3.6.26
CULTO CRISTÃO
A luxuosa arquitetura suntuosa do Templo grandioso de Jerusalém, com altares maciços a escorrer o sangue quente das vítimas; o cheiro acre da carne queimada dos holocaustos, a misturar-se com o odor do incenso, sombreando com a fumaça espessa o interior repleto; em redor dos altares, em grande número, os sacerdotes a acotovelar-se, munidos cada um de seu machado, que brandiam sem piedade na matança dos animais que berravam, mugiam dolorosamente ou balavam tristemente; o coro a entoar salmos e hinos a todo pulmão, para tentar superar a gritaria do povo e os pregões dos vendedores no pátio: assim se realizava o culto ao "Deus dos judeus".
Em contraste, no cristianismo nascente, nada disso havia: nem templo, nem altares, nem matanças; modestas reuniões em casas de família, com alguns amigos; todos sentados em torno de mesa simples, sobre a qual se via o pão humilde e copos com o vinho comum. Limitava-se o culto à prece, ao recebimento de mensagens de espíritos, quando havia médiuns na comunidade, ao ensino dos "emissários", dos "mais velhos" ou dos "inspetores", e à ingestão do pão e do vinho, "em memória da última ceia de Jesus". Era uma ceia que recebera o significativo nome de "amor" (ágape).
Nesse repasto residia a realização do supremo mistério cristão, bem aceito pelos gregos e romanos, acostumados a ver e compreender a transmissão da vida divina, por meio de símbolos religiosos. Os iniciados "pagãos" eram muito mais numerosos do que se possa hoje supor, e todos se sentiam membros do grande Universo pois, como o diz Lucas, acreditavam que "todos os homens eram objeto da benevolência de Deus" (Luc. 2:14).
Mas, ao difundir-se entre o grande número e com o passar dos tempos, tudo isso se foi enfraquecendo e seguiu o mesmo caminho antes experimentado pelo judaísmo; a força mística, só atingida mais tarde por alguns de seus expoentes, perdeu-se, e o cristianismo foi incapaz de manter-se na continuação, nesse nível espiritual. A força da "tradição" humana, embora condenada com veemência por Jesus (cfr. Mat. 15:1-11 e 16:5-12; e Marc. 7:1-16 e 8:14-11), fez-se valer, ameaçando as instituições religiosas que colocam doutrinas humanas ao lado e até acima dos preceitos divinos, dando mais importância às suas vaidosas criações. Pode fazer-se a mesma observação na história da liturgia. Verificamos igualmente que a concepção cristã mais profunda foi, sob muitos aspectos, preparada muito melhor pelo helenismo que pelo judaísmo. Lamentavelmente a teologia moderna tende a aproximar-se de novo da concepção judaica de tradição, vendo nela, de fato, uma simples transmissão de conhecimento, enquanto a verdadeira tradição, apoiada na gnose, é um despertar do espírito que VIVE e EXPERIMENTA a Verdade".
SABEDORIA DO EVANGELHO vol.4 Carlos T. Pastorino
2.6.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 02.06.2026
A INTELIGÊNCIA É UM ATRIBUTO
A inteligência é um atributo do
Espírito. Ela existe na alma desde seus primórdios, obedecendo a uma escala
descendente, para depois ascender nesta mesma ordem, desabrochando todas as
suas qualidades inerentes aos poderes do Espírito. A faculdade de pensar e de
raciocinar dos seres humanos foi o mesmo instinto do animal, que esteve antes
na vida da árvore e muito antes na pedra, coordenadora da sintonia atômica, na
agregação de elementos, ramificada na inteligência divina. Esse atributo do
Espírito, no anjo passa a chamar-se intuição, faculdade esta conhecida pelos
santos e sábios. O Espírito reencarna para despertar certas qualidades no
centro da sua consciência. Preso na carne, as condições são mais favoráveis e,
na mesma oportunidade, sensibiliza a matéria, que também tem sua ascensão
marcada no progresso de todas as coisas criadas por Deus. A inteligência não é
o Espírito, é um dos seus atributos em expansão, sujeito a variadas
metamorfoses, porém sempre ascendendo. E é nesse ascender e crescer que a Doutrina
dos Espíritos aparece nos nossos caminhos, nos propondo meios e facultando
métodos mais racionais, no condicionamento da verdade, visando à nossa
libertação. O Espírito encarnado somente pode demonstrar a sua inteligência
pelos órgãos materiais, sensibilizados pela força vital, qual a eletricidade
sensibiliza o aparelho de rádio e televisão, para se ouvir a transmissão e ver
as imagens. A vida é, pois, muito linda! Podemos chegar ao êxtase quando
aprendemos a senti-la, porque Deus está em nós, esperando que acordemos para
vê-Lo, sensibilizando todos os nossos dons para ouví-Lo e entendê-Lo, como Amor
e Luz que nos dá a vida.
Filosofia Espírita L.E.71 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
31.5.26
Duas Perguntas Para Provocar
Para Provocar
Estas são de “O Livro dos Espíritos”:
714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento de seus gozos?
• Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!
714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?
• De uma e de outra.
*
Que o homem que se excede em seus gozos, está próximo da morte física não padece dúvida, a questão é a sua “morte moral”, a que os Espíritos Superiores se referiram.
*
MORTE MORAL?!
*
Os Espíritos, porventura, estariam se referindo ao fenômeno da “ovoidização”, que André Luiz estuda à saciedade em sua Obra?! Seria a degradação da forma?! Sabemos que o espírito não retrograda quanto às suas conquistas morais e intelectuais, mas que, quanto à forma, que lhe reflete o estado íntimo, sim.
*
Como um espírito que se “ovoidizou”, regressou ao seu estado de “mônada”, conseguirá se reerguer, de vez que, para tanto, lhe falece completamente a vontade?!
*
Ocorrendo ao ser o que os Espíritos chamaram de “morte moral”, como lhe haverá de ficar a vida intelectual?! Aprende-se com o Espiritismo que somente quando o espírito alcança a láurea da razão ele passa a se responsabilizar pelos seus atos, em gradativo uso do livre arbítrio.
*
A “segunda morte” que os Espíritos mencionam seria pelo fenômeno da “ovoidização”, ou existe algo que eles tentaram mencionar e, por enquanto, preferiram omitir?!
*
Sei que os nossos internautas esperam por respostas nossas às perguntas propostas, não obstante, afirmamos que também estamos no estudo do assunto – todavia, de minha parte, sempre penso no que afirma a filosofia oriental ao referir-se aos fenômenos denominados “Big Bang” e “Big Crunch”...
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Não lhes parece que, espiritualmente, o “Big Crunch” pode ocorrer com a degradação moral absoluta, quanto pela suprema evolução, com a perda da total individualidade?!
*
“Eu e o Pai somos Um”.
Jesus, como individualidade, não teria, ao se unir em plenitude com o Criador, deixado de ser para, realmente, Ser?!
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Convém, pois, que, sobre o assunto, a fim de sairmos da mesmice, raciocinemos juntos – e, se possível, sem jogar a saia na cabeça, e nem cantar o refrão: “Tá todo mundo louco, oba!...”
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Estou quase convencido que, em drásticas situações, o espírito carece de ser “resetado”.
Inácio Ferreira - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 31 de julho de 2026.
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