28.9.26
Entrevista com Helder Camara
CP. Dom Helder, mais uma vez teremos eleições gerais no Brasil e eleição é sempre um momento muito importante para a tomada das grandes decisões, mas também de muitos atritos.
HC. Acontece sempre nos períodos eleitorais estas confusões, estes embates de parte a parte, é natural. Política é assim mesmo. Cada um que defenda o seu naco de verdade. A democracia se fortalece desse jeito. O que não é correto, absolutamente desaconselhável, é o uso da política para disseminar o ódio e colocá-la a serviço de objetivos espúrios.
CP. O senhor falou em disseminação do ódio. Eu me lembro que este comportamento é relativamente novo na política brasileira, pelo menos que eu conheça. Sempre houve o embate, o domínio das paixões pelos candidatos, mas ódio era uma questão localizada.
HC. Era sim, de certa forma! Havia mais respeito mesmo no trato das diferenças ideológicas. Era um outro nível de debate das ideias. Divergia-se, mas com respeito. Hoje, esta diferença se acentuou de tamanha maneira que beira ao ódio e à destruição do oponente. Isto é terrível. Lembro, porém, que no tempo da ditadura militar, de outra maneira, esta diferença, muitas vezes, foi pretexto para o extermínio do oponente. Morte mesmo. Assassinato. Desaparecimento de políticos e engajados na política. O ódio se transvestia de hipocrisia e o arbítrio e o autoritarismo mostrava as suas garras de maneira covarde e assassina.
CP. Não me lembrava disso. O senhor viveu isto na pele.
HC. Vivi. E era preciso ter muita coragem para enfrentar os poderosos daquela época, pois era a vida que estava em próprio risco. E eles eram ousados e frios. Um obedecia ao outro cegamente no submundo do poder. Ainda bem que isto acabou, mas não podemos ficar passivos diante de qualquer ameaça de tirania.
CP. O senhor acompanha o que está acontecendo na política brasileira?
HC. Muito mais do que se pode imaginar. Nós, espíritos comprometidos com o bem, não ficamos de braços cruzados esperando a boa sorte chegar. Não. Somos sujeitos ativos do amanhã no lado de cá da vida. Continuamos combativos e ativos. Agora mesmo enveredamos numa cruzada de paz na hora do voto. Há especulações que soubemos que no dia da eleição desejam armar situações inusitadas e já estamos trabalhando para dissipar estas iniciativas. Não dormimos eternamente por aqui como muitos pensam.
CP. Ontem surgiu uma notícia na mídia e redes sociais que dava conta da perseguição que se faria em torno de Nossa Senhora Aparecida. Até onde existe verdade nisso, o senhor sabe?
HC. Não, não sei. Não sei se é especulação ou é fato, vou pesquisar. O que posso dizer é que o nosso País é majoritariamente cristão nas crenças, o que não quer dizer que todos, como sabem, possuem as mesmas denominações religiosas. Cada um possui as suas particularidades e que devem ser respeitadas. A convivência pacífica entre as religiões exige tolerância e respeito. Não se pode confundir religião com política no sentido partidário, isto jamais, senão ficaremos escravos de uma elite religiosa no poder como era no passado. A diversidade deve ser respeitada.
CP. O senhor tem uma preferência nestas eleições presidenciais?
HC. Não tenho, apesar das simpatias naturais de pensamento. O que desejo é um Brasil melhor. Mais justo e soberano nas suas decisões. Um País que respeite seu povo, sobretudo o mais sofrido. Uma Nação que procure ser justa e mais igualitária. Um governo que seja de todos e não apenas de uma facção. Um governo bom é um governo que une os contrários e não aquele que estimula o conflito e a dissensão.
CP. O senhor tem a esperança que sairemos melhores desta eleição?
HC. Sinceramente não sei quem vai ganhar as eleições, mas tenho sempre a esperança que o povo sabe o que é melhor para ele, mesmo quando as decisões parecem equivocadas. O fato de acreditar em alguém que lhe estimule dias melhores é sempre um exercício de esperança, não é? Se este político ou esta corrente ideológica não corresponder às expectativas geradas, este mesmo povo troca de grupo na eleição seguinte. É assim que vive a democracia, não é mesmo?
CP. O problema é este, Dom Helder. Tem gente é democrata nas aparências...o senhor sabe disto.
HC. Sei, meu filho, como sei. As entranhas do poder são perigosíssimas. Você nem imagina o quanto. O antro de sujeitos que tramam a maldade na Terra é enorme. Incalculável. São eles que combatemos diuturnamente. Eles se infiltram na política e sorrateiramente trabalham para promover o caos. Não é uma questão ideológica esta ou aquela simplesmente. Estes inimigos do povo e da humanidade lutam para provocar o desentendimento geral. O Brasil, se não abrir os olhos, pode entrar para este grupo de atuação destes facínoras do mundo invisível.
CP. Jesus é progressista ou conservador?
HC. Jesus é amor, meu filho, Jesus é amor. A política do jeito que está aí ainda está distante de ser uma política voltada para os interesses do Cristo, mesmo e principalmente daqueles que abrem a boca supostamente para defendê-lo. Jesus trouxe uma nova lógica de vida para a humanidade e estamos ainda distantes dela. Sem uma nação justa não há Jesus. Sem uma nação alteritária não há Jesus. Sem uma nação fraterna não há Jesus. Sem uma nação amorosa e bondosa não existe Jesus.
CP. Jesus então ainda é uma ficção na Terra, a sua proposta, seu evangelho, sua mensagem...
HC. Claro que sim, mas é aí que nos levanta o ânimo de luta, exatamente porque há um grande espaço de mudança e de trabalho para um mundo melhor. É aí que se agigantam as palavras imorredouras e sábias de Jesus. O evangelho de Jesus é a maior plataforma moral de transformação da sociedade. Precisamos urgentemente acordar para esta realidade. Não falo de religião, falo de valores, falo de princípios morais de regeneração da condição humana no planeta.
CP. Dom Helder, o papo não vai ter fim porque há muitas nuanças a serem exploradas. O que senhor gostaria de deixar nesta nossa conversa?
HC. Que sigam literalmente a Jesus! Jesus é a pedra central das nossas ações. Ele não estava de brincadeira quando afirmou que seu reino ainda não era deste mundo, mas deixou uma promessa nas entrelinhas que um dia seria. Para isso, plantou as sementes do projeto de Reino de Deus para todos nós. E ele cumpre esta promessa há mais de dois mil anos. Nossa Terra será outra, sem antes, porém, infelizmente, passarmos por dissabores que servirão de lição para construirmos esta nova era. Muita água ainda vai rolar, mas no fim preponderá a palavra e a vontade de Jesus. Creia nisto!
Nota do médium. Não é a primeira vez que uso deste expediente de uma conversa com Dom Helder Camara. Ele até se sente mais à vontade. O livro REVOLUÇÃO PELO AMOR, por exemplo, é todo elaborado com diálogos sobre diversos assuntos.
Carlos Pereira - Blog Novas Utopias
HC. Acontece sempre nos períodos eleitorais estas confusões, estes embates de parte a parte, é natural. Política é assim mesmo. Cada um que defenda o seu naco de verdade. A democracia se fortalece desse jeito. O que não é correto, absolutamente desaconselhável, é o uso da política para disseminar o ódio e colocá-la a serviço de objetivos espúrios.
CP. O senhor falou em disseminação do ódio. Eu me lembro que este comportamento é relativamente novo na política brasileira, pelo menos que eu conheça. Sempre houve o embate, o domínio das paixões pelos candidatos, mas ódio era uma questão localizada.
