29.10.26

NOSSO LAR Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

HISTÓRIA DO AMOR

Artur Gonçalves De Sales*
 
Pede a ostra colada à pedra em que se escalva :
– “Ajuda-me, Senhor! Sou larva triste e feia!...”
Nisso, o mergulhador pisa o lençol de areia,
Qual fulmíneo titã, no abismo verde-malva.
 
Pensa, encantada, a pobre: – “Eis alguém que me salva..."
O homem, contudo, ataca e a mísera baqueia.
Depois, sofre, na tona, o facão que a golpeia,
Fere, insulta, escarnece e lanha, valva em valva.
 
Mas, em vez de revolta, a vítima indefesa
Oferta-lhe, ao cair, por troféu de beleza,
A pérola que brilha entre os arpões e os rascos...
 
Essa é a história do amor que se alteia, sublime ;
Inda mesmo a sangrar, sob a injúria do crime,
Beija e enriquece as mãos dos seus próprios carrascos.
 
(*) Depois de ter assentado praça no 9º Batalhão de Infantaria e tentado matricular-se na Escola Militar, no Rio de Janeiro, Artur de Sales voltou a Salvador, onde, em 1905, recebeu o diploma de aluno-mestre, da Escola Normal. Exerceu o magistério primário «em aprendizados agrícolas». Foi um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia, aí ocupando a cadeira nº. 8. A obra poética de AS, a princípio simbolista, passou depois a ser concebida parnasianamente. Suas poesias, em geral abrangendo temas populares, revelam-lhe o grande interesse pelas coisas do mar. Considerado «admirável plástico do verso» por Jackson de Figueiredo, foi ainda Artur de Sales, na expressão de Eugênio Gomes, um «ébrio de Shakespeare», traduzindo-lhe, em versos alexandrinos, a peça Macbeth. (Cais Dourado, Salvador, Bahia, 7 de Março de 1879 – Salvador, 27 de Junho de 1952.)
BIBLIOGRAFIA: Poesias (1901-1915) ; Poemas Regionais; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

28.10.26

O GRANDE LIVRO DA ORAÇÕES Livro espiritualista a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


A Reencarnação do Dalai Lama

A sucessão do Dalai Lama é um processo milenar profundamente enraizado na tradição budista tibetana, mas que, na contemporaneidade, enfrenta severas disputas geopolíticas.
Quando o líder espiritual falece, monges de alta hierarquia iniciam uma busca minuciosa pela criança que representará a sua reencarnação.
Essa jornada baseia-se em instruções deixadas pelo antecessor, em visões observadas em lagos sagrados, profecias e em uma série de indícios físicos e comportamentais, incluindo o reconhecimento de objetos que pertenceram ao Dalai Lama anterior.
O cenário para a sucessão do 14º Dalai Lama, Tenzin Gyatso, contudo, carrega um complexo impasse político.
Aos 90 anos e residindo na Índia, o atual líder afirmou que sua reencarnação deverá ser reconhecida exclusivamente pela Gaden Phodrang Trust, fundação criada por ele para preservar a tradição tibetana, abrindo inclusive a possibilidade de o próximo líder ser uma mulher.
Em contrapartida, o governo da República Popular da China argumenta que a escolha deve obedecer às leis estatais do país e passar obrigatoriamente pela aprovação do governo central de Pequim, utilizando métodos históricos como o sorteio por meio da Urna Dourada. 
Esse choque de autoridades — entre a fundação tradicional no exílio e o controle estatal chinês — resgata precedentes tensos, como o ocorrido com o Panchen Lama na década de 1990.
Especialistas apontam que o resultado mais provável desse conflito de legitimidades é a emergência de um cenário inédito e trágico: a proclamação de dois Dalai Lamas concorrentes, divididos entre o endosso da tradição tibetana e a chancela oficial de Pequim.
Dentro da teologia do budismo tibetano, a reencarnação não é compreendida como o retorno de uma alma estática, mas sim como a continuidade de um fluxo contínuo de consciência (fluxo mental ou cintana) que se manifesta de vida em vida sob a lei de causa e efeito (carma).
O Dalai Lama é reverenciado especificamente como uma emanação viva de Avalokiteshvara, o Bodhisattva da Compaixão, que escolhe voluntariamente retornar ao plano material para guiar os seres sencientes rumo à libertação do sofrimento.
Diferente de dogmas rígidos que limitam a forma física, a filosofia budista tibetana sustenta que um ser de elevado grau espiritual possui o domínio sobre o processo de transmigração, podendo direcionar conscientemente o local, o momento e até mesmo as características biológicas de seu novo corpo.
Do ponto de vista estritamente doutrinário, não existem barreiras para que o líder espiritual renasça em um corpo feminino, refletindo a busca pela transcendência das ilusões corpóreas e sociais em prol da essência compassiva da iluminação. 
A Filosofia Espírita, sistematizada por Allan Kardec no século XIX, corrobora o princípio universal da reencarnação, definindo-a como a pluralidade das existências corpóreas necessária ao progresso intelectual e moral do Espírito.
Segundo o Espiritismo, a alma é uma individualidade consciente que evolui gradativamente através de sucessivas experiências em diferentes mundos e corpos, sejam masculinos ou femininos, de acordo com as necessidades de aprendizado, expiação e missão de cada encarnação.
Diante do conflito político e territorial em torno da sucessão do Dalai Lama, a ótica espiritual convida a uma reflexão além das disputas de poder material.
Do ponto de vista espiritual, os títulos humanos, as fronteiras geopolíticas e as imposições governamentais não possuem o poder de aprisionar ou redirecionar a marcha de uma consciência evoluída.
Se por um lado a politicagem e os interesses de Estado conseguirem instituir líderes fantoches ou disputas formais no plano físico, a verdadeira missão espiritual — sintonizada com a lei divina e com o grau evolutivo do espírito reencarnante — cumprir-se-á independentemente de decretos humanos.
A autoridade moral e espiritual reside nos atos de amor, compaixão e sabedoria, atributos que nenhum decreto político pode conferir ou falsificar.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Brasília: Federação Espírita Brasileira, 2019.

27.10.26

O HOMEM DE BEM Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página4 da Gzeta de Limeira de 27.10.2026

 .UBIQUIDADE.
O Espírito é uma luz em seu porte espiritual, a luz é seu atributo, pois sai do seu ser e irradia qual o sol. O futuro vai mostrar que essa luz é uma energia divina, na dimensão que escapa à análise humana. O Espírito não se divide; quando aparece em vários lugares diferentes; o que chamam de ubiquidade, é seu poder de irradiação que pode tanto transmitir anúncios - como no caso de mensagens para os sensitivos - como suas próprias imagens, apresentando-se em muitos lugares ao mesmo tempo. Pelas coisas materiais pode-se analisar as espirituais. É o caso da televisão: pode-se projetar a imagem de um homem ou um fato em todas as direções, sendo vistos em vários lugares no mesmo instante. E o poder do Espírito é bem maior que o dos aparelhos feitos pelos homens. O Cristo pode aparecer nos lugares que desejar na Terra no mesmo instante, a todas as pessoas que achar conveniente, pelo poder da Sua mente, e transmitir mensagens diferentes para cada pessoa ou agrupamentos. Ele é o dirigente máximo de toda a Terra, conhecedor da ciência divina e pode usá-la quando Lhe aprouver. O centro consciencial da alma ainda está para ser estudado. Ao se passar de uma dimensão para outra, a Doutrina dos Espíritos vem preparando, ensinando, para que se possa sentir mais segurança e maior fé, no momento em que se deverá passar pela porta estreita e ver a Luz com maior beleza, que é encontrar a si mesmo, sob a luz da Verdade. Deus está presente em toda parte, e para encontrá-Lo basta querer, entrando em condições de aprender com Ele. E os melhores processos são os ensinados por Jesus Cristo.
Filosofia Espírita L.E.92 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.