30.6.26

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TRANSPLANTES Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de30.06.2026

NASCENDO A RAZÃO, O INSTINTO SE ATROFIA?

O alicerce de uma obra aparentemente desaparece quando o prédio está pronto; no entanto, passa a existir com muito mais segurança do que antes, pela sua solidez no seio da terra. O instinto não atrofia ao surgir a razão. Ele perde o comando mais visível, entretanto, ajuda a inteligência nas suas difíceis soluções, inerente ao seu estado. O nada se perde atinge igualmente os dons da alma. Os talentos se intercruzam numa fraternidade perfeita, uns ajudando os outros, e todos formando um conjunto, de sorte a trazer ao mundo da consciência a harmonia divina. A razão é o instinto na feição de maturidade; é o alicerce da inteligência. A Doutrina dos Espíritos, no seu conjunto nos oferece muitos meios e métodos, para exercitarmos todos os nossos dons, de maneira a que eles possam crescer ampliando seus valores. O instinto, o raciocínio e a intuição constituem uma escada evolutiva, são estágios variados do mesmo dom da vida que, juntos, garantem a estabilidade e nos proporcionam meios mais sólidos para vivermos em paz. O homem não pode desprezar o instinto porque possui a inteligência, nem o super-homem pode abandonar a inteligência, por ter conquistado a intuição. Todos os valores são úteis na engrenagem evolutiva de todos os seres. Entrementes, deve-se saber usá-los na hora certa, e no momento exato servir-se do raciocínio. O conhecimento é a base do equilíbrio e a compreensão, o estímulo de todas as forças do bem que, somadas, esplendem-se no amor. O instinto é uma inteligência rudimentar mas, que guarda no seu seio celeiros imortais que, desenvolvidos, ultrapassam as belezas da própria inteligência e mesmo da intuição, pelo fato de que o despertamento da alma é infinito, na extensão do crescimento sem limites, do Espírito.

Filosofia Espírita L.E.75 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

29.6.26

EM TORNO DO MESTRE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Por Que o Espírito Necessita Reencarnar?

Alguns amigos nos perguntam: - Dr. Inácio, por que o espírito necessita reencarnar? Ele não poderia fazer a sua evolução no Mundo Espiritual?
A resposta à semelhante indagação é vasta, todavia, vamos nos ater àquela que nos parece ser a de ordem mais geral.
O espírito, desde os primórdios de sua evolução, labuta no orbe terrestre, que é o campo onde ele se encontra lavrando, desenvolvendo as suas faculdades intrínsecas, submetendo-se à Lei de Causa e Efeito.
Em contato com a matéria mais densa é que o espírito encontra ensejo de despertar relativo, de vez que, durante séculos, não se habilita, em maioria, a viver nas Dimensões mais etéreas.
O espírito é um ser em construção.
Tendo vivido, através de incontáveis existências, na Terra, em contato com outros que integram a Humanidade, o espírito adquiriu inúmeros compromissos de natureza cármica que fazem parte de seu aprendizado.
Natural, pois, que ele se sinta atraído ao Plano em que se encontram, talvez, a maioria de seus afetos e, principalmente, de seus desafetos.
Não fosse ele ao planeta-escola que é a Terra, para o seu relacionamento indispensável com o próximo, deixando pendências cármicas, ele não se liberaria, à nível de consciência, para seguir caminho adiante, na direção do porvir.
Ocupando o corpo físico, ou o corpo mais físico, que o prende à gravidade do orbe, e, sofrendo o impacto do esquecimento do passado, o espírito, a cada experiência reencarnatória, entra na posse de si mesmo.
O devedor de determina soma, compelido a quitá-la, carece do “correr atrás” de seu credor, e aquele que verdadeiramente quer bem a outro, não se contenta em esquecê-lo na retaguarda, mormente quando, porventura, esse se encontra embaraçado, necessitando de quem o auxilie a se desvencilhar das amarras que o prendem.
Quem ama sempre se sente responsável por aqueles que, um dia, lhe foram confiados à tutela – foi justamente esse Amor que fez com Jesus mergulhasse na escuridão do planeta para resgatar os que nos demoramos no abismo.
Sem a reencarnação em níveis mais grosseiros – assim digamos – o espírito não desenvolveria as suas faculdades e não fixaria em si as conquistas que possa efetuar, nas expansões de seu próprio ser.
INÁCIO FERREIRA Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 28-6-26

27.6.26

ALEF A Verdade Original Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria

 


Zoraide

Ao ensejo dos 65 anos da Casa Espírita “Bittencourt Sampaio”, fundada em Uberaba – Minas Gerais, transcrevemos o soneto com que a poetisa Auta de Souza, através do médium Chico Xavier, homenageou Zoraide, fundadora e tarefeira da Casa, quando de sua desencarnação, ocorrida em maio de 1987.
Perdera um filho amado, um sonho em primavera...
Pergunta a soluçar entre suplício e pranto:
- “Por que? Por que, meu Deus, o filho que amo tanto?”
Segue o filho a gemer na dor que a dilacera.
 
Volta, de novo, ao lar!... É a família que espera,
Tem dever a cumprir mesmo banhada em pranto...
No outro dia, é servir ao bem, de canto a canto,
No Templo em luz e paz, que a conforta e venera.
 
O Tempo passa lento... Amargura, saudade...
Resguarda o amor de Mãe sem que nada o degrade...
Cai gravemente enferma... Enxerga doce brilho...
 
Ante o supremo instante, em névoa cor de opala,
Eis que o filho lhe diz: - “Minha Mãe, vim buscá-la...”
E ela parte a gritar: “Ah! meu filho!... Meu filho!...
 
Auta de Souza - Blog Espiritismo em Prosa e Verso

26.6.26

DOAÇÃO DE ÓRGÃOS O Espíritismo esclarece Livro espírita a venda na LER Livros


 

Comentário Questão 817 do Livro dos Espíritos

HOMEM E MULHER
 
São duas formas diferentes, mas com o mesmo objetivo de vida, exercitando-se ambas, na busca da libertação espiritual. Ninguém foi criado para ser preso, mas subordinado à lei que dirige a todos, em seqüências variadas do despertamento das suas faculdades espirituais, e somente juntos em forma de família, os Espíritos têm mais possibilidades, acionando mais depressa o acordar dos seus talentos.
O homem se expressa no corpo físico com características diferentes da mulher. Ele busca mais as coisas da Terra e sabe responder às exigências do mundo na pauta dos seus valores e, neste trabalho, recolhe experiências valiosas, porque, no fundo, em todas elas vibra a lei divina do amor, que veste muitas roupagens por existirem diversas modalidades de se educar.
O homem, no curso das suas existências, passa a indagar a si mesmo, usando da razão, qual é o melhor caminho a seguir e, empenhado nessa especulação, acaba encontrando as advertências como ajuda e descobrindo a verdade que o liberta. O tempo é seu amigo inseparável, que age até quando for preciso; quando atinge sua iluminação interior, desaparece o próprio tempo, não se fala mais de espaço e nem mesmo de leis. A educação existe por causa da ignorância; se esta cessar, aquela não será mais necessária.
A mulher tem uma razão de ser na vida do homem, sem a qual a vida do seu companheiro se tornaria vazia e sem impulsos para a busca da verdade. Deus nunca erra nos Seus objetivos. Pela sua sensibilidade, sua ação é mais direcionada ao enlevo, em rumo complementar do homem, como que uma ponte intuitiva que busca o mais além, distribuindo o que de lá recebe com os que com ela vivem em família. O aprimoramento do papel de esposa e mãe é a oferta da água viva, como a que a samaritana recebeu do Cristo à beira do poço de Jacó.
Observemos os apontamentos de João sobre a fala do Mestre, que assim se expressa no capítulo quatro, versículo onze:
Respondeu-lhe ela:
Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
Vejamos que simbolismo divino: o Mestre oferta à mulher a água da vida, aquela com a qual ela nunca mais teria sede. Era a água do amor, e a maternidade pode ser um poço dessa água, para aqueles que, por seu intermédio, ela poderia saciar.
O sexo, na Terra, é força viva que os faz unir, na esperança de que, pelo amor, passem do plano espiritual para a Terra outros companheiros do passado, na esperança de tranqüilizarem a consciência e compreenderem o porquê da vida. O companheiro é um instrumento para ajudar na operação, na constância de edificar esse amor, cada vez mais espiritualizado: um, trabalhando nos horizontes da Terra, e o outro abençoando com as forças do céu.
Os direitos do homem e da mulher são iguais, mesmo na diversificação dos seus ideais. Não há diferença de valores dos Espíritos; há, sim, de posições pelas vestimentas carnais que a natureza lhes empresta para o despertamento dos tesouros da vida.
As mulheres sofreram muito em épocas recuadas, pela ignorância humana, mas como nada se perde, elas recolheram valores maiores, que devem se expressar no futuro ao comandarem e direcionarem, pelos seus próprios valores, os altos postos que lhes foram tomados, invalidados pela força. O trabalho maior da mulher é a missão de educar aqueles que, por bênção de Deus, vêm para seus braços nas linhas do perdão.
Eis porque a reencarnação constitui bênção maior para todos os filhos de Deus; ela os inspira para o amor universal e as vidas sucessivas matam o orgulho e fazem desaparecer o egoísmo, em um trabalho que opera no desfile dos evos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

25.6.26

UMA JANELA PARA A FELICIDADE Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Eles estão no meio de nós

A persistente indagação sobre estarmos sozinhos no cosmos há muito deixou de ser exclusividade da ficção científica e das especulações de astrônomos.
Quando analisamos o panorama contemporâneo, a hipótese de que inteligências biológicas ou espirituais de outros orbes interagem com a Terra ganha contornos de urgência e realidade.
Eles estão no meio de nós e o entendimento dessa presença exige que desatemos os nós do orgulho antropocêntrico, cruzando as fronteiras do cinema, da filosofia espiritual e da revelação transcendental.
Como provocação inicial, a obra cinematográfica Dia D (2026), de Steven Spielberg, atua como um espelho incômodo para a nossa sociedade.
No filme, o pânico generalizado e a corrida de corporações privadas e governos para ocultar segredos ufológicos traduzem perfeitamente a nossa maior deficiência coletiva: o medo do desconhecido e a necessidade neurótica de controle.
Spielberg nos força a encarar o impacto psicológico e institucional de uma "revelação global" (ou disclosure).
O filme demonstra que a humanidade, embora curiosa, permanece profundamente imatura para lidar com o extraordinário.
Tratamos visitas cósmicas ora com pavor apocalíptico, ora com a ganância de quem deseja confiscar tecnologias por meio de engenharia reversa.
O "Dia D" de Spielberg expõe a nossa miopia espiritual: olhamos para os céus procurando ameaças ou lucros, quando deveríamos olhar para dentro buscando autoconhecimento.
Essa barreira psicológica cai por terra quando recorremos à racionalidade consolidada em O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Nele, a doutrina estabelece o princípio da pluralidade dos mundos habitados como uma lei universal e matemática da Criação divina.
Conforme o ensinamento dos benfeitores espirituais, a Terra está longe de ser o centro do universo ou o único reduto de vida inteligente; ao contrário, classifica-se como um mundo de expiações e provas, ocupando uma posição modesta na escala evolutiva cósmica.
A presença de seres vindos de outros quadrantes universais deixa de ser uma "invasão" cinematográfica e passa a ser compreendida como um intercâmbio natural entre irmãos de diferentes idades evolutivas.
Sob a ótica espírita, o isolamento da Terra é uma ilusão da matéria. O universo pulsa em constante magnetismo e comunicação e os mundos mais adiantados auxiliam as civilizações infantes em suas transições planetárias.
Aprofundando essa dinâmica de convivência silenciosa, a obra Os Nefilins confere uma roupagem robusta e detalhada a essa infiltração alienígena na história humana.
Primeiro desmistifica o distanciamento físico dos extraterrestres, demonstrando que raças de origens estelares diversas — algumas operando em faixas vibratórias além da nossa percepção visual comum — participam ativamente da política, da ciência e dos bastidores energéticos do planeta.
Longe de naves espaciais reluzentes estacionadas em nossas capitais, essas inteligências atuam nos bastidores da evolução biológica e espiritual da Terra desde tempos imemoriais, confundindo-se com mitos, deuses e os próprios "anjos caídos" das escrituras antigas.
A análise da presença extraterrestre na Terra, portanto, deixa de ser um exercício de adivinhação e passa a ser uma constatação de convivência.
Enquanto o cinema de Spielberg nos alerta sobre o colapso institucional e o choque ético diante da revelação física e governamental dessas realidades, o Espiritismo e as revelações projetivas nos convidam à maturidade cósmica.
Eles estão no meio de nós não para nos subjugar ou validar nossos roteiros de destruição (embora alguns possam até ter este propósito), mas porque somos todos passageiros da mesma nau universal.
A derrubada final do sigilo sobre a vida extraterrestre exigirá da humanidade muito mais do que a reformulação de tratados de defesa ou manuais científicos; demandará a expansão definitiva de nossa consciência espiritual e a aceitação humilde de nossa verdadeira cidadania cósmica.
Preparemo-nos para a revelação definitiva quando ela vier.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
 Referências Bibliográficas
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Guillon Ribeiro. 93. ed. Brasília: FEB, 2013.
PINHEIRO, Robson; ANGELO (Espírito). Os Nefilins. Contagem: Casa dos Espíritos Editora, 2014.
DIA D (Disclosure Day). Direção: Steven Spielberg. Roteiro: David Koepp. Produção: Amblin Entertainment e Universal Pictures. Estados Unidos, 2026. 1 filme (145 min), son., color.

24.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 10 – ONDA MENTAL

 


Deslocamento “Espacial”

Quando encarnado, embora a minha condição de espírita, eu chegava a imaginar que a desencarnação, além de fenômeno de natureza física, de algum modo, pudesse igualmente ser fenômeno de natureza moral para todos os que demandassem o Mais Além.
Explico-me.
Eu imaginava que o espírito, ao deixar a carcaça, deixasse, quase miraculosamente, antigos equívocos seus, e mesmo pensava que a Lei de Causa e Efeito, então, começasse a funcionar de maneira mais incisiva para os que, perante ela, tivessem se comprometido na Terra.
Na lida com os desencarnados, nas sessões mediúnicas do Sanatório, eu refletia que aqueles que entravam em contato conosco, algumas vezes não conscientes de sua nova situação, constituíssem exceções no Mundo Espiritual – afinal, estariam se defrontando com a inegável realidade de si mesmos!
Por mais que eu me esforçasse, e estudasse as obras espíritas, com certeza ainda sob o efeito de outro modo de pensar (durante séculos), eu não lograva “enxergar” a vida no Além como apenas o virar de página de um livro...
Somente aos poucos, com o amadurecimento das ideias em idade mais provecta, e, depois, com o meu próprio desenlace, é que pude constatar que, de fato, a desencarnação não passa, para a grande maioria, de fenômeno de deslocamento “espacial” apenas.
Mudança da casa em que se reside para outra casa, mas, não raro, para a casa ao lado, ainda na mesma cidade, no mesmo bairro, na mesma rua, com a mesma vizinhança...
Não sei se vocês, os nossos amigos internautas, terão que, igualmente, deixarem a carcaça para entenderem o que tento lhes dizer – creio que, em sua quase total maioria, sim, mormente aqueles que, permanecendo na superfície, não exploram as profundezas do “lago” em que bracejam.
Não seria natural que, após o desenlace, reconhecendo-se em outra Dimensão, os não adeptos do Espiritismo a ele se curvassem, mudando, substancialmente, a sua visão da Vida?!... Não deveriam, espontaneamente, e, de maneira imediata, arrependerem-se de seus erros, predispondo-se à corrigenda, abandonando o mal para sempre?!...
Não obstante, assim não é.
Deste Outro Lado, pelo menos no chão em que atualmente piso, continuamos a lutar em prol da Verdade Imortalista, que milhões, se não bilhões, insistem em ignorar – alguns milhões, ou bilhões, sem dúvida, de “caso pensado”, muito embora não tão pensado assim...
Por este motivo, repetimos que, faz um tempão, para milhões, ou bilhões, a desencarnação não passa de mero deslocamento “espacial”, em ciclo que se repete à semelhança da água que se torna em vapor e do vapor que torna a ser água, passando da forma líquida à gasosa e... vice-versa.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 21 de junho de 2026.

23.6.26

DO SÉCULO DAS LUZES Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria




 

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 23.06.2026

 INTELIGÊNCIA E INSTINTO

Não se pode determinar onde termina o instinto e começa a inteligência, um e outra têm funções diferentes, e dá para perceber no homem evoluído, a imposição de um e a ascendência da outra. O instinto é a inteligência em estado primitivo e a inteligência é o instinto aprimorado, porém, a divisão de um para com o outro é bastante sutil. O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na estrutura do Espírito, é bom se notar que o homem de ontem não teria as mesmas condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de modo que o bem-estar cresceu, por ser fruto da inteligência. E também a inteligência irá ceder lugar à intuição, que tem aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente: o primeiro é terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para crescer e iluminar. O instinto não atrofia da maneira que muitos pensam, para que a inteligência o domine. Ele não desaparece. Quando os sentimentos se iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a coletividade, pela força do amor. A inteligência é prova evidente da maturidade da alma, e é neste momento que Deus acha conveniente que o Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios pés, que entre na fase de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que faz com as suas faculdades. A Doutrina dos Espíritos veio abrir um campo de estudos sobre a vida espiritual, e a mediunidade em todas as dimensões de vida com informações acerca da vida, da alma e de todos os seus sensíveis corpos. O instinto impõe o caminho que a alma deve percorrer, a inteligência analisa, observa, e convida o Espírito para experimentar com parcimônia, e a intuição tem plena consciência dos caminhos a percorrer.

Filosofia Espírita L.E.74 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

22.6.26

A VIAGEM Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

EUTANÁSIA

Gestor Vítor dos Santos*
     
Ofega o corpo a sós... Oculta, a morte espia...
– Invisível chacal na tocaia da presa.
Na máscara do rosto, a ansiedade retesa
Aparenta velar a dor do último dia.
 
Choras ao ver prostrada a criatura indefesa
Cujo olhar sem consolo a lágrima embacia,
E intentas ministrar-lhe a branda anestesia
Que apresse o longo fim e ajude a Natureza.
 
Susta, porém, teu gesto! A vida é sábia em tudo!...
A alma jungida à carne, em pranto amargo e mudo,
Roga-te, embora gema e fale de outra esfera:
 
– “Aguardo a mão da Lei, sempre doce e benvinda!
Dá-me silêncio e paz! Não me expulses ainda!...”
E, por trás da alma em luta, a Lei exclama: – “Espera!”.
 
Poeta, conteur, romancista, crítico, Nestor Vítor foi também, no dizer de Andrade Muricy (Pan. Mov. Simb. Bras, I, pág. 268,), «pensador moralista penetrante». Vice-diretor, aos 26 anos, do Internato do Ginásio Normal, atual Colégio Pedro II. Colaborou em vários jornais do. Rio, entre os quais O Paiz, o Correio da Manhã e O Globo. Patrono, na Academia Paranaense de Letras, da cadeira nº. 27, tendo pertencido à extinta Academia de Letras do Paraná. Amigo particular de Cruz e Souza, foi NV o crítico principal do Simbolismo em plagas brasileiras. Brito Broca não vacila em colocá-la entre os melhores críticos brasileiros. Para Fernando Góes (Pan. IV, pág. 78), «a poesia não foi o forte de gestor Vítor, antes é a sua parte mais vulnerável». (Paranaguá, Paraná, 12 de Abril de 1868 – Rio de Janeiro, GB, 13 de Outubro de 1932.)
BIBLIOGRAFIA : Signos ; Transfigurações ; etc.
BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

21.6.26

OS DIAMANTES FATÍDICOS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

PROVA CONCRETA DA REENCARNAÇÃO

(A reencarnação anunciada de Allan Kardec como Chico Xavier)
A questão que, para alguns poucos, é controvertida, da anunciada reencarnação de Allan Kardec, trata-se, em verdade, de singular e concreta prova da Multiplicidade das Existências.
Enquanto pesquisadores sérios vivem, no mundo todo, coletando dados que atestem a realidade das Vidas Sucessivas, publicando, por vezes, volumosas monografias a respeito, os adeptos do Espiritismo foram agraciados pelo anúncio de que o Codificador, desencarnado a 31 de março de 1869, voltaria a Terra, em novo corpo, com a finalidade de dar complemento à Obra que iniciara.
O Professor Rivail que, através de segura informação espiritual, soubera de uma sua existência passada entre os druidas, nas Gálias, na tarefa que lhe coube de concorrer para a restauração do Cristianismo, recebeu de diversos Espíritos, e entre eles do Espírito Verdade, a revelação de que o seu regresso ao corpo já estava programada.
Não fosse Chico Xavier, apenas sob uma perspectiva moral e espiritual, pelo extraordinário conteúdo de sua Obra psicográfica, o legítimo continuador de Allan Kardec, no inegável desdobramento do chamado “Pentateuco”, por fatos históricos inequívocos, inclusive matemáticos, de absoluta precisão, a reencarnação do Codificador como Chico Xavier, o extraordinário medianeiro, fornece-nos uma prova cabal da tese reencarnacionista, que, sem dúvida, filosófica e cientificamente, constitui-se no cerne do Espiritismo.
As evidências são irrefutáveis:
- Allan Kardec previu o seu retorno ao corpo para o final do século XIX ou para o início do século XX. Chico Xavier nasceu no dia 10 de abril de 1910, no alvorecer do século XX.
- Entre a desencarnação de Allan Kardec e o nascimento de Chico Xavier, temos quase exatos quatro décadas – 1869-1910. Chico Xavier afirmava que, no Mundo Espiritual, ele se preparara durante quarenta anos para cumprir com a sua tarefa de Médium.
- Os Espíritos disseram a Allan Kardec que, em sua volta, ser-lhe-ia dado trabalhar desde cedo. Chico Xavier, oficialmente, começou a psicografar com 17 de idade, sendo, porém, que a sua “primeira psicografia” aconteceu, em sala de aula, quando contava com 12 de idade, cursando o 4º ano primário no Grupo Escolar “São José”, em Pedro Leopoldo.
- Acrescentaram os Espíritos que, quando voltasse a Terra, em novo corpo, o Codificador teria a “satisfação de ver em plena frutificação a semente” que ele espalhara. Chico Xavier, de fato, deparou-se, no Brasil, com a Doutrina em florescência, inclusive, com a “Federação Espírita Brasileira”, fundada em 1884, e com o Espiritismo já contando com vários vultos de escol, entre os quais o Dr. Bezerra de Menezes, desencarnado em 1900.
Allan Kardec, fazendo, no Espiritismo, tremular a bandeira de Reencarnação, terminou por ser, ele mesmo, ao longo da história de toda Humanidade, uma de suas provas mais concretas, comparável somente à reencarnação de Elias em João Batista, atestada pelas tácitas palavras do Cristo.
Curiosamente, nenhum Evangelista trata os assuntos da Reencarnação (diálogo com Nicodemos) e do Advento do Consolador, que é o Espiritismo, com a propriedade com que eles são tratados no Evangelho de João, o “discípulo amado”, que foi uma das muitas vidas de Allan Kardec.
Pode-se ainda acrescentar aos estudiosos do fenômeno, o fato de Allan Kardec – o Professor Rivail – ter sido francês, nascido na cidade de Lion, e o prenome “Francisco”, de Francisco Cândido Xavier, significar, literalmente, “pequeno francês”. Allan Kardec era de “altura meã”, quanto Chico Xavier – em torno de 1,65 m.
Kardec, com 65 anos de idade, desencarna pelo rompimento de um aneurisma na aorta. Chico Xavier, praticamente com a mesma idade, começa a sofrer de angina pectoris, que lhe provocava constantes dores no tórax.
Embora muitos leitores dessas nossas publicações no Blog possam considerar recorrente o assunto da reencarnação Allan Kardec/Chico Xavier, nós pensamos que as reflexões em torno de tema tão importante estejam ainda muito longe de serem esgotadas, e sempre que oportuno quanto agora a elas haveremos de retornar.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

20.6.26

PINGA FOGO com Chico Xavier Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

QUANDO TE SINTAS TRISTE

Quando te sintas triste, deprimido,
Sem ânimo na estrada que permeias,
Tangenciando o abismo que receias,
Prossegue firme, a passo decidido.

Embora ao peito o coração ferido,
Sorvendo o fel de ingratidões alheias,
Sob o guante das dores que faceias,
Nunca te dês na luta por vencido.

Por entre espinhos semeando flores,
Segue fazendo o Bem por onde fores,
Sem reclamar da prova que te expia...

À procura da paz que te convém,
Não te esqueças de que somente o Bem,
Transfigura a tristeza em alegria!...

Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã do dia 15 de junho de 2016, em Uberaba – MG).

18.6.26

KARDEC a BIOGRAFIA 📖 Livro biográfico a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 816 do Livro dos Espíritos

O RICO E A CARIDADE
O rico certamente tem melhores chances de prestar serviços ao próximo, de fazer a mais bela caridade que se possa praticar, que é aquela de oportunizar ao pobre a ganhar o seu sustento, para viver feliz com a sua família. No entanto, é o que não faz a maior parte dos ricos; uns são obrigados a fazê-lo porque dependem do trabalho daqueles, e não multiplicam seus bens sem os braços dos chamados miseráveis.
Com a riqueza, as suas necessidades materiais crescem e eles gastam o que não deveriam em viagens pouco úteis a lugares que os atraem, inspirados na vaidade e mesmo no orgulho. Assim, vão embrutecendo cada vez mais seu sentimento de caridade, que deveria ser exercitado com aqueles que os ajudam a ganhar a fortuna. Enquanto gastam milhões em jornadas para conhecer outros povos, seus assalariados passam fome, frio e, por vezes, não têm teto, nem os seus filhos têm escolas. É certo que muitos vieram com a provação da pobreza, mas o que é desperdiçado poderia amenizar seus sofrimentos.
Quando o rico se lembra da caridade, ele exige, muitas vezes, tanta coisa das pessoas e das casas de caridade, que esfriam esse sentimento no coração. Não sabe o rico que a riqueza e a alta posição que ela traz é porta para o despenhadeiro das imundícies morais, o incentivo para a negação de tributos e o endurecimento do coração para com a sociedade submissa, que o ajuda a viver na fartura.
O mau rico nunca quer saber das coisas espirituais. Acha que o dinheiro faz tudo e oferta, por vezes, alguma coisa para as instituições religiosas, como porta para a salvação, sem saber que não é por esse meio que se salva e, sim, pela caridade que não desfigura o amor. Somente pode se salvar, se aplicar a auto-disciplina, reformando os velhos sentimentos das paixões inferiores, quando apagar o orgulho e o egoísmo, quando a renúncia atingir seu coração, de modo a levá-lo a administrar seus bens sem ser apegado a eles.
Jesus, o dono de tudo, o dirigente do planeta, disse: "O filho do homem não tem uma pedra para reclinar a cabeça". O rico do mundo tem em suas mãos inúmeros meios de fazer o bem, mas faz, quase sempre, o mal com o ouro que possui.
A riqueza e o poder podem dar origem a todo o tipo de paixões inferiores, desvirtuando os mais elevados sentimentos. Ricos, deveríeis falar qual Francisco de Assis, ante a lembrança do Cristo:
- "Senhor, que quereis que eu faça?" Em seguida, abrir os ouvidos para escutar a resposta do Mestre e passar a viver o que Ele diz no Evangelho da vida; fazer a caridade e praticar o amor, aquele que emana de Deus, nosso Pai.
Se é difícil um rico entrar no reino do céu, o pobre não tem facilidade também, porque a todos os dois falta maturidade espiritual. Somente conhecendo a verdade pode-se ser livre, de modo que a consciência fique imperturbável para sempre. E para conhecermos o Espírito livre, Lucas registrou a fala do Mestre, no capítulo doze, versículo vinte e nove:
Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber, e não vos entregueis a inquietações.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

17.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 9 – CEREBRO e ENERGIA



EU SÓ

Caetano PERO NETO (*)

23   Eu só e o surdo mundo...
O leito me veste em branco.
As cadeiras repousam em branco.
As paredes estão levantadas em branco,
Sustentando o teto parado, em branco.
As janelas talhadas em branco
Deixam passar o vento gárrulo e brincalhão,
Que desliza sem cor.
As cortinas, parecendo longas mãos brancas,
Engastadas nos braços rijos da porta,
Acenam adeus, em branco.
 
34   Eu só e o surdo mundo...
Quero fitar os rostos que me cercam,
Mas vejo apenas semblantes graves,
Semelhantes a camafeus de cobre em placas de alumínio.
Quero gritar o terror do desconhecido,
Mas a boca foi trancada pelas chaves da névoa muito branca
Que me envolve de todo...
Falam somente em mim as grossas gotas brancas
Que me rolam da face.
 
Eu mudo e o surdo mundo...
Depois de muitas horas de expectativa em branco,
45   na vazante branca em que ainda respiro,
surge a enchente das sombras.
Tudo crepeia em torno...
 
Céus! Não sou Deus
Que traduz a noite em poema de estrelas,
Nem pirilampo humilde que acende a lanterninha lucilante...
 
Eu cego e o surdo mundo...
52   Levanto-me, tateio, choro, clamo, esmagado pelas mós invisíveis   da escuridão,
Por muito tempo...
 
De improviso, porém, nova luz rasga as trevas, e os fotônios,
Que me atingem as pupilas cansadas, dizem-me sem palavras
Para que me aquiete, anunciando, por fim
Que Deus é meu pai
E que a Vida é minha mãe,
Guardando-me nos braços, para sempre, para sempre!
 
 
23-24.  Observem-se, versos mais abaixo, as variantes do ante canto – “Eu só e o surdo mundo”.
45.       Digno de nota o gosto obsessivo do poeta pelo vocábulo “branco”, chegando a praticar, quase, a batologia.
52.      Atente-se na dinamização expressiva dada pelo assíndeto.
 
(*)   Contista, romancista, e poeta do grupo dos <<novíssimos>>,, cursava o 5º ano da Faculdade de Direito de S. Paulo, quando desencarnou. Nos últimos tempos de ginásio, colaborava com jornais de Itápolis. Depois encetou a publicação de poesias e contos nos periódicos Álvares de Azevedo, Tribuna Liberal, XI de Agosto, etc. Orador oficial da Associação Acadêmica <<Álvares de Azevedo>>, aos 19 anos já <<era o representante intelectual do corpo discente da Faculdade>> (apud Xangô e ..., pág. 12). Em 1936, foi eleito presidente da referida Associação Acadêmica. Redigiu, com Osmar Pimentel e Mário da Silva Brito, a folha universitária Anhanguerra. Participou do movimento intelectual da <<Bandeira>>,chefiado por Cassiano Ricardo e Menotti del Picchia. Membro da Academia de Letras da Faculdade.Ulisses Guimarães (apud Dic. Aut. Paul., pág. 469) disse que ele <<foi um lírico, como tal eminentemente subjetivo>>. <<Seus poemas,>> - escreveu Dulce Salles Cunha ( Auut. Contemp. Brasileiros, pág.229) - <<em geral muito pessoais, são quase todos isentos de senões,>> (Itajobi, Est.S.Paulo, 21 de agosto de 1916 –S.Paulo, Est.de S. Paulo, 23 de Dezembro de 1937.)
BIBLIOGRAFIA: Xangô e Outros Poemas, obra póstuma.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

16.6.26

CURSO DE PREPARAÇÃO PARA EVANGELIZADOR ESPÍRITA INFANTO JUVENIL


 

Mensagem publicada na página 06 da Gazeta de Limeira de 16.06.2026

O INSTINTO EM MARCHA

O instinto é uma inteligência rudimentar sem a conquista do raciocínio, é um atributo do Espírito em marcha para a perfeição. No animal ele é o primeiro clarão da alma, esforçando-se para chegar às condições do humano. Como é infinita a ascensão, ele não para de buscar e nesta busca encontra as inúmeras possibilidades do despertamento das suas qualidades. Dificilmente poderemos constatar onde termina o instinto e começa a razão. Esses dois valores se confundem e se aprimoram no decorrer da vida, em busca de Deus. A razão se desperta no homem, numa gradação quase imperceptível. O homem primitivo é quase igual ao animal, mas, com possibilidades de começar a surgir em si ideias, de maneira a melhorar as suas próprias condições de vida. Daí, partem outras qualidades que até então fazem parte do desconhecido. Aquele a quem se chama de santo, gênio ou místico já se entrega à intuição divina, e é por isso que ele acerta mais que o homem comum. É de se notar que Deus está presente em toda a parte. Ele criou leis, de maneira que elas possam vigiar onde vibram na mais perfeita harmonia de vida. O modo que podemos entender até agora é este: todos somos filhos de Deus com as mesmas possibilidades e os mesmos preitos, por herança divina, porém, para os homens, se movendo em plena razão, a vida mostra que devem se esforçar para conquistar, por serem filhos adultos que já sabem o que fazer. Não nos esqueçamos de Jesus porque, para nós, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Passando por Ele, encontraremos com mais segurança, Deus. E com Jesus, o instinto se transforma com mais fulgor, em dons mais aprimorados.

Filosofia Espírita L.E.73 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

15.6.26

https://youtu.be/XZhqiMIuDIg


 

ESPIRITISMO E ENTRESSAFRA

(Reflexões de 18 de Abril)
Não há negar que, após desencarnação de Chico Xavier, ocorrida a 30 de junho de 2002, o Espiritismo, quase em todos os seus aspectos, entrou num período de entressafra, que, infelizmente, ninguém sabe dizer quanto tempo há de durar. (Esse período de entressafra prolongadíssimo foi o que levou o Espiritismo a desaparecer quase que por completo em França!)
Durante, praticamente, todo o século XX, o trabalho de Chico impulsionou a Doutrina, seja no campo literário, com espantosa produção mediúnica, seja no campo do apostolado, levando adiante o labor vivencial de tantos outros notáveis pioneiros do Espiritismo no Brasil.
A verdade, porém, é que agora, infelizmente, com o desenlace de Chico, o seu líder natural, o Espiritismo empobreceu-se de valores espirituais encarnados, e, por que não dizer, igualmente, dos valores espirituais desencarnados que por ele se expressavam.
Médiuns, até imbuídos de certa boa vontade, porém extremamente faltos de idealismo superior, surgem aqui e ali, em labor personalista e interesseiro que, sinceramente, não se compreende.
Principiantes no afã da mediunidade, com, inclusive, escasso conhecimento da Doutrina, sedentos de holofote e promoção pessoal, em vez de somar em benefício da Fé, estão sendo utilizados como instrumentos de descrença pelos opositores invisíveis da Terceira Revelação.
Quase em toda a parte, despontam seareiros que, agindo inescrupulosamente, enganam aos mais incautos, propondo inovações ao corpo doutrinário, anunciando-se como missionários nas atividades-relâmpago que, felizmente, depois de não alcançarem a repercussão esperada, são abandonadas por eles, que se retiram de tais atividades alegando incompreensão e falta de receptividade – quando deveriam alegar falta de sucesso empresarial!
Raros são os que, perseverando em suas tarefas humildes, neste período de entressafra, mantém acesa a chama do Ideal, agregando alguns poucos em torno do suor que, anonimamente, derramam na sustentação da Fé Raciocinada, que, sem dúvida, vem sendo acuada pelos sistemáticos adversários do Cristo, que não desanimam de fazer eclipsar a luz que Ele representa e sempre há de representar para a Humanidade.
A fase atual que o Espiritismo vem atravessando é difícil e, infelizmente, promete ser uma longa e espessa noite, até que espíritos realmente sinceros e comprometidos com a Causa tomem corpo na Terra e deem à Doutrina o novo impulso que ela está a carecer, notadamente, no campo do apostolado do exemplo.
Não imaginemos que tudo, no entanto, deva correr por conta de uma planificação de Ordem Superior, e que, no momento certo, as coisas haverão de acontecer. De fato, nada sucede à revelia da Vontade do Criador, mas – que isto fique bem claro –, não nos esqueçamos de que, voluntariamente ao lhe aderir, é através da vontade da criatura que ela se executa.
O Cristo, em certa oportunidade, afirmou que o Pai trabalha e que Ele também trabalha, significando, em outras palavras, que Eles se esforçam, e esforçam-se diuturnamente, para que o Reino Divino se estabeleça entre os homens.
Uma série de fatores deve ser levada em conta, porque ao que se sabe a maioria dos espíritos que reencarnam com determinada tarefa a cumprir na Terra, desviando-se de suas finalidades, não a cumprem, e, quando logram cumpri-la, apenas o fazem de maneira parcial – e, não raro, comprometedora!
Que nós, portanto, espíritos encarnados e desencarnados, trabalhadores deste momento de entressafra espiritual, que, sem dúvida, começou exatamente com a desencarnação de Chico Xavier no início do Terceiro Milênio – entressafra que, na Doutrina, vem nos deixando quase que completamente sem parâmetros de ordem moral! –, procuremos permanecer, ao menos, na condição de guardiães da Luz que não pode se apagar, esperando e orando pela chegada daqueles que, espíritos de semelhante cepa a do Inolvidável Medianeiro, possam continuar fazendo com que a Luz brilhe em todo o seu esplendor, norteando a Humanidade que, em termos espirituais, presentemente, nos parece totalmente sem rumo, a caminho do abismo.
Não creiamos, pois, sem importância, a reunião semanal que, praticamente, a sós, estejamos sustentando na Casa Espírita que frequentamos, ou ainda, junto aos mais carentes, a singela atividade assistencial que mantenha tremulando a bandeira da Caridade, que, sem palavras, fala da excelência do Amor que se, um dia, viesse a desaparecer da face da Terra induziria a Humanidade a suicídio de ordem coletiva.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet

14.6.26

O DIÁRIO DE SOFIA Livro espírita a venda na LER Livros


 

Mediunidade de Parceria: Autonomia e Cocriação nos Grupos Mediúnicos

Os resultados da Pesquisa sobre Mediunidade Espírita (PMed 2026), capitaneada por Ivan Franzolim, trazem à tona um diagnóstico que não pode mais ser negligenciado pelo movimento espírita brasileiro: a urgência de superar o modelo passivo de mediunidade.
Historicamente, cultivou-se a imagem do médium como um instrumento inerte, uma "tomada" ou um "telefone" que apenas transmitia o fluxo do Além sem qualquer interferência ou responsabilidade sobre o conteúdo.
A realidade estatística e factual, no entanto, aponta para o esvaziamento desse formato burocrático e robotizado.
A mediunidade, conforme chancelado pela PMed, é uma interação complexa e profundamente bio-psico-social, na qual o encarnado é participante ativo.
Para suprir a lacuna da passividade e o consequente aprisionamento dos grupos mediúnicos das casas espíritas, surge a necessidade de consolidar a era da mediunidade de parceria.
A trajetória do intercâmbio espiritual pode ser dividida em grandes eras.
Tivemos a era da mediunidade fenomênica, essencial para chamar a atenção do mundo e legitimar a imortalidade da alma através de efeitos físicos e manifestações ostensivas.
Em seguida, consolidou-se a era da mediunidade missionária, fortemente marcada pelo desdobramento de obras subsidiárias e pelo papel de médiuns exemplares que expandiram o consolo doutrinário.
O aprisionamento do movimento espírita nessas fases passadas, entretanto, gerou uma mentalidade engessada, caracterizada pelo excesso de disciplina externa em detrimento da profundidade dos sentimentos, além de uma postura de quase infantilização do médium perante os espíritos.
A emergência da era da mediunidade de parceria surge exatamente para inaugurar a fase da maioridade do pensamento espírita no planeta, onde a relação intermundos deixa de ser verticalizada — do espírito "superior" ditando ordens para o médium passivo — e passa a ser horizontal, configurando uma construção conjunta do produto mediúnico.
Argumentar em favor da mediunidade de parceria significa compreender e acolher o animismo não como uma falha ou fraude, mas como a base psicológica natural e necessária de todo fenômeno.
O médium não anula a sua mente; ele oferece a sua bagagem cultural, suas memórias, seus sentimentos e sua estrutura cognitiva para que o espírito possa moldar a mensagem.
Quando o trabalhador compreende que participa ativamente da produção daquela comunicação, a sua responsabilidade moral e a necessidade de autoeducação se elevam.
Essa modalidade exige do médium uma postura indagadora, consciente e de permanente aprendizado.
Não há mais espaço para a aceitação cega de orientações espirituais que firam o bom senso ou a própria lógica kardequiana sob a desculpa de que "foi o espírito quem disse".
A parceria pressupõe diálogo, flexibilidade mental e, acima de tudo, a humanização das práticas mediúnicas.
Além disso, a transição para a mediunidade de parceria atua diretamente sobre duas grandes feridas apontadas na PMed 2026: o misticismo exótico e a perda de conexão com o público jovem.
Ao despir a mediunidade de sua roupagem clerical, mística e misteriosa, e apresentá-la como uma capacidade biológica e anímica que exige maturidade psicológica, o Espiritismo recupera seu caráter científico e dinâmico.
O jovem contemporâneo não se atrai pela passividade ou pela submissão a dogmas disfarçados de instruções espirituais; ele busca autonomia, propósito e cocriação.
Em um grupo fundado na parceria, o médium iniciante encontra um laboratório de experimentação segura, onde o intercâmbio com o plano invisível é baseado na cooperação, no afeto e no respeito mútuo, e não no temor ou na reverência cega a autoridades do Além.
A mediunidade de parceria é o instrumental teórico e prático indispensável para sanar as deficiências estruturais do movimento espírita atual.
Ela convida os grupos mediúnicos a abandonarem a segurança cômoda da passividade e assumirem as rédeas da responsabilidade evolutiva.
Ao transformar o médium de mero intermediário em um servidor consciente, ativo e autônomo, a casa espírita resgata a essência do pensamento de Allan Kardec e sua metodologia de pesquisa mediúnica, atualizando-a para os desafios complexos do século XXI e garantindo, assim, a sobrevivência e a relevância de sua prática para as próximas gerações.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira

13.6.26

POEIRA DAS ESTRELAS


 

Senhor, Eu Queria...

Eu queria, Senhor, escutar-Te, de novo,
A voz suave e mansa,
Falando do Evangelho junto ao povo
E enchendo as nossas almas de esperança...
 
Queria que voltasses dos Espaços
E percorresses os caminhos,
Em que, outrora, deixaste nos Teus passos
Tantas flores plantadas entre espinhos...
 
Eu queria, Jesus, que repetisses
As palavras que foram
Olvidadas por nós no que nos disses,
Ante as lutas que as provas nos imporam...
 
Queria ver o Teu sorriso eleito
Ao feliz pequenino,
Que apertaste de encontro ao próprio peito
Contando histórias sobre o Rei Divino...
 
Eu queria, Senhor, ouvir-Te ainda
Dizer suspenso ao lenho que abençoas,
No Teu imenso Amor que não se finda,
Que outras vez nos perdoas!...
 
Eurícledes Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
“Grupo Espírita da Prece”
Uberaba – MG, 7 de outubro de 1989.

12.6.26

DIVERSIDADE DOS CARISMAS Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria




 

Comentário Questão 815 do Livro dos Espíritos

A MAIS TERRÍVEL
Não existem provas piores nem melhores; elas são paralelas às necessidades do aprendiz. Deus não põe fardo pesado em ombros frágeis, isto nos diz o Evangelho de Nosso Senhor. A cruz que se carrega na vida, foi estruturada, medida e pesada, para que se possa caminhar com coragem. As reclamações são mostras de Espírito fraco, que ainda não recolheu a experiência necessária nas lutas terrenas.
As mensagens do além que descem sem cessar para os homens, mostram os deveres de cada criatura ante os compromissos assumidos. Na consciência se encontra o registro do que se compromete com Deus, e Ele, o Soberano Senhor, conhece e tem paciência com Seus filhos. Mas, Ele não retira dos seus caminhos os professores que os possam educar e instruir. Tanto a riqueza quanto a pobreza têm o mesmo peso, em se somando suas dificuldades e sua força de corrigir as criaturas.
Uns lamentam, outros desprezam as oportunidades valiosas, que deverão reconhecer depois do túmulo. No entanto, não se pode dizer que o pobre é o bem-aventurado: isso depende do seu comportamento na vida com a prova da miséria. Não se pode dizer que o rico é o que goza do bem-estar, que Deus o premiou com os bens terrenos. Todos estão na mesma faixa de provas e podem ou não sair-se bem delas, dependendo do grau já alcançado na escala da evolução espiritual. Não devemos julgar, mas podemos analisar em silêncio e tirar dessas deduções experiências para o nosso caminho.
Sofreremos muito mais, se já conhecemos as leis de Deus e não vivemos de acordo com elas. Se o Evangelho de Jesus já está em nossas mãos e em nossa consciência, não percamos a oportunidade de vivê-lo, pelo menos de começar essa vivência. Com o tempo, passaremos a gozar das delícias de urna consciência em paz.
Novamente, vamos lembrar Lucas, no capítulo doze, versículo quarenta e sete:
Aquele servo, porém, que conheceu a vontade do seu Senhor e não se aprontou, nem fez conforme a Sua vontade, será punido com muitos açoites.
Conhecer é muito bom, mas traz para todos nós responsabilidades maiores, porque, conhecendo e nos fazendo de esquecidos, seremos açoitados pelas provas, qual o boi que sai do seu carreiro: o vaqueiro sabe corrigi-lo, e a lei de condicionamento faz lembrar ao mesmo animal, quando pensar em afastar do rebanho, o ferrão do condutor. Assim acontece com os seres humanos.
As provas são variáveis, e nos parece que não existe maior nem menor; todas são iguais, de acordo com as necessidades do aprendiz em questão. Se a miséria provoca as queixas, as riquezas impulsionam para os excessos de todas as ordens. O pobre geralmente deseja ser rico, e o rico, quando no mundo espiritual, deseja ser pobre na sua volta para o mundo físico. Qual dos dois está certo? São lições diferentes, diplomas necessários aos homens, que somente o recebem pelo processo das vidas sucessivas. Tal é a lei.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

11.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Francisco C. Xavier e Waldo Vieira (autores) André Luiz.


 

ESSE PEQUENO ...

Irene Ferreira de Souza Pinto*
 
Esse pequeno sozinho,
à noite, no pó da estrada,
De roupa suja e rasgada,
Que passa pedindo pão,
E’ um anjo pobre a caminho,
Sob inocente amargura...
Pássaro triste à procura
De ninho e consolação.
 
Criança desconhecida...
Dormirá? Quem sabe onde?...
E’ órfão?... Ninguém responde.
Aceita o que se lhe dê.
Quantas mágoas tem na vida,
Quanta miséria a consome,
Quanto anseio, quanta fome,
Ninguém sabe, ninguém vê...
 
Nunca lhe atires ao lado
Qualquer palavra ferina...
Socorre, ampara, ilumina
Em nome do Eterno Bem,
Que esse menino exilado,
Sem lar e sem companhia,
Se o Céu quisesse podia
Ser teu filhinho também!
 
Encoraja-lhe a esperança,
Envolve-o no teu sorriso
E sentirás, de improviso,
A bênção de doce luz!
E’ que no amor da criança,
Que te agradece o carinho,
Receberás, de mansinho,
A gratidão de Jesus!
 
 (*) Poetisa de fino talento e bela inspiração. A seu respeito, diz Enéas de moura (cole. Poetas Paul, pág.97):” Começou seus estudos no Colégio Florense, de Jundiaí, e os terminou no Sion, de São Paulo. Colaborou na Revista Feminina; foi a criadora das crônicas sociais do Correio Paulistano.” Contista, escreveu na Feira Literária, e em 1921 estreava como romancista, publicando Rosa Maria. No Cemitério da consolação, de S. Paulo, os filhos da poetisa erigiram-lhe um túmulo, onde gravaram o belíssimo soneto “Último desejo”, de autoria dela. (amparo, Estado de São Paulo, 8 de Abril de 1887 – Rio de Janeiro, GB, 21 de Maio de 1944.)
BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

7.6.26

DESPEDINDO-SE DA TERRA Livro espírita a venda na LER Livros


 

Médiuns Espíritas - Como estão e para onde irão

A Pesquisa sobre Mediunidade Espírita (PMed 2026), conduzida por Ivan Franzolim, constitui um marco importante no esforço de compreender empiricamente o exercício da mediunidade ostensiva no Brasil.
Com base em 1.315 respostas válidas distribuídas por 26 estados e 290 cidades, o estudo oferece um panorama consistente da realidade vivida por médiuns espíritas, revelando tanto aspectos consolidados quanto fragilidades e desafios que merecem reflexão.
De modo geral, o retrato apresentado é o de uma mediunidade madura, institucionalmente integrada e motivada por ideais assistenciais.
A prática mediúnica ocorre predominantemente no âmbito dos Centros Espíritas, em reuniões coletivas, regulares e organizadas, reforçando o caráter disciplinado e comunitário da atividade.
A psicofonia permanece como a principal forma de manifestação, confirmando sua centralidade nos trabalhos de desobsessão e atendimento espiritual.
O perfil dos participantes evidencia um grupo majoritariamente feminino e envelhecido, com elevado nível de escolaridade. Mais de 70% dos respondentes têm 50 anos ou mais e a ampla maioria possui formação superior, sendo significativa a parcela com pós-graduação.
Esse dado indica que o exercício mediúnico está fortemente sustentado por indivíduos com trajetória intelectual e vivência prolongada na doutrina. Esse mesmo aspecto, contudo, revela um ponto sensível: a baixa participação de jovens sugere risco de descontinuidade geracional, colocando em pauta a necessidade de estratégias de renovação no movimento espírita.
Outro elemento central revelado pela pesquisa é a complexidade da experiência mediúnica.
Longe de se restringir a uma única forma de manifestação, os médiuns tendem a apresentar múltiplas modalidades simultaneamente, combinando psicofonia com vidência, audiência, intuição e outras percepções.
Essa diversidade indica que a mediunidade, na prática, é dinâmica e multifacetada, desafiando classificações rígidas ou simplificadoras.
No que diz respeito ao transe mediúnico, os dados são particularmente relevantes ao desmistificar a ideia de inconsciência total. Predomina entre os respondentes a consciência ou a semiconsciência durante as manifestações, o que implica um papel ativo do médium no processo.
Essa constatação reforça a noção de responsabilidade individual, exigindo discernimento, equilíbrio emocional e preparo moral para a adequada condução das comunicações espirituais.
A experiência subjetiva do médium também apresenta aspectos positivos.
Antes e depois das reuniões, predominam sentimentos de paz, leveza, gratidão e dever cumprido, sugerindo que a mediunidade, quando bem orientada, tende a produzir efeitos equilibradores.
A pesquisa, no entanto, também evidencia a presença de sintomas físicos e emocionais, como ansiedade, cansaço e alterações fisiológicas, indicando que a prática mediúnica envolve repercussões psicossomáticas que não podem ser ignoradas.
Apesar da experiência acumulada dos participantes, o estudo revela importantes lacunas na formação e no acompanhamento dos médiuns.
Insegurança, dúvida e falta de feedback aparecem como dificuldades recorrentes, inclusive entre trabalhadores experientes.
Além disso, há dificuldades conceituais na compreensão e classificação das mediunidades, demonstrando um descompasso entre a vivência prática e a elaboração teórica. Ou mesmo o que não é mediunidade como os fenômenos anímicos e personímico.
Um aspecto particularmente interessante é a presença de uma cultura mediúnica híbrida.
Mesmo com alto nível de escolaridade, os participantes utilizam uma linguagem que mistura elementos da doutrina espírita com termos e conceitos de outras tradições espiritualistas.
Essa característica revela que a mediunidade praticada nos Centros não é apenas doutrinária, mas também cultural, influenciada por experiências pessoais, tradições orais e sincretismos diversos.
Outro ponto relevante é a existência, ainda que minoritária, de mediunidades consideradas raras, como psicometria, xenoglossia, efeitos físicos e psicopictografia.
A pesquisa indica que essas manifestações nem sempre encontram acolhimento adequado nos Centros Espíritas, evidenciando uma tendência institucional de concentrar atenção nas formas mais tradicionais, especialmente na psicofonia.
No plano institucional, a PMed 2026 evidencia fragilidades na gestão das atividades mediúnicas.
A ausência de feedback estruturado, a falta de critérios para avaliação e registro de produções mediúnicas e a dificuldade de lidar com fenômenos fora do padrão indicam que a qualidade do trabalho está diretamente relacionada ao preparo dos dirigentes e à organização do Centro.
A partir desses resultados, algumas perspectivas se delineiam.
A primeira é a necessidade de compreender a mediunidade como um processo educativo, coletivo e contínuo, e não apenas como manifestação espiritual isolada. Isso implica investimento em formação permanente, acompanhamento sistemático e reflexão crítica sobre a prática.
Outra perspectiva importante é a superação do modelo passivo de mediunidade.
Os dados sugerem que o médium é participante ativo do fenômeno, o que exige maior ênfase na responsabilidade, no discernimento e na autonomia moral. 
A mediunidade, nesse sentido, deve ser compreendida como uma interação complexa, envolvendo dimensões espirituais, psicológicas e sociais.
Além disso, a diversidade de experiências e terminologias aponta para a necessidade de evolução conceitual.
O campo mediúnico contemporâneo apresenta uma expansão semântica que exige maior clareza teórica e diálogo entre prática e doutrina.
A pesquisa evidencia que a mediunidade, embora essencialmente espiritual, não pode ser dissociada de fatores humanos, como estado emocional, condições físicas, ambiente e suporte institucional. Trata-se, portanto, de um fenômeno integrado, que demanda abordagem multidimensional.
Em síntese, a PMed 2026 revela uma mediunidade viva, complexa e profundamente inserida na realidade dos Centros Espíritas.
Ao mesmo tempo em que confirma a força do ideal assistencial e a maturidade de seus praticantes, aponta desafios significativos relacionados à formação, gestão e renovação.
O principal ensinamento que emerge do estudo é que a mediunidade, para cumprir plenamente sua função, precisa ser sustentada por uma base sólida de estudo, acompanhamento e organização, integrando experiência pessoal e responsabilidade institucional em um processo contínuo de aprendizado e aperfeiçoamento.
A pesquisa, portanto, é rica de informações a serem cuidadosamente meditadas pelos núcleos espiritistas e que sirva de base para a melhoria da sua prática mediúnica e de sua aplicação benéfica para o próximo e à comunidade que serve.
Obrigado, Ivan Franzolim por mais esta contribuição para o movimento espírita, colaborando para que nossa prática da mediunidade seja menos de achismo e amadorismo e mais investigativa e, portanto, mais científica.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira

6.6.26

AMOR IMBATIVEL AMOR Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Trovas e Trovadores

Jamais queiras, com teus mimos,
Comprar a opinião de alguém,
Quem faz o bem, não precisa
Da opinião de ninguém.
Formiga
 
Seja a discussão qualquer
No tema que se defende,
Quem se encontra com a razão,
Nunca grita nem ofende.
Alceu Novais
 
Toda mentira no tempo,
No que fez ou que não fez,
Sob mil e um disfarces,
Mostrará sua nudez.
Manoel Roberto
 
Aquele que te critica
Na ação em que se vê,
No fundo, no bem que fazes,
Desejava ser você.
Domingas
 
No caminho em que pervagas,
Acenda a tua candeia.
Não há quem possa brilhar
Às custas da luz alheia.
Maria Modesto
 
Nada te mostra pequeno,
Bem menor que um anão,
Que o sentimento de inveja
Que nutres contra teu irmão.
Benedita Fernandes.
 
A verdade sobre si.
Por muito te desconforte,
É o maior horror que existe,
Na Outra Vida, além da morte.
Inácio Ferreira
 
Autores Diversos/Baccelli - Espiritismo em Prosa e Verso
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 30-5-26

4.6.26

O HOMEM DO CADERNO Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

ESPLENDORES

Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior*
     
Além, a luz do espaço se esfacela
Em explosões de sons e cores raras,
Tecendo o amor e a glória nas searas
Da vida universal sublime, bela...
 
Brilham, depois do azul que o céu revela,
Astros em bando, iguais longas aparas
De altas constelações, em formas claras:
Sóis pendendo de vasta passarela...
 
O homem fita espantado as nebulosas
Bailando em formações maravilhosas,
E vê-se um verme à frente do Destino...
 
Ante o excelso esplendor finda-se o engano...
Como se faz pequeno o orgulho humano!
Como se torna imenso o Amor Divino!
     
(*) Poeta., romancista, historiador, jornalista, dramaturgo e orador consumado. Doutorou-se Afonso Celso na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1881. Professor e diretor da Faculdade de Direito do Rio de Janeiro. Reitor da Universidade do Brasil. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº. 36. Pertencia à Academia das Ciências de Lisboa. Colaborou em muitos jornais e revistas de S. Paulo e do Rio, principalmente no Jornal do Brasil desta última cidade. Veio a ser presidente perpétuo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Possuía numerosos títulos honoríficos. Foi um dos primeiros esperantistas no Brasil. A sua musa era natural e espontânea, clara e simples. Rodrigo Octávio Filho, à beira do túmulo do grande brasileiro, afirmou : «Afonso Celso foi poeta, e emocionou. Foi mestre, e ensinou. Foi patriota, e pregou. » (Apud Homenagem à memória do Conde Affonso Celso, pág. 35.) (Ouro Preto, Minas Gerais, 31 de Março de 1860 – Rio de Janeiro, GB, 11 de Julho de 1938.)
BIBLIOGRAFIA: Prelúdios; Devaneios; Telas Sonantes; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

3.6.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 7 – ANALOGIA DE CIRCUITOS


 

CULTO CRISTÃO

Torna-se evidente que não foi o culto judaico que passou ao cristianismo primitivo. Comparemos:
A luxuosa arquitetura suntuosa do Templo grandioso de Jerusalém, com altares maciços a escorrer o sangue quente das vítimas; o cheiro acre da carne queimada dos holocaustos, a misturar-se com o odor do incenso, sombreando com a fumaça espessa o interior repleto; em redor dos altares, em grande número, os sacerdotes a acotovelar-se, munidos cada um de seu machado, que brandiam sem piedade na matança dos animais que berravam, mugiam dolorosamente ou balavam tristemente; o coro a entoar salmos e hinos a todo pulmão, para tentar superar a gritaria do povo e os pregões dos vendedores no pátio: assim se realizava o culto ao "Deus dos judeus".
Em contraste, no cristianismo nascente, nada disso havia: nem templo, nem altares, nem matanças; modestas reuniões em casas de família, com alguns amigos; todos sentados em torno de mesa simples, sobre a qual se via o pão humilde e copos com o vinho comum. Limitava-se o culto à prece, ao recebimento de mensagens de espíritos, quando havia médiuns na comunidade, ao ensino dos "emissários", dos "mais velhos" ou dos "inspetores", e à ingestão do pão e do vinho, "em memória da última ceia de Jesus". Era uma ceia que recebera o significativo nome de "amor" (ágape).
Nesse repasto residia a realização do supremo mistério cristão, bem aceito pelos gregos e romanos, acostumados a ver e compreender a transmissão da vida divina, por meio de símbolos religiosos. Os iniciados "pagãos" eram muito mais numerosos do que se possa hoje supor, e todos se sentiam membros do grande Universo pois, como o diz Lucas, acreditavam que "todos os homens eram objeto da benevolência de Deus" (Luc. 2:14).
Mas, ao difundir-se entre o grande número e com o passar dos tempos, tudo isso se foi enfraquecendo e seguiu o mesmo caminho antes experimentado pelo judaísmo; a força mística, só atingida mais tarde por alguns de seus expoentes, perdeu-se, e o cristianismo foi incapaz de manter-se na continuação, nesse nível espiritual. A força da "tradição" humana, embora condenada com veemência por Jesus (cfr. Mat. 15:1-11 e 16:5-12; e Marc. 7:1-16 e 8:14-11), fez-se valer, ameaçando as instituições religiosas que colocam doutrinas humanas ao lado e até acima dos preceitos divinos, dando mais importância às suas vaidosas criações. Pode fazer-se a mesma observação na história da liturgia. Verificamos igualmente que a concepção cristã mais profunda foi, sob muitos aspectos, preparada muito melhor pelo helenismo que pelo judaísmo. Lamentavelmente a teologia moderna tende a aproximar-se de novo da concepção judaica de tradição, vendo nela, de fato, uma simples transmissão de conhecimento, enquanto a verdadeira tradição, apoiada na gnose, é um despertar do espírito que VIVE e EXPERIMENTA a Verdade".
SABEDORIA DO EVANGELHO vol.4 Carlos T. Pastorino

Procurando restabelecer o Cristianismo Primitivo, o Espiritismo instituiu o culto do Evangelho no Lar, substituindo o copo de vinho pela água fluidificada.

2.6.26

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Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 02.06.2026

 

A INTELIGÊNCIA É UM ATRIBUTO

A inteligência é um atributo do Espírito. Ela existe na alma desde seus primórdios, obedecendo a uma escala descendente, para depois ascender nesta mesma ordem, desabrochando todas as suas qualidades inerentes aos poderes do Espírito. A faculdade de pensar e de raciocinar dos seres humanos foi o mesmo instinto do animal, que esteve antes na vida da árvore e muito antes na pedra, coordenadora da sintonia atômica, na agregação de elementos, ramificada na inteligência divina. Esse atributo do Espírito, no anjo passa a chamar-se intuição, faculdade esta conhecida pelos santos e sábios. O Espírito reencarna para despertar certas qualidades no centro da sua consciência. Preso na carne, as condições são mais favoráveis e, na mesma oportunidade, sensibiliza a matéria, que também tem sua ascensão marcada no progresso de todas as coisas criadas por Deus. A inteligência não é o Espírito, é um dos seus atributos em expansão, sujeito a variadas metamorfoses, porém sempre ascendendo. E é nesse ascender e crescer que a Doutrina dos Espíritos aparece nos nossos caminhos, nos propondo meios e facultando métodos mais racionais, no condicionamento da verdade, visando à nossa libertação. O Espírito encarnado somente pode demonstrar a sua inteligência pelos órgãos materiais, sensibilizados pela força vital, qual a eletricidade sensibiliza o aparelho de rádio e televisão, para se ouvir a transmissão e ver as imagens. A vida é, pois, muito linda! Podemos chegar ao êxtase quando aprendemos a senti-la, porque Deus está em nós, esperando que acordemos para vê-Lo, sensibilizando todos os nossos dons para ouví-Lo e entendê-Lo, como Amor e Luz que nos dá a vida.

Filosofia Espírita L.E.71 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.