4.9.26

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Comentário Questão 824 do Livro dos Espíritos

POMPAS DOS FUNERAIS
É de bom exemplo, quando a pompa do funeral visa a honrar a memória de um homem de bem. Quanto mais se vibra para a difusão do amor, mais a luz acende na Terra, em se fazendo fonte no coração humano. Entrementes, o homem de bem recomenda sempre que não deseja gastos sem importância para a alma, em seu funeral, indicando outra direção para os gastos, como seja com alimentos para os pobres, roupas para os nus e casa para os desabrigados.
As pompas devem se transformar em caridade onde a luz da beneficência é capaz de enxugar lágrimas e lembrar aos corações que existe a esperança. O próprio Evangelho nos diz que devemos deixar os mortos enterrarem os seus mortos.
O legado que o homem de bem deve deixar, é o de sua vida exemplar. O orgulho e o egoísmo fazem a separação das criaturas, mas o túmulo os reúne como sendo todos da mesma massa que a Terra dissolve e transforma em elementos indispensáveis à vida.
Jesus foi o enviado de Deus para mostrar à sociedade de todo o mundo que todos somos irmãos, filhos do mesmo Deus de Amor, deixando Seu Evangelho e nele os preceitos de modo a educar as criaturas, na certeza de que o céu se encontra nos corações, bastando às almas encontrá-lo.
Enquanto houver a disputa pelas coisas perecíveis e ilusórias do mundo, a cegueira se acentuará cada vez mais no que se refere aos valores espirituais. Porém, o tempo traz a maturidade pelos canais da dor, levando os Espíritos a acordarem para a realidade dos seus destinos.
Por enquanto, fora da dor não há entendimento. O homem, no estágio em que se encontra, cria dificuldades inúmeras para os pobres, que já carregam em seus ombros um peso muito grande. Mas Jesus, sabendo disso, fala aos seus corações, chamando-os bem-aventurados. Entretanto, o Mestre não se esqueceu de advertir aos legisladores humanos, conforme registrado no Evangelho por Lucas, no capítulo três, versículo treze:
Respondeu-lhes:
Não cobreis mais do que o estipulado.
Todavia, esses homens se fazem surdos pela força do egoísmo, mas os sofredores avançam, apesar de todo o peso dos chamados impostos e dízimos, com o Cristo de lado a animá-los na subida do calvário da vida, com a cruz das provações, porque Ele mesmo trilhou o caminho da dor, como exemplo de humildade, e ainda perdoou a todos os Seus ofensores. "Não cobreis mais do que o estipulado" pela consciência. Dizemos aos pobres, aos sofredores, que os tempos da seleção espiritual estão chegando e que somente terão a Terra como herança os escolhidos, que podem ser, igualmente.os ricos, dependendo do modo pelo qual procedem ante a sociedade.
As distinções humanas terminam no "campo santo", onde o Espírito sente e compreende que nem mesmo o corpo de carne lhe pertence. A bagagem de bens perecíveis fica com a Terra para que outros a usem e dela façam bom uso, para não acontecerem coisas piores no seu roteiro espiritual.
A natureza, que foi feita pelas mãos do Criador, não vai ouvir pedido dos homens. Ela arregimenta toda a sua força para cumprir leis estabelecidas por Deus, no empenho de mostrar a justiça se igualando em todas as criaturas. A reencarnação é lei divina em todos os mundos, pois é ela que educa o Espírito, destruindo igualmente o egoísmo e o orgulho de raça e de casta.
Bem-aventuradas as leis que transformam tudo, porque é na transformação que o amor domina e dirige os corações para a verdadeira fraternidade. O que esperamos é que as pompas dos funerais de todo o mundo se transformem, sob a inspiração do Cristo, em caridade ajustada no amor e na justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

3.9.26

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FILOSOFANDO

Casimiro cunha *
 
A quem saiba agradecer,
Cumprindo voto e promessa,
A vida entrega recursos
Muito acima do que peça.
             *
 Resguarda a ponderação
Por bênção de cada dia.
E’ no riso e na conversa
Que a loucura principia.
             *
 Foge ao luxo de sentir
Preguiça, fastio e tédio.
Quem desiste do trabalho
E’ doente sem remédio.
             *
  Elogia sóbriamente
Na palavra que desdobras.
Se o fogo sai dos limites,
162     Arrasa com as boas obras.
             *
 Muitos alcançam no mundo
Dinheiro, glória e ciência,
Mas pouca gente consegue
A força da paciência.
             *
Estuda, ampara, semeia,
Constrói, auxilia e emenda.
Enquanto estás no serviço,
Ninguém te vê na contenda.
            *
Ora e vigia. O perigo
E’ maior no coração
Da pessoa que se sente
Distante da tentação.
            *
Abraça, na tolerância,
Estrada, clima e dever.
Jamais exijas dos outros
O que não possas fazer.
     (*) Órfão de pai aos sete anos, tendo cursado apenas as primeiras letras em escolas primárias, Casimiro Cunha, depois de haver uma vista aos 14 anos por acidente, cegou da outra aos 16. Adolescente, ainda, colaborou na impressa vassourense. Desde que se tornou espírita confesso, estendeu aos periódicos espiritistas, principalmente ao Reformador, a sua produção poética. Foi um dos fundadores do Centro Espírita “Bezerra Menezes”, de Vassouras. Mário Cis era o pseudônimo que ele comumente usava. Prefaciando o primeiro livro do poeta – Singelos -, M. Quintão chegou a afirmar que ele “fechara os olhos às misérias da Terra, para melhor entrever as belezas do Céu”. Jamais se lhe ouviu dos lábios um queixume, uma palavra de revolta. Era a resignação em pessoa. “Alma feita de luz,” – afirmou-o Armando Gonçalves (Colar de Pérolas, pág. CXXVI) – “é um dos mais vigorosos literatos que enchem de orgulho o torrão fluminense.” (Vassouras, Estado do Rio, 14 de Abril de 1880 – Vassouras, 7 de novembro de 1914.)
     BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Singelos; Efêmeros; aves Implumes; Pétalas; Perispíritos; Álbum de Delba, póstumas.
     b) do poeta desencarnado: Cartas do Evangelho; cartilha da Natureza; História de Maricota; Gotas de Luz – todas pelo médium Francisco Cândido Xavier; Juca Lambisca e Timbolão – pelos medianeiros desta Antologia.
13. Leia-se in-com-preen-sões,com sinérese.
18. Ler no/ ar, em duas sílabas.
83. Cf. a nota nº. 13 deste capítulo.
114. Note-se a mestria com que o poeta se serviu do bordão: “Simplifica, simplifica.”
162. Leia-se com as, em uma sílaba (Ectlipse).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

2.9.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 20 – PSICOMETRIA


 

Sabedoria Total

A verdade ainda é um enigma para todos nós.
O fato de estarmos temporariamente em corpo espiritual não nos dá, tão-simplesmente, a condição de possuirmos a sabedoria total.
Até nós, viventes no espírito, carecemos de encontrar a verdade.
O que sabemos – e isto lá já é grande coisa – é que há uma dimensão espiritual e esta dimensão modifica completamente o entendimento da vida.
Ao adentrar ao mundo do espírito, há quase três décadas, tinha uma noção fugidia desta realidade e que somente com o tempo fui me acostumando a ela.
Esta realidade guarda no seu seio muitas surpresas, pois todo o tempo aprendemos algo de novo.
Mesmo esta realidade que habitamos possui seus “segredos” que somente o tempo e a experiência possibilitam nos adentrar nos seus meandros.
Fico pensando alguém em carne e osso que está na experiência terrena em imaginar o que se passa por aqui.
Penso que imaginaria que não passa de pura ficção, invencionice do médium ou coisa do gênero.
A realidade aqui possui muitas variâncias.
A sutileza da “matéria” que dispomos por aqui possibilita a mudança da plasticidade de tudo e este fenômeno faz muita diferença.
Eu mesmo demorei a me acostumar com as novas leis que disciplinam este lugar.
Ao considera-las, podemos assegurar, que acreditamos ainda viver no tempo das cavernas quando estamos no corpo físico, tamanha a disparidade de possibilidades.
O pensamento e a vontade são tudo.
Quem sabe dominá-los consegue realizar proezas.
Eu ainda estou no campo da aprendizagem delas, mas prometo que, pouco a pouco, irei me aperfeiçoar.
Estas informações são importantes porque a natureza espiritual é responsável pela elucidação de uma série de fenômenos que erroneamente – descobri aqui – chamamos na Terra de milagre.
Não que as transformações não existam no campo terrestre, mas elas possuem uma explicação lógica quando as enxergamos com os olhos da espiritualidade.
E como fica a fé neste processo todo?
É exatamente ela, associada à vontade, que processam os milagres cotidianos que conhecemos.
O pensamento e a vontade, repito, são tudo.
Estas explicações são importantes para mim porque, à luz de uma mentalidade de um religioso de alma franciscana como eu, ficar atribuindo apenas ao mistério a razão de todas as coisas aparentemente inexplicáveis é fugir da verdade.
Eu sei que a minha Igreja foi erigida sob o manto dos milagres e dos mistérios, mas este tempo para mim está na hora de acabar.
Nada revolucionário, irmãos, apenas observar os fatos.
A ciência vem avançando nestas descobertas e deixa-nos de queixo caído quando são comparadas às nossas explicações – quando as damos.
Portanto, ver o espiritual como o miraculoso da vida não é um despropósito, mas uma ancoragem na realidade.
Creiamos em Jesus, nosso mentor e guia.
Ele, por tudo conhecer, tudo pode fazer.
Sigamos a Ele de todo o coração e como Ele mesmo nos adiantou, o que Ele fez, nós, seus seguidores fieis, podemos fazer bem mais.
Helder Camara - Blog Novas Utopias