18.8.26
Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 18.08.26
OS ESPÍRITOS SÃO IMATERIAIS?
Os
Espíritos, como criaturas divinas, são realidades, por terem sido criados; são
almas nas quais despertam valores capazes de fazê-las sentir os atributos de
Deus. Os Espíritos são constituídos de matéria que escapa aos sentidos humanos,
em O Livro dos Espíritos: matéria quintessenciada. O Espírito não tem forma
definida. No caso do Espírito superior, ele pode tomar a forma que desejar e o
seu comando é a mente. Por isso podemos chamar o Espírito de ser incorpóreo,
por não ter ele precisamente um corpo, como se entende as formas. Recorrendo a
imagens, vejamos a massa de trigo para o preparo do pão, no processo de
fermentação! Assim é a matéria quintessenciada nas mãos do Criador. Antes, era
um todo, depois, o próprio tempo a separou em individualidades, qual a massa
que se transmuta em pães: individualizada, porém, carregando a mesma essência
de vida e da vida maior. Assim é o Espírito individualizado: vai ao calor das
bênçãos do Pai Celestial para que a razão se expanda no tempo e no espaço,
garantindo a sua personalidade, que caminha para novas conquistas,
conscientizando-se de tudo e sentindo a necessidade de libertação, conquistando
a si mesmo e assistindo no palco da consciência ao desabrochar dos valores
inerentes a sua própria vida. Os Espíritos são imateriais pelo estado de
matéria que se conhece, no entanto, tudo que existe nasceu da mesma fonte
divina, e desse nascimento até ao Espírito, ocorreram diversas transmutações de
todas as ordens, para que a luz maior irradiasse no centro da vida, e a
harmonia se fizesse no seio da luz, obedecendo à vontade do Criador.
Filosofia Espírita L.E.82 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
17.8.26
Nem o Demo
Estando na Terra, envergando a carcaça, preparas-te para a luta cotidiana.
Dificilmente, atravessarás um dia sem luta.
Surpresas desagradáveis.
Problemas que te buscam onde te encontras.
Dificuldades habituais que, de repente, se agravam.
É assim mesmo.
Procures não te alterar emocionalmente.
Esforça-te, por dentro, para trazeres a paz que tentas demonstrar por fora.
Consola-te com o pensamento de que não há mal que venha para ficar.
Mais cedo ou tarde, no mínimo, uma prova sucederá a outra, e, então, a prova-novidade, quem sabe, virá a te pesar menos.
E, a não ser que sejas promovido, além da morte, à Dimensões mais altas, as lutas se desdobrarão, porquanto crescer é um fenômeno que dói
Jesus não se elevou ao Calvário sem quedas e sem lacerações.
Fortalece-te na oração, enxuga as lágrimas e segue com a tua cruz.
Sobretudo, não páres de trabalhar.
Embora claudicando, cumpre com o teu dever, mesmo porque, por mais tentes, não conseguirás relegá-lo a outrem.
Escreveu célebre autora, creio que Annie Besant, que, sem crucificar-se, ninguém logra cristificar-se.
Se dizes que não tens a intenção de cristificar-se, digo-te que também hás de sofrer por isso.
Não se sabe de espírito algum nas Trevas, nem o Demo, que se declare completamente feliz com a escuridão.
Luz!...
INÁCIO FERREIRA -Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 16 de agosto de 2026.
16.8.26
A vida nas cordas de um violão
Como é maravilhoso ver um violão tocar a sua melodia e nos encantar.
Um bom violonista faz-nos literalmente chegar às alturas com um repertório bem executado.
Mas quero aqui, neste breve comentário, me concentrar sobre o violão na sua compleição física e melodiosa.
Primeiramente, perceba, o seu formato peculiar. Uma parte semi-arredondada e em seguida aquela haste com a continuação das cordas.
Ali, no manuseio mágico cordas é que a gente chega a sonhar.
Um dedo aqui, outro lá, e os movimentos frenéticos dos dedos para tirar daquele conjunto de cordas uma série de sons que pareciam dormindo ou escondidos.
É como se violonista viesse acordar os sonhos adormecidos e mostrar-lhe a beleza inaudita.
No fim da haste, há o aperto correto das cordas para que elas possam produzir o seu melhor. Chama-se de afinação.
O ouvido apurado do músico vai recolher o melhor som possível para as notas. Coisa realmente de artista. Tirar o melhor de cada uma delas.
No centro, aquele vazio estratégico para fazer reverberar um som numa acústica inigualável.
O violão faz parte de uma família maior. Violoncelos, violinos e outros tantos instrumentos musicais que chamam a atenção para as variações dos formatos, mas a mágica é a mesma em reproduzir os sons divinos em suas cordas.
Penso que nós, seres humanos, somos exatamente como os nossos companheiros violões e sua família.
Somos seres vibracionais por natureza e temos vários sons de qualidade da alma para serem reproduzidos.
As sete cordas podem ser uma representação das várias habilidades que possuímos que precisam ser descobertas e bem manipuladas para reproduzirem igualmente a sua beleza única.
A vida vai nos ensinando como manejar as cordas do nosso violão interno para que o mundo possa conhecer as nossas imensas potencialidades.
Também nós precisamos dos nossos apertos.
A vida na sua corrida vai nos proporcionando situações que nos faz ajustar internamente, aprimorando-nos para produzir o nosso melhor.
As cordas soltas, sem a harmonia necessária, seriam um desperdício do instrumento. Nós também. Sem um ajuste das nossas potencialidades nada produziríamos de interessante.
Manejar a vida qual o manejo das cordas do violão pode ser uma metáfora a ser descoberta no dia a dia da vida.
Todo dia é dia de compormos uma melodia nova e brilhante para encantar a todos com a nossa presença.
Todo dia é dia para ajustar as cordas do nosso caminhar em direção ao Pai.
Todo dia é dia para aproveitar a oportunidade de realizar uma grande apresentação que encante a todos.
Toquemos a vida qual se toca a magia de um simples violão e a vida, certamente, se manifestará com mais beleza e cumplicidade.
Helder Camara - Blog Novas Utopias
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