30.8.26

O ESPÍRITO DA VERDADE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria



CHICO COMPLEMENTA KARDEC

Temos repetido, à saciedade, que a Obra Mediúnica de Chico Xavier complementa a Obra de Allan Kardec, todavia, carecemos de melhor refletir sobre o significado do verbo complementar.
Alguns dicionaristas atribuem ao termo complementar o significado de “completar”, “concluir”, e, neste sentido, cremos que, em se tratando de Doutrina Espírita, ele não esteja bem posto, quando, com ele, se pretende dizer que Chico completa Kardec, porque, em verdade, a Obra Xavieriana, se é o legítimo desdobrar da Codificação, não a conclui.
Sendo o Espiritismo, como escreveu o Codificador, “a ciência do infinito” (“Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita”, em “O Livro dos Espíritos”, item XIII), ele nunca poderá ser complementado, ou completado.
A extraordinária Obra Mediúnica devido à lavra de Chico Xavier representa, pois, com mais propriedade, um acréscimo ao conteúdo do Pentateuco, que, em seus Postulados, há de sempre ampliar-se.
Efetuamos semelhante reflexão porquanto, igualmente, não podemos, em termos de Revelação, considerar qualquer obra espírita, de autor encarnado ou não, como sendo definitiva.
Em louvor à Verdade, carecemos dizer que nós, os desencarnados, apenas nos situamos no “andar de cima” do edifício habitado pelas criaturas humanas em suas diversas condições evolutivas, sendo que o fato de sermos inquilinos do “andar de cima” não nos habilita a tudo saber, por vezes, nem do próprio pavimento em que nos encontramos alojados.
Se, em relação aos encarnados, alguma visão mais ampla nós possuímos da paisagem que quase nos é comum, ela ainda se nos mostra extremamente limitada, num permanente convite à exploração de seus vastos horizontes.
Assim, precisamos dizer que, embora esteja em a Natureza, conforme os Espíritos Superiores disseram a Kardec, e, portanto, seja tão antigo quanto à própria Criação Divina, o Espiritismo, em termos de Conhecimento possui característica dinâmica, progressista, que se remete ao Futuro. Aliás, quando se refere ao Advento do Consolador, que é o Espiritismo, Jesus utiliza o verbo “conhecer” no Pretérito mais-que-perfeito: “Conhecereis a Verdade...”, ou seja: vós conhecereis...
Ele, o Cristo, nos disse que conheceríamos a Verdade, sendo que, com certeza, estava se referindo à Verdade relativa, e não Absoluta, que somente a Deus pode pertencer. Não obstante, pelo que se depreende mesmo o conhecimento relativo da Verdade seria capaz, qual o é, de promover a nossa libertação da ignorância.
Conhecimento algum, em qualquer campo do Saber, deve ser considerado definitivo.
Em termos de Conhecimento Espírita, a Obra Mediúnica que os Espíritos escreveram através de Chico Xavier, representa um “passo adiante”, definindo, em seus contornos doutrinários, o Espiritismo como sendo a Restauração do Cristianismo. Contudo, a jornada evolutiva a ser empreendida pelo espírito é extremamente longa e laboriosa, e perante o vertiginoso avanço da Ciência, o campo do Conhecimento Espírita, a partir de Allan Kardec e Chico Xavier, permanece aberto aos estudiosos.
O Pentateuco não se complementa com a Obra Xavieriana, ou Emmanuelina, mas, sem dúvida que se atualiza e se enriquece com ela, de vez que, a ficarmos apenas e tão somente com o Pentateuco, adotaríamos a mesma postura dos religiosos ortodoxos, em seu fanatismo, ou mesmo dos cientistas não adeptos da tese evolucionista de Darwin, ou de quem se queira atribuí-la que não ao célebre autor de “A Origem das Espécies”.
Sinceramente, repugna-me ao espírito o enfatizar-se ser o Espiritismo uma doutrina pronta e acabada e que nós, os espíritas, no corpo ou fora do corpo, sejamos criaturas, que já tudo saibamos a respeito da Vida além da morte, da qual, praticamente, ainda somos quase todos analfabetos. 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

29.8.26

Teu Bolso

 

Se queres seguir mais rápido
Nas sendas da evolução,
Não deixes de trabalhar
O campo do coração.
 
Erradica de tu’alma
O egoísmo milenar,
Que te escraviza a ti mesmo
Sem te deixar avançar.
 
Começa por dar um pão
Ou um copo d’água pura,
Para a fome ou para a sede
Daquele que te procura.
 
Não careces, de início,
Segundo percebo e ouço,
Com maior desprendimento,
Enfiar a mão no bolso...
 
Sob o jugo do egoísmo,
Na ilusão que te seduz,
Só mais tarde entenderás
Que o teu bolso é de Jesus.
 
Formiga/Baccelli
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 22-8-26

28.8.26

O ESPIRITISMO EM LINGUAGEM FÁCIL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 823 do Livro dos Espíritos

ÚLTIMO ATO DE ORGULHO
 
Os monumentos erigidos nas sepulturas dos poderosos da Terra são impulsionados pelo orgulho e pela vaidade, para mostrar à sociedade que a família do morto é poderosa no domínio do ouro.
O homem, muitas vezes, ainda a caminho da morte, já sente a desilusão dos bens materiais, não se interessando por essa ostentação.
O pobre, neste sentido, é bem mais ajustado, por não sofrer essa perturbação dos que ficaram. Nós temos a dizer que somente levamos para o mundo espiritual o que somos. Felizes daqueles que começaram na Terra a sua reforma de sentimentos, que despertaram para Jesus, nos caminhos do amor e da caridade,os valores do Espírito. Não é preciso ser rico para encher o celeiro do coração; é ter somente boa vontade. O Mestre não tinha onde reclinar a cabeça, entretanto, foi o mais rico de todos os homens, na condição de Filho de Deus, igual a todos os homens.
Os grandes monumentos de pedra erigidos nos "campos santos", poderiam ser transformados pelas famílias ricas, antes da sua feitura, em casas para os que se encontram ao relento. Feito em nome do morto, esse gesto seria um alívio para a sua consciência, como também para os que ficaram. O custo de um túmulo corresponde à alimentação que poderia ser oferecida a muitos famintos, assim como muitos outros gastos inconvenientes que se fazem na Terra, por orgulho e vaidade, por ignorância e prepotência. O orgulho dos parentes atinge o desejo de glorificar a si mesmos, pouco pensando no bem-estar de quem já foi para o outro mundo.
O homem de bem não precisa buscar a sua própria glória; ela vem, por lei, em busca dele. Vejamos o que João anotou no capítulo oito, versículo cinquenta:
Eu não procuro a minha própria glória; há quem a busque e julgue.
Os poderosos da Terra não desconfiaram de que as glórias do mundo são incômodas e passageiras, que não correspondem às necessidades do coração. O sábio nunca procura se mostrar, mesmo fazendo o bem à sociedade, por saber que todos os feitos, bons e maus, serão revelados pela própria natureza por ordem da lei, que nada deixa em segredo que não venha a ser revelado. O orgulho e o egoísmo são tão fortes e poderosos que acompanham quem os possui mesmo depois do túmulo, envolvendo o Espírito nas suas sugestões inferiores e levando-o a sofrer todos os tipos de torturas que eles possam imprimir em sua consciência.
É por isso que a reencarnação é uma bênção de Deus, pois ela nos dá oportunidade de nos desfazermos destes dois monstros que devoram as oportunidades dos seres humanos e prendem os Espíritos, mesmo no mundo espiritual, em situações difíceis de se libertarem.
Sabemos que nem sempre é pelo morto que os familiares fazem essas demonstrações para que a sociedade veja e, sim, para alimentar o orgulho de família na posição em que se encontram. Infelizes desses homens que ignoram seus destinos. Entretanto, o tempo os educará. Eles morrerão e também ficarão conhecendo a verdade que os libertará dessa ignorância.
Os tempos estão chegando, para o bem da humanidade. Que seja por meios violentos, porém a natureza fará as criaturas despertarem para os valores da alma, tendo o Evangelho de Jesus como fonte da vida, por ordem de Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

27.8.26

HERDEIROS do NOVO MUNDO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria.


 

FILHO QUE NÃO NASCEU

José Guedes*
 
Fui trazido ao teu colo e sussurro, baixinho:
– “Mãe, eu serei na carne o sonho de teu sonho!...”
Depois, em prece ardente, em ti meus olhos ponho,
Pássaro fatigado ante a úsnea do ninho.
 
Abraço-te. És comigo a esperança e o caminho...
Em seguida – oh! irrisão! –, eis que, num caos medonho,
Expulsas-me a veneno, e, bruto, me empeçonho,
Serpe oculta a ferir-te em silêncio escarninho.
 
Já me dispunha a dar o golpe extremo, quando
Surge alguém que me obriga a deixar-te dançando
Em formoso salão onde o prazer fulgura.
 
Passa o tempo. Hoje volto... É o amor que em mim arde.
Mas encontro-te, oh! mãe, a gemer, triste e tarde,
Sombra que foi mulher, enjaulada à loucura...
 
(*) O poeta não se identificou nas reuniões a que compareceu.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira