CP (Carlos Pereira). Dom Hélder, as coisas ultimamente por aqui estão difíceis. São guerras e mais guerras. Até onde isso vai?
HC (Helder Camera). Toda guerra é injusta na raiz, pois representa uma demonstração clara que as partes envolvidas não tiveram a devida competência para chegar a um acordo de paz. Atualmente, o que vemos é uma total desarmonia dos países que deveriam dar exemplo para o mundo. Os Estados Unidos desejam impor a sua vontade goela abaixo em todos os demais. Os países europeus não sabem direito para onde vão e o que devem fazer. A China, esperta, aguarda tudo sentada e ganha com as desavenças internacionais. Talvez poderia ser mais decisiva em algumas questões, mas não é. O Japão, uma força no Oriente, está calado. A Rússia insiste em dominar aquilo tudo que já foi seu e somente cria mais conflitos. Todos estão atônitos e sem rumos.
CP. O que fazer então?
HC. Um acordo de paz. Pode parecer presunção minha, mas acho que hoje existem todas as condições para se estabelecer um acordo entre todas as partes e sairmos dessa condição enferma que a humanidade passa. Lógico que teríamos que enfrentar alguns “verdugos” que estão no poder, mas isso faz parte da negociação. O que talvez falte para isso, além das boas intenções, são lideranças capazes de unir as pontas. Quem sabe, por exemplo, a Alemanha, a França e o Brasil não poderiam liderar esta proposta desarmamentista e propor outra agenda para a humanidade.
CP. Donald Trump não abre mão de ser esta liderança do mundo.
HC. Ele também terá que se calar daqui a pouco tempo com as eleições internas dos Estados Unidos. Até lá, estes países, junto com a Índia e o Japão, estabeleceriam um diálogo pela paz. Sem negociação, sem uma iniciativa concreta com direção e sentido, nada sairá do lugar e a tendência será apenas piorar.
CP. Faltam lideranças com mais credibilidade?
HC. Faltam sim! O que acontece é que os bons quadros da política internacional não são ouvidos. A Espanha, a Noruega e outros países possuem líderes exponenciais, mas suas vozes não encontram eco sobre outras nações.
CP. Mudando de assunto. E o Brasil, como o senhor enxerga o Brasil neste contexto?
HC. O Brasil vai muito bem obrigado nesta brigalhada internacional. Voltou a ter uma postura de equilíbrio e equidistância, o que é positivo para uma mesa de negociação. Ao mesmo tempo que pontua as injustiças e incoerências dos que desejam ser os donos do poder mundial.
CP. Internamente, este ano, teremos eleições em vários níveis. A polarização junto com a radicalização não atrapalham a construção de um projeto de país?
HC. Sim, claro que sim! Eu defendo que possamos fazer consensos baseados em valores e projetos de certa unanimidade nacional. Não podemos ficar a mercê de um pêndulo político que não acaba nunca e somente faz o país atrasar. Quem quiser ser de direita que seja, mas não percam as estribeiras e o bom senso. Quem quiser ser de esquerda que seja, mas não queiram bancar os mais bem intencionados do mundo. Há outras pessoas e grupos que também desejam um país mais justo e não se aliam automaticamente ao poder de plantão. Buscar o meio termo exige muita conversa e negociação. Estamos precisando urgentemente voltar para um ponto de equilíbrio onde todos possam, de alguma maneira, participar das discussões políticas, econômicas e sociais, sem ódios e exclusão.
CP. Mas para os “donos do poder” quebrar esta radicalização não é positiva. Eles se alimentam dessa polarização descabida.
HC. Diálogo, diálogo, diálogo. Aberto, sincero e construtivo. Respeitem a decisão que sair das eleições. Precisamos ter em mente que ninguém governa sozinho, mas um bom projeto que una o nosso povo em torno de motivos plausíveis diminuirá certamente este estado de tensão permanente.
CP. Eu sei que o senhor trabalha muito na espiritualidade. O que faz agora?
HC. Penso sobre os problemas mundiais e aqui e ali digo alguma coisa para nós e para vocês. Visito orfanatos, casas de caridade, centros de Umbanda e Candomblé, casa espírita, tempo protestante, tudo. Onde eu tiver a oportunidade pregar a palavra de nosso senhor Jesus Cristo lá estarei, não faço cerimônia nem distinção. Outra ocupação é minha é auxiliar os que mais precisam no submundo da Terra.
CP. Um conselho para todos nós.
HC. Amem! A receita da felicidade deixada por Jesus é a prática do amor. Onde há amor há justiça, há paz, há união, e certamente não haverá sofrimento. Todo mundo, porém, passa ao largo dessa verdade objetiva trazida por Jesus, nosso senhor. É tão simples.
Blog Novas Utopias
HC (Helder Camera). Toda guerra é injusta na raiz, pois representa uma demonstração clara que as partes envolvidas não tiveram a devida competência para chegar a um acordo de paz. Atualmente, o que vemos é uma total desarmonia dos países que deveriam dar exemplo para o mundo. Os Estados Unidos desejam impor a sua vontade goela abaixo em todos os demais. Os países europeus não sabem direito para onde vão e o que devem fazer. A China, esperta, aguarda tudo sentada e ganha com as desavenças internacionais. Talvez poderia ser mais decisiva em algumas questões, mas não é. O Japão, uma força no Oriente, está calado. A Rússia insiste em dominar aquilo tudo que já foi seu e somente cria mais conflitos. Todos estão atônitos e sem rumos.
CP. O que fazer então?
HC. Um acordo de paz. Pode parecer presunção minha, mas acho que hoje existem todas as condições para se estabelecer um acordo entre todas as partes e sairmos dessa condição enferma que a humanidade passa. Lógico que teríamos que enfrentar alguns “verdugos” que estão no poder, mas isso faz parte da negociação. O que talvez falte para isso, além das boas intenções, são lideranças capazes de unir as pontas. Quem sabe, por exemplo, a Alemanha, a França e o Brasil não poderiam liderar esta proposta desarmamentista e propor outra agenda para a humanidade.
CP. Donald Trump não abre mão de ser esta liderança do mundo.
HC. Ele também terá que se calar daqui a pouco tempo com as eleições internas dos Estados Unidos. Até lá, estes países, junto com a Índia e o Japão, estabeleceriam um diálogo pela paz. Sem negociação, sem uma iniciativa concreta com direção e sentido, nada sairá do lugar e a tendência será apenas piorar.
CP. Faltam lideranças com mais credibilidade?
HC. Faltam sim! O que acontece é que os bons quadros da política internacional não são ouvidos. A Espanha, a Noruega e outros países possuem líderes exponenciais, mas suas vozes não encontram eco sobre outras nações.
CP. Mudando de assunto. E o Brasil, como o senhor enxerga o Brasil neste contexto?
HC. O Brasil vai muito bem obrigado nesta brigalhada internacional. Voltou a ter uma postura de equilíbrio e equidistância, o que é positivo para uma mesa de negociação. Ao mesmo tempo que pontua as injustiças e incoerências dos que desejam ser os donos do poder mundial.
CP. Internamente, este ano, teremos eleições em vários níveis. A polarização junto com a radicalização não atrapalham a construção de um projeto de país?
HC. Sim, claro que sim! Eu defendo que possamos fazer consensos baseados em valores e projetos de certa unanimidade nacional. Não podemos ficar a mercê de um pêndulo político que não acaba nunca e somente faz o país atrasar. Quem quiser ser de direita que seja, mas não percam as estribeiras e o bom senso. Quem quiser ser de esquerda que seja, mas não queiram bancar os mais bem intencionados do mundo. Há outras pessoas e grupos que também desejam um país mais justo e não se aliam automaticamente ao poder de plantão. Buscar o meio termo exige muita conversa e negociação. Estamos precisando urgentemente voltar para um ponto de equilíbrio onde todos possam, de alguma maneira, participar das discussões políticas, econômicas e sociais, sem ódios e exclusão.
CP. Mas para os “donos do poder” quebrar esta radicalização não é positiva. Eles se alimentam dessa polarização descabida.
HC. Diálogo, diálogo, diálogo. Aberto, sincero e construtivo. Respeitem a decisão que sair das eleições. Precisamos ter em mente que ninguém governa sozinho, mas um bom projeto que una o nosso povo em torno de motivos plausíveis diminuirá certamente este estado de tensão permanente.
CP. Eu sei que o senhor trabalha muito na espiritualidade. O que faz agora?
HC. Penso sobre os problemas mundiais e aqui e ali digo alguma coisa para nós e para vocês. Visito orfanatos, casas de caridade, centros de Umbanda e Candomblé, casa espírita, tempo protestante, tudo. Onde eu tiver a oportunidade pregar a palavra de nosso senhor Jesus Cristo lá estarei, não faço cerimônia nem distinção. Outra ocupação é minha é auxiliar os que mais precisam no submundo da Terra.
CP. Um conselho para todos nós.
HC. Amem! A receita da felicidade deixada por Jesus é a prática do amor. Onde há amor há justiça, há paz, há união, e certamente não haverá sofrimento. Todo mundo, porém, passa ao largo dessa verdade objetiva trazida por Jesus, nosso senhor. É tão simples.
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