2.6.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 02.06.2026
A INTELIGÊNCIA É UM ATRIBUTO
A inteligência é um atributo do
Espírito. Ela existe na alma desde seus primórdios, obedecendo a uma escala
descendente, para depois ascender nesta mesma ordem, desabrochando todas as
suas qualidades inerentes aos poderes do Espírito. A faculdade de pensar e de
raciocinar dos seres humanos foi o mesmo instinto do animal, que esteve antes
na vida da árvore e muito antes na pedra, coordenadora da sintonia atômica, na
agregação de elementos, ramificada na inteligência divina. Esse atributo do
Espírito, no anjo passa a chamar-se intuição, faculdade esta conhecida pelos
santos e sábios. O Espírito reencarna para despertar certas qualidades no
centro da sua consciência. Preso na carne, as condições são mais favoráveis e,
na mesma oportunidade, sensibiliza a matéria, que também tem sua ascensão
marcada no progresso de todas as coisas criadas por Deus. A inteligência não é
o Espírito, é um dos seus atributos em expansão, sujeito a variadas
metamorfoses, porém sempre ascendendo. E é nesse ascender e crescer que a Doutrina
dos Espíritos aparece nos nossos caminhos, nos propondo meios e facultando
métodos mais racionais, no condicionamento da verdade, visando à nossa
libertação. O Espírito encarnado somente pode demonstrar a sua inteligência
pelos órgãos materiais, sensibilizados pela força vital, qual a eletricidade
sensibiliza o aparelho de rádio e televisão, para se ouvir a transmissão e ver
as imagens. A vida é, pois, muito linda! Podemos chegar ao êxtase quando
aprendemos a senti-la, porque Deus está em nós, esperando que acordemos para
vê-Lo, sensibilizando todos os nossos dons para ouví-Lo e entendê-Lo, como Amor
e Luz que nos dá a vida.
Filosofia Espírita L.E.71 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
31.5.26
Duas Perguntas Para Provocar
Para Provocar
Estas são de “O Livro dos Espíritos”:
714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento de seus gozos?
• Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!
714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?
• De uma e de outra.
*
Que o homem que se excede em seus gozos, está próximo da morte física não padece dúvida, a questão é a sua “morte moral”, a que os Espíritos Superiores se referiram.
*
MORTE MORAL?!
*
Os Espíritos, porventura, estariam se referindo ao fenômeno da “ovoidização”, que André Luiz estuda à saciedade em sua Obra?! Seria a degradação da forma?! Sabemos que o espírito não retrograda quanto às suas conquistas morais e intelectuais, mas que, quanto à forma, que lhe reflete o estado íntimo, sim.
*
Como um espírito que se “ovoidizou”, regressou ao seu estado de “mônada”, conseguirá se reerguer, de vez que, para tanto, lhe falece completamente a vontade?!
*
Ocorrendo ao ser o que os Espíritos chamaram de “morte moral”, como lhe haverá de ficar a vida intelectual?! Aprende-se com o Espiritismo que somente quando o espírito alcança a láurea da razão ele passa a se responsabilizar pelos seus atos, em gradativo uso do livre arbítrio.
*
A “segunda morte” que os Espíritos mencionam seria pelo fenômeno da “ovoidização”, ou existe algo que eles tentaram mencionar e, por enquanto, preferiram omitir?!
*
Sei que os nossos internautas esperam por respostas nossas às perguntas propostas, não obstante, afirmamos que também estamos no estudo do assunto – todavia, de minha parte, sempre penso no que afirma a filosofia oriental ao referir-se aos fenômenos denominados “Big Bang” e “Big Crunch”...
*
Não lhes parece que, espiritualmente, o “Big Crunch” pode ocorrer com a degradação moral absoluta, quanto pela suprema evolução, com a perda da total individualidade?!
*
“Eu e o Pai somos Um”.
Jesus, como individualidade, não teria, ao se unir em plenitude com o Criador, deixado de ser para, realmente, Ser?!
*
Convém, pois, que, sobre o assunto, a fim de sairmos da mesmice, raciocinemos juntos – e, se possível, sem jogar a saia na cabeça, e nem cantar o refrão: “Tá todo mundo louco, oba!...”
*
Estou quase convencido que, em drásticas situações, o espírito carece de ser “resetado”.
Inácio Ferreira - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 31 de julho de 2026.
29.5.26
Comentário Questão 813 do Livro dos Espíritos
A sociedade, em muitos casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo trinta:
Então lhes disseram eles:
Que sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as conseqüências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido, onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

.jpg)