23.3.26

Apelo à Paz

Não devemos esquecer jamais a presença do Cristo em nossas vidas. Ele zela pela humanidade. Ele corrige os rumos distorcidos que infligimos às leis de Deus.
Tudo isso é importante dizer – ou reafirmar – em decorrência dos dias turbulentos que vivemos.
A humanidade sempre esteve a um triz de um conflito mundial após o acontecimento das duas grandes guerras.
O homem se empoderou de armas cada vez mais perigosas a ponto de poder destruir a si mesmo várias vezes.
É a insanidade humana que faz com que pensemos que somente armados poderemos garantir a nossa paz.
É exatamente para a mudança deste paradigma belicoso que veio até nós a presença de Jesus.
Ao confrontarmos as armas com um espírito de paz e fraternidade desmontamos qualquer ideia de artilharia e destruição.
O homem, porém, ainda preso no seu egoísmo e na necessidade de mandar nos outros provoca desequilíbrios de várias ordens e impede o progresso da humanidade em outros patamares.
O resultado está aí. Guerras em cima de guerras, destruição de patrimônio e a morte de milhares de pessoas.
Incompetente para manter um diálogo de equilíbrio e bom senso, parte-se logo para a imposição da vontade própria. Abandona-se deliberadamente o campo do entendimento para se arrojar um lamaçal de sofrimento.
Isto tem que parar!
Forças divinas atuam diuturnamente para que as consequências sejam as mínimas possíveis, senão viveríamos eternamente no pêndulo da destruição total.
Pedimos aos grandes líderes mundiais que se entendam. Ou, ao mínimo, que se sentem para conversar.
Sem imposições ou condições desastrosas.
Sem predominância do medo ou da coação pela violência.
Sem o receio de abrir mão para o benefício da paz.
A compreensão da realidade espiritual nos faz ver que as guerras não apenas se manifestam no plano físico. Na realidade, elas se originam e se perpetuam no plano do espírito.
Os desarmamentos em todos os níveis se dão também neste campo de batalha.
Eu mesmo já participei de diversas negociações. Algumas frutíferas, outras nem tanto.
Paciência!
É uma vitória aqui, uma desesperança acolá, mas jamais temos o direito de desistir.
Empenhamo-nos para que se mudem os humores e consigam, de algum modo, chegar ao entendimento, o quanto possível.
Numa guerra, seja ela qual for, não existe ganhadores. De início, todos já perderam, porque se mostram incapazes de divergir sem oprimir, debater sem atacar.
Que vença o espírito humano da paz e da fraternidade.
Não particularizemos ninguém em específico. No fundo, são forças antagônicas que se defrontam, mas, de antemão, mesmo sabendo das intempéries, o bem sempre haverá de permanecer.
Helder Camara - Blog Novas Utopias

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