5.2.26

Comentário Questão 801 do Livro dos Espíritos

TUDO A SEU TEMPO
Em todos os tempos os Espíritos do Senhor ensinaram aos homens o que deveriam ensinar, mas obedecendo à gradatividade da escala espiritual a que pertenciam. Deus é amor, e não abandona ninguém, nem mesmo os animais. Todos os mundos que circulam no espaço cósmico estão sob a proteção do Criador. Nada se faz sem a Sua vontade e, para tanto, Ele criou leis imutáveis e naturais.
Claro que os Espíritos não ensinaram aos homens do passado o que ensinam hoje, porque eles não estavam preparados para receber a verdade que pode ser dita nos momentos atuais. Os benfeitores ainda têm muita coisa a dizer para os seres humanos, bastando que o amadurecimento dê ordem para tal aprendizado.
Não se pode ensinar às crianças o que se ensina aos adultos. Enquanto a humanidade permanecer na faixa de crianças espirituais, somente receberá instruções que o seu porte puder suportar. A Doutrina dos Espíritos vem nos ensinar essa regra áurea para os profitentes da fé se submeterem à gradação do aprendizado. Podemos verificar que muitas pessoas, inclusive muitas com bom nível intelectual, não toleram o Espiritismo, ao passo que criaturas simples o abraçam com todo amor e assimilam seus ensinos com facilidade. Isto é fácil de ser entendido: é que uns vêm em uma linha evolutiva mais para o desenvolvimento intelectual, olhando mais para a Terra, e os outros, pendendo para as sensibilidades espirituais. Ume outro certamente vão se encontrar, desenvolvendo dons que trazem o equilíbrio da própria vida.
A Doutrina dos Espíritos convida as criaturas para um aprendizado completo da ciência com o amor, e novos véus de entendimento se abrem para as almas que estão amadurecendo nesse sentido. Os Espíritos do Senhor, desde os primórdios da humanidade, vêm ensinando-lhes as coisas que ela pode assimilar, sem exigências e como que dando alimento que ela possa absorver com facilidade. Isso é força da justiça.
A missão de Jesus é, em futuro próximo, fazer o homem morrer para a lei; ele não precisará mais delas, por tê-las vibrando dentro d'alma, por não precisarem de disciplina exterior, por serem homens educados em Cristo. Vejamos o que Paulo nos diz a esse respeito, em sua carta aos Gaiatas, no capítulo dois, versículo dezenove:
Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com o Cristo.
Aquele que se integra no Cristo, obediente às leis naturais, morre para as leis humanas, por ter conhecido a verdade e se tornado livre. Este será um Espírito-luz, e por onde passar brilhará a luz de Deus.
Quando aparecem ensinamentos na Terra, fora da capacidade de assimilação dos homens, eles adulteram esses preceitos, e mesmo na adulteração recebem um pouco que lhes serve muito, porque nada se perde no mundo material, e muito menos no mundo espiritual. Tudo frutifica pela força do amor e somente o bem permanece de pé, para o bem-estar de todos os homens. As sementes que foram lançadas, mesmo há milênios atrás, não morreram, e oportunamente frutificam à luz do sol. Os que ajudaram a semeá-las estão agora colhendo, às vezes sem saber o porquê de tantos ensejos, que a bondade lhes está oferecendo. O Espírito não é ignorante nesse sentido e, assim, conhece a procedência de tudo o que vem ao seu encontro, lhe fazendo bem ou mal, dando graças a Deus pelas lições que lhe chegam, tanto do bem como do chamado mal, sabendo que todo ensinamento vem ao seu tempo.
Analisemos a beleza do que é exposto em Eclesiastes: Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou. (Eclesiastes, 3:1 e 2)
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

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4.2.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 31 da segunda parte – CONDUTA AFETIVA


 

DILEMA

BASÍLIO SEIXAS

1. Alguém partiu... E ao longe a estranha e muda escolta
Segue um casulo inerme à estreita cova escura...
Se a trilha humana foi a vasta semeadura,
O caminho do Além traz a justa recolta.
 
O corpo cai, a terra o esconde e a turba volta...
Morrem na alcova fria e ultriz da sepultura
Os derradeiros ais da escala da amargura
Em que o triste marcava o suplicio e a revolta...
 
Mas dilema cruel de ansiedade me inunda,
Ao fitar a alma livre até que se reintegre
Na extrema exaltação da vida que persiste...
 
Não sei dizer quem sente a emoção mais profunda:
Se quem ficou na sombra arrasado e alegre;
14. Se quem subiu à Luz ditoso e triste!...
(*) Poeta de origem humilde, nascido em 1884, dele diz Edgard Rezende (Os Mais..., pág. 211): “Criado por sua avó, quitandeira, foi tipógrafo, tendo sido impressor e assíduo colaborador da revista Tagarela, dirigida por Peres Júnior. (Teles de Meireles)”. Atacado de tuberculosos galopante, o poeta veio a falecer em 23 de março de 1903, com apenas 19 anos de idade, quando ainda cursava o 2º ano do curso jurídico, no Rio de Janeiro. A revista Tagarela de 26 de março desse ano, em breve necrológico à pág. 3, após afirmar que “Basílio Seixas era um talento de primeira água”, salientou que ele “se fez à custa de uma raríssima força de vontade, estudando com denodo enorme e inabalável”. Mário Linhas (Poetas Esquecidos, pág. 209), diz que o único livro de versos de BS, publicado em 1902, “colocou o seu nome na plana dos nossos melhores poetas”. Foi Basílio Seixas amigo e ardente admirador de Emílio de Menezes.
BIBLIOGRAFIA: Ópera, versos.
1. Atente-se na eloquência do “enjambement” dando a ideia de que, realmente, um séquito leva alguém “à estreita cova escura...” Observe-se, ainda, a aposiopese: “Alguém partiu...”
14. A nosso ver, “Dilema” é a resposta sincera do poeta ao seu “Pela Glória de Partir”, por ele escrito quando ainda na terra e dedicado a Peres Júnior, que vamos transcrever, a fim de que possamos comprovar semelhante fato:
“É um funeral que passa. Um mais que, venturoso,
Abandonou do mundo as dores e as quimeras,
E sua alma, espalhando o horror pelas esferas,
Sumiu-se qual se fora um sopro vaporoso.

Irmão nosso – mortal – tão deslumbrante gozo
Jamais ele sentiu nas esquecidas eras.
Vida, sonhos liriais, amores, primaveras
Nada lhe vale esta hora o cândido repouso!

Por que chorais? Por que sofreis dessa ventura,
Se não há mais para ele a ríspida tortura
Que ora as nossas paixões amargurando vai?
 
Todo sonho da vida encerra-se na Morte,
Portanto, pelo amor desse final transporte,
Hosanas, meus irmãos, seu funeral saudai!”
 
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

3.2.26

AO TAREFEIRO ESPÍRITA 📖 Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 03.02.2026

 

NASCIMENTO DO HOMEM

A raça humana surgiu em diferentes pontos da Terra e, em épocas variadas, mas sendo o mesmo homem, com a função de subir despertando seus talentos em estado de sono, no centro d'alma. Tudo é movido para a frente; tudo empreende jornada procurando a luz e melhorando as próprias condições físicas, morais e espirituais. Esta é a lei que sustenta a harmonia da criação e, certamente, é vontade de Deus. As raças surgiram por afinidade a determinadas regiões, e ali trabalharam e cresceram, entretanto, nunca uma raça foi entregue ao seu próprio destino. Deus é Pai bondoso e santo! Todas as raças, desde o princípio, foram tuteladas por falanges de Espíritos angélicos, que cuidaram e cuidam das suas ascensões. Procuram por todos os meios para colocá-los nas escolas, onde poderão ser educados e instruídos e se empenham, com todos os esforços, para que a humanidade reconheça a sua filiação espiritual. Mesmo que a marcha seja árdua, ninguém se perde. Todos, algum dia, aquecerão no peito o sol do entendimento, onde nascerá o Cristo dizendo: A paz seja convosco! E encontraremos Deus dentro de nós. As diferenciações das raças não fazem espécies distintas, como as diferenciações de nomes e sabores das laranjas não fazem com que elas percam a designação de laranja. As raças foram feitas para se mesclarem, e essa disposição foi entregue aos homens. É pois, a tua parte. E nesse cruzamento surge a fraternidade e o respeito entre todos, como também o perdão e o amor. O homem nasceu em diversos pontos do globo; todavia, são todos irmãos, filhos do mesmo Deus. Não podemos nem devemos fugir do nosso dever para com os nossos semelhantes, porque não podemos viver sem eles.

Filosofia Espírita L.E.53 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana