo, essa separação raramente é imediata. Para a maioria, (2) existe um período de "perturbação espírita", uma espécie de névoa mental onde as sensações do mundo físico se misturam com as novas percepções do mundo espiritual.
A lucidez nesse momento é diretamente proporcional ao desapego que o indivíduo cultivou em vida (3). Aquele que viveu focado no bem e na espiritualidade desperta como quem acorda de um sono reparador, enquanto o que se manteve escravizado aos interesses puramente materiais pode sentir-se pesado e confuso, retido por fios invisíveis de desejo e posse.
É neste estágio que a assistência espiritual se faz presente (4); mentores dedicados e familiares que precederam o indivíduo na partida costumam recepcionar o recém-desencarnado, oferecendo o amparo necessário para que o choque da transição seja suavizado.
Uma vez recuperada a consciência, o espírito se vê na erraticidade — o intervalo entre duas encarnações.
O destino geográfico, por assim dizer, não é determinado por decretos divinos, mas pela lei de sintonia e afinidade vibratória (5). No mundo espiritual, o pensamento é força plástica: ele cria o ambiente. Assim, os espíritos são atraídos para regiões que refletem seu estado íntimo.
Aqueles que partem carregados de culpa, ódio ou vícios densos costumam ser atraídos para as zonas de baixa vibração conhecidas como Umbral grosso ou pesado. Não se trata de um inferno teológico, mas de uma região de aprendizado doloroso, onde as mentes que sofrem se agrupam até que o arrependimento e o desejo sincero de melhora permitam o auxílio das esferas superiores.
Já disposto a sua renovação interior, (6) o espírito é transferido para uma região mais leve do Umbral: as colônias espirituais e os postos de socorro, de acordo com a sua condição de equilíbrio e harmonia.
Cidades como a célebre "Nosso Lar" são exemplos de organizações complexas situadas em esferas mais sutis, onde o espírito encontra hospitais, escolas, parques e locais de trabalho. Nessas colônias, o indivíduo é convidado a retomar seu progresso.
A vida ali é ativa e estruturada; não há o ócio contemplativo. (7) O espírito é incentivado a estudar as leis do universo e a trabalhar em benefício de outros, servindo em missões de amparo aos que ainda sofrem no plano físico ou nas regiões umbralinas mais densas. Essa ocupação é fundamental para que ele recupere suas energias e expanda seus conhecimentos morais e intelectuais.
Dessa maneira, o espírita não possui qualquer privilégio após a morte. Tudo é uma questão de mérito e sintonia. Levamos conosco apenas o que somos e o "céu" ou o "inferno" que habitaremos nada mais é do que o reflexo da luz ou das trevas que decidimos cultivar em nosso próprio coração durante a nossa passagem pelo mundo físico.
A propósito, o espírito Ermance Dufaux destaca que “o Espiritismo na cabeça é informação. O Espiritismo no coração é transformação”.
Consiste, portanto, na internalização que se fez de tudo que absorveu teoricamente.
Você espírita, o que está fazendo com o manancial de informações que apreende?
Apenas admite a filosofia espírita como uma mensagem elevada ou se esforça para materializá-la na medida das suas possibilidades?
O passaporte do espírita depois da morte, como de qualquer outra pessoa, está determinado na sua esfera íntima.
Duas advertências importantes para o bem morrer:
Muito será pedido a quem muito for dado, como lembra Jesus de Nazaré, e
É necessário ter a consciência tranquila e a fé no futuro, como assevera O Livro dos Espíritos.
Agora e na hora da nossa morte.
Carlos Pereira Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
1. Obras de Allan Kardec (A Base Filosófica)
O Livro dos Espíritos (1857): Especialmente a Parte Segunda, Capítulos III (Da Volta do Espírito à Vida Espiritual), VI (Da Vida Espírita) e VII (Da Volta do Espírito à Vida Corporal). É a base de todo o entendimento sobre a morte e a reencarnação.
O Céu e o Inferno (1865): Obra essencial para entender a situação da alma após o desencarne. A Segunda Parte contém inúmeros depoimentos de espíritos em diferentes condições (felizes, sofredores, suicidas, etc.), exemplificando a lei de causa e efeito.
2. Obras de André Luiz / Psicografia de Chico Xavier
Nosso Lar (1944): O livro mais importante para entender o conceito de Colônias Espirituais, a organização do trabalho no além, o período de perturbação e o auxílio espiritual.
Os Mensageiros (1944): Detalha a preparação de espíritos para a reencarnação e o trabalho das equipes de socorro que atuam na crosta terrestre e no Umbral.
Obreiros da Vida Eterna (1946): Foca especificamente no momento da transição (o desencarne), descrevendo com detalhes técnicos como as equipes espirituais realizam o desligamento dos laços fluídicos do corpo físico.
E a Vida Continua... (1968): Ilustra de forma clara a vida na erraticidade e como o estado mental do indivíduo determina sua realidade imediata após a morte.
Diante deste contexto, o espírita possui um grande desafio: morrer bem.
O fato de conhecer mais sobre a realidade espiritual e desértar para a aplicação moral em si mesmo faz com que o espírita desenvolva uma postura diferenciada diante da vida e da morte. Ou deveria.
Por ser espírita, uma pessoa possui privilégios diferenciados quando morre?
Antes de responder a esta pergunta é importante apresentar como é que normalmente ocorre este processo de afastamento do espírito do corpo de carne.
Primeiramente, é necessário desconstruir a ideia de um fim absoluto ou de um julgamento exterior e punitivo. A transição, que chamamos popularmente de morte, é na verdade o "desencarne": o processo de desprendimento da alma do invólucro material que a serviu durante a jornada terrena. Este processo é regido por leis naturais e começa com (1) o enfraquecimento dos laços que unem o perispírito — o corpo espiritual — às células físicas.
No momento em que o fluido vital se esgota e os órgãos cessam suas funções, o espírito inicia sua libertação. Contudo, essa separação raramente é imediata. Para a maioria, (2) existe um período de "perturbação espírita", uma espécie de névoa mental onde as sensações do mundo físico se misturam com as novas percepções do mundo espiritual.
A lucidez nesse momento é diretamente proporcional ao desapego que o indivíduo cultivou em vida (3). Aquele que viveu focado no bem e na espiritualidade desperta como quem acorda de um sono reparador, enquanto o que se manteve escravizado aos interesses puramente materiais pode sentir-se pesado e confuso, retido por fios invisíveis de desejo e posse.
É neste estágio que a assistência espiritual se faz presente (4); mentores dedicados e familiares que precederam o indivíduo na partida costumam recepcionar o recém-desencarnado, oferecendo o amparo necessário para que o choque da transição seja suavizado.
Uma vez recuperada a consciência, o espírito se vê na erraticidade — o intervalo entre duas encarnações.
O destino geográfico, por assim dizer, não é determinado por decretos divinos, mas pela lei de sintonia e afinidade vibratória (5). No mundo espiritual, o pensamento é força plástica: ele cria o ambiente. Assim, os espíritos são atraídos para regiões que refletem seu estado íntimo.
Aqueles que partem carregados de culpa, ódio ou vícios densos costumam ser atraídos para as zonas de baixa vibração conhecidas como Umbral grosso ou pesado. Não se trata de um inferno teológico, mas de uma região de aprendizado doloroso, onde as mentes que sofrem se agrupam até que o arrependimento e o desejo sincero de melhora permitam o auxílio das esferas superiores.
Já disposto a sua renovação interior, (6) o espírito é transferido para uma região mais leve do Umbral: as colônias espirituais e os postos de socorro, de acordo com a sua condição de equilíbrio e harmonia.
Cidades como a célebre "Nosso Lar" são exemplos de organizações complexas situadas em esferas mais sutis, onde o espírito encontra hospitais, escolas, parques e locais de trabalho. Nessas colônias, o indivíduo é convidado a retomar seu progresso.
A vida ali é ativa e estruturada; não há o ócio contemplativo. (7) O espírito é incentivado a estudar as leis do universo e a trabalhar em benefício de outros, servindo em missões de amparo aos que ainda sofrem no plano físico ou nas regiões umbralinas mais densas. Essa ocupação é fundamental para que ele recupere suas energias e expanda seus conhecimentos morais e intelectuais.
Dessa maneira, o espírita não possui qualquer privilégio após a morte. Tudo é uma questão de mérito e sintonia. Levamos conosco apenas o que somos e o "céu" ou o "inferno" que habitaremos nada mais é do que o reflexo da luz ou das trevas que decidimos cultivar em nosso próprio coração durante a nossa passagem pelo mundo físico.
A propósito, o espírito Ermance Dufaux destaca que “o Espiritismo na cabeça é informação. O Espiritismo no coração é transformação”.
Consiste, portanto, na internalização que se fez de tudo que absorveu teoricamente.
Você espírita, o que está fazendo com o manancial de informações que apreende?
Apenas admite a filosofia espírita como uma mensagem elevada ou se esforça para materializá-la na medida das suas possibilidades?
O passaporte do espírita depois da morte, como de qualquer outra pessoa, está determinado na sua esfera íntima.
Duas advertências importantes para o bem morrer:
Muito será pedido a quem muito for dado, como lembra Jesus de Nazaré, e
É necessário ter a consciência tranquila e a fé no futuro, como assevera O Livro dos Espíritos.
Agora e na hora da nossa morte.
Carlos Pereira Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
1. Obras de Allan Kardec (A Base Filosófica)
O Livro dos Espíritos (1857): Especialmente a Parte Segunda, Capítulos III (Da Volta do Espírito à Vida Espiritual), VI (Da Vida Espírita) e VII (Da Volta do Espírito à Vida Corporal). É a base de todo o entendimento sobre a morte e a reencarnação.
O Céu e o Inferno (1865): Obra essencial para entender a situação da alma após o desencarne. A Segunda Parte contém inúmeros depoimentos de espíritos em diferentes condições (felizes, sofredores, suicidas, etc.), exemplificando a lei de causa e efeito.
2. Obras de André Luiz / Psicografia de Chico Xavier
Nosso Lar (1944): O livro mais importante para entender o conceito de Colônias Espirituais, a organização do trabalho no além, o período de perturbação e o auxílio espiritual.
Os Mensageiros (1944): Detalha a preparação de espíritos para a reencarnação e o trabalho das equipes de socorro que atuam na crosta terrestre e no Umbral.
Obreiros da Vida Eterna (1946): Foca especificamente no momento da transição (o desencarne), descrevendo com detalhes técnicos como as equipes espirituais realizam o desligamento dos laços fluídicos do corpo físico.
E a Vida Continua... (1968): Ilustra de forma clara a vida na erraticidade e como o estado mental do indivíduo determina sua realidade imediata após a morte.
7.2.26
PERDOAR - REFLEXÕES
Perdoar é um trabalho
Que é feito interiormente,
Para, enfim, compreender
Que o ofensor é doente.
Formiga
*
Quem te humilha, te auxilia,
Fazendo grande barulho,
A combater em ti mesmo
Algum resquício de orgulho.
Manoel Roberto
*
Não esperes de ninguém
Em julgamentos a esmo,
O entendimento da luta
Que faceias em ti mesmo.
Maria Modesto
*
O perdão é uma árvore
Cultivada em solo bruto -
Somente depois da flor
É que consegue dar fruto.
Inácio Ferreira
*
A ódio é uma ferida
Que somente se reduz,
Extinguindo-se de todo
Se tratada por Jesus.
Domingas
*
Para que, de fato, ocorra,
E ocorra em plenitude,
O perdão não é palavra,
O perdão é atitude.
Alceu Novais
*
Quem não busca do ofensor
A ofensa catalogar,
Não tem que dar-se ao trabalho
De ter que a perdoar.
Aurora
Baccelli/Autores Diversos - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba ´MG, 31-1-26
Que é feito interiormente,
Para, enfim, compreender
Que o ofensor é doente.
Formiga
*
Quem te humilha, te auxilia,
Fazendo grande barulho,
A combater em ti mesmo
Algum resquício de orgulho.
Manoel Roberto
*
Não esperes de ninguém
Em julgamentos a esmo,
O entendimento da luta
Que faceias em ti mesmo.
Maria Modesto
*
O perdão é uma árvore
Cultivada em solo bruto -
Somente depois da flor
É que consegue dar fruto.
Inácio Ferreira
*
A ódio é uma ferida
Que somente se reduz,
Extinguindo-se de todo
Se tratada por Jesus.
Domingas
*
Para que, de fato, ocorra,
E ocorra em plenitude,
O perdão não é palavra,
O perdão é atitude.
Alceu Novais
*
Quem não busca do ofensor
A ofensa catalogar,
Não tem que dar-se ao trabalho
De ter que a perdoar.
Aurora
Baccelli/Autores Diversos - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba ´MG, 31-1-26
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