“Nada se perde no caminho de volta para casa”, diz um antigo ditado popular. E creio que seja assim mesmo.
A história se repete, muitas vezes, porque não aprendemos com ela, e é necessário que tudo se repita para que ouçamos, finalmente, as vozes da sabedoria divina.
O progresso humano se faz assim: não em rodeios sem fim, mas aprendendo com cada situação passada e transformando esse contexto em lições para avançar no tempo.
Quando não damos o devido salto qualitativo no atual estágio das coisas, precisamos, infelizmente, passar novamente por elas.
Não digo que isto virá a acontecer nesta eleição presidencial no Brasil.
Não possuímos uma bola de cristal na qual vejamos tudo o que irá acontecer, mas o conjunto dos fatos faz-nos perceber as luzes do mais adiante.
É assim que funciona.
De um jeito ou de outro, o Brasil aprenderá — torço para que seu destino seja de renovação e progresso.
À medida que tomamos consciência de nossos deveres e lutamos para criar uma sociedade melhor para se viver, tudo fica mais claro, e muitas portas se abrem diante deste novo alvorecer.
Não existe, portanto, a priori, nada de ruim ou de bom no resultado das urnas que em breve se fará manifesto; existe a concretização de uma realidade posta, em que o jogo de interesses e a complexidade da vida humana se apresentam como são.
Deus não induz a nada; somos nós, homens e mulheres encarnados, que ditamos os nossos destinos. Ele, porém, tem o compromisso de nos fazer avançar no tempo e no espaço. Disso não fugiremos.
Pois bem, votem naquilo em que acreditam seus corações e suas mentes. É o que se passa na realidade de vocês que os fará optar por isto ou por aquilo.
É claro que nós temos, de acordo com o nosso modo de ver a realidade, as nossas preferências, mas compreendam que do lado de cá da vida são reproduzidos os mesmos estratos que vocês possuem aí.
Os valores que nutrimos são diferentes, mas todos nós somos impelidos a cultivar aqueles que levam ao crescimento da raça humana na Terra.
Neste ponto — é sabido por todos —, existem os antagonistas do bem, que trabalham, a seu turno, para desestabilizar o estado de equilíbrio social, político, econômico e ambiental, com o fim de sobrepor seus interesses mais mesquinhos e menores.
Todos somos construtores do nosso destino e haveremos de aprender com nossos pontos de vista e ações, ora acertando, ora equivocando-nos em nossa percepção das coisas.
A agitação que vemos na Terra — e particularmente em nosso País — faz parte desta grande escola do aprendizado humano.
Creiam que existem sementes de sabedoria em tudo o que ocorre, mas é preciso acautelarmo-nos daquilo que notoriamente não nos leva a lugar algum.
Acalmem seus ânimos!
Orem pelo nosso País e cumpram o dever de cidadania com o máximo de consciência que acreditem ter ou alcançar.
O resultado das urnas deve ser respeitado.
Não critiquem!
Não se revoltem!
Não se desesperem!
Tudo está no ritmo de Deus, e as forças comprometidas com o bem haverão de, cedo ou tarde, prevalecer em nosso planeta.
Enquanto isso não ocorre, continuem fazendo a sua parte com destemor e persistência.
Não foi Jesus quem destinou o nosso planeta aos mansos?
Assim será, mas tudo a seu tempo.
Lembrem-se de que o bem sempre prevalecerá, mesmo que, aparentemente, isso possa parecer uma miragem.
A realidade divina é comprometida com o bem e o amor, mas tudo dependerá do quanto estejamos cumprindo a nossa parte neste grande concerto divino.
Um Espirito do Bem
NOTA DO MÉDIUM
O "Um Espírito do Bem", na realidade, assinou seu nome na última encarnação na psicografia.
Para não promover dilações que desviem ao real objetivo, que é refletir sobre seu conteúdo - e não o autor -, preferi ocultá-lo.
Blog de Carlos Pereira.