3.7.26
Cromoterapia, Florais de Bach... Nos Centros Espíritas
Se temos por obrigação respeitar a forma dos outros agirem ( não devemos respeitar o livre arbítrio? ) e, até elogiar por estarem aplicando mais uma maneira de ajudar a quem precisa, temos, por outro o lado, o direito de pedir ao líderes dessas instituições para não denominá-las de Centros Espíritas.
Releia Kardec.
Você, caro irmão, assim agindo, com o nobre propósito de ajudar o próximo, prejudica o foco do Espiritismo.
O bom líder sabe que determinar o foco é o passo fundamental para conseguir sucesso em sua empreitada.
Agindo assim, meu irmão, vão confundir Espiritismo com Casa de Recuperação, onde o doente vai com um mal do corpo ou do espírito, cura-se, e depois volta para sua residência esquecendo-se completamente da importância do Centro Espírita em sua vida, ou mesmo não tendo – esse doente recém curado - acesso à profundidade da Doutrina Espírita, que é o que ocorre na maioria das vezes.
Não pense que o Espiritismo não deixa de ser uma Casa de Recuperação. Ele o é, sim. Mas como um meio, não como um fim. A pessoa que enxergar o Centro Espírita principalmente como uma Casa de Recuperação, está tendo uma visão desfocada do Espiritismo.
Uma Casa de Recuperação atende um doente por um tempo determinado, até que ele se cure.
O Espiritismo não é uma Casa de Recuperação, apesar de poder e dever agir como tal (mas repito, como um meio, não como um fim). O Espiritismo é sim, uma Escola, que tem o objetivo de educar – para sempre, e não por um tempo determinado – o espírito imortal.
Por que hoje muitos indivíduos procuram o Centro Espírita para se curarem de um mal qualquer, curam-se e depois não voltam mais?
Porque o Espiritismo está, de forma errônea, vendendo essa imagem de Casa de Recuperação.
Insisto: adotar cromoterapia, florais de Bach, etc. é desfocar o Espiritismo. É não abrir os olhos do indivíduo ao profundo conhecimento e entendimento que a Doutrina Espírita pode a ele proporcionar por toda sua imortal vida, e não apenas por um momento em que precisou ser curado de determinado mal.
Se quiser, caro irmão, continue a adotar a cromoterapia, divulgue e aplique os florais de Bach, sabemos que existem muitas formas de sermos úteis à humanidade, mas, por favor, mude o nome de sua instituição. Para o bem da exata compreensão do que é o Espiritismo, não a chame de Centro Espírita.
Não prejudique o foco.
Alkíndar de Oliveira
2.7.26
Comentário Questão 818 do Livro dos Espíritos INFERIORIDADE
A suposta inferioridade moral da mulher, em certos países, é produto da ignorância dos homens, e do predomínio da força bruta, que supõe tudo resolver pela violência. Esse massacre dos valores da mulher é que causa os distúrbios da sensibilidade nos desvios dos seus valores imortais.
Nessa violência contra a fragilidade dos corpos femininos, sofre, outrossim, a alma, com a interpretação satânica de certos teólogos, de que a mulher não tinha Espírito, por ter sido feita da costela de Adão. Essa ilusão de que a humanidade nasceu de Adão e Eva criou muitos erros e deu nascimento a muitos distúrbios que fizeram paralisar ou retardar as manifestações do amor de Deus para com a humanidade. Até mesmo almas eminentes sofreram a influência dessa teologia das trevas; eis porque falamos sempre do condicionamento de certas idéias sem fundamento na verdade.
Procuremos inquirir, no silêncio da própria vida, porque a mulher é inferior moralmente ao homem. Esse preconceito escapa ao raciocínio, ao bom senso, à bondade de Deus e à razão. Esta desvalorização dos valores femininos não tem sentido. "O Livro dos Espíritos" nos mostra, na sua beleza espiritual, todas as leis e a igualdade da criação do homem e da mulher, nas suas operações diversas, mas com os mesmos direitos e deveres perante Deus.
O Espírito não tem sexo; os corpos que ele usa nas vidas sucessivas têm diferenças uns dos outros, para que se tornem complementares às suas necessidades. A crueldade do homem, no seu primitivismo, é que fez marginalizar a mulher, para que pudesse crescer o seu poder como "rei" da criação. Mas, como as leis naturais são imutáveis, a lei da justiça é a mesma e o será sempre, em todas as épocas da humanidade. Os próprios homens é que deverão, por maturidade, reconhecer as coisas de Deus.
A mulher terá a sua glória; se perdeu alguma liberdade no mundo, ganhou sua paz na consciência, gerou em si forças de sustentação e o domínio de ser útil às gerações, como mãe. Ela, aparentemente, perdeu, mas, na realidade, nada perdeu na área da eternidade. Muitas estão ocupando corpos masculinos para mostrar aos homens como se deve amar, pedindo e trabalhando para a igualdade dos direitos em todas as atividades que possam alcançar.
A Doutrina Espírita vem remover essas idéias de inferioridade da mulher ante o homem e insuflar, no coração do mesmo, o perdão. Se os ignorantes desejam ficar na Terra, que fiquem até surgir a maturidade, mas com a consciência pesada temem perder o que eles mesmo destruíram, com a prepotência.
Vejamos o que nos diz João, no capítulo sete, versículo trinta e quatro, mostrando 'o que pode acontecer e que já ocorreu com muitos no plano espiritual:
Haveis de procurar-me, e não me achareis; também onde eu estou, vós não podeis ir.
Mas, vem a misericórdia de Deus, que é sempre Pai, dando oportunidade para o desenvolvimento dos poderes espirituais, de modo que esses Espíritos entrem em êxtase e por um pouco possam encontrar aqueles que foram desprezados, agredidos e maltratados, até que se suavize o fardo e fique leve o jugo. O sofrimento de uns desenvolveu-lhes a capacidade de entender mais a vida, e os que agrediram embruteceram suas possibilidades de se libertarem no campo do Espírito. Entretanto, pela bênção da possibilidade de intercâmbio entre os dois mundos, possibilitou-se às criaturas o conhecimento das leis, tornando-as livres dos velhos preconceitos humanos e alegrando-as na alegria divina, com o Cristo no centro da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
30.6.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de30.06.2026
NASCENDO A RAZÃO, O INSTINTO SE ATROFIA?
O
alicerce de uma obra aparentemente desaparece quando o prédio está pronto; no
entanto, passa a existir com muito mais segurança do que antes, pela sua
solidez no seio da terra. O instinto não atrofia ao surgir a razão. Ele perde o
comando mais visível, entretanto, ajuda a inteligência nas suas difíceis
soluções, inerente ao seu estado. O nada se perde atinge igualmente os dons da
alma. Os talentos se intercruzam numa fraternidade perfeita, uns ajudando os
outros, e todos formando um conjunto, de sorte a trazer ao mundo da consciência
a harmonia divina. A razão é o instinto na feição de maturidade; é o alicerce
da inteligência. A Doutrina dos Espíritos, no seu conjunto nos oferece muitos
meios e métodos, para exercitarmos todos os nossos dons, de maneira a que eles
possam crescer ampliando seus valores. O instinto, o raciocínio e a intuição
constituem uma escada evolutiva, são estágios variados do mesmo dom da vida
que, juntos, garantem a estabilidade e nos proporcionam meios mais sólidos para
vivermos em paz. O homem não pode desprezar o instinto porque possui a
inteligência, nem o super-homem pode abandonar a inteligência, por ter
conquistado a intuição. Todos os valores são úteis na engrenagem evolutiva de
todos os seres. Entrementes, deve-se saber usá-los na hora certa, e no momento
exato servir-se do raciocínio. O conhecimento é a base do equilíbrio e a compreensão,
o estímulo de todas as forças do bem que, somadas, esplendem-se no amor. O instinto é uma inteligência
rudimentar mas, que guarda no seu seio celeiros imortais que, desenvolvidos,
ultrapassam as belezas da própria inteligência e mesmo da intuição, pelo fato
de que o despertamento da alma é infinito, na extensão do crescimento sem
limites, do Espírito.
Filosofia Espírita L.E.75 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
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