29.6.26
Por Que o Espírito Necessita Reencarnar?
Alguns amigos nos perguntam: - Dr. Inácio, por que o espírito necessita reencarnar? Ele não poderia fazer a sua evolução no Mundo Espiritual?
A resposta à semelhante indagação é vasta, todavia, vamos nos ater àquela que nos parece ser a de ordem mais geral.
O espírito, desde os primórdios de sua evolução, labuta no orbe terrestre, que é o campo onde ele se encontra lavrando, desenvolvendo as suas faculdades intrínsecas, submetendo-se à Lei de Causa e Efeito.
Em contato com a matéria mais densa é que o espírito encontra ensejo de despertar relativo, de vez que, durante séculos, não se habilita, em maioria, a viver nas Dimensões mais etéreas.
O espírito é um ser em construção.
Tendo vivido, através de incontáveis existências, na Terra, em contato com outros que integram a Humanidade, o espírito adquiriu inúmeros compromissos de natureza cármica que fazem parte de seu aprendizado.
Natural, pois, que ele se sinta atraído ao Plano em que se encontram, talvez, a maioria de seus afetos e, principalmente, de seus desafetos.
Não fosse ele ao planeta-escola que é a Terra, para o seu relacionamento indispensável com o próximo, deixando pendências cármicas, ele não se liberaria, à nível de consciência, para seguir caminho adiante, na direção do porvir.
Ocupando o corpo físico, ou o corpo mais físico, que o prende à gravidade do orbe, e, sofrendo o impacto do esquecimento do passado, o espírito, a cada experiência reencarnatória, entra na posse de si mesmo.
O devedor de determina soma, compelido a quitá-la, carece do “correr atrás” de seu credor, e aquele que verdadeiramente quer bem a outro, não se contenta em esquecê-lo na retaguarda, mormente quando, porventura, esse se encontra embaraçado, necessitando de quem o auxilie a se desvencilhar das amarras que o prendem.
Quem ama sempre se sente responsável por aqueles que, um dia, lhe foram confiados à tutela – foi justamente esse Amor que fez com Jesus mergulhasse na escuridão do planeta para resgatar os que nos demoramos no abismo.
Sem a reencarnação em níveis mais grosseiros – assim digamos – o espírito não desenvolveria as suas faculdades e não fixaria em si as conquistas que possa efetuar, nas expansões de seu próprio ser.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 28-6-26
A resposta à semelhante indagação é vasta, todavia, vamos nos ater àquela que nos parece ser a de ordem mais geral.
O espírito, desde os primórdios de sua evolução, labuta no orbe terrestre, que é o campo onde ele se encontra lavrando, desenvolvendo as suas faculdades intrínsecas, submetendo-se à Lei de Causa e Efeito.
Em contato com a matéria mais densa é que o espírito encontra ensejo de despertar relativo, de vez que, durante séculos, não se habilita, em maioria, a viver nas Dimensões mais etéreas.
O espírito é um ser em construção.
Tendo vivido, através de incontáveis existências, na Terra, em contato com outros que integram a Humanidade, o espírito adquiriu inúmeros compromissos de natureza cármica que fazem parte de seu aprendizado.
Natural, pois, que ele se sinta atraído ao Plano em que se encontram, talvez, a maioria de seus afetos e, principalmente, de seus desafetos.
Não fosse ele ao planeta-escola que é a Terra, para o seu relacionamento indispensável com o próximo, deixando pendências cármicas, ele não se liberaria, à nível de consciência, para seguir caminho adiante, na direção do porvir.
Ocupando o corpo físico, ou o corpo mais físico, que o prende à gravidade do orbe, e, sofrendo o impacto do esquecimento do passado, o espírito, a cada experiência reencarnatória, entra na posse de si mesmo.
O devedor de determina soma, compelido a quitá-la, carece do “correr atrás” de seu credor, e aquele que verdadeiramente quer bem a outro, não se contenta em esquecê-lo na retaguarda, mormente quando, porventura, esse se encontra embaraçado, necessitando de quem o auxilie a se desvencilhar das amarras que o prendem.
Quem ama sempre se sente responsável por aqueles que, um dia, lhe foram confiados à tutela – foi justamente esse Amor que fez com Jesus mergulhasse na escuridão do planeta para resgatar os que nos demoramos no abismo.
Sem a reencarnação em níveis mais grosseiros – assim digamos – o espírito não desenvolveria as suas faculdades e não fixaria em si as conquistas que possa efetuar, nas expansões de seu próprio ser.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 28-6-26
27.6.26
Zoraide
Ao ensejo dos 65 anos da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, fundada em Uberaba – Minas Gerais, transcrevemos o soneto com que a poetisa Auta de Souza, através do médium Chico Xavier, homenageou Zoraide, fundadora e tarefeira da Casa, quando de sua desencarnação, ocorrida em maio de 1987.
Perdera um filho amado, um sonho em primavera...
Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:
- “Por que? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?”
Segue o filho a gemer na dor que a dilacera.
Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,
Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...
No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,
No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.
O Tempo passa lento... Amargura, saudade...
Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...
Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho...
Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,
Eis que o filho lhe diz: - “Minha Mãe, vim buscá-la...”
E ela parte a gritar: “Ah! meu filho!... Meu filho!...
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Perdera um filho amado, um sonho em primavera...
Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:
- “Por que? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?”
Segue o filho a gemer na dor que a dilacera.
Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,
Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...
No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,
No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.
O Tempo passa lento... Amargura, saudade...
Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...
Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho...
Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,
Eis que o filho lhe diz: - “Minha Mãe, vim buscá-la...”
E ela parte a gritar: “Ah! meu filho!... Meu filho!...
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
26.6.26
Comentário Questão 817 do Livro dos Espíritos
HOMEM E MULHER
São duas formas diferentes, mas com o mesmo objetivo de vida, exercitando-se ambas, na busca da libertação espiritual. Ninguém foi criado para ser preso, mas subordinado à lei que dirige a todos, em seqüências variadas do despertamento das suas faculdades espirituais, e somente juntos em forma de família, os Espíritos têm mais possibilidades, acionando mais depressa o acordar dos seus talentos.
O homem se expressa no corpo físico com características diferentes da mulher. Ele busca mais as coisas da Terra e sabe responder às exigências do mundo na pauta dos seus valores e, neste trabalho, recolhe experiências valiosas, porque, no fundo, em todas elas vibra a lei divina do amor, que veste muitas roupagens por existirem diversas modalidades de se educar.
O homem, no curso das suas existências, passa a indagar a si mesmo, usando da razão, qual é o melhor caminho a seguir e, empenhado nessa especulação, acaba encontrando as advertências como ajuda e descobrindo a verdade que o liberta. O tempo é seu amigo inseparável, que age até quando for preciso; quando atinge sua iluminação interior, desaparece o próprio tempo, não se fala mais de espaço e nem mesmo de leis. A educação existe por causa da ignorância; se esta cessar, aquela não será mais necessária.
A mulher tem uma razão de ser na vida do homem, sem a qual a vida do seu companheiro se tornaria vazia e sem impulsos para a busca da verdade. Deus nunca erra nos Seus objetivos. Pela sua sensibilidade, sua ação é mais direcionada ao enlevo, em rumo complementar do homem, como que uma ponte intuitiva que busca o mais além, distribuindo o que de lá recebe com os que com ela vivem em família. O aprimoramento do papel de esposa e mãe é a oferta da água viva, como a que a samaritana recebeu do Cristo à beira do poço de Jacó.
Observemos os apontamentos de João sobre a fala do Mestre, que assim se expressa no capítulo quatro, versículo onze:
Respondeu-lhe ela:
Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Vejamos que simbolismo divino: o Mestre oferta à mulher a água da vida, aquela com a qual ela nunca mais teria sede. Era a água do amor, e a maternidade pode ser um poço dessa água, para aqueles que, por seu intermédio, ela poderia saciar.
O sexo, na Terra, é força viva que os faz unir, na esperança de que, pelo amor, passem do plano espiritual para a Terra outros companheiros do passado, na esperança de tranqüilizarem a consciência e compreenderem o porquê da vida. O companheiro é um instrumento para ajudar na operação, na constância de edificar esse amor, cada vez mais espiritualizado: um, trabalhando nos horizontes da Terra, e o outro abençoando com as forças do céu.
Os direitos do homem e da mulher são iguais, mesmo na diversificação dos seus ideais. Não há diferença de valores dos Espíritos; há, sim, de posições pelas vestimentas carnais que a natureza lhes empresta para o despertamento dos tesouros da vida.
As mulheres sofreram muito em épocas recuadas, pela ignorância humana, mas como nada se perde, elas recolheram valores maiores, que devem se expressar no futuro ao comandarem e direcionarem, pelos seus próprios valores, os altos postos que lhes foram tomados, invalidados pela força. O trabalho maior da mulher é a missão de educar aqueles que, por bênção de Deus, vêm para seus braços nas linhas do perdão.
Eis porque a reencarnação constitui bênção maior para todos os filhos de Deus; ela os inspira para o amor universal e as vidas sucessivas matam o orgulho e fazem desaparecer o egoísmo, em um trabalho que opera no desfile dos evos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
São duas formas diferentes, mas com o mesmo objetivo de vida, exercitando-se ambas, na busca da libertação espiritual. Ninguém foi criado para ser preso, mas subordinado à lei que dirige a todos, em seqüências variadas do despertamento das suas faculdades espirituais, e somente juntos em forma de família, os Espíritos têm mais possibilidades, acionando mais depressa o acordar dos seus talentos.
O homem se expressa no corpo físico com características diferentes da mulher. Ele busca mais as coisas da Terra e sabe responder às exigências do mundo na pauta dos seus valores e, neste trabalho, recolhe experiências valiosas, porque, no fundo, em todas elas vibra a lei divina do amor, que veste muitas roupagens por existirem diversas modalidades de se educar.
O homem, no curso das suas existências, passa a indagar a si mesmo, usando da razão, qual é o melhor caminho a seguir e, empenhado nessa especulação, acaba encontrando as advertências como ajuda e descobrindo a verdade que o liberta. O tempo é seu amigo inseparável, que age até quando for preciso; quando atinge sua iluminação interior, desaparece o próprio tempo, não se fala mais de espaço e nem mesmo de leis. A educação existe por causa da ignorância; se esta cessar, aquela não será mais necessária.
A mulher tem uma razão de ser na vida do homem, sem a qual a vida do seu companheiro se tornaria vazia e sem impulsos para a busca da verdade. Deus nunca erra nos Seus objetivos. Pela sua sensibilidade, sua ação é mais direcionada ao enlevo, em rumo complementar do homem, como que uma ponte intuitiva que busca o mais além, distribuindo o que de lá recebe com os que com ela vivem em família. O aprimoramento do papel de esposa e mãe é a oferta da água viva, como a que a samaritana recebeu do Cristo à beira do poço de Jacó.
Observemos os apontamentos de João sobre a fala do Mestre, que assim se expressa no capítulo quatro, versículo onze:
Respondeu-lhe ela:
Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Vejamos que simbolismo divino: o Mestre oferta à mulher a água da vida, aquela com a qual ela nunca mais teria sede. Era a água do amor, e a maternidade pode ser um poço dessa água, para aqueles que, por seu intermédio, ela poderia saciar.
O sexo, na Terra, é força viva que os faz unir, na esperança de que, pelo amor, passem do plano espiritual para a Terra outros companheiros do passado, na esperança de tranqüilizarem a consciência e compreenderem o porquê da vida. O companheiro é um instrumento para ajudar na operação, na constância de edificar esse amor, cada vez mais espiritualizado: um, trabalhando nos horizontes da Terra, e o outro abençoando com as forças do céu.
Os direitos do homem e da mulher são iguais, mesmo na diversificação dos seus ideais. Não há diferença de valores dos Espíritos; há, sim, de posições pelas vestimentas carnais que a natureza lhes empresta para o despertamento dos tesouros da vida.
As mulheres sofreram muito em épocas recuadas, pela ignorância humana, mas como nada se perde, elas recolheram valores maiores, que devem se expressar no futuro ao comandarem e direcionarem, pelos seus próprios valores, os altos postos que lhes foram tomados, invalidados pela força. O trabalho maior da mulher é a missão de educar aqueles que, por bênção de Deus, vêm para seus braços nas linhas do perdão.
Eis porque a reencarnação constitui bênção maior para todos os filhos de Deus; ela os inspira para o amor universal e as vidas sucessivas matam o orgulho e fazem desaparecer o egoísmo, em um trabalho que opera no desfile dos evos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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