30.9.26
GUERRA E PAZ
Soldado após a rígida campanha,
Guardando as palmas de ilusória lida,
Marchei de peito arfante e face erguida,
Crendo-me herói de olímpica façanha.
Mas, varando os umbrais da morte estranha,
Revivi, descontente, a própria vida,
E, muito embora os louros da acolhida,
Senti-me verme alçado na montanha.
Alma tocada de arrependimento,
Desperdiçara, em vão, força e cultura,
Qual chama entregue ao temporal violento.
Assim, entre a ventura e a desventura,
Sou rei na guerra de cruel tormento,
E mendigo de paz na sorte escura.
(*) depois de estudar no Stonyhust College, em Blackburn, Inglaterra, e bem assim na Áustria e na França, regressa José Albano da Europa e faz preparatórios no Liceu do Ceará. Em 1908, volta a Europa a serviço do Consulado Brasileiro, em Londres. Viaja, depois, por diversos países, inclusive a Grécia, Turquia, Palestina, Egito e Espanha, onde publica suas Rimas. No ano seguinte transfere-se definitivamente para a França, onde desencarnou. Dele, disse Mário de Alencar.
(apud Pan. V, pág. 220): «Conversando, sentia-se-lhe o orgulho, gerado por desdém e descontentamento dos homens e das coisas, do meio e do tempo. Criticava a todos e a tudo... » Vernaculista e poliglota, «era um gênio atribulado pela obsessão do perfeito». «Inquieto até o delírio, » – frisa a Ant. Cearense, pág. 254 – «impeliam-no na vida os mais desencontrados sentimentos e paixões. » (Fortaleza, Ceará, 12 de Abril de 1882 – Montauban (Tarn-et-Garone), França, 11 de Julho de l923.)
BIBLIOGRAFIA: Rimas de José Albano, Redondilhas; idem, Alegoria; idem, Canção a Camões; idem, Ode à Língua Portuguesa; Four-Sonnets by Joseph Albano with Portuguese Prosc-Translation; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
29.9.26
Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 29.09.2026
FORMA DOS
ESPÍRITOS
Os
Espíritos não têm formas da maneira que se concebe, por viverem em uma faixa
diferente da vida física. Se tomarem alguma forma para se fazerem reconhecidos,
podem mudar na hora que lhes for conveniente. Sua mente é uma força que a tudo
transforma, com as bênçãos da sabedoria e do amor, conquistadas através dos
evos. Para Deus, o Espírito tem um esquema, tem uma forma ideada por Ele,
imutável na sua constituição divina. Há diferenças no que tange aos planos de
vida. Os que vivem em regiões inferiores têm necessidades que são dispensadas
nos planos elevados. Porém, todos caminham para a libertação espiritual. Há
regiões no espaço em que habitam Espíritos de formas grotescas, como de
verdadeiros animais e vivem como tais. Na região em que estagiamos e os homens
na carne não escapam a essa lei. O Espírito animalizado na carne não consegue
transformá-la, no entanto, tem as aparências do reino em que vive e pensa. E a
luz que nos circunda nos fala quem somos com clareza. A reencarnação é uma
bênção para os Espíritos inferiores, que eles próprios desconhecem. A carne é
uma esponja absorvente das mazelas. A carne é um esconderijo, senão um
conforto, para os prisioneiros da consciência. Os Espíritos não têm forma, sob
o ponto de vista da forma como pensas. No entanto, é uma chama divina, é uma
luz, com todas as qualidades a serem desabrochadas, de modo a enriquecer a
vida, lembrando o seu Criador. Não devemos parar de pesquisar, porém, devemos
fazer disso processos ensinados pelo Evangelho, estimulando as virtudes no
centro do coração, para que essa luz seja um sol a fim de confortar-lhe a
consciência.
Filosofia Espírita L.E.88 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
28.9.26
Entrevista com Helder Camara
HC. Acontece sempre nos períodos eleitorais estas confusões, estes embates de parte a parte, é natural. Política é assim mesmo. Cada um que defenda o seu naco de verdade. A democracia se fortalece desse jeito. O que não é correto, absolutamente desaconselhável, é o uso da política para disseminar o ódio e colocá-la a serviço de objetivos espúrios.
CP. O senhor falou em disseminação do ódio. Eu me lembro que este comportamento é relativamente novo na política brasileira, pelo menos que eu conheça. Sempre houve o embate, o domínio das paixões pelos candidatos, mas ódio era uma questão localizada.
HC. Era sim, de certa forma! Havia mais respeito mesmo no trato das diferenças ideológicas. Era um outro nível de debate das ideias. Divergia-se, mas com respeito. Hoje, esta diferença se acentuou de tamanha maneira que beira ao ódio e à destruição do oponente. Isto é terrível. Lembro, porém, que no tempo da ditadura militar, de outra maneira, esta diferença, muitas vezes, foi pretexto para o extermínio do oponente. Morte mesmo. Assassinato. Desaparecimento de políticos e engajados na política. O ódio se transvestia de hipocrisia e o arbítrio e o autoritarismo mostrava as suas garras de maneira covarde e assassina.
CP. Não me lembrava disso. O senhor viveu isto na pele.
HC. Vivi. E era preciso ter muita coragem para enfrentar os poderosos daquela época, pois era a vida que estava em próprio risco. E eles eram ousados e frios. Um obedecia ao outro cegamente no submundo do poder. Ainda bem que isto acabou, mas não podemos ficar passivos diante de qualquer ameaça de tirania.
CP. O senhor acompanha o que está acontecendo na política brasileira?
HC. Muito mais do que se pode imaginar. Nós, espíritos comprometidos com o bem, não ficamos de braços cruzados esperando a boa sorte chegar. Não. Somos sujeitos ativos do amanhã no lado de cá da vida. Continuamos combativos e ativos. Agora mesmo enveredamos numa cruzada de paz na hora do voto. Há especulações que soubemos que no dia da eleição desejam armar situações inusitadas e já estamos trabalhando para dissipar estas iniciativas. Não dormimos eternamente por aqui como muitos pensam.
CP. Ontem surgiu uma notícia na mídia e redes sociais que dava conta da perseguição que se faria em torno de Nossa Senhora Aparecida. Até onde existe verdade nisso, o senhor sabe?
HC. Não, não sei. Não sei se é especulação ou é fato, vou pesquisar. O que posso dizer é que o nosso País é majoritariamente cristão nas crenças, o que não quer dizer que todos, como sabem, possuem as mesmas denominações religiosas. Cada um possui as suas particularidades e que devem ser respeitadas. A convivência pacífica entre as religiões exige tolerância e respeito. Não se pode confundir religião com política no sentido partidário, isto jamais, senão ficaremos escravos de uma elite religiosa no poder como era no passado. A diversidade deve ser respeitada.
CP. O senhor tem uma preferência nestas eleições presidenciais?
HC. Não tenho, apesar das simpatias naturais de pensamento. O que desejo é um Brasil melhor. Mais justo e soberano nas suas decisões. Um País que respeite seu povo, sobretudo o mais sofrido. Uma Nação que procure ser justa e mais igualitária. Um governo que seja de todos e não apenas de uma facção. Um governo bom é um governo que une os contrários e não aquele que estimula o conflito e a dissensão.
CP. O senhor tem a esperança que sairemos melhores desta eleição?
HC. Sinceramente não sei quem vai ganhar as eleições, mas tenho sempre a esperança que o povo sabe o que é melhor para ele, mesmo quando as decisões parecem equivocadas. O fato de acreditar em alguém que lhe estimule dias melhores é sempre um exercício de esperança, não é? Se este político ou esta corrente ideológica não corresponder às expectativas geradas, este mesmo povo troca de grupo na eleição seguinte. É assim que vive a democracia, não é mesmo?
CP. O problema é este, Dom Helder. Tem gente é democrata nas aparências...o senhor sabe disto.
HC. Sei, meu filho, como sei. As entranhas do poder são perigosíssimas. Você nem imagina o quanto. O antro de sujeitos que tramam a maldade na Terra é enorme. Incalculável. São eles que combatemos diuturnamente. Eles se infiltram na política e sorrateiramente trabalham para promover o caos. Não é uma questão ideológica esta ou aquela simplesmente. Estes inimigos do povo e da humanidade lutam para provocar o desentendimento geral. O Brasil, se não abrir os olhos, pode entrar para este grupo de atuação destes facínoras do mundo invisível.
CP. Jesus é progressista ou conservador?
HC. Jesus é amor, meu filho, Jesus é amor. A política do jeito que está aí ainda está distante de ser uma política voltada para os interesses do Cristo, mesmo e principalmente daqueles que abrem a boca supostamente para defendê-lo. Jesus trouxe uma nova lógica de vida para a humanidade e estamos ainda distantes dela. Sem uma nação justa não há Jesus. Sem uma nação alteritária não há Jesus. Sem uma nação fraterna não há Jesus. Sem uma nação amorosa e bondosa não existe Jesus.
CP. Jesus então ainda é uma ficção na Terra, a sua proposta, seu evangelho, sua mensagem...
HC. Claro que sim, mas é aí que nos levanta o ânimo de luta, exatamente porque há um grande espaço de mudança e de trabalho para um mundo melhor. É aí que se agigantam as palavras imorredouras e sábias de Jesus. O evangelho de Jesus é a maior plataforma moral de transformação da sociedade. Precisamos urgentemente acordar para esta realidade. Não falo de religião, falo de valores, falo de princípios morais de regeneração da condição humana no planeta.
CP. Dom Helder, o papo não vai ter fim porque há muitas nuanças a serem exploradas. O que senhor gostaria de deixar nesta nossa conversa?
HC. Que sigam literalmente a Jesus! Jesus é a pedra central das nossas ações. Ele não estava de brincadeira quando afirmou que seu reino ainda não era deste mundo, mas deixou uma promessa nas entrelinhas que um dia seria. Para isso, plantou as sementes do projeto de Reino de Deus para todos nós. E ele cumpre esta promessa há mais de dois mil anos. Nossa Terra será outra, sem antes, porém, infelizmente, passarmos por dissabores que servirão de lição para construirmos esta nova era. Muita água ainda vai rolar, mas no fim preponderá a palavra e a vontade de Jesus. Creia nisto!
26.9.26
ESPALHA A MENSAGEM
Que a existência na Terra é passageira,
Igual à luz do dia que se esgueira
Na escuridão da noite em horas mudas.
Arrima-te na fé em que te escudas
E segue sempre, de alma sobranceira,
Espalhando a mensagem alvissareira
Nas bênçãos do Evangelho que desnudas.
Fala de amor a quem se desconsola,
Na solidão da prova em que se isola,
Sem mais ter esperança ou ideal...
Levanta a tua voz anunciando,
A quem segue na estrada soluçando,
Que Jesus Cristo vence todo o mal!...
Eurícledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
24.9.26
À frente da morte
Tuas lágrimas são gotas de fel em sua taça de esperança.
Tuas aflições são espinhos a se lhe implantarem no coração.
Tua mágoa destrutiva é como neve de angústia a congelar-lhe os sonhos.
Tua tristeza inerte é sombra a escurecer-lhe a nova senda.
Por mais que a separação te lacere a alma sensível, levanta-te e segue para a frente, honrando-lhe a confiança, com a fiel execução das tarefas que o mundo te reservou.
Não vale a deserção do sofrimento, porque a fuga é sempre a dilatação do labirinto em que nos arroja a invigilância, compelindo-nos a despender longo tempo na recuperação do rumo certo.
Recorda que a lei de renovação atinge a todos e ajuda quem te antecedeu na grande viagem, com o valor de tua renúncia e com a fortaleza de tua fé, sem esmorecer no trabalho — nosso invariável caminho para o triunfo.
Converte a dor em lição e a saudade em consolo, porque, de outros domínios vibratórios, as afeições inesquecíveis te acompanham os passos, regozijando-se com as tuas vitórias solitárias, portas adentro de teu mundo interior.
Todas as provas objetivam o aperfeiçoamento do aprendiz e, por enquanto, não passamos de meros aprendizes na Terra, amealhando conhecimento e virtude, em gradativa e laboriosa ascensão para a vida eterna.
Deus, a Suprema Sabedoria e a Suprema Bondade, não criaria a inteligência e o amor, a beleza e a vida, para arremessá-los às trevas.
Repara em torno dos próprios passos. A cada noite no mundo segue-se o esplendor do alvorecer.
O inverno áspero é sucedido pela primavera estuante de renascimento e floração.
A lagarta, que hoje se arrasta no solo, amanhã librará em pleno espaço com asas multicolores de borboleta.
Nada perece. Tudo se transforma na direção do Infinito Bem.
Compreendendo, assim, a verdade, entesourando-lhe as bênçãos, aprendamos a encontrar na morte o grande portal da vida e estaremos incorporando, em nosso próprio Espírito, a luz inextinguível da gloriosa imortalidade.
Livro Escrínio de Luz - Francisco Cândido Xavier - Emmanuel
23.9.26
Comentário da questão 827 do Livro dos Espíritos
Se o homem não respeitar seu companheiro em caminho, como poderá exigir que seja respeitado? E como ficaria o mundo se não houvesse esse respeito mútuo? Se retornarmos à Idade Média poderemos imaginar como ficaria...
Temos obrigação espiritual de observar o direito dos outros porque se não agirmos assim, estaremos desrespeitando o próprio Deus que criou todos iguais.
Disse Jesus, analisando os dez mandamentos dados a Moisés:
Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos.
E acrescenta o Mestre:
- Aí estão todas as leis e os profetas.
Nossos direitos são limitados pelos do nosso próximo. Os limites são traçados por Deus, para a paz de todas as criaturas. Criaram-se leis, por causa da ignorância dos direitos alheios. Quando toda a humanidade compreender o amor e amar no sentido universal, certamente que não será mais necessário recorrer às leis.
Um cientista ou um mestre não encontra mais sentido nos primeiros anos de estudo em uma escola básica. Se quer aprender mais, avança mais além. Os primeiros anos de escola são para as crianças. Assim é na vida; as primeiras leis de disciplina são para os indisciplinados.
Jesus já dizia: - "Não façais aos outros, o que não quereis para vós." Podemos perguntar a nós mesmos em monólogo: queremos ser desrespeitados? Certamente que não; então, respeitemos os outros, que a justiça nos devolverá segundo fizermos.
O respeito aos outros nunca tira o direito de pertencer a si mesmo, porque cada criatura é um mundo onde vibram todas as leis universais, que comandam o Espírito imortal para a paz de todo o complexo físico, que se interliga no mundo espiritual, pois tudo saiu da mesma fonte divina. Os dois mundos se entrelaçam, em junção harmoniosa, porque sem um o outro não pode viver.
As necessidades humanas recorrem sempre aos valores do Espírito. Vejamos o que aconteceu com Paulo, citado em Atos dos Apóstolos, no capítulo dezenove, versículo seis:
E impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e tanto falavam em línguas, como profetizavam.
Como não respeitar os outros, se precisamos deles? Foi preciso o Espírito intervir pelos canais mediúnicos de Paulo, para ajudar, curando e instruindo aos que precisavam das bênçãos de Deus. Se queremos paz, façamos boas obras onde estivermos, que essa paz se transforma, por justiça, no que possa nos fazer bem. Somos o que fazemos pelos outros. Não é preciso que os olhos humanos nos acompanhem os passos; a nossa própria consciência guarda o que pensamos e fazemos. Ainda mais, emitimos imagens do que pensamos, empregando o fluido cósmico como livro da natureza, onde nós mesmos escrevemos nossa condenação ou absolvição.
As leis de Deus não erram em seus julgamentos e entregam a cada um o que se fez para merecer nos campos da vida. Cada existência que tivermos é, pois, uma página que escrevemos. Nós mesmos iremos lê-las depois, e o tribunal da consciência decidirá o que receberemos pelo que fizemos. Essa é a lei.
A consciência é Deus dentro de nós, como centelha abençoada, que tudo grava sem precisar de acusar nem perseguir aos que erram. O próprio Espírito se condena, pelo que sobe da profundidade do ser para a mente, que é parte da consciência profunda. Se amarmos como o amor se expressa na vida, estaremos amando a Deus e ao próximo, e somente o amor nos salvará da opressão da consciência.
A nossa liberdade natural cresce com o crescimento da fraternidade universal exercida em nossos caminhos.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
22.9.26
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 22.09.26
HÁ DIVISÕES NO ESPAÇO PARA OS ESPÍRITOS?
Há inúmeras divisões no espaço para os Espíritos, nas quais a vida é de acordo com os seus estados espirituais. Em todo lugar onde estagiamos há um traço da nossa própria elevação espiritual, a nos mostrar o que somos. No espaço infinito há divisões que se interpõem aos Espíritos sem condições de visitarem outras comunidades, como que prisão, são transitórias; o tempo lhes dará meios, juntamente com o esforço próprio, de se libertarem, tendo o espaço como a sua casa, sendo cidadãos universais. Para os Espíritos puros não existem barreiras e eles visitam todos os reinos como se fossem o seu próprio ninho familiar. Chegou o momento das mudanças. Nosso Jesus Cristo bate às nossas portas espirituais, nos pedindo para mudar, ajustando os nossos conhecimentos para maior entendimento das leis espirituais, de sorte a nos libertar da ignorância; e para isso Ele nos deixou como herança divina o Evangelho, com os preceitos, por onde encontraremos a vida, encontrando a verdade. A convivência com a Doutrina Espírita, em estudo permanente das suas consecutivas revelações, fornecerá os meios, dará facilidades e, pela viagem astral, poder-se-á constatar com mais visibilidade outros reinos onde habitam Espíritos. A vida é como uma flor: vai desabrochando na sequência do próprio tempo. Os Espíritos moram por toda parte e servem de agentes de Deus no engrandecimento de tudo. Podemos observar legiões de entidades no ar, nas águas, nas florestas, no reino animal e nas sociedades humanas, em trabalhos permanentes em nome d'Aquele que tudo criou. O entendimento deste assunto requer o esforço de cada um, pois tudo está pronto, esperando de nós o momento da decisão.
Filosofia Espírita L.E.87 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 22.09.26
HÁ DIVISÕES NO ESPAÇO PARA OS ESPÍRITOS?
Há inúmeras divisões no espaço para os Espíritos, nas quais a vida é de acordo com os seus estados espirituais. Em todo lugar onde estagiamos há um traço da nossa própria elevação espiritual, a nos mostrar o que somos. No espaço infinito há divisões que se interpõem aos Espíritos sem condições de visitarem outras comunidades, como que prisão, são transitórias; o tempo lhes dará meios, juntamente com o esforço próprio, de se libertarem, tendo o espaço como a sua casa, sendo cidadãos universais. Para os Espíritos puros não existem barreiras e eles visitam todos os reinos como se fossem o seu próprio ninho familiar. Chegou o momento das mudanças. Nosso Jesus Cristo bate às nossas portas espirituais, nos pedindo para mudar, ajustando os nossos conhecimentos para maior entendimento das leis espirituais, de sorte a nos libertar da ignorância; e para isso Ele nos deixou como herança divina o Evangelho, com os preceitos, por onde encontraremos a vida, encontrando a verdade. A convivência com a Doutrina Espírita, em estudo permanente das suas consecutivas revelações, fornecerá os meios, dará facilidades e, pela viagem astral, poder-se-á constatar com mais visibilidade outros reinos onde habitam Espíritos. A vida é como uma flor: vai desabrochando na sequência do próprio tempo. Os Espíritos moram por toda parte e servem de agentes de Deus no engrandecimento de tudo. Podemos observar legiões de entidades no ar, nas águas, nas florestas, no reino animal e nas sociedades humanas, em trabalhos permanentes em nome d'Aquele que tudo criou. O entendimento deste assunto requer o esforço de cada um, pois tudo está pronto, esperando de nós o momento da decisão.
