12.2.26
Comentário Questão 802 do Livro dos Espíritos
Os que pedem milagres sempre encontram fenômenos maravilhosos, no seu dia-a-dia, ou estudando a história dos povos. O maior fenômeno transcendental de todos os tempos foi a vinda de Jesus à Terra; os prodígios operados por Ele foram incontáveis, e mesmo depois que voltou para o Pai, continuou a fazê-los por toda parte. Ele mesmo disse que ninguém é profeta em sua Terra, e foi justamente ali que Ele também encontrou a incredulidade quanto a Sua procedência. Até hoje, depois de quase dois mil anos, ainda há quem negue que Ele é o Cristo que havia de vir.
Somente a Doutrina dos Espíritos veio tirar os homens dessa incredulidade, produto da ignorância. Essa é a resposta de por que Deus não apressa o progresso: não creiamos somente porque vemos, pois a crença nasce da maturidade espiritual.
Os meios de mostrar à humanidade a existência dos Espíritos, o mundo espiritual os tem. Só nos basta analisá-los e concluirmos que não adianta; usar esses recursos é perder tempo para os novos fariseus e escribas espalhados pelo mundo inteiro.
Estamos trabalhando e não paramos de nos esforçar no sentido de que os homens se esclareçam. Preparamos terreno para a maturidade das almas, pelos processos do tempo e do esforço. Eis aí o nosso instrumento, a Doutrina dos Espíritos revelando e fazendo renascer o Cristianismo original, de modo que os homens acordem à luz da verdade e reconheçam Aquele que é o caminho de todos nós, que é a verdade e a vida. Ele já se libertou de todas as leis, para se integrar no coração espiritual do próprio Criador.
Nós, na verdade, estamos vivendo os tempos de apressamento do progresso, mas, nos limites que a humanidade possa assimilar. é chegado o fim dos tempos maus, e os flagelos, as dores sem conta e as catástrofes são o apressamento do progresso, que a lei permite fazer, mas, com o intuito que Paulo nos apresenta na sua fala à Timóteo, conforme o capítulo um, versículo cinco:
Ora, o intuito da presente admoestação, visa ao amor que procede de coração puro e de consciência boa e de fé sem hipocrisia.
A pureza de coração, de consciência e de fé, nos leva a mostrar aos companheiros os ensinamentos elevados com tal simplicidade, que ajuda no amadurecimento das almas. Essas são as bênçãos de Deus que estão se derramando por todos os lados, e. o Espiritismo é um desses instrumentos de luz para clarear o mundo.
Esperamos o esforço de cada um, para que as portas se abram, porque os Anjos do Senhor estão transitando por todos os lados, mas, somente entram nos corações que abrirem as portas dos sentimentos. Todos somos portadores de luz imortal de Deus; deixemos que brilhe a nossa luz, porque somente ela nos conduzirá à felicidade.
Apressemo-nos em entender Jesus e deixemos o Cristo comandar os nossos sentimentos, de modo que o amor se transforme em diversas forças para nos mostrar a verdade, pelos canais da esperança.
Os milagres que se esperam, os maiores e os mais convincentes têm a sua fonte na própria intimidade de cada um. Ninguém vem a conhecer a verdade apenas pela ciência; ela tão somente dá notícia da sua existência. A verdade deve ser sentida.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
11.2.26
DIVIDE
Não somos simplesmente os bens da vida...
Deus reparte a bondade com grandeza.
O próprio pão que te enriquece a mesa
É mensagem da terra dividida.
Fita a glória solar fremindo acesa,
A fonte que ao repouso te convida
E as flores que se entregam sem medida,
No coração de luz da Natureza...
Divide assim também do que te sobre.
O celeiro do bem nunca está pobre,
Inda que singeleza nele brade.
82 A prece, o bolo, o caldo, o leite e a veste
São dividendos para o Lar Celeste,
No tesouro de amor da eternidade...
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(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
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25-32. Ler com hiato: so/fre e/ er/ra;
De/ que o /ho/mem.
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39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
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62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
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82. Observe-se a enumeração.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
10.2.26
Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 10.02.2026
FONTE UNIVERSAL
Somos
todos filhos do mesmo Pai, Deus, única força reconhecidamente livre e poderosa,
que criou e assiste todas as coisas geradas no Seu seio. Ninguém vive à parte
do Criador. Se alguma alma fosse desligada da fonte universal, ela pereceria,
porque vivemos e nos alimentamos nela. As variações de raças que existem não
impedem a nossa irmandade e nos favorecem, por constatarmos a grande
inteligência d'Aquele que nos fez. Além da afinidade com os nossos semelhantes,
a palavra irmão não se aplica somente no reino dos homens; ela avança e domina
todos os reinos da natureza. E saindo da faixa em que vivem, os homens podem
regalar-se, por serem, igualmente irmãos dos anjos, agentes divinos do Senhor,
que trabalham e alimentam a vida em todas as direções do infinito. Deus colocou
a gema da vida vibrando em cada criatura, com a perfeição das Suas próprias
mãos. No esquema divino ninguém está perto ou longe; todos estamos na
eternidade juntos, vivendo e desfrutando da vida do grande Foco Universal, como
filhos da Luz. A separação nos traz a carência e o egoísmo nos atrofia, o
orgulho nos cega, e o ódio nos faz esquecer a esperança no futuro. Precisamos e
temos necessidade de viver juntos, e desse encontro com os nossos semelhantes,
se processa uma troca de experiência, que abre nossos caminhos ao alcance da
paz. Somente a ignorância induz a criatura à separação. A vida exterior é de
grande importância para todos nós, onde quer que estejamos na escala de
ascensão, todavia, se não passarmos pelos caminhos interiores, cheios de
obstáculos e carregados de espinhos, não vamos ter olhos para ver o belo na
feição do todo. Devemos repetir, quantas vezes nos convier, que todos somos
irmãos em Cristo, filhos de Deus.
Filosofia Espírita L.E.54 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana
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