6.9.26
JOÃO E O APOCALIPSE
"JOÃO" E O “APOCALIPSE”
Dias atrás, encontrei aqui, em uma de nossas ruas mais movimentadas, com uma das folclóricas figuras de nossa cidade espiritual – ou, porventura, acham vocês que, deste Outro Lado, elas, igualmente, não existem?!
- Dr. Inácio?! – cumprimentou-me de semblante preocupado.
- Como vai, “Apocalipse”?! – perguntei apertando-lhe a mão, que estendera para mim, e chamando-o como ele faz questão de ser chamado.
- Vamos indo, Doutor.
- Muito trabalho?! – inquiri no diálogo breve que mantivemos.
- O senhor nem imagina...
E ajeitando, no corpo, as roupas, um tanto andrajosas, que fazem jus ao seu codinome, acrescentou:
- Se eu fosse Deus, ainda que por um minuto, eu acabava com o mundo...
- Mas assim, sem mais ou menos?! – insisti.
- Ah, Doutor, a Humanidade está dando muito trabalho para o João... Do jeito que a coisa está não pode continuar! Eu acabaria com tudo – transformaria tudo em poeira cósmica!...
- “Dando trabalho para o João”?!... – interroguei curioso.
- Ora, Doutor – esclareceu, com uma ponta de indignação –, para o João Capeta, meu amigo?!...
- João Capeta?! De quem se trata?!...
- Do próprio!...
- Do “Chifrudo”?!...
- Ele mesmo, Doutor! É muito meu amigo...
- Não me diga, “Apocalipse”! Eu sempre soube que você tem muitas amizades nas altas esferas, mas...
- Dr. Inácio, o senhor é um homem inteligente – ponderou, segurando-me, afavelmente, no antebraço. – O senhor quer me dizer que o João, meu amigo, não está tendo mais trabalho que Jesus Cristo no mundo?!...
- Aí eu sou obrigado a concordar com você! – exclamei, dando um passo atrás, devido ao forte cheiro de cebola que emanava de sua boca desencarnada.
- Então?!...
- De fato, devo reconhecer que, em nosso país, lá pelas bandas da Capital Federal, o João anda tendo muito trabalho – chega a ser de desanimar quem, ao que sei, até hoje, desde quando apareceu a Adão e Eva, em forma de uma serpente, ainda não havia desanimado!...
- Doutor, coitado de Jesus Cristo! Aquele povo que, um dia, ele expulsou do templo... Lembra-se?! Expulsou com um chicote na mão...
- Claro que me lembro – redargui. – Ainda trago nas minhas costas a marca da lambada que levei...
- O senhor estava lá?!...
- Penso que sim, “Apocalipse”, pois eu não tenho outra explicação para a dor que, até hoje, está doendo em mim.
- Então, Doutor, com exceção do senhor, aquele povo voltou tudinho – a coisa está pior do que antes!...
- Realmente – concordei com a figura conhecidíssima de nós outros e que, quando encarnada, vivia anunciando o fim do mundo.
- É por isto que digo, Doutor: eu não posso ser Deus, porque se eu fosse Deus por um minutinho só...
- Melhor, “Apocalipse”, que você não seja – nem você e nem eu!...
- O quê?! O senhor também?!...
E antes que o assunto desandasse e ele cismasse em me emprestar o seu megafone colorido, despedi-me do amigo, mas não sem antes lhe pedir, encarecidamente:
- Recomende-me ao João, “Apocalipse”!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Dias atrás, encontrei aqui, em uma de nossas ruas mais movimentadas, com uma das folclóricas figuras de nossa cidade espiritual – ou, porventura, acham vocês que, deste Outro Lado, elas, igualmente, não existem?!
- Dr. Inácio?! – cumprimentou-me de semblante preocupado.
- Como vai, “Apocalipse”?! – perguntei apertando-lhe a mão, que estendera para mim, e chamando-o como ele faz questão de ser chamado.
- Vamos indo, Doutor.
- Muito trabalho?! – inquiri no diálogo breve que mantivemos.
- O senhor nem imagina...
E ajeitando, no corpo, as roupas, um tanto andrajosas, que fazem jus ao seu codinome, acrescentou:
- Se eu fosse Deus, ainda que por um minuto, eu acabava com o mundo...
- Mas assim, sem mais ou menos?! – insisti.
- Ah, Doutor, a Humanidade está dando muito trabalho para o João... Do jeito que a coisa está não pode continuar! Eu acabaria com tudo – transformaria tudo em poeira cósmica!...
- “Dando trabalho para o João”?!... – interroguei curioso.
- Ora, Doutor – esclareceu, com uma ponta de indignação –, para o João Capeta, meu amigo?!...
- João Capeta?! De quem se trata?!...
- Do próprio!...
- Do “Chifrudo”?!...
- Ele mesmo, Doutor! É muito meu amigo...
- Não me diga, “Apocalipse”! Eu sempre soube que você tem muitas amizades nas altas esferas, mas...
- Dr. Inácio, o senhor é um homem inteligente – ponderou, segurando-me, afavelmente, no antebraço. – O senhor quer me dizer que o João, meu amigo, não está tendo mais trabalho que Jesus Cristo no mundo?!...
- Aí eu sou obrigado a concordar com você! – exclamei, dando um passo atrás, devido ao forte cheiro de cebola que emanava de sua boca desencarnada.
- Então?!...
- De fato, devo reconhecer que, em nosso país, lá pelas bandas da Capital Federal, o João anda tendo muito trabalho – chega a ser de desanimar quem, ao que sei, até hoje, desde quando apareceu a Adão e Eva, em forma de uma serpente, ainda não havia desanimado!...
- Doutor, coitado de Jesus Cristo! Aquele povo que, um dia, ele expulsou do templo... Lembra-se?! Expulsou com um chicote na mão...
- Claro que me lembro – redargui. – Ainda trago nas minhas costas a marca da lambada que levei...
- O senhor estava lá?!...
- Penso que sim, “Apocalipse”, pois eu não tenho outra explicação para a dor que, até hoje, está doendo em mim.
- Então, Doutor, com exceção do senhor, aquele povo voltou tudinho – a coisa está pior do que antes!...
- Realmente – concordei com a figura conhecidíssima de nós outros e que, quando encarnada, vivia anunciando o fim do mundo.
- É por isto que digo, Doutor: eu não posso ser Deus, porque se eu fosse Deus por um minutinho só...
- Melhor, “Apocalipse”, que você não seja – nem você e nem eu!...
- O quê?! O senhor também?!...
E antes que o assunto desandasse e ele cismasse em me emprestar o seu megafone colorido, despedi-me do amigo, mas não sem antes lhe pedir, encarecidamente:
- Recomende-me ao João, “Apocalipse”!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
5.9.26
Brasil, Hora da Escolha
Brasil, escolha o teu novo destino,
Buscando inspiração em Jesus Cristo,
Para que sejas. qual está previsto.
Um país a crescer sem desatino...
Já é tempo de deixar de ser menino
E viver à mercê do imprevisto,
Sendo do mundo o Coração benquisto
E a Pátria do Evangelho cristalino...
Exausto de viver em desalinho,
Escolha agora, pois, o teu caminho,
Na paz que sempre te tem norteado...
O futuro te acena sorridente
E não mais deves viver inconsequente
A repetir os erros do passado!...
Pedro d’Alcântara/Carlos A. Baccelli - Blog do Formiga
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 29 de agosto de 2026.
Buscando inspiração em Jesus Cristo,
Para que sejas. qual está previsto.
Um país a crescer sem desatino...
Já é tempo de deixar de ser menino
E viver à mercê do imprevisto,
Sendo do mundo o Coração benquisto
E a Pátria do Evangelho cristalino...
Exausto de viver em desalinho,
Escolha agora, pois, o teu caminho,
Na paz que sempre te tem norteado...
O futuro te acena sorridente
E não mais deves viver inconsequente
A repetir os erros do passado!...
Pedro d’Alcântara/Carlos A. Baccelli - Blog do Formiga
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 29 de agosto de 2026.
4.9.26
Comentário Questão 824 do Livro dos Espíritos
POMPAS DOS FUNERAIS
É de bom exemplo, quando a pompa do funeral visa a honrar a memória de um homem de bem. Quanto mais se vibra para a difusão do amor, mais a luz acende na Terra, em se fazendo fonte no coração humano. Entrementes, o homem de bem recomenda sempre que não deseja gastos sem importância para a alma, em seu funeral, indicando outra direção para os gastos, como seja com alimentos para os pobres, roupas para os nus e casa para os desabrigados.
As pompas devem se transformar em caridade onde a luz da beneficência é capaz de enxugar lágrimas e lembrar aos corações que existe a esperança. O próprio Evangelho nos diz que devemos deixar os mortos enterrarem os seus mortos.
O legado que o homem de bem deve deixar, é o de sua vida exemplar. O orgulho e o egoísmo fazem a separação das criaturas, mas o túmulo os reúne como sendo todos da mesma massa que a Terra dissolve e transforma em elementos indispensáveis à vida.
Jesus foi o enviado de Deus para mostrar à sociedade de todo o mundo que todos somos irmãos, filhos do mesmo Deus de Amor, deixando Seu Evangelho e nele os preceitos de modo a educar as criaturas, na certeza de que o céu se encontra nos corações, bastando às almas encontrá-lo.
Enquanto houver a disputa pelas coisas perecíveis e ilusórias do mundo, a cegueira se acentuará cada vez mais no que se refere aos valores espirituais. Porém, o tempo traz a maturidade pelos canais da dor, levando os Espíritos a acordarem para a realidade dos seus destinos.
Por enquanto, fora da dor não há entendimento. O homem, no estágio em que se encontra, cria dificuldades inúmeras para os pobres, que já carregam em seus ombros um peso muito grande. Mas Jesus, sabendo disso, fala aos seus corações, chamando-os bem-aventurados. Entretanto, o Mestre não se esqueceu de advertir aos legisladores humanos, conforme registrado no Evangelho por Lucas, no capítulo três, versículo treze:
Respondeu-lhes:
Não cobreis mais do que o estipulado.
Todavia, esses homens se fazem surdos pela força do egoísmo, mas os sofredores avançam, apesar de todo o peso dos chamados impostos e dízimos, com o Cristo de lado a animá-los na subida do calvário da vida, com a cruz das provações, porque Ele mesmo trilhou o caminho da dor, como exemplo de humildade, e ainda perdoou a todos os Seus ofensores. "Não cobreis mais do que o estipulado" pela consciência. Dizemos aos pobres, aos sofredores, que os tempos da seleção espiritual estão chegando e que somente terão a Terra como herança os escolhidos, que podem ser, igualmente.os ricos, dependendo do modo pelo qual procedem ante a sociedade.
As distinções humanas terminam no "campo santo", onde o Espírito sente e compreende que nem mesmo o corpo de carne lhe pertence. A bagagem de bens perecíveis fica com a Terra para que outros a usem e dela façam bom uso, para não acontecerem coisas piores no seu roteiro espiritual.
A natureza, que foi feita pelas mãos do Criador, não vai ouvir pedido dos homens. Ela arregimenta toda a sua força para cumprir leis estabelecidas por Deus, no empenho de mostrar a justiça se igualando em todas as criaturas. A reencarnação é lei divina em todos os mundos, pois é ela que educa o Espírito, destruindo igualmente o egoísmo e o orgulho de raça e de casta.