HC. Era sim, de certa forma! Havia mais respeito mesmo no trato das diferenças ideológicas. Era um outro nível de debate das ideias. Divergia-se, mas com respeito. Hoje, esta diferença se acentuou de tamanha maneira que beira ao ódio e à destruição do oponente. Isto é terrível. Lembro, porém, que no tempo da ditadura militar, de outra maneira, esta diferença, muitas vezes, foi pretexto para o extermínio do oponente. Morte mesmo. Assassinato. Desaparecimento de políticos e engajados na política. O ódio se transvestia de hipocrisia e o arbítrio e o autoritarismo mostrava as suas garras de maneira covarde e assassina.
CP. Não me lembrava disso. O senhor viveu isto na pele.
HC. Vivi. E era preciso ter muita coragem para enfrentar os poderosos daquela época, pois era a vida que estava em próprio risco. E eles eram ousados e frios. Um obedecia ao outro cegamente no submundo do poder. Ainda bem que isto acabou, mas não podemos ficar passivos diante de qualquer ameaça de tirania.
CP. O senhor acompanha o que está acontecendo na política brasileira?
HC. Muito mais do que se pode imaginar. Nós, espíritos comprometidos com o bem, não ficamos de braços cruzados esperando a boa sorte chegar. Não. Somos sujeitos ativos do amanhã no lado de cá da vida. Continuamos combativos e ativos. Agora mesmo enveredamos numa cruzada de paz na hora do voto. Há especulações que soubemos que no dia da eleição desejam armar situações inusitadas e já estamos trabalhando para dissipar estas iniciativas. Não dormimos eternamente por aqui como muitos pensam.
CP. Ontem surgiu uma notícia na mídia e redes sociais que dava conta da perseguição que se faria em torno de Nossa Senhora Aparecida. Até onde existe verdade nisso, o senhor sabe?
HC. Não, não sei. Não sei se é especulação ou é fato, vou pesquisar. O que posso dizer é que o nosso País é majoritariamente cristão nas crenças, o que não quer dizer que todos, como sabem, possuem as mesmas denominações religiosas. Cada um possui as suas particularidades e que devem ser respeitadas. A convivência pacífica entre as religiões exige tolerância e respeito. Não se pode confundir religião com política no sentido partidário, isto jamais, senão ficaremos escravos de uma elite religiosa no poder como era no passado. A diversidade deve ser respeitada.
CP. O senhor tem uma preferência nestas eleições presidenciais?
HC. Não tenho, apesar das simpatias naturais de pensamento. O que desejo é um Brasil melhor. Mais justo e soberano nas suas decisões. Um País que respeite seu povo, sobretudo o mais sofrido. Uma Nação que procure ser justa e mais igualitária. Um governo que seja de todos e não apenas de uma facção. Um governo bom é um governo que une os contrários e não aquele que estimula o conflito e a dissensão.
CP. O senhor tem a esperança que sairemos melhores desta eleição?
HC. Sinceramente não sei quem vai ganhar as eleições, mas tenho sempre a esperança que o povo sabe o que é melhor para ele, mesmo quando as decisões parecem equivocadas. O fato de acreditar em alguém que lhe estimule dias melhores é sempre um exercício de esperança, não é? Se este político ou esta corrente ideológica não corresponder às expectativas geradas, este mesmo povo troca de grupo na eleição seguinte. É assim que vive a democracia, não é mesmo?
CP. O problema é este, Dom Helder. Tem gente é democrata nas aparências...o senhor sabe disto.
HC. Sei, meu filho, como sei. As entranhas do poder são perigosíssimas. Você nem imagina o quanto. O antro de sujeitos que tramam a maldade na Terra é enorme. Incalculável. São eles que combatemos diuturnamente. Eles se infiltram na política e sorrateiramente trabalham para promover o caos. Não é uma questão ideológica esta ou aquela simplesmente. Estes inimigos do povo e da humanidade lutam para provocar o desentendimento geral. O Brasil, se não abrir os olhos, pode entrar para este grupo de atuação destes facínoras do mundo invisível.
CP. Jesus é progressista ou conservador?
HC. Jesus é amor, meu filho, Jesus é amor. A política do jeito que está aí ainda está distante de ser uma política voltada para os interesses do Cristo, mesmo e principalmente daqueles que abrem a boca supostamente para defendê-lo. Jesus trouxe uma nova lógica de vida para a humanidade e estamos ainda distantes dela. Sem uma nação justa não há Jesus. Sem uma nação alteritária não há Jesus. Sem uma nação fraterna não há Jesus. Sem uma nação amorosa e bondosa não existe Jesus.
CP. Jesus então ainda é uma ficção na Terra, a sua proposta, seu evangelho, sua mensagem...
HC. Claro que sim, mas é aí que nos levanta o ânimo de luta, exatamente porque há um grande espaço de mudança e de trabalho para um mundo melhor. É aí que se agigantam as palavras imorredouras e sábias de Jesus. O evangelho de Jesus é a maior plataforma moral de transformação da sociedade. Precisamos urgentemente acordar para esta realidade. Não falo de religião, falo de valores, falo de princípios morais de regeneração da condição humana no planeta.
CP. Dom Helder, o papo não vai ter fim porque há muitas nuanças a serem exploradas. O que senhor gostaria de deixar nesta nossa conversa?
HC. Que sigam literalmente a Jesus! Jesus é a pedra central das nossas ações. Ele não estava de brincadeira quando afirmou que seu reino ainda não era deste mundo, mas deixou uma promessa nas entrelinhas que um dia seria. Para isso, plantou as sementes do projeto de Reino de Deus para todos nós. E ele cumpre esta promessa há mais de dois mil anos. Nossa Terra será outra, sem antes, porém, infelizmente, passarmos por dissabores que servirão de lição para construirmos esta nova era. Muita água ainda vai rolar, mas no fim preponderá a palavra e a vontade de Jesus. Creia nisto!
26.9.26
ESPALHA A MENSAGEM
Não te iludas, amigo, não te iludas,
Que a existência na Terra é passageira,
Igual à luz do dia que se esgueira
Na escuridão da noite em horas mudas.
Arrima-te na fé em que te escudas
E segue sempre, de alma sobranceira,
Espalhando a mensagem alvissareira
Nas bênçãos do Evangelho que desnudas.
Fala de amor a quem se desconsola,
Na solidão da prova em que se isola,
Sem mais ter esperança ou ideal...
Levanta a tua voz anunciando,
A quem segue na estrada soluçando,
Que Jesus Cristo vence todo o mal!...
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Que a existência na Terra é passageira,
Igual à luz do dia que se esgueira
Na escuridão da noite em horas mudas.
Arrima-te na fé em que te escudas
E segue sempre, de alma sobranceira,
Espalhando a mensagem alvissareira
Nas bênçãos do Evangelho que desnudas.
Fala de amor a quem se desconsola,
Na solidão da prova em que se isola,
Sem mais ter esperança ou ideal...
Levanta a tua voz anunciando,
A quem segue na estrada soluçando,
Que Jesus Cristo vence todo o mal!...
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
24.9.26
À frente da morte
Não olvides que, além da morte, continua vivendo e lutando o Espírito amado que partiu…
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, com o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé, sem esmorecer no trabalho — nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas adentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos. A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O inverno áspero é sucedido pela primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada perece. Tudo se transforma na direção do Infinito Bem.
Compreendendo, assim, a verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio Espírito, a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.
Livro Escrínio de Luz - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, com o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé, sem esmorecer no trabalho — nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas adentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos. A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O inverno áspero é sucedido pela primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada perece. Tudo se transforma na direção do Infinito Bem.
Compreendendo, assim, a verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio Espírito, a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.
Livro Escrínio de Luz - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
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