23.6.26

Mensagem publicada na página 6 da Gazeta de Limeira de 23.06.2026

 INTELIGÊNCIA E INSTINTO

Não se pode determinar onde termina o instinto e começa a inteligência, um e outra têm funções diferentes, e dá para perceber no homem evoluído, a imposição de um e a ascendência da outra. O instinto é a inteligência em estado primitivo e a inteligência é o instinto aprimorado, porém, a divisão de um para com o outro é bastante sutil. O instinto é uma espécie de condicionamento divino, na estrutura do Espírito, é bom se notar que o homem de ontem não teria as mesmas condições de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de modo que o bem-estar cresceu, por ser fruto da inteligência. E também a inteligência irá ceder lugar à intuição, que tem aparências de instinto, mas vibra em faixa muito diferente: o primeiro é terreno e a segunda é divina. Em tudo no mundo há ordem para crescer e iluminar. O instinto não atrofia da maneira que muitos pensam, para que a inteligência o domine. Ele não desaparece. Quando os sentimentos se iluminam, ajudam o raciocínio a beneficiar a coletividade, pela força do amor. A inteligência é prova evidente da maturidade da alma, e é neste momento que Deus acha conveniente que o Espírito fique mais livre e caminhe com os próprios pés, que entre na fase de conquistar a sua paz e, notadamente, responder pelo que faz com as suas faculdades. A Doutrina dos Espíritos veio abrir um campo de estudos sobre a vida espiritual, e a mediunidade em todas as dimensões de vida com informações acerca da vida, da alma e de todos os seus sensíveis corpos. O instinto impõe o caminho que a alma deve percorrer, a inteligência analisa, observa, e convida o Espírito para experimentar com parcimônia, e a intuição tem plena consciência dos caminhos a percorrer.

Filosofia Espírita L.E.74 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

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