22.3.26

A Verdade de cada Um

A abertura para as novas ideias em qualquer ser humano representa um parto.
Não é fácil abandonar concepções antigas, enraizadas no coração da alma, grudadas como um imã no intelecto, e renovar os pensamentos para outra direção.
Nós, espíritos desencarnados e vocês ainda militando no veículo carnal temos os mesmos comportamentos.
Não é porque “morremos” que a nossa atitude se transforma completamente. Tudo aos poucos, mas sempre.
Os pensamentos que os espíritos transmitem para os médiuns, por exemplo, possuem o filtro natural do recebedor das mensagens. No fundo, toda comunicação mediúnica é produto de uma parceria entre duas mentes.
Onde se inicia o pensamento do espírito e onde se cruza com o do médium é geralmente um ambiente nebuloso, onde cada um tem que abrir mão da sua identidade original para que o texto ou a comunicação oral seja produzida.
Em muitos aspectos, prevalece a opinião do médium sobre a do espírito. Em outros momentos, o espírito comunicante se faz vencedor. Poucas são as vezes, creiam, que a comunicação desejada sai do limbo mediúnico expressando a mais absoluta realidade das intenções do espírito. É assim mesmo, o que se pode fazer?
Eu, por exemplo, neste momento, faço-me de rogado para não afirmar categoricamente que o médium, vez por outra nesta mensagem, tende a deturpar ou induzir os meus pensamentos originais. Nem por isso, o texto final está descaracterizado da minha ideia-mãe.
Os dois lados têm que se contentar com o que é possível traduzir nas duas faces da vida.
É claro, também, que muitas vezes, escorrega-se a mão e se põe uma tinta mais carregada nas letras do espírito. O médium induz o seu pensamento para fazer prevalecer sobre o do espírito e, neste embate, vamos ajustando a mensagem como podemos.
Há, portanto, pensamentos que não são os meus, mas do médium. E vice-versa. Cabe ao leitor, lendo o conjunto da obra, separar o que é de um do que é do outro, e tirar a sua própria conclusão, até porque espírito que está morto não é, necessariamente, dono da verdade. Quando muito da sua e olhe lá que tamanho de verdade é esta.
A sabedoria, meus caros, se adquire ao longo dos evos e nunca estaremos paralisados no aprender espiritual, não é verdade?
Minha colocação nestes termos se faz pertinente porque tudo o que se produz tende a se ter uma crítica, boa ou má, confiável ou não, mas é o atributo que alguém que lê dá ao que se escreve. Em mediunidade também não pode ser diferente.
Vejo que médiuns estão utilizando meu nome por aí só porque sou irreverente ou desejam falar coisas que eu falo e não têm a coragem de fazê-lo por conta própria. Ou seja, colocam palavras na minha boca que eu jamais pronunciei. E depois vivem dizendo por aí que Dr. Inácio disse isso ou disse aquilo.
Quando eu vejo os discursos atribuídos a mim sem que eu tenha escrito nada daquilo, já ganharam o mundo e eu levando “pau” sem saber. Que injustiça!
Agora mesmo disseram que eu havia atribuído a determinado espírito a pecha de inocente em determinado caso no passado. Eu estaria afiançando a sua inocência. Eu fiquei furioso quando soube daquilo, afinal de contas, eu nem presenciei o fato.
A credibilidade do que se diz é algo muito importante para se estar chacoteando com a verdade.
Meus caros, eu vou me despedir por aqui, mas deixo bem claro que minhas opiniões são apenas as minhas opiniões.
Quem quiser gostar delas que o façam por conta própria. Quem discordar, façam com a mesma lealdade que eu empresto a opinião de cada um.
A verdade, no entanto, sempre triunfará. Cedo ou tarde, ela se mostrará claramente para todos e aí não será mais uma questão de opinião, mas de constatação da realidade.
Fico por aqui.
Inácio Ferreira - Blog de Carlos Pereira.

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