16.10.26

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Comentário Questão 829 do Livro dos Espíritos

ESCRAVIDÃO
Para melhor entendimento do que se passa com os próprios homens, analisemos a resposta à questão nº 536 de "O Livro dos Espíritos" diz: “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus".
Deus permite que os homens escravizem os homens e usa esse meio para educá-los, tanto a um como ao outro, porque nada se perde, na grande extensão dos meios educativos. Qual de nós não escravizamos alguém, qual de nós que não fomos escravizados algum dia?
Os negros africanos foram arrebanhados para diversas nações do mundo como escravos, porque eram considerados uma raça primitiva, com exceção de alguns poucos que estavam ali orientando em alguns pontos de princípios educativos.
Não devemos olhar tudo no mundo como tão somente produto da mente humana e, sim, como sistema de despertamento das criaturas. O que Deus não quer, não existe, e Ele, sendo onisciente, já sabia de tudo que iria e vai acontecer no futuro.
Começando pelos reinos da natureza, o homem já habituou a vender e trocar o que a Deus pertence, até os animais. Esse comércio se tornou mais acentuado e passaram a vender seus próprios irmãos, no orgulho irradiante de dominar. Quem no mundo já pôs termo às guerras fratricidas?
Por que Deus permite essa matança incontrolável em várias ' nações do mundo? Isso se processa entre os primitivos e mesmo entre os animais que, por vezes, se alimentam dos próprios companheiros de selva. Certamente que tudo isso, esses processos violentos, desaparecerão da face da Terra com a maturidade dos homens, mas enquanto não chegar a luz ao coração, os homens vão continuar a matar e a escravizar. O homem assemelha-se ao animal e é classificado como tal na própria ciência. É por isso que vive, em parte, vida animal.
Matar e escravizar são fatos que acontecem em mundos de provações e expiações. Quem pode mudar esses acontecimentos? Somente o tempo. As almas sairão, certamente, da escuridão, quando acenderem a luz na intimidade da consciência. Jesus veio ao mundo ao encontro da humanidade, para mostrar aos Espíritos como eles mesmos devem se libertar desses atos e fatos primitivos, limpando dos seus caminhos as nódoas negras provocadas pela escravidão e matanças. Contudo, as lições disso oriundas ficarão no centro da vida, e tanto quem morre, como o escravo, quanto o que faz morrer e escraviza, trocam de posições pela lei das vidas sucessivas, e todos aprendem juntos as lições de amor que salvam a todos.
Lemos em Lucas, no capítulo dezoito, versículo trinta e dois:
Pois será ele entregue aos gentios; escarnecido, ultrajado e cuspido.
Por que Deus permitiu que acontecesse isso com Seu filho amado? A porta que Jesus transpôs foi das mais dolorosas, para voltar aos céus. Entretanto, somente assim Ele pôde despertar nos homens o desejo da renovação espiritual, ao exemplificar a Sua vida nobre e fecunda.
E as grandes catástrofes da natureza? Quem as impulsiona e regula? Somos todos escravos das consequências dos nossos pensamentos. E por que pensamos assim? Tudo é organizado por Deus e somente Ele sabe o porquê. Nós outros devemos obedecer-Lhe com humildade, e ainda amá-Lo sobre todas as coisas, porque o Senhor assim o faz por amor a nós, que ainda não sabemos os verdadeiros motivos, por nos faltar capacidade para tal.
Muitos aspectos da Verdade não são ditas, por não termos ainda ouvidos para ouvir. A Verdade chega aos nossos ouvidos, gradativamente, de acordo com a nossa capacidade espiritual.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

15.10.26

JESUS O DIVINO AMIGO 📖 Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

GUERRA E PAZ

JOSÉ de Abreu ALBANO *
 
Soldado após a rígida campanha,
Guardando as palmas de ilusória lida,
Marchei de peito arfante e face erguida,
Crendo-me herói de olímpica façanha.
 
Mas, varando os umbrais da morte estranha,
Revivi, descontente, a própria vida,
E, muito embora os louros da acolhida,
Senti-me verme alçado na montanha.
 
Alma tocada de arrependimento,
Desperdiçara, em vão, força e cultura,
Qual chama entregue ao temporal violento.
 