Filosofia Espírita L.E.87 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
21.9.26
MELINDRES
Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.
Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.
Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá-la.
Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.
Quem reclama, agrava as dificuldades.
Não cultive ressentimentos.
Melindrar-se é um modo de perder as melhores situações.
Não se aborreça, coopere.
Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.
Livro: Sinal Verde - Francisco C Xavier - André Luiz.
20.9.26
Verdade e Mentira
Quem já não ouviu falar desta máxima popular?
Uma mentira bem contada pode até gerar risos momentâneos, mas ela jamais se sustentará o tempo todo. Existem dois tipos de mentira: a mentira boazinha e a mentira maledicente. A mentira boazinha é aquela que todos sabem de antemão que aquilo que se conta não é verdade. É uma brincadeira para entreter. Pior é a mentira maledicente que é aquela que quer ferir, quer denegrir, quer espuriar a outra pessoa. Ela é destrutiva porque é feita para fazer o mal.
- Mas Dom Hélder, todo mundo mente, por que eu não posso usar uma mentirinha?
Até onde vai a sua consciência com esta “mentirinha”? Até onde vai a consequência desta “mentirinha”? Se vai prejudicar alguém, então ela já é abominável por natureza.
Mentira é mentira e ponto final. Faz mal. É querer enganar a verdade, escondê-la, ludibriar os outros.
Quando Jesus afirmou que deveríamos ser honestos com a nossa palavra, dizendo “sim, sim” e “não, não”, não quis apenas se referir em não titubearmos com algo, queria dizer igualmente para não abrirmos mão da verdade.
Verdade é grande valor humano. Quem possui compromisso com a verdade pode até se dar mal em dada situação, mas terá a sua consciência tranquila que falou o que deveria ter falado. Não fugiu da verdade.
Já pensou alguém que conta uma mentira deliberadamente e depois se descobre que era uma farsa? Ninguém mais vai acreditar naquela pessoa, não é verdade?
As pessoas que possuem compromisso com a verdade são levadas à sério pelos outros. Quando elas falam todos prestam atenção. Elas têm credibilidade.
Por que você e todos nós não adotemos este compromisso total com a verdade?
Você pode até estar errado em algum assunto, mas falou aquilo que era considerada a sua verdade e é isto que importa.
Meus queridos irmãos, fico muito descontente quando pego alguém querendo me enganar. Compreendo as limitações temporárias do irmão, tento entender os motivos daquele gesto infeliz, dou outra chance, mas fico chateado, confesso, quando alguém mente descaradamente.
Sinto-me assim porque antecipadamente creio no ser humano. Claro. Imagine o que é você andar por aí desconfiando de toda gente. Não tem cabimento, não é? A vida seria extremamente chata.
Faça a sua parte e fale a verdade.
A verdade é sempre o maior refúgio dos fortes.
Um abraço,
Helder Camara – Blog Novas Utopias
19.9.26
Felicidade
Como deve defini-la,
Dizem que ela reside
Na consciência tranquila...
Ouço outros a dizerem
Que, em resumo, ela é,
Do modo como se mostra,
Um patrimônio da fé...
Outros mais a associam
À um estado de saúde,
De quem alcança a velhice
Com o vigor da juventude...
Escuto ainda quem fala
Em dinheiro e coisa e tal,
A viajar pelo mundo,
Distanciando-se do mal...
Eu não sei, mas vou dizer,
Sem me estender ao falar,
O que eu penso a respeito
Sem ninguém contrariar...
Buscando na Terra inteira,
Seja em qualquer diretriz,
Sem que sofra alguma dor
Eu não sei de alguém feliz...
Muito embora seja bela,
Crescendo em berço de estrume,
Sem ter espinhos na haste,
A rosa não tem perfume!...
Formiga/Baccelli - Blog Mediunidade na Internet
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – 12 de setembro de 2026
O Futuro do Brasil
O Brasil possui tudo para ser uma grande nação. Recursos de diversas ordens não lhe falta. Somos poderosos economicamente, temos uma bacia hidrográfica rica, uma natureza abundante e um povo expressivamente inteligente e criativo. O que nos falta, talvez, seja um projeto de nação. Sem foco para onde devemos ir, pouco progresso ocorrerá e os avanços serão meramente pontuais, haja vista que funcionam como se cada um promovesse o seu próprio destino e não porque há um direcionamento único das ações.
Este projeto maior, Senhores, deve ser fruto de ampla discussão na sociedade. Quem quer que o inicie, sem se preocupar com os rendimentos políticos desta iniciativa, terá dado contribuição enorme para o progresso social e econômico do País. Agirá como estadista e não como um populista. Definirá regras atemporais e não interesses casuais. É certo que o momento presente exige ajustes de diversas frentes, dada a situação calamitosa que chegamos, mas não podemos, jamais, deixar de ter um foco mais distante quando se refere ao destino do País.
Alguns presidentes, ao longo do período republicano, tiveram esta preocupação. Não cabe aqui analisar se as diretrizes apresentadas eram positivas ou não, não é esta a questão, o que se coloca em jogo é o tirocínio de se deixar um efetivo legado para o País.
Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek de Oliveira e o período militar desenharam, cada um a seu modo, este desenho de nação. Alguns pontos tiveram continuidade, outros foram abandonados sem qualquer análise mais séria.
O que está em jogo, Senhores, é o futuro da nação. Iniciativas pontuais podem ter alguma repercussão, mas se não forem devidamente ampliadas e aceitas como políticas de Estado terão vida curta por mais interessantes que possam ser.
Este é o motivo do nosso atraso, em última análise. O progresso espiritual não é realizado por improviso. Temos, pelo que sei, notória preocupação com planejamento de longo prazo. Os passos dados pelos maiores da humanidade e por aqueles que se preocupam com nosso País seguem um norteamento maior e são pautados dentro de critérios rígidos. Todos nós, espíritos comprometidos com a nação brasileira, somos chamados, de algum modo, a dar a nossa contribuição. Trabalho não nos falta.
Neste quadrante da vida pública brasileira, enxergamos mais oportunidades do que dissabores. Estamos numa crise, é verdade, mas ela mesma nos traz possibilidades de avanço inestimáveis.
Quem sabe uma nova legislação para abrir os caminhos políticos e restituirmos de vez a confiança dos brasileiros em seus representantes?
Por que não pensar numa reforma econômica “globativa”, não apenas de integração mundial para sermos mais competitivos, mas de aprendizagem geral para aumentar a capacidade produtiva de nosso povo, gerando mais renda e riqueza para todos?
Que tal priorizarmos definitivamente a educação como patrimônio maior da nossa nação em direção a termos cidadãos livres de verdade e conscientes de suas potencialidades e direitos?
Por que não pensar num governo mais competente na gestão e menos corrupto na sua concepção?
Há muitas frentes a serem definidas as suas prioridades e aquilo que mais interessa ao conjunto da nação.
Não importa necessariamente quem faça, mas que faça e como faça.
Estaremos ombro a ombro com todos aqueles que se dispuserem a trabalhar por um País melhor e com futuro.
Um abraço,
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal
17.9.26
Comentário Questão 826 do Livro dos Espíritos
Liberdade absoluta só existe para Deus, criador de todas as coisas. O criado1 já é dependente do Criador. Deus pode fazer o que bem entender dentro da criação, mas somente Ele. No que tange aos homens, se todos têm os mesmos direitos, deixa de existir tal liberdade, pela barreira do respeito de uns para com os outros.
É necessário saber que todos nós, para vivermos bem, nos submetemos à obediência das leis naturais criadas. Somos escravos da lei, e é o Evangelho que nos ensina como escolher os melhores caminhos da felicidade