14.4.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.04.2026
O PRINCÍPIO VITAL
O
princípio vital nasce do fluido universal, que se transforma criando aspectos
diferentes, de acordo com as mais variadas necessidades. Ele toma
características múltiplas, conforme o corpo material em seu grau de
amadurecimento, sensibilizando-o. Entretanto, ele não faz isso por si só, por
faltar-lhe a inteligência capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia.
Espíritos de alta hierarquia espiritual dedicados à co-criação, almas altamente
sábias, comandam essa explosão de vida, dentro dos preâmbulos traçados pela
inteligência Divina e Soberana. Tudo é planejado e seguido por inteligências
superiores, que assistem e comandam os fenômenos da natureza. Esse princípio
vital que se afiniza no mundo interatômico do organismo, emprestando-lhe
movimentos ritmados, é o mesmo, como sendo força magnética em abundância,
espraiada no universo, captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que
poderá ser usada para o equilíbrio e a paz de todas as criaturas, como também é
usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura de guerras
permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas bênçãos de Deus. No
corpo humano essa força vital, tornamos a dizer, é a intermediária entre a
matéria e o Espírito imortal: ela sensibiliza e o Espírito comanda; ela
movimenta e o Espírito dá expressão; ela prepara todos os canais do corpo, e o
Espírito fala demonstrando a razão, o saber e o amor. O princípio vital
igualmente cresce, acompanha a evolução do corpo e da alma, e serve nos dois
planos da vida, para que os homens que moram na Terra reconheçam a verdade dos
Céus, e se preparem para o inevitável, que é o renascimento e a volta para o
lugar de onde vieram.
Filosofia Espírita L.E.65 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
13.4.26
Causa-nos Espécie
Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.
São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.
Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.
Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.
Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.
Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.
Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.
O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.
12.4.26
Acordo de Paz
HC (Helder Camera). Toda guerra é injusta na raiz, pois representa uma demonstração clara que as partes envolvidas não tiveram a devida competência para chegar a um acordo de paz. Atualmente, o que vemos é uma total desarmonia dos países que deveriam dar exemplo para o mundo. Os Estados Unidos desejam impor a sua vontade goela abaixo em todos os demais. Os países europeus não sabem direito para onde vão e o que devem fazer. A China, esperta, aguarda tudo sentada e ganha com as desavenças internacionais. Talvez poderia ser mais decisiva em algumas questões, mas não é. O Japão, uma força no Oriente, está calado. A Rússia insiste em dominar aquilo tudo que já foi seu e somente cria mais conflitos. Todos estão atônitos e sem rumos.
CP. O que fazer então?
HC. Um acordo de paz. Pode parecer presunção minha, mas acho que hoje existem todas as condições para se estabelecer um acordo entre todas as partes e sairmos dessa condição enferma que a humanidade passa. Lógico que teríamos que enfrentar alguns “verdugos” que estão no poder, mas isso faz parte da negociação. O que talvez falte para isso, além das boas intenções, são lideranças capazes de unir as pontas. Quem sabe, por exemplo, a Alemanha, a França e o Brasil não poderiam liderar esta proposta desarmamentista e propor outra agenda para a humanidade.
CP. Donald Trump não abre mão de ser esta liderança do mundo.
HC. Ele também terá que se calar daqui a pouco tempo com as eleições internas dos Estados Unidos. Até lá, estes países, junto com a Índia e o Japão, estabeleceriam um diálogo pela paz. Sem negociação, sem uma iniciativa concreta com direção e sentido, nada sairá do lugar e a tendência será apenas piorar.
CP. Faltam lideranças com mais credibilidade?
HC. Faltam sim! O que acontece é que os bons quadros da política internacional não são ouvidos. A Espanha, a Noruega e outros países possuem líderes exponenciais, mas suas vozes não encontram eco sobre outras nações.
CP. Mudando de assunto. E o Brasil, como o senhor enxerga o Brasil neste contexto?
HC. O Brasil vai muito bem obrigado nesta brigalhada internacional. Voltou a ter uma postura de equilíbrio e equidistância, o que é positivo para uma mesa de negociação. Ao mesmo tempo que pontua as injustiças e incoerências dos que desejam ser os donos do poder mundial.
CP. Internamente, este ano, teremos eleições em vários níveis. A polarização junto com a radicalização não atrapalham a construção de um projeto de país?
HC. Sim, claro que sim! Eu defendo que possamos fazer consensos baseados em valores e projetos de certa unanimidade nacional. Não podemos ficar a mercê de um pêndulo político que não acaba nunca e somente faz o país atrasar. Quem quiser ser de direita que seja, mas não percam as estribeiras e o bom senso. Quem quiser ser de esquerda que seja, mas não queiram bancar os mais bem intencionados do mundo. Há outras pessoas e grupos que também desejam um país mais justo e não se aliam automaticamente ao poder de plantão. Buscar o meio termo exige muita conversa e negociação. Estamos precisando urgentemente voltar para um ponto de equilíbrio onde todos possam, de alguma maneira, participar das discussões políticas, econômicas e sociais, sem ódios e exclusão.
CP. Mas para os “donos do poder” quebrar esta radicalização não é positiva. Eles se alimentam dessa polarização descabida.
HC. Diálogo, diálogo, diálogo. Aberto, sincero e construtivo. Respeitem a decisão que sair das eleições. Precisamos ter em mente que ninguém governa sozinho, mas um bom projeto que una o nosso povo em torno de motivos plausíveis diminuirá certamente este estado de tensão permanente.
CP. Eu sei que o senhor trabalha muito na espiritualidade. O que faz agora?
HC. Penso sobre os problemas mundiais e aqui e ali digo alguma coisa para nós e para vocês. Visito orfanatos, casas de caridade, centros de Umbanda e Candomblé, casa espírita, tempo protestante, tudo. Onde eu tiver a oportunidade pregar a palavra de nosso senhor Jesus Cristo lá estarei, não faço cerimônia nem distinção. Outra ocupação é minha é auxiliar os que mais precisam no submundo da Terra.
CP. Um conselho para todos nós.
HC. Amem! A receita da felicidade deixada por Jesus é a prática do amor. Onde há amor há justiça, há paz, há união, e certamente não haverá sofrimento. Todo mundo, porém, passa ao largo dessa verdade objetiva trazida por Jesus, nosso senhor. É tão simples.
Blog Novas Utopias
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