17.4.26
Deus não quer o pecado mas ama o pecador
No Espiritismo, a frase "Deus não quer o pecado, mas ama o pecador" é interpretada sob a ótica da evolução espiritual, da lei de causa e efeito e da misericórdia divina, sem a conotação de culpa eterna ou punição vingativa comum em outras tradições.
Aqui estão os pontos principais da visão espírita:
Pecado é Erro (Aprendizado): O termo "pecado" é raramente usado no Espiritismo, sendo preferido o termo "erro" ou "imperfeição". Pecar é visto como um ato de "errar o alvo" durante a caminhada evolutiva, parte do processo de aprendizado de um espírito ainda imaturo, e não uma ofensa pessoal a Deus.
Deus ama todas as Criaturas: Deus é soberanamente justo e bom, amando todas as criaturas com a mesma intensidade, tanto o "santo" quanto o "celerado" (malfeitor), pois todos são espíritos imortais em desenvolvimento.
O Amor Cobre a Multidão de Pecados: O amor divino é a força que impulsiona o espírito ao progresso e permite a retificação dos erros. A misericórdia divina oferece novas oportunidades de reajuste (reencarnação) para que o espírito supere suas falhas.
O Erro gera Necessidade de Aprendizado: Deus não odeia o pecador, mas a lei de causa e efeito (karma) faz com que o espírito colha as consequências de suas escolhas. Esse sofrimento não é um castigo divino, mas um mecanismo pedagógico para o próprio crescimento do espírito.
O Pecado é Transitório: O mal e o erro são considerados transitórios, associados à imperfeição do espírito. Com o tempo e o progresso espiritual, o espírito se afasta do erro e se alinha ao bem.
Portanto, o Espiritismo entende que Deus ama o filho (pecador) e deseja que ele abandone o comportamento destrutivo (pecado) para encontrar a verdadeira felicidade através da evolução.
Visão geral criada por IA
16.4.26
Comentário Questão 808 do Livro dos Espíritos
Sempre existiu a desigualdade em tudo, e as riquezas não podem deixar de compartilhar deste "tudo". É notório que se observa em toda parte a desigualdade de riquezas. É muito difícil saber se uma riqueza tem boa procedência. Não raro, elas nascem da corrupção; quando não de um, têm raízes falsas em outros. O que deve fazer o homem é, quando as riquezas caírem em suas mãos, seja de qualquer procedência, procurar aplicá-la bem, para que possa ressarcir, ou ajudar a ressarcir erros.
O dinheiro em si não é bom nem mau; ele faz o que a mente deseja que se faça com ele. Conhecemos muitos ricos que podem entrar no reino dos Céus. A história nos conta do desprendimento de muitos ricos em favor dos que sofrem o peso do carma que os guia para o cumprimento da justiça.
Os homens precisam, e muito, de se educarem no campo da honestidade. A falta dela é que os leva aos distúrbios morais, principalmente os que dirigem os povos. Eles brincam com os destinos dos homens, mas a reencarnação os conduz para lugares bem piores que os que sofrem com a sua desonestidade, onde se vêem o pranto e o ranger de dentes.
Não devemos brincar com as leis de Deus, que são justas e eternas. São elas generosas, mas enérgicas com aqueles que as desrespeitam. As riquezas são testes para todas as criaturas e povos. Não faltaria dinheiro em país nenhum, se fossem os povos equilibrados nos seus comportamentos, nos seus pensamentos, se direcionassem bem suas ações. O povo tem o governo que merece, é certo, todavia, o governo tem o povo que se encontra na sua faixa de conduta. Se queremos saber o que é um, estudemos o outro. Modificando-se a mentalidade do povo, o que somente o Evangelho pode fazer, aparecerá por encanto um governo justo e correto. Nós estamos constantemente pedindo a Deus o mal, porque pensamos e fazemos mais mal do que bem. Os governos pedem para seus governados o que eles pensam e fazem. Assim lhes será dado, por haver leis que asseguram o "pedi e obtereis".
Vamos observar Lucas em seus apontamentos, no capítulo onze, versículo onze:
Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra?
Se os filhos de uma nação bem estruturada pedem ao governo, pelas suas ações ante seus compromissos como cidadãos, alimento, teto e toda ordem de melhoramento, alimento moral em todas as suas circunstâncias, esse pai que se afigura como governo dessa nação, não fará outra coisa a não ser ofertar-lhes o melhor ambiente de paz com tudo o de que precisam.
Entretanto, o que se vê são milhões de criaturas em toda parte desarmonizando os países, em roubos, crimes, assassinatos de todas as ordens, abortos de todos os tipos, mentira e falsidade em todas as direções, guerras sem tréguas em quase todos os países, usura em todos os povos, orgulho e egoísmo em quase todas as criaturas. O que elas estão pedindo a Deus? Os governos têm de gastar quase todos os recursos com armas e com o sustento dos exércitos e policiais, para manter uma paz precária entre si mesmos. De quem é a culpa?
A desigualdade é, pois, uma doença crônica, que um conjunto de conceitos conhecido como Evangelho age como medicamento curativo para todos esses males, na medida que fosse vivido. As religiões, assim como os religiosos, têm o dever de fazer conhecido esse livro, assim como trabalharem nas mentes dos povos pelo exemplo.
A Doutrina Espírita tem o maior compromisso com o Cristo, de educar e instruir as criaturas. Para começar, o homem deve usar bem as riquezas, surgindo daí o equilíbrio de todos os povos, para que o amor sem barreira seja o clima de todos os corações que pulsam na Terra.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
14.4.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.04.2026
O PRINCÍPIO VITAL
O
princípio vital nasce do fluido universal, que se transforma criando aspectos
diferentes, de acordo com as mais variadas necessidades. Ele toma
características múltiplas, conforme o corpo material em seu grau de
amadurecimento, sensibilizando-o. Entretanto, ele não faz isso por si só, por
faltar-lhe a inteligência capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia.
Espíritos de alta hierarquia espiritual dedicados à co-criação, almas altamente
sábias, comandam essa explosão de vida, dentro dos preâmbulos traçados pela
inteligência Divina e Soberana. Tudo é planejado e seguido por inteligências
superiores, que assistem e comandam os fenômenos da natureza. Esse princípio
vital que se afiniza no mundo interatômico do organismo, emprestando-lhe
movimentos ritmados, é o mesmo, como sendo força magnética em abundância,
espraiada no universo, captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que
poderá ser usada para o equilíbrio e a paz de todas as criaturas, como também é
usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura de guerras
permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas bênçãos de Deus. No
corpo humano essa força vital, tornamos a dizer, é a intermediária entre a
matéria e o Espírito imortal: ela sensibiliza e o Espírito comanda; ela
movimenta e o Espírito dá expressão; ela prepara todos os canais do corpo, e o
Espírito fala demonstrando a razão, o saber e o amor. O princípio vital
igualmente cresce, acompanha a evolução do corpo e da alma, e serve nos dois
planos da vida, para que os homens que moram na Terra reconheçam a verdade dos
Céus, e se preparem para o inevitável, que é o renascimento e a volta para o
lugar de onde vieram.
Filosofia Espírita L.E.65 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
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