30.4.26

AUTODESCOBRIMENTO – Uma Busca Interior Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 810 do Livro dos Espíritos

PLANTIO DIÁRIO
Quando o homem reconhecer suas reais necessidades e procurar entender as leis naturais da vida, respeitando os seus semelhantes, estará entrando em um mundo melhor, aquele mundo que começa dentro de si mesmo. A porta para a glória de Deus se encontra dentro do coração de cada ser.
Nós, encarnados e desencarnados, plantamos todos os dias as sementes e somos responsáveis pela colheita. Colhemos o que semeamos, esta é a lei. Todas as nossas ações produzem seus devidos frutos, e para que se tenha frutos bons, necessário se faz que plantemos sementes boas. A fonte das sementes se encontra em nossos pensamentos, porque tudo o que fazemos procede da mente em primeiro lugar.
A criatura inteligente raciocina bem sobre o que vai fazer, antes de passar à ação. É por este motivo que o "Evangelho Segundo o Espiritismo" nos revela essa máxima luminosa e eterna:
Fora da caridade não há salvação.
Enquanto estamos fazendo o bem, as sementes são de amor, e plantando amor se colherá amor, nas linhas da fraternidade espiritual. Compete a todos nós, em todas as faixas da vida, compreendermos essas leis, para que possamos entrar no reino da tranquilidade espiritual. Entretanto, para chegarmos ao conhecimento da verdade, temos de passar por caminhos tortuosos, por inúmeras portas estreitas que nos levam às mais profundas meditações, e nesse ponto, a intuição quebra a barreira criada pelo raciocínio e nos traz a luz ao coração.
Marcos, no capítulo três, versículo vinte e três, nos mostra uma parábola de Jesus, que nos leva a entender qual o meio de nos livrarmos do mal, fazendo o bem. O apóstolo anota o seguinte:
Então, convocando-os Jesus lhes disse por meio de parábolas:
Como pode Satanás expelir a Satanás?
Como pode o ódio expelir o ódio, como pode a guerra acabar com a guerra? Como pode a ofensa fazer desaparecer a ofensa? Como pode o ciúme destruir o ciúme? Nesta marcha de trabalhos desviados da verdade, perde-se tempo. Se queremos ganhar tempo com Jesus, basta entendermos o que o Divino Mestre ensinou e viveu. Podemos ser instrumentos da Luz, fazendo o bem e amando a Deus em todas as coisas. Se todos agirem assim, com o tempo desaparecerá todo o mal da face da Terra, e ela se tornará um planeta de luz, onde os anjos ficarão visíveis para todos os seus habitantes.
A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, tem a primazia de nos clarear os caminhos e nos enche de felicidade, por servir de instrumento do Cristo de Deus para operar as mudanças na mente das criaturas, instalando assim a harmonia em todos os corações. Mudando o homem, muda-se por completo o mundo onde ele mora. A Terra tornar-se-á a Terra da Promissão, visualizada por muitos profetas e videntes, onde Moisés afirmou a existência da abundância de todo o conforto para os seus habitantes.
As boas ações nos criam uma estabilidade natural, uma alegria sem par. As más ações nos enervam, de modo a criar desequilíbrio no nosso psiquismo, nos levando à descrença em tudo o que podemos tocar e sentir para uma vida melhor.
Dentre todos os valores que devemos conquistar, o amor é, por excelência, o maior, e para tal aquisição a vida nos pede que demos os primeiros passos. Meditemos nisso: Deus é Amor, e sempre irradia amor a Seus filhos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

29.4.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 2 – CONQISTAS DA MICRO-FÍSICA

 


Escuta Coração

Mario Veloso Paranhos Pederneiras*
Cansado coração, pélago afora,
No peito infortunado, errante e aflito,
Sofre na carne o estranho sambenito
Das rudes provações de cada hora.
 
Ninguém perceba a mágoa do teu grito ;
Persevera no amor, sangrando embora...
Além, no Grande Além, a Eterna Aurora
É o porto de teus sonhos no Infinito.
     
Escala os topes ásperos da trilha,
Agradecendo o golpe que te humilha,
Onde vibres, tremendo de ansiedade.
 
