11.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 16 da segunda parte – DETERMINAÇÃO DE SEXO


 

BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Nem Tudo é Mediunidade

No vasto campo das experiências psíquicas e espirituais, é comum que todo fenômeno extraordinário seja rotulado apressadamente como "mediunidade".
A fenomenologia do invisível, no entanto, é complexa e multifacetada. Para o pesquisador atento, o médium dedicado ou o estudioso da psique, é imperativo distinguir o que provém do espírito externo, o que emerge das profundezas do próprio indivíduo e o que é fruto de impressões ambientais ou fraudes conscientes.
Compreender essas nuanças não diminui a espiritualidade; pelo contrário, confere-lhe maturidade e segurança doutrinária.
Neste sentido, impõe ao estudioso dos fenômenos psíquicos saber distinguir o que seja produto da própria mente, da mente de um espírito e a captação de extratos ambientais. Mais: diferenciar estes fenômenos legítimos em sua especificidade do que seja um mistificação.
O participante de reuniões menos avisado, muitas vezes, tende a desconsiderar ou diminuir o que não seja mediunidade autêntica. Isto é um tremendo equívoco.
1. Sensibilidade Anímica
O termo animismo (do latim anima, alma) refere-se aos fenômenos produzidos pelo próprio espírito encarnado. O animismo é a expressão natural da alma. Apesar de muitos vincularem seu conceito aos conteúdos oriundos de vidas passadas do sensitivo trazidas para o presente (o que não é erro), prefiro atribuir sua definição à manifestação das potencialidades da alma.
A alma possui características próprias inerentes a sua natureza de modo que poderá apresentar dois tipos de fenômenos: cognição (telepatia, clarividência, precognição etc.); e ação física (telecinesia etc.).
A sensibilidade anímica é pré-condição para a produção do fenômeno mediúnico. 
2. Sensibilidade Personímica
O personismo é um conceito que se situa na fronteira entre a psicologia e a parapsicologia. No personismo, o indivíduo assume uma "persona" ou personalidade fictícia de forma inconsciente.
É um estado de transe onde o ego do indivíduo se desloca para dar lugar a uma construção mental.
Pode ser fruto de uma necessidade de aceitação, um mecanismo de defesa ou uma resposta a sugestões do ambiente.
No contexto mediúnico, o personismo se manifesta quando o indivíduo acredita piamente ser uma entidade X, agindo e falando como tal, embora toda a informação transmitida pertença ao seu próprio subconsciente.
Em vez de ser um canal para uma entidade externa, o indivíduo projeta seus próprios conhecimentos, memórias de vidas passadas, desejos recalcados ou faculdades psíquicas.
3. Sensibilidade Mediúnica
A mediunidade, em sua definição estrita, é a faculdade que permite a comunicação entre os homens e os espíritos. Aqui, o indivíduo atua como um intermediário (médium). Para que o fenômeno seja legitimamente mediúnico, é necessária a presença de um agente externo — uma inteligência independente da do médium.
4. Sensibilidade de Captação Noúrica
A captação de noures (ou formas-pensamento) refere-se à habilidade de sintonizar com correntes mentais ou aglomerados de energia psíquica deixados por outras pessoas ou espíritos. As noures podem ser entendidas como unidades de energia mental estruturada e pode ser captada em diversos níveis.
Muitas vezes, o que parece ser um espírito comunicante é apenas a captação de uma "casca mental" ou de um pensamento fortemente emitido por alguém presente ou distante. O sensitivo "lê" essa energia e a interpreta como uma mensagem.
No fundo, é um processo de telepatia ou clarividência ambiental, onde o indivíduo funciona como uma antena que capta ondas de rádio já existentes na atmosfera psíquica.
5. Sensibilidade de Captação de Registros Akáshicos
O termo "Akasha", derivado do sânscrito, refere-se ao éter ou à substância primordial que permeia o universo. A captação de registros akáshicos é a faculdade de acessar a memória cósmica, onde todas as ações, pensamentos e eventos ocorridos no tempo e no espaço estão impressos.
Ao acessar esses registros, o indivíduo pode descrever cenas do passado remoto ou prever tendências do futuro com precisão cirúrgica.
Frequentemente, essa capacidade de "leitura universal" é confundida com a revelação por parte de um espírito. O indivíduo, no entanto, está apenas acessando o banco de dados do universo, sem a necessidade de um mediador espiritual.
É a percepção da continuidade da vida gravada na teia da realidade.
6. Mistificação
Diferente dos conceitos anteriores, que envolvem processos psíquicos ou espirituais legítimos (mesmo que subjetivos), a mistificação é a simulação consciente e deliberada do fenômeno mediúnico.
Este engano proposital pode ser do suposto médium ou mesmo do espírito que atua no médium:
Mistificação por parte do encarnado. Quando o suposto médium mente, utiliza truques de ilusionismo ou informações obtidas previamente para simular uma comunicação espiritual, geralmente buscando lucro, fama ou poder.
Mistificação por parte do desencarnado. Quando espíritos levianos ou pseudosábios se fazem passar por grandes personalidades históricas ou mentores espirituais para enganar os presentes, explorando a vaidade e a falta de discernimento do grupo.
7. O Valor do Discernimento
A análise destes seis conceitos revela que a fenomenologia paranormal é um vasto espectro. O fenômeno mediúnico real é a "pérola" que muitas vezes se encontra mergulhada no oceano do animismo e protegida pelas camadas do personismo.
Discernir entre esses estados é uma tarefa de investigação criteriosa.
Todo grupo mediúnico sério necessita estudar cada uma destas manifestações, sensibilizando seus membros para levar com naturalidade qualquer uma delas – com exceção da mistificação do próprio sensitivo.
O estudo teórico associado à vivência prática permitirá o crescimento gradativo dos participantes munidos de muita confiança e ausência de melindre.
É neste aspecto, do Espiritismo experimental, que é indispensável a capacitação básica nos princípios científicos, qual adotou o sistematizador do pensamento espírita, Allan Kardec, para o desenvolvimento de uma metodologia de estudo e pesquisa consistente.
Nem tudo é mediunidade, mas tudo é aprendizado para o espírito e para o grupo mediúnico.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
AKSAKOF, Alexandre. Animismo e espiritismo: ensaio de um exame crítico dos fenômenos mediúnicos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. 2 v.
DELANNE, Gabriel. O fenômeno espírita: depoimento de trezentos séculos. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: ou guia dos médiuns e dos evocadores. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed. Brasília: FEB, 2013.
LEADBEATER, Charles Webster. Formas de pensamento. São Paulo: Pensamento, 2011.
______. O plano astral: seu cenário, habitantes e fenômenos. São Paulo: Pensamento, 2008. (Para consulta sobre Registros Akásicos).
MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos carismas: teoria e prática da mediunidade. Niterói: Lachâtre, 2002. v. 1 e 2.
______. Mecanismos da mediunidade. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.
PAULA, João Teixeira de. Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo. v. 1. São Paulo: Edicel, 1970.
PEREIRA, Yvonne A. Recordações da mediunidade. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
UBALDI, Pietro. As Nores: técnica para a recepção das correntes de pensamento. Tradução de Gilson Freire. 3. ed. Campos dos Goytacazes: Instituto Pietro Ubaldi, 2005.
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Nos domínios da mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 32. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.

10.3.26

BÍBLIA SAGRADA Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria Almeida (autor)


 

Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 10.03.2026

A VIDA E A LUZ

O sol não é a única fonte de luz do universo. As primeiras lições de astronomia nos ensinam essa verdade, mostrando-nos a classificação das estrelas. Os sóis são inumeráveis na extensão infinita da criação. Se o nosso sol é uma estrela de quinta grandeza, e as classificadas na quarta, terceira, segunda e primeira? São do nosso conhecimento bilhões deles, alguns iguais ao nosso e outros em melhores condições, onde se concentram energia, dando e alimentando vida em todas as direções do cosmo. Ninguém é privado das bênçãos de Deus. Não podemos dizer que onde não há calor não existe vida, que onde falta a luz visível, escapa a inteligência. Os recursos da Divindade são inumeráveis, os Espíritos tomam corpos diferentes nos diferentes mundos em que habitam. Há almas que pouco dependem do exterior; elas vivem na própria luz que as circunda. O ambiente que conheces na Terra ainda se apresenta muito grosseiro diante de mundos venturosos, onde Espíritos de alta hierarquia estão estagiando, bem como existem planetas inferiores em comparação com o teu, em que os seres humanos, estão desabrochando os primeiros traços da razão, e a sua inferioridade na escala de ascensão requer um mundo de constituição pesada, de ar, alimentos, água e tudo o mais. O teu sol é uma simples luz bruxuleando no universo. Tudo vem de Deus, que ora chamamos a Grande Luz, por não compreendermos, nem conhecermos outra expressão que Lhe possa retratar a grandeza. A vida e a sabedoria são muito engenhosas, e cabe a nós buscar seus valores permanentes. Podemos dizer que as próprias trevas são luzes que dormem, porque o Senhor vibra em tudo, e é tudo que vive.

Filosofia Espírita L.E.58 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

9.3.26

Comentários Evangelicos pelo espírito Bezerra de Menezes


 

Ana, a Profetisa

“... e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo...” – Lucas, 2 – v.37
 
Precioso e comovente o depoimento de Lucas sobre Ana, s profetisa, que não se arredava do templo, na expectativa do cumprimento das profecias em torno da vinda do Messias.
Avançada em dias, em longa vigília, ao lado de Simeão, ela não perdia a esperança de que o Senhor viesse para a redenção dos povos da Terra.
Certamente, com limitações impostas pela idade e com a saúde comprometida, não desistia da oração e do auxílio quantos procuravam por seus préstimos espirituais.
Desde quanto tempo Ana, que já viúva, aguardara pela presença do Cristo? É possível que, desde a mocidade, na condição de profetisa, se tivesse dedicado ela a anunciar seu Advento, sofrendo, muitas vezes, o escárnio da incredulidade alheia e a humilhante desconsideração de quem a apontava por insana.
Muitos companheiros de Espiritismo, alcançada certa soma de idade no corpo físico, passam a ser considerados, ou eles mesmos se consideram, inúteis e ultrapassados para o cumprimento de suas obrigações.
Não raro, são propositalmente marginalizados pelos mais jovens, que não lhes possuem a experiência e tampouco a maturidade espiritual que os coloca em espontâneo contato om a inspiração que verte do Alto.
Enquanto no corpo, compete-nos a todos vigiar o patrimônio da fé, até que o Senhor nos dispense de semelhante dever, dentre os homens, e nos convoque a servi-Lo em outros caminhos.
Não aleguemos cansaço de qualquer natureza e não esmoreçamos, mesmo quando mais não possamos fazer do que fazia Ana, que “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações”, para que o Messias, ao chegar, o encontrasse de portas abertas.
Quem disse que orar não é uma das ações mais importantes?!
Ai do mundo, sem as orações dos homens e mulheres que, devido à sua avançada idade, já foram descartados pela sociedade! Porque, enquanto os jovens insensatos se atritam lá fora e ameaçam a vida na Terra, são eles que permanecem em estado de vigília, na expectativa de um intervenção de ordem superior que salve a Humanidade de completo desastre.
Inácio Ferreira - Blog Mediunidade na Internet
·       Extraído do livro “O Jugo Leve” – edição LEEPP
·       Uberaba – MG.