25.6.26
Eles estão no meio de nós
Quando analisamos o panorama contemporâneo, a hipótese de que inteligências biológicas ou espirituais de outros orbes interagem com a Terra ganha contornos de urgência e realidade.
Eles estão no meio de nós e o entendimento dessa presença exige que desatemos os nós do orgulho antropocêntrico, cruzando as fronteiras do cinema, da filosofia espiritual e da revelação transcendental.
Como provocação inicial, a obra cinematográfica Dia D (2026), de Steven Spielberg, atua como um espelho incômodo para a nossa sociedade.
No filme, o pânico generalizado e a corrida de corporações privadas e governos para ocultar segredos ufológicos traduzem perfeitamente a nossa maior deficiência coletiva: o medo do desconhecido e a necessidade neurótica de controle.
Spielberg nos força a encarar o impacto psicológico e institucional de uma "revelação global" (ou disclosure).
O filme demonstra que a humanidade, embora curiosa, permanece profundamente imatura para lidar com o extraordinário.
Tratamos visitas cósmicas ora com pavor apocalíptico, ora com a ganância de quem deseja confiscar tecnologias por meio de engenharia reversa.
O "Dia D" de Spielberg expõe a nossa miopia espiritual: olhamos para os céus procurando ameaças ou lucros, quando deveríamos olhar para dentro buscando autoconhecimento.
Essa barreira psicológica cai por terra quando recorremos à racionalidade consolidada em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Nele, a doutrina estabelece o princípio da pluralidade dos mundos habitados como uma lei universal e matemática da Criação divina.
Conforme o ensinamento dos benfeitores espirituais, a Terra está longe de ser o centro do universo ou o único reduto de vida inteligente; ao contrário, classifica-se como um mundo de expiações e provas, ocupando uma posição modesta na escala evolutiva cósmica.
A presença de seres vindos de outros quadrantes universais deixa de ser uma "invasão" cinematográfica e passa a ser compreendida como um intercâmbio natural entre irmãos de diferentes idades evolutivas.
Sob a ótica espírita, o isolamento da Terra é uma ilusão da matéria. O universo pulsa em constante magnetismo e comunicação e os mundos mais adiantados auxiliam as civilizações infantes em suas transições planetárias.
Aprofundando essa dinâmica de convivência silenciosa, a obra Os Nefilins confere uma roupagem robusta e detalhada a essa infiltração alienígena na história humana.
Primeiro desmistifica o distanciamento físico dos extraterrestres, demonstrando que raças de origens estelares diversas — algumas operando em faixas vibratórias além da nossa percepção visual comum — participam ativamente da política, da ciência e dos bastidores energéticos do planeta.
Longe de naves espaciais reluzentes estacionadas em nossas capitais, essas inteligências atuam nos bastidores da evolução biológica e espiritual da Terra desde tempos imemoriais, confundindo-se com mitos, deuses e os próprios "anjos caídos" das escrituras antigas.
A análise da presença extraterrestre na Terra, portanto, deixa de ser um exercício de adivinhação e passa a ser uma constatação de convivência.
Enquanto o cinema de Spielberg nos alerta sobre o colapso institucional e o choque ético diante da revelação física e governamental dessas realidades, o Espiritismo e as revelações projetivas nos convidam à maturidade cósmica.
Eles estão no meio de nós não para nos subjugar ou validar nossos roteiros de destruição (embora alguns possam até ter este propósito), mas porque somos todos passageiros da mesma nau universal.
A derrubada final do sigilo sobre a vida extraterrestre exigirá da humanidade muito mais do que a reformulação de tratados de defesa ou manuais científicos; demandará a expansão definitiva de nossa consciência espiritual e a aceitação humilde de nossa verdadeira cidadania cósmica.
Preparemo-nos para a revelação definitiva quando ela vier.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Brasília: FEB, 2013.
PINHEIRO, Robson; ANGELO (Espírito). Os Nefilins. Contagem: Casa dos Espíritos Editora, 2014.
DIA D (Disclosure Day). Direção: Steven Spielberg. Roteiro: David Koepp. Produção: Amblin Entertainment e Universal Pictures. Estados Unidos, 2026. 1 filme (145 min), son., color.
24.6.26
Deslocamento “Espacial”
Explico-me.
Eu imaginava que o espírito, ao deixar a carcaça, deixasse, quase miraculosamente, antigos equívocos seus, e mesmo pensava que a Lei de Causa e Efeito, então, começasse a funcionar de maneira mais incisiva para os que, perante ela, tivessem se comprometido na Terra.
Na lida com os desencarnados, nas sessões mediúnicas do Sanatório, eu refletia que aqueles que entravam em contato conosco, algumas vezes não conscientes de sua nova situação, constituíssem exceções no Mundo Espiritual – afinal, estariam se defrontando com a inegável realidade de si mesmos!
Por mais que eu me esforçasse, e estudasse as obras espíritas, com certeza ainda sob o efeito de outro modo de pensar (durante séculos), eu não lograva “enxergar” a vida no Além como apenas o virar de página de um livro...
Somente aos poucos, com o amadurecimento das ideias em idade mais provecta, e, depois, com o meu próprio desenlace, é que pude constatar que, de fato, a desencarnação não passa, para a grande maioria, de fenômeno de deslocamento “espacial” apenas.
Mudança da casa em que se reside para outra casa, mas, não raro, para a casa ao lado, ainda na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua, com a mesma vizinhança...
Não sei se vocês, os nossos amigos internautas, terão que, igualmente, deixarem a carcaça para entenderem o que tento lhes dizer – creio que, em sua quase total maioria, sim, mormente aqueles que, permanecendo na superfície, não exploram as profundezas do “lago” em que bracejam.
Não seria natural que, após o desenlace, reconhecendo-se em outra Dimensão, os não adeptos do Espiritismo a ele se curvassem, mudando, substancialmente, a sua visão da Vida?!... Não deveriam, espontaneamente, e, de maneira imediata, arrependerem-se de seus erros, predispondo-se à corrigenda, abandonando o mal para sempre?!...
Não obstante, assim não é.
Deste Outro Lado, pelo menos no chão em que atualmente piso, continuamos a lutar em prol da Verdade Imortalista, que milhões, se não bilhões, insistem em ignorar – alguns milhões, ou bilhões, sem dúvida, de “caso pensado”, muito embora não tão pensado assim...
Por este motivo, repetimos que, faz um tempão, para milhões, ou bilhões, a desencarnação não passa de mero deslocamento “espacial”, em ciclo que se repete à semelhança da água que se torna em vapor e do vapor que torna a ser água, passando da forma líquida à gasosa e... vice-versa.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 21 de junho de 2026.
23.6.26
Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 23.06.2026
INTELIGÊNCIA E INSTINTO
Não se
pode determinar onde termina o instinto e começa a inteligência, um e outra têm
funções diferentes, e dá para perceber no homem evoluído, a imposição de um e a
ascendência da outra. O instinto é a inteligência em estado primitivo e a
inteligência é o instinto aprimorado, porém, a divisão de um para com o outro é
bastante sutil. O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na
estrutura do Espírito, é bom se notar que o homem de ontem não teria as mesmas
condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de modo que o bem-estar
cresceu, por ser fruto da inteligência. E também a inteligência irá ceder lugar
à intuição, que tem aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente:
o primeiro é terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para
crescer e iluminar. O instinto não atrofia da maneira que muitos pensam, para
que a inteligência o domine. Ele não desaparece. Quando os sentimentos se
iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a coletividade, pela força do amor.
A inteligência é prova evidente da maturidade da alma, e é neste momento que
Deus acha conveniente que o Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios
pés, que entre na fase de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que
faz com as suas faculdades. A Doutrina dos Espíritos veio abrir um campo de
estudos sobre a vida espiritual, e a mediunidade em todas as dimensões de vida com
informações acerca da vida, da alma e de todos os seus sensíveis corpos. O
instinto impõe o caminho que a alma deve percorrer, a inteligência analisa,
observa, e convida o Espírito para experimentar com parcimônia, e a intuição
tem plena consciência dos caminhos a percorrer.
Filosofia Espírita L.E.74 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
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