14.8.26
A Influência da Imaginação na Produção Mediúnica - 2
A investigação sobre os limites e as interseções entre a percepção e a imaginação constitui um dos temas mais fecundos da filosofia e da psicologia.
Compreender de que modo a mente humana capta os estímulos do ambiente e como reconfigura ou constrói imagens mentais na ausência de objetos físicos é fundamental não apenas para a teoria do conhecimento, mas também para o estudo de fenômenos complexos da consciência.
Dentre esses fenômenos, destaca-se a prática mediúnica, na qual o sujeito atua como intermediário de percepções físicas e extrafísicas.
Em sua obra Percepção e Imaginação, Sílvia Faustino de Assis Saes empreende uma reconstituição histórica e conceitual do modo como a tradição filosófica demarcou a fronteira entre o ato de perceber e o ato de imaginar.
A percepção é fundamentalmente caracterizada como a apreensão imediata do real, uma relação direta de presença na qual o objeto se impõe aos sentidos do sujeito cognoscente.
Por outro lado, a imaginação frequentemente oscilou entre o estatuto de mera réplica enfraquecida da sensação e o de uma faculdade criativa autônoma.
Saes demonstra que a imaginação não se reduz a um resíduo da percepção; trata-se de uma função cognitiva dotada de dinâmica própria, capaz de ir além da experiência imediata e conferir novos sentidos e horizontes à realidade apreendida.
Essa autonomia da dimensão imaginativa ganha rigor fenomenológico com Jean-Paul Sartre em A Imaginação. Sartre opõe-se radicalmente ao "ilusório erro das coisas na mente", herdado do empirismo, que concebia a imagem como uma cópia impressa na psique.
Para o filósofo francês, a imagem não é uma "coisa" residente na consciência, mas um tipo específico de ato intencional da própria consciência. Enquanto a percepção lida com um objeto presente que se revela gradualmente por meio de contínuos perfis e perspectivas, a consciência imaginante visa a um objeto ausente ou inexistente.
Ao imaginar, a consciência realiza um ato de "nadação" em relação ao mundo exterior, suspendendo a presença imediata para colocar o objeto sob uma perspectiva inteiramente intencionada.
Diferente do objeto percebido, que sempre surpreende e transborda a intenção do observador, a imagem, nesta perspectiva sartreana contém estritamente aquilo que a própria consciência nela depositou.
Complementando a perspectiva filosófica, a psicóloga Verena Kast, em Imaginação: espaço de autoconhecimento e liberdade, aborda o tema sob a ótica da psicologia analítica e da autorregulação psíquica.
Kast compreende a imaginação como uma ponte viva entre os processos conscientes e os conteúdos do inconsciente. Distanciando-se da visão da imaginação como simples devaneio alienante, a autora a conceitua como um recurso integrador e transformador, vital para a expressão de afetos, intuições e símbolos primordiais.
A imaginação ativa atua como uma linguagem tradutora que confere forma e sentido às impressões sutis do mundo interno, permitindo que conteúdos psíquicos difusos se tornem estruturados e compreensíveis para o ego consciente.
A análise conjunta dessas três perspectivas oferece arcabouço conceitual consistente para interpretar a dinâmica do fenômeno mediúnico.
Entende-se por mediunidade a faculdade pela qual certos indivíduos percebem e transmitem ideias, sensações ou impulsos atribuídos a fontes espirituais ou extrafísicas.
O processo mediúnico pode ser compreendido como uma experiência composta por duas etapas interligadas: a receptiva e a tradutora.
A primeira etapa corresponde à percepção mediúnica propriamente dita. Semelhante à percepção descrita por Saes e à intencionalidade receptiva ressaltada por Sartre, o médium experimenta o impacto de um elemento "outro" — uma presença, vibração, estado emocional ou corrente de pensamento externa que se impõe à sua sensibilidade.
Nessa fase, a percepção opera como canal de captação de dados originais que transcende o espectro dos sentidos físicos ordinários, exigindo do sujeito uma atitude de abertura e sintonização.
Os estímulos espirituais e extrafísicos, entretanto, frequentemente chegam à mente do médium sob forma abstrata, fluídica ou não verbal. É nesse ponto que a imaginação se insere de maneira determinante na segunda etapa do processo: a tradução e a codificação.
Conforme o modelo apresentado por Verena Kast, a imaginação fornece o repertório simbólico, linguístico e imagético pelo qual a percepção sutil ganha corpo inteligível.
O médium recorre, inevitavelmente, à sua estrutura mental, às suas memórias e ao seu arcabouço cultural para dar forma visual, auditiva ou escrita ao conteúdo percebido.
A imagem mediúnica surge, portanto, da fusão entre a impressão captada e o esforço imaginativo-estruturante da psique do intermediário.
A interação entre a percepção e a imaginação no exercício da mediunidade revela aspectos tanto benéficos quanto problemáticos.
Como contribuição positiva, destaca-se a capacidade da imaginação educada de atuar como um refinado tradutor de realidades abstratas.
Uma imaginação flexível e bem desenvolvida enriquece a capacidade do médium de expressar conceitos complexos, oferecendo metáforas e terminologias adequadas para transmitir a essência da comunicação sutil.
Paralelamente, uma percepção sensível e treinada amplia o alcance das impressões extrafísicas, permitindo ao médium discriminar nuanças vibratórias sutis e reconhecer a autenticidade e a intenção dos estímulos recebidos.
Por outro lado, o uso inadequado ou a falta de discernimento sobre a natureza dessas faculdades psíquicas pode comprometer a fidelidade do processo mediúnico.
O principal risco reside na preponderância da consciência imaginante em detrimento da percepção real, fenômeno comumente denominado animismo.
Nesses casos, o médium, operando no modo sartreano da imaginação — em que a consciência cria o próprio objeto —, passa a projetar seus próprios desejos, traumas, crenças ou fantasias inconscientes, acreditando erroneamente estar percebendo uma entidade externa.
A imaginação deixa de atuar como tradutora e converte-se em geradora de ruídos e distorções, comprometendo a precisão da mensagem e induzindo o sujeito a cenários ilusórios ou alucinatórios.
A diferenciação rigorosa entre o perceber e o imaginar demonstra que ambas as faculdades não são opostas, mas complementares na estruturação da experiência humana.
No campo da mediunidade, essa articulação mostra-se crucial: enquanto a percepção assegura a captação do estímulo genuíno advindo da dimensão sutil, a imaginação cumpre o papel indispensável de traduzir e materializar esses estímulos em linguagem compreensível.
O equilíbrio entre o rigor receptivo da percepção e a função mediadora da imaginação é a chave para a prática mediúnica lúcida, capaz de mitigar as interferências animistas e de expressar com fidelidade o intercâmbio entre o visível e o invisível.
Cabe ao dialogador ou dirigente da prática mediúnica receber as informações trazidas pelo médium e analisar criteriosamente de modo a separar aquilo que é uma real captação espiritual do que é uma percepção e imaginação criativas do sensitivo. Filtro de conteúdo.
Nada demais se o processo mediúnico se apresenta dessa maneira, faz parte da subjetividade inerente ao fenômeno.
Não se trata de mistificação, porque este processo não e consciente nem deliberado, é apenas a manifestação espontânea do psiquismo do médium.
Assim caminha a conexão dimensional entre vivos e “mortos”.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KAST, Verena. Imaginação: espaço de autoconhecimento e liberdade. Petrópolis: Vozes, 2025.
SAES, Sílvia Faustino de Assis. Percepção e imaginação. São Paulo: É Realizações, 2010.
SARTRE, Jean-Paul. A imaginação. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2008.
Compreender de que modo a mente humana capta os estímulos do ambiente e como reconfigura ou constrói imagens mentais na ausência de objetos físicos é fundamental não apenas para a teoria do conhecimento, mas também para o estudo de fenômenos complexos da consciência.
Dentre esses fenômenos, destaca-se a prática mediúnica, na qual o sujeito atua como intermediário de percepções físicas e extrafísicas.
Em sua obra Percepção e Imaginação, Sílvia Faustino de Assis Saes empreende uma reconstituição histórica e conceitual do modo como a tradição filosófica demarcou a fronteira entre o ato de perceber e o ato de imaginar.
A percepção é fundamentalmente caracterizada como a apreensão imediata do real, uma relação direta de presença na qual o objeto se impõe aos sentidos do sujeito cognoscente.
Por outro lado, a imaginação frequentemente oscilou entre o estatuto de mera réplica enfraquecida da sensação e o de uma faculdade criativa autônoma.
Saes demonstra que a imaginação não se reduz a um resíduo da percepção; trata-se de uma função cognitiva dotada de dinâmica própria, capaz de ir além da experiência imediata e conferir novos sentidos e horizontes à realidade apreendida.
Essa autonomia da dimensão imaginativa ganha rigor fenomenológico com Jean-Paul Sartre em A Imaginação. Sartre opõe-se radicalmente ao "ilusório erro das coisas na mente", herdado do empirismo, que concebia a imagem como uma cópia impressa na psique.
Para o filósofo francês, a imagem não é uma "coisa" residente na consciência, mas um tipo específico de ato intencional da própria consciência. Enquanto a percepção lida com um objeto presente que se revela gradualmente por meio de contínuos perfis e perspectivas, a consciência imaginante visa a um objeto ausente ou inexistente.
Ao imaginar, a consciência realiza um ato de "nadação" em relação ao mundo exterior, suspendendo a presença imediata para colocar o objeto sob uma perspectiva inteiramente intencionada.
Diferente do objeto percebido, que sempre surpreende e transborda a intenção do observador, a imagem, nesta perspectiva sartreana contém estritamente aquilo que a própria consciência nela depositou.
Complementando a perspectiva filosófica, a psicóloga Verena Kast, em Imaginação: espaço de autoconhecimento e liberdade, aborda o tema sob a ótica da psicologia analítica e da autorregulação psíquica.
Kast compreende a imaginação como uma ponte viva entre os processos conscientes e os conteúdos do inconsciente. Distanciando-se da visão da imaginação como simples devaneio alienante, a autora a conceitua como um recurso integrador e transformador, vital para a expressão de afetos, intuições e símbolos primordiais.
A imaginação ativa atua como uma linguagem tradutora que confere forma e sentido às impressões sutis do mundo interno, permitindo que conteúdos psíquicos difusos se tornem estruturados e compreensíveis para o ego consciente.
A análise conjunta dessas três perspectivas oferece arcabouço conceitual consistente para interpretar a dinâmica do fenômeno mediúnico.
Entende-se por mediunidade a faculdade pela qual certos indivíduos percebem e transmitem ideias, sensações ou impulsos atribuídos a fontes espirituais ou extrafísicas.
O processo mediúnico pode ser compreendido como uma experiência composta por duas etapas interligadas: a receptiva e a tradutora.
A primeira etapa corresponde à percepção mediúnica propriamente dita. Semelhante à percepção descrita por Saes e à intencionalidade receptiva ressaltada por Sartre, o médium experimenta o impacto de um elemento "outro" — uma presença, vibração, estado emocional ou corrente de pensamento externa que se impõe à sua sensibilidade.
Nessa fase, a percepção opera como canal de captação de dados originais que transcende o espectro dos sentidos físicos ordinários, exigindo do sujeito uma atitude de abertura e sintonização.
Os estímulos espirituais e extrafísicos, entretanto, frequentemente chegam à mente do médium sob forma abstrata, fluídica ou não verbal. É nesse ponto que a imaginação se insere de maneira determinante na segunda etapa do processo: a tradução e a codificação.
Conforme o modelo apresentado por Verena Kast, a imaginação fornece o repertório simbólico, linguístico e imagético pelo qual a percepção sutil ganha corpo inteligível.
O médium recorre, inevitavelmente, à sua estrutura mental, às suas memórias e ao seu arcabouço cultural para dar forma visual, auditiva ou escrita ao conteúdo percebido.
A imagem mediúnica surge, portanto, da fusão entre a impressão captada e o esforço imaginativo-estruturante da psique do intermediário.
A interação entre a percepção e a imaginação no exercício da mediunidade revela aspectos tanto benéficos quanto problemáticos.
Como contribuição positiva, destaca-se a capacidade da imaginação educada de atuar como um refinado tradutor de realidades abstratas.
Uma imaginação flexível e bem desenvolvida enriquece a capacidade do médium de expressar conceitos complexos, oferecendo metáforas e terminologias adequadas para transmitir a essência da comunicação sutil.
Paralelamente, uma percepção sensível e treinada amplia o alcance das impressões extrafísicas, permitindo ao médium discriminar nuanças vibratórias sutis e reconhecer a autenticidade e a intenção dos estímulos recebidos.
Por outro lado, o uso inadequado ou a falta de discernimento sobre a natureza dessas faculdades psíquicas pode comprometer a fidelidade do processo mediúnico.
O principal risco reside na preponderância da consciência imaginante em detrimento da percepção real, fenômeno comumente denominado animismo.
Nesses casos, o médium, operando no modo sartreano da imaginação — em que a consciência cria o próprio objeto —, passa a projetar seus próprios desejos, traumas, crenças ou fantasias inconscientes, acreditando erroneamente estar percebendo uma entidade externa.
A imaginação deixa de atuar como tradutora e converte-se em geradora de ruídos e distorções, comprometendo a precisão da mensagem e induzindo o sujeito a cenários ilusórios ou alucinatórios.
A diferenciação rigorosa entre o perceber e o imaginar demonstra que ambas as faculdades não são opostas, mas complementares na estruturação da experiência humana.
No campo da mediunidade, essa articulação mostra-se crucial: enquanto a percepção assegura a captação do estímulo genuíno advindo da dimensão sutil, a imaginação cumpre o papel indispensável de traduzir e materializar esses estímulos em linguagem compreensível.
O equilíbrio entre o rigor receptivo da percepção e a função mediadora da imaginação é a chave para a prática mediúnica lúcida, capaz de mitigar as interferências animistas e de expressar com fidelidade o intercâmbio entre o visível e o invisível.
Cabe ao dialogador ou dirigente da prática mediúnica receber as informações trazidas pelo médium e analisar criteriosamente de modo a separar aquilo que é uma real captação espiritual do que é uma percepção e imaginação criativas do sensitivo. Filtro de conteúdo.
Nada demais se o processo mediúnico se apresenta dessa maneira, faz parte da subjetividade inerente ao fenômeno.
Não se trata de mistificação, porque este processo não e consciente nem deliberado, é apenas a manifestação espontânea do psiquismo do médium.
Assim caminha a conexão dimensional entre vivos e “mortos”.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
KAST, Verena. Imaginação: espaço de autoconhecimento e liberdade. Petrópolis: Vozes, 2025.
SAES, Sílvia Faustino de Assis. Percepção e imaginação. São Paulo: É Realizações, 2010.
SARTRE, Jean-Paul. A imaginação. Tradução de Paulo Neves. Porto Alegre: L&PM, 2008.
REENCARNAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO
Êxodo 20:3-5 na versão mais usada no Brasil - ACF significa Almeida Corrigida Fiel
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
É uma passagem do velho testamento sobre a reencarnação:
Nos 10 mandamentos a reencarnação é ensinada.
Êxodo, 20:5: "Eu, o senhor, teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais nos filhos, na terceira e quarta geração”. E não “até” a terceira e quarta geração, como traduzem deturpadamente hoje em dia. A visita de Deus, ou seja, o cumprimento de sua lei se dará na terceira e quarta geração porque o espírito infrator já teve tempo, muitas vezes, de reencarnar na mesma família. Por outra, por que Deus deixaria de lado a primeira e segunda geração? Não há explicação sem a reencarnação. Inclusive, somente assim entendemos o que disse o profeta Ezequiel (18:20): ”O filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a perversidade do perverso ficará sobre este.” Assim, vemos que o confundir vingança com justiça é algo peculiar ao homem, não a Deus. A alma que pecar é que recebe a correção e não outrem.
Sergio Aleixo
Na versão deturpadamente adotada nas religiões Deus, punindo os filhos, netos e bisnetos daqueles que cometeram iniquidades, além de contrariar Ezequiel (18:20) deixa de ser Soberanamente Bom e Justo, como define o conceito central da divindade na codificação espírita de Allan Kardec, presente logo no início de O Livro dos Espíritos, indicando que a perfeição infinita exclui qualquer possibilidade de maldade, parcialidade ou injustiça.
Toninho Barana
3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
É uma passagem do velho testamento sobre a reencarnação:
Nos 10 mandamentos a reencarnação é ensinada.
Êxodo, 20:5: "Eu, o senhor, teu Deus, sou Deus zeloso que visito a maldade dos pais nos filhos, na terceira e quarta geração”. E não “até” a terceira e quarta geração, como traduzem deturpadamente hoje em dia. A visita de Deus, ou seja, o cumprimento de sua lei se dará na terceira e quarta geração porque o espírito infrator já teve tempo, muitas vezes, de reencarnar na mesma família. Por outra, por que Deus deixaria de lado a primeira e segunda geração? Não há explicação sem a reencarnação. Inclusive, somente assim entendemos o que disse o profeta Ezequiel (18:20): ”O filho não levará a iniquidade do pai, nem o pai a iniquidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a perversidade do perverso ficará sobre este.” Assim, vemos que o confundir vingança com justiça é algo peculiar ao homem, não a Deus. A alma que pecar é que recebe a correção e não outrem.
Sergio Aleixo
Na versão deturpadamente adotada nas religiões Deus, punindo os filhos, netos e bisnetos daqueles que cometeram iniquidades, além de contrariar Ezequiel (18:20) deixa de ser Soberanamente Bom e Justo, como define o conceito central da divindade na codificação espírita de Allan Kardec, presente logo no início de O Livro dos Espíritos, indicando que a perfeição infinita exclui qualquer possibilidade de maldade, parcialidade ou injustiça.
Toninho Barana
12.8.26
FILII DEI
José Isidoro MARTINS JÚNIOR *
Homem! Filho de Deus! Cansado itinerante!
Fita a glória da Altura e avança, peregrino!
3. O livre arbítrio – a grande estrela, alva e constante,
Demarca-te o fiel supremo do destino.
5. Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!
Teu passo é ouvido além no Universo Divino,
Tanto na ação do bem que se alteia abundante,
Quanto na ação do mal que freme em desatino!
A clava da Justiça, horizonte a horizonte,
Da Sublime Harmonia é sempre a Eterna Fonte,
11. Seja no peito em flor, seja no peito em chaga.
A todo fel da estrada estende a paz em troca,
Segue, antigo viajor, para Deus que te avoca,
À luz do Excelso Amor que todas a sombra esmaga!...
(*) Discípulo ilustre de Tobias Barreto, Martins Júnior foi poeta, orador, jornalista, jurista-filósofo, historiador do Direito e professor catedrático. Membro da Academia Brasileira de Letras. Patrono, na Academia Pernambucana de Letras, da cadeira nº 25. Entre outras homenagens que lhe foram prestadas no Recife, por ocasião de seu primeiro centenário de nascimento, em 1960, o acadêmico Ivan Lins, em sessão especial da Academia Brasileira de Letras, em 07-12-60, consagrou-lhe brilhante conferência sob o título “Martins Júnior e a poesia científica”. (Recife, Pernambuco, 24 de novembro de 1860 – Rio de Janeiro, GB. 22 de agosto de 1904).
BIBLIOGRAFIA: Visões de Hoje; Estilhaços; Tela Policroma; e numerosas obras de Direito.
3. Conquanto correto este alexandrino, pode, contudo, ser lido com acentuação na 4ª, 8ª e 12ª sílabas, como no 5º verso do poema “Morta_Viva”, de Tela Policroma (apud Supl. Lit. do Jornal do Comércio, 19-03-61):
“Em/quan/to eu/ vou/ mor/ren/do à/ mín/gua de/tu’/al/ma”
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
5-11. Observem-se dois casos de epímone: “Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!” e “Seja no peito em flor, seja no peito em chaga! (Veja-se G. Campos, N. Cl. Nº 32, nota 85, pág. 26).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Homem! Filho de Deus! Cansado itinerante!
Fita a glória da Altura e avança, peregrino!
3. O livre arbítrio – a grande estrela, alva e constante,
Demarca-te o fiel supremo do destino.
5. Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!
Teu passo é ouvido além no Universo Divino,
Tanto na ação do bem que se alteia abundante,
Quanto na ação do mal que freme em desatino!
A clava da Justiça, horizonte a horizonte,
Da Sublime Harmonia é sempre a Eterna Fonte,
11. Seja no peito em flor, seja no peito em chaga.
A todo fel da estrada estende a paz em troca,
Segue, antigo viajor, para Deus que te avoca,
À luz do Excelso Amor que todas a sombra esmaga!...
(*) Discípulo ilustre de Tobias Barreto, Martins Júnior foi poeta, orador, jornalista, jurista-filósofo, historiador do Direito e professor catedrático. Membro da Academia Brasileira de Letras. Patrono, na Academia Pernambucana de Letras, da cadeira nº 25. Entre outras homenagens que lhe foram prestadas no Recife, por ocasião de seu primeiro centenário de nascimento, em 1960, o acadêmico Ivan Lins, em sessão especial da Academia Brasileira de Letras, em 07-12-60, consagrou-lhe brilhante conferência sob o título “Martins Júnior e a poesia científica”. (Recife, Pernambuco, 24 de novembro de 1860 – Rio de Janeiro, GB. 22 de agosto de 1904).
BIBLIOGRAFIA: Visões de Hoje; Estilhaços; Tela Policroma; e numerosas obras de Direito.
3. Conquanto correto este alexandrino, pode, contudo, ser lido com acentuação na 4ª, 8ª e 12ª sílabas, como no 5º verso do poema “Morta_Viva”, de Tela Policroma (apud Supl. Lit. do Jornal do Comércio, 19-03-61):
“Em/quan/to eu/ vou/ mor/ren/do à/ mín/gua de/tu’/al/ma”
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
5-11. Observem-se dois casos de epímone: “Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!” e “Seja no peito em flor, seja no peito em chaga! (Veja-se G. Campos, N. Cl. Nº 32, nota 85, pág. 26).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
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