31.3.26

A CASA DA PAZ Livros espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 31.03.2026

 MATÉRIA DIFERENTE

Há diferentes estados da matéria, entretanto ela é a mesma em qualquer lugar. As forças se intercruzam em um campo formado pelo movimento e formam corpos diferentes, com diferenciação na própria matéria; essa é a riqueza das coisas estabelecidas pelo grande Arquiteto do Universo. Os corpos orgânicos e inorgânicos mostram alguma diferenciação, todavia, nos seus fundamentos é a mesma matéria primitiva a obedecer ao tempo, à força da gravidade e ao agente universal que encontra campo de afinidade no seu seio e ali ativa outros movimentos, objetivando o despertamento dos valores que em tudo existe, doados pelo amor d'Aquele que nos deu a própria vida. Toda a matéria é visitada por fora e por dentro por esse agente universal, entretanto, nos corpos que já mostram maturidade e que passam a ser corpos orgânicos, ele encontra coesão, animalizando a própria matéria e dando aspectos de mais vida. Ele lhe faz surgir movimento próprio, caindo o corpo na classificação de outro reino, que é o dos corpos orgânicos. Não podemos nunca desprezar a matéria. Ela é o primeiro passo para o nosso aprendizado. Se o Espírito não precisasse da matéria, ela não existiria. O Espírito é irmão da matéria em toda a sua extensão de vida, a luz é irmã das trevas, onde quer que estejam essas duas forças, e Deus é Pai de tudo que existe e que, porventura, venha a existir. A matéria nos corpos orgânicos está animalizada, nos diz O Livro dos Espíritos, e ela está espiritualizada nos corpos psíquicos. Para entender melhor essas leis, devemos somente entrar pela porta do amor, que as nossas faculdades de entendimento irão abrir-se até o desconhecido, e cada vez mais avançaremos em direção a Deus.

Filosofia Espírita L.E.61 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

30.3.26

O SER CONSCIÊNTE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

SEI QUE É LOUCURA!

Talvez, eu não saiba, realmente, identificar um comunista.
Tampouco definir um fascista.
Mas sei diagnosticar um louco.
Quer dizer, acho que sei, porquanto, hoje em dia, eles passam por criaturas tão normais...
Mas sei, por exemplo, que é loucura arruinar a geração inteira de um País, tão promissor quanto o Brasil!
Sei que é loucura a sangria que se faz aos cofres públicos de uma Nação, mergulhando quase todo o seu povo na desesperança!
Sei que é loucura trair o voto de confiança de milhões de pais brasileiros que estão vendo os seus filhos sem futuro!
Sim, vocês têm razão: eu pouco, ou nada, entendo de Marx, ou Engels, de Hitler, ou Mussolini, de Mao Tse Tung, ou Fidel, de Kim Il Sung, ou Hoxha, de Chaves, ou...
Espanta-me, no entanto, o direito que vocês me querem negar de emitir a minha própria opinião sobre a situação social de um País que reúne as expectativas do Mundo Espiritual quanto à sua possível condição de Pátria do Evangelho...
Espanta-me o seu total desconhecimento do Cristianismo, em seus primórdios, e na atualidade, no esforço que a Doutrina Espírita empreende para restaurá-lo...
Posso ser completamente ignorante na política rasteira do mundo, da qual sempre andei muito distante, mas algo eu julgo saber quanto à essência da Mensagem do Cristo, que, infelizmente, não se identifica com nenhum sistema de governo que aí estamos vendo...
Vocês estão enganados se, com a suas opiniões truculentas, indignas de um espírita-cristão, pensam em me fazer calar!
Vocês precisam deixar de ser pigmeus no entendimento...
Sim, os nossos irmãos muçulmanos não são comunistas, consoante a definição de nosso velho “pai dos burros”, contudo, tentem vocês não aprenderem a rezar pela sua cartilha – o venerável “Corão”, cujo transcendente significado vem sendo distorcido por quase todos os Aiatolás! 
Vocês sabem que eu não tenho grandes afinidades com a Igreja Católica, neste universo de escândalos de todos os tamanhos, que, profundamente, lamento,.
É isto aí.
Agora, antes de terminar esse arrazoado de espírito “trevoso”, permitam-me pequena observação: vocês que se apressaram em revelar o seu conhecimento sobre os sistemas políticos do mundo, com sua nomenclatura sofista – neofascismo, neonazismo, neoliberalismo, etc. –, demonstraram nada saber da obra “Nosso Lar”, com as suas revelações de um “neomundo”!!!
Vocês, que querem citar Kardec com tanta propriedade nada demonstraram saber de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e duvido que sequer tenham lido uma só página da coleção, em doze volumes, da “Revue Spirite”!
Olhem: eu tenho mais o que fazer.
De fato, é melhor que eu continue a tratar apenas dos loucos desencarnados, porque, sinceramente, para certos casos de loucura que estou tendo oportunidade de registar entre os encarnados, o processo de cura é para muitas existências!...
Quem sou eu?!...
Se os Apóstolos não puderam curar aquele menino lunático, que um espírito ora atirava na água, ora atirava no fogo – por que para lidar com aquela classe de obsessores, segundo Jesus, era preciso muito jejum! –, eu, que nunca nada postulei, e nem apostolei, é que vou dar conta desses petizes com a suas sandices?!...
 
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

29.3.26

A CASA ASSOMBRADA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Interesses Espíritas

798 – O Espiritismo se tornará uma crença comum, ou permanecerá apenas com algumas pessoas?
R – Certamente ele se tornará uma crença comum, e marcará uma nova era na história da Humanidade, porque pertence à Natureza e chegou o tempo em que deve tomar lugar nos conhecimentos humanos. Haverá, entretanto, grandes lutas a sustentar, mais ainda contra os interesses do que contra a convicção, porque não se pode dissimular que há pessoas interessadas em combate-lo, umas por amor-próprio e outras por motivos puramente materiais. Mas os seus contraditores, encontrando-se cada vez mais isolados, serão afinal forçados a pensar como todos os outros sob pena de se tornarem ridículos. (De “O Livro dos Espíritos” – Influencia do Espiritismo no Progresso)
Em seguida, o próprio Codificador comenta:
“As ideias não se transformam senão com o tempo, e não subitamente; elas se enfraquecem de geração em geração e acabam por desaparecer pouco a pouco com os que as professavam, e que são substituídas por outros indivíduos, imbuídos de novos princípios, como se verifica com as ideias políticas. Vêde o paganismo; não há ninguém, certamente, que professe hoje as ideias religiosas daquele tempo; não obstante, muitos séculos depois do advento do Cristianismo ainda haviam deixado traços que somente a completa renovação das raças pode apagar. O mesmo acontecerá com o Espiritismo; ele faz muito progresso, mas haverá ainda, durante duas ou três gerações, um fenômeno de incredulidade que só o tempo fará desaparecer. Contudo, sua marcha será mais rápida que a do Cristianismo, porque é o próprio Cristianismo que lhe abre as vias sobre as quais ele se desenvolverá. O Cristianismo tinha que destruir; o Espiritismo só tem a construir.”
Infelizmente, a luta a que os Espíritos se referiram a Kardec, mais contra os interesses do que contra a convicção, a nosso ver, estão sendo lutas travadas contra os próprios interesses de alguns adeptos do Espiritismo.
Imaginávamos que tal luta se daria extra muros da Doutrina, no entanto, ao que estamos percebendo, ela está acontecendo mais intra muros, com interesses, os mais diversos, falando mais alto que as convicções.
São os que se opõem frontalmente ao aspecto religioso do Espiritismo, os que não admitem que Chico Xavier possa ser a reencarnação de Allan Kardec, os que acusam o Espiritismo de racismo, os que proclamam que as ideias espíritas estejam ultrapassadas e propõem n esdrúxulas renovações em seu corpo doutrinário, o elitismo, a adulteração de certas obras mediúnicas de Chico Xavier, os que se batem dizendo que Roustainguismo é a Revelação da Revelação, os órgãos unificadores que estabeleceram certa hierarquia no Movimento, e por aí vai.
Na atualidade, felizmente, a oposição ao Espiritismo não vem partindo tanto dos adeptos das outras religiões, porque já perceberam que, de todas elas, a que mais se aproxima da Ciência é o Espiritismo.
Outra corrente existe que pretende “tirar Jesus do Espiritismo”, conforme previa Chico Xavier, e outra mais desejando um Espiritismo sem espíritos.
Enfim, qual aconteceu com o Cristianismo, cessada a luta contra o paganismo, que durou por aproximadamente trezentos anos, o Espiritismo, no próximo dia 18 de abril de 2027, comemorará 170 anos de sua Codificação – 1857 a 2027 –, cessada a luta contra a oposição religiosa em geral, vem se vendo às voltas com o personalismo de seus adeptos, com cada grupo deles defendendo, não a Doutrina como um todo, mas os interesses que lhes dizem respeito.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG 27 de março de 2026.

28.3.26

Trabalho Sempre

Se notícias infelizes
São as que te estão chegando,
Buscando manter a calma,
Continua trabalhando.
 
Se grande asteroide está
Do Espaço te ameaçando,
Ante o possível desastre
Continua trabalhando.
 
Se o mar sobe de nível,
A quase tudo arrasando,
Sem desespero e descrença,
Continua trabalhando.
 
Se um míssil nuclear
O teu país vem mirando,
Sem ter onde te abrigares,
Continua trabalhando.
 
Se a terra treme aos teus pés
Com um abismo se formando,
Sempre confiante em Deus,
Continua trabalhando.
 
Se a hora de tua morte,
Está se prenunciando,
Crendo na Vida Sem Fim,
Continua trabalhando.
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 21-3-26

QUANDO O PASSADO NÃO PASSA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

27.3.26

CAMINHOS DE LIBERTAÇÃO Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 805 do Livro dos Espíritos

FACULDADES ADQUIRIDAS
As faculdades adquiridas pelas almas não são esquecidas em tempo algum, mesmo que estas voltem à carne pela lei da reencarnação, e não possam expressar seus valores, com toda a plenitude, por provações ou opção. Elas guardam no centro da vida o que aprenderam por experiências.
Não existe regressão do Espírito; o que dá a impressão de recuo é o fato de que ele veste uma roupa carnal, deformada pela sua própria escolha e exigência cármica. Pode, bem assim, reencarnar em mundos inferiores, com a tarefa de ajudar aos que ali se encontram em estado de sono. Os superiores têm o dever universal de dar as mãos a quem se encontra na retaguarda.
O Espírito, ao passar de um mundo superior para um inferior, conserva sua superioridade, mas nem sempre pode expressá-la no seu todo, nas suas andanças como mestre e guia. Todavia, o que ele adquiriu, isso ele nunca perde e ninguém toma; é conquista dos seus esforços individuais, é tesouro divino que a eternidade sabe conservar em seu coração.
Num exemplo bem singelo, quando se vai em busca de alguém que se interessa proteger, em cadeias, hospitais ou outros lugares onde há muitas provações, não se perde os valores morais e espirituais. é o que se passa com os Espíritos benfeitores, que descem de planos superiores para nos assistirem nas nossas necessidades. Eles conservam seus valores, mesmo trabalhando nas sombras. Assim se passa com as almas redimidas que aceitam, ou escolhem, a tarefa de ajudar aos homens, por vezes os mais ignorantes. As aptidões por eles adquiridas são luzes benfeitoras que servem para clarear os que vivem ainda no escuro, dirigidos pela ignorância.
A diversidade de aptidões corresponde ao despertamento das qualidades gradativamente. É uma lei natural que se processa em todas as criaturas de Deus, pela presença do amor universal do Criador. O tempo é muito importante para o despertamento dos valores espirituais nas almas. Depois que os Espíritos despertarem todos os seus valores, aí ocorre a grande transformação em suas vidas; desaparece dos seus caminhos o próprio tempo, e o espaço deixa de existir. Eis aí o Espírito se libertando das leis das quais não mais precisa. A fé avoluma-se de tal forma na alma, que acontecem muitas maravilhas, como Marcos anotou no capítulo onze, versículo vinte e três:
Porque em verdade vos afirmo, que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
Com o desabrochar dos talentos internos do Espírito, surge nos céus da consciência um sol que se chama Fé, força poderosa que Jesus usou muito na Terra, quando teve que curar os enfermos e levantar os caídos, mostrando ao povo a presença de Deus no coração do homem, pela fé. Deus permitiu que os homens, em graus diversos, manifestassem seus dons, e sentissem que dentro de si existem todos os recursos de vida. No futuro, pelo poder da fé, veremos que poderemos ser o nosso próprio médico, porque da nossa mente partirão ordens de harmonia que os corpos obedecerão na fluência do nosso verbo de luz.
Se sabemos que nada perdemos do bem que adquirimos, qual o nosso dever? Trabalhar para despertarmos novas aptidões e exercitá-las onde quer que estejamos, em forma de caridade, onde não falte o amor ensinado pelo Divino Mestre de todos nós, Jesus Cristo.
 
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

26.3.26

A VERDADE DIVINA Livro espiritualista a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ENTENDE A JESUS

Adelaide Augusta Câmara (AURA CELESTE)
 
Escuta a voz do amor por onde fores,
Guarda contigo as láureas da ventura,
E esparze por mil gestos redentores
A luz da paz à senda mais obscura,
 
Contempla a Vida em bênçãos multicores
No roteiro da anônima criatura,
A flor, o orvalho, a brisa e os resplendores
Do céu azul na fonte d’água pura...
 
Descobre em tudo as dádivas celestes
Sustendo docemente os passos, prestes
A cair nas abismos da jornada.
 
Fala, sorri, estuda, canta e ora,
Mas entende a Jesus que espera e chora
No triste olhar da infância abandonada!
(*) Poetisa, conferencista, contista e educadora, deixou belas páginas lítero-doutrinárias, em prosa e verso, subscrevendo-as geralmente com o pseudônimo de Aura Celeste. Levada ao Espiritismo pelo Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, trabalhou em diversas instituições espíritas do Rio de Janeiro, a elas dedicando o melhor de suas energias. Fundadora e diretora do Asilo Espírita «João Evangelista», lar para crianças desprotegidas, onde realizou a tarefa máxima de educadora competente e Extremosa. Entre as várias faculdades mediúnicas de que era dotada, sobressaíram a receitista e a psicofônica. Prefaciando-lhe o livro Vozes d’Alma, Leal de Souza chamou-lhe «a grande Musa moderna, a Musa espiritualista». (Natal, Rio Grande do Norte, 11 de Janeiro de 1874 – leio de Janeiro, GB, 24 de Outubro de 1944.)
BIBLIOGRAFIA : Vozes d’Alma, versos ; Sentimentais, versos ; Aspectos da Alma, contos; Palavras Espíritas, palestras; etc.
Obras de sua mediunidade: Orvalhos do Céu; Do Além; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

25.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 38 da segunda parte – EVOLUÇÃO E DESTINO


 

Liberdade de Pensamento

E de Expressão
Não devemos confundir liberdade de pensamento com liberdade de expressão, de vez que, se somos livres para pensar, não somos assim tão livres, no que tange às suas consequências, para expressar o que pensamos.
Podemos e devemos pensar de acordo com as luzes da compreensão que tenhamos adquirido, através das sucessivas existências, mas carecemos de tomar extremo cuidado com as palavras ao expor os próprios pensamentos.
À pretexto de liberdade de pensamento, não devo me considerar no direito de manifestar o que penso sem o devido respeito pelo pensar diferente de meus semelhantes.
Quantos são os que, escusados pela sua liberdade de pensar, atacam e agridem, moralmente, os que não logram ver o mundo e as coisas pela sua ótica?!
Quantos, dizendo-se primar pela liberdade de pensamento, mesmo em uma Doutrina livre quanto ao Espiritismo, discordam dissentindo daqueles que, talvez, ainda não alcançaram o patamar evolutivo em que se encontram?!
E quantos, por não estarem à altura do pensamento dos que consideram na condição de opositores de suas ideias, a fim de fazer com que a eles se nivelem não hesitam em lhes cortar as pernas?!...
Jesus Cristo, claro, soube como ninguém unir a liberdade de pensamento à liberdade de expressão, mesmo quando, de maneira contundente, tivesse que se referir à hipocrisia dos escribas e dos fariseus.
Na atualidade, infelizmente, a liberdade de pensamento não é para quase ninguém, sendo que a liberdade de expressão é total para os seus opressores – sim, apenas a liberdade de expressão, porque, em essência, dão-nos eles a impressão de que não pensam.
A liberdade de expressão sempre há de ser legítima manifestação da liberdade de pensamento, e de crença, desde que não nos desviemos do moral que deve inspirá-la, para que a nossa boca não se transforme em uma latrina.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 22 de março de 2026.

24.3.26

CAMINHOS DA IMORTALIDADE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira em 23/03/2026

 

AS DIVISÕES DOS SERES

As divisões dos seres são inumeráveis, no reino da Terra; eles existem com a mesma força espiritual de Deus. As divisões dos reinos são escalas, onde cabe a cada um existir e viver. Os seres a que chamamos inorgânicos estão se preparando, para alcançarem organismos compatíveis com as suas necessidades de viver melhor. Todos os seres da Terra, animais e plantas, começaram há milhões de anos como sendo unicelulares, para depois serem transformados em formas variadas, pelas mãos invisíveis dos benfeitores da eternidade, os Espíritos angélicos, que se ocupam com o despertamento dos dons que dormem nos animais, nos homens e na natureza. O Espírito passa por uma fileira interminável para alcançar a razão, atributo que veio se transformando nesta viagem, por leis que ativam e regulam as qualidades da alma. A árvore está em estado de sonho, com o seu psiquismo em fase de formação. Os animais mostram os movimentos internos dos seus órgãos, como os externos, e o instinto em uma escala maior do que nas árvores. Os homens já mostram as claridades evolutivas como criaturas superiores, porque são dotados de razão. Nesses, a inteligência se manifesta pela força da evolução - se esse é bem o termo -, que põe a pensar todos os sábios do mundo e que somente a presença do Espírito no corpo pode responder. Os homens não devem desprezar nenhum dos reinos da natureza, nem se afastar de nenhuma das raças suas irmãs. Tudo que existe na Terra é criação d'Aquele que sabe mais que todos nós. Enquanto vigorarem o egoísmo e o orgulho nos caminhos humanos, a miséria não se afastará da Terra. Foi para melhorar os sentimentos dos povos, que Deus enviou Seu filho do coração para nos ensinar a viver em harmonia na casa terrena. Queremos dizer a todos que possam nos ler, que a vida existe em tudo que foi criado por Deus, no grau que a forma certamente atingiu.

Filosofia Espírita L.E.60 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

23.3.26

AMPLITUDE Livro de autoconhecimeto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Apelo à Paz

Não devemos esquecer jamais a presença do Cristo em nossas vidas. Ele zela pela humanidade. Ele corrige os rumos distorcidos que infligimos às leis de Deus.
Tudo isso é importante dizer – ou reafirmar – em decorrência dos dias turbulentos que vivemos.
A humanidade sempre esteve a um triz de um conflito mundial após o acontecimento das duas grandes guerras.
O homem se empoderou de armas cada vez mais perigosas a ponto de poder destruir a si mesmo várias vezes.
É a insanidade humana que faz com que pensemos que somente armados poderemos garantir a nossa paz.
É exatamente para a mudança deste paradigma belicoso que veio até nós a presença de Jesus.
Ao confrontarmos as armas com um espírito de paz e fraternidade desmontamos qualquer ideia de artilharia e destruição.
O homem, porém, ainda preso no seu egoísmo e na necessidade de mandar nos outros provoca desequilíbrios de várias ordens e impede o progresso da humanidade em outros patamares.
O resultado está aí. Guerras em cima de guerras, destruição de patrimônio e a morte de milhares de pessoas.
Incompetente para manter um diálogo de equilíbrio e bom senso, parte-se logo para a imposição da vontade própria. Abandona-se deliberadamente o campo do entendimento para se arrojar um lamaçal de sofrimento.
Isto tem que parar!
Forças divinas atuam diuturnamente para que as consequências sejam as mínimas possíveis, senão viveríamos eternamente no pêndulo da destruição total.
Pedimos aos grandes líderes mundiais que se entendam. Ou, ao mínimo, que se sentem para conversar.
Sem imposições ou condições desastrosas.
Sem predominância do medo ou da coação pela violência.
Sem o receio de abrir mão para o benefício da paz.
A compreensão da realidade espiritual nos faz ver que as guerras não apenas se manifestam no plano físico. Na realidade, elas se originam e se perpetuam no plano do espírito.
Os desarmamentos em todos os níveis se dão também neste campo de batalha.
Eu mesmo já participei de diversas negociações. Algumas frutíferas, outras nem tanto.
Paciência!
É uma vitória aqui, uma desesperança acolá, mas jamais temos o direito de desistir.
Empenhamo-nos para que se mudem os humores e consigam, de algum modo, chegar ao entendimento, o quanto possível.
Numa guerra, seja ela qual for, não existe ganhadores. De início, todos já perderam, porque se mostram incapazes de divergir sem oprimir, debater sem atacar.
Que vença o espírito humano da paz e da fraternidade.
Não particularizemos ninguém em específico. No fundo, são forças antagônicas que se defrontam, mas, de antemão, mesmo sabendo das intempéries, o bem sempre haverá de permanecer.
Helder Camara - Blog Novas Utopias

22.3.26

CABOCLA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

A Verdade de cada Um

A abertura para as novas ideias em qualquer ser humano representa um parto.
Não é fácil abandonar concepções antigas, enraizadas no coração da alma, grudadas como um imã no intelecto, e renovar os pensamentos para outra direção.
Nós, espíritos desencarnados e vocês ainda militando no veículo carnal temos os mesmos comportamentos.
Não é porque “morremos” que a nossa atitude se transforma completamente. Tudo aos poucos, mas sempre.
Os pensamentos que os espíritos transmitem para os médiuns, por exemplo, possuem o filtro natural do recebedor das mensagens. No fundo, toda comunicação mediúnica é produto de uma parceria entre duas mentes.
Onde se inicia o pensamento do espírito e onde se cruza com o do médium é geralmente um ambiente nebuloso, onde cada um tem que abrir mão da sua identidade original para que o texto ou a comunicação oral seja produzida.
Em muitos aspectos, prevalece a opinião do médium sobre a do espírito. Em outros momentos, o espírito comunicante se faz vencedor. Poucas são as vezes, creiam, que a comunicação desejada sai do limbo mediúnico expressando a mais absoluta realidade das intenções do espírito. É assim mesmo, o que se pode fazer?
Eu, por exemplo, neste momento, faço-me de rogado para não afirmar categoricamente que o médium, vez por outra nesta mensagem, tende a deturpar ou induzir os meus pensamentos originais. Nem por isso, o texto final está descaracterizado da minha ideia-mãe.
Os dois lados têm que se contentar com o que é possível traduzir nas duas faces da vida.
É claro, também, que muitas vezes, escorrega-se a mão e se põe uma tinta mais carregada nas letras do espírito. O médium induz o seu pensamento para fazer prevalecer sobre o do espírito e, neste embate, vamos ajustando a mensagem como podemos.
Há, portanto, pensamentos que não são os meus, mas do médium. E vice-versa. Cabe ao leitor, lendo o conjunto da obra, separar o que é de um do que é do outro, e tirar a sua própria conclusão, até porque espírito que está morto não é, necessariamente, dono da verdade. Quando muito da sua e olhe lá que tamanho de verdade é esta.
A sabedoria, meus caros, se adquire ao longo dos evos e nunca estaremos paralisados no aprender espiritual, não é verdade?
Minha colocação nestes termos se faz pertinente porque tudo o que se produz tende a se ter uma crítica, boa ou má, confiável ou não, mas é o atributo que alguém que lê dá ao que se escreve. Em mediunidade também não pode ser diferente.
Vejo que médiuns estão utilizando meu nome por aí só porque sou irreverente ou desejam falar coisas que eu falo e não têm a coragem de fazê-lo por conta própria. Ou seja, colocam palavras na minha boca que eu jamais pronunciei. E depois vivem dizendo por aí que Dr. Inácio disse isso ou disse aquilo.
Quando eu vejo os discursos atribuídos a mim sem que eu tenha escrito nada daquilo, já ganharam o mundo e eu levando “pau” sem saber. Que injustiça!
Agora mesmo disseram que eu havia atribuído a determinado espírito a pecha de inocente em determinado caso no passado. Eu estaria afiançando a sua inocência. Eu fiquei furioso quando soube daquilo, afinal de contas, eu nem presenciei o fato.
A credibilidade do que se diz é algo muito importante para se estar chacoteando com a verdade.
Meus caros, eu vou me despedir por aqui, mas deixo bem claro que minhas opiniões são apenas as minhas opiniões.
Quem quiser gostar delas que o façam por conta própria. Quem discordar, façam com a mesma lealdade que eu empresto a opinião de cada um.
A verdade, no entanto, sempre triunfará. Cedo ou tarde, ela se mostrará claramente para todos e aí não será mais uma questão de opinião, mas de constatação da realidade.
Fico por aqui.
Inácio Ferreira - Blog de Carlos Pereira.

21.3.26

Estudo da Filosofia Espírita Livro a venda na LER Livros...


 

Soneto às Mães

Enxuga, Mãe, dos olhos o teu pranto,
Que vertes pelo filho bem amado,
Que a morte há de ter-te arrebatado,
Deixando a tua vida em desencanto...
 
Embora o coração despedaçado
Pela dor da saudade, em grande espanto,
Crê que o teu filho vive e foi, portanto,
Somente de seu corpo despojado...
 
Imitando o exemplo de Maria,
Ante a cruz, vendo o Filho que partia,
Curvou-se à provação, serena e forte...
 
Crê que o teu filho à luz do Eterno Bem,
Redivivo, prossegue mais além,
Na vitória da Vida sobre a morte!...
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, sábado, 14 de março de 2026.

20.3.26

BIOÉTICA UMA CONTRIBUIÇÃO ESPÍRITA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

DESEQUILÍBRIOS...

    Encontras-te angustiado. Sofrimento e desajuste unem-se para dar à paisagem social da Terra o aspecto triste e imenso Nosocômio onde pessoas se apresentam dominadas por afecções de longo curso, sem perspectivas de recuperação. Dizes que até o oxigênio do ar parece carregado de substâncias tóxicas de penetração profunda, que atingem os tecidos sutis da vida psíquica.
    Anotas desertores da ordem, que há pouco eram paradigmas do dever e te referes às novas gerações que parecem enlouquecidas, na correria desvairada, sexólatra, nos longos dédalos da sandice.
    As melhores afeições que constituíam fortaleza em que te refugiavas, se encontram vencidas e transitam indiferentes como se o egoísmo as conquistasse de inopino.
    Os ideais superiores da Humanidade parecem frouxa claridade que tremeluz, apagando-se.
    Só desequilíbrios campeiam, fecundos, dominadores.
    E temes a grande escuridão, aquela noite moral a que se reportam as advertências evangélicas...
    Estás receoso quanto ao futuro.
    Indagas, perquires e não te podes furtar a sérias preocupações, observando o riso, que na maioria dos semblantes é esgar agônico.
    Não duvides, porém, da presença positiva do Cristo na Terra sofredora destes dias.
    Escutam-se as vozes da vida imortal falando em toda parte.
    Repercute em milhões de espíritos o chamado do Consolador, restabelecendo as diretrizes da verdade.
    Há dor, sim ! Ela, porém, é o prenúncio de justas alegrias.
    Quando a mente se ensoberbece e desvaira, o sofrimento é a única voz que alcança a acústica do ser.
    As grandes lutas produzem as melhores seleções.
    O atrito desgasta, mas corrige arestas e dá formas harmoniosas.
    Não te permitas enxergar somente uma parte do panorama da atualidade.
    Pensa nos que estão silenciosos em laboratórios, atuantes nas cátedras do ensino nobre, afervorados nos organismos da legislação em toda parte, atarefados nos gabinetes de pesquisas, confiantes nos tratos de terra onde semeiam, e modificarás o conceito.
    Amamentando, a mãe generosa não receia o amanhã do filhinho: preserva-o e ajuda-o hoje.
    Sob teto acolhedor, o homem não considera a possibilidade de ficar soterrado sob ele: frui a benção do agasalho hoje.
    Bendize, também, a oportunidade de hoje produzires para o bem e cuida que o Senhor se encarregará dos resultados para o porvir.
    Existe muito amor onde somente enxergas degredo e horror.
    Muita bondade medra inesperadamente em lugares em que ninguém supõe encontrá-la.
    O amor de Nosso Pai por tudo zela. Reencoraja-te, levanta o ânimo, prossegue.
    Quando tudo conspirava contra aquele reduzido grupo de homens e mulheres atemorizados; quando o Líder que os guiava com segurança experimentara o martírio até a morte; quando um amigo se deixa enganar, a ponto de em desequilíbrio trair o Amigo; quando o depositário da confiança geral, colhido de surpresa e temendo vinditas e represálias, negara o Benfeitor; quando a soledade e o temor os ameaçavam até o desespero; quando tudo parecia perdido: ideais desvanecidos, planos malbaratados, desejos acalentados em doces noites de vigília soçobrados; quando tudo eram sombras, ei-Lo que retorna rutilante e vivo, gentil e nobre, conclamando aqueles mesmos corações ao perene embate da redenção. Elevando-se do ânimo alquebrado para a alegria da vida, deram as próprias vidas e renovaram com os seus exemplos as paisagens do mundo... Jesus vive, e a doutrina que agora ressurge dos escombros dos séculos remodelará a Terra inteira, um dia em breve, quando estaremos todos felizes ao comando d'Ele.
Livro: Lampadário Espírita - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis

19.3.26

BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 805 do Livro dos Espíritos

FACULDADES ADQUIRIDAS
As faculdades adquiridas pelas almas não são esquecidas em tempo algum, mesmo que estas voltem à carne pela lei da reencarnação, e não possam expressar seus valores, com toda a plenitude, por provações ou opção. Elas guardam no centro da vida o que aprenderam por experiências.
Não existe regressão do Espírito; o que dá a impressão de recuo é o fato de que ele veste uma roupa carnal, deformada pela sua própria escolha e exigência cármica. Pode, bem assim, reencarnar em mundos inferiores, com a tarefa de ajudar aos que ali se encontram em estado de sono. Os superiores têm o dever universal de dar as mãos a quem se encontra na retaguarda.
O Espírito, ao passar de um mundo superior para um inferior, conserva sua superioridade, mas nem sempre pode expressá-la no seu todo, nas suas andanças como mestre e guia. Todavia, o que ele adquiriu, isso ele nunca perde e ninguém toma; é conquista dos seus esforços individuais, é tesouro divino que a eternidade sabe conservar em seu coração.
Num exemplo bem singelo, quando se vai em busca de alguém que se interessa proteger, em cadeias, hospitais ou outros lugares onde há muitas provações, não se perde os valores morais e espirituais. é o que se passa com os Espíritos benfeitores, que descem de planos superiores para nos assistirem nas nossas necessidades. Eles conservam seus valores, mesmo trabalhando nas sombras. Assim se passa com as almas redimidas que aceitam, ou escolhem, a tarefa de ajudar aos homens, por vezes os mais ignorantes. As aptidões por eles adquiridas são luzes benfeitoras que servem para clarear os que vivem ainda no escuro, dirigidos pela ignorância.
A diversidade de aptidões corresponde ao despertamento das qualidades gradativamente. É uma lei natural que se processa em todas as criaturas de Deus, pela presença do amor universal do Criador. O tempo é muito importante para o despertamento dos valores espirituais nas almas. Depois que os Espíritos despertarem todos os seus valores, aí ocorre a grande transformação em suas vidas; desaparece dos seus caminhos o próprio tempo, e o espaço deixa de existir. Eis aí o Espírito se libertando das leis das quais não mais precisa. A fé avoluma-se de tal forma na alma, que acontecem muitas maravilhas, como Marcos anotou no capítulo onze, versículo vinte e três:
Porque em verdade vos afirmo, que se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te ao mar, e não duvidar em seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele.
Com o desabrochar dos talentos internos do Espírito, surge nos céus da consciência um sol que se chama Fé, força poderosa que Jesus usou muito na Terra, quando teve que curar os enfermos e levantar os caídos, mostrando ao povo a presença de Deus no coração do homem, pela fé. Deus permitiu que os homens, em graus diversos, manifestassem seus dons, e sentissem que dentro de si existem todos os recursos de vida. No futuro, pelo poder da fé, veremos que poderemos ser o nosso próprio médico, porque da nossa mente partirão ordens de harmonia que os corpos obedecerão na fluência do nosso verbo de luz.
Se sabemos que nada perdemos do bem que adquirimos, qual o nosso dever? Trabalhar para despertarmos novas aptidões e exercitá-las onde quer que estejamos, em forma de caridade, onde não falte o amor ensinado pelo Divino Mestre de todos nós, Jesus Cristo.
 
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Mirame
z

18.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 37 da segunda parte – DESENCARNAÇÃO


 

ELA I

RODRIGUES DE ABREU (Benedito Luís de Abreu)*
Onde ela passa qual estrela,
Célere e luminosa,
Varrendo a escuridão da vida humana,
O carvão da miséria
Faz-se bendito lume,
Atraindo as mãos frias
De velhos e crianças
Que so1uçam na sombra.
Onde ela passa docemente,
Por divina visto
Entre as campas do mundo,
Toda planta esmagada
Reverdece de nova
Ao brilha da esperança.
Onde ela passa generosa,
Sobre a lama da Terra,
Lírios brotam do charco,
Perfumados e puros,
Coma bênçãos do Céu
Projetadas no lodo.
Ninguém lhe ouviu jamais qualquer palavra
De azedia ou censura.
Apenas a vaidade muitas vezes
Lhe toma a retaguarda
E espalha a pessimismo
Nos corações, em torno,
Comentando, agressiva,
A torva indiferença
Dos que bebem a sós
O vinho da ilusão
E devoram cruéis,
O pão da mesa farta,
Dando sobras ao mofo,
Atolados na usura 35 Que a aura anestesia.
Ela passa, entretanto,
Nobre, serena e bela,
Em profundo silêncio,
Educando e servindo
Sem que ninguém lhe escute 41 Sequer o próprio hálito...
Porquanto, em tudo e em todos,
E’ sempre a Caridade — a Luz que veio de Deus.
__________________________________________________________
(*) Poeta, teatrólogo, educador. Escreveu nos principais jornais e revistas dos Pais. Tendo sido a infância de RA uma das mais afanosas, iniciou ele o curso primário em Piracicaba, completando-o em S. Paulo. Depois de muitas reviravoltas por diversos colégios, de outras cidades, regressa o poeta à Capital paulista, onde passa a lecionar. Posterior­mente, transfere-se para sua terra natal, desencarnando, mais tarde, em Bauru. Péricles Eugênio da Silva Ramos (in Lit, no Brasil, III, t. 1, pá­gina 538) classifica RA como poeta modernista não «histórico» e acrescenta, adiante, que ele <cultivou uma poesia simples, sentimental e do­lorida». Embora Afonso Schmidt (in Dic. Aut. Paulistas, pág. 16) o considere «um dos maiores poetas de S. Paulo», Domingos Carvalho da Silva, <0 seu melhor critico», diz que RA, como poeta, foi "alto valor que não chegou a realizar-se, mas que manteve sempre a sua individua­lidade» (apud Pan. VI, pág. 80). (Municipal de Capivari, Est. de São Paulo, 27 de Setembro de 1897 — Bauru, Est. de São Paulo, 24 de Novembro de 1927.)
BIBLIOGRAFIA:     Noturnos; A Sala dos Passes Perdidos; Casa Destelhada; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

17.3.26

BOX ESPECIAL OBRAS BÁSICAS Livros espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 17/03/2026

O DIA DA CRIAÇÃO

O dia da criação da Terra e o momento em que surgiu o homem na sua face escapa a qualquer um, que deseje oferecer os dados exatos. Alguns atiram críticas ao velho livro iniciado pelo Legislador Hebreu, por este dizer que a Terra foi feita em seis dias. Esquecem-se esses defensores da verdade que a própria verdade, em visitando a humanidade, veste a capa da relatividade, para não ser um veículo de perturbação. Muitos segredos existentes na Bíblia estão em forma de parábolas, oferecendo conforto às variadas classes de criaturas. Encontramos esse processo de comunicação no próprio Novo Testamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele usou as parábolas para falar à multidão. Esse modo de falar atravessa séculos e mais séculos, conduzindo a mensagem para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, como Ele mesmo Se refere aos ansiosos pela verdade. Se o crítico de hoje se colocasse no lugar de Moisés, o que iria escrever sobre a criação? Talvez os mais endurecidos dissessem que não escreveriam nada, para não dizer da forma que foi dito. Por isso é que nenhum desses foi Moisés, porque era preciso iniciar, do modo que o mundo espiritual achasse mais conveniente. O Legislador foi um instrumento dos Espíritos Superiores. Deu início a uma obra grandiosa que persiste até nos dias em que vivemos, admirada e seguida, respeitada e comentada, vivida e interpretada à luz de todas as épocas. O fanatismo em tomo da Bíblia é obra dos homens que ainda não alcançaram o bom senso. O próprio Jesus a chamou de lei, dizendo: “Não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento.” E o Novo Testamento sentiu-se seguro ligado ao Velho. Não te preocupes com o dia da criação, nem com o momento em que foi criado o homem. Adão é um símbolo da criatura; um tronco de raça, como muitos outros.

Filosofia Espírita L.E.59 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

16.3.26

LA KIALO DE L´VIVO Livro espírita (o porque da vida) em Esperanto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Guerra Necessária

Antes não fosse, a guerra necessária.
Antes não fosse, necessário o escândalo.
Todavia, como o disse Jesus, e os Espíritos disseram a Kardec (Pergunta 742, de “O Livro dos Espíritos”), o escândalo e a guerra, devido às condições atuais em que a Humanidade se encontra, infelizmente, devem acontecer, estão acontecendo e acontecerão.
Não será sem grandes confrontos que a Terra virá a ser um Mundo de Regeneração. Não estamos aqui nos referindo a mocinhos e bandidos, nem a bom e a mau ladrão – estamos pontuando que as Leis Divinas podem se servir dos menos maus para punirem os teimosamente maus. O futuro Mundo de Regeneração não abrigará espíritos regenerados, mas, sim, espíritos em estado de regeneração, porém, muitos deles ainda passíveis de cometerem equívocos e padecerem exílio.
Não se há negar que os países com ideologia comunista são essencialmente escravizadores, e que, sem dúvida, desejam apagar o Nome de Jesus Cristo da face da Terra.
Disfarçados de sociais-democratas são espíritos dominadores, a serviço das trevas – simples assim!
Por este motivo, embora lamentando os que, indefesos, sucumbem e sucumbirão nas catástrofes bélicas que haverão de se multiplicar, as guerras, que possam ter outras motivações, em essência, possuem uma Motivação Divina, com a qual poucos conseguem atinar. Jesus não se dirigiu aos vendilhões do templo com palavras afáveis.
Segundo Chico Xavier, os espíritos recalcitrantes não se exilaram de Capela – eles foram compulsoriamente exilados. E, na atualidade terrestre, em toda parte, falando em todos os idiomas, existem muitos espíritos-dragões de terno e gravata, ou de túnicas talares quanto de vestes sacerdotais.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 15 de março de 2026.

15.3.26

BUICK 8 Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria Stephen King (autor)


 

Estado de Alerta

Às pressas, buscam-se respostas, por quê?
Não se sabe direito o que foi que aconteceu, houve, não sei onde, uns estrondos. Qual seria a origem daqueles barulhos dantescos?
No corre-corre, alguém me disse: deve ser o fim do mundo.
Como o fim do mundo, me perguntei, não somos, afinal, imortais?
Era 1945. Final da segunda grande guerra mundial. De um lado, os aliados, de outro, um grupo querendo, a todo custo, impor o seu poder.
Hitler, Mussolini e as lideranças japonesas imaginavam que poderiam introduzir nova ordem mundial. Era engano, mas a começar pela Europa, os movimentos de conquistas territoriais pelo caminho da guerra passaram a ser uma normalidade. Estavam ainda na mente de muitos os ecos da primeira grande guerra de 1914.
Muito havia ocorrido e a Europa estava despedaçada. Não havia paz no velho continente europeu. Onde quer que se fosse, não se sentia absolutamente tranquilo, esta era a verdade, mesmo naqueles países considerados neutros. Era um clima de permanente intranquilidade.
Naquele dia do grande estrondo, que atingiu até as bases do mundo espiritual, perguntou-se, de verdade, se ali seria o princípio do fim.
Ficamos todos atordoados do lado de cá da vida. Queríamos viver ainda neste planeta, pisar novamente neste pedaço de chão, noutro corpo, mas será que haveria condições se houvesse incrível destruição nuclear?
Na prática, ainda vivemos neste receio global. Alguns, bem poucos, detém a fórmula da grande bomba atômica e pode usá-la, teoricamente, quando quiser. Outras de poderio mais fortes foram criadas, desde então, e não foi a derrocada da famosa guerra fria que espantou de vez esta preocupação mundial.
Há sempre déspotas, tiranos, desequilibrados, que tentam dominar o mundo e não deixariam de perder a oportunidade para se mostrarem fortes porque possuem a grande arma. Irresponsáveis que não pensam na humanidade, mas unicamente em seus interesses pessoais.
Há, sim, senhores, perigo de novos golpes nesta frente. Há, igualmente, no mundo espiritual, esforço de grande monta para evitar que isto aconteça. Atuamos nos bastidores do poder. Não eu, simplesmente, mas um conjunto de irmãos que utilizaram as suas vidas para se dedicarem ao bem público em seus países de origem.
O peso de outra grande guerra mundial não está aliviado, ao contrário, bebe-se um champanhe da paz, mas não se desarmam de maneira alguma. Portanto, fiquemos em alerta.
É claro que os problemas do dia a dia não nos fazem nos debruçarmos diante destas questões estratégicas e nós trabalhamos, estudamos cada passo para “não deixar a peteca cair. ”
Orientamos a governantes. Deliberamos com representantes desencarnados das nações. Articulamos reuniões de paz e entendimento. Tudo isso é feito e muito mais, no entanto, em nada garante que estejamos livres da presença do mal, ou seja, dos que trabalham em direção contrária. São fortes e inteligentes, temos que reconhecer, mas nada que uma iniciativa no bem não venha a amolecer corações.
Os grandes governantes do planeta são sistematicamente monitorados por grupos do bem. Lógico que eles também recebem a influência do outro lado do poder e muitos se deixam levar por promessas de projeção pública e mais poder.
Não é isto que desejamos ao nosso querido planeta, por esta razão, dedicamos boa parte do nosso tempo em aglutinar outros corações, a somar oportunidades de melhoria, a resolver problemas crônicos das populações.
Venceremos porque o bem sempre há de vencer, o que não impede dizer que não será fácil por isso mesmo. Haverá muitas lutas, ganhos e perdas, no final o bem terá que prevalecer, pois este é o nosso destino inevitável.

Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal

14.3.26

ROBERTO FERREIRA EM UNIÃO E HARMONIA CD de Musicoterapia Espiritual


 

GUERRA E PAZ

"Por maior que ela se faça,
Por um conflito profundo,
Nenhuma guerra resolve 
A questão da paz no mundo."

Formiga/Baccelli
Uberaba - MG, 3-3-2026

13.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MISSIONÁRIOS DA LUZ Cap. 19-1 – Passes


 

Comentário Questão 804 do Livro dos Espíritos

APTIDÕES DIFERENTES
 
Deus, sendo justo, criou todos iguais, com as mesmas aptidões. As desigualdades que se vêem, existem porque os Espíritos se encontram em escalas diferentes uns dos outros. Toma-se necessário que compreendamos essas diferenças pela maturidade do Espírito.
As aptidões diferentes não são doadas por Deus a uns e a outros não. Nós recebemos os dons e temos que desenvolvê-los. Se se precisa de algo que só o próximo pode proporcionar, é porque ainda se carece do desenvolvimento de certos dons. A força da necessidade faz com que nasça a amizade, que leva ao amor que irá gerar fortes laços de união.
Se todos já tivessem seus dons despertados, o egoísmo e o orgulho poderiam se alastrar com muita facilidade nos corações, porém, as aptidões são diversas, e sempre nos falta algo que encontramos em outros. Eis porque vivemos em sociedade. Mesmo o egoísta não deseja viver isoladamente, e o orgulhoso quer estar sempre rodeado de admiradores.
O progresso só acontece com os homens vivendo em sociedade. Um cientista precisa de todos aqueles que o rodeiam para as suas devidas experiências. Assim acontece em todos os segmentos da comunidade. Ninguém pode viver sozinho, nem os animais, nem as plantas. O próprio corpo humano é uma sociedade de órgãos que devem trabalhar em harmonia, para que a paz se instale no complexo humano. Para se formar um lar, é preciso mais de uma pessoa, e somente o amor tem o condão de ensinar os familiares a viverem em paz espiritual.
As aptidões diferentes obrigam os seres humanos a viverem em conjunto, no entanto, em se reunindo, pode haver, e sempre há, posicionamentos que geram inimizades, e para tanto, é necessário que se busquem recursos no Cristo, para apaziguar os ânimos. É bom que busquemos primeiro a oração, para que o ambiente melhore e surja o perdão. Observemos as anotações de Marcos, no capítulo onze, versículo vinte e cinco, assim nos informando das palavras do Mestre:
E quando estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai Celestial vos perdoe as vossas ofensas.
O homem superior esquece todas as ofensas, mas o inferior ainda guarda mágoas que o fazem sofrer. O perdão é terapia divina, na divina expressão de amor. Assim, também, a fraternidade.
Não devemos maltratar o próximo, pois ele tem muito a nos dar, e que ainda não despertou em nossos corações. Somos todos iguais, pela fonte que nos gerou, e o Criador não se esqueceu de nos ofertar todo o Seu amor, que multiplica virtudes e que individualiza dons espirituais, obrigando-nos às trocas de valores espirituais e morais, em gestos elevados, assegurando-nos a união com todos os seres e todas as coisas.
Quem na Terra não precisa dos outros reinos da natureza para viver? Eles nos ofertam tudo que podem, sem preço estipulado. Qual o dever do homem para com eles? Amá-los na profundidade do seu amor. Isto é amar a Deus em todas as coisas.
Todos os homens têm as mesmas aptidões; as diferenças que se observam é que uns já despertaram e outros estão ainda dormindo, mas, na verdade, todos eles serão despertados pela força do progresso, acionados pelas mãos do tempo. Deus criou todos iguais; o que ocorre é que uns estão ainda nascendo, outros na juventude, e outros já adultos. Quem tem olhos de ver, que observe e analise essas diferenças.
 
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

12.3.26

O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO PARA A INFÂNCIA E JUVENTUDE Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

DUAS VIDAS

Antônio Valentim da Costa Magalhães (*)

- “Uma esmola, senhor, que me alivie os males!...”
E o marajá responde humilhando o mendigo:
-“Um paria é maldição na viagem que eu sigo!
Afaste-te, infeliz! Não me fites, nem fales!...”
 
Ao Sonido marcial de clarins e timbales,
A caravana parte, em busca de outro abrigo...
E o grande hindu, lembrando um rei vaidoso e antigo,
Fulge no palanquim por montanhas e vales!
 
 
Mas o príncipe morre... E o Tribunal Divino
Impõe-lhe vida nova... E’ um paria sem destino,
Que traz agora a dor qual fogo atado ao lenho...
 
 
E no mesmo lugar que ele, mísero, empresta,
Implora a um marajá que se retira em festa:
- “Uma esmola, senhor, para as chagas que eu tenho!...
 
(*) Romancista, poeta, crítico literário, teatrólogo, contista e jornalista. Bacharel pela Faculdade de Direito de S. Paulo, Valentim Magalhães advogou durante anos no Ri de Janeiro, onde foi professor de Português e, depois, de Pedagogia na Escola Normal. Diretor-fundador do celébre jornal literário – A Semana – e membro fundador da Academia Brasileira de Letras, o suave poeta de Rimário exerceu poderosa influência nos meios culturais do Pais. Colaborou em diversos diários importantes do Rio e de S. Paulo. Segundo Péricles Eugênio da Silva Ramos (Pan., III, pág. 29), foi VM um dos poetas mais representativos da poesia socialista. ( Rio de Janeiro, GB, 16 de Janeiro de 1859 – Rio de Janeiro, GB, 17 de Maio de 1903.)
BIBLIOGRAFIA: Cantos e lutas; Rimário; Quadros e Contos; Horas Alegres; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

11.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 16 da segunda parte – DETERMINAÇÃO DE SEXO


 

BIOGRAFIA DE ALLAN KARDEC Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Nem Tudo é Mediunidade

No vasto campo das experiências psíquicas e espirituais, é comum que todo fenômeno extraordinário seja rotulado apressadamente como "mediunidade".
A fenomenologia do invisível, no entanto, é complexa e multifacetada. Para o pesquisador atento, o médium dedicado ou o estudioso da psique, é imperativo distinguir o que provém do espírito externo, o que emerge das profundezas do próprio indivíduo e o que é fruto de impressões ambientais ou fraudes conscientes.
Compreender essas nuanças não diminui a espiritualidade; pelo contrário, confere-lhe maturidade e segurança doutrinária.
Neste sentido, impõe ao estudioso dos fenômenos psíquicos saber distinguir o que seja produto da própria mente, da mente de um espírito e a captação de extratos ambientais. Mais: diferenciar estes fenômenos legítimos em sua especificidade do que seja um mistificação.
O participante de reuniões menos avisado, muitas vezes, tende a desconsiderar ou diminuir o que não seja mediunidade autêntica. Isto é um tremendo equívoco.
1. Sensibilidade Anímica
O termo animismo (do latim anima, alma) refere-se aos fenômenos produzidos pelo próprio espírito encarnado. O animismo é a expressão natural da alma. Apesar de muitos vincularem seu conceito aos conteúdos oriundos de vidas passadas do sensitivo trazidas para o presente (o que não é erro), prefiro atribuir sua definição à manifestação das potencialidades da alma.
A alma possui características próprias inerentes a sua natureza de modo que poderá apresentar dois tipos de fenômenos: cognição (telepatia, clarividência, precognição etc.); e ação física (telecinesia etc.).
A sensibilidade anímica é pré-condição para a produção do fenômeno mediúnico. 
2. Sensibilidade Personímica
O personismo é um conceito que se situa na fronteira entre a psicologia e a parapsicologia. No personismo, o indivíduo assume uma "persona" ou personalidade fictícia de forma inconsciente.
É um estado de transe onde o ego do indivíduo se desloca para dar lugar a uma construção mental.
Pode ser fruto de uma necessidade de aceitação, um mecanismo de defesa ou uma resposta a sugestões do ambiente.
No contexto mediúnico, o personismo se manifesta quando o indivíduo acredita piamente ser uma entidade X, agindo e falando como tal, embora toda a informação transmitida pertença ao seu próprio subconsciente.
Em vez de ser um canal para uma entidade externa, o indivíduo projeta seus próprios conhecimentos, memórias de vidas passadas, desejos recalcados ou faculdades psíquicas.
3. Sensibilidade Mediúnica
A mediunidade, em sua definição estrita, é a faculdade que permite a comunicação entre os homens e os espíritos. Aqui, o indivíduo atua como um intermediário (médium). Para que o fenômeno seja legitimamente mediúnico, é necessária a presença de um agente externo — uma inteligência independente da do médium.
4. Sensibilidade de Captação Noúrica
A captação de noures (ou formas-pensamento) refere-se à habilidade de sintonizar com correntes mentais ou aglomerados de energia psíquica deixados por outras pessoas ou espíritos. As noures podem ser entendidas como unidades de energia mental estruturada e pode ser captada em diversos níveis.
Muitas vezes, o que parece ser um espírito comunicante é apenas a captação de uma "casca mental" ou de um pensamento fortemente emitido por alguém presente ou distante. O sensitivo "lê" essa energia e a interpreta como uma mensagem.
No fundo, é um processo de telepatia ou clarividência ambiental, onde o indivíduo funciona como uma antena que capta ondas de rádio já existentes na atmosfera psíquica.
5. Sensibilidade de Captação de Registros Akáshicos
O termo "Akasha", derivado do sânscrito, refere-se ao éter ou à substância primordial que permeia o universo. A captação de registros akáshicos é a faculdade de acessar a memória cósmica, onde todas as ações, pensamentos e eventos ocorridos no tempo e no espaço estão impressos.
Ao acessar esses registros, o indivíduo pode descrever cenas do passado remoto ou prever tendências do futuro com precisão cirúrgica.
Frequentemente, essa capacidade de "leitura universal" é confundida com a revelação por parte de um espírito. O indivíduo, no entanto, está apenas acessando o banco de dados do universo, sem a necessidade de um mediador espiritual.
É a percepção da continuidade da vida gravada na teia da realidade.
6. Mistificação
Diferente dos conceitos anteriores, que envolvem processos psíquicos ou espirituais legítimos (mesmo que subjetivos), a mistificação é a simulação consciente e deliberada do fenômeno mediúnico.
Este engano proposital pode ser do suposto médium ou mesmo do espírito que atua no médium:
Mistificação por parte do encarnado. Quando o suposto médium mente, utiliza truques de ilusionismo ou informações obtidas previamente para simular uma comunicação espiritual, geralmente buscando lucro, fama ou poder.
Mistificação por parte do desencarnado. Quando espíritos levianos ou pseudosábios se fazem passar por grandes personalidades históricas ou mentores espirituais para enganar os presentes, explorando a vaidade e a falta de discernimento do grupo.
7. O Valor do Discernimento
A análise destes seis conceitos revela que a fenomenologia paranormal é um vasto espectro. O fenômeno mediúnico real é a "pérola" que muitas vezes se encontra mergulhada no oceano do animismo e protegida pelas camadas do personismo.
Discernir entre esses estados é uma tarefa de investigação criteriosa.
Todo grupo mediúnico sério necessita estudar cada uma destas manifestações, sensibilizando seus membros para levar com naturalidade qualquer uma delas – com exceção da mistificação do próprio sensitivo.
O estudo teórico associado à vivência prática permitirá o crescimento gradativo dos participantes munidos de muita confiança e ausência de melindre.
É neste aspecto, do Espiritismo experimental, que é indispensável a capacitação básica nos princípios científicos, qual adotou o sistematizador do pensamento espírita, Allan Kardec, para o desenvolvimento de uma metodologia de estudo e pesquisa consistente.
Nem tudo é mediunidade, mas tudo é aprendizado para o espírito e para o grupo mediúnico.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
AKSAKOF, Alexandre. Animismo e espiritismo: ensaio de um exame crítico dos fenômenos mediúnicos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2004. 2 v.
DELANNE, Gabriel. O fenômeno espírita: depoimento de trezentos séculos. 12. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns: ou guia dos médiuns e dos evocadores. Tradução de Guillon Ribeiro. 81. ed. Brasília: FEB, 2013.
LEADBEATER, Charles Webster. Formas de pensamento. São Paulo: Pensamento, 2011.
______. O plano astral: seu cenário, habitantes e fenômenos. São Paulo: Pensamento, 2008. (Para consulta sobre Registros Akásicos).
MIRANDA, Hermínio C. Diversidade dos carismas: teoria e prática da mediunidade. Niterói: Lachâtre, 2002. v. 1 e 2.
______. Mecanismos da mediunidade. 26. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2006.
PAULA, João Teixeira de. Dicionário de Parapsicologia, Metapsíquica e Espiritismo. v. 1. São Paulo: Edicel, 1970.
PEREIRA, Yvonne A. Recordações da mediunidade. 10. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1999.
UBALDI, Pietro. As Nores: técnica para a recepção das correntes de pensamento. Tradução de Gilson Freire. 3. ed. Campos dos Goytacazes: Instituto Pietro Ubaldi, 2005.
XAVIER, Francisco Cândido; VIEIRA, Waldo. Nos domínios da mediunidade. Pelo Espírito André Luiz. 32. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.

10.3.26

BÍBLIA SAGRADA Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria Almeida (autor)


 

Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 10.03.2026

A VIDA E A LUZ

O sol não é a única fonte de luz do universo. As primeiras lições de astronomia nos ensinam essa verdade, mostrando-nos a classificação das estrelas. Os sóis são inumeráveis na extensão infinita da criação. Se o nosso sol é uma estrela de quinta grandeza, e as classificadas na quarta, terceira, segunda e primeira? São do nosso conhecimento bilhões deles, alguns iguais ao nosso e outros em melhores condições, onde se concentram energia, dando e alimentando vida em todas as direções do cosmo. Ninguém é privado das bênçãos de Deus. Não podemos dizer que onde não há calor não existe vida, que onde falta a luz visível, escapa a inteligência. Os recursos da Divindade são inumeráveis, os Espíritos tomam corpos diferentes nos diferentes mundos em que habitam. Há almas que pouco dependem do exterior; elas vivem na própria luz que as circunda. O ambiente que conheces na Terra ainda se apresenta muito grosseiro diante de mundos venturosos, onde Espíritos de alta hierarquia estão estagiando, bem como existem planetas inferiores em comparação com o teu, em que os seres humanos, estão desabrochando os primeiros traços da razão, e a sua inferioridade na escala de ascensão requer um mundo de constituição pesada, de ar, alimentos, água e tudo o mais. O teu sol é uma simples luz bruxuleando no universo. Tudo vem de Deus, que ora chamamos a Grande Luz, por não compreendermos, nem conhecermos outra expressão que Lhe possa retratar a grandeza. A vida e a sabedoria são muito engenhosas, e cabe a nós buscar seus valores permanentes. Podemos dizer que as próprias trevas são luzes que dormem, porque o Senhor vibra em tudo, e é tudo que vive.

Filosofia Espírita L.E.58 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

9.3.26

Comentários Evangelicos pelo espírito Bezerra de Menezes


 

Ana, a Profetisa

“... e que era viúva de oitenta e quatro anos. Esta não deixava o templo...” – Lucas, 2 – v.37
 
Precioso e comovente o depoimento de Lucas sobre Ana, s profetisa, que não se arredava do templo, na expectativa do cumprimento das profecias em torno da vinda do Messias.
Avançada em dias, em longa vigília, ao lado de Simeão, ela não perdia a esperança de que o Senhor viesse para a redenção dos povos da Terra.
Certamente, com limitações impostas pela idade e com a saúde comprometida, não desistia da oração e do auxílio quantos procuravam por seus préstimos espirituais.
Desde quanto tempo Ana, que já viúva, aguardara pela presença do Cristo? É possível que, desde a mocidade, na condição de profetisa, se tivesse dedicado ela a anunciar seu Advento, sofrendo, muitas vezes, o escárnio da incredulidade alheia e a humilhante desconsideração de quem a apontava por insana.
Muitos companheiros de Espiritismo, alcançada certa soma de idade no corpo físico, passam a ser considerados, ou eles mesmos se consideram, inúteis e ultrapassados para o cumprimento de suas obrigações.
Não raro, são propositalmente marginalizados pelos mais jovens, que não lhes possuem a experiência e tampouco a maturidade espiritual que os coloca em espontâneo contato om a inspiração que verte do Alto.
Enquanto no corpo, compete-nos a todos vigiar o patrimônio da fé, até que o Senhor nos dispense de semelhante dever, dentre os homens, e nos convoque a servi-Lo em outros caminhos.
Não aleguemos cansaço de qualquer natureza e não esmoreçamos, mesmo quando mais não possamos fazer do que fazia Ana, que “não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações”, para que o Messias, ao chegar, o encontrasse de portas abertas.
Quem disse que orar não é uma das ações mais importantes?!
Ai do mundo, sem as orações dos homens e mulheres que, devido à sua avançada idade, já foram descartados pela sociedade! Porque, enquanto os jovens insensatos se atritam lá fora e ameaçam a vida na Terra, são eles que permanecem em estado de vigília, na expectativa de um intervenção de ordem superior que salve a Humanidade de completo desastre.
Inácio Ferreira - Blog Mediunidade na Internet
·       Extraído do livro “O Jugo Leve” – edição LEEPP
·       Uberaba – MG.

8.3.26

O BEM SEMPRE TRIUNFA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

O Amor em Evolução

A trajetória da humanidade na Terra é frequentemente lida sob a ótica das conquistas tecnológicas, das guerras territoriais ou dos avanços científicos. Existe, no entanto, uma cronologia sutil e mais profunda que alicerça o desenvolvimento das civilizações: a evolução do sentimento.
O amor, longe de ser uma abstração estática, é uma força dinâmica que se transforma à medida que o espírito humano amplia sua capacidade de percepção e entrega.
O AMOR PRIMITIVO E A LEI DE TALIÃO
Nos primórdios da organização social, o que chamamos de amor estava intrinsecamente ligado ao instinto de preservação. O afeto era restrito ao clã, à prole e ao parceiro direto, funcionando como uma ferramenta biológica para a continuidade da espécie. Fora do núcleo familiar, o "outro" era visto como uma ameaça.
Nesse contexto, a justiça era exercida pela Lei de Talião ("olho por olho, dente por dente"). Foi o primeiro grande ensaio de equilíbrio social, limitando a vingança desmedida a uma retribuição proporcional. O amor, aqui, era uma semente ainda envolta na casca rígida do egoísmo e do medo.
Os povos antigos, das tradições mesopotâmicas às primeiras organizações nômades, entendiam a convivência como um pacto de conveniência, onde a solidariedade era uma estratégia de defesa contra a natureza hostil.
A RUPTURA DE JESUS: O AMOR COMO LEI MAIOR
A vinda de Jesus marca a maior transição paradigmática da história afetiva da Terra. Ele não apenas pregou o amor, mas o personificou, deslocando o eixo da justiça da punição para a misericórdia. Ao afirmar "Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros", Jesus rompeu as fronteiras do tribalismo e da seletividade afetiva.
Seu Evangelho introduziu o conceito de Ágape — o amor desinteressado que não espera retorno. Jesus propôs o amor aos inimigos, algo impensável para a lógica da época, estabelecendo que a verdadeira evolução espiritual não reside no quanto somos amados, mas na nossa capacidade de irradiar benevolência independentemente das circunstâncias.
O amor deixou de ser um sentimento passivo para se tornar uma decisão ativa de auxílio e compreensão.
A AMOROSIDADE NA ATUALIDADE
Avançando para a contemporaneidade, a compreensão do amor ganha novas camadas através da proposta da amorosidade. O amor precisa ser desmistificado e trazido para o campo da saúde mental e das relações interpessoais práticas.
A filosofia espírita comumente define a amorosidade como o amor em movimento, aplicado às pequenas interações do cotidiano. Enquanto o amor pode ser visto como um ideal grandioso, a amorosidade é a "ferramenta de trabalho". Ela envolve o autoacolhimento, o reconhecimento das próprias sombras e a aceitação do outro como ele é, sem as exigências de perfeição que caracterizam o amor romântico idealizado ou o misticismo excessivo.
O MANIFESTO ATITUDE DE AMOR
No livro Seara Bendita, o "Manifesto Atitude de Amor" surge como um divisor de águas para os trabalhadores do bem e para a sociedade em geral. Ele propõe que a mensagem de Jesus não pode mais ser vivida apenas no campo do discurso religioso, mas deve se transformar em uma postura ética e psicológica.
Os pontos centrais desse progresso incluem:
A Autotransformação sem Culpa. O amor começa na aceitação das próprias limitações. Não se ama o próximo sem antes desenvolver uma relação de compaixão com a própria trajetória.
O Fim do Julgamento. A evolução do amor no planeta exige a substituição do tribunal pela escola. O outro não é um réu a ser julgado, mas um aluno em uma série diferente da nossa.
A Afetividade como Cura. A amorosidade é apresentada como o recurso terapêutico por excelência, capaz de dissolver processos obsessivos e desajustes emocionais.
O PROGRESSO TRANSVERSAL NAS CULTURAS
Embora o referencial cristão seja central, a evolução do amor é um fenômeno global. Vemos reflexos dessa "Atitude de Amor" no conceito de Ubuntu nas culturas africanas ("Eu sou porque nós somos"), no Ahimsa (não violência) das tradições indianas e na busca pela harmonia coletiva no pensamento oriental.
A história mostra que os povos que mais prosperaram em termos de bem-estar social foram aqueles que conseguiram expandir o círculo da alteridade.
O progresso do amor no planeta é a jornada de saída do "Eu" em direção ao "Nós", culminando no "Todos".
Hoje, a ciência e a psicologia começam a validar o que o Evangelho já anunciava: a empatia e a cooperação são os motores reais da evolução biológica e social.
O PRÓXIMO PASSO DA EVOLUÇÃO
O amor em evolução não é uma linha reta, mas uma espiral ascendente. Saímos da barbárie, atravessamos a justiça legalista e estamos, agora, sendo convidados a ingressar na era da consciência amorosa.
O "Manifesto Atitude de Amor" nos lembra que o amor não é apenas um sentimento suave, mas uma força de resistência contra o ódio e a indiferença.
Amar, no estágio atual da Terra, exige coragem para ser vulnerável e maturidade para servir.
A mensagem de Jesus continua ecoando, agora revigorada por uma abordagem que une a espiritualidade ao autoconhecimento, provando que o destino final da humanidade é a plena integração na lei do amor.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
 
Referências Bibliográficas
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 2020.
DUFAUX, Ermance (Espírito). Reforma Íntima sem Martírio. Psicografado por Wanderley Soares de Oliveira. Belo Horizonte: Editora Dufaux, 2005.
OLIVEIRA, Wanderley Soares de. Seara Bendita: Atitude de Amor. Belo Horizonte: Editora Dufaux, 2012.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 131. ed. Brasília: FEB, 2013.

7.3.26

PLENITUDE

 



Reencarnação

Reflexões Importantes
*O tempo de uma nova reencarnação para os espíritos em geral é extremamente variável – alguns podem reencarnar em dias ou semanas, outros depois de vários anos ou séculos.
* Todavia, em média, os espíritos voltam a reencarnar entre vinte e cinquenta anos.
* Muitos espíritos reencarnam em corpo de condição sexual diversa da que possuíam anteriormente – na Terra, acontece, sim, com certa frequência.
* Nem sempre os espíritos têm oportunidade de reencarnar no mesmo grupo familiar em que estiveram reencarnados.
* Na grande maioria, os espíritos reencarnam por “ação mecânica” da Lei, não tendo participação consciente no fenômeno em si.
* Somente os espíritos mais lúcidos e moralmente avançados participam de seu processo reencarnatório.
* Os espíritos podem, com mais frequência que se imagina, reencarnarem em outros mundos – inclusive passando a viver, após o seu desenlace, em outras Dimensões Espirituais, próximas ou distantes.
* A Reencarnação, como já foi dito por André Luiz, no livro “Libertação”, pode ser “escravizada” por espíritos que não têm interesse no progresso da Humanidade.
* O espírito, do ponto de vista evolutivo, pode permanecer estacionário por várias reencarnações.
* Espíritos que nunca estiveram antes encarnados na Terra podem nela reencarnar – vide o substancial aumento da população terrestre na atualidade.
* Espíritos, em imensa maioria, desencarnam e tornam a reencarnar como “se nada estivesse acontecendo” de importante em sua trajetória.
* Para milhões de espíritos, a reencarnação é a imortalidade em que se aventuram sem nenhuma preocupação com a sua evolução.
* A esmagadora maioria dos espíritos não tem a menor preocupação com o coração, mas, sim, apenas com o seu umbigo.
* O Mundo Espiritual de grande parcela da Humanidade fica localizado nas adjacências da Terra – os espíritos imiscuem-se com naturalidade não apenas nos pensamentos dos homens, mas, igualmente, em suas ações.
* Quanto mais próximo do orbe terrestre, mais próximo se encontra o espírito de uma nova reencarnação.
* A Lei de Causa e Efeito, na eternidade do tempo, direta ou indiretamente, preside a todos os fenômenos reencarnatórios.
*Nem sempre o espírito volta a Terra, em novo corpo, para dar sequência ao que fazia na existência passada – pode ser que o meio o induza a desenvolver outras aptidões.
* Em geral, o espírito leva muitas existências para tomar consciência de si mesmo – Jesus Cristo é Despertador dos Espíritos Que Dormem.
*
Inácio Ferreira - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba – MG, 1 de março de 2026.

6.3.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MISSIONÁRIOS DA LUZ Cap. 16 – Incorporação




Comentário Questão 804 do Livro dos Espíritos

APTIDÕES DIFERENTES
 
Deus, sendo justo, criou todos iguais, com as mesmas aptidões. As desigualdades que se vêem, existem porque os Espíritos se encontram em escalas diferentes uns dos outros. Toma-se necessário que compreendamos essas diferenças pela maturidade da Espírito.
As aptidões diferentes não são doadas por Deus a uns e a outros não. Nós recebemos os dons e temos que desenvolvê-los. Se se precisa de algo que só o próximo pode proporcionar, é porque ainda se carece do desenvolvimento de certos dons. A força da necessidade faz com que nasça a amizade, que leva ao amor que irá gerar fortes laços de união.
Se todos já tivessem seus dons despertados, o egoísmo e o orgulho poderiam se alastrar com muita facilidade nos corações, porém, as aptidões são diversas, e sempre nos falta algo que encontramos em outros. Eis porque vivemos em sociedade. Mesmo o egoísta não deseja viver isoladamente, e o orgulhoso quer estar sempre rodeado de admiradores.
O progresso só acontece com os homens vivendo em sociedade. Um cientista precisa de todos aqueles que o rodeiam para as suas devidas experiências. Assim acontece em todos os segmentos da comunidade. Ninguém pode viver sozinho, nem os animais, nem as plantas. O próprio corpo humano é uma sociedade de órgãos que devem trabalhar em harmonia, para que a paz se instale no complexo humano. Para se formar um lar, é preciso mais de uma pessoa, e somente o amor tem o condão de ensinar os familiares a viverem em paz espiritual.
As aptidões diferentes obrigam os seres humanos a viverem em conjunto, no entanto, em se reunindo, pode haver, e sempre há, posicionamentos que geram inimizades, e para tanto, é necessário que se busquem recursos no Cristo, para apaziguar os ânimos. É bom que busquemos primeiro a oração, para que o ambiente melhore e surja o perdão. Observemos as anotações de Marcos, no capítulo onze, versículo vinte e cinco, assim nos informando das palavras do Mestre:
E quando estiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai Celestial vos perdoe as vossas ofensas.
O homem superior esquece todas as ofensas, mas o inferior ainda guarda mágoas que o fazem sofrer. O perdão é terapia divina, na divina expressão de amor. Assim, também, a fraternidade.
Não devemos maltratar o próximo, pois ele tem muito a nos dar, e que ainda não despertou em nossos corações. Somos todos iguais, pela fonte que nos gerou, e o Criador não se esqueceu de nos ofertar todo o Seu amor, que multiplica virtudes e que individualiza dons espirituais, obrigando-nos às trocas de valores espirituais e morais, em gestos elevados, assegurando-nos a união com todos os seres e todas as coisas.
Quem na Terra não precisa dos outros reinos da natureza para viver? Eles nos ofertam tudo que podem, sem preço estipulado. Qual o dever do homem para com eles? Amá-los na profundidade do seu amor. Isto é amar a Deus em todas as coisas.
Todos os homens têm as mesmas aptidões; as diferenças que se observam é que uns já despertaram e outros estão ainda dormindo, mas, na verdade, todos eles serão despertados pela força do progresso, acionados pelas mãos do tempo. Deus criou todos iguais; o que ocorre é que uns estão ainda nascendo, outros na juventude, e outros já adultos. Quem tem olhos de ver, que observe e analise essas diferenças.
 
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez