30.7.26

DIVALDO RESPONDE V.2 Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 820 do Livro dos Espíritos

DEPENDÊNCIA
Deus deu a força a uns para defenderem aos fracos, e não para maltratá-los, nem explorá-los. Quem assim o faz, responderá pelas consequências. Já dissemos que homem e mulher se completam para a felicidade dos dois que, unidos, percebem com mais profundidade a beleza da vida.
O casal troca energias, na sutileza da vida, que nenhuma ciência da Terra pode igualar, com a mesma eficiência. Neste caso, somente o coração pode servir de laboratório divino, na divina ascensão dos Espíritos, transformando a força de Deus em amor, no quilate que necessita para viver em plena harmonia, que se expressa em alegria superior.
Aquilo que se chama de dependência não é escravidão e, sim, situação indispensável para o complemento da aquisição do estado de felicidade da Terra. O homem, no que tange à fortaleza, não é, e não poderemos considerá-lo, como bruto ou violento; ele passa por um estado de vida temporário na arregimentação de valores para o equilíbrio da sua vida diante dos compromissos assumidos. A vida deu à mulher menos força física, entretanto, dotou-a de sensibilidade maior, como que buscando, nas regiões espirituais, ideias e condições elevadas, como uma ponte da Terra ao Céu, para que pudesse educar seus filhos com o amor que lhe compete doar.
Mas, como se encontram no mundo, o homem tem a razão mais apurada para as devidas atividades de que necessita um lar; o homem tem a razão e a mulher, intuição. A mulher que, geralmente, é dada à renúncia em favor dos filhos e do lar em paz, ganha muito em Espírito. Aparentemente, mostra pobreza de Espírito, como se diz no mundo, no entanto, vejamos o que Jesus fala neste sentido, conforme anotado por Mateus, no capítulo cinco, versículo três:
Bem-aventurado os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus.
Vejamos, também, na carta de Tiago, no capítulo um, versículo doze:
Bem-aventurado o homem que suporta com perseverança a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
O dever do homem é suportar todas as adversidades do mundo, vencendo-as, para receber a coroa da vida no mundo espiritual. E os dois juntos novamente, no mundo dos Espíritos, serão abençoados para novas etapas, buscando vencer as provas que eliminam os resíduos da velha consciência.
Não existe dependência, em se referindo ao aspecto negativo, quando o indicado para ser dependente ama e serve em nome de Jesus. Deus nos coloca em lugares apropriados para o devido despertamento dos valores imortais da vida. Quem abusar das oportunidades, responde pelas distorções que praticar, seja homem ou mulher.
Mas, Jesus, pela Doutrina dos Espíritos, veio por misericórdia ensinar às criaturas como proceder ante a sociedade e Deus, limpando os caminhos que devem percorrer e preparar o campo aonde forem chamados para servir.
A felicidade tem começo no próprio coração, que é a sala de visita da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

29.7.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE 📖 Capítulo 15 – CARGA ELÉTRICA E CARGAS MENTAIS


 

FASCINAÇÃO

Ciro Costa*
 
Atravessara, aflito, os umbrais do outro mundo
E, ao erguer-se da lousa, exânime, febrento,
No sepulcro imagina o suntuoso aposento
Onde, a sós, afagava o tesouro infecundo.
 
– “Meu dinheiro!” – reclama, exasperado e atento.
– "Ouro! Meu ouro só! Por nada me confundo!
Ladrões! Quem me furtou?” – esbraveja iracundo,
Em largo desafio aos sarcasmos do vento.
 
Ouve o silêncio em torno e ruge: – “Agora, agora!
Achei meu cofre! Achei!... ” – gargalha, grita, chora,
Na homérica ilusão que ele mesmo proclama...
 
Inclina-se. Algo colhe e, em delírio perfeito,
Investe contra a sombra e aperta contra o peito
Velha tampa de esquife empastada de lama.
     
(*) Depois de formar-se em Direito pela Faculdade de S. Paulo, o artista de «Pai João» viajou pela Europa e pelo Oriente, chegando a visitar a India e o Egito. Residiu por algum tempo no Rio de Janeiro. Juntamente com Olavo Bilac, Martins Fontes e outros intelectuais, fundou a «Sociedade dos Homens de Letras do Brasil». Colaborou nas revistas paulistas da época, dentre elas A Cigarra e A Vida Moderna. Eleito para a Academia Paulista de Letras, não chegou a tomar posse. «Ciro Costa era uma irradiação larga, amplíssima de talento e de simpatia» – afirma Marques da Cruz na Revista da Academia Paulista de Letras, nº. 25, pág. 169. «Epígono da geração acadêmica do Romantismo», fundamentalmente um romântico, ele viveu, porém, a vida da sua época. «Foi parnasiano e simbolista» – escreve Marques da Cruz, concluindo. (Limeira, Est. de S. Paulo, 18 de Março de 1879 – Rio de Janeiro, GB, 22 de Junho de 1937.)
BIBLIOGRAFIA: Estelário ; Terra Prometida.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

28.7.26


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 28/07/2026

A DIVINA UNIDADE
Deus é a Unidade Suprema. A Sua vida é um mistério escondido nas dobras da eternidade, de modo que os Espíritos, Seus filhos, passam a compreender algumas das Suas nuances, pelo processo de despertamento dos dons recebidos. Buscando a profundidade das coisas, vamos encontrar a matéria primitiva de onde saem todas as coisas, vibrando no seio da Divindade. Ela, em Deus, é una quando sai de Seu campo de força e a partir daí se divide pelas condições do próprio ambiente, porém, tomando expressões variadas, com objetivos inúmeros, obediente ao comando da Suprema Inteligência. Quem pode dizer ou afirmar a quantidade de divisões da essência unificada no Criador? Ninguém sabe, pois as expressões desse fluido são incontáveis. Nele pulsa a vida na Terra e em todos os mundos, no espaço chamado vazio e em todas as dimensões espirituais. O homem na Terra pode deduzir essas transmutações, nos próprios laboratórios através das mudanças dos elementos. Existe uma escala periódica dos elementos que compõem as coisas, os elementos atômicos. Diminuídos ou acrescentados, muda-se a estrutura da matéria e, por vezes, a sua forma. Somente a matéria primitiva, e certamente quem a criou, são imutáveis e escapam todas as pesquisas humanas e mesmo espirituais, na faixa de vida em que vivemos. O Espírito nasceu da mesma fonte de onde saíram todas as coisas, porque tudo que sai de Deus é divino, com qualidades sublimadas a serem despertadas, e o tempo é o processo desse crescer. Tanto o elemento material como o elemento inteligente do universo saíram do hálito divino e estão em processo de despertamento, tudo e todos somos filhos da Unidade Divina.
Filosofia Espírita L.E.79 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.