Bem-aventuradas as leis que transformam tudo, porque é na transformação que o amor domina e dirige os corações para a verdadeira fraternidade. O que esperamos é que as pompas dos funerais de todo o mundo se transformem, sob a inspiração do Cristo, em caridade ajustada no amor e na justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
É de bom exemplo, quando a pompa do funeral visa a honrar a memória de um homem de bem. Quanto mais se vibra para a difusão do amor, mais a luz acende na Terra, em se fazendo fonte no coração humano. Entrementes, o homem de bem recomenda sempre que não deseja gastos sem importância para a alma, em seu funeral, indicando outra direção para os gastos, como seja com alimentos para os pobres, roupas para os nus e casa para os desabrigados.
As pompas devem se transformar em caridade onde a luz da beneficência é capaz de enxugar lágrimas e lembrar aos corações que existe a esperança. O próprio Evangelho nos diz que devemos deixar os mortos enterrarem os seus mortos.
O legado que o homem de bem deve deixar, é o de sua vida exemplar. O orgulho e o egoísmo fazem a separação das criaturas, mas o túmulo os reúne como sendo todos da mesma massa que a Terra dissolve e transforma em elementos indispensáveis à vida.
Jesus foi o enviado de Deus para mostrar à sociedade de todo o mundo que todos somos irmãos, filhos do mesmo Deus de Amor, deixando Seu Evangelho e nele os preceitos de modo a educar as criaturas, na certeza de que o céu se encontra nos corações, bastando às almas encontrá-lo.
Enquanto houver a disputa pelas coisas perecíveis e ilusórias do mundo, a cegueira se acentuará cada vez mais no que se refere aos valores espirituais. Porém, o tempo traz a maturidade pelos canais da dor, levando os Espíritos a acordarem para a realidade dos seus destinos.
Por enquanto, fora da dor não há entendimento. O homem, no estágio em que se encontra, cria dificuldades inúmeras para os pobres, que já carregam em seus ombros um peso muito grande. Mas Jesus, sabendo disso, fala aos seus corações, chamando-os bem-aventurados. Entretanto, o Mestre não se esqueceu de advertir aos legisladores humanos, conforme registrado no Evangelho por Lucas, no capítulo três, versículo treze:
Respondeu-lhes:
Não cobreis mais do que o estipulado.
Todavia, esses homens se fazem surdos pela força do egoísmo, mas os sofredores avançam, apesar de todo o peso dos chamados impostos e dízimos, com o Cristo de lado a animá-los na subida do calvário da vida, com a cruz das provações, porque Ele mesmo trilhou o caminho da dor, como exemplo de humildade, e ainda perdoou a todos os Seus ofensores. "Não cobreis mais do que o estipulado" pela consciência. Dizemos aos pobres, aos sofredores, que os tempos da seleção espiritual estão chegando e que somente terão a Terra como herança os escolhidos, que podem ser, igualmente.os ricos, dependendo do modo pelo qual procedem ante a sociedade.
As distinções humanas terminam no "campo santo", onde o Espírito sente e compreende que nem mesmo o corpo de carne lhe pertence. A bagagem de bens perecíveis fica com a Terra para que outros a usem e dela façam bom uso, para não acontecerem coisas piores no seu roteiro espiritual.
A natureza, que foi feita pelas mãos do Criador, não vai ouvir pedido dos homens. Ela arregimenta toda a sua força para cumprir leis estabelecidas por Deus, no empenho de mostrar a justiça se igualando em todas as criaturas. A reencarnação é lei divina em todos os mundos, pois é ela que educa o Espírito, destruindo igualmente o egoísmo e o orgulho de raça e de casta.
Bem-aventuradas as leis que transformam tudo, porque é na transformação que o amor domina e dirige os corações para a verdadeira fraternidade. O que esperamos é que as pompas dos funerais de todo o mundo se transformem, sob a inspiração do Cristo, em caridade ajustada no amor e na justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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