29.4.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 2 – CONQISTAS DA MICRO-FÍSICA

 


Escuta Coração

Mario Veloso Paranhos Pederneiras*
Cansado coração, pélago afora,
No peito infortunado, errante e aflito,
Sofre na carne o estranho sambenito
Das rudes provações de cada hora.
 
Ninguém perceba a mágoa do teu grito ;
Persevera no amor, sangrando embora...
Além, no Grande Além, a Eterna Aurora
É o porto de teus sonhos no Infinito.
     
Escala os topes ásperos da trilha,
Agradecendo o golpe que te humilha,
Onde vibres, tremendo de ansiedade.
 
Ama e perdoa, coração, que, um dia,
Volitarás chorando de alegria
Na divina ascensão à Imensidade...
(*) Depois de fazer os estudos secundários no Colégio Pedro II, não logrou o penumbrista do Simbolismo concluir o seu curso de Direito, centralizando toda a atenção no cultivo das letras, passando então a fundar e dirigir revistas quais Rio-Revista, Galáxia, Mercúrio e fonfom!. O seu prestigio ficou evidenciado no primeiro concurso para a escolha do príncipe dos poetas brasileiros : MP classificou-se em terceiro lugar, logo abaixo de Olavo Bilac e Alberto de Oliveira. Assinala Alceu Amoroso Lima (in Lit. no Brasil, III, pág. 404) que a poesia de MP «é marcada por um profundo sentimento de espiritualidade, especialmente doméstica». (Rio de Janeiro, GB, 2 de Novembro de 1867 – Rio de Janeiro, GB, 8 de Fevereiro de 1915.)
BIBLIOGRAFIA: Agonia; Rondas Noturnas; Histórias do Meu Casal; Ao Léo e à Mercê da Vida; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

27.4.26

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Os Espíritos Podem Mudar de Opinião?!

Perguntou-me um amigo se os espíritos, mormente aqueles que se domiciliam nas proximidades do orbe terrestre, podem mudar de opinião sobre determinado assunto.
A pergunta é interessante, porquanto, de hábito, se atribui aos espíritos comunicantes a infalibilidade, que, em séculos passados, a Igreja Católica reivindicava para o seu Sumo Pontífice.
Não estamos vendo, todos os dias, por exemplo, a Ciência voltando atrás em suas considerações, corrigindo-se através dos erros que ela própria, talvez, durante séculos, sustentou?!
Não tem vindo a público, nos dias que correm, certas autoridades médicas, admitindo que certas vacinas “fabricadas” para o Covid, continuam fazendo ir a óbito um número maior de pessoas do que o próprio vírus?!
Quantos erros foram cometidos pelos homens antes que ele lograsse voar com segurança, e que Santos Dumont colocasse o 14-Bis para voar?!
Os espíritos que pululam à volta dos homens nada mais sendo que homens fora do corpo podem, perfeitamente, mudarem de opinião sobre esse ou aquele assunto que são chamados a opinar.
O grande Paulo de Tarso não mudou de opinião, às portas de Damasco, abdicando de sua condição de doutor da lei, e, de perseguidor dos cristãos, passou a adepto do Cristianismo?!
Evidentemente, que assuntos existem, mesmo aqui, deste Outro Lado da Vida, que permanecem velados aos espíritos, que continuam a sua busca pela Verdade.
Por se estar na condição de espírito livre um espírito pode falar com acerto sobre as suas ou as encarnações passadas de outrem, sem que, porventura, esteja enganado?!
Equivocam-se quantos imaginam que os espíritos, em geral, todos os dias, não estejam estudando, interessados pelo conhecimento da Verdade, e, neste sentido, inúmeras vezes, tenham que reconsiderar concepções.
Podemos dizer, sem receio de estar cometendo erro, que, sobre a Terra, o único portador da Verdade Absoluta foi Jesus Cristo. O próprio Sócrates, considerado o mais sábio dos homens, vivia repetindo a que, talvez, seja a sua sentença mais célebre: “Só sei que nada sei.”
Em “O Livros dos Espíritos”, em várias oportunidades, indagados sobre determinados assuntos, os Espíritos não hesitaram em confessar as suas limitações a respeito, principalmente quando Kardec lhes questionava sobre o princípio das coisas. Quando, por exemplo, perguntou a eles sobre a Natureza íntima de Deus, responderam, em uníssono, que não era dado ao homem compreendê-la, pois que lhe faltava um sentido. (Questão de número 10)
Cogitar sobre a Verdade não o mesmo que à ela ter acesso – o verbo implica uma “maturação intelectual” sobre um tema.
Assim, sem que esteja sendo mistificado, pode ser, perfeitamente, que os médiuns, ao traduzirem o pensamento dos espíritos a respeito de certos temas, estejam apenas a refletirem a ideia que, no momento, eles possuem, deles fazendo seu objeto de crença transitória.
Estamos todos a caminho, mas, convém saber que ainda estamos longe de alcançar o ponto de chegada.
E pior do que não se mostra disposto a mudar é quem se cristaliza no erro, e, por orgulho e vaidade, dispõe-se a sustentá-lo ao longo de tempo indefinido.
Lembremo-nos do Cristo, falando aos escribas e fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” (Mateus, 23:13).
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 25 de abril de 2026.

24.4.26

O COLAR DA ÍNDIA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A POLÍTICA EM “NOSSO LAR”

Uma leitura mais atenta do livro “Nosso Lar”, por sinal, uma obra revolucionária sob todos os aspectos, em nossos arraiais doutrinários, poderá modificar, substancialmente, a nossa visão sobre a Vida no Mundo Espiritual.
No capítulo 9, intitulado “Problema de Alimentação”, as revelações são, então, surpreendentes, de deixar basbaque aquele que ainda não conseguiu libertar-se do dogmatismo que a religião, de maneira geral, há séculos impõe à Humanidade.
Em precioso diálogo com Lísias, André Luiz fica sabendo que, por exemplo, segundo os anais da cidade, há um século, ela “lutava com extremas dificuldades para adaptar os habitantes às leis da simplicidade”, porque “muitos chegados ao ‘Nosso Lar’ duplicavam exigências”, evidenciando, pois, a sua condição meramente humana.
Acrescenta Lísias que, os recém-chegados, “queriam mesas lautas, bebidas excitantes, dilatando velhos vícios terrenos”, com certeza, sem maior consciência de sua própria condição de desencarnados, que, por suas exigências, não possuíam qualquer pensamento de ordem mais solidária, que envolvesse a carência do próximo.
Destaca o amigo de André – pasmemos! –, “que apenas o Ministério da União Divina ficou imune de tais abusos” (de tais corrupções, que chegavam, inclusive, a envolver tráfico de alimentos, ou, mais especificamente, de carne).
Uma situação que, convenha-se, é muito parecida com a situação política vivenciada na atualidade brasileira, que não se sabe de um único Ministério que não esteja envolvido em questões de propina, sob o beneplácito do Governo.
Mas a questão política de “Nosso Lar”, cidade fundada por distintos portugueses, desencarnados no Brasil no século XVI, não para aí.
O novo Governador, que assumira o lugar do anterior – que não se sabe se renunciou ou recebeu o impeachment –, com o intuito de preservar a ordem, solicitou intervenção externa: “... a pedido da Governadoria, vieram duzentos instrutores de uma esfera muito elevada, e a fim de espalharam novos conhecimentos, relativos à ciência da respiração e da absorção de princípios vitais da atmosfera.”
Ainda tem mais: “Algumas entidades eminentes (falsos intelectuais) chegaram a formular protestos de caráter público” – ou seja, foram para a Avenida Paulista de “Nosso Lar”, promovendo passeatas, com bandeiras desfraldadas certamente, reclamando das novas medidas implementadas pelo Governador, que tentava evitar com que a cidade caísse, de vez, sob o domínio das trevas.
A situação, então, segundo Lísias, chegou a tal ponto, que o Governador, ipsis literis, “determinou funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes”, sendo que, em outras palavras, mandou para cadeia os que estavam acostumados a usufruir das facilidades de um Governo que se corrompera.
Bom que se frise, uma vez mais, que estamos nos referindo ao que é descrito por André Luiz, em “Nosso Lar”, e, os inconformados com semelhante realidade, são livres para protocolarem em qualquer tribunal de justiça os seus pedidos de liminar, que, naturalmente, envolverão o autor espiritual da Obra e o seu médium Chico Xavier.
Claro, não houve conflito armado na cidade espiritual, não obstante, ainda segundo André Luiz, o Governador, com a finalidade de preservar a ordem pública, recorreu às Forças Armadas “e pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum.”
Acrescenta Lísias em sua narrativa, que “a colônia ficou, então, sabendo o que vem a ser a indignação do espírito manso e justo”, que, talvez, tenha se inspirado na atitude do Cristo quando, munido de uma vergasta, expulsou os vendilhões do Palácio (ops), do Templo.
Num parágrafo anterior, do referido capítulo, a fim de não ficarmos devendo citações aos nossos atentos leitores, Lísias disse a André Luiz que, no Ministério da Regeneração, grande número de colaboradores – gente do terceiro e do quarto e do quinto e, quiçá, do sexto escalão – “entretinha certa intercâmbio clandestino em virtude dos vícios de alimentação.”
Igualmente, não queremos polemizar. Apenas desejamos deixar registrado que o ser humano, na Terra ou no Mais Além, enquanto não logra transcender-se em sua humanidade, é sempre o mesmo na defesa de seus mesquinhos interesses, apoiando-se em inúmeros sofismas para que prossiga defendendo a sua cômoda posição em detrimento dos interesses da coletividade.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Veja no Youtube o estudo detalhado que fizemos do livro NOSSO LAR: https://youtu.be/ydMsfCDlxRk?list=PLJUZisvOqWSPUK1M4CUECfKNsE1Z4FMkB