2.8.26
A PALAVRA DE VIDA ETERNA
"Muitos dos seus discípulos se retiraram e não andavam mais com ele. Perguntou então Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos? Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna; e nós temos crido e conhecemos que és o Santo de Deus." (João, VI, 66-69. )
A imortalidade é a luz da vida; ela é a alma da nossa alma; a esperança da nossa fé; e a mãe do nosso amor.
Sem imortalidade não pode haver alma, sem alma não há esperança, fé, amor; e sem esperança, fé e amor tudo desaparece de nossas vistas: família, sociedade, religião, Deus!
A imortalidade é a base, o alicerce, a rocha viva onde se assenta esta trilogia sublime, é o farol luminoso que esclarece todas as virtudes, que ilumina toda a sabedoria, que nos desvenda, finalmente, os arcanos dos nossos destinos, resplandecendo sobre nossas cabeças o amor de Deus, essa auréola de santidade que brilha na fronte dos justos.
Urge, pois, que busquemos, primeiramente, a imortalidade, para crermos firmemente na palavra de Jesus. Urge que estudemos a imortalidade, que conversemos com a imortalidade, que ouçamos a imortalidade com seus substanciosos ensinos, a fim de, firmes e resolutos, orientarmos a nossa vida, regularmos os nossos atos na senda religiosa que nos foi traçada.
O homem não pode atender ao dever religioso sem conhecer, e não pode crer que estudou a esse respeito sem que tenha a certeza da imortalidade, a convicção cientificamente comprovada do prosseguimento da vida além do túmulo, onde; pelos seus esforços, pelos seus trabalhos, poderá conquistar a verdadeira felicidade.
Só a fé no futuro nos livra do obscurantismo, do fanatismo, da ignorância.
A palavra de vida eterna é a maior preciosidade que Jesus nos legou.
E assim compreenderam seus discípulos quando, ao inquirir-lhes o Mestre se não queriam também se retirar como o fizeram os demais que o seguiam cegamente e com interesse em pães e peixes, responderam: "Para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna".
Jesus fez muitas maravilhas: curou enfermos, multiplicou pães e peixes, transformou água em vinho, acalmou mares e ventos, mas essas maravilhas não prendiam os doze discípulos; não foi por elas que eles continuaram a acompanhar Jesus, mas sim porque: "Só Ele tinha a palavra de vida eterna."
A palavra de vida eterna vale mais que todas as maravilhas, mais que o mundo todo, porque as maravilhas se acabam, o mundo se extinguirá, mas a vida eterna perdurará para sempre, e aí colheremos os frutos do nosso labor, o mérito dos nossos esforços.
Quando Pedro respondeu a Jesus: "Só tu tens palavras de vida eterna", ele já havia visto a vida eterna. Jesus já o havia levado ao Tabor, onde chamou os Espíritos de Moisés e de Elias, que há muito tinham desencarnado, para lhe testificar a existência da vida eterna.
Moisés e Elias já tinham atravessado os umbrais da morte, e, entretanto, vieram demonstrar que a morte não existe na acepção da palavra, mostrando-se assim aos três apóstolos, Pedro, Tiago e João.
Há vida, não só na Terra, também há vida eterna.
A vida eterna é o princípio básico da vida na Terra.
E é de notar que o Mestre não se contentou em dizer e a provar que há vida eterna, com a manifestação de Moisés e de Elias. Ele mesmo voltou da vida eterna, após a Tragédia do Gólgota, para confirmar essa Nova da Salvação.
Tomé não acreditava, porque não estivera no Tabor; duvidava da vida eterna. E quando os outros discípulos contaram a Tomé que Jesus lhes havia aparecido, respondeu que só acreditaria se suas mãos tocassem os sinais dos cravos e o sinal da ferida produzida pela lança.
É de notar que o divino modelo não se negou a essas provas, mas, ao contrário, facultou-as para que o seus discípulo recebesse a verdadeira crença.
Mas as aparições de Jesus não se limitaram aos discípulos; apareceu a muitas mulheres e a mais de quinhentas pessoas, segundo narram os Evangelhos.
Tudo se extingue neste mundo: o dinheiro se acaba, as grandezas terrenas se esvaem, mas a palavra de Jesus permanece para sempre!
Quem quiser ser feliz, mesmo nesta vida, precisa buscar a palavra de Jesus e dela não se separar.
De modo que, havendo, como há, vida eterna e nela permanecendo a palavra de Jesus, sempre seremos discípulos daquele que veio ao mundo para salvar e não para condenar o mundo. E ouvindo seus preceitos, imitando seus exemplos, pedindo à vida eterna as luzes precisas para nos guiarmos no mundo efêmero em que nos achamos, não nos faltarão graças e misericórdias para vencermos as lutas e extinguirmos as trevas que nos oprimem.
Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel
A imortalidade é a luz da vida; ela é a alma da nossa alma; a esperança da nossa fé; e a mãe do nosso amor.
Sem imortalidade não pode haver alma, sem alma não há esperança, fé, amor; e sem esperança, fé e amor tudo desaparece de nossas vistas: família, sociedade, religião, Deus!
A imortalidade é a base, o alicerce, a rocha viva onde se assenta esta trilogia sublime, é o farol luminoso que esclarece todas as virtudes, que ilumina toda a sabedoria, que nos desvenda, finalmente, os arcanos dos nossos destinos, resplandecendo sobre nossas cabeças o amor de Deus, essa auréola de santidade que brilha na fronte dos justos.
Urge, pois, que busquemos, primeiramente, a imortalidade, para crermos firmemente na palavra de Jesus. Urge que estudemos a imortalidade, que conversemos com a imortalidade, que ouçamos a imortalidade com seus substanciosos ensinos, a fim de, firmes e resolutos, orientarmos a nossa vida, regularmos os nossos atos na senda religiosa que nos foi traçada.
O homem não pode atender ao dever religioso sem conhecer, e não pode crer que estudou a esse respeito sem que tenha a certeza da imortalidade, a convicção cientificamente comprovada do prosseguimento da vida além do túmulo, onde; pelos seus esforços, pelos seus trabalhos, poderá conquistar a verdadeira felicidade.
Só a fé no futuro nos livra do obscurantismo, do fanatismo, da ignorância.
A palavra de vida eterna é a maior preciosidade que Jesus nos legou.
E assim compreenderam seus discípulos quando, ao inquirir-lhes o Mestre se não queriam também se retirar como o fizeram os demais que o seguiam cegamente e com interesse em pães e peixes, responderam: "Para quem havemos nós de ir? Tu tens palavras de vida eterna".
Jesus fez muitas maravilhas: curou enfermos, multiplicou pães e peixes, transformou água em vinho, acalmou mares e ventos, mas essas maravilhas não prendiam os doze discípulos; não foi por elas que eles continuaram a acompanhar Jesus, mas sim porque: "Só Ele tinha a palavra de vida eterna."
A palavra de vida eterna vale mais que todas as maravilhas, mais que o mundo todo, porque as maravilhas se acabam, o mundo se extinguirá, mas a vida eterna perdurará para sempre, e aí colheremos os frutos do nosso labor, o mérito dos nossos esforços.
Quando Pedro respondeu a Jesus: "Só tu tens palavras de vida eterna", ele já havia visto a vida eterna. Jesus já o havia levado ao Tabor, onde chamou os Espíritos de Moisés e de Elias, que há muito tinham desencarnado, para lhe testificar a existência da vida eterna.
Moisés e Elias já tinham atravessado os umbrais da morte, e, entretanto, vieram demonstrar que a morte não existe na acepção da palavra, mostrando-se assim aos três apóstolos, Pedro, Tiago e João.
Há vida, não só na Terra, também há vida eterna.
A vida eterna é o princípio básico da vida na Terra.
E é de notar que o Mestre não se contentou em dizer e a provar que há vida eterna, com a manifestação de Moisés e de Elias. Ele mesmo voltou da vida eterna, após a Tragédia do Gólgota, para confirmar essa Nova da Salvação.
Tomé não acreditava, porque não estivera no Tabor; duvidava da vida eterna. E quando os outros discípulos contaram a Tomé que Jesus lhes havia aparecido, respondeu que só acreditaria se suas mãos tocassem os sinais dos cravos e o sinal da ferida produzida pela lança.
É de notar que o divino modelo não se negou a essas provas, mas, ao contrário, facultou-as para que o seus discípulo recebesse a verdadeira crença.
Mas as aparições de Jesus não se limitaram aos discípulos; apareceu a muitas mulheres e a mais de quinhentas pessoas, segundo narram os Evangelhos.
Tudo se extingue neste mundo: o dinheiro se acaba, as grandezas terrenas se esvaem, mas a palavra de Jesus permanece para sempre!
Quem quiser ser feliz, mesmo nesta vida, precisa buscar a palavra de Jesus e dela não se separar.
De modo que, havendo, como há, vida eterna e nela permanecendo a palavra de Jesus, sempre seremos discípulos daquele que veio ao mundo para salvar e não para condenar o mundo. E ouvindo seus preceitos, imitando seus exemplos, pedindo à vida eterna as luzes precisas para nos guiarmos no mundo efêmero em que nos achamos, não nos faltarão graças e misericórdias para vencermos as lutas e extinguirmos as trevas que nos oprimem.
Livro: Parábolas e Ensinos de Jesus - Cairbar Schutel
1.8.26
Ao Comando do Cristo
Pedro Leopoldo está quase gelada,
Faz-se silêncio na cidade inteira,
Sentado à mesa, um jovem à cabeceira,
Põe-se a escrever na noite constelada...
Corre a mão no papel iluminada,
Seguindo na tarefa alvissareira,
Que, em França, de maneira sobranceira,
Com Allan Kardec fora começada...
Qual se do arco-íris procedendo,
Ao comando do Cristo se movendo,
Os Imortais puseram-se a cantar...
Levantando, da morte, o espesso véu,
Da Terra, uma estrada abriu-se ao Céu,
A fim de o Evangelho restaurar!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espirita “Pedro e Paulo”
Manhã de sábado do dia 25 de julho de 2026.
Faz-se silêncio na cidade inteira,
Sentado à mesa, um jovem à cabeceira,
Põe-se a escrever na noite constelada...
Corre a mão no papel iluminada,
Seguindo na tarefa alvissareira,
Que, em França, de maneira sobranceira,
Com Allan Kardec fora começada...
Qual se do arco-íris procedendo,
Ao comando do Cristo se movendo,
Os Imortais puseram-se a cantar...
Levantando, da morte, o espesso véu,
Da Terra, uma estrada abriu-se ao Céu,
A fim de o Evangelho restaurar!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espirita “Pedro e Paulo”
Manhã de sábado do dia 25 de julho de 2026.
30.7.26
Comentário Questão 820 do Livro dos Espíritos
DEPENDÊNCIA
Deus deu a força a uns para defenderem aos fracos, e não para maltratá-los, nem explorá-los. Quem assim o faz, responderá pelas consequências. Já dissemos que homem e mulher se completam para a felicidade dos dois que, unidos, percebem com mais profundidade a beleza da vida.
O casal troca energias, na sutileza da vida, que nenhuma ciência da Terra pode igualar, com a mesma eficiência. Neste caso, somente o coração pode servir de laboratório divino, na divina ascensão dos Espíritos, transformando a força de Deus em amor, no quilate que necessita para viver em plena harmonia, que se expressa em alegria superior.
Aquilo que se chama de dependência não é escravidão e, sim, situação indispensável para o complemento da aquisição do estado de felicidade da Terra. O homem, no que tange à fortaleza, não é, e não poderemos considerá-lo, como bruto ou violento; ele passa por um estado de vida temporário na arregimentação de valores para o equilíbrio da sua vida diante dos compromissos assumidos. A vida deu à mulher menos força física, entretanto, dotou-a de sensibilidade maior, como que buscando, nas regiões espirituais, ideias e condições elevadas, como uma ponte da Terra ao Céu, para que pudesse educar seus filhos com o amor que lhe compete doar.
Mas, como se encontram no mundo, o homem tem a razão mais apurada para as devidas atividades de que necessita um lar; o homem tem a razão e a mulher, intuição. A mulher que, geralmente, é dada à renúncia em favor dos filhos e do lar em paz, ganha muito em Espírito. Aparentemente, mostra pobreza de Espírito, como se diz no mundo, no entanto, vejamos o que Jesus fala neste sentido, conforme anotado por Mateus, no capítulo cinco, versículo três:
Bem-aventurado os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Vejamos, também, na carta de Tiago, no capítulo um, versículo doze:
Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O dever do homem é suportar todas as adversidades do mundo, vencendo-as, para receber a coroa da vida no mundo espiritual. E os dois juntos novamente, no mundo dos Espíritos, serão abençoados para novas etapas, buscando vencer as provas que eliminam os resíduos da velha consciência.
Não existe dependência, em se referindo ao aspecto negativo, quando o indicado para ser dependente ama e serve em nome de Jesus. Deus nos coloca em lugares apropriados para o devido despertamento dos valores imortais da vida. Quem abusar das oportunidades, responde pelas distorções que praticar, seja homem ou mulher.
Mas, Jesus, pela Doutrina dos Espíritos, veio por misericórdia ensinar às criaturas como proceder ante a sociedade e Deus, limpando os caminhos que devem percorrer e preparar o campo aonde forem chamados para servir.
A felicidade tem começo no próprio coração, que é a sala de visita da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
Deus deu a força a uns para defenderem aos fracos, e não para maltratá-los, nem explorá-los. Quem assim o faz, responderá pelas consequências. Já dissemos que homem e mulher se completam para a felicidade dos dois que, unidos, percebem com mais profundidade a beleza da vida.
O casal troca energias, na sutileza da vida, que nenhuma ciência da Terra pode igualar, com a mesma eficiência. Neste caso, somente o coração pode servir de laboratório divino, na divina ascensão dos Espíritos, transformando a força de Deus em amor, no quilate que necessita para viver em plena harmonia, que se expressa em alegria superior.
Aquilo que se chama de dependência não é escravidão e, sim, situação indispensável para o complemento da aquisição do estado de felicidade da Terra. O homem, no que tange à fortaleza, não é, e não poderemos considerá-lo, como bruto ou violento; ele passa por um estado de vida temporário na arregimentação de valores para o equilíbrio da sua vida diante dos compromissos assumidos. A vida deu à mulher menos força física, entretanto, dotou-a de sensibilidade maior, como que buscando, nas regiões espirituais, ideias e condições elevadas, como uma ponte da Terra ao Céu, para que pudesse educar seus filhos com o amor que lhe compete doar.
Mas, como se encontram no mundo, o homem tem a razão mais apurada para as devidas atividades de que necessita um lar; o homem tem a razão e a mulher, intuição. A mulher que, geralmente, é dada à renúncia em favor dos filhos e do lar em paz, ganha muito em Espírito. Aparentemente, mostra pobreza de Espírito, como se diz no mundo, no entanto, vejamos o que Jesus fala neste sentido, conforme anotado por Mateus, no capítulo cinco, versículo três:
Bem-aventurado os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Vejamos, também, na carta de Tiago, no capítulo um, versículo doze:
Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O dever do homem é suportar todas as adversidades do mundo, vencendo-as, para receber a coroa da vida no mundo espiritual. E os dois juntos novamente, no mundo dos Espíritos, serão abençoados para novas etapas, buscando vencer as provas que eliminam os resíduos da velha consciência.
Não existe dependência, em se referindo ao aspecto negativo, quando o indicado para ser dependente ama e serve em nome de Jesus. Deus nos coloca em lugares apropriados para o devido despertamento dos valores imortais da vida. Quem abusar das oportunidades, responde pelas distorções que praticar, seja homem ou mulher.
Mas, Jesus, pela Doutrina dos Espíritos, veio por misericórdia ensinar às criaturas como proceder ante a sociedade e Deus, limpando os caminhos que devem percorrer e preparar o campo aonde forem chamados para servir.
A felicidade tem começo no próprio coração, que é a sala de visita da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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