16.7.26

A GALINHA VIÇOSA Livro infanto juvenil espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 819 do Livro dos Espíritos

FRAGILIDADE FÍSICA
 
Homem e mulher certamente que não poderiam ser iguais nas suas estruturas físicas; não haveria razão de ser, porque cada um tem funções diferentes, que se completam na união entre os dois. Enquanto a alma não despertar todas as suas qualidades espirituais, um precisa do outro, e os dois necessitam de todos os amigos na troca de valores indispensáveis à vida e, ao mesmo tempo, de olvidar o egoísmo.
Quando a criatura dominar todas as suas paixões, sentir o amor puro no coração e amar verdadeiramente, a sua dependência será somente em relação a Deus. Com os outros companheiros do seu nível tornar-se-ão um todo, sem, contudo, dar lugar nos sentimentos ao egoísmo e ao orgulho. Será aquele Espírito que já se unificou com Jesus, sentindo-se permanentemente filho de Deus.
A mulher, sendo mais fraca fisicamente, deve cuidar dos trabalhos mais leves, aquele exercício sublimado do lar, enquanto o homem tem estrutura mais grosseira para os trabalhos da sua espécie. Eis aí como um completa o outro para a paz e o bem-estar da família.
O casamento é a porta pela qual as almas começam a trabalhar e a compreender a si mesmas. Nada se pode fazer sozinho na Terra, e mesmo no céu se agrupam Espíritos com os mesmos ideais; assim não sendo, não realizarão o grande ideal de servir com mais eficiência. No entanto, esses grupos de almas têm sempre um que os dirige, em se apresentando mais livre, com mais experiências, comandando com destreza aqueles de boa vontade.
Em tudo na natureza podemos notar agrupamentos para melhor servir na função a que se foi chamado a cooperar, desde os átomos até os mundos. A libertação começa no Espírito e cresce nele de maneira que pode chegar a raias inconcebíveis aos que se movimentam na Terra envolvidos na carne.
A mulher dos dias que correm, por motivo de testemunhos a que deve se submeter, está se envolvendo nos trabalhos dos homens, e eles, por vezes, nos das mulheres, por motivos que eles mesmos desconhecem. No entanto, o tempo mostrará que essas necessidades desaparecerão com o tempo, deixando cada um em seu verdadeiro lugar. Desde quando se pode trocar de vestes, de homem ou de mulher, acabam as necessidades de um fazer o trabalho do outro, quando se tem uma sociedade justa, que assiste todos nos seus devidos lugares. Não há, imperiosamente, necessidade de a mulher ocupar o lugar do homem, ela que foi feita especialmente para o lar, em primeiro lugar, bem como de o homem ocupar-se com as obrigações da mulher, já que foi abençoado por Deus para os trabalhos mais rudes, na responsabilidade de enfrentá-los, recolhendo experiências no ramo que precisa para viver. Isto não quer dizer que, sendo o corpo da mulher mais fraco, o Espírito também o é, o mesmo ocorrendo em relação ao homem.
A mulher é mãe, tendo no coração o amor mais acentuado; o homem é pai, que gera nos sentimentos mais energia no que se refere à disciplina. Todavia, os pais de um lar, não devem entrar em discórdia, pois deste modo desarmonizam a casa e desajustam os filhos que receberam para educar.
Lembremos João, no capítulo seis, versículo quarenta e três, que assim registrou:
Respondeu-lhes Jesus: Não murmureis entre vós.
O casal não deve murmurar; é de seu dever compreender um ao outro em todos os aspectos da vida, para que a vida em casa possa entrar em sintonia com o Evangelho de Jesus. Os filhos têm muita facilidade de copiar os pais, condicionando o que vêem e ouvem dos seus genitores. A responsabilidade é muito grande, ante a paternidade maior.
A vida na Terra é cheia de amargor. Os problemas e sacrifícios são sem conta. Sabemos disso por experiências, contudo, Deus não se esquece dos Seus filhos, principalmente daqueles em exercício na Terra, carregando um corpo físico. O forte e o fraco se completam para notarem que existe a felicidade depois das inúmeras tempestades.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

15.7.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 13 – FENÔMENO HIPNÓTIDO INDISCRIMINADO



EXPIAÇÃO

Lafayette Melo *
 
Enterro de outro corpo. Abrindo a campa fria,
Ocorreu a imprevista exumação... O achado
Do cadáver de borco, horrível, macerado,
No pavor da aflição, recordando a agonia...
 
Torva interrogação pairou, rude e sombria:
– Fora enterrado vivo o inditoso finado?...
Mas, no Espaço, o problema era já superado :
Caso triste e invulgar de catalepsia...  
 
Alguém pagou à Lei o sentiu derradeiro,
No sofrimento atroz dos minutos da morte,
De um crime feito atrás quando fora coveiro.
 
E a alma foi demandando as esferas da Altura,
Exultante de amor, resplandecente e forte,
Mais livre e mais feliz, mais serena e mais pura!...
 
Filho de Desidério de Melo e de D.Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)

Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

14.7.26

EDUCAÇÃO ESPÍRITA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.07.2026

 ORIGEM DO ESPÍRITO

De onde originou-se o Espírito? Ele é parte do Criador, ou gerou-se espontaneamente? Não nos cabe responder da maneira que muitos querem saber; a especulação é muito profunda para a faixa a que pertencemos na escala evolutiva em que, por enquanto, estagiamos. A origem do Espírito se perde nas noites de bilhões de anos, de maneira a escapar às deduções e às especulações humanas. Temos a dizer que ele é criação de Deus, e não parte do Todo Poderoso. Como querer conhecer o Espírito, de onde ele veio e para onde ele vai? Basta, por enquanto, estudarmos e começarmos a praticar as regras ensinadas por Jesus, que neste clima perceberemos os primeiros elos que nos prendem ao Criador, e o objetivo da própria vida. No século atual pode-se observar as grandes invenções dos homens. Pois bem, são suas filhas, e não o próprio homem. E Deus, sendo a Inteligência Suprema, claro que Sua criação é mais perfeita do que a dos homens. Ele não vedou os conhecimentos aos Seus filhos, porém estatuiu leis para regularem a sabedoria, de acordo com a própria evolução, e isto o fez para o bem e a paz das criaturas. Dotou-nos de todas as qualidades, de modo que esses tesouros desabrochassem no tempo certo e no momento exato, sem nos perturbarem, antes, nos favorecendo em todos os rumos frente à eternidade.

Filosofia Espírita L.E.77 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.