22.5.26
Comentário Questão 813 do Livro dos Espíritos
A sociedade, em muitos casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo trinta:
Então lhes disseram eles:
Que sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as conseqüências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido, onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
21.5.26
ESCALADA
Louva o suplício da matéria escrava,
No turbilhão de cárceres e algemas.
E canta, coração, inda que espremas
O fel da própria dor em pranto e lava.
Chora e avança cansado, mas não temas;
Sangrem-te embora os pés na urtiga brava,
Caminha imune al lodo que deprava,
Purificado em lágrimas supremas.
51 Indiferente às cóleras e às fúrias,
Apaga o fogo das paixões espúrias,
Sofre humilde e sereno por vencê-las...
Peregrino de trágico deserto,
Um dia, subirás, enfim liberto,
Gema solar em túnica de estrelas!...
____________________
(*) Filho de pais escravos, Cruz e Souza é a figura mais expressiva do Simbolismo no Brasil e, ao lado de Mallarmé e Stefan George, um dos grandes nomes do movimento simbolista no mundo, segundo Roger Bastide. 《Tinha》 - escreveu seu grande amigo Virgílio Várzea (apud A. Muricy, Pan. Mov. Sim. Brás., I, pág. 98) - 《uma grande paixão pelas idéias humanitárias, e serviu-as sempre, como um fanático, sem se poupar sacrifícios, na tribuna, em praça pública e principalmente no jornalismo.》 Tendo sofrido acerbas provações, naturalmente dentro das dívidas cármicas, o grande poeta continua, hoje, em afanosa luta pela difusão das 《ideais humanitárias》, entre as quais agora incluiu o Espiritismo e o Esperanto, a corroborar que a vida, com efeito, não cessa no túmulo. Principalmente no setor esperantista, o artista de Faróis é uma personalidade atuante na Espiritualidade. Em 1961, ano em que se comemorou, em todo o Brasil, o primeiro centenário de seu nascimento, os mais representativos centros culturais do país lhe tributaram mil e uma homenagens, culminando com a publicação de suas Obras Completas, organizadas por Andrade Muricy, em primorosa apresentação, pela Editora José Aguilar Ltda. A extraordinária produção do genial poeta provocou, dos que o rodeavam, os epítetos de 《Cisne Negro》, 《Dante Negro》,《Poeta Negro》, epítetos – diz A. Muricy (op. Cit.,pág. 101) 《compreendidos no senso mais elevado e consecratório de tais expressões》. (Desterro, hoje Florianópolis, SC, 24 de Novembro de 1861 – Sítio, atual Antônio Carlos, Minas Gerais, 19 de Março de 1898.)
BIBLIOGRAFIA: Broqueis; Evocações; Faróis; Últimos Sonetos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
20.5.26
19.5.26
Mensagem publicada na página 6 da Gazeta deLimeira de 19.05.2026
MATÉRIA E FORÇA VITAL
Quando
cessa a vida nos seres orgânicos, a matéria se decompõe, por força de
determinadas leis que a sustentam e regulam. O princípio vital na criação move
os canais de circulação no corpo, deixa-o, após um tempo, retornando à sua fonte
e volta a circular no universo em todas as direções, na ordenação da vida. Essa
energia divina dá entrada no embrião humano, com duas semanas e meia, pelo
ajustamento do chacra cardíaco do perispírito, ao corpo em formação. Daí é que
começa o primeiro impulso do coração, em movimento. Essa força vital é
inquietante. Ela se esgota por meios diversos mas, se abastece por variadas formas.
Assim como os pulmões extraem o oxigênio do ar para purificação do sangue,
aliviando a tensão do cérebro para equilíbrio do corpo, os centros de força
(chacras) extraem do mesmo ar, e fora dele, o hálito divino, na divina sequência
dos seus movimentos, abastecendo de força vital a forma física, para que ela
continue com os seus movimentos instintivos e as suas defesas naturais, no
regime de vida que deve levar. E a mente não deixa de ser um fator muito
importante neste trabalho, quando ela é educada nos moldes que a ciência do
Espírito estabelece, reforçado no Evangelho de Jesus. O agente vital
sensibiliza o corpo para que o Espírito possa manejá-lo de acordo com as suas
necessidades. Para cada ser humano há uma cota de energia vital, que pode ser
diminuída ou aumentada, de acordo com a capacidade de cada um. A morte do corpo
é, pois, a ausência dessa força. A força vital é o beijo da luz em seu movimento
permanente, e o Espírito é o amor de Deus, como atributo do Seu coração para os
corações de Seus filhos, mostrando-lhes os caminhos que levam à felicidade.
Filosofia Espírita L.E.70 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
.jpg)