12.8.26
FILII DEI
Homem! Filho de Deus! Cansado itinerante!
Fita a glória da Altura e avança, peregrino!
3. O livre arbítrio – a grande estrela, alva e constante,
Demarca-te o fiel supremo do destino.
5. Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!
Teu passo é ouvido além no Universo Divino,
Tanto na ação do bem que se alteia abundante,
Quanto na ação do mal que freme em desatino!
A clava da Justiça, horizonte a horizonte,
Da Sublime Harmonia é sempre a Eterna Fonte,
11. Seja no peito em flor, seja no peito em chaga.
A todo fel da estrada estende a paz em troca,
Segue, antigo viajor, para Deus que te avoca,
À luz do Excelso Amor que todas a sombra esmaga!...
(*) Discípulo ilustre de Tobias Barreto, Martins Júnior foi poeta, orador, jornalista, jurista-filósofo, historiador do Direito e professor catedrático. Membro da Academia Brasileira de Letras. Patrono, na Academia Pernambucana de Letras, da cadeira nº 25. Entre outras homenagens que lhe foram prestadas no Recife, por ocasião de seu primeiro centenário de nascimento, em 1960, o acadêmico Ivan Lins, em sessão especial da Academia Brasileira de Letras, em 07-12-60, consagrou-lhe brilhante conferência sob o título “Martins Júnior e a poesia científica”. (Recife, Pernambuco, 24 de novembro de 1860 – Rio de Janeiro, GB. 22 de agosto de 1904).
BIBLIOGRAFIA: Visões de Hoje; Estilhaços; Tela Policroma; e numerosas obras de Direito.
3. Conquanto correto este alexandrino, pode, contudo, ser lido com acentuação na 4ª, 8ª e 12ª sílabas, como no 5º verso do poema “Morta_Viva”, de Tela Policroma (apud Supl. Lit. do Jornal do Comércio, 19-03-61):
“Em/quan/to eu/ vou/ mor/ren/do à/ mín/gua de/tu’/al/ma”
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
5-11. Observem-se dois casos de epímone: “Sê prudente, sê bom, sê puro, viandante!” e “Seja no peito em flor, seja no peito em chaga! (Veja-se G. Campos, N. Cl. Nº 32, nota 85, pág. 26).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
11.8.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 11.08.26
FORMAÇÃO
ESPONTÂNEA
Acreditar
que os Espíritos se formam espontaneamente é desconhecer as leis do Criador.
Por não dispormos de outro termo mais adequado, cabe-nos dizer que Deus nos
criou pela Sua potente força de vontade. Podemos dizer que Ele disse: “Faça-se a
Luz, e a Luz se fez”, não deixando de ser um simbolismo divino. O tempo na
contagem humana, que se gastou para que o Espírito se expressasse como
inteligente, está perdido no próprio tempo. Nada se opera no esquema de Deus
sem o trabalho permanente d'Ele e dos Seus filhos maiores, disseminados em toda
a criação universal. Devemos andar de passo a passo e, quando o progresso nos
chamar, busquemos acelerar nossa marcha, por já suportarmos o entendimento. Em
tudo encontramos as marcas das mãos da Divindade, que deixa o selo da
perfeição. Tudo que Ele fez está perfeito; a ignorância é que nos faz ver erro
onde não existe. Estamos todos em processo de despertamento espiritual, e aí é
que encontramos a desarmonia, sem que ela exista realmente. Se Deus nos criou à
Sua Semelhança, no que devemos crer, estamos de posse de muitas qualidades, que
aparecerão com o tempo, que fará desabrochar os nossos talentos pelas bênçãos
do próprio Criador. Referente ao Espírito, a coisa é muito mais séria. Seria
sua formação espontânea? Certamente que não; é uma programação divina, a Sua
mais perfeita criação. Nada existe imperfeito, saído das Suas mãos de luz. O
entendimento da formação das coisas e dos Espíritos nos leva ao maior respeito
por tudo que nos serve e que nos ajuda a ascender para o infinito. Agora,
devemos pedir a Jesus para nos ajudar a compreender com mais acerto certas leis
que nos assistem e nos comandam.
Filosofia Espírita L.E.81 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
9.8.26
ESPERANÇA
Nem todos conseguem, por enquanto, o vôo sublime da fé, mas a força da esperança é tesouro comum.
Nem todos podem oferecer, quando querem, o pão do corpo e a lição espiritual, mas ninguém na Terra está impedido de espalhar os benefícios da esperança.
A dor costuma agitar os que se encontram no "vale da sombra e da morte", onde o medo estabelece atritos e onde a aflição percebe o "ranger de dentes", nas "trevas exteriores", mas existe a luz interior que é a esperança.
A negação humana declara falências, lavra atestados de impossibilidade, traça inextricáveis labirintos, no entanto, a esperança vem de cima, à maneira do Sol que ilumina do alto e alimenta as sementeiras novas, desperta propósitos diferentes, cria modificações redentoras e descerra visões mais altas.
A noite espera o dia, a flor o fruto, o verme o porvir... O homem, ainda mesmo que se mergulhe na descrença ou na dúvida, na lágrima ou na dilaceração, será socorrido por Deus com a indicação do futuro.
Jesus, na condição de Mestre Divino, sabe que os aprendizes nem sempre poderão acertar inteiramente, que os erros são próprios da escola evolutiva e, por isto mesmo, a esperança é um dos cânticos sublimes do seu Evangelho de Amor.
Imensas têm sido, até hoje, as nossas quedas, mas a confiança do Cristo é sempre maior. Não nos percamos em lamentações. Todo momento é instante de ouvir Aquele que pronunciou o "Vinde a mim ..."
Levantemo-nos e prossigamos, convictos de que o Senhor nos ofereceu a luz da esperança, a fim de acendermos em nós mesmos a luz da santificação espiritual.
Livro: Vinha de Luz – Francisco C Xavier - Emmanuel
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