2.5.26

BRINCANDO E APRENDENDO O ESPIRITSMO Livro infanto-juvenil espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Chico do Céu

Apóstolo do Amor em terras do Cruzeiro,
Nos labores da Fé sem nunca esmorecer,
Exemplo de renúncia ante tanto a fazer,
Mensageiro fiel do Cristo, sobranceiro...
 
Discípulo do Bem a dar-se por inteiro,
Entre as sombras mais luz fazendo resplender,
De si mesmo esquecido ao cumprir o dever,
Sempre na condição de humilde Medianeiro...
 
Nos passos do Senhor, nosso Mestre Ideal,
Raros lograram ser alguém assim igual
Servindo sob a Cruz sem relegá-la ao léu...
 
Sobre a Terra onde a fama é ilusão fugaz,
Ficou sendo seu nome uma rima de Paz,
Que se dizendo um “cisco”, era um Cisco de Luz!...
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – Minas Gerais

1.5.26

https://youtu.be/1Je9rTScjTY


 

Experiência de Quase Vida Espiritual

A Experiência de Quase Morte (EQM) é um fenômeno psicológico e espiritual complexo que ocorre em indivíduos que estiveram clinicamente mortos ou em situações de perigo extremo.
Caracteriza-se por uma série de elementos recorrentes: (1) a sensação de sair do corpo físico (autoscopia), (2) a passagem por um túnel, (3) o encontro com seres de luz ou parentes falecidos, e (4) uma revisão panorâmica da própria vida.
Embora a ciência materialista tente reduzir esses eventos a disparos sinápticos ou anóxia cerebral, a persistência e a clareza desses relatos desafiam as explicações puramente biológicas.
Para compreender a EQM, é necessário recorrer aos pilares da tanatologia moderna. Três obras fundamentais moldaram nossa compreensão atual:
"Vida Depois da Vida" (Dr. Raymond Moody Jr.): O pioneiro que cunhou o termo EQM. Moody observou que, independentemente da cultura ou religião, os relatos mantinham uma estrutura idêntica. Sua conclusão principal é que a morte não é um "fim", mas uma transição de consciência, e que o amor e o conhecimento são as únicas "bagagens" levadas pelo indivíduo;
"Sobre a Morte e o Morrer" (Dra. Elisabeth Kübler-Ross): Ao trabalhar com pacientes terminais, a psiquiatra concluiu que a consciência sobrevive à cessação das funções orgânicas. Para ela, a morte é como "abandonar um casulo", onde a borboleta (o espírito) emerge para uma nova dimensão.
"Consciência Além da Vida" (Dr. Pim van Lommel): Através de um estudo rigoroso com pacientes de parada cardíaca, o cardiologista holandês concluiu que a consciência não é produzida pelo cérebro, mas sim transmitida por ele. O cérebro atuaria como um receptor (semelhante a um rádio ou televisão), e a consciência existiria de forma não-local, persistindo após o desligamento do "aparelho" biológico.
A conclusão convergente desses autores é que a morte clínica não interrompe a continuidade do "Eu". A experiência é descrita como "mais real que a própria realidade", transformando radicalmente a ética e o comportamento dos sobreviventes.
No último domingo, 26 de abril de 2026, o programa Fantástico exibiu uma reportagem de fôlego sobre as novas fronteiras da neurociência e da espiritualidade. 
A matéria trouxe depoimentos de brasileiros que vivenciaram a EQM durante procedimentos cirúrgicos complexos, destacando casos em que os pacientes descreveram detalhes da sala de operação que não poderiam ter visto, pois estavam com os olhos cerrados e sem atividade cerebral detectável.
A reportagem foi feliz ao não se limitar ao ceticismo absoluto, apresentando a "Teoria do Campo de Consciência". O diferencial desta cobertura foi a inclusão de dados sobre a "clareza mental" em estados de morte aparente, algo que contradiz a tese da alucinação por falta de oxigênio (que geralmente causa confusão e desorientação, o oposto do que ocorre nas EQMs).
A PERSPECTIVA ESPÍRITA PARA O FENÔMENO DE EQM
Ao compararmos os achados científicos e a reportagem mencionada com o Espiritismo, encontramos uma simbiose teórica impressionante.
Allan Kardec, na sistematização do pensamento espírita, estabeleceu princípios que as EQMs parecem confirmar empiricamente um século e meio depois:
A Existência e Sobrevivência do Espírito. O princípio fundamental da imortalidade da alma é o eixo central. A Filosofia Espírita ensina que o espírito é a individualidade inteligente e o corpo é apenas o invólucro temporário. Nas EQMs, o relato da "saída do corpo" nada mais é do que o desprendimento parcial do perispírito (corpo fluídico) da matéria;
O Perispírito como Elo. A descrição de "corpos luminosos" ou sensações de flutuação relatadas no Fantástico e nos livros de Van Lommel corrobora a existência do perispírito. Este elemento serve de molde para o corpo físico e permite que a consciência mantenha sua forma e percepção sensorial mesmo fora do organismo biológico;
A Lei de Causa e Efeito e a Revisão da Vida. Um dos pontos mais fortes da EQM é a "revisão panorâmica da vida", onde o indivíduo sente as emoções que causou aos outros. Isso se alinha perfeitamente com a visão espírita de que o julgamento não é externo ou divino em um sentido punitivo, mas sim um processo de autoconsciência perante a Lei Natural. O espírito é confrontado com sua própria conduta, impulsionando-o ao progresso.
O IMPACTO TRANSFORMADOR
O ponto em que a ciência, a mídia e a filosofia se encontram é o impacto existencial.
Aqueles que "voltam" perdem o medo da morte e passam a valorizar as relações humanas acima dos bens materiais.
Para o Espiritismo, essa é a prova da finalidade da vida: a evolução moral e intelectual.
EXPERIÊNCIA DE QUASE VIDA ESPIRITUAL
As evidências acumuladas desde a década de 1970 até as discussões atuais em programas de massa como o Fantástico sugerem que estamos em um limiar de paradigma.
A visão de que a consciência é um subproduto químico do cérebro está sendo substituída pela compreensão de que somos seres espirituais em uma experiência humana.
A Filosofia Espírita oferece o arcabouço lógico para essas experiências, retirando-as do campo do "milagre" e inserindo-as nas Leis Naturais.
Seja através de um monitor de ECG zerado ou de um relato de luz intensamente amorosa, a mensagem é unívoca: a vida continua, a consciência é soberana e a morte é apenas um horizonte que nos separa de uma realidade mais vasta.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KÜBLER-ROSS, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 2017.
MOODY JR., Raymond. Vida Depois da Vida. Rio de Janeiro: Butterfly, 2005.
VAN LOMMEL, Pim. Consciência Além da Vida: A ciência da experiência de quase-morte. São Paulo: Cultrix, 2010.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Brasília: FEB, 2013.

30.4.26

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Comentário Questão 810 do Livro dos Espíritos

PLANTIO DIÁRIO
Quando o homem reconhecer suas reais necessidades e procurar entender as leis naturais da vida, respeitando os seus semelhantes, estará entrando em um mundo melhor, aquele mundo que começa dentro de si mesmo. A porta para a glória de Deus se encontra dentro do coração de cada ser.
Nós, encarnados e desencarnados, plantamos todos os dias as sementes e somos responsáveis pela colheita. Colhemos o que semeamos, esta é a lei. Todas as nossas ações produzem seus devidos frutos, e para que se tenha frutos bons, necessário se faz que plantemos sementes boas. A fonte das sementes se encontra em nossos pensamentos, porque tudo o que fazemos procede da mente em primeiro lugar.
A criatura inteligente raciocina bem sobre o que vai fazer, antes de passar à ação. É por este motivo que o "Evangelho Segundo o Espiritismo" nos revela essa máxima luminosa e eterna:
Fora da caridade não há salvação.
Enquanto estamos fazendo o bem, as sementes são de amor, e plantando amor se colherá amor, nas linhas da fraternidade espiritual. Compete a todos nós, em todas as faixas da vida, compreendermos essas leis, para que possamos entrar no reino da tranquilidade espiritual. Entretanto, para chegarmos ao conhecimento da verdade, temos de passar por caminhos tortuosos, por inúmeras portas estreitas que nos levam às mais profundas meditações, e nesse ponto, a intuição quebra a barreira criada pelo raciocínio e nos traz a luz ao coração.
Marcos, no capítulo três, versículo vinte e três, nos mostra uma parábola de Jesus, que nos leva a entender qual o meio de nos livrarmos do mal, fazendo o bem. O apóstolo anota o seguinte:
Então, convocando-os Jesus lhes disse por meio de parábolas:
Como pode Satanás expelir a Satanás?
Como pode o ódio expelir o ódio, como pode a guerra acabar com a guerra? Como pode a ofensa fazer desaparecer a ofensa? Como pode o ciúme destruir o ciúme? Nesta marcha de trabalhos desviados da verdade, perde-se tempo. Se queremos ganhar tempo com Jesus, basta entendermos o que o Divino Mestre ensinou e viveu. Podemos ser instrumentos da Luz, fazendo o bem e amando a Deus em todas as coisas. Se todos agirem assim, com o tempo desaparecerá todo o mal da face da Terra, e ela se tornará um planeta de luz, onde os anjos ficarão visíveis para todos os seus habitantes.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, tem a primazia de nos clarear os caminhos e nos enche de felicidade, por servir de instrumento do Cristo de Deus para operar as mudanças na mente das criaturas, instalando assim a harmonia em todos os corações. Mudando o homem, muda-se por completo o mundo onde ele mora. A Terra tornar-se-á a Terra da Promissão, visualizada por muitos profetas e videntes, onde Moisés afirmou a existência da abundância de todo o conforto para os seus habitantes.
As boas ações nos criam uma estabilidade natural, uma alegria sem par. As más ações nos enervam, de modo a criar desequilíbrio no nosso psiquismo, nos levando à descrença em tudo o que podemos tocar e sentir para uma vida melhor.
Dentre todos os valores que devemos conquistar, o amor é, por excelência, o maior, e para tal aquisição a vida nos pede que demos os primeiros passos. Meditemos nisso: Deus é Amor, e sempre irradia amor a Seus filhos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez