3.5.26

Adversidade

“O Senhor é nosso pastor e nada nos faltará”
Nestes dias angustiosos que vivemos no nosso Recife, região metropolitana e outros municípios de Pernambuco e da vizinha Paraíba, venho aqui dizer da minha solidariedade diante das dores e das faltas de condições de moradia, em decorrências das chuvas constantes nestas localidades.
Vejo pessoas nos locais de apoio para receber os desabrigados e fico triste com aquela situação. É certo que cada um tem seu caminho na Terra, mas é igualmente verdadeiro que devemos lutar com todas as nossas forças para minimizar ou erradicar as condições adversas de vida.
Conquanto ainda vivermos em situação de precariedade de milhões de nossos irmãos, nossa luta é ir de encontro às condições de enorme carência que precisam ser supridas.
As raízes destes problemas sociais ainda se dá no campo da desigualdade assustadora, da corrupção que subtrai recursos para os mais necessitados, no abandono aos mais pobres como se dissesse que eles sempre existiram e faz parte do cotidiano das cidades.
Nada disso!
Nosso desleixo é gigantesco com parcelas significativas da população que, numa hora dessas, fica literalmente sem saber o que fazer e para onde ir.
Completa é a negligência da sociedade como um todo que ainda não se indignou suficientemente para acabar, de uma vez por todas, com estes quadros de miserabilidade.
Num morro do Recife, agora há pouco, acompanhei, uma senhora estava dentro da sua casa que beirava o precipício. Ela e um filho mais novo, algo em torno de seus onze anos de idade. Não havia a figura de um pai ou protetor. Ela sozinha teria que decidir para onde ir. Deixa o pouco que ainda possui e ir novamente aventurar na vida ou ficar ali sob o perigo do desabamento.
As condições adversas para quem está no luxo da sua casa é algo apenas fictício que as cores da televisão apenas despertam a atenção para o assunto.
É claro que ocasiões marcantes de clima instável com altas temperaturas ou chuvas torrenciais fazem parte do cenário ambiental para todos, mas sofre mais aquele que nada possui e teima em sobreviver apesar das intempéries da vida.
Os governos se agitam, tentam fazer a sua parte, mas o principal seria atuar nas causas geradoras dessa condição adversa.
Minha solidariedade não é passiva.
Estamos em conjunto fazendo sugestões para muitas pessoas, consolando outras tantas e induzindo decisões mais sensatas.
Ninguém fica sozinho diante do caos temporário.
Lutemos para erradicar as causas maiores desse mal e ajamos firmemente em minimizar a dor daqueles que estão à beira de perder a fé e a esperança.
Acolhamos os nossos irmãos, de verdade!
 Helder Camara - Blog Novas Utopias

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