16.4.26
Comentário Questão 808 do Livro dos Espíritos
Sempre existiu a desigualdade em tudo, e as riquezas não podem deixar de compartilhar deste "tudo". É notório que se observa em toda parte a desigualdade de riquezas. É muito difícil saber se uma riqueza tem boa procedência. Não raro, elas nascem da corrupção; quando não de um, têm raízes falsas em outros. O que deve fazer o homem é, quando as riquezas caírem em suas mãos, seja de qualquer procedência, procurar aplicá-la bem, para que possa ressarcir, ou ajudar a ressarcir erros.
O dinheiro em si não é bom nem mau; ele faz o que a mente deseja que se faça com ele. Conhecemos muitos ricos que podem entrar no reino dos Céus. A história nos conta do desprendimento de muitos ricos em favor dos que sofrem o peso do carma que os guia para o cumprimento da justiça.
Os homens precisam, e muito, de se educarem no campo da honestidade. A falta dela é que os leva aos distúrbios morais, principalmente os que dirigem os povos. Eles brincam com os destinos dos homens, mas a reencarnação os conduz para lugares bem piores que os que sofrem com a sua desonestidade, onde se vêem o pranto e o ranger de dentes.
Não devemos brincar com as leis de Deus, que são justas e eternas. São elas generosas, mas enérgicas com aqueles que as desrespeitam. As riquezas são testes para todas as criaturas e povos. Não faltaria dinheiro em país nenhum, se fossem os povos equilibrados nos seus comportamentos, nos seus pensamentos, se direcionassem bem suas ações. O povo tem o governo que merece, é certo, todavia, o governo tem o povo que se encontra na sua faixa de conduta. Se queremos saber o que é um, estudemos o outro. Modificando-se a mentalidade do povo, o que somente o Evangelho pode fazer, aparecerá por encanto um governo justo e correto. Nós estamos constantemente pedindo a Deus o mal, porque pensamos e fazemos mais mal do que bem. Os governos pedem para seus governados o que eles pensam e fazem. Assim lhes será dado, por haver leis que asseguram o "pedi e obtereis".
Vamos observar Lucas em seus apontamentos, no capítulo onze, versículo onze:
Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?
Se os filhos de uma nação bem estruturada pedem ao governo, pelas suas ações ante seus compromissos como cidadãos, alimento, teto e toda ordem de melhoramento, alimento moral em todas as suas circunstâncias, esse pai que se afigura como governo dessa nação, não fará outra coisa a não ser ofertar-lhes o melhor ambiente de paz com tudo o de que precisam.
Entretanto, o que se vê são milhões de criaturas em toda parte desarmonizando os países, em roubos, crimes, assassinatos de todas as ordens, abortos de todos os tipos, mentira e falsidade em todas as direções, guerras sem tréguas em quase todos os países, usura em todos os povos, orgulho e egoísmo em quase todas as criaturas. O que elas estão pedindo a Deus? Os governos têm de gastar quase todos os recursos com armas e com o sustento dos exércitos e policiais, para manter uma paz precária entre si mesmos. De quem é a culpa?
A desigualdade é, pois, uma doença crônica, que um conjunto de conceitos conhecido como Evangelho age como medicamento curativo para todos esses males, na medida que fosse vivido. As religiões, assim como os religiosos, têm o dever de fazer conhecido esse livro, assim como trabalharem nas mentes dos povos pelo exemplo.
A Doutrina Espírita tem o maior compromisso com o Cristo, de educar e instruir as criaturas. Para começar, o homem deve usar bem as riquezas, surgindo daí o equilíbrio de todos os povos, para que o amor sem barreira seja o clima de todos os corações que pulsam na Terra.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
14.4.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.04.2026
O PRINCÍPIO VITAL
O
princípio vital nasce do fluido universal, que se transforma criando aspectos
diferentes, de acordo com as mais variadas necessidades. Ele toma
características múltiplas, conforme o corpo material em seu grau de
amadurecimento, sensibilizando-o. Entretanto, ele não faz isso por si só, por
faltar-lhe a inteligência capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia.
Espíritos de alta hierarquia espiritual dedicados à co-criação, almas altamente
sábias, comandam essa explosão de vida, dentro dos preâmbulos traçados pela
inteligência Divina e Soberana. Tudo é planejado e seguido por inteligências
superiores, que assistem e comandam os fenômenos da natureza. Esse princípio
vital que se afiniza no mundo interatômico do organismo, emprestando-lhe
movimentos ritmados, é o mesmo, como sendo força magnética em abundância,
espraiada no universo, captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que
poderá ser usada para o equilíbrio e a paz de todas as criaturas, como também é
usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura de guerras
permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas bênçãos de Deus. No
corpo humano essa força vital, tornamos a dizer, é a intermediária entre a
matéria e o Espírito imortal: ela sensibiliza e o Espírito comanda; ela
movimenta e o Espírito dá expressão; ela prepara todos os canais do corpo, e o
Espírito fala demonstrando a razão, o saber e o amor. O princípio vital
igualmente cresce, acompanha a evolução do corpo e da alma, e serve nos dois
planos da vida, para que os homens que moram na Terra reconheçam a verdade dos
Céus, e se preparem para o inevitável, que é o renascimento e a volta para o
lugar de onde vieram.
Filosofia Espírita L.E.65 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
13.4.26
Causa-nos Espécie
Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.
São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.
Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.
Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.
Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.
Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.
Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.
O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.
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