Gestor Vítor dos Santos*
Ofega o corpo a sós... Oculta, a morte espia...
– Invisível chacal na tocaia da presa.
Na máscara do rosto, a ansiedade retesa
Aparenta velar a dor do último dia.
Choras ao ver prostrada a criatura indefesa
Cujo olhar sem consolo a lágrima embacia,
E intentas ministrar-lhe a branda anestesia
Que apresse o longo fim e ajude a Natureza.
Susta, porém, teu gesto! A vida é sábia em tudo!...
A alma jungida à carne, em pranto amargo e mudo,
Roga-te, embora gema e fale de outra esfera:
– “Aguardo a mão da Lei, sempre doce e benvinda!
Dá-me silêncio e paz! Não me expulses ainda!...”
E, por trás da alma em luta, a Lei exclama: – “Espera!”.
Poeta, conteur, romancista, crítico, Nestor Vítor foi também, no dizer de Andrade Muricy (Pan. Mov. Simb. Bras, I, pág. 268,), «pensador moralista penetrante». Vice-diretor, aos 26 anos, do Internato do Ginásio Normal, atual Colégio Pedro II. Colaborou em vários jornais do. Rio, entre os quais O Paiz, o Correio da Manhã e O Globo. Patrono, na Academia Paranaense de Letras, da cadeira nº. 27, tendo pertencido à extinta Academia de Letras do Paraná. Amigo particular de Cruz e Souza, foi NV o crítico principal do Simbolismo em plagas brasileiras. Brito Broca não vacila em colocá-la entre os melhores críticos brasileiros. Para Fernando Góes (Pan. IV, pág. 78), «a poesia não foi o forte de gestor Vítor, antes é a sua parte mais vulnerável». (Paranaguá, Paraná, 12 de Abril de 1868 – Rio de Janeiro, GB, 13 de Outubro de 1932.)
BIBLIOGRAFIA : Signos ; Transfigurações ; etc.
BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Ofega o corpo a sós... Oculta, a morte espia...
– Invisível chacal na tocaia da presa.
Na máscara do rosto, a ansiedade retesa
Aparenta velar a dor do último dia.
Choras ao ver prostrada a criatura indefesa
Cujo olhar sem consolo a lágrima embacia,
E intentas ministrar-lhe a branda anestesia
Que apresse o longo fim e ajude a Natureza.
Susta, porém, teu gesto! A vida é sábia em tudo!...
A alma jungida à carne, em pranto amargo e mudo,
Roga-te, embora gema e fale de outra esfera:
– “Aguardo a mão da Lei, sempre doce e benvinda!
Dá-me silêncio e paz! Não me expulses ainda!...”
E, por trás da alma em luta, a Lei exclama: – “Espera!”.
Poeta, conteur, romancista, crítico, Nestor Vítor foi também, no dizer de Andrade Muricy (Pan. Mov. Simb. Bras, I, pág. 268,), «pensador moralista penetrante». Vice-diretor, aos 26 anos, do Internato do Ginásio Normal, atual Colégio Pedro II. Colaborou em vários jornais do. Rio, entre os quais O Paiz, o Correio da Manhã e O Globo. Patrono, na Academia Paranaense de Letras, da cadeira nº. 27, tendo pertencido à extinta Academia de Letras do Paraná. Amigo particular de Cruz e Souza, foi NV o crítico principal do Simbolismo em plagas brasileiras. Brito Broca não vacila em colocá-la entre os melhores críticos brasileiros. Para Fernando Góes (Pan. IV, pág. 78), «a poesia não foi o forte de gestor Vítor, antes é a sua parte mais vulnerável». (Paranaguá, Paraná, 12 de Abril de 1868 – Rio de Janeiro, GB, 13 de Outubro de 1932.)
BIBLIOGRAFIA : Signos ; Transfigurações ; etc.
BIBLIOGRAFIA: Primeiro Vôo; Gorjeios; O Tutor de Célia, contos; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
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