22.10.26

FLORES DE MARIA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

HISTÓRIA DE DONA AMÉLIA

Cornélio Pires *
 
Conheci Dona Amélia na fazenda
- Dona Amélia Maria Liberata –
Linda e rica mulher, mas rude e ingrata,
Sempre altiva, no estrado de ouro e renda.
 
Deixava o pão mofando preso à lata
E gritava: “Ninguém me desatenda”.
Procurava conflitos de encomenda
Para zurzir os servos na chibata...
 
Mais tarde veio a morte... A nobre dama
Padecia o remorso como a chama
Quando o fogo se apega à carne nua.
 
O tempo voa... E agora, reencarnada,
Vejo-a sozinha, triste e desprezada,
Esmolando socorro em cada rua.
 
(*)Além de poeta, contista, jornalista, humorista e conferencista, era Cornélio Pires devotado pesquisador do nosso folclore. «Seja bom» – recomendou-lhe, certa vez, Amadeu Amaral. E Cornélio Pires, ao fazer-se tarefeiro da Doutrina Espírita, não foi apenas um bom, mas verdadeiro herói da bondade permanente, a benefício dos semelhantes. Pouco antes de desencarnar, fundou em Tietê, SP, a «Granja de Jesus», entidade de amparo ao menor abandonado. Escreveu para inúmeros jornais e revistas, tendo iniciado a sua vida literária em O Malho, do Rio. Alguns dos seus livros continuam a ter numerosas e sucessivas reedições. «Sua obra» – di-lo Joffre Martins Veiga – «é eminentemente popular e de cunho essencialmente brasileiro. » (Tietê, Est. de S. Paulo, 13 de Julho de 1884 – S. Paulo, Estado de S. Paulo, em 17 de Fevereiro de 1958.)
BIBLIOGRAFIA : Musa Caipira; O Monturo; Versos; Coisas d’Outro Mundo; Onde estás, ó morte?»; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

21.10.26

ESPÍRITO DOS ANIMAIS com Manda-Chuva e Skooby-Doo Livro infantojuvenil a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A Sorte

Os menos avisados diriam que tudo está perdido e que não há mais condições para se realizarem as mudanças necessárias.
Os mais pessimistas entregariam os pontos de vez, aludindo a que já estamos completamente dominados.
Há, porém — e felizmente —, os que acreditam na sorte e teimam em não aceitar passivamente o avançar das desigualdades, das injustiças e das selvagerias públicas.
A estes eu me associo e novamente neste brado me incluo para reafirmar claramente: “nada está perdido”, apenas a noite não chegou ainda ao fim.
Estou novamente aqui para dizer que o Brasil tem jeito, que o nosso país sairá do fosso em que se inseriu e que nosso povo há de ser feliz.
O que se passa, tão-somente, é o charco da política, porque os abutres, sempre eles, estão à espera do desfecho final para recaírem sobre as nossas cinzas.
Isto não vai acontecer, não deixaremos!
É claro que nossa nação está dividida. Isto é reflexo de um conjunto de fatores que, associados, provocam esta desarmonia social que vivemos.
A política, que deveria reunir irmãos no mesmo ideal, tem sido argumento para afastar a nossa gente.
Mas os falsos patriotas hão de mostrar rapidamente a sua verdadeira face.
Estamos aqui para ajudar, estamos de alerta e cientes dos perigos que rondam a nossa nação.
Na hora do voto, sagrado dever e direito da democracia, pensar num amanhã mais feliz e igualitário para toda a nossa gente é questão básica de cidadania.
Um irmão de pátria não pode ser tratado como um pária social.
É gente como a gente.
É cidadão como nós somos.
É detentor de direitos como qualquer um.
Descumprir este desiderato do voto como mais um compromisso social é deixar de compreender a real responsabilidade de cada um no processo de mudança que desejamos ver na sociedade.
Que importa agora que uns nos decepcionem?
O que está em jogo não é simplesmente um dever cívico, mas a própria chama da liberdade que nos querem subtrair.
Enganam-se aqueles que pensam que tudo passará incólume. Não é esta a visão que temos deste lado da vida.
Somos companheiros de uma mesma jornada e o que se faz aí rebate inevitavelmente aqui e vice-versa.
Cuidemos de nos apressar e dar ao nosso voto o peso que ele realmente possui.
Nossa democracia respira, mas necessita ser renovada com outros ares, porque a deformaram por dentro. Solaparam-na em seus objetivos cruéis de fácil monta.
Encorajai tantos outros a se levantarem e construírem convosco o país que sonhamos.
Exerçamos o livre direito do voto que um dia, no calar da noite, nos foi surrupiado e que somente a duras penas foi reconquistado.
Força, irmãos de pátria!
Juntemo-nos num só grito de defesa da liberdade e da justiça social.
Vamos vencer!
Este é o nosso destino maior.
Ulysses Guimarães - Blog de Carlos Pereira

20.10.26

A FORÇA DO DESTINO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 20.10.2026

O ESPÍRITO ANTE A MATÉRIA

O Espírito tem seus atributos valiosos, diferentemente da matéria é chama divina dotada de consciência. A matéria não opõe obstáculos ao Espírito, ele é livre e matéria nenhuma lhe opõe obstáculos, compreendendo-se que estamos tratando do Espírito superior que, pela sua elevação, domina todos os obstáculos físicos. Aos Espíritos inferiores, a matéria pode ser obstáculo, por se encontrarem materializados e sem condições de atravessá-la. O Espírito mais grosseiro se reveste de um perispírito compatível com o seu estado evolutivo, e ao passar pelo fogo pode-se queimar, e em certos casos, ao entrar nas águas, dificilmente se sentir bem. As próprias paredes lhes servem de obstáculos. A chave da sua liberdade está na mente, ligada à emotividade: enquanto desconhecer esse poder grandioso, sofrerá muitas consequências, oriundas da ignorância. No mundo espiritual, em todas as casas de adestramento das almas, se estuda o poder da mente, e como aplicar esses valores diante da vida. Os Espíritos Superiores têm a consciência imperturbável e é esse o caminho que deveremos trilhar: estudar e praticar todos os meios lícitos, para nos libertarmos dos obstáculos que nós mesmos criamos por desconhecermos a verdade. A obsessão é um caso típico do que falamos. São Espíritos ligados um ao outro, sem o poder de se livrarem. É a lei de atração em plena concordância; é matéria prendendo Espírito e Espírito ligado à matéria. Quando passarem a conhecer a verdade, eles se libertarão um do outro, pelos processos ensinados por Jesus. A matéria é, pois, o primeiro degrau para a ascensão do Espírito, mas, não se deve apegar a ela, porque tanto ela solta como prende a alma.

Filosofia Espírita L.E.91 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana

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