15.5.26

DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria



Comentário Questão 812 do Livro dos Espíritos

O BEM-ESTAR
 
O bem-estar é relativo entre os homens e mesmo entre os Espíritos desencarnados. Acontece conforme a evolução de cada um. Os Espíritos, tanto os encarnados quanto os desencarnados, apresentam aptidões diferentes de uns para com os outros. Cada criatura tem uma idade sideral e já tem dons despertados que outros não têm.
O bem-estar está sendo dirigido pelas mesmas leis que regem a igualdade: cada criatura sente esse bem-estar de acordo com a escala a que pertence no progresso espiritual. O entendimento dos homens, de uns para com os outros, depende do progresso das criaturas. Sem maturidade espiritual, não pode existir união, que somente o amor pode fazer.
O homem mais ou menos primitivo é impedido de conhecer as leis, portanto, ele desconhece os métodos de adquirir o seu bem-estar. É falta de maturidade. O homem ignorante é dado ao egoísmo, querendo o bem-estar somente para si. Ele parece se esquecer dos seus semelhantes e não se incomoda com os sofrimentos do próximo.
Consultemos Lucas, no capítulo vinte e quatro, versículo dezesseis, quando ele se refere ao impedimento de ver:
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
A ignorância, por imaturidade pessoal, impede, não somente os olhos, mas todos os sentidos de manifestar a verdade, por desconhecê-la. Quem não ama e não é afeito à justiça, dificulta todos os meios de perceber a realidade. Se se juntam muitos deles, para trocar ideias, dar e receber orientações, são cegos guiando cegos, e todos caem no despenhadeiro do erro.
As leis que regem todas as pessoas, quando são conhecidas e obedecidas pelos Espíritos, começam a tornar visível nos corações o bem-estar, pela serenidade da consciência.
Deus nos criou para a felicidade e age para que possamos entender Sua vontade e conhecermos a nós mesmos.
Se queremos aumentar o nosso bem-estar, na faixa de vida que levamos, não esqueçamos a prática da caridade, que ela, bem conduzida, nos levará às portas da verdadeira felicidade. O Espiritismo mostra normas elevadas capazes de nos conduzirem para grandes entendimentos, por nos fazerem conhecer a nós mesmos e combater as nossas próprias inferioridades.
"O Livro dos Espíritos" constitui a força basilar da Doutrina dos Espíritos, modulando nossas energias e irradiando nossas forças de amor, se a temos, para os que sofrem e são perseguidos.
Todos queremos o bem-estar, mas ele custa o preço do esforço próprio. Deus tudo fez e colocou à disposição de quem ama mais. Trabalhemos buscando o bem-estar de todos, que todo trabalhador é digno do seu salário, e o salário da alma que entendeu e pratica a caridade é o bem-estar espiritual permanente no coração, que verte da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

14.5.26

A INTRUSA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ESPERA, ESPERA

Lívio Barreto

Sorve a taça de pranto a descoberto,
Minha doce rainha desterrada;
Se a neblina da noite ensombra a estrada,
A luz da aurora fulgura vem perto...
 
Choras de olhar cansado no deserto,
Choro fitando a abóbada estrelada,
Sofres, alma querida, reencarnada,
Meus anseias de espírito liberto...
 
Clamas por fé... Minhalma te responde...
Ouves a minha voz não sabes de onde,
– Clarão de amor na névoa fugidia!...
 
Vence a grande aflição... A primavera
Chegará vitoriosa... Espera, espera...
Esperar é o meu pão de cada dia.
     
(*) De origem humilde, caixeiro e, mais tarde, modesto guarda-livros, Lívio Barreto foi um artista emérito do verso. Era, segundo Mario Linhares, “o de mais viva originalidade” do grupo da “Padaria Espiritual”, famosa entidade literária de Fortaleza, da qual foi ele, LB, um dos fundadores, tomando o pseudônimo acadêmico de Lucas Bizarro. Artur Teófilo (in O Pão, órgão da Padaria Espiritual, 15 de Outubro de 1895) informa que LB teve na vida uma paixão que o acompanhou, mais e mais insistente, até à morte. E acrescenta: “Toda a obra literária de Lívio Barreto não é mais que o diário escrito dessa infeliz paixão, que tão implacavelmente o torturou, impressionando-o muito, roubando-lhe a energia...”. No Libertador , de Fortaleza, estampou “formosíssimos versos de uma suave melancolia a que decerto não era estranha essa por quem, longe da Pátria, ele ansiava ardentemente” (idem, ibidem).Era funcionário da “Companhia Maranhense de Navegação a vapor” quando, moço ainda, desencarnou fulminado por uma congestão cerebral. É patrono, na Academia Cearense de Letras. (Distrito de Ibuaçu , Município de Granja, Ceará, 18 de Fevereiro de 1870 − Camocim, Ceará, 29 de Setembro de 1895.)
BIBLIOGRAFIA: Dolentes.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

12.5.26

CURSO DE APRENDIZES DO EVANGELHO SEGUNDO ANO Curso espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 12.05.2026

 

MÁQUINA DIVINA

O coração é uma máquina divina, que corresponde às exigências dos dois planos da vida. Ele é um músculo cuja sensibilidade ultrapassa todas as deduções da ciência humana, porque atinge a ciência espiritual. Todos os órgãos são sensíveis ao carinho; no entanto, o coração é muito mais, porque o amor faz mudar o seu próprio ritmo. O centro de força cardíaco é responsável pela vida desse órgão sublimado. Certamente que o coração não é o único órgão vital, pois ele faz parte de um conjunto para que a vida humana se expresse, servindo ao Espírito para que este cresça diante do Senhor. Pode se dizer, em se tratando das coisas materiais, que o coração é a sede do amor, a se manifestar para todo o corpo. Todos os órgãos vivem em harmonia, sustentados por fios invisíveis do amor que parte desse fulcro de luz. A ciência tem muito a aprender sobre esse assunto, e os terapeutas do mundo deveriam procurar se instruir na filosofia do amor, como coadjuvante divino, para a cura de todos os enfermos. Devemos entender que os nossos atos de cada dia são preces ao coração, como a todos os nossos órgãos, que nos atendem no momento ou depois. Jesus foi e é o educador por excelência, de quem herdamos as maiores lições para que possamos viver em paz conosco, respeitando aos outros nossos irmãos em caminho. O corpo humano é um complexo que só fica bem quando está em harmonia com a criação universal, e o Evangelho nos ensina a retomar às coisas naturais. Ninguém foi feito para viver doente; nada foi feito para viver desajustado. Onde quer que andemos, a luz está acesa esperando que abramos os olhos para iluminar a máquina divina que trabalha em nosso peito, que é o coração.

Filosofia Espírita L.E.69 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.