O INSTINTO EM MARCHA
O instinto é uma inteligência rudimentar sem a conquista do raciocínio, é um atributo do Espírito em marcha para a perfeição. No animal ele é o primeiro clarão da alma, esforçando-se para chegar às condições do humano. Como é infinita a ascensão, ele não para de buscar e nesta busca encontra as inúmeras possibilidades do despertamento das suas qualidades. Dificilmente poderemos constatar onde termina o instinto e começa a razão. Esses dois valores se confundem e se aprimoram no decorrer da vida, em busca de Deus. A razão se desperta no homem, numa gradação quase imperceptível. O homem primitivo é quase igual ao animal, mas, com possibilidades de começar a surgir em si ideias, de maneira a melhorar as suas próprias condições de vida. Daí, partem outras qualidades que até então fazem parte do desconhecido. Aquele a quem se chama de santo, gênio ou místico já se entrega à intuição divina, e é por isso que ele acerta mais que o homem comum. É de se notar que Deus está presente em toda a parte. Ele criou leis, de maneira que elas possam vigiar onde vibram na mais perfeita harmonia de vida. O modo que podemos entender até agora é este: todos somos filhos de Deus com as mesmas possibilidades e os mesmos preitos, por herança divina, porém, para os homens, se movendo em plena razão, a vida mostra que devem se esforçar para conquistar, por serem filhos adultos que já sabem o que fazer. Não nos esqueçamos de Jesus porque, para nós, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Passando por Ele, encontraremos com mais segurança, Deus. E com Jesus, o instinto se transforma com mais fulgor, em dons mais aprimorados.
Filosofia Espírita L.E.73 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
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