2.11.26
CRISE NA CARIDADE?!...
A crise econômica realmente tem afetando tanta gente mas não tem afetado aqueles que nunca foram afetados por ela!
Os que sempre viajaram, inclusive para o Exterior, continuam viajando; os que sempre tomaram o seu uísque continuam tomando; os que sempre fizeram a sua ceia de Natal, para dentro de mais alguns dias, já estão planejando a próxima...
Ah, e ainda, embora o preço do combustível em alta, nunca se viu tantos carros e motos nas ruas, e, o que é pior, em velocidade louca...
... e tanta gente falando em celular último tipo, que, ao que sei, não barateou reais significativos, que impeçam que os celulares considerados obsoletos sejam trocados pelos mais modernos!...
Sei não, mas, para mim, quem mais uma vez, irá “pagar o pato” será a Caridade!...
Agora, ante as campanhas feitas pela época do Natal, na arrecadação, por exemplo, de cestas básicas para os mais carentes – segundo dados estatísticos, um bilhão de pessoas passam fome no mundo! –, eis que tenho ouvido com os meus ouvidos de tuberculoso no Além:
- o preço da cesta básico subiu muito e, sendo assim, este ano não vai dar para cooperar;
- gostaria, mas, infelizmente, a situação financeira atual não está permitindo que eu colabore;
- o ano que vem promete ser mais difícil do que este e vou precisar economizar...
A coisa segue mais ou menos assim, e, em essência, quem é pouco ou nada atingido pela crise, acaba por transferi-la a quem sempre viveu na expectativa de um Papai Noel um pouco mais gordo, recebendo, anualmente, mirrada cesta de Natal em forma de doação...
Mirrada sim, porque, a rigor, a cesta de Natal, contendo alguns alimentos, basiquésimos (vocês me desculpem a terminologia não apropriada, talvez, para um morto), para uma família de quatro a cinco pessoas, não dá sequer para quinze dias!
5 quilos de arroz – não precisa ser “agulhinha” –, 2 quilos de feijão, 1 quilinho de açúcar cristal (ah, os canaviais que tomaram conta do Brasil!), 1 pacotinho de macarrão, 1 quilinho de fubá, 1 pacote de sal (Gandhi, na Índia, fez a famosa “marcha do sal”, e levou bordoadas até...), 1 latinha de extrato de tomate (toneladas de tomate são jogadas no lixo), 1 pacotinho de goiabada/doce de leite (ao gosto de quem compra, porque pobre não tem paladar!), 1 pacotinho de chá mate (de café, nem pensar – nem das marcas falsificadas que enchem as prateleiras dos supermercados!), 1 pacotinho de leite em pó, 1 saquinho de farinha de mandioca ou de milho...
Pronto! Eis o que se chama de “cesta básica”, sem o incremento de nenhuma anêmica asinha de frango, ou de retalhos de carne de terceira, que quase nem hiena extremamente faminta consegue mastigar...
Não, não vai dar... É por conta da crise, não é?! E a Caridade, mais uma vez, um anjo a se prostituir pelas ruas das cidades, a bater de porta em porta – vocês me desculpem a expressão, agora de espírito chulo, mas vocês conhecem algum anjo celeste, que, para obter o que pretende em favor dos mais pobres, se prostitui tanto quanto o anjo da Caridade?!...
Segundo Paulo, a Caridade é paciente, é benigna, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece – tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Pois é! Ao que estou vendo, uma vez mais, quem vai pagar pela crise econômica no Brasil, desencadeada pela sem-vergonhice de tantos políticos corruptos e pela indiferença de tantos, que, para a sua indiferença, nunca tiveram uma tão boa desculpa quanto à da tão propalada crise, será a Caridade – ou, em trocados e miúdos, os considerados “filhos do Calvário”!...
INÁCIO FERREIRA - blog Mediunidade na Internet
Os que sempre viajaram, inclusive para o Exterior, continuam viajando; os que sempre tomaram o seu uísque continuam tomando; os que sempre fizeram a sua ceia de Natal, para dentro de mais alguns dias, já estão planejando a próxima...
Ah, e ainda, embora o preço do combustível em alta, nunca se viu tantos carros e motos nas ruas, e, o que é pior, em velocidade louca...
... e tanta gente falando em celular último tipo, que, ao que sei, não barateou reais significativos, que impeçam que os celulares considerados obsoletos sejam trocados pelos mais modernos!...
Sei não, mas, para mim, quem mais uma vez, irá “pagar o pato” será a Caridade!...
Agora, ante as campanhas feitas pela época do Natal, na arrecadação, por exemplo, de cestas básicas para os mais carentes – segundo dados estatísticos, um bilhão de pessoas passam fome no mundo! –, eis que tenho ouvido com os meus ouvidos de tuberculoso no Além:
- o preço da cesta básico subiu muito e, sendo assim, este ano não vai dar para cooperar;
- gostaria, mas, infelizmente, a situação financeira atual não está permitindo que eu colabore;
- o ano que vem promete ser mais difícil do que este e vou precisar economizar...
A coisa segue mais ou menos assim, e, em essência, quem é pouco ou nada atingido pela crise, acaba por transferi-la a quem sempre viveu na expectativa de um Papai Noel um pouco mais gordo, recebendo, anualmente, mirrada cesta de Natal em forma de doação...
Mirrada sim, porque, a rigor, a cesta de Natal, contendo alguns alimentos, basiquésimos (vocês me desculpem a terminologia não apropriada, talvez, para um morto), para uma família de quatro a cinco pessoas, não dá sequer para quinze dias!
5 quilos de arroz – não precisa ser “agulhinha” –, 2 quilos de feijão, 1 quilinho de açúcar cristal (ah, os canaviais que tomaram conta do Brasil!), 1 pacotinho de macarrão, 1 quilinho de fubá, 1 pacote de sal (Gandhi, na Índia, fez a famosa “marcha do sal”, e levou bordoadas até...), 1 latinha de extrato de tomate (toneladas de tomate são jogadas no lixo), 1 pacotinho de goiabada/doce de leite (ao gosto de quem compra, porque pobre não tem paladar!), 1 pacotinho de chá mate (de café, nem pensar – nem das marcas falsificadas que enchem as prateleiras dos supermercados!), 1 pacotinho de leite em pó, 1 saquinho de farinha de mandioca ou de milho...
Pronto! Eis o que se chama de “cesta básica”, sem o incremento de nenhuma anêmica asinha de frango, ou de retalhos de carne de terceira, que quase nem hiena extremamente faminta consegue mastigar...
Não, não vai dar... É por conta da crise, não é?! E a Caridade, mais uma vez, um anjo a se prostituir pelas ruas das cidades, a bater de porta em porta – vocês me desculpem a expressão, agora de espírito chulo, mas vocês conhecem algum anjo celeste, que, para obter o que pretende em favor dos mais pobres, se prostitui tanto quanto o anjo da Caridade?!...
Segundo Paulo, a Caridade é paciente, é benigna, não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece – tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta...
Pois é! Ao que estou vendo, uma vez mais, quem vai pagar pela crise econômica no Brasil, desencadeada pela sem-vergonhice de tantos políticos corruptos e pela indiferença de tantos, que, para a sua indiferença, nunca tiveram uma tão boa desculpa quanto à da tão propalada crise, será a Caridade – ou, em trocados e miúdos, os considerados “filhos do Calvário”!...
INÁCIO FERREIRA - blog Mediunidade na Internet
1.11.26
ALMA EXILADA
ALMA EXILADA
Alma exilada da Mansão Divina,
Que choras no caminho tantas
dores,
Não te afastes dos trilhos
redentores
Em que cumpres, na Terra,
dura sina...
Sorve em silêncio a taça de
amargores
Que a ingratidão do mundo te
destina,
Abençoando a prova que te
ensina
A viver para o Bem, por onde
fores...
Eleva a Deus o coração
contrito,
Contemplando entre as luzes
do Infinito
A morada celeste que te
espera...
Ama, trabalha, crê, luta e
porfia,
E encontrarás a paz de um
novo dia,
Onde a Vida é uma Eterna
Primavera!...
AUTA DE SOUZA
(Página recebida pelo médium
Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, em reunião
de sábado, na cidade de Uberaba, Minas Gerais).
29.10.26
HISTÓRIA DO AMOR
Artur Gonçalves De Sales*
Pede a ostra colada à pedra em que se escalva :
– “Ajuda-me, Senhor! Sou larva triste e feia!...”
Nisso, o mergulhador pisa o lençol de areia,
Qual fulmíneo titã, no abismo verde-malva.
Pensa, encantada, a pobre: – “Eis alguém que me salva..."
O homem, contudo, ataca e a mísera baqueia.
Depois, sofre, na tona, o facão que a golpeia,
Fere, insulta, escarnece e lanha, valva em valva.
Mas, em vez de revolta, a vítima indefesa
Oferta-lhe, ao cair, por troféu de beleza,
A pérola que brilha entre os arpões e os rascos...
Essa é a história do amor que se alteia, sublime ;
Inda mesmo a sangrar, sob a injúria do crime,
Beija e enriquece as mãos dos seus próprios carrascos.
(*) Depois de ter assentado praça no 9º Batalhão de Infantaria e tentado matricular-se na Escola Militar, no Rio de Janeiro, Artur de Sales voltou a Salvador, onde, em 1905, recebeu o diploma de aluno-mestre, da Escola Normal. Exerceu o magistério primário «em aprendizados agrícolas». Foi um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia, aí ocupando a cadeira nº. 8. A obra poética de AS, a princípio simbolista, passou depois a ser concebida parnasianamente. Suas poesias, em geral abrangendo temas populares, revelam-lhe o grande interesse pelas coisas do mar. Considerado «admirável plástico do verso» por Jackson de Figueiredo, foi ainda Artur de Sales, na expressão de Eugênio Gomes, um «ébrio de Shakespeare», traduzindo-lhe, em versos alexandrinos, a peça Macbeth. (Cais Dourado, Salvador, Bahia, 7 de Março de 1879 – Salvador, 27 de Junho de 1952.)
BIBLIOGRAFIA: Poesias (1901-1915) ; Poemas Regionais; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Pede a ostra colada à pedra em que se escalva :
– “Ajuda-me, Senhor! Sou larva triste e feia!...”
Nisso, o mergulhador pisa o lençol de areia,
Qual fulmíneo titã, no abismo verde-malva.
Pensa, encantada, a pobre: – “Eis alguém que me salva..."
O homem, contudo, ataca e a mísera baqueia.
Depois, sofre, na tona, o facão que a golpeia,
Fere, insulta, escarnece e lanha, valva em valva.
Mas, em vez de revolta, a vítima indefesa
Oferta-lhe, ao cair, por troféu de beleza,
A pérola que brilha entre os arpões e os rascos...
Essa é a história do amor que se alteia, sublime ;
Inda mesmo a sangrar, sob a injúria do crime,
Beija e enriquece as mãos dos seus próprios carrascos.
(*) Depois de ter assentado praça no 9º Batalhão de Infantaria e tentado matricular-se na Escola Militar, no Rio de Janeiro, Artur de Sales voltou a Salvador, onde, em 1905, recebeu o diploma de aluno-mestre, da Escola Normal. Exerceu o magistério primário «em aprendizados agrícolas». Foi um dos fundadores da Academia de Letras da Bahia, aí ocupando a cadeira nº. 8. A obra poética de AS, a princípio simbolista, passou depois a ser concebida parnasianamente. Suas poesias, em geral abrangendo temas populares, revelam-lhe o grande interesse pelas coisas do mar. Considerado «admirável plástico do verso» por Jackson de Figueiredo, foi ainda Artur de Sales, na expressão de Eugênio Gomes, um «ébrio de Shakespeare», traduzindo-lhe, em versos alexandrinos, a peça Macbeth. (Cais Dourado, Salvador, Bahia, 7 de Março de 1879 – Salvador, 27 de Junho de 1952.)
BIBLIOGRAFIA: Poesias (1901-1915) ; Poemas Regionais; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)