26.6.26

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS O Espíritismo esclarece Livro espírita a venda na LER Livros


 

Comentário Questão 817 do Livro dos Espíritos

HOMEM E MULHER
 
São duas formas diferentes, mas com o mesmo objetivo de vida, exercitando-se ambas, na busca da libertação espiritual. Ninguém foi criado para ser preso, mas subordinado à lei que dirige a todos, em seqüências variadas do despertamento das suas faculdades espirituais, e somente juntos em forma de família, os Espíritos têm mais possibilidades, acionando mais depressa o acordar dos seus talentos.
O homem se expressa no corpo físico com características diferentes da mulher. Ele busca mais as coisas da Terra e sabe responder às exigências do mundo na pauta dos seus valores e, neste trabalho, recolhe experiências valiosas, porque, no fundo, em todas elas vibra a lei divina do amor, que veste muitas roupagens por existirem diversas modalidades de se educar.
O homem, no curso das suas existências, passa a indagar a si mesmo, usando da razão, qual é o melhor caminho a seguir e, empenhado nessa especulação, acaba encontrando as advertências como ajuda e descobrindo a verdade que o liberta. O tempo é seu amigo inseparável, que age até quando for preciso; quando atinge sua iluminação interior, desaparece o próprio tempo, não se fala mais de espaço e nem mesmo de leis. A educação existe por causa da ignorância; se esta cessar, aquela não será mais necessária.
A mulher tem uma razão de ser na vida do homem, sem a qual a vida do seu companheiro se tornaria vazia e sem impulsos para a busca da verdade. Deus nunca erra nos Seus objetivos. Pela sua sensibilidade, sua ação é mais direcionada ao enlevo, em rumo complementar do homem, como que uma ponte intuitiva que busca o mais além, distribuindo o que de lá recebe com os que com ela vivem em família. O aprimoramento do papel de esposa e mãe é a oferta da água viva, como a que a samaritana recebeu do Cristo à beira do poço de Jacó.
Observemos os apontamentos de João sobre a fala do Mestre, que assim se expressa no capítulo quatro, versículo onze:
Respondeu-lhe ela:
Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Vejamos que simbolismo divino: o Mestre oferta à mulher a água da vida, aquela com a qual ela nunca mais teria sede. Era a água do amor, e a maternidade pode ser um poço dessa água, para aqueles que, por seu intermédio, ela poderia saciar.
O sexo, na Terra, é força viva que os faz unir, na esperança de que, pelo amor, passem do plano espiritual para a Terra outros companheiros do passado, na esperança de tranqüilizarem a consciência e compreenderem o porquê da vida. O companheiro é um instrumento para ajudar na operação, na constância de edificar esse amor, cada vez mais espiritualizado: um, trabalhando nos horizontes da Terra, e o outro abençoando com as forças do céu.
Os direitos do homem e da mulher são iguais, mesmo na diversificação dos seus ideais. Não há diferença de valores dos Espíritos; há, sim, de posições pelas vestimentas carnais que a natureza lhes empresta para o despertamento dos tesouros da vida.
As mulheres sofreram muito em épocas recuadas, pela ignorância humana, mas como nada se perde, elas recolheram valores maiores, que devem se expressar no futuro ao comandarem e direcionarem, pelos seus próprios valores, os altos postos que lhes foram tomados, invalidados pela força. O trabalho maior da mulher é a missão de educar aqueles que, por bênção de Deus, vêm para seus braços nas linhas do perdão.
Eis porque a reencarnação constitui bênção maior para todos os filhos de Deus; ela os inspira para o amor universal e as vidas sucessivas matam o orgulho e fazem desaparecer o egoísmo, em um trabalho que opera no desfile dos evos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

25.6.26

UMA JANELA PARA A FELICIDADE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Eles estão no meio de nós

A persistente indagação sobre estarmos sozinhos no cosmos há muito deixou de ser exclusividade da ficção científica e das especulações de astrônomos.
Quando analisamos o panorama contemporâneo, a hipótese de que inteligências biológicas ou espirituais de outros orbes interagem com a Terra ganha contornos de urgência e realidade.
Eles estão no meio de nós e o entendimento dessa presença exige que desatemos os nós do orgulho antropocêntrico, cruzando as fronteiras do cinema, da filosofia espiritual e da revelação transcendental.
Como provocação inicial, a obra cinematográfica Dia D (2026), de Steven Spielberg, atua como um espelho incômodo para a nossa sociedade.
No filme, o pânico generalizado e a corrida de corporações privadas e governos para ocultar segredos ufológicos traduzem perfeitamente a nossa maior deficiência coletiva: o medo do desconhecido e a necessidade neurótica de controle.
Spielberg nos força a encarar o impacto psicológico e institucional de uma "revelação global" (ou disclosure).
O filme demonstra que a humanidade, embora curiosa, permanece profundamente imatura para lidar com o extraordinário.
Tratamos visitas cósmicas ora com pavor apocalíptico, ora com a ganância de quem deseja confiscar tecnologias por meio de engenharia reversa.
O "Dia D" de Spielberg expõe a nossa miopia espiritual: olhamos para os céus procurando ameaças ou lucros, quando deveríamos olhar para dentro buscando autoconhecimento.
Essa barreira psicológica cai por terra quando recorremos à racionalidade consolidada em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Nele, a doutrina estabelece o princípio da pluralidade dos mundos habitados como uma lei universal e matemática da Criação divina.
Conforme o ensinamento dos benfeitores espirituais, a Terra está longe de ser o centro do universo ou o único reduto de vida inteligente; ao contrário, classifica-se como um mundo de expiações e provas, ocupando uma posição modesta na escala evolutiva cósmica.
A presença de seres vindos de outros quadrantes universais deixa de ser uma "invasão" cinematográfica e passa a ser compreendida como um intercâmbio natural entre irmãos de diferentes idades evolutivas.
Sob a ótica espírita, o isolamento da Terra é uma ilusão da matéria. O universo pulsa em constante magnetismo e comunicação e os mundos mais adiantados auxiliam as civilizações infantes em suas transições planetárias.
Aprofundando essa dinâmica de convivência silenciosa, a obra Os Nefilins confere uma roupagem robusta e detalhada a essa infiltração alienígena na história humana.
Primeiro desmistifica o distanciamento físico dos extraterrestres, demonstrando que raças de origens estelares diversas — algumas operando em faixas vibratórias além da nossa percepção visual comum — participam ativamente da política, da ciência e dos bastidores energéticos do planeta.
Longe de naves espaciais reluzentes estacionadas em nossas capitais, essas inteligências atuam nos bastidores da evolução biológica e espiritual da Terra desde tempos imemoriais, confundindo-se com mitos, deuses e os próprios "anjos caídos" das escrituras antigas.
A análise da presença extraterrestre na Terra, portanto, deixa de ser um exercício de adivinhação e passa a ser uma constatação de convivência.
Enquanto o cinema de Spielberg nos alerta sobre o colapso institucional e o choque ético diante da revelação física e governamental dessas realidades, o Espiritismo e as revelações projetivas nos convidam à maturidade cósmica.
Eles estão no meio de nós não para nos subjugar ou validar nossos roteiros de destruição (embora alguns possam até ter este propósito), mas porque somos todos passageiros da mesma nau universal.
A derrubada final do sigilo sobre a vida extraterrestre exigirá da humanidade muito mais do que a reformulação de tratados de defesa ou manuais científicos; demandará a expansão definitiva de nossa consciência espiritual e a aceitação humilde de nossa verdadeira cidadania cósmica.
Preparemo-nos para a revelação definitiva quando ela vier.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
 Referências Bibliográficas
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Brasília: FEB, 2013.
PINHEIRO, Robson; ANGELO (Espírito). Os Nefilins. Contagem: Casa dos Espíritos Editora, 2014.
DIA D (Disclosure Day). Direção: Steven Spielberg. Roteiro: David Koepp. Produção: Amblin Entertainment e Universal Pictures. Estados Unidos, 2026. 1 filme (145 min), son., color.

24.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 10 – ONDA MENTAL

 


Deslocamento “Espacial”

Quando encarnado, embora a minha condição de espírita, eu chegava a imaginar que a desencarnação, além de fenômeno de natureza física, de algum modo, pudesse igualmente ser fenômeno de natureza moral para todos os que demandassem o Mais Além.
Explico-me.
Eu imaginava que o espírito, ao deixar a carcaça, deixasse, quase miraculosamente, antigos equívocos seus, e mesmo pensava que a Lei de Causa e Efeito, então, começasse a funcionar de maneira mais incisiva para os que, perante ela, tivessem se comprometido na Terra.
Na lida com os desencarnados, nas sessões mediúnicas do Sanatório, eu refletia que aqueles que entravam em contato conosco, algumas vezes não conscientes de sua nova situação, constituíssem exceções no Mundo Espiritual – afinal, estariam se defrontando com a inegável realidade de si mesmos!
Por mais que eu me esforçasse, e estudasse as obras espíritas, com certeza ainda sob o efeito de outro modo de pensar (durante séculos), eu não lograva “enxergar” a vida no Além como apenas o virar de página de um livro...
Somente aos poucos, com o amadurecimento das ideias em idade mais provecta, e, depois, com o meu próprio desenlace, é que pude constatar que, de fato, a desencarnação não passa, para a grande maioria, de fenômeno de deslocamento “espacial” apenas.
Mudança da casa em que se reside para outra casa, mas, não raro, para a casa ao lado, ainda na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua, com a mesma vizinhança...
Não sei se vocês, os nossos amigos internautas, terão que, igualmente, deixarem a carcaça para entenderem o que tento lhes dizer – creio que, em sua quase total maioria, sim, mormente aqueles que, permanecendo na superfície, não exploram as profundezas do “lago” em que bracejam.
Não seria natural que, após o desenlace, reconhecendo-se em outra Dimensão, os não adeptos do Espiritismo a ele se curvassem, mudando, substancialmente, a sua visão da Vida?!... Não deveriam, espontaneamente, e, de maneira imediata, arrependerem-se de seus erros, predispondo-se à corrigenda, abandonando o mal para sempre?!...
Não obstante, assim não é.
Deste Outro Lado, pelo menos no chão em que atualmente piso, continuamos a lutar em prol da Verdade Imortalista, que milhões, se não bilhões, insistem em ignorar – alguns milhões, ou bilhões, sem dúvida, de “caso pensado”, muito embora não tão pensado assim...
Por este motivo, repetimos que, faz um tempão, para milhões, ou bilhões, a desencarnação não passa de mero deslocamento “espacial”, em ciclo que se repete à semelhança da água que se torna em vapor e do vapor que torna a ser água, passando da forma líquida à gasosa e... vice-versa.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 21 de junho de 2026.