NASCENDO A RAZÃO, O INSTINTO SE ATROFIA?
O
alicerce de uma obra aparentemente desaparece quando o prédio está pronto; no
entanto, passa a existir com muito mais segurança do que antes, pela sua
solidez no seio da terra. O instinto não atrofia ao surgir a razão. Ele perde o
comando mais visível, entretanto, ajuda a inteligência nas suas difíceis
soluções, inerente ao seu estado. O nada se perde atinge igualmente os dons da
alma. Os talentos se intercruzam numa fraternidade perfeita, uns ajudando os
outros, e todos formando um conjunto, de sorte a trazer ao mundo da consciência
a harmonia divina. A razão é o instinto na feição de maturidade; é o alicerce
da inteligência. A Doutrina dos Espíritos, no seu conjunto nos oferece muitos
meios e métodos, para exercitarmos todos os nossos dons, de maneira a que eles
possam crescer ampliando seus valores. O instinto, o raciocínio e a intuição
constituem uma escada evolutiva, são estágios variados do mesmo dom da vida
que, juntos, garantem a estabilidade e nos proporcionam meios mais sólidos para
vivermos em paz. O homem não pode desprezar o instinto porque possui a
inteligência, nem o super-homem pode abandonar a inteligência, por ter
conquistado a intuição. Todos os valores são úteis na engrenagem evolutiva de
todos os seres. Entrementes, deve-se saber usá-los na hora certa, e no momento
exato servir-se do raciocínio. O conhecimento é a base do equilíbrio e a compreensão,
o estímulo de todas as forças do bem que, somadas, esplendem-se no amor. O instinto é uma inteligência
rudimentar mas, que guarda no seu seio celeiros imortais que, desenvolvidos,
ultrapassam as belezas da própria inteligência e mesmo da intuição, pelo fato
de que o despertamento da alma é infinito, na extensão do crescimento sem
limites, do Espírito.
Filosofia Espírita L.E.75 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário