INTELIGÊNCIA E INSTINTO
Não se
pode determinar onde termina o instinto e começa a inteligência, um e outra têm
funções diferentes, e dá para perceber no homem evoluído, a imposição de um e a
ascendência da outra. O instinto é a inteligência em estado primitivo e a
inteligência é o instinto aprimorado, porém, a divisão de um para com o outro é
bastante sutil. O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na
estrutura do Espírito, é bom se notar que o homem de ontem não teria as mesmas
condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de modo que o bem-estar
cresceu, por ser fruto da inteligência. E também a inteligência irá ceder lugar
à intuição, que tem aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente:
o primeiro é terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para
crescer e iluminar. O instinto não atrofia da maneira que muitos pensam, para
que a inteligência o domine. Ele não desaparece. Quando os sentimentos se
iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a coletividade, pela força do amor.
A inteligência é prova evidente da maturidade da alma, e é neste momento que
Deus acha conveniente que o Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios
pés, que entre na fase de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que
faz com as suas faculdades. A Doutrina dos Espíritos veio abrir um campo de
estudos sobre a vida espiritual, e a mediunidade em todas as dimensões de vida com
informações acerca da vida, da alma e de todos os seus sensíveis corpos. O
instinto impõe o caminho que a alma deve percorrer, a inteligência analisa,
observa, e convida o Espírito para experimentar com parcimônia, e a intuição
tem plena consciência dos caminhos a percorrer.
Filosofia Espírita L.E.74 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
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