14.4.26

CHICO XAVIER E NOSSO LAR EM CORDEL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 14.04.2026

 O PRINCÍPIO VITAL

O princípio vital nasce do fluido universal, que se transforma criando aspectos diferentes, de acordo com as mais variadas necessidades. Ele toma características múltiplas, conforme o corpo material em seu grau de amadurecimento, sensibilizando-o. Entretanto, ele não faz isso por si só, por faltar-lhe a inteligência capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia. Espíritos de alta hierarquia espiritual dedicados à co-criação, almas altamente sábias, comandam essa explosão de vida, dentro dos preâmbulos traçados pela inteligência Divina e Soberana. Tudo é planejado e seguido por inteligências superiores, que assistem e comandam os fenômenos da natureza. Esse princípio vital que se afiniza no mundo interatômico do organismo, emprestando-lhe movimentos ritmados, é o mesmo, como sendo força magnética em abundância, espraiada no universo, captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que poderá ser usada para o equilíbrio e a paz de todas as criaturas, como também é usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura de guerras permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas bênçãos de Deus. No corpo humano essa força vital, tornamos a dizer, é a intermediária entre a matéria e o Espírito imortal: ela sensibiliza e o Espírito comanda; ela movimenta e o Espírito dá expressão; ela prepara todos os canais do corpo, e o Espírito fala demonstrando a razão, o saber e o amor. O princípio vital igualmente cresce, acompanha a evolução do corpo e da alma, e serve nos dois planos da vida, para que os homens que moram na Terra reconheçam a verdade dos Céus, e se preparem para o inevitável, que é o renascimento e a volta para o lugar de onde vieram.

Filosofia Espírita L.E.65 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

13.4.26

MEMORAĴOJ DE SINMORTINGINTO Livro espírita em Esperanto a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Causa-nos Espécie

Causa-nos espécie, na atualidade, e nos indigna, as opiniões que vemos circularem na Internet sobre a Obra e a Vida de Chico Xavier, notadamente sendo feitas por quem é completamente desconhecido, ou desconhecida, no Movimento Espírita, e que sequer estiveram com o Médium uma única vez.
Temos a impressão de que semelhantes articulistas, da palavra falada ou escrita, desejam, simplesmente, se projetarem à custa do trabalho abençoado de quem dedicou 75 Anos ao labor mediúnico a que se entregou.
São irmãos e irmãs nossos que, muita vez, sem que o saibam, estão à serviço das trevas, lançando a cizânia no Movimento, direcionando-se, principalmente, às mentes incautas e aos que ainda não lograram estudar a Obra Mediúnica que complementa a Codificação.
Espanta-nos, ainda, o silêncio daqueles que não levantam a voz para defender a Doutrina, defendendo a Chico Xavier, o que, para nós, é uma e a mesma coisa – permanecem, muitos, em silêncio, alegando que o silêncio é caridade, como se a voz posta à serviço do Ideal caridade não fosse.
Inventam eles os maiores despautérios, como, por exemplo, dias atrás, pudemos saber que certo confrade disse que Chico Xavier houvera pensado em deixar a Doutrina e consorciar-se, constituindo uma família que lhe fosse própria.
Tal dizer não se encontra em nenhuma biografia respeitável de Chico, sendo o que ele disse, certa vez, quando estava com os seus 30 de idade, é que gostaria de se internar em um Sanatório de Hansenianos para trabalhar como enfermeiro dos irmãos e irmãs que lá se encontravam à margem da sociedade.
Desde jovem, demostrava ele, então, a vocação de um Francisco de Assis, ou de Damião de Molokai, que renunciaram à vida do mundo para se dedicarem aos chaguentos, vitimados pela lepra. Todavia, conversando com Emmanuel a respeito, o Notável Benfeitor lhe disse que ele possuía livre arbítrio, mas que, na tarefa do livro, ele poderia ser mais útil à Humanidade, como, de fato, ele o foi e continua sendo.
Seria bom, que esses aventureiros e aventureiras da Internet, que vivem dizendo mentiras sobre Chico Xavier, procurassem calar-se e, no mínimo, lhe seguissem os exemplos de trabalho, deixando de inventar histórias a seu respeito ou, então, de desfigurá-las, como o vem fazendo, inclusive, uma confreira que, alucinada, vem sendo considerada autoridade no assunto que desconhece completamente.
O que se sabe de concreto de Chico Xavier estão nas biografias que já foram escritas sobre ele, sendo que as novas biografias, em grande cópia, não passam de compilação das antigas, de uma colcha de retalhos feita com o único propósito de faturar.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 12 de abril de 2026.

12.4.26

A CASA DO AUXÍLIO Romance espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Acordo de Paz

CP (Carlos Pereira). Dom Hélder, as coisas ultimamente por aqui estão difíceis. São guerras e mais guerras. Até onde isso vai?
HC (Helder Camera). Toda guerra é injusta na raiz, pois representa uma demonstração clara que as partes envolvidas não tiveram a devida competência para chegar a um acordo de paz. Atualmente, o que vemos é uma total desarmonia dos países que deveriam dar exemplo para o mundo. Os Estados Unidos desejam impor a sua vontade goela abaixo em todos os demais. Os países europeus não sabem direito para onde vão e o que devem fazer. A China, esperta, aguarda tudo sentada e ganha com as desavenças internacionais. Talvez poderia ser mais decisiva em algumas questões, mas não é. O Japão, uma força no Oriente, está calado. A Rússia insiste em dominar aquilo tudo que já foi seu e somente cria mais conflitos. Todos estão atônitos e sem rumos.
CP. O que fazer então?
HC. Um acordo de paz. Pode parecer presunção minha, mas acho que hoje existem todas as condições para se estabelecer um acordo entre todas as partes e sairmos dessa condição enferma que a humanidade passa. Lógico que teríamos que enfrentar alguns “verdugos” que estão no poder, mas isso faz parte da negociação. O que talvez falte para isso, além das boas intenções, são lideranças capazes de unir as pontas. Quem sabe, por exemplo, a Alemanha, a França e o Brasil não poderiam liderar esta proposta desarmamentista e propor outra agenda para a humanidade.
CP. Donald Trump não abre mão de ser esta liderança do mundo.
HC. Ele também terá que se calar daqui a pouco tempo com as eleições internas dos Estados Unidos. Até lá, estes países, junto com a Índia e o Japão, estabeleceriam um diálogo pela paz. Sem negociação, sem uma iniciativa concreta com direção e sentido, nada sairá do lugar e a tendência será apenas piorar.
CP. Faltam lideranças com mais credibilidade?
HC. Faltam sim! O que acontece é que os bons quadros da política internacional não são ouvidos. A Espanha, a Noruega e outros países possuem líderes exponenciais, mas suas vozes não encontram eco sobre outras nações.
CP. Mudando de assunto. E o Brasil, como o senhor enxerga o Brasil neste contexto?
HC. O Brasil vai muito bem obrigado nesta brigalhada internacional. Voltou a ter uma postura de equilíbrio e equidistância, o que é positivo para uma mesa de negociação. Ao mesmo tempo que pontua as injustiças e incoerências dos que desejam ser os donos do poder mundial.
CP. Internamente, este ano, teremos eleições em vários níveis. A polarização junto com a radicalização não atrapalham a construção de um projeto de país?
HC. Sim, claro que sim! Eu defendo que possamos fazer consensos baseados em valores e projetos de certa unanimidade nacional. Não podemos ficar a mercê de um pêndulo político que não acaba nunca e somente faz o país atrasar. Quem quiser ser de direita que seja, mas não percam as estribeiras e o bom senso. Quem quiser ser de esquerda que seja, mas não queiram bancar os mais bem intencionados do mundo. Há outras pessoas e grupos que também desejam um país mais justo e não se aliam automaticamente ao poder de plantão. Buscar o meio termo exige muita conversa e negociação. Estamos precisando urgentemente voltar para um ponto de equilíbrio onde todos possam, de alguma maneira, participar das discussões políticas, econômicas e sociais, sem ódios e exclusão.
CP. Mas para os “donos do poder” quebrar esta radicalização não é positiva. Eles se alimentam dessa polarização descabida.
HC. Diálogo, diálogo, diálogo. Aberto, sincero e construtivo. Respeitem a decisão que sair das eleições. Precisamos ter em mente que ninguém governa sozinho, mas um bom projeto que una o nosso povo em torno de motivos plausíveis diminuirá certamente este estado de tensão permanente.
CP. Eu sei que o senhor trabalha muito na espiritualidade. O que faz agora?
HC. Penso sobre os problemas mundiais e aqui e ali digo alguma coisa para nós e para vocês. Visito orfanatos, casas de caridade, centros de Umbanda e Candomblé, casa espírita, tempo protestante, tudo. Onde eu tiver a oportunidade pregar a palavra de nosso senhor Jesus Cristo lá estarei, não faço cerimônia nem distinção. Outra ocupação é minha é auxiliar os que mais precisam no submundo da Terra.
CP. Um conselho para todos nós.
HC. Amem! A receita da felicidade deixada por Jesus é a prática do amor. Onde há amor há justiça, há paz, há união, e certamente não haverá sofrimento. Todo mundo, porém, passa ao largo dessa verdade objetiva trazida por Jesus, nosso senhor. É tão simples.
Blog Novas Utopias

11.4.26

ATIRE A PRIMEIRA PEDRA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Diálogo

A Morte disse ao homem: - Cinza e nada,
Eis o que forma a tua humana essência,
Que se destina à vala da indigência
Que se abre ao termo da jornada...
 
- Hás de voltar à terra amontoada
Com os seus sonhos desfeitos sem clemência,
Silenciando a voz da consciência
Que, em si, sempre viveu atormentada!...
 
Porém, falou a Vida ao homem triste:
-És imortal e tudo quanto existe,
Há de existir por toda a eternidade...
 
- Nenhuma luta sobre a Terra é vã
E nada vive sem ter um amanhã,
Para a glória do Amor e da Verdade!...
 
Antero de Quental/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba – Minas Gerais (*)

10.4.26

O CASTELO DAS ALMAS FERIDAS Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 807 do Livros dos Espíritos

OPRESSÃO AOS MAIS FRACOS
O que se deve pensar dos opressores que se encontram em toda parte, espalhando o sofrimento, principalmente aos fracos, os já oprimidos pelos seus próprios atos do passado? Eles deverão continuar a nascer, e a natureza os corrigirá por duros processos. Depois dessa esfrega, aprenderão a respeitar aos seus semelhantes onde eles estiverem, na posição a que forem chamados para o seu progresso.
Cabe, principalmente aos espíritas, divulgar a mensagem da reencarnação, no sentido de que se evitem muitos dissabores nos caminhos dos que tendem às perseguições aos opressores, dos que usam sua posição social bem posta para ofender e exigir.
Todos os nossos gestos, todos os nossos feitos são sementes que lançamos na Terra dos que nos ouvem e daqueles que violentamos; a semeadura é livre, contudo, a colheita é obrigatória. As posições sociais são mutáveis; os bens materiais que se tem hoje, no amanhã podem faltar. Não somos donos de nada, pois tudo pertence ao Criador; o que Ele nos dá agora, pode tomar depois, se não soubermos fazer uso dos bens que nos confiou. Somente podemos mudar de pensamentos com a presença de Jesus no coração; abramo-lo, para que Ele possa entrar e reinar no centro de nossas vidas.
Enquanto ignorarmos essa ciência, sofreremos por nossa ignorância. Ativemos nossa razão, para que essa razão dê lugar a outras qualidades espirituais e possamos sentir e procurar a felicidade. Vejamos o que anotou Lucas, no capítulo um, versículo trinta e três:
Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó e o seu reinado não terá fim.
A casa de Jacó para os nossos dias é a nossa consciência, que despertando para a verdade sabemos guiar para o caminho da perfeição.
A missão do Espiritismo no mundo é fazer conhecida a mensagem do Cristo para a humanidade. Ele comanda por dentro e por fora das criaturas, despertando almas e ativando consciências, de maneira a acender a luz de Deus dentro das almas em marcha divina.
Os espíritas têm à sua frente muita coisa para fazer; em primeiro lugar, o conserto de si mesmos, depois, ajudar aos outros pelo exemplo de vida reta, na retidão de Jesus, acendendo luz em toda parte aonde forem chamados a servir. Ouçamos o chamado dos benfeitores da espiritualidade, que disseram e continuam a dizer
- "Espíritas! Amai-vos e instruí-vos!", porque assim poderemos servir de guias para os que se encontram na retaguarda e poderemos ajudar no silêncio, construindo o céu na própria vida.
Se queremos herdar o bem, plantemos o bem; se queremos a caridade, façamo-la; se queremos ser amados, amemos a todos na mesma extensão da fraternidade. Dos que ainda perseveram no erro e na maldade, devemos ter piedade, pois no amanhã encontrarão quem lhes dará as mãos. Esqueçamos os velhos erros pela corrigenda, e trilharemos os caminhos de luz, pelos processos da paz de consciência, sob a proteção do Cristo de Deus.
O homem verdadeiramente superior é aquele que não se mostra como tal. Os que oprimem, somente buscam as coisas exteriores. Os seus caminhos são duros de passar, mas somente assim poderão conhecer as lições da honestidade e do amor para com todos e para com tudo.
Que Deus nos abençoe a todos, para compreendermos na sua profundidade as lições da natureza, na expressão mais linda da vida, configurando Jesus como o filho dileto de Deus.
 Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

9.4.26

ENTREVISTA

AUTA DE SOUZA*

Não precisas buscá-lo no Azul pleno,
Onde a vida imortal esplende e assume
A estranha forma do Celeste Lume
32  De que o homem percebe vago aceno.
 
Desce ajudando ao chavascal terreno
Que tragédias e lágrimas resume...
E espalha a caridade qual perfume
Que se evola do lodo ao céu sereno.
 
Ante o vale da sombra imensa e fria,
Abençoa, restaura, eleva e guia,
39  Lenindo as aflições de toda a hora!...
 
E perante o suor da angústia em chaga,
Encontrarás o Cristo que te afaga,
Em cada coração que luta e chora!...
_____________________
(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
_________________________
25-32. Ler com hiato:  so/fre e/ er/ra;
                                  De/ que o /ho/mem.
__________________________
39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
___________________________
62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
__________________________
82. Observe-se a enumeração.
 
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

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8.4.26

Filho de Deus

A humanidade, a partir da vinda do Senhor de Nazaré, nunca mais foi a mesma. A sua passagem entre nós reverbera até hoje.
Somos candidatos à Vida Eterna com Jesus a nos auxiliar na conquista deste nosso grandioso destino.
Até lá, sabemos, teremos que desenvolver em cada um de nós a chama ardente do amor.
E isto não é fácil, mas não é impossível.
O que Ele nos deixou foi um caminho mais fácil para chegar lá. Esse caminho é traduzido no seu Evangelho.
A Boa Nova, como asseverou bem, traça os passos da humanidade para chegar ao Reino de Deus.
Somos todos candidatos a povoar este reino celestial na Terra a partir das nossas obras para o bem.
Digo, sem medo de errar, que um dia chegaremos lá. A humanidade inteira, todos nós, pois esta foi a sua promessa.
“Estarei convosco até o fim dos tempos” e “Nenhuma das ovelhas confiadas a mim pelo Pai será perdida”.
Esta promessa nos garante que estaremos um dia novamente conectados ao Pai Celestial.
O esforço é nosso.
A conquista é nossa.
O que necessitaremos, sempre, será a capacidade de transmutar o mal nascente em nós em bem operante.
O desafio estará em largar no caminho todas as mazelas praticadas e, em seu lugar, pavimentar uma estrada de amorosidade ao próximo e a nós mesmos.
Sei que é difícil imaginar que um dia conseguiremos este feito se olharmos apenas para o que apresentamos nos dias atuais em nossos espíritos.
No entanto, a bênção da reencarnação é o único caminho possível que nos abre as portas para chegar a este desiderato.
A “salvação” em Jesus, meus caros, é seguir o seu roteiro de vida.
Não podemos nos desviar dele jamais, pois teremos que assumir pela rota indevida que nós mesmos criaremos para nós.
Ele tem paciência com seus irmãos de caminho.
Dois mil anos já se passaram desde a sua estada entre nós e Ele continua a apostar as suas fichas no ser humano, apesar das nossas faltas recalcitrantes.
Honraremos ao Pai a nossa condição divina que nos é inerente. Não possuo qualquer dúvida sobre isso.
Chegaremos as cumeadas da perfeição conforme Jesus nos pedira.
Atingiremos ao patamar da conexão total quando seremos, finalmente, um com Ele.
Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.
O Pai nos auxilia sempre. Seu apoio é incondicional. Sua palavra será cumprida.
Agora, o que nos cabe nesta trajetória evolutiva do ser é nos resignarmos diante das aparentes dificuldades que nada mais são do que instrumentos de aprendizagem para o espírito.
Honremos o nosso papel de filho de Deus. Este ninguém nos tira a não ser que permitamos, e mesmo assim temporariamente, porque Ele jamais nos deixará no caminho da perdição.
Jesus agora, Jesus sempre!
Helder Camara - Blog Novas Utopias

7.4.26

O CASTELO DAS ALMAS EM ASCENÇÃO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 07.04.2026

 

O AGENTE DIVINO

Deus deixa escapar de Si um agente divino, cujo fulgor não podemos descrever, pois, os nossos sentidos são frágeis para registrá-lo. Esse fluido puríssimo, chamado força cósmica, desde que nasce das mãos do Divino Doador, dá início às suas intermináveis modificações, visitando, aqui e ali, todos os departamentos da Casa do Senhor. A força vital é filha da matéria universal, já também modificada. Esse agente magnético, ao tocar a matéria em estado de inércia, empresta-lhe movimento e a matéria lhe dá o seio, em um estado de fecundação, correspondendo, assim à própria vida. A matéria, para receber o Espírito, filho de Deus, necessita da sensibilização pelo fluido vital, intermediário entre um e outro, ponte pela qual os dois se conhecem na intimidade. A matéria bruta é o primeiro estágio; o tempo a coloca em estado receptivo, e a força vital dar-lhe-á movimento. Tudo vem de Deus. A Bíblia afirma essa verdade, e ela realmente é filha do Criador em todos os seus aspectos. Tudo se processa em variadas concordâncias, na luz universal. A vida avança com o tempo e nas bênçãos do espaço, buscando pela maturidade o estado de conscientização, em um só volume unificado, reunindo todas as experiências absorvidas em inúmeras reencarnações. Estamos passando pelas dificuldades que criamos em um passado distante, mas, se soubermos desempenhar esses deveres, alcançaremos a vitória e uma explosão de luz vai acontecer no nosso mundo íntimo, abrindo portas para a nossa libertação espiritual. Convém a nós aproveitar o tempo e atravessar a porta que se abre para a Luz, se a lei em todo o universo é de modificações, compete a nós todos entrar e respeitar essa lei, modificando o nosso mundo íntimo, nas regras estabelecidas por Jesus, ao alcance de Deus.

Filosofia Espírita L.E.63 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

6.4.26

DEUS, NOSSO PAI Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Jesus - O Homem Imortal

A celebração da Semana Santa não surgiu como um evento único, mas como uma construção gradual ao longo dos primeiros quatro séculos do Cristianismo. Ela evoluiu de uma celebração anual simples da Ressurreição para um ciclo complexo que recria os últimos dias de Jesus.
RECONSTRUÇÃO HISTÓRICA
Nos primeiros cem anos após a morte de Jesus não existia uma "Semana Santa". Os primeiros seguidores do Nazareno, depois conhecidos como cristãos, celebravam apenas a Páscoa, que era uma celebração única e contínua da Paixão, Morte e Ressurreição.
A celebração estava intimamente ligada à Pessach (Páscoa Judaica) e havia uma disputa sobre a data.
Alguns grupos celebravam no dia 14 do mês de Nisan (calendário lunar), enquanto outros defendiam que a celebração deveria ser sempre em um domingo, o dia da ressurreição.
A partir do ano 200 d.C., a celebração começou a se desmembrar.
Documentos como a Tradição Apostólica de Hipólito de Roma mostram que os fiéis começaram a observar um jejum rigoroso na sexta-feira e no sábado, culminando na vigília pascal no domingo. Surgia daí o conceito do Tríduo Pascal.
No século IV é que a ideia de se criar a Semana Santa se consolida como a conhecemos hoje, impulsionado por dois fatores principais.
Primeiramente, devido ao Concílio de Niceia (325 d.C.). O Imperador Constantino e os bispos padronizaram a data da Páscoa: ela deveria ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio da primavera (no Hemisfério Norte). Isso separou definitivamente a data cristã da judaica.
O segundo fator refere-se à influência de Jerusalém e a Peregrina Egéria. Após a "paz constante" de Constantino, Jerusalém tornou-se um centro de peregrinação. Os fiéis queriam rezar nos locais exatos onde os eventos ocorreram. Egéria, uma viajante (possivelmente da Galiza ou Gália), escreveu o Itinerarium, um diário detalhado descrevendo as liturgias em Jerusalém por volta de 381-384 d.C. Ela relata procissões no Domingo de Ramos e serviços especiais na Sexta-Feira Santa, que os peregrinos levavam de volta para suas cidades na Europa e no Oriente.
Pouco a pouco, houve a evolução para a comemoração em dias específicos.
O Domingo de Ramos originou-se em Jerusalém no século IV. Os fiéis carregavam ramos de palmeira ou oliveira da Igreja do Monte das Oliveiras até a cidade.
A Quinta-Feira Santa começou a ser celebrada para marcar a instituição da Eucaristia. No final do século IV, em Cartago e Roma, já havia celebrações especiais para o "Lava-pés".
A Sexta-Feira Santa, inicialmente, era um dia de silêncio e jejum absoluto. A veneração da Cruz (beijar a relíquia) começou em Jerusalém após o suposto achado da "Verdadeira Cruz" por Helena, mãe de Constantino.
O Sábado de Aleluia (Vigília), historicamente, era o momento principal para o batismo de novos convertidos (os catecúmenos), significando o renascimento para uma nova vida.
Entre os séculos X e XIV, a Semana Santa ganhou contornos mais dramáticos.
Surgiram as encenações da Paixão, as procissões de flagelantes e as representações do "Santo Sepulcro", visando ensinar a história de Jesus para uma população que, em sua maioria, não sabia ler.
Uma curiosidade histórica é que a Quaresma (os 40 dias de preparação) só se estabilizou por volta do século IV. Antes disso, o jejum pré-páscoa durava apenas alguns dias ou uma semana. O número 40 foi adotado para espelhar o tempo de Jesus no deserto e o êxodo dos hebreus.
Como demonstrado, a Semana Santa e a Quaresma, fazem parte da liturgia da Igreja Católica Apostólica Romana e que outras denominações religiosas aderiram a ela.
Lembrando que liturgia é o culto público oficial e a celebração comunitária da fé de algumas religiões cristãs.
O ESPIRITISMO E A SEMANA SANTA
E o Espiritismo o que tem a ver com a Semana Santa?
A princípio, nada!
Allan Kardec, o sistematizador do pensamento espírita, não tratou deste assunto, por dois motivos básicos: (1) o Espiritismo não é uma religião institucional; e (2) O Espiritismo não é um braço institucional da Igreja Católica Apostólica Romana.
Não há, literalmente, uma linha na conhecida Codificação Espírita ou no conjunto das 12 edições anuais da Revista Espírita (1858 – 1869) referindo-se a este assunto e por um motivo muito simples: não cabe ao Espiritismo se imiscuir em assuntos de qualquer religião.
No Brasil, o Espiritismo e os espíritas passaram a “cultuar” a Semana Santa - e principalmente a Páscoa - como se fosse uma “liturgia espírita”.
Vejamos, abaixo, algumas possíveis razões dessa absorção deste credo católico pelos espíritas:
a forte influência cultural católica de mais de cinco séculos no Brasil que impôs um comportamento automático deste evento passado de geração em geração;
a baixa instrução doutrinária dos espíritas;
a catolicidade dos espíritas;
a conveniência de estratos do movimento espírita em não esclarecer este contexto e ir de encontro ao status quo.
A postura encontrada para minimizar esta idiossincrasia doutrinária é criar um analogismo: criar uma visão espirita desta liturgia católica.
Os argumentos utilizados para este fim, na maioria dos casos, são bem arrazoados.
Alguns são construídos a partir da lógica de uma leitura particular, mas deixando claro que o Espiritismo não trata desta data comemorativa, mas interpreta o significado moral e psicológico que se pode tirar daqueles momentos derradeiros da passagem de Jesus no corpo físico. Como aliás, de toda a trajetória existencial de Jesus, e que isso pode ser feito em qualquer momento e não apenas numa data específica.
Outros, porém, nitidamente, deixam suas tintas de catolicidade e criam simbolismos – os quais o Espiritismo não lida.
DIFERENÇAS DOUTRINÁRIAS
Em uma rápida análise das diferenças doutrinárias abissais entre o Espiritismo e o Catolicismo sobre o tema, pode-se destacar:
Quaresma e Jejum
Na Codificação Espírita, especialmente em "O Livro dos Espíritos", a ideia de privação física (como o jejum quaresmal) é ressignificada. O verdadeiro jejum é o da alma — abster-se do egoísmo, do orgulho e da maledicência. Na Questão 724 de O Livro dos Espíritos, aborda-se que a privação de alimentos é meritória apenas se for feita em benefício do próximo. Allan Kardec comenta na Revista Espírita (1862) que as práticas exteriores não têm valor se o coração permanecer impuro.
Domingo de Ramos
Este evento é tratado como um exemplo da volubilidade humana. Na Revista Espírita, Allan Kardec observa em diversas passagens (como em análises sobre a "Opinião Pública") como a mesma multidão que estendeu ramos para Jesus no domingo foi a que pediu sua crucificação na sexta-feira. A lição aqui é sobre a fragilidade dos aplausos terrestres e a necessidade de fidelidade aos princípios espirituais, independentemente do reconhecimento externo.
Semana Santa e a Paixão
A "Paixão", se insistirmos em ter uma visão espírita, pode ser vista não sob a ótica do sofrimento redentor pelo sangue, mas como o testemunho supremo de amor. O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XV ("Fora da Caridade não há Salvação"), reforça-se que o sacrifício de Jesus foi o exemplo máximo de entrega. Na Revista Espírita (setembro de 1860) há comunicações sobre o "Suplício de Jesus", enfatizando que o Mestre não veio para apaziguar a ira de Deus, mas para mostrar que o espírito triunfa sobre a matéria e a morte.
Sábado de Aleluia 
Não há menção específica ao "Sábado de Aleluia" como festa litúrgica na codificação, mas o conceito de Jesus entre os mortos é explicado pela comunicabilidade espiritual. O Espiritismo ensina que, enquanto o corpo de Jesus estava no sepulcro, sua individualidade espiritual estava ativa, consolidando os ensinos aos seus discípulos em espírito (o que explica as aparições posteriores).
Páscoa
Este é o ponto de maior distinção doutrinária. Para o Espiritismo, a "Ressurreição" de Jesus não foi o retorno do corpo de carne, mas sua aparição em corpo espiritual (perispírito). A Gênese, no seu Capítulo XV, Allan Kardec explica os fenômenos das aparições de Jesus após a morte como manifestações mediúnicas de efeitos físicos e visuais (materializações). O que se denomina como Páscoa, neste contexto analógico, celebra a Imortalidade da Alma. Jesus provou que a morte é apenas uma transição e que a individualidade persiste.
Particularmente, creio que a comemoração da Semana Santa pelos católicos e pelos espíritas com matriz mental católica só faz bem.
Lembrar os episódios finais da encarnação de Jesus, didaticamente para o aprendizado espiritual, é magnífico.
A estatura moral desse Homem e seu exemplo de fibra e coerência, sobretudo neste momento de ápice da dor humana, são excepcionais.
A superioridade espiritual deste ser que zela pelo planeta Terra, segundo as suas próprias palavras, representa o alento de bilhões de vidas, entre encarnados e desencarnados.
A demonstração da imortalidade que afasta de vez as crenças materialistas e promove novo alento para a humanidade é espetacular.
O fato de falarmos sobre Ele, sua mensagem e obra, é mais uma evidência da sua imortalidade. 
A passagem do vazio perante o nada depois da morte para a esperança da continuidade da vida já serviu para despertar consciências adormecidas sem fé e esperança.
Um dia, uma parte dos espíritas entenderá que o Espiritismo não é uma versão reformada da Igreja Católica que aceita a reencarnação e pratica a mediunidade. Ocasião em que estará se libertando de paradigmas de antigas crenças que o Espiritismo veio combater.
O mais importante é que no estágio de progresso espiritual de cada um a reflexão sobre este acontecimento da vida de Jesus faça algum bem.
Imagine o halo psíquico e energético que deve ser criado por causa da mobilização desta temática nas mentes e corações de centenas de milhões de espíritos os dois planos da vida, além dos desarmes de ódio e vingança?
Neste ponto, cada um deve acreditar no que achar melhor para si e ninguém tem nada a ver com isso.
Avancemos com Jesus!
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
ALBERIGO, Giuseppe (Org.). História dos Concílios Ecumênicos. São Paulo: Paulus, 1995.
EGÉRIA. Peregrinação de Egéria (Itinerarium Egeriae). Tradução de Alexandra de Brito Oliveira. Petrópolis: Vozes, 1998.
KARDEC, Allan. A Gênese: os milagres e as predições segundo o espiritismo. 53. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 131. ed. Brasília: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 93. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2013.
KARDEC, Allan. Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. Coleção Completa (1858-1869). Tradução de Evandro Noleto Bezerra. Brasília: FEB, 2004-2009.
DIX, Dom Gregory. The Shape of the Liturgy. 3. ed. Londres: Continuum, 2005.
JOHNSON, Paul. História do Cristianismo. Rio de Janeiro: Imago, 2001.

5.4.26

Jesus - O Homem Integral

Escrever sobre Jesus de Nazaré é adentrar um terreno onde a história e a psicologia se entrelaçam de maneira indissociável.
Ao longo de dois milênios, sua figura foi moldada por tradições que, por vezes, distanciaram o homem real daquele que caminhou pelas terras da Galileia.
A compreensão contemporânea, no entanto, busca resgatar o que se pode chamar de Jesus Integral: uma síntese harmoniosa entre a humanidade pulsante, a maestria intelectual e a transcendência espiritual.
O HOMEM: A HUMANIDADE EM SUA PLENITUDE
Para compreender o ser integral, é preciso primeiro observar a figura do Nazareno despida de adornos puramente litúrgicos como foi comumente descrito na oficialidade religiosa.
Ele foi um homem de seu tempo, inserido em uma estrutura social complexa e, muitas vezes, opressora.
Sua humanidade manifestava-se na conexão profunda com a natureza, na sensibilidade diante das paisagens e, principalmente, na capacidade de se emocionar de forma genuína.
Jesus não era um ser impassível; ao contrário, expressou empatia, compaixão e uma profunda solidariedade pela dor alheia.
Essa humanidade, longe de ser um sinal de fraqueza, era a evidência de uma saúde psíquica invejável. Jesus possuía uma gestão emocional sem precedentes, não reprimindo sentimentos, mas elaborando-os através de uma consciência expandida.
Mesmo em momentos de sofrimento extremo, sua capacidade de manter a empatia e o autocontrole demonstrava que o aspecto humano Nele era a base para uma resiliência corajosa.
Ao sentar-se à mesa com marginalizados e tocar aqueles que a sociedade evitava, Jesus quebrou barreiras de preconceito, vivendo uma encarnação plena na história e demonstrando que a verdadeira força reside na caridade e na solidariedade.
O MESTRE: A ANDRAGOGIA DO AMOR E A INTELIGÊNCIA
Como mestre, transformou a própria vida em um laboratório de aprendizado, utilizando a convivência e a parábola como ferramentas para atingir as camadas mais profundas do entendimento humano.
Sua andragogia não buscava apenas seguidores, mas pensadores capazes de questionar suas próprias contradições.
Frequentemente, respondia a perguntas com novos questionamentos, forçando seus interlocutores a um mergulho interior e ao desenvolvimento do raciocínio crítico.
O mestre focava no potencial latente de cada indivíduo, tratando o erro não como uma condenação definitiva, mas como uma etapa do aprendizado.
Sua abordagem era terapêutica, visando a reconstrução do "eu" através do afeto e da paciência.
Jesus revolucionou o conceito de autoridade ao ensinar que o maior poder reside no serviço ao próximo.
Ao simplificar leis complexas em princípios éticos universais, Jesus propôs uma educação para a plenitude, buscando o equilíbrio entre as necessidades práticas da existência e as aspirações mais elevadas da alma.
Suas lições, baseadas em elementos do cotidiano, permanecem como arquétipos de cura e equilíbrio interpessoal.
O ESPÍRITO SUPERIOR: A CONEXÃO COM O TRANSCENDENTE
A terceira dimensão desta personalidade extraordinária é sua estatura espiritual.
Além de filósofo ético ou reformador social, Jesus se apresentava com uma consciência plena de sua origem e destino, manifestando o que se pode chamar de espírito de pureza absoluta.
Sua superioridade não era uma forma de distanciamento, mas sim o ápice de uma evolução que o tornava o modelo ideal de perfeição possível ao entendimento humano.
Jesus vivia em uma constante comunhão com Deus, integrando totalmente o seu centro psíquico com a realidade espiritual – “Eu e o Pai somos um”. (João 10:30)
Jesus utilizou sua passagem pela Terra para demonstrar a continuidade da vida e a força da imortalidade.
Sua consciência superior permitia que Ele permanecesse livre internamente, mesmo diante de limitações físicas ou pressões externas.
O conceito de ser integral surge quando se percebe que Nele não havia separação entre o divino e o humano; ele era o espírito que dominava a matéria sem desprezá-la.
Jesus vivia um estado de consciência elevado como uma realidade interna presente, e não como um lugar geográfico distante.
Assim, sua trajetória revela que a verdadeira superioridade espiritual se traduz em paz interior inabalável e em um serviço incessante em benefício da coletividade humana.
Jesus, o Homem Integral, apresenta-se como um modelo de equilíbrio para a humanidade.
Ele permanece atual porque sua mensagem não se baseia em teorias abstratas, mas na vivência da integralidade.
Ser integral, seguindo esse exemplo, significa aceitar a própria humanidade com suas dores, desenvolver a maestria sobre os próprios pensamentos e emoções, e aspirar à conexão com o transcendente que habita em cada ser.
Jesus não é um personagem do passado, ou que deva ser lembrado apenas em alguns períodos comemorativos, mas um caminho de autoconhecimento que aponta para a saúde mental, a justiça social e a plenitude existencial.
Sua mensagem maior está centrada na aprendizagem do amor.
Como mestre, demonstrava na prática o que ensinava, e convidava seus continuadores-aprendizes a igualmente segui-Lo: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (João, 13:35)
Avancemos com Jesus!
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
BETTO, Frei. Entre todos os homens. Rio de Janeiro: Rocco, 2005.
CURY, Augusto. O Mestre dos Mestres: Jesus, o maior educador da história. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.
CURY, Augusto. O Mestre da Sensibilidade: Jesus, o maior especialista no território da emoção. Rio de Janeiro: Sextante, 2006.
FRANCO, Divaldo Pereira (Pelo Espírito Joanna de Ângelis). Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda. Salvador: LEAL, 2000.
RENAN, Ernest. Vida de Jesus. São Paulo: Martin Claret, 2004.

CAUSA E CASA ESPÍRITAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 



3.4.26

CÉU AZUL Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 806 do Livro dos Espíritos

CONDIÇÕES SOCIAIS
 
As condições sociais, como as desigualdades entre os homens, não são obra de Deus. São condições temporárias necessárias, devido à desigualdade de posições das criaturas, no que se refere à escala de aperfeiçoamento das almas. Essa condição, repetimos, é passageira, pois somente as leis estabelecidas por Deus são imutáveis no tempo e no espaço.
O bom observador notará sempre, no correr do tempo, que as condições humanas vão se transformando lentamente, e sempre para melhor. Todos os povos vão absorvendo, pela força do progresso espiritual, leis mais justas e mais humanas, vendo-se em seus semelhantes, em outra dimensão de vida. Mesmo com as facilidades que o mundo oferece hoje para o homem errar, ele acaba acertando mais, por ter sido feito para a glória da própria vida.
O orgulho nos parece que cresce mais com o egoísmo, antiga chaga que já floresceu muito, mas que agora está sendo combatida pelos seres humanos em diversas escolas filosóficas e religiosas, e pela maior escola da vida, que se chama maturidade espiritual.
Os que desconhecem as leis de Deus e a existência do Todo Poderoso se mostram duvidosos no que tange à posição do homem ante a eternidade. Não encontrando salvação para o mundo e para sua humanidade, são profetas do pessimismo, no entanto, para Deus não existe o impossível. Ele age no momento adequado e a tudo conserta, usando os próprios homens de boa vontade. As Suas leis corrigem todos os deslizes, usando dos feitos humanos como exemplos e lições para os que incorrem em erro.
As desigualdades que se vêem nos povos, o são por merecimento de cada um. Não que Deus abençoe uns mais que os outros; é devido à escala a que pertence, é força espiritual da justiça, que marca a lei de reencarnação para todas as almas em trânsito na Terra. Quem deseja viver fora da faixa a que pertence, é que sofre as conseqüências da violência acionada por si mesmo; a justiça é o mesmo amor que protege a todos. No Evangelho de João poderemos ler o seguinte, no capítulo onze, versículo dez:
Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz.
E quem anda fora do nível em que deve viver por justiça, somente encontra trevas, por desconhecer o que deve receber e sentir por misericórdia de Deus. Não queiramos ser o que não somos. Cada criatura tem dentro de si um vigia, que lhe dá conhecimento dos seus poderes e dos seus limites, em tudo que faz e pensa. Mesmo nas condições sociais em que se encontra, por que avançar para as lutas sem as devidas armas com que possa se defender? O que acontece com um médico que não se aprimorou na arte de curar?
As desigualdades nos mostram até onde o outro já chegou, e é um convite para que possamos ir também, porque a vida oferece ensejo 
para todas as criaturas.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

2.4.26

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 02.04.2026

 

A ANIMALIZAÇÃO DA MATÉRIA

O agente divino interpenetra tudo. Ele é como que o hálito de Deus auscultando toda a criação nos mínimos detalhes, a matéria mais ou menos amadurecida, com ele afiniza e fica em estado de vivência animalizada. Todo espiritualismo, e principalmente a Doutrina dos Espíritos, nos faz entender o respeito que devemos demonstrar por tudo que existe, porque em tudo existe igualmente o traço da divindade, para que a vida ali prolifere e esplenda nas belezas que os Céus desejam. Nós vivemos ligados a vários mundos em plena comunicação com eles, e eles conosco, mesmo inconscientemente. Quando temos conhecimento disto, as comunicações melhoram, e as trocas de experiências entram num processo consciente. O Espírito desejoso de conhecer-se e o ambiente onde vive é aquele que está disposto a dar o primeiro passo na infinidade dos esclarecimentos espirituais, e não perde o tempo que passa a nosso favor. A matéria é a presença divina a nossa frente. O princípio vital fecunda a matéria, que vira mãe a unir-se para compor em movimento, expressando a vida e mostrando belezas em seus gestos em busca de outras formas mais elevadas. O ser espiritual, encarnado ou desencarnado, quando começa a auto-educação, no silêncio de cada dia, sem reclamar, sem discutir, ou sem exigir, com o tempo acenderá uma luz no seu próprio ser, em conexão com a luz que sustenta e gera vidas, garantindo-lhe uma paz imperturbável na consciência, mostrando-lhe que valeu a pena sofrer, lutar e confiar no trabalho empreendido, porque todo o exterior passou a lhe obedecer, para a conquista da felicidade que todos almejamos. Abençoemos a matéria, pois ela é nosso veículo de trabalho e de esperança!

Filosofia Espírita L.E.62 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

O SEMEADOR DE ESTRELAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ENTENDE A JESUS

Adelaide Augusta Câmara (AURA CELESTE)
 
Escuta a voz do amor por onde fores,
Guarda contigo as láureas da ventura,
E esparze por mil gestos redentores
A luz da paz à senda mais obscura,
 
Contempla a Vida em bênçãos multicores
No roteiro da anônima criatura,
A flor, o orvalho, a brisa e os resplendores
Do céu azul na fonte d’água pura...
 
Descobre em tudo as dádivas celestes
Sustendo docemente os passos, prestes
A cair nas abismos da jornada.
 
Fala, sorri, estuda, canta e ora,
Mas entende a Jesus que espera e chora
No triste olhar da infância abandonada!
 
(*) Poetisa, conferencista, contista e educadora, deixou belas páginas lítero-doutrinárias, em prosa e verso, subscrevendo-as geralmente com o pseudônimo de Aura Celeste. Levada ao Espiritismo pelo Dr. Adolfo Bezerra de Menezes, trabalhou em diversas instituições espíritas do Rio de Janeiro, a elas dedicando o melhor de suas energias. Fundadora e diretora do Asilo Espírita «João Evangelista», lar para crianças desprotegidas, onde realizou a tarefa máxima de educadora competente e Extremosa. Entre as várias faculdades mediúnicas de que era dotada, sobressaíram a receitista e a psicofônica. Prefaciando-lhe o livro Vozes d’Alma, Leal de Souza chamou-lhe «a grande Musa moderna, a Musa espiritualista». (Natal, Rio Grande do Norte, 11 de Janeiro de 1874 – leio de Janeiro, GB, 24 de Outubro de 1944.)
BIBLIOGRAFIA : Vozes d’Alma, versos ; Sentimentais, versos ; Aspectos da Alma, contos; Palavras Espíritas, palestras; etc.
Obras de sua mediunidade: Orvalhos do Céu; Do Além; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

1.4.26

Gravação do Estudo detalhado do livro EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS Cap. 19 da segunda parte

 


O Evangelho de Donald Trump

A intersecção entre religião e política nos Estados Unidos, intensificada pela ascensão de Donald Trump, apresenta um dos fenômenos socioculturais mais complexos do século XXI.
Para uma parcela significativa do eleitorado, Trump não é apenas um líder partidário, mas uma figura providencial destinada a restaurar valores perdidos.
Ao confrontarmos, no entanto, o "corpus" de suas falas, atos e estilo de liderança com o núcleo dos ensinamentos de Jesus de Nazaré — especificamente as Bem-Aventuranças e o Mandamento do Amor —, emerge uma tensão profunda e, por vezes, irreconciliável entre o "Reino" pregado pelo Cristo e o "Império" idealizado pelo trumpismo.
O Sermão da Montanha, registrado no Evangelho de Mateus, é amplamente considerado a "Constituição" do Reino de Deus. Nele, Jesus estabelece uma inversão radical das lógicas de poder do mundo antigo e moderno.
Enquanto as sociedades frequentemente exaltam a força, a riqueza e a autossuficiência, Jesus inicia seu discurso com uma série de bênçãos destinadas àqueles que o mundo despreza.
Donald Trump, por outro lado, construiu sua identidade pública e política sobre a premissa da vitória a qualquer custo, da força bruta e da retaliação implacável.
Onde Jesus afirma: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3), sugerindo a necessidade de reconhecer a própria insuficiência diante do divino, a retórica trumpista fundamenta-se em um hiper narcisismo.
Em diversas ocasiões, Trump afirmou categoricamente que apenas ele possuía a capacidade de "consertar" o sistema, uma postura que substitui a dependência espiritual pela autolatria da competência individual.
Essa dissonância se estende à virtude da mansidão.
Jesus ensina que "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mateus 5:5). A mansidão cristã não deve ser confundida com passividade, mas sim com a força sob controle e a recusa em usar a violência — física ou verbal — para dominar o outro.
A práxis de Trump é o oposto direto: o domínio pelo conflito.
O uso sistemático de apelidos pejorativos para adversários, a incitação à hostilidade em comícios e a visão de mundo onde o diálogo é sinal de fraqueza contrastam com a promessa de herança da terra pela temperança.
Para a lógica de Trump, a terra não é herdada pelos mansos, mas conquistada pelos "espertos" e pelos que exercem a pressão mais forte.
No campo da ética interpessoal, a questão da misericórdia e da retaliação cria um abismo ainda maior.
"Bem-aventurados os misericordiosos..." (Mateus 5:7) é uma máxima que propõe o perdão e a compaixão como pilares da convivência humana. Em contrapartida, um dos dogmas centrais do pensamento de Donald Trump é a lei do retorno amplificada.
Em sua filosofia de vida e negócios, a regra de ouro é: se alguém o ataca, deve-se atacar de volta "dez vezes mais forte".
Enquanto o Evangelho propõe o perdão das ofensas como forma de libertação, o trumpismo propõe o acerto de contas como ferramenta essencial de manutenção da imagem de "vencedor".
A análise torna-se ainda mais aguda ao considerarmos o Grande Mandamento de Jesus: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
A definição cristã de "próximo" é radicalmente inclusiva, como ilustrado na Parábola do Bom Samaritano, onde o "outro" — o estrangeiro ou o inimigo religioso — é quem deve ser acolhido e cuidado.
A política de Trump, sintetizada no lema "America First", estabelece uma hierarquia de valor que frequentemente desumaniza o estrangeiro em prol de um nacionalismo excludente.
Políticas como a separação de famílias na fronteira e uma retórica que descreve imigrantes como "invasores" que "envenenam o sangue do país" colidem frontalmente com a hospitalidade exigida por Jesus.
No "Evangelho de Trump", o próximo é apenas aquele que é leal à sua causa ou compartilha de sua identidade nacional; o dissidente ou o necessitado externo é visto meramente como um custo ou uma ameaça.
Mesmo a relação com a divindade sofre uma inversão.
O cristianismo exige a submissão do ego à vontade de Deus. O fenômeno do trumpismo, no entanto, muitas vezes instrumentaliza a religião para validar o ego nacional ou individual.
O gesto de segurar uma Bíblia em frente à Igreja de St. John em 2020, após o uso de força contra manifestantes, exemplifica o uso do símbolo sagrado como um artefato de poder político e coerção, e não como um guia de submissão espiritual.
Por fim, a bem-aventurança dos pacificadores — "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" (Mateus 5:9) — parece não encontrar solo fértil na liderança de Trump.
Sua trajetória é intrinsecamente divisiva, prosperando na dicotomia do "nós contra eles". Ao atacar instituições democráticas e a imprensa, e ao flertar com retóricas que culminaram em eventos de violência como o do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, Trump distancia-se do ideal de pacificação social.
O "Evangelho de Donald Trump" apresenta-se como um evangelho de prosperidade, poder e proteção de identidade.
Ele ressoa com um arquétipo de "Messias Guerreiro" que muitos buscavam para lutar batalhas culturais no mundo secular.
Sob a ótica do Evangelho de Jesus, entretanto, percebe-se que Jesus propôs um caminho de esvaziamento, enquanto Trump propõe um caminho de exaltação.
Onde Jesus pede para oferecer a outra face, Trump exige o contra-ataque.
Onde Jesus pede para acolher o menor, Trump prioriza o muro.
Essa comparação revela que o apoio cristão a figuras com este perfil muitas vezes não se baseia na semelhança de caráter com o de Jesus, mas em uma aliança pragmática onde os valores do Sermão da Montanha são sacrificados no altar da conveniência política.
A ética de Jesus permanece como o que sempre foi: um escândalo para aqueles que buscam o poder terreno acima de tudo. E, neste sentido, vale a pena lembrar que era “inevitável que venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos." (Lucas 17:1-2)
Qual dos dois evangelhos você vai adotar como inspiração para a sua vida: o de Jesus de Nazaré ou o de Donald Trump?
Um alerta apenas: é impossivel servir simultaneamente a Deus e a Mamon...
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Referências Bibliográficas
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. Edição Revista e Corrigida. Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil, 2009. (Contendo o Evangelho de Mateus, capítulos 5 a 7 – Sermão da Montanha).
CAMPBELL, W. Keith; MILLER, Joshua D. The Handbook of Narcissism and Narcissistic Personality Disorder: Theoretical Approaches, Empirical Findings, and Treatments. Hoboken: John Wiley & Sons, 2011.
KELLERMAN, Barbara. The End of Leadership. New York: HarperBusiness, 2012.
LOWEN, Alexander. Narcisismo: a negação do verdadeiro self. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Cultrix, 1983.
MORAES, Gerson Leite de. O Evangelho segundo Donald Trump: a utilização da religião pela direita americana. In: Revista de Teologia e Cultura, Campinas, v. 12, n. 1, p. 45-62, jan./jun. 2021.
SCHARMER, Otto. Teoria U: como liderar a partir do futuro que emerge. Tradução de Maria Lúcia de Oliveira. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
STOTT, John. Contracultura cristã: a mensagem do Sermão do Monte. Tradução de Yolanda M. Krievin. São Paulo: ABU Editora, 1981.
TRUMP, Donald J.; SCHWARTZ, Tony. Trump: a arte da negociação. Tradução de Marcos José da Cunha. Rio de Janeiro: Alta Books, 2017.

31.3.26

A CASA DA PAZ Livros espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 31.03.2026

 MATÉRIA DIFERENTE

Há diferentes estados da matéria, entretanto ela é a mesma em qualquer lugar. As forças se intercruzam em um campo formado pelo movimento e formam corpos diferentes, com diferenciação na própria matéria; essa é a riqueza das coisas estabelecidas pelo grande Arquiteto do Universo. Os corpos orgânicos e inorgânicos mostram alguma diferenciação, todavia, nos seus fundamentos é a mesma matéria primitiva a obedecer ao tempo, à força da gravidade e ao agente universal que encontra campo de afinidade no seu seio e ali ativa outros movimentos, objetivando o despertamento dos valores que em tudo existe, doados pelo amor d'Aquele que nos deu a própria vida. Toda a matéria é visitada por fora e por dentro por esse agente universal, entretanto, nos corpos que já mostram maturidade e que passam a ser corpos orgânicos, ele encontra coesão, animalizando a própria matéria e dando aspectos de mais vida. Ele lhe faz surgir movimento próprio, caindo o corpo na classificação de outro reino, que é o dos corpos orgânicos. Não podemos nunca desprezar a matéria. Ela é o primeiro passo para o nosso aprendizado. Se o Espírito não precisasse da matéria, ela não existiria. O Espírito é irmão da matéria em toda a sua extensão de vida, a luz é irmã das trevas, onde quer que estejam essas duas forças, e Deus é Pai de tudo que existe e que, porventura, venha a existir. A matéria nos corpos orgânicos está animalizada, nos diz O Livro dos Espíritos, e ela está espiritualizada nos corpos psíquicos. Para entender melhor essas leis, devemos somente entrar pela porta do amor, que as nossas faculdades de entendimento irão abrir-se até o desconhecido, e cada vez mais avançaremos em direção a Deus.

Filosofia Espírita L.E.61 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

30.3.26

O SER CONSCIÊNTE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

SEI QUE É LOUCURA!

Talvez, eu não saiba, realmente, identificar um comunista.
Tampouco definir um fascista.
Mas sei diagnosticar um louco.
Quer dizer, acho que sei, porquanto, hoje em dia, eles passam por criaturas tão normais...
Mas sei, por exemplo, que é loucura arruinar a geração inteira de um País, tão promissor quanto o Brasil!
Sei que é loucura a sangria que se faz aos cofres públicos de uma Nação, mergulhando quase todo o seu povo na desesperança!
Sei que é loucura trair o voto de confiança de milhões de pais brasileiros que estão vendo os seus filhos sem futuro!
Sim, vocês têm razão: eu pouco, ou nada, entendo de Marx, ou Engels, de Hitler, ou Mussolini, de Mao Tse Tung, ou Fidel, de Kim Il Sung, ou Hoxha, de Chaves, ou...
Espanta-me, no entanto, o direito que vocês me querem negar de emitir a minha própria opinião sobre a situação social de um País que reúne as expectativas do Mundo Espiritual quanto à sua possível condição de Pátria do Evangelho...
Espanta-me o seu total desconhecimento do Cristianismo, em seus primórdios, e na atualidade, no esforço que a Doutrina Espírita empreende para restaurá-lo...
Posso ser completamente ignorante na política rasteira do mundo, da qual sempre andei muito distante, mas algo eu julgo saber quanto à essência da Mensagem do Cristo, que, infelizmente, não se identifica com nenhum sistema de governo que aí estamos vendo...
Vocês estão enganados se, com a suas opiniões truculentas, indignas de um espírita-cristão, pensam em me fazer calar!
Vocês precisam deixar de ser pigmeus no entendimento...
Sim, os nossos irmãos muçulmanos não são comunistas, consoante a definição de nosso velho “pai dos burros”, contudo, tentem vocês não aprenderem a rezar pela sua cartilha – o venerável “Corão”, cujo transcendente significado vem sendo distorcido por quase todos os Aiatolás! 
Vocês sabem que eu não tenho grandes afinidades com a Igreja Católica, neste universo de escândalos de todos os tamanhos, que, profundamente, lamento,.
É isto aí.
Agora, antes de terminar esse arrazoado de espírito “trevoso”, permitam-me pequena observação: vocês que se apressaram em revelar o seu conhecimento sobre os sistemas políticos do mundo, com sua nomenclatura sofista – neofascismo, neonazismo, neoliberalismo, etc. –, demonstraram nada saber da obra “Nosso Lar”, com as suas revelações de um “neomundo”!!!
Vocês, que querem citar Kardec com tanta propriedade nada demonstraram saber de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, e duvido que sequer tenham lido uma só página da coleção, em doze volumes, da “Revue Spirite”!
Olhem: eu tenho mais o que fazer.
De fato, é melhor que eu continue a tratar apenas dos loucos desencarnados, porque, sinceramente, para certos casos de loucura que estou tendo oportunidade de registar entre os encarnados, o processo de cura é para muitas existências!...
Quem sou eu?!...
Se os Apóstolos não puderam curar aquele menino lunático, que um espírito ora atirava na água, ora atirava no fogo – por que para lidar com aquela classe de obsessores, segundo Jesus, era preciso muito jejum! –, eu, que nunca nada postulei, e nem apostolei, é que vou dar conta desses petizes com a suas sandices?!...
 
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