31.5.26

DESENCANTO Livro espírita a venda na LER Livros


 

Duas Perguntas Para Provocar

Duas Perguntas
Para Provocar

Estas são de “O Livro dos Espíritos”:
714. Que pensar do homem que procura nos excessos de toda espécie um refinamento de seus gozos?
Pobre criatura, que devemos lastimar e não invejar, porque está bem próxima da morte!
714-a. É da morte física ou da morte moral que ele se aproxima?
De uma e de outra.
*
Que o homem que se excede em seus gozos, está próximo da morte física não padece dúvida, a questão é a sua “morte moral”, a que os Espíritos Superiores se referiram.
*
MORTE MORAL?!
*
Os Espíritos, porventura, estariam se referindo ao fenômeno da “ovoidização”, que André Luiz estuda à saciedade em sua Obra?! Seria a degradação da forma?! Sabemos que o espírito não retrograda quanto às suas conquistas morais e intelectuais, mas que, quanto à forma, que lhe reflete o estado íntimo, sim.
*
Como um espírito que se “ovoidizou”, regressou ao seu estado de “mônada”, conseguirá se reerguer, de vez que, para tanto, lhe falece completamente a vontade?!
*
Ocorrendo ao ser o que os Espíritos chamaram de “morte moral”, como lhe haverá de ficar a vida intelectual?! Aprende-se com o Espiritismo que somente quando o espírito alcança a láurea da razão ele passa a se responsabilizar pelos seus atos, em gradativo uso do livre arbítrio.
*
A “segunda morte” que os Espíritos mencionam seria pelo fenômeno da “ovoidização”, ou existe algo que eles tentaram mencionar e, por enquanto, preferiram omitir?!
*
Sei que os nossos internautas esperam por respostas nossas às perguntas propostas, não obstante, afirmamos que também estamos no estudo do assunto – todavia, de minha parte, sempre penso no que afirma a filosofia oriental ao referir-se aos fenômenos denominados “Big Bang” e “Big Crunch”...
*
Não lhes parece que, espiritualmente, o “Big Crunch” pode ocorrer com a degradação moral absoluta, quanto pela suprema evolução, com a perda da total individualidade?!
*
“Eu e o Pai somos Um”.
Jesus, como individualidade, não teria, ao se unir em plenitude com o Criador, deixado de ser para, realmente, Ser?!
*
Convém, pois, que, sobre o assunto, a fim de sairmos da mesmice, raciocinemos juntos – e, se possível, sem jogar a saia na cabeça, e nem cantar o refrão: “Tá todo mundo louco, oba!...”
*
Estou quase convencido que, em drásticas situações, o espírito carece de ser “resetado”.
Inácio Ferreira - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 31 de julho de 2026.

29.5.26

A DERRADEIRA ESPERANÇA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 813 do Livro dos Espíritos

CULPA DA SOCIEDADE
A sociedade, em muitos casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo trinta:
Então lhes disseram eles:
Que sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as conseqüências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido, onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

28.5.26

VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria



 

ESPÍRITA !

Lafayette Melo *
 
Atende à dor maior a bramir quando passas:
Homens na idade anciã gemendo em noite fria...
Infratores da Lei sob as trevas madraças...
Pais a implorar trabalho e pão de cada dia...
 
Jovens no imenso caos de aventuras devassas...
Anônimos abrindo o corpo à Anatomia...
Mil pedintes sem rumo a esmolar pelas praças...
Mulheres onde o crime, em sombra, assalta e espia...
 
Petizes a esperar quem os peça primeiro...
Enfermos sem socorro, ao léu da prova escura...
E mães cata-papéis junto ao lixo-celeiro...
 
A Religião da Luz não se isola no Templo ;
Qual pábulo de amor para toda criatura,
A grandeza da Fé fulge e cresce no exemplo!...
 
(*) Filho de Desidério de Melo e de D.Clarinda de Melo, LM, além de poeta, foi professor, poliglota e jornalista. Um dos fundadores e diretores de O Garoto, em sua terra natal. Órfão de pai desde cedo, foi um autodidata. Desde que se tornou espírita, passou a ser devotado colaborador de A Flama (hoje, A Flama Espírita), semanário espírita uberabense, com sonetos bem trabalhados, de conteúdo doutrinário. (Uberaba, Minas, 21 de Outubro de 1892 – Patrocínio, Minas, 15 de Agosto de 1953.)
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

27.5.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE


 

Amor e Reencarnação

“Quando Jesus pronunciou esta palavra divina, amor, essa palavra fez estremecer os povos, e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo, a seu turno, vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino; estai atentos, porque esta palavra ergue a pedra dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela ao homem maravilhado seu patrimônio intelectual; não é mais aos suplícios que ela o conduz, mas à conquista do seu ser, elevado e transfigurado.”
*
Talvez que esta página de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, em seu capítulo XI, intitulada “A Lei de Amor”, de autoria de Lázaro, ditada em Paris, no ano de 1862, seja uma das mais importantes de todo “O Evangelho”, porquanto, de fato, sem o Amor e a Reencarnação, a Humanidade não encontra caminho para significar a si mesma.
*
Transcorra o tempo que transcorrer, avance a Ciência quanto avançar e evolua a Religião quanto possa, sem que o homem vivencie o Amor e aceite que somente a Reencarnação confere lógica à Criação Divina, ele apenas conseguirá aumentar a sua angústia de viver, não encontrando respostas para as grandes dúvidas que o atormentam.
*
O Amor nos induz à crença na Imortalidade e, por sua vez, a Imortalidade nos leva a deduzir quanto à lógica da Reencarnação, porquanto a Imortalidade sem respaldo na evolução moral da criatura carece de sentido.
Como haveria de sobreviver o injusto, desfrutando, em sua sobrevivência, das mesmas benesses que o justo?!
E admitir que o Criador fracasse em uma só de suas criaturas é não lhe considerar Todo Sábio e Bom, passando, então, a atribuir ao acaso a Obra Inteligente da Criação Universal.
*
A necessidade de amar e de renascer crescendo de vida em vida, impor-se-á, pois, sem que nenhuma doutrina religiosa ou filosófica advogue-lhe a imprescindibilidade – há de ser consequência natural da expansão da consciência que, na maioria, ainda dormita.
*
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, antecipa-nos, talvez, em séculos, o que, por fim, há de se integrar ao patrimônio moral e intelectual do espírito humano, não mais por mera crença oriunda da revelação, mas por certeza inquestionável que jogará por terra todo o preconceito e fanatismo.
*
Sem Amor e sem Reencarnação, a Terra seria, no Oceano Cósmico, uma embarcação à deriva, com data mais ou menos prevista para naufragar por completo, levando consigo todos os seus tripulantes.
Carlos A. Baccelli - INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 24 de maio de 2026.

24.5.26

DEPRESSÃO Causas, Consequências e Tratamento Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO

    I. O QUE É CARIDADE?
     Caridade é a expressão do amor pelo próximo.
     "Faço o que quero" é a filosofia de quem ainda é materialista e egoísta.
     Nela, não há qualquer respeito pelo semelhante.
     "Não faço aos outros o que não quero que façam a mim" é a filosofia da pessoa comum, de mediana evolução espiritual. Nela, já há respeito pelos semelhantes, certo senso de justiça.
     "Faço aos outros o que quero que façam a mim" é a filosofia da pessoa caridosa. Nela, há não só respeito para com os semelhantes mas também uma benévola disposição íntima em favor deles, que leva a servi-ls em puro sentimento de solidariedade.
    II. SUAS CARACTERÍSTICAS
     Diz o apóstolo Paulo, na I Epístola aos Coríntios (cap. 13 vs. 4 a 7) que a caridade é:
     - paciente: persevera tranqüilamente na disposição de ajudar;
     - benigna: benfazeja, só faz o que é bom;
     - não é invejosa: quer o bem para o seu semelhante, portanto não inveja o que ele esteja conseguindo, realizando ou recebendo de bom;
     - não se ufana: não se vangloria de si mesma ou do bem que faz ("Não saiba a sua mão esquerda o que faz a sua mão direita");
     - não se ensoberbece: não se coloca acima do seu semelhante, não se julga melhor nem com mais direitos do que as outras criaturas;
     - não se porta inconvenientemente: não age de modo precipitado, temerário, nem indecoroso;
     - não busca o seu interesse: o que faz é pensando unicamente em beneficiar o próximo;
     - não se irrita: não se altera por coisa alguma (incompreensão, maledicência, ingratidão, indiferença), nem perde o gosto de praticar o bem;
     - não se alegra com a injustiça: enquanto houver injustiça não pode haver verdadeira paz e felicidade para ninguém;
     - não suspeita mal: não atribui maldade ao próximo não pensa mal dos outros nem fala mal de ninguém;
     - mas rejubila-se com a verdade: porque esta é a pedra de toque de todas as realizações e o bem básico para todas as criaturas  ("Seja o vosso falar sim, sim, não, não");
     - tudo sofre: recebe o mal sem revidá-lo, desculpa sempre ("Pai, perdoa-­lhes, porque eles não sabem o que fazem");
     - tudo crê: confia em Deus e também nas pessoas, pois são criação divina (Jesus a Judas, no horto: "Amigo, a que vens?");
     - tudo espera: porque na lei divina o bem sempre terá natural retribuição e mesmo o mal, se bem enfrentado e suportado, resultará num bem;
     - tudo suporta: agüenta dificuldades e dores, aceita encargos e responsabilidades, mantém serviços e tarefas. ("Aquele que perseverar até o fim será salvo".)
    III. NECESSIDADE DA CARIDADE
     É por desígnio divino que vivemos em sociedade, porque, assim, nossas qualidades se complementam umas às outras e podemos nos auxiliar mutuamente.
     Sem a caridade, porém, o egoísmo impera, ninguém respeita nem ajuda a ninguém, tornando o viver mais difícil, doloroso e triste.
     Somente praticando a caridade (sendo fraternos e estando dispostos a nos ajudarmos mutuamente) chegaremos a nos realizar inteiramente, tanto por desenvolver as virtudes e qualidades que trazemos em potencial, como por alcançarmos um relacionamento bom e profundo com nossos semelhantes. E, também, conseguiremos construir um mundo melhor, mais solidário e feliz.
     A caridade é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo, justamente os maiores obstáculos ao progresso moral, nosso e da sociedade.
     Por isso, dizia ainda o apóstolo Paulo (I Cor. 13 vs. 1-3):
     "Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que tine.
     "Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que possua a fé em plenitude, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.
     "Ainda que distribua todos os meus bens em esmolas e entregue o meu corpo a fim de ser queimado, se não tiver caridade, nada me aproveita."
     Jesus ensinou que devemos "Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo". Mas ninguém ama a Deus sem amar o seu próximo (que é obra do próprio Deus). "Se alguém diz que ama a Deus e não ama ao seu próximo é um mentiroso, pois se não ama ao próximo, a quem vê, como pode amar a quem não vê?" (Jo. 4:20.)
     O apóstolo Paulo concluiu seus comentários sobre a caridade, dizendo:
     "Agora, pois, permanecem estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade; porém a maior delas é a caridade".
     O Espiritismo, concordando com os ensinos evangélicos, adota por lema: "Fora da caridade não há salvação".
    IV. COMO PRATICAR A CARIDADE?
     Pensar no semelhante, procurar propiciar o que ele precisa ou o que possa contentá-lo legitimamente.
     Caridade material
     É a que se faz com coisas materiais.
     Dar do supérfluo que se tem, daquilo que nos sobra, é apenas dever.
     Dar, visando algum interesse, não é a caridade, é barganha, é troca.
     Quando se quer mesmo ajudar ou contentar alguém em sentimento caridoso, damos até o que não é supérfluo para nós, do que nos é necessário e até do que nos faz falta. Ex.: a esmola da viúva pobre. (Mc. 12 v 42-44.)
     A fim de que a caridade material não seja humilhante para quem dela precisa, juntar ao que se dá palavras gentis, um sorriso, uma vibração de amor.
     Se possível, fazer que a pessoa se sinta produzindo algo em troca ou, de alguma maneira, ajudando a nós ou a outros, para preservar assim sua dignidade pessoal.
     Caridade moral
     Todos podem praticá-la, pois todos podem dar de si mesmos, de seu tempo, de seu trabalho, de seu conhecimento, de sua inteligência ou aptidões, de sua atenção, de sua tolerância, de sua indulgência, de seu perdão, de seu consolo, de seu amparo, simpatia, sorriso, de sua orientação, de seu amor.
     A prática de qualquer virtude em benefício de alguém é caridade.
     É caridade, em alto grau, ajudar alguém a equilibrar-se, desenvolver-se e ser capaz de bastar-se material ou espiritualmente. (Não apenas dar o peixe mas ensinar a pescar.)
Livro consultado:
De Allan Kardec:
- "O Evangelho segundo o Espiritismo", cap. XV.

23.5.26

CHICO XAVIER o médium dos pés descalços Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Celebrando o Natal

Embora mergulhada em sombra e dor,
Eis que, de novo, a Terra resplandece,
Sob o clarão da Estrela que aparece
Acendendo no céu a luz do amor...
 
Então, a Humanidade em desamor,
Surpresa ente o prodígio que acontece,
Unindo sua voz em uma prece
Celebra o Natalício do Senhor...
 
Países nas fronteiras encerrados
Dispõem-se a hospedar refugiados,
Irmãos na prova de qualquer idade...
 
É assim que o homem ao partir o pão,
Dividindo com o outro o coração,
Descobre que Jesus é Caridade!...
 
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”.

22.5.26

DEPOIS DA MORTE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 813 do Livro dos Espíritos

CULPA DA SOCIEDADE
A sociedade, em muitos casos, é culpada pela decadência moral, e mesmo física, dos seus membros. Essa parcela de culpa é que gera o carma coletivo, que vai se avolumando e em determinada época transborda em tormentos sobre a coletividade.
O Cristo veio nos ajudar neste sentido, a educar as criaturas em tudo o que lhes possa aliviar as faltas e até mesmo extinguir o chamado pecado. Devemos ler e meditar os ensinamentos de Jesus, para reconhecer a nossa posição ante a sociedade em que vivemos. Se não partilhamos com o mal para os povos, não sofreremos os reveses desse mal; se nossas sementes forem boas, colheremos os frutos correspondentes ao que semeamos. Isso é lei da justiça que vibra em toda parte.
Ninguém recebe o que não merece, em qualquer campo de trabalho na vinha do Pai. Em todos esses sofrimentos coletivos, quase sempre todos nós temos culpas, porque, se não estamos efetivamente ajudando a errar, estamos pensando, criando ideias inadequadas, de modo a inspirar os mais ignorantes para praticar o mal. Isso é muito sério. O filho, quando sai, volta depois à casa paterna; também, e principalmente em relação aos pensamentos, como sementes de vida que são semeadas por nós na lavoura de Deus, os frutos vêm ao nosso encontro, como o que pedimos a Deus.
Para que a humanidade creia nesta verdade do plantio e colheita, é necessário que aconteça o fenômeno com ela. Para esse exemplo, vamos consultar João, no capítulo seis, versículo trinta:
Então lhes disseram eles:
Que sinal fazes para que os vejamos e creiamos em ti? Quais são os teus feitos?
Os sinais dos feitos realizados por eles aparecerão nos caminhos humanos. Tudo que se faz, tem a resposta com a mesma qualidade de sentimentos. Somente assim podemos reconhecer que não vale a pena fazer o mal, porque esse mal se transforma em espinhos para os nossos caminhos.
É muito difícil, mas sempre existem pessoas dentro da sociedade que já se educaram e não sofrem as conseqüências do carma coletivo. A lei o defende e o justo é sempre protegido, onde quer que esteja, pela graça e o amor de Deus. Até a natureza o defende de todas as investidas do mal.
Devemos empregar o nosso tempo na própria elevação espiritual, não esquecendo do nosso próximo naquilo que possa ajudá-lo pois essa semente do bem-estar que semeamos, virá garantir em nossas mãos o fruto de luz que tem o poder de saciar a nossa consciência. é possível que todos entendam a verdade, mas para isso é preciso tempo, porque somente pela maturidade espiritual pode-se chegar a este estado de graça. Antes disso, deveremos passar por caminhos dolorosos, colhendo o que plantamos e morando na casa moral que nós mesmos edificamos para o coração.
A vida é um processo de dar e receber, selecionando essas dádivas pela Lei de Justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

21.5.26

DESPERTE e SEJA FEIZ Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ESCALADA

João da CRUZ E SOUZA*

Louva o suplício da matéria escrava,
No turbilhão de cárceres e algemas.
E canta, coração, inda que espremas
O fel da própria dor em pranto e lava.
 
Chora e avança cansado, mas não temas;
Sangrem-te embora os pés na urtiga brava,
Caminha imune al lodo que deprava,
Purificado em lágrimas supremas.
 
51  Indiferente às cóleras e às fúrias,
Apaga o fogo das paixões espúrias,
Sofre humilde e sereno por vencê-las...
 
Peregrino de trágico deserto,
Um dia, subirás, enfim liberto,
Gema solar em túnica de estrelas!...
____________________
(*) Filho de pais escravos, Cruz e Souza é a figura mais expressiva do Simbolismo no Brasil e, ao lado de Mallarmé e Stefan George, um dos grandes nomes do movimento simbolista no mundo, segundo Roger Bastide. 《Tinha》 - escreveu seu grande amigo Virgílio Várzea (apud A. Muricy, Pan. Mov. Sim. Brás., I, pág. 98) - 《uma grande paixão pelas idéias humanitárias, e serviu-as sempre, como um fanático, sem se poupar sacrifícios, na tribuna, em praça pública e principalmente no jornalismo.》 Tendo sofrido acerbas provações, naturalmente dentro das dívidas cármicas, o grande poeta continua, hoje, em afanosa luta pela difusão das 《ideais humanitárias》, entre as quais agora incluiu o Espiritismo e o Esperanto, a corroborar que a vida, com efeito, não cessa no túmulo. Principalmente no setor esperantista, o artista de Faróis é uma personalidade atuante na Espiritualidade. Em 1961, ano em que se comemorou, em todo o Brasil, o primeiro centenário de seu nascimento, os mais representativos centros culturais do país lhe tributaram mil e uma homenagens, culminando com a publicação de suas Obras Completas, organizadas por Andrade Muricy, em primorosa apresentação, pela Editora José Aguilar Ltda. A extraordinária produção do genial poeta provocou, dos que o rodeavam, os epítetos de 《Cisne Negro》, 《Dante Negro》,《Poeta Negro》, epítetos – diz A. Muricy (op. Cit.,pág. 101) 《compreendidos no senso mais elevado e consecratório de tais expressões》. (Desterro, hoje Florianópolis, SC, 24 de Novembro de 1861 – Sítio, atual Antônio Carlos, Minas Gerais, 19 de Março de 1898.)
BIBLIOGRAFIA: Broqueis; Evocações; Faróis; Últimos Sonetos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

19.5.26

DEIXE-ME PARTIR Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta deLimeira de 19.05.2026

 

MATÉRIA E FORÇA VITAL

Quando cessa a vida nos seres orgânicos, a matéria se decompõe, por força de determinadas leis que a sustentam e regulam. O princípio vital na criação move os canais de circulação no corpo, deixa-o, após um tempo, retornando à sua fonte e volta a circular no universo em todas as direções, na ordenação da vida. Essa energia divina dá entrada no embrião humano, com duas semanas e meia, pelo ajustamento do chacra cardíaco do perispírito, ao corpo em formação. Daí é que começa o primeiro impulso do coração, em movimento. Essa força vital é inquietante. Ela se esgota por meios diversos mas, se abastece por variadas formas. Assim como os pulmões extraem o oxigênio do ar para purificação do sangue, aliviando a tensão do cérebro para equilíbrio do corpo, os centros de força (chacras) extraem do mesmo ar, e fora dele, o hálito divino, na divina sequência dos seus movimentos, abastecendo de força vital a forma física, para que ela continue com os seus movimentos instintivos e as suas defesas naturais, no regime de vida que deve levar. E a mente não deixa de ser um fator muito importante neste trabalho, quando ela é educada nos moldes que a ciência do Espírito estabelece, reforçado no Evangelho de Jesus. O agente vital sensibiliza o corpo para que o Espírito possa manejá-lo de acordo com as suas necessidades. Para cada ser humano há uma cota de energia vital, que pode ser diminuída ou aumentada, de acordo com a capacidade de cada um. A morte do corpo é, pois, a ausência dessa força. A força vital é o beijo da luz em seu movimento permanente, e o Espírito é o amor de Deus, como atributo do Seu coração para os corações de Seus filhos, mostrando-lhes os caminhos que levam à felicidade.

Filosofia Espírita L.E.70 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

18.5.26

CARTAS do Dr. INÁCIO aos ESPÍRITAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

O Choque Geracional nos Ambientes Espíritas

Um filme que utilizei bastante como exemplo de mudança organizacional nas minhas capacitações para gestores e lideranças foi “Mudança de Hábito”, 1992.
A cena em que os jovens da vizinhança entram na igreja de St. Katherine é o grande ponto de virada do filme. Ela simboliza a quebra da barreira entre a instituição religiosa rígida e a comunidade vibrante, mas negligenciada ao redor.
Antes da chegada de Deloris Van Cartier (Whoopi Goldberg), a paróquia de St. Katherine era um lugar sombrio, vazio e desconectado da realidade brutal das ruas de São Francisco.
A Madre Superiora acreditava que a igreja deveria ser um refúgio de silêncio e tradição, mas isso só afastava as pessoas. O coral das freiras era, honestamente, terrível — desafinado e sem vida.
Quando Deloris assume a regência do coral e decide que, para atrair as pessoas, a música precisa ter alma e ritmo. Ela começa a infundir clássicos religiosos com a energia do Motown e do Soul.
Enquanto as freiras ensaiam e se apresentam com uma nova roupagem, as portas da igreja, que antes ficavam fechadas, são abertas.
Na rua, os jovens que costumam passar o tempo jogando basquete ou apenas vagando pelo bairro param o que estão fazendo. Eles ouvem um som que não reconhecem como "música de igreja": é rítmico, animado e contagiante.
Atraídos pela batida de músicas eles se aproximam timidamente da entrada. A expressão no rosto deles é de choque ao verem as freiras dançando e cantando com energia.
Aos poucos, eles começam a preencher os bancos do fundo. O que era um deserto de bancos vazios começa a se transformar em um espaço multicultural e multigeracional.
A cena atinge seu ápice quando o coral transita de um canto gregoriano tradicional para um arranjo explosivo de música pop adaptada.
Eles não apenas assistem; eles começam a bater palmas e a se mover no ritmo da música. A igreja deixa de ser um museu de silêncio para se tornar o centro da comunidade.
Essa cena é fundamental porque prova o ponto de Deloris: para salvar a paróquia, que corria o risco de ser fechada pelo Bispo por falta de fundos e fiéis, era preciso falar a língua do povo.
É nesse momento que a Madre Superiora percebe que, embora os métodos de Deloris sejam heterodoxos, eles trouxeram de volta a vida e a esperança para St. Katherine.
O que a descrição desta cena tem a ver com o atual momento do movimento espírita brasileiro, de maneira geral, e especialmente com relação à presença dos jovens nas casas espíritas?
Creio que o Movimento Espírita se encontra em uma encruzilhada histórica. Se, por um lado, a base doutrinária sistematizada por Allan Kardec no século XIX mantém-se atual em sua essência filosófica e científica, por outro, as estruturas organizacionais das casas espíritas enfrentam o desafio de dialogar com as gerações Z e Alpha.
As gerações atuais são marcadas pela hiperconectividade e pelo acesso instantâneo à informação. A Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010) e a Geração Alpha (pós-2010) possuem um perfil pragmático e um forte senso de justiça social.
Para esses jovens, o conhecimento não é algo a ser recebido passivamente de uma autoridade, mas construído coletivamente. Eles valorizam a transparência, a diversidade e a aplicabilidade prática dos conceitos aprendidos, rejeitando formalismos vazios ou dogmatismos velados – sim, apesar de não caber, o Espiritismo está cheio de dogmatismos.
Tradicionalmente, muitas casas espíritas operam sob um modelo hierárquico herdado das gerações Baby Boomer e X. Este modelo prioriza a palestra expositiva, onde o público assume um papel passivo, e cursos com currículos rígidos e lineares.
O funcionamento das novas mentes, no entanto, é em rede, não linear. Enquanto o centro busca a preservação de tradições e rituais de convivência, os jovens buscam agilidade, diálogo e uma linguagem que reflita os dilemas contemporâneos, como saúde mental, sustentabilidade e identidade.
A maior convergência entre a doutrina e as novas gerações reside na "fé raciocinada". O convite kardequiano ao questionamento e à análise científica atrai naturalmente o jovem que desconfia de dogmas – verdades absolutas, inquestionáveis, intocáveis.
Além disso, o foco na caridade e no auxílio ao próximo ressoa com o desejo de impacto social positivo dessas gerações. Eles, entretanto, querem mais. Desejam transformar o status quo. Querem implantar projetos sustentáveis de promoção social, de libertação do assistencialismo.
As divergências também surgem na forma do aprendizado espírita: a linguagem rebuscada, a resistência ao uso de tecnologias durante os estudos e o conservadorismo moral em temas sociais urgentes criam uma barreira que impede o sentimento de pertencimento.
Para acolher as novas gerações, o movimento espírita precisa transitar do modelo de transmissão bancária do conhecimento (vide Paulo Freire) para o modelo de participação. Isso implica a adoção de metodologias ativas, onde o estudo se dê por meio de debates, oficinas e produção de conteúdo digital.
É necessário que a casa espírita se torne um "espaço seguro" para o diálogo sobre questões da atualidade, sem julgamentos moralistas, mas com base na ética do Evangelho.
A digitalização do acolhimento e a inclusão do jovem nos processos de tomada de decisão das instituições são passos fundamentais para garantir a continuidade da mensagem espírita no futuro.
Se sempre ocorreu hiatos no choque de gerações em qualquer campo do saber, no desdobrar das épocas, o choque geracional em curso é mais profundo e radical.
Nunca as novas gerações estiveram tão sedentas de espiritualidade, sobretudo para fomentar as transformações que imagina introduzir na sociedade, mas o modelo clerical catolicista que foi adotado nos ambientes espiritistas impede a eclosão destas mudanças.
Quando será que abandonaremos os nossos mesmismos e adotaremos a nossa mudança de hábito?
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Brasília: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo. Brasília: FEB, 2013.
LIMA, Marcus Vinicius de. Espiritismo e Juventude: diálogos necessários. Rio de Janeiro: CELD, 2018.
PRENSKY, Marc. Nativos Digitais, Imigrantes Digitais. On the Horizon, MCB University Press, v. 9, n. 5, out.
TEIXEIRA, Raul. Desafios da Educação. Pelo Espírito Camilo. Niterói: 2001. Frázio, 2005.

16.5.26

OS EXILADOS DA CAPELA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Psicologia Transpessoal: Dois Passos a Mais

A trajetória da psicologia como ciência sempre foi marcada por uma busca incessante pela compreensão da psique humana. Foi apenas na segunda metade do século XX, contudo, que a disciplina se permitiu atravessar o portal do ego para explorar o que há de mais profundo e transcendente no ser.
Até a década de 1960, o cenário psicológico era dominado por três grandes correntes: (1) o Behaviorismo, focado no comportamento observável; (2) a Psicanálise, focada no inconsciente biográfico; e o (3) Humanismo, focado na autorrealização.
Embora revolucionárias, muitos teóricos sentiam que faltava algo essencial: a dimensão espiritual e os estados não ordinários de consciência.
Em 1967, nomes como Abraham Maslow, Anthony Sutich e Stanislav Grof fundaram a Psicologia Transpessoal.
Ela surgiu como a "Quarta Força", propondo que o ser humano não é apenas um conjunto de reflexos ou traumas infantis, mas um ser dotado de uma centelha transcendente.
Seu foco principal esteve no estudo de experiências de pico, estados místicos, intuição e a conexão com o sagrado. Trouxe uma mudança de paradigma: o ego deixa de ser o fim último da terapia para se tornar um veículo da consciência expandida.
Apesar dos avanços da Psicologia Transpessoal acadêmica, existe uma lacuna entre a teoria e a prática da autotransformação profunda.
É neste ponto que o estudo das obras de Joanna de Ângelis e dos conteúdos recebidos por Eva Pierrakos se tornam não apenas útil, mas necessário para uma psicologia integral.
A mentora espiritual, através da psicografia de Divaldo Pereira Franco, construiu uma obra monumental que faz a ponte perfeita entre a doutrina espírita e a psicologia profunda, especialmente a Junguiana.
Joanna de Ângelis oferece uma compreensão do "Ser Imortal". Ela detalha como as sombras e os complexos não são apenas desta vida, mas heranças de um passado reencarnacionista.
Sua abordagem foca na autocura através do autoconhecimento e da aplicação das leis de amor, trazendo uma ética transcendente que a psicologia acadêmica muitas vezes evita.
Já o Pathwork (Trabalho do Caminho) é um corpo de 258 palestras canalizadas por Eva Pierrakos que foca no desvendamento do Eu Sombrio para a liberação do Eu Superior.
O Pathwork é prático e absolutamente honesto sobre a negatividade humana.
Enquanto muitas correntes transpessoais podem não se aprofundar no uso da espiritualidade para evitar traumas reais, o Pathwork exige que o indivíduo encare sua máscara e sua maldade interna para que a luz verdadeira possa emergir.
A incorporação desses conteúdos pela psicologia transpessoal, em especial, permitiria uma visão do homem que é, ao mesmo tempo, científica e transcendente.
Primeiramente, porque Joanna de Ângelis fornece o mapa da imortalidade e da evolução do ser através dos tempos.
Depois porque Eva Pierrakos, canalizando os ensinamentos do “Guia”, fornece as ferramentas de mineração psicológica para limpar o terreno da personalidade.
Estudar essas fontes é reconhecer que a saúde mental não é apenas a ausência de sintomas, mas o alinhamento pleno da criatura com o seu Criador e com o seu propósito cósmico.
A Psicologia Transpessoal deve dar estes passos a mais – e como qualquer disciplina que se pretenda científica – permitir-se investigar e incorporar conteúdos que são provindos da dimensão espiritual, base de inspiração da transpessoalidade.
Um cenário, no entanto, é certo: a psicologia do futuro será, inevitavelmente, uma psicologia da alma.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Pós-Graduado em Psicologia Transpessoal pela Faculdade de São Marcos – MG.
 
Referências Bibliográficas
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Autodescobrimento: uma busca interior. 1. ed. Salvador: LEAL, 1995. (Série Psicológica, v. 2).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Despertar do Espírito. 1. ed. Salvador: LEAL, 2000. (Série Psicológica, v. 7).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). O Ser Consciente. 1. ed. Salvador: LEAL, 1993. (Série Psicológica, v. 1).
FRANCO, Divaldo Pereira; ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Triunfo Pessoal. 1. ed. Salvador: LEAL, 2002. (Série Psicológica, v. 9).
GROF, Stanislav. Além do Cérebro: nascimento, morte e transcendência em psicoterapia. Rio de Janeiro: Welt, 1987.
JUNG, Carl Gustav. O Eu e o Inconsciente. Tradução de Dora Ferreira da Silva. Petrópolis: Vozes, 2011.
MASLOW, Abraham H. Introdução à Psicologia do Ser. 2. ed. Rio de Janeiro: Eldorado, 1972.
PIERRAKOS, Eva. O Caminho da Autotransformação. Tradução de Gilson César Cardoso de Sousa. São Paulo: Cultrix, 1992.
PIERRAKOS, Eva. Não Temas o Mal: o método do Pathwork para transformar o eu inferior e encontrar a aceitação de si mesmo. São Paulo: Cultrix, 1996.
PIERRAKOS, Eva; THESENGA, Donovan. Criando União: o método do Pathwork para relacionamentos. São Paulo: Cultrix, 1995.
SALDANHA, Vera. A Psicologia Transpessoal: abordagem integrada de saúde e educação. Ijuí: Unijuí, 2008.
SUTICH, Anthony. The emergence of the Transpersonal Orientation: a personal note. Journal of Transpersonal Psychology, v. 1, n. 1, 1969.

15.5.26

DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria



Comentário Questão 812 do Livro dos Espíritos

O BEM-ESTAR
 
O bem-estar é relativo entre os homens e mesmo entre os Espíritos desencarnados. Acontece conforme a evolução de cada um. Os Espíritos, tanto os encarnados quanto os desencarnados, apresentam aptidões diferentes de uns para com os outros. Cada criatura tem uma idade sideral e já tem dons despertados que outros não têm.
O bem-estar está sendo dirigido pelas mesmas leis que regem a igualdade: cada criatura sente esse bem-estar de acordo com a escala a que pertence no progresso espiritual. O entendimento dos homens, de uns para com os outros, depende do progresso das criaturas. Sem maturidade espiritual, não pode existir união, que somente o amor pode fazer.
O homem mais ou menos primitivo é impedido de conhecer as leis, portanto, ele desconhece os métodos de adquirir o seu bem-estar. É falta de maturidade. O homem ignorante é dado ao egoísmo, querendo o bem-estar somente para si. Ele parece se esquecer dos seus semelhantes e não se incomoda com os sofrimentos do próximo.
Consultemos Lucas, no capítulo vinte e quatro, versículo dezesseis, quando ele se refere ao impedimento de ver:
Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer.
A ignorância, por imaturidade pessoal, impede, não somente os olhos, mas todos os sentidos de manifestar a verdade, por desconhecê-la. Quem não ama e não é afeito à justiça, dificulta todos os meios de perceber a realidade. Se se juntam muitos deles, para trocar ideias, dar e receber orientações, são cegos guiando cegos, e todos caem no despenhadeiro do erro.
As leis que regem todas as pessoas, quando são conhecidas e obedecidas pelos Espíritos, começam a tornar visível nos corações o bem-estar, pela serenidade da consciência.
Deus nos criou para a felicidade e age para que possamos entender Sua vontade e conhecermos a nós mesmos.
Se queremos aumentar o nosso bem-estar, na faixa de vida que levamos, não esqueçamos a prática da caridade, que ela, bem conduzida, nos levará às portas da verdadeira felicidade. O Espiritismo mostra normas elevadas capazes de nos conduzirem para grandes entendimentos, por nos fazerem conhecer a nós mesmos e combater as nossas próprias inferioridades.
"O Livro dos Espíritos" constitui a força basilar da Doutrina dos Espíritos, modulando nossas energias e irradiando nossas forças de amor, se a temos, para os que sofrem e são perseguidos.
Todos queremos o bem-estar, mas ele custa o preço do esforço próprio. Deus tudo fez e colocou à disposição de quem ama mais. Trabalhemos buscando o bem-estar de todos, que todo trabalhador é digno do seu salário, e o salário da alma que entendeu e pratica a caridade é o bem-estar espiritual permanente no coração, que verte da consciência.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

14.5.26

A INTRUSA Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ESPERA, ESPERA

Lívio Barreto

Sorve a taça de pranto a descoberto,
Minha doce rainha desterrada;
Se a neblina da noite ensombra a estrada,
A luz da aurora fulgura vem perto...
 
Choras de olhar cansado no deserto,
Choro fitando a abóbada estrelada,
Sofres, alma querida, reencarnada,
Meus anseias de espírito liberto...
 
Clamas por fé... Minhalma te responde...
Ouves a minha voz não sabes de onde,
– Clarão de amor na névoa fugidia!...
 
Vence a grande aflição... A primavera
Chegará vitoriosa... Espera, espera...
Esperar é o meu pão de cada dia.
     
(*) De origem humilde, caixeiro e, mais tarde, modesto guarda-livros, Lívio Barreto foi um artista emérito do verso. Era, segundo Mario Linhares, “o de mais viva originalidade” do grupo da “Padaria Espiritual”, famosa entidade literária de Fortaleza, da qual foi ele, LB, um dos fundadores, tomando o pseudônimo acadêmico de Lucas Bizarro. Artur Teófilo (in O Pão, órgão da Padaria Espiritual, 15 de Outubro de 1895) informa que LB teve na vida uma paixão que o acompanhou, mais e mais insistente, até à morte. E acrescenta: “Toda a obra literária de Lívio Barreto não é mais que o diário escrito dessa infeliz paixão, que tão implacavelmente o torturou, impressionando-o muito, roubando-lhe a energia...”. No Libertador , de Fortaleza, estampou “formosíssimos versos de uma suave melancolia a que decerto não era estranha essa por quem, longe da Pátria, ele ansiava ardentemente” (idem, ibidem).Era funcionário da “Companhia Maranhense de Navegação a vapor” quando, moço ainda, desencarnou fulminado por uma congestão cerebral. É patrono, na Academia Cearense de Letras. (Distrito de Ibuaçu , Município de Granja, Ceará, 18 de Fevereiro de 1870 − Camocim, Ceará, 29 de Setembro de 1895.)
BIBLIOGRAFIA: Dolentes.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

12.5.26

CURSO DE APRENDIZES DO EVANGELHO SEGUNDO ANO Curso espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 12.05.2026

 

MÁQUINA DIVINA

O coração é uma máquina divina, que corresponde às exigências dos dois planos da vida. Ele é um músculo cuja sensibilidade ultrapassa todas as deduções da ciência humana, porque atinge a ciência espiritual. Todos os órgãos são sensíveis ao carinho; no entanto, o coração é muito mais, porque o amor faz mudar o seu próprio ritmo. O centro de força cardíaco é responsável pela vida desse órgão sublimado. Certamente que o coração não é o único órgão vital, pois ele faz parte de um conjunto para que a vida humana se expresse, servindo ao Espírito para que este cresça diante do Senhor. Pode se dizer, em se tratando das coisas materiais, que o coração é a sede do amor, a se manifestar para todo o corpo. Todos os órgãos vivem em harmonia, sustentados por fios invisíveis do amor que parte desse fulcro de luz. A ciência tem muito a aprender sobre esse assunto, e os terapeutas do mundo deveriam procurar se instruir na filosofia do amor, como coadjuvante divino, para a cura de todos os enfermos. Devemos entender que os nossos atos de cada dia são preces ao coração, como a todos os nossos órgãos, que nos atendem no momento ou depois. Jesus foi e é o educador por excelência, de quem herdamos as maiores lições para que possamos viver em paz conosco, respeitando aos outros nossos irmãos em caminho. O corpo humano é um complexo que só fica bem quando está em harmonia com a criação universal, e o Evangelho nos ensina a retomar às coisas naturais. Ninguém foi feito para viver doente; nada foi feito para viver desajustado. Onde quer que andemos, a luz está acesa esperando que abramos os olhos para iluminar a máquina divina que trabalha em nosso peito, que é o coração.

Filosofia Espírita L.E.69 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

11.5.26

NINGUÉM LUCRA COM O MAL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria




 

Cuidando da Sua Evolução Espiritual

Faça o bem que lhe for possível.
Convive em paz com os familiares.
Eduque a sua palavra.
Não dê atenção a assuntos negativos.
Procure não guardar ressentimentos.
Estude quanto puder.
Seja voluntário em alguma tarefa nobre.
Não polemize, desperdiçando tempo.
Busque proteger a Natureza.
Cuide de suas flores e de seus animais.
Não albergue o pessimismo.
Perdoe ofensas.
Cultive a gentileza.
Não efetue julgamentos.
Compreende sempre.
Fuja à maledicência.
Adquira o hábito da oração meditada.
Corrija a si mesmo.
Não crie expectativa demasiada em torno da boa vontade alheia.
Tome a iniciativa de servir.
Prefira o silêncio à palavra inútil.
Não confunda humildade com covardia.
Não queira ser o dono da Verdade.
Nem indiretamente, seja o algoz de quem seja.
Jamais sorria com deboche.
Permaneça sem corromper e sem corromper-se.
Não ceda espaço ao desânimo.
Ainda que há um só passo a cada dia, avança almejando mais luz.
Natural que, às vezes, tenha adversários, mas não inimigos.
*
Como, facilmente, pode perceber, não há como você possa afastar o OUTRO do caminho de sua evolução espiritual.
 
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 10 de maio de 2026.

10.5.26

A CURA PELO ALÉM Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

FLORES ÀS MÃES

De minha mãe não me esqueço
Por onde sigo e me arranjo...
Sentindo saudades dela,
Sinto saudades de um anjo.
*
Quando as mães descem a Terra,
Nas dobras do humano véu,
Oculto, levam no peito
Um pedacinho do Céu.
*
Mãe que morre?! Eis para a Vida
No que o fato se resume:
Flor que tomba no jardim
Espalhando o seu perfume...
*
Verdade que se proclama
E faz calar os ateus:
O amor de mãe é reflexo
Do Sublime Amor de Deus.
*
Maria, sobre o Calvário,
Contemplando o Filho Eleito,
Trazia a cruz por espada
Cravada fundo no peito.
*
Mãe debruçada na cova
Do filho morto que chora,
Parece um anjo algemado
À saudade que o devora.
*
Se a Terra é feito de heróis,
Magistrados, capitães,
Por um decreto divino,
O Céu é feito de mães.
*
Eis que suplico aos Céus,
Ante a fé que não me ilude:
- Minha mãe, que Deus a faça
Tão feliz quanto eu não pude!...
 
Euricledes Formiga – Blog Espiritismo em Verso e Prosa
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”.

9.5.26

PENSO KAJ VIVO Livro espírita em Esperanto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Cantigas da Vida

Às vezes, nem é preciso
Ação direta no mal,
Pois, quem o vê e se cala
Dá a ele o seu aval.
Formiga
 
Em defesa da Verdade,
A palavra é eficiente,
Mas, o exemplo, sem dúvida,
É o verbo mais convincente.
Maria Modesto
 
Se dizes crer e não ages
No bem que tudo depura,
A tua crença é uma tela
Que somente tem moldura.
Manoel Roberto
 
O servidor de Jesus
Que no bem já se encontrou
Os embaraços da Vida
De há muito superou.
Domingas
 
Não te queixes se a luta
Quase te consome inteiro,
Estrada que não tem pedras,
Por vezes, é atoleiro.
Alceu Novais
 
A Caridade é uma estrela
Que tanta humildade encerra,
Que, em vez de brilhar nos céus,
Serve de rastros na Terra.
Fausto De Vito
 
Remédio mais poderoso,
O mais eficaz que tem,
Contra os males da descrença
É o trabalho no bem.
Aurora
 
Carlos Baccelli/Espíritos Diversos - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba, sábado, dia 2 de maio de 2026.

CORRENTES DO DESTINO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


A TODAS AS MÃES, QUE SÃO MARIAS TAMBÉM!

Nunca me senti a altura de escrever qualquer texto em homenagem às Mães, por considerar que, com palavras, eu mesmo nunca consegui expressar por minha mãe todo o amor que sentia por ela.
Sempre tive a minha mãe como um anjo em minha vida e, sinceramente, quando dela me aproximava, quase não conseguia levantar os olhos para fitá-la...
Era tanta luz a irradiar-se de seu generoso espírito para que eu pudesse contemplá-lo, sem que os meus olhos se enchessem de lágrimas que procurava disfarçar.
Eu sei que as nossas Mães, sobretudo, são nossas irmãs, mas em toda mulher que se faz mãe, mesmo que apenas pelo coração, existe algo de divino que a palavra humana não pode definir.
Até mesmo Jesus, nos momentos mais cruciais de Sua vida, nos quais a sua Mãe estava presente, embora fosse Ele o Senhor, não deixava de tratá-la com sublime ternura e de preocupar-se com o seu futuro, confiando-a aos cuidados de João, o discípulo amado... Afinal, ainda muito jovem, em constrangedora situação, fora ela que tivera a coragem de acolhê-Lo em seu abençoado ventre...
Fora ela que, tomando-O nos braços, empreendera corajosa fuja para o Egito, protegendo-O da sanha de seus perseguidores...
Fora ela que, preocupada com o seu desaparecimento, após procurá-Lo por toda a Jerusalém, na companhia de José, encontrara-O no templo ensinando aos doutores da lei...
Fora ela que, nas Bodas de Caná, na Galileia, recomendara aos serviçais que fizessem tudo o que Ele lhes ordenasse...
Fora ela que, sempre de mais perto ou de um pouco mais longe, Lhe acompanhara os passos na pregação do Evangelho, e se preocupara, diuturnamente, com o que os homens pudessem Lhe fazer...
Sim, fora ela, que, no momento do Calvário, prostrara-se de joelhos, aos pés da cruz, solidarizando-se com o sofrimento do Filho Amado crucificado entre dois malfeitores...
Embora, igualmente, sendo Maria, mas não fosse a de Nazaré, a minha mãe, ao que me recordo, também sempre esteve presente nos instantes mais difíceis de minha pobre vida.
Era ela que, estando eu já velho, todos os dias, ia à minha casa, para saber se eu havia almoçado...
Andando com dificuldade, nonagenária, a passos de anjo, era ela que se aproximava de minha sala, perguntando-me se eu havia melhorado do resfriado e se desejava que me fizesse um chá de folha de laranjeira com romã...
Era ela que, quando um de meus bichanos desaparecia, punha-se a perguntar nas vizinhanças por ele, não descansando enquanto não me trouxesse seguras notícias de seu paradeiro...
Era ela que, quase nada soubesse de Espiritismo, sentia-se feliz a cada novo livro que eu publicasse, e que, feito uma leoa protegendo a cria, erguia-se a me defender dos ataques dos inimigos que vinham apedrejar a porta de minha casa...
Era ela que, com a sua natural bondade, me inspirava a ser melhor do que sempre pude ser...
Era ela que, com o seu rosário nas mãos, orava por mim e me fortalecia na fé nos embates do cotidiano...
Confesso que quando, muitas vezes, claudicava na luta feroz, não era nos Espíritos Superiores que eu pensava, procurando força e coragem para não desanimar, mas, sim, nos silenciosos exemplos de minha mãe, que quase nunca se afastava da beirada do fogão à lenha, cozinhando para todos em nossa casa, ou do enorme tanque de roupas no qual fazia questão de continuar lavando as minhas “fraldas”...
Era ela que cuidava de minhas roseiras preferidas, contra as quais as saúvas estavam sempre a conspirar, e de meus vasos de samambaias e avencas e das jabuticabeiras em flor de meu pequeno pomar, nos fundos de casa...
Por este motivo, neste Domingo das Mães, com o propósito de homenagear a todas as Mães, de filhos seus ou de filhos alheios, eu não pude deixar de pensar em Maria de Nazaré e em Maria Lucas, porque sei que, pensando nelas duas, eu estaria pensando em todas as Mães, que, em seu coração, são Marias também!...
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG

OBSESSÃO Livro de estudo espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 811 do Livro dos Espíritos

IGUALDADE DE RIQUEZAS

A igualdade que muitos entendem seja pregada pelo Cristianismo, não deve ser entendida como a distribuição em partes iguais das riquezas entre todas as almas que habitam este planeta. O socialismo visto no Evangelho é aquele que distribui com justiça a todas as pessoas, que mostra seus direitos e junto delas faz com que elas compreendam com respeito os seus deveres ante a sociedade.
Poder-se-ia distribuir tudo em partes iguais para as criaturas, se todas elas fossem do mesmo nível espiritual em todos os campos de entendimento, o que é impossível. Não existe isso em nenhum mundo habitado. A distribuição, neste caso, é de acordo com as necessidades de cada um. Neste aspecto da justiça, todos ficarão alegres por receber o de que necessitam para as suas necessidades, materiais e espirituais.
Se Deus colocasse os Espíritos em um mundo do mesmo nível de evolução, ninguém aprenderia com ninguém. A Inteligência Suprema permite as desigualdades de todas as ordens para que uns sirvam de experiências para outros. Os que recebem mais, têm maiores necessidades, por evolução, e fazem uso do que lhes foi confiado, com critério, para o bem geral. No entanto, os que habitam a Terra estão todos passando por fases de grandes provações, expiando duros erros individuais e coletivos, de modo a todos sofrerem as reações de todas as ações em conjunto.
O Espiritismo, essa bênção do Mais Alto, veio em socorro da humanidade. é a volta de Jesus para aliviar o fardo, e fazer leve o jugo da humanidade, mostrando os caminhos a seguir com toda a amplitude do bem e do amor. Ele veio para mostrar aos povos que devem sofrer com paciência, procurando meios para se curarem.
Jesus passou por duros sofrimentos, mostrando aos homens o que é levar uma cruz, exemplificando o bem e adquirindo valores imortais para a alegria futura. Lucas nos lembra bem, no capítulo vinte e quatro, versículo vinte e seis, estas palavras:
Porventura não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória?
O homem, para entrar na sua glória, no seu próprio céu, haverá de padecer, porque somente a dor, esse anjo divino, desperta os corações para a luz da vida. Ela é, pois, o ferrão que nos faz trilhar o caminho certo.
Para nos provar que não é possível viverem todos na perfeita igualdade, nos mostra Deus a natureza: podes observar que entre as folhas, que são incontáveis nas árvores, não se encontra uma perfeitamente igual à outra, nem as pedras, nem os animais, nem os homens; a igualdade é no fundo, mas na realidade se pode observar as diferenças na conscientização dessas necessidades. Das coisas ao Espírito, luz ainda incompreendida por nós, se constata diferenças, como acontece com as impressões digitais. Para se compreender os Espíritos e a vida, necessário se faz que compreendamos o seu criador.
A igualdade absoluta só é possível no raciocínio dos que não têm olhos para ver e sentir as leis criadas por Deus. A igualdade que mais tarde irá reinar no mundo e fazer os homens felizes, não será a igualdade absoluta, mas a justiça em todos os departamentos da vida humana. é o que se vive nas colônias espirituais, o que muito nos alegra e nos faz felizes em todas as estâncias abençoadas por Deus. Estudemos as leis do Criador, para sairmos da escravidão e nos tornarmos almas livres na liberdade de Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

6.5.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 3 – FÓTONS e FLÍDO CÓSMICO


 

ESTRELAS

AUTA DE SOUZA*
 
Beija essas mãos que alentas e que afagas,
Quando és bondade apenas, branda e pura,
Mãos engelhadas, mãos em miniatura,
Mãos trêmulas, mãos tristes, mãos em chagas!...
 
Mãos que recordam náufragos, nas vagas
De atormentado mar, em noite escura,
Mãos que ensinam, em preces de amargura,
Quão pequenina a dor em que te esmaga!...
 
Beija essas mãos cansadas, quase mortas,
Flores de sangue e fel que reconfortas,
A estender-lhes consolo, pão e ninho.
 
E, quando a morte apague a luz que levas,
Essas mãos, como estrelas sobre as trevas,
Brilharão por degraus de teu caminho!...
_____________________
(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
_________________________
25-32. Ler com hiato:  so/fre e/ er/ra;
       De/ que o /ho/mem.
__________________________
39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
___________________________
62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
__________________________
82. Observe-se a enumeração.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

4.5.26

AS VIDAS DE JOANNA DE ÂNGELIS Kit com 2 DVDs espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Assalariados das Trevas

Infelizmente, sobre o mundo, existem muitos assalariados das trevas – encarnados e desencarnados.
Estudam todas as maneiras de conspirarem contra a fé.
De espalharem o desânimo.
De fomentarem, especificamente, o preconceito religioso.
Agora, nos últimos tempos, surgiu um carmelita, denominado Frei Gilson, que vem fanatizando multidões.
Chegou até ser a ser nomeado pelo Papa Leão XIV, “ferramenta de Deus”.
É mais um “Quevedo” que a Igreja está “fabricando”.
Ele tem combatido o Espiritismo e Chico Xavier veementemente.
Afirma que se, nos Centros Espíritas, curas acontecem é porque o Diabo também pode curar.
Diz que o Espiritismo é obra de Satanás.
Ele tem levado multidões ao delírio.
“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará”, disse Jesus em Mateus, 24:12.
Ele, o frei, dá-nos a nítida impressão de ser um inquisidor reencarnado.
Por que não?! Eles contam-se aos milhares – ontem e hoje.
Muitos, inclusive, estão reencarnados nas fileiras espíritas. Recordam-se do que dizia João, o Batista: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?” – Mateus, 3:7-12.
Esses “freis” no Espiritismo, estão cavalgando livres na Internet – criticam, abertamente, a Chico Xavier, e as suas Obras. A princípio, defendem a Kardec, pois, caso contrário, não poderiam se servir do rótulo de espíritas para denegrirem o trabalho abençoado de Chico.
Que os espíritos fieis a Jesus, a Kardec e a Chico, permaneçam de atalaia, porque é bem capaz de, amanhã ou depois, iludidos pelo canto da sereia, convidarem o referido frei para uma exposição em uma Casa Espírita ou Congresso.
Que diferença encontramos em Chico Xavier, que a todos tratava com o máximo respeito, fossem religiosos ou não – pertencessem à outras confissões de fé ou à nenhuma delas.
Espírito que se assemelhe a Chico, infelizmente, vai demorar muito aparecer entre os homens – talvez, surjam muitos arremedos, que não passarão de simples arremedos.
Procuremos servir mais ao Ideal Espírita-Cristão que abraçamos e saibamos que, se as Trevas não desistiram do Cristo, de nós é que elas não desistirão.
Chegarão a fundar Centros Espíritas para, depois, promoverem escândalos dentro deles, disseminando a desconfiança e o descrédito na Doutrina Espírita.
Desculpem-nos. Dizia Joaquim Cassiano, amigo de longa data, excelente médium e quase analfabeto: “O espírita precisa deixar de ser bobo.”
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

3.5.26

CONEXÃO Uma nova visão da mediunidade Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Adversidade

“O Senhor é nosso pastor e nada nos faltará”
Nestes dias angustiosos que vivemos no nosso Recife, região metropolitana e outros municípios de Pernambuco e da vizinha Paraíba, venho aqui dizer da minha solidariedade diante das dores e das faltas de condições de moradia, em decorrências das chuvas constantes nestas localidades.
Vejo pessoas nos locais de apoio para receber os desabrigados e fico triste com aquela situação. É certo que cada um tem seu caminho na Terra, mas é igualmente verdadeiro que devemos lutar com todas as nossas forças para minimizar ou erradicar as condições adversas de vida.
Conquanto ainda vivermos em situação de precariedade de milhões de nossos irmãos, nossa luta é ir de encontro às condições de enorme carência que precisam ser supridas.
As raízes destes problemas sociais ainda se dá no campo da desigualdade assustadora, da corrupção que subtrai recursos para os mais necessitados, no abandono aos mais pobres como se dissesse que eles sempre existiram e faz parte do cotidiano das cidades.
Nada disso!
Nosso desleixo é gigantesco com parcelas significativas da população que, numa hora dessas, fica literalmente sem saber o que fazer e para onde ir.
Completa é a negligência da sociedade como um todo que ainda não se indignou suficientemente para acabar, de uma vez por todas, com estes quadros de miserabilidade.
Num morro do Recife, agora há pouco, acompanhei, uma senhora estava dentro da sua casa que beirava o precipício. Ela e um filho mais novo, algo em torno de seus onze anos de idade. Não havia a figura de um pai ou protetor. Ela sozinha teria que decidir para onde ir. Deixa o pouco que ainda possui e ir novamente aventurar na vida ou ficar ali sob o perigo do desabamento.
As condições adversas para quem está no luxo da sua casa é algo apenas fictício que as cores da televisão apenas despertam a atenção para o assunto.
É claro que ocasiões marcantes de clima instável com altas temperaturas ou chuvas torrenciais fazem parte do cenário ambiental para todos, mas sofre mais aquele que nada possui e teima em sobreviver apesar das intempéries da vida.
Os governos se agitam, tentam fazer a sua parte, mas o principal seria atuar nas causas geradoras dessa condição adversa.
Minha solidariedade não é passiva.
Estamos em conjunto fazendo sugestões para muitas pessoas, consolando outras tantas e induzindo decisões mais sensatas.
Ninguém fica sozinho diante do caos temporário.
Lutemos para erradicar as causas maiores desse mal e ajamos firmemente em minimizar a dor daqueles que estão à beira de perder a fé e a esperança.
Acolhamos os nossos irmãos, de verdade!
 Helder Camara - Blog Novas Utopias

2.5.26

BRINCANDO E APRENDENDO O ESPIRITSMO Livro infanto-juvenil espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Chico do Céu

Apóstolo do Amor em terras do Cruzeiro,
Nos labores da Fé sem nunca esmorecer,
Exemplo de renúncia ante tanto a fazer,
Mensageiro fiel do Cristo, sobranceiro...
 
Discípulo do Bem a dar-se por inteiro,
Entre as sombras mais luz fazendo resplender,
De si mesmo esquecido ao cumprir o dever,
Sempre na condição de humilde Medianeiro...
 
Nos passos do Senhor, nosso Mestre Ideal,
Raros lograram ser alguém assim igual
Servindo sob a Cruz sem relegá-la ao léu...
 
Sobre a Terra onde a fama é ilusão fugaz,
Ficou sendo seu nome uma rima de Paz,
Que se dizendo um “cisco”, era um Cisco de Luz!...
 
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – Minas Gerais