Ama e perdoa, coração, que, um dia,
Volitarás chorando de alegria
Na divina ascensão à Imensidade...
(*) Depois de fazer os estudos secundários no Colégio Pedro II, não logrou o penumbrista do Simbolismo concluir o seu curso de Direito, centralizando toda a atenção no cultivo das letras, passando então a fundar e dirigir revistas quais Rio-Revista, Galáxia, Mercúrio e fonfom!. O seu prestigio ficou evidenciado no primeiro concurso para a escolha do príncipe dos poetas brasileiros : MP classificou-se em terceiro lugar, logo abaixo de Olavo Bilac e Alberto de Oliveira. Assinala Alceu Amoroso Lima (in Lit. no Brasil, III, pág. 404) que a poesia de MP «é marcada por um profundo sentimento de espiritualidade, especialmente doméstica». (Rio de Janeiro, GB, 2 de Novembro de 1867 – Rio de Janeiro, GB, 8 de Fevereiro de 1915.)
BIBLIOGRAFIA: Agonia; Rondas Noturnas; Histórias do Meu Casal; Ao Léo e à Mercê da Vida; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

27.4.26

ÀS MARGENS DO RIO SAGRADO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Os Espíritos Podem Mudar de Opinião?!

Perguntou-me um amigo se os espíritos, mormente aqueles que se domiciliam nas proximidades do orbe terrestre, podem mudar de opinião sobre determinado assunto.
A pergunta é interessante, porquanto, de hábito, se atribui aos espíritos comunicantes a infalibilidade, que, em séculos passados, a Igreja Católica reivindicava para o seu Sumo Pontífice.
Não estamos vendo, todos os dias, por exemplo, a Ciência voltando atrás em suas considerações, corrigindo-se através dos erros que ela própria, talvez, durante séculos, sustentou?!
Não tem vindo a público, nos dias que correm, certas autoridades médicas, admitindo que certas vacinas “fabricadas” para o Covid, continuam fazendo ir a óbito um número maior de pessoas do que o próprio vírus?!
Quantos erros foram cometidos pelos homens antes que ele lograsse voar com segurança, e que Santos Dumont colocasse o 14-Bis para voar?!
Os espíritos que pululam à volta dos homens nada mais sendo que homens fora do corpo podem, perfeitamente, mudarem de opinião sobre esse ou aquele assunto que são chamados a opinar.
O grande Paulo de Tarso não mudou de opinião, às portas de Damasco, abdicando de sua condição de doutor da lei, e, de perseguidor dos cristãos, passou a adepto do Cristianismo?!
Evidentemente, que assuntos existem, mesmo aqui, deste Outro Lado da Vida, que permanecem velados aos espíritos, que continuam a sua busca pela Verdade.
Por se estar na condição de espírito livre um espírito pode falar com acerto sobre as suas ou as encarnações passadas de outrem, sem que, porventura, esteja enganado?!
Equivocam-se quantos imaginam que os espíritos, em geral, todos os dias, não estejam estudando, interessados pelo conhecimento da Verdade, e, neste sentido, inúmeras vezes, tenham que reconsiderar concepções.
Podemos dizer, sem receio de estar cometendo erro, que, sobre a Terra, o único portador da Verdade Absoluta foi Jesus Cristo. O próprio Sócrates, considerado o mais sábio dos homens, vivia repetindo a que, talvez, seja a sua sentença mais célebre: “Só sei que nada sei.”
Em “O Livros dos Espíritos”, em várias oportunidades, indagados sobre determinados assuntos, os Espíritos não hesitaram em confessar as suas limitações a respeito, principalmente quando Kardec lhes questionava sobre o princípio das coisas. Quando, por exemplo, perguntou a eles sobre a Natureza íntima de Deus, responderam, em uníssono, que não era dado ao homem compreendê-la, pois que lhe faltava um sentido. (Questão de número 10)
Cogitar sobre a Verdade não o mesmo que à ela ter acesso – o verbo implica uma “maturação intelectual” sobre um tema.
Assim, sem que esteja sendo mistificado, pode ser, perfeitamente, que os médiuns, ao traduzirem o pensamento dos espíritos a respeito de certos temas, estejam apenas a refletirem a ideia que, no momento, eles possuem, deles fazendo seu objeto de crença transitória.
Estamos todos a caminho, mas, convém saber que ainda estamos longe de alcançar o ponto de chegada.
E pior do que não se mostra disposto a mudar é quem se cristaliza no erro, e, por orgulho e vaidade, dispõe-se a sustentá-lo ao longo de tempo indefinido.
Lembremo-nos do Cristo, falando aos escribas e fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois, vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando.” (Mateus, 23:13).
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 25 de abril de 2026.