16.5.26
Psicologia Transpessoal: Dois Passos a Mais
A trajetória da psicologia como ciência sempre foi marcada por uma busca incessante pela compreensão da psique humana. Foi apenas na segunda metade do século XX, contudo, que a disciplina se permitiu atravessar o portal do ego para explorar o que há de mais profundo e transcendente no ser.
Até a década de 1960, o cenário psicológico era dominado por três grandes correntes: (1) o Behaviorismo, focado no comportamento observável; (2) a Psicanálise, focada no inconsciente biográfico; e o (3) Humanismo, focado na autorrealização.
Embora revolucionárias, muitos teóricos sentiam que faltava algo essencial: a dimensão espiritual e os estados não ordinários de consciência.
Em 1967, nomes como Abraham Maslow, Anthony Sutich e Stanislav Grof fundaram a Psicologia Transpessoal.
Ela surgiu como a "Quarta Força", propondo que o ser humano não é apenas um conjunto de reflexos ou traumas infantis, mas um ser dotado de uma centelha transcendente.
Seu foco principal esteve no estudo de experiências de pico, estados místicos, intuição e a conexão com o sagrado. Trouxe uma mudança de paradigma: o ego deixa de ser o fim último da terapia para se tornar um veículo da consciência expandida.
Apesar dos avanços da Psicologia Transpessoal acadêmica, existe uma lacuna entre a teoria e a prática da autotransformação profunda.
É neste ponto que o estudo das obras de Joanna de Ângelis e dos conteúdos recebidos por Eva Pierrakos se tornam não apenas útil, mas necessário para uma psicologia integral.
A mentora espiritual, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, construiu uma obra monumental que faz a ponte perfeita entre a doutrina espírita e a psicologia profunda, especialmente a Junguiana.
Joanna de Ângelis oferece uma compreensão do "Ser Imortal". Ela detalha como as sombras e os complexos não são apenas desta vida, mas heranças de um passado reencarnacionista.
Sua abordagem foca na autocura através do autoconhecimento e da aplicação das leis de amor, trazendo uma ética transcendente que a psicologia acadêmica muitas vezes evita.
Já o Pathwork (Trabalho do Caminho) é um corpo de 258 palestras canalizadas por Eva Pierrakos que foca no desvendamento do Eu Sombrio para a liberação do Eu Superior.
O Pathwork é prático e absolutamente honesto sobre a negatividade humana.
Enquanto muitas correntes transpessoais podem não se aprofundar no uso da espiritualidade para evitar traumas reais, o Pathwork exige que o indivíduo encare sua máscara e sua maldade interna para que a luz verdadeira possa emergir.
A incorporação desses conteúdos pela psicologia transpessoal, em especial, permitiria uma visão do homem que é, ao mesmo tempo, científica e transcendente.
Primeiramente, porque Joanna de Ângelis fornece o mapa da imortalidade e da evolução do ser através dos tempos.
Depois porque Eva Pierrakos, canalizando os ensinamentos do “Guia”, fornece as ferramentas de mineração psicológica para limpar o terreno da personalidade.
Estudar essas fontes é reconhecer que a saúde mental não é apenas a ausência de sintomas, mas o alinhamento pleno da criatura com o seu Criador e com o seu propósito cósmico.
A Psicologia Transpessoal deve dar estes passos a mais – e como qualquer disciplina que se pretenda científica – permitir-se investigar e incorporar conteúdos que são provindos da dimensão espiritual, base de inspiração da transpessoalidade.
Um cenário, no entanto, é certo: a psicologia do futuro será, inevitavelmente, uma psicologia da alma.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Pós-Graduado em Psicologia Transpessoal pela Faculdade de São Marcos – MG.
Referências Bibliográficas
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Autodescobrimento: uma busca interior. 1. ed. Salvador: LEAL, 1995. (Série Psicológica, v. 2).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Despertar do Espírito. 1. ed. Salvador: LEAL, 2000. (Série Psicológica, v. 7).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Ser Consciente. 1. ed. Salvador: LEAL, 1993. (Série Psicológica, v. 1).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Triunfo Pessoal. 1. ed. Salvador: LEAL, 2002. (Série Psicológica, v. 9).
GROF, Stanislav. Além do Cérebro: nascimento, morte e transcendência em psicoterapia. Rio de Janeiro: Welt, 1987.
JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Tradução de Dora Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2011.
MASLOW, Abraham H. Introdução à Psicologia do Ser. 2. ed. Rio de Janeiro: Eldorado, 1972.
PIERRAKOS, Eva. O Caminho da Autotransformação. Tradução de Gilson César Cardoso de Sousa. São Paulo: Cultrix, 1992.
PIERRAKOS, Eva. Não Temas o Mal: o método do Pathwork para transformar o eu inferior e encontrar a aceitação de si mesmo. São Paulo: Cultrix, 1996.
PIERRAKOS, Eva; THESENGA, Donovan. Criando União: o método do Pathwork para relacionamentos. São Paulo: Cultrix, 1995.
SALDANHA, Vera. A Psicologia Transpessoal: abordagem integrada de saúde e educação. Ijuí: Unijuí, 2008.
SUTICH, Anthony. The emergence of the Transpersonal Orientation: a personal note. Journal of Transpersonal Psychology, v. 1, n. 1, 1969.
Até a década de 1960, o cenário psicológico era dominado por três grandes correntes: (1) o Behaviorismo, focado no comportamento observável; (2) a Psicanálise, focada no inconsciente biográfico; e o (3) Humanismo, focado na autorrealização.
Embora revolucionárias, muitos teóricos sentiam que faltava algo essencial: a dimensão espiritual e os estados não ordinários de consciência.
Em 1967, nomes como Abraham Maslow, Anthony Sutich e Stanislav Grof fundaram a Psicologia Transpessoal.
Ela surgiu como a "Quarta Força", propondo que o ser humano não é apenas um conjunto de reflexos ou traumas infantis, mas um ser dotado de uma centelha transcendente.
Seu foco principal esteve no estudo de experiências de pico, estados místicos, intuição e a conexão com o sagrado. Trouxe uma mudança de paradigma: o ego deixa de ser o fim último da terapia para se tornar um veículo da consciência expandida.
Apesar dos avanços da Psicologia Transpessoal acadêmica, existe uma lacuna entre a teoria e a prática da autotransformação profunda.
É neste ponto que o estudo das obras de Joanna de Ângelis e dos conteúdos recebidos por Eva Pierrakos se tornam não apenas útil, mas necessário para uma psicologia integral.
A mentora espiritual, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, construiu uma obra monumental que faz a ponte perfeita entre a doutrina espírita e a psicologia profunda, especialmente a Junguiana.
Joanna de Ângelis oferece uma compreensão do "Ser Imortal". Ela detalha como as sombras e os complexos não são apenas desta vida, mas heranças de um passado reencarnacionista.
Sua abordagem foca na autocura através do autoconhecimento e da aplicação das leis de amor, trazendo uma ética transcendente que a psicologia acadêmica muitas vezes evita.
Já o Pathwork (Trabalho do Caminho) é um corpo de 258 palestras canalizadas por Eva Pierrakos que foca no desvendamento do Eu Sombrio para a liberação do Eu Superior.
O Pathwork é prático e absolutamente honesto sobre a negatividade humana.
Enquanto muitas correntes transpessoais podem não se aprofundar no uso da espiritualidade para evitar traumas reais, o Pathwork exige que o indivíduo encare sua máscara e sua maldade interna para que a luz verdadeira possa emergir.
A incorporação desses conteúdos pela psicologia transpessoal, em especial, permitiria uma visão do homem que é, ao mesmo tempo, científica e transcendente.
Primeiramente, porque Joanna de Ângelis fornece o mapa da imortalidade e da evolução do ser através dos tempos.
Depois porque Eva Pierrakos, canalizando os ensinamentos do “Guia”, fornece as ferramentas de mineração psicológica para limpar o terreno da personalidade.
Estudar essas fontes é reconhecer que a saúde mental não é apenas a ausência de sintomas, mas o alinhamento pleno da criatura com o seu Criador e com o seu propósito cósmico.
A Psicologia Transpessoal deve dar estes passos a mais – e como qualquer disciplina que se pretenda científica – permitir-se investigar e incorporar conteúdos que são provindos da dimensão espiritual, base de inspiração da transpessoalidade.
Um cenário, no entanto, é certo: a psicologia do futuro será, inevitavelmente, uma psicologia da alma.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Pós-Graduado em Psicologia Transpessoal pela Faculdade de São Marcos – MG.
Referências Bibliográficas
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Autodescobrimento: uma busca interior. 1. ed. Salvador: LEAL, 1995. (Série Psicológica, v. 2).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Despertar do Espírito. 1. ed. Salvador: LEAL, 2000. (Série Psicológica, v. 7).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Ser Consciente. 1. ed. Salvador: LEAL, 1993. (Série Psicológica, v. 1).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Triunfo Pessoal. 1. ed. Salvador: LEAL, 2002. (Série Psicológica, v. 9).
GROF, Stanislav. Além do Cérebro: nascimento, morte e transcendência em psicoterapia. Rio de Janeiro: Welt, 1987.
JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Tradução de Dora Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2011.
MASLOW, Abraham H. Introdução à Psicologia do Ser. 2. ed. Rio de Janeiro: Eldorado, 1972.
PIERRAKOS, Eva. O Caminho da Autotransformação. Tradução de Gilson César Cardoso de Sousa. São Paulo: Cultrix, 1992.
PIERRAKOS, Eva. Não Temas o Mal: o método do Pathwork para transformar o eu inferior e encontrar a aceitação de si mesmo. São Paulo: Cultrix, 1996.
PIERRAKOS, Eva; THESENGA, Donovan. Criando União: o método do Pathwork para relacionamentos. São Paulo: Cultrix, 1995.
SALDANHA, Vera. A Psicologia Transpessoal: abordagem integrada de saúde e educação. Ijuí: Unijuí, 2008.
SUTICH, Anthony. The emergence of the Transpersonal Orientation: a personal note. Journal of Transpersonal Psychology, v. 1, n. 1, 1969.
15.5.26
Comentário Questão 812 do Livro dos Espíritos
O BEM-ESTAR
O bem-estar é relativo entre os homens e mesmo entre os Espíritos desencarnados. Acontece conforme a evolução de cada um. Os Espíritos, tanto os encarnados quanto os desencarnados, apresentam aptidões diferentes de uns para com os outros. Cada criatura tem uma idade sideral e já tem dons despertados que outros não têm.
O bem-estar está sendo dirigido pelas mesmas leis que regem a igualdade: cada criatura sente esse bem-estar de acordo com a escala a que pertence no progresso espiritual. O entendimento dos homens, de uns para com os outros, depende do progresso das criaturas. Sem maturidade espiritual, não pode existir união, que somente o amor pode fazer.
O homem mais ou menos primitivo é impedido de conhecer as leis, portanto, ele desconhece os métodos de adquirir o seu bem-estar. É falta de maturidade. O homem ignorante é dado ao egoísmo, querendo o bem-estar somente para si. Ele parece se esquecer dos seus semelhantes e não se incomoda com os sofrimentos do próximo.
Consultemos Lucas, no capítulo vinte e quatro, versículo dezesseis, quando ele se refere ao impedimento de ver:
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
A ignorância, por imaturidade pessoal, impede, não somente os olhos, mas todos os sentidos de manifestar a verdade, por desconhecê-la. Quem não ama e não é afeito à justiça, dificulta todos os meios de perceber a realidade. Se se juntam muitos deles, para trocar ideias, dar e receber orientações, são cegos guiando cegos, e todos caem no despenhadeiro do erro.
As leis que regem todas as pessoas, quando são conhecidas e obedecidas pelos Espíritos, começam a tornar visível nos corações o bem-estar, pela serenidade da consciência.
Deus nos criou para a felicidade e age para que possamos entender Sua vontade e conhecermos a nós mesmos.
Se queremos aumentar o nosso bem-estar, na faixa de vida que levamos, não esqueçamos a prática da caridade, que ela, bem conduzida, nos levará às portas da verdadeira felicidade. O Espiritismo mostra normas elevadas capazes de nos conduzirem para grandes entendimentos, por nos fazerem conhecer a nós mesmos e combater as nossas próprias inferioridades.
"O Livro dos Espíritos" constitui a força basilar da Doutrina dos Espíritos, modulando nossas energias e irradiando nossas forças de amor, se a temos, para os que sofrem e são perseguidos.
Todos queremos o bem-estar, mas ele custa o preço do esforço próprio. Deus tudo fez e colocou à disposição de quem ama mais. Trabalhemos buscando o bem-estar de todos, que todo trabalhador é digno do seu salário, e o salário da alma que entendeu e pratica a caridade é o bem-estar espiritual permanente no coração, que verte da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
O bem-estar é relativo entre os homens e mesmo entre os Espíritos desencarnados. Acontece conforme a evolução de cada um. Os Espíritos, tanto os encarnados quanto os desencarnados, apresentam aptidões diferentes de uns para com os outros. Cada criatura tem uma idade sideral e já tem dons despertados que outros não têm.
O bem-estar está sendo dirigido pelas mesmas leis que regem a igualdade: cada criatura sente esse bem-estar de acordo com a escala a que pertence no progresso espiritual. O entendimento dos homens, de uns para com os outros, depende do progresso das criaturas. Sem maturidade espiritual, não pode existir união, que somente o amor pode fazer.
O homem mais ou menos primitivo é impedido de conhecer as leis, portanto, ele desconhece os métodos de adquirir o seu bem-estar. É falta de maturidade. O homem ignorante é dado ao egoísmo, querendo o bem-estar somente para si. Ele parece se esquecer dos seus semelhantes e não se incomoda com os sofrimentos do próximo.
Consultemos Lucas, no capítulo vinte e quatro, versículo dezesseis, quando ele se refere ao impedimento de ver:
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
A ignorância, por imaturidade pessoal, impede, não somente os olhos, mas todos os sentidos de manifestar a verdade, por desconhecê-la. Quem não ama e não é afeito à justiça, dificulta todos os meios de perceber a realidade. Se se juntam muitos deles, para trocar ideias, dar e receber orientações, são cegos guiando cegos, e todos caem no despenhadeiro do erro.
As leis que regem todas as pessoas, quando são conhecidas e obedecidas pelos Espíritos, começam a tornar visível nos corações o bem-estar, pela serenidade da consciência.
Deus nos criou para a felicidade e age para que possamos entender Sua vontade e conhecermos a nós mesmos.
Se queremos aumentar o nosso bem-estar, na faixa de vida que levamos, não esqueçamos a prática da caridade, que ela, bem conduzida, nos levará às portas da verdadeira felicidade. O Espiritismo mostra normas elevadas capazes de nos conduzirem para grandes entendimentos, por nos fazerem conhecer a nós mesmos e combater as nossas próprias inferioridades.
"O Livro dos Espíritos" constitui a força basilar da Doutrina dos Espíritos, modulando nossas energias e irradiando nossas forças de amor, se a temos, para os que sofrem e são perseguidos.
Todos queremos o bem-estar, mas ele custa o preço do esforço próprio. Deus tudo fez e colocou à disposição de quem ama mais. Trabalhemos buscando o bem-estar de todos, que todo trabalhador é digno do seu salário, e o salário da alma que entendeu e pratica a caridade é o bem-estar espiritual permanente no coração, que verte da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
14.5.26
ESPERA, ESPERA
Lívio Barreto
Sorve a taça de pranto a descoberto,
Minha doce rainha desterrada;
Se a neblina da noite ensombra a estrada,
A luz da aurora fulgura vem perto...
Choras de olhar cansado no deserto,
Choro fitando a abóbada estrelada,
Sofres, alma querida, reencarnada,
Meus anseias de espírito liberto...
Clamas por fé... Minhalma te responde...
Ouves a minha voz não sabes de onde,
– Clarão de amor na névoa fugidia!...
Vence a grande aflição... A primavera
Chegará vitoriosa... Espera, espera...
Esperar é o meu pão de cada dia.
(*) De origem humilde, caixeiro e, mais tarde, modesto guarda-livros, Lívio Barreto foi um artista emérito do verso. Era, segundo Mario Linhares, “o de mais viva originalidade” do grupo da “Padaria Espiritual”, famosa entidade literária de Fortaleza, da qual foi ele, LB, um dos fundadores, tomando o pseudônimo acadêmico de Lucas Bizarro. Artur Teófilo (in O Pão, órgão da Padaria Espiritual, 15 de Outubro de 1895) informa que LB teve na vida uma paixão que o acompanhou, mais e mais insistente, até à morte. E acrescenta: “Toda a obra literária de Lívio Barreto não é mais que o diário escrito dessa infeliz paixão, que tão implacavelmente o torturou, impressionando-o muito, roubando-lhe a energia...”. No Libertador , de Fortaleza, estampou “formosíssimos versos de uma suave melancolia a que decerto não era estranha essa por quem, longe da Pátria, ele ansiava ardentemente” (idem, ibidem).Era funcionário da “Companhia Maranhense de Navegação a vapor” quando, moço ainda, desencarnou fulminado por uma congestão cerebral. É patrono, na Academia Cearense de Letras. (Distrito de Ibuaçu , Município de Granja, Ceará, 18 de Fevereiro de 1870 − Camocim, Ceará, 29 de Setembro de 1895.)
BIBLIOGRAFIA: Dolentes.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
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