17.3.26
Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 17/03/2026
O DIA DA CRIAÇÃO
O dia da
criação da Terra e o momento em que surgiu o homem na sua face escapa a
qualquer um, que deseje oferecer os dados exatos. Alguns atiram críticas ao
velho livro iniciado pelo Legislador Hebreu, por este dizer que a Terra foi
feita em seis dias. Esquecem-se esses defensores da verdade que a própria
verdade, em visitando a humanidade, veste a capa da relatividade, para não ser
um veículo de perturbação. Muitos segredos existentes na Bíblia estão em forma
de parábolas, oferecendo conforto às variadas classes de criaturas. Encontramos
esse processo de comunicação no próprio Novo Testamento de Nosso Senhor Jesus
Cristo. Ele usou as parábolas para falar à multidão. Esse modo de falar
atravessa séculos e mais séculos, conduzindo a mensagem para quem tem olhos de
ver e ouvidos de ouvir, como Ele mesmo Se refere aos ansiosos pela verdade. Se
o crítico de hoje se colocasse no lugar de Moisés, o que iria escrever sobre a
criação? Talvez os mais endurecidos dissessem que não escreveriam nada, para
não dizer da forma que foi dito. Por isso é que nenhum desses foi Moisés,
porque era preciso iniciar, do modo que o mundo espiritual achasse mais
conveniente. O Legislador foi um instrumento dos Espíritos Superiores. Deu
início a uma obra grandiosa que persiste até nos dias em que vivemos, admirada
e seguida, respeitada e comentada, vivida e interpretada à luz de todas as
épocas. O fanatismo em tomo da Bíblia é obra dos homens que ainda não
alcançaram o bom senso. O próprio Jesus a chamou de lei, dizendo: “Não vim
destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento.” E o Novo Testamento sentiu-se seguro
ligado ao Velho. Não te preocupes com o dia da criação, nem com o momento em
que foi criado o homem. Adão é um símbolo da criatura; um tronco de raça, como
muitos outros.
Filosofia Espírita L.E.59 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
16.3.26
Guerra Necessária
Antes não fosse, necessário o escândalo.
Todavia, como o disse Jesus, e os Espíritos disseram a Kardec (Pergunta 742, de “O Livro dos Espíritos”), o escândalo e a guerra, devido às condições atuais em que a Humanidade se encontra, infelizmente, devem acontecer, estão acontecendo e acontecerão.
Não será sem grandes confrontos que a Terra virá a ser um Mundo de Regeneração. Não estamos aqui nos referindo a mocinhos e bandidos, nem a bom e a mau ladrão – estamos pontuando que as Leis Divinas podem se servir dos menos maus para punirem os teimosamente maus. O futuro Mundo de Regeneração não abrigará espíritos regenerados, mas, sim, espíritos em estado de regeneração, porém, muitos deles ainda passíveis de cometerem equívocos e padecerem exílio.
Não se há negar que os países com ideologia comunista são essencialmente escravizadores, e que, sem dúvida, desejam apagar o Nome de Jesus Cristo da face da Terra.
Disfarçados de sociais-democratas são espíritos dominadores, a serviço das trevas – simples assim!
Por este motivo, embora lamentando os que, indefesos, sucumbem e sucumbirão nas catástrofes bélicas que haverão de se multiplicar, as guerras, que possam ter outras motivações, em essência, possuem uma Motivação Divina, com a qual poucos conseguem atinar. Jesus não se dirigiu aos vendilhões do templo com palavras afáveis.
Segundo Chico Xavier, os espíritos recalcitrantes não se exilaram de Capela – eles foram compulsoriamente exilados. E, na atualidade terrestre, em toda parte, falando em todos os idiomas, existem muitos espíritos-dragões de terno e gravata, ou de túnicas talares quanto de vestes sacerdotais.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 15 de março de 2026.
15.3.26
Estado de Alerta
Não se sabe direito o que foi que aconteceu, houve, não sei onde, uns estrondos. Qual seria a origem daqueles barulhos dantescos?
No corre-corre, alguém me disse: deve ser o fim do mundo.
Como o fim do mundo, me perguntei, não somos, afinal, imortais?
Era 1945. Final da segunda grande guerra mundial. De um lado, os aliados, de outro, um grupo querendo, a todo custo, impor o seu poder.
Hitler, Mussolini e as lideranças japonesas imaginavam que poderiam introduzir nova ordem mundial. Era engano, mas a começar pela Europa, os movimentos de conquistas territoriais pelo caminho da guerra passaram a ser uma normalidade. Estavam ainda na mente de muitos os ecos da primeira grande guerra de 1914.
Muito havia ocorrido e a Europa estava despedaçada. Não havia paz no velho continente europeu. Onde quer que se fosse, não se sentia absolutamente tranquilo, esta era a verdade, mesmo naqueles países considerados neutros. Era um clima de permanente intranquilidade.
Naquele dia do grande estrondo, que atingiu até as bases do mundo espiritual, perguntou-se, de verdade, se ali seria o princípio do fim.
Ficamos todos atordoados do lado de cá da vida. Queríamos viver ainda neste planeta, pisar novamente neste pedaço de chão, noutro corpo, mas será que haveria condições se houvesse incrível destruição nuclear?
Na prática, ainda vivemos neste receio global. Alguns, bem poucos, detém a fórmula da grande bomba atômica e pode usá-la, teoricamente, quando quiser. Outras de poderio mais fortes foram criadas, desde então, e não foi a derrocada da famosa guerra fria que espantou de vez esta preocupação mundial.
Há sempre déspotas, tiranos, desequilibrados, que tentam dominar o mundo e não deixariam de perder a oportunidade para se mostrarem fortes porque possuem a grande arma. Irresponsáveis que não pensam na humanidade, mas unicamente em seus interesses pessoais.
Há, sim, senhores, perigo de novos golpes nesta frente. Há, igualmente, no mundo espiritual, esforço de grande monta para evitar que isto aconteça. Atuamos nos bastidores do poder. Não eu, simplesmente, mas um conjunto de irmãos que utilizaram as suas vidas para se dedicarem ao bem público em seus países de origem.
O peso de outra grande guerra mundial não está aliviado, ao contrário, bebe-se um champanhe da paz, mas não se desarmam de maneira alguma. Portanto, fiquemos em alerta.
É claro que os problemas do dia a dia não nos fazem nos debruçarmos diante destas questões estratégicas e nós trabalhamos, estudamos cada passo para “não deixar a peteca cair. ”
Orientamos a governantes. Deliberamos com representantes desencarnados das nações. Articulamos reuniões de paz e entendimento. Tudo isso é feito e muito mais, no entanto, em nada garante que estejamos livres da presença do mal, ou seja, dos que trabalham em direção contrária. São fortes e inteligentes, temos que reconhecer, mas nada que uma iniciativa no bem não venha a amolecer corações.
Os grandes governantes do planeta são sistematicamente monitorados por grupos do bem. Lógico que eles também recebem a influência do outro lado do poder e muitos se deixam levar por promessas de projeção pública e mais poder.
Não é isto que desejamos ao nosso querido planeta, por esta razão, dedicamos boa parte do nosso tempo em aglutinar outros corações, a somar oportunidades de melhoria, a resolver problemas crônicos das populações.
Venceremos porque o bem sempre há de vencer, o que não impede dizer que não será fácil por isso mesmo. Haverá muitas lutas, ganhos e perdas, no final o bem terá que prevalecer, pois este é o nosso destino inevitável.
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal
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