Assim, entre a ventura e a desventura,
Sou rei na guerra de cruel tormento,
E mendigo de paz na sorte escura.
 
(*) depois de estudar no Stonyhust College, em Blackburn, Inglaterra, e bem assim na Áustria e na França, regressa José Albano da Europa e faz preparatórios no Liceu do Ceará. Em 1908, volta a Europa a serviço do Consulado Brasileiro, em Londres. Viaja, depois, por diversos países, inclusive a Grécia, Turquia, Palestina, Egito e Espanha, onde publica suas Rimas. No ano seguinte transfere-se definitivamente para a França, onde desencarnou. Dele, disse Mário de Alencar.
(apud Pan. V, pág. 220): «Conversando, sentia-se-lhe o orgulho, gerado por desdém e descontentamento dos homens e das coisas, do meio e do tempo. Criticava a todos e a tudo... » Vernaculista e poliglota, «era um gênio atribulado pela obsessão do perfeito». «Inquieto até o delírio, » – frisa a Ant. Cearense, pág. 254 – «impeliam-no na vida os mais desencontrados sentimentos e paixões. » (Fortaleza, Ceará, 12 de Abril de 1882 – Montauban (Tarn-et-Garone), França, 11 de Julho de l923.)
BIBLIOGRAFIA: Rimas de José Albano, Redondilhas; idem, Alegoria; idem, Canção a Camões; idem, Ode à Língua Portuguesa; Four-Sonnets by Joseph Albano with Portuguese Prosc-Translation; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

14.10.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 26 – JESUS E A MEDIUNIDADE DIVINA


 

Nossos conceitos de paz

    Tento a consciência tranquila teremos paz
    Não conseguimos, ainda, atingir o estado de serenidade que objetivamos porque nos equivocamos nos conceitos e nas ações para a construção de um mundo melhor, mais fraterno, mais justo.
    A paz para nos é um estado de inércia, de ausência de lutas e conflitos, quando todos pensarão da mesma maneira, terão os mesmos recursos e serão igualmente felizes.
    Se mais bem conhecêssemos as leis de Deus, compreenderíamos que essa situação e impossível porque cada um está um estagio de entendimento e para cada um os valores são diferentes. Logo impossível falarmos todos a mesma linguagem sem nos chocar ou conflitar com a opinião do outro.
    A paz nada mais é do que o reflexo da consciência tranquila. De nada adianta a ausência de guerras exteriores se os homens estão com seus íntimos fervendo como vulcões prestes a entrar em erupção.
    Para nos a paz se assemelha a situação de um cadáver. Despreocupado, improdutivo, deitado e sem metas a atingir. A paz dos inanimados.
    Mas essa paz não nos convém porque desejamos crescer e realizar nossas vontades. Para muitos vontade de ter coisas. Para alguns, vontade de ser melhor.
    Por que reencarnamos se não for para progredir? Somos um espírito eterno, mas a perfeição eh construída parte a parte, ponto a ponto, dia a dia, E em cada reencarnação aumentamos um pouco nosso tamanho espiritual.
    Nas caminhadas pela paz, se vista de branco por fora e por dentro. Nas Passeatas, não incomode o semelhante, não grite em desrespeito a sociedade, nem atravanque as ruas, tumultuando a vida da sua cidade. Não pense que o mundo deve parar para assistir ao seu desfile pela paz, quando você age como um dos mais belicosos seres do planeta.
    "A Paz do mundo começa em Mim", já diz o cancioneiro pernambucano Nando Cordel. Mas ele completa ainda na primeira estrofe: "Se eu tenho amor, com certeza sou feliz. Se eu faço o bem ao meu irmão, tenho a grandeza dentro do meu coração. Chegou a hora de a gente construir a paz; ninguém suporta mais o desamor".
    Essa e a receita para a paz no mundo. Entendimento e fraternidade entre as pessoas, respeitando a forma de ser de cada um. Suas preferências, suas tendências e vocações porque cada um de nos e uma individualidade e não formamos uma boiada que, sem vontade própria, e conduzida pelo tropeiro.
    Construamos primeiro a paz dentro de nos. Ai teremos o que oferecer. Caso contrario, não seremos cristãos e tudo será festa e demagogia.
Otavio Caumo Serrano