18.10.26

FORÇA PARA RECOMEÇAR Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

JESUS DECLARA-SE YHWH

(Tetragrama Sagrado formado por quatro consoantes hebraicas, que representam o nome próprio de Deus na Bíblia - Etimologia: Deriva do verbo hebraico relacionado ao verbo "ser", comumente associado à frase "Eu sou o que sou" ou "Eu serei o que serei" revelada a Moisés em Êxodo 3:14).
João, capítulo 8 versículos:
21. Disse-lhes então de novo: "Eu me vou retirar, e me procurareis, e morrereis em vossos erros; para onde vou, não podeis ir"
22. Diziam então os judeus: "Acaso se matará? Pois diz, para onde vou, não podeis ir".
23. Disse-lhes Jesus: "Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.
24. Por isso vos disse que morreríeis em vossos erros; pois se, não credes que EU SOU, morrereis em vossos erros"
25. Perguntaram-lhe, então: "Quem és tu"? Respondeu-lhes Jesus: "Acima de tudo, aquilo mesmo que vos estou dizendo.
26. Muitas coisas tenho que falar e decidir sobre vós; mas quem me enviou é verdadeiro, e o que dele ouvi, isso falo ao mundo".
27. Eles não perceberam que lhes falava do Pai.
28. Disse, pois, Jesus: "Quando desenvolverdes o Filho do Homem, então conhecereis porque EU SOU e nada faço de mim mesmo, mas como me ensinou o Pai, assim falo.
29. Quem me enviou, está comigo: não me deixou só, porque sempre faço as coisas agradáveis a ele".
30. Falando estas coisas, muitos creram nele.
O orador pede que acreditem que Ele é o mesmo YHWH, pois dá de Si a mesma definição que aparece em Êxodo 3:14, isto é: "Disse o elohim a Moisés: EU SOU QUEM SOU: dize aos filhos de Israel: EU SOU enviou-me a vos".
Este ponto é de importância capital para estabelecer a identidade do Espírito de Jesus. ELOHIM YHWH
Já estudamos em "La Reencarnación en el Antiguo Testamento" que ELOHIM, plural de EL ou ELOHÁ, tem o sentido exato de "espírito desencarnado".
Com efeito, a médium de Êndor (1.° Sam. 28:13) ao ver o espírito desencarnado de Samuel aparecer-lhe, diz a Saul: "vejo um ELOHIM subir da terra.
O espírito desencarnado que se "manifestava" como "guia" de pessoas, cidades ou nações ("Santo" protetor), era chamado EL ELOHÁ ou ELOHIM entre os hebreus; "Deus" entre os romanos"; "Theós" entre os gregos. Mas nenhum desses termos jamais se referiam ao DEUS o ABSOLUTO. Então, apesar da pecha de politeístas, os povos antigos (pelo menos a elite intelectual e espiritual) cria num só DEUS, embora atribuísse aos espíritos desencarnados de categoria mais elevada os epítetos de ELOHIM (hebreus), DEUS (romanos), THEOS (gregos), exatamente como nós, hoje, da idade moderna acreditamos num só Deus supremo, imanente em tudo e transcendente a tudo, mas denominamos "SANTOS" (católicos), DEVAS (hindus), "GUIAS" (espiritistas), aos espíritos desencarnados de elevada categoria moral e espiritual. Compreendamos, pois, que ELOHIM, DEUS, THEÓS deverão entender-se como "santos", "Guias", "devas".
Além disso, não é só YHWH que é ELOHIM: a mesma denominação de "guia", com essa mesma palavra, é empregada em muitos pontos: (Juízes, 11:24); (Juizes, 16:23) e (1.° Sam. 5:7).
No Génesis (3:22), após narrar a passagem dos animais ao estado hominal, pelo fato de "haver comido o fruto da árvore da vida", isto é, de haver conquistado o intelecto racional (localizado acima da espinha dorsal em posição vertical de árvore, e não mais na posição horizontal dos animais), dizem os elohim que "o homem se tornou igual a nós", no plural. Ora, inadmissível o anacronismo do plural, "majestático", consideremos que o homem se tornara "espírito", igual aos espíritos desencarnados, mas jamais igual a DEUS o Absoluto!
Então, YHWH é um ELOHIM, o ELOHIM dos hebreus ou israelitas e, no dizer de Isaías (60:2) "nascerá em ti (Israel) e em ti se verá sua glória".
Ora, neste trecho Jesus se declara YHWH, quando taxativamente diz: "se não credes que EU SOU, morrereis em vossos erros". Não foi assim que YHWH se definiu a Moisés: "EU SOU QUEM SOU.
Livro Sabedoria do Evangelho - volume 5 - Torres Pastorino
https://www.google.com/search?q=YHWH&ie=UTF-8 

17.10.26

A GÊNESE Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo


 

A Imbecilização da Humanidade - 2

 O fenômeno da decadência do pensamento crítico e da acentuada superficialidade intelectual nas relações humanas contemporâneas não constitui uma mera falha pontual de instrução ou um mero desvio do desenvolvimento individual. Trata-se, na realidade, de um processo social, psíquico e histórico amplo, frequentemente qualificado como imbecilização da humanidade.
Para compreender as razões pelas quais o indivíduo moderno abdica progressivamente da autonomia reflexiva, faz-se necessário realizar um percurso analítico que perpasse as teorias clássicas sobre o comportamento de massa, examine os projetos deliberados de dominação e, por fim, vislumbre horizontes de superação fundamentados na alteridade e na ética do diálogo.
DA ESTUPIDEZ À IMBECILIZAÇÃO COLETIVA
A busca por definir e mapear a estupidez humana e os seus impactos na esfera pública é tema recorrente na literatura filosófica e sociológica.
Em sua célebre formulação sintetizada por Carlo M. Cipolla, o indivíduo estúpido é conceituado como aquele que causa prejuízos a terceiros sem extrair qualquer benefício para si mesmo, frequentemente colhendo também o próprio dano.
Essa característica torna a estupidez uma força social mais perigosa, imprevisível e destrutiva do que a própria maldade intencional, uma vez que a malícia opera segundo uma lógica de ganho pessoal, ao passo que a estupidez atua sem racionalidade aparente.
Expandindo esse diagnóstico para a crise da cultura no século XX, Robert Musil argumenta que o fenômeno ultrapassa a mera escassez de inteligência, configurando-se prioritariamente como uma falha da sensibilidade e um desequilíbrio entre o afeto e o intelecto.
No contexto do surgimento dos regimes totalitários europeus, Musil alertava para o fato de que a ausência de sentido crítico e a vaidade coletiva degeneram a arte, a literatura e a vida pública, convertendo a massa em um organismo propenso à manipulação.
A dinâmica psíquica subjacente a essa vulnerabilidade coletiva foi minuciosamente examinada por Sigmund Freud em A Psicologia das Massas e a Análise do Eu.
Freud demonstrou que a integração do indivíduo em um agrupamento emocionalmente homogêneo provoca uma regressão psíquica inevitável, caracterizada pelo enfraquecimento das faculdades intelectuais autônomas, pela perda do julgamento crítico e pela submissão cega a lideranças autocráticas.
Na massa, a responsabilidade individual dilui-se, cedendo lugar ao contágio afetivo e ao dogmatismo.
Na contemporaneidade, esse cenário ganha contornos específicos analisados pelo filósofo Byung-Chul Han em A Sociedade do Cansaço.
O excesso de estímulos digitais, a exigência de produtividade contínua e a saturação informacional não geram indivíduos mais esclarecidos, mas sim sujeitos esgotados psiquicamente.
A perda da capacidade de atenção profunda e a substituição da reflexão contemplativa pela hiperatividade estéril consolidam uma nova modalidade de autoexploração e imbecilização, na qual a velocidade da informação anula o tempo necessário para o amadurecimento do pensamento.
MECANISMOS DE ALIENAÇÃO
Se por um lado a imbecilização pode ser compreendida como consequência de dinâmicas psíquicas e culturais involuntárias, por outro ela é apontada como um projeto estruturado de controle social.
Na obra Nova Ordem Mundial, atribuída ao espírito Ângelo Inácio e psicografada por Robson Pinheiro, expõe-se a tese de que o embrutecimento das massas resulta de um esforço deliberado de engenharia social, operado por elites e inteligências articuladas com o objetivo de manter a hegemonia política, econômica e psíquica sobre a coletividade.
Esse projeto de alienação orquestrada sustenta-se em estratégias sistemáticas que visam enfraquecer a autonomia do ser.
A primeira delas consiste na instrumentalização do sistema educacional e da indústria cultural para a promoção de um saber puramente técnico e mercantilizável, em detrimento da formação filosófica, ética e humana.
Produz-se, assim, uma massa de especialistas funcionais dotados de alta capacidade operacional, porém desprovidos de senso crítico quanto às estruturas de poder em que estão inseridos.
Somam-se a isso a oferta ostensiva de entretenimento superficial e a saturação de estímulos sensoriais de baixa qualidade.
Ao manter a população em um estado perpétuo de distração e hiperconectividade fútil, anestesia-se a sensibilidade moral e impede-se o questionamento das narrativas dominantes.
Por fim, a indução à polarização ideológica e ao ódio sectário fragmenta a coesão social, reduzindo a existência humana à lógica da produção e do consumo e obstaculizando qualquer busca por autoconhecimento ou espiritualidade superior.
A ALTERIDADE COMO CAMINHO DE SUPERAÇÃO
Diante desse diagnóstico de fechamento dogmático e apatia reflexiva, a superação da imbecilização exige a recuperação do exercício da alteridade — entendida como a capacidade de reconhecer, respeitar e integrar a perspectiva do outro na construção da própria consciência.
Essa postura encontra sustentação complementar tanto na filosofia contemporânea quanto na psicologia espiritualista.
Na esfera da filosofia política e da linguagem, Jürgen Habermas propõe, através da Teoria do Agir Comunicativo, a transição de uma razão instrumental — voltada para o cálculo, para a dominação e para o êxito utilitário — em direção a uma razão comunicativa.
Para Habermas, o antídoto contra a alienação e a manipulação ideológica reside na Ética do Discurso, na qual a linguagem é resgatada como espaço de entendimento intersubjetivo livre de coerções.
A alteridade, no pensamento habermasiano, manifesta-se quando os sujeitos reconhecem mutuamente seus interlocutores como seres válidos e racionais, aceitando submeter suas próprias certezas ao debate público e ao consenso argumentativo.
O monólogo autoritário e dogmático, gerador da imbecilização, é superado pelo descentramento do ego em favor da pluralidade de vozes.
Paralelamente, sob a perspectiva da psicologia do ser desenvolvida pelo espírito Ermance Dufaux, a imbecilização manifesta-se primariamente como uma patologia moral e afetiva, caracterizada pelo egoísmo, pelo orgulho e pela incapacidade de conviver com o diferente.
Ermance Dufaux propõe uma pedagogia da convivência fundamentada na ética do amor e do autoconhecimento.
A razão sem afeto e sem empatia facilmente degenera em vaidade e intolerância. A verdadeira evolução psíquica e espiritual exige o desenvolvimento da inteligência emotiva e o desarmamento das defesas egóicas, permitindo que o indivíduo utilize a convivência interpessoal como um espelho de aperfeiçoamento contínuo. 
A convergência entre o pensamento de Habermas e a abordagem de Ermance Dufaux evidencia que a resistência ao embrutecimento cultural não se dará pelo mero acúmulo de informações intelectuais, mas sim pelo cultivo ativo da consciência relacional.
A alteridade surge, portanto, como o pilar ético essencial para desarticular as armadilhas da massificação alienante, devolvendo ao sujeito a sua dignidade, a sua capacidade crítica e a sua vocação para a fraternidade.
Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
CIPOLLA, Carlo M. As leis fundamentais da estupidez humana. Lisboa: Edições 70, 1976.
DUFAUX, Ermance (Espírito). Laços de afeto: caminhos do amor na convivência. Psicografado por Wanderley Oliveira. 2. ed. Belo Horizonte: Editora Dufaux, 2002.
FREUD, Sigmund. A psicologia das massas e a análise do eu. Tradução de Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
HABERMAS, Jürgen. Teoria do agir comunicativo: racionalidade da ação e racionalização social. São Paulo: Martins Fontes, 2012. v. 1 e 2.
HAN, Byung-Chul. A sociedade do cansaço. Tradução de Enio Paulo Giachini. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2017.
INÁCIO, Ângelo (Espírito). Nova ordem mundial. Psicografado por Robson Pinheiro. Contagem: Casa dos Espíritos Editora, 2015.
MUSIL, Robert. Da estupidez. Tradução de Henrique Garcia. In: NEUMANN, Gerson Roberto (Org.). Cadernos de Tradução: Robert Musil: sobre a estupidez, os livros e a literatura. Porto Alegre: Instituto de Letras - UFRGS, n. 34, p. 23-42, jan./jun. 2014.
SILVA, Vítor Burity da. Teoria Geral da Estupidez. 2024. Disponível em arquivo interno em formato PDF.

16.10.26

GISELLE A AMANTE DO INQUISIDOR Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 829 do Livro dos Espíritos

ESCRAVIDÃO
Para melhor entendimento do que se passa com os próprios homens, analisemos a resposta à questão nº 536 de "O Livro dos Espíritos" diz: “Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus".
Deus permite que os homens escravizem os homens e usa esse meio para educá-los, tanto a um como ao outro, porque nada se perde, na grande extensão dos meios educativos. Qual de nós não escravizamos alguém, qual de nós que não fomos escravizados algum dia?
Os negros africanos foram arrebanhados para diversas nações do mundo como escravos, porque eram considerados uma raça primitiva, com exceção de alguns poucos que estavam ali orientando em alguns pontos de princípios educativos.
Não devemos olhar tudo no mundo como tão somente produto da mente humana e, sim, como sistema de despertamento das criaturas. O que Deus não quer, não existe, e Ele, sendo onisciente, já sabia de tudo que iria e vai acontecer no futuro.
Começando pelos reinos da natureza, o homem já habituou a vender e trocar o que a Deus pertence, até os animais. Esse comércio se tornou mais acentuado e passaram a vender seus próprios irmãos, no orgulho irradiante de dominar. Quem no mundo já pôs termo às guerras fratricidas?
Por que Deus permite essa matança incontrolável em várias ' nações do mundo? Isso se processa entre os primitivos e mesmo entre os animais que, por vezes, se alimentam dos próprios companheiros de selva. Certamente que tudo isso, esses processos violentos, desaparecerão da face da Terra com a maturidade dos homens, mas enquanto não chegar a luz ao coração, os homens vão continuar a matar e a escravizar. O homem assemelha-se ao animal e é classificado como tal na própria ciência. É por isso que vive, em parte, vida animal.
Matar e escravizar são fatos que acontecem em mundos de provações e expiações. Quem pode mudar esses acontecimentos? Somente o tempo. As almas sairão, certamente, da escuridão, quando acenderem a luz na intimidade da consciência. Jesus veio ao mundo ao encontro da humanidade, para mostrar aos Espíritos como eles mesmos devem se libertar desses atos e fatos primitivos, limpando dos seus caminhos as nódoas negras provocadas pela escravidão e matanças. Contudo, as lições disso oriundas ficarão no centro da vida, e tanto quem morre, como o escravo, quanto o que faz morrer e escraviza, trocam de posições pela lei das vidas sucessivas, e todos aprendem juntos as lições de amor que salvam a todos.
Lemos em Lucas, no capítulo dezoito, versículo trinta e dois:
Pois será ele entregue aos gentios; escarnecido, ultrajado e cuspido.
Por que Deus permitiu que acontecesse isso com Seu filho amado? A porta que Jesus transpôs foi das mais dolorosas, para voltar aos céus. Entretanto, somente assim Ele pôde despertar nos homens o desejo da renovação espiritual, ao exemplificar a Sua vida nobre e fecunda.
E as grandes catástrofes da natureza? Quem as impulsiona e regula? Somos todos escravos das consequências dos nossos pensamentos. E por que pensamos assim? Tudo é organizado por Deus e somente Ele sabe o porquê. Nós outros devemos obedecer-Lhe com humildade, e ainda amá-Lo sobre todas as coisas, porque o Senhor assim o faz por amor a nós, que ainda não sabemos os verdadeiros motivos, por nos faltar capacidade para tal.
Muitos aspectos da Verdade não são ditas, por não termos ainda ouvidos para ouvir. A Verdade chega aos nossos ouvidos, gradativamente, de acordo com a nossa capacidade espiritual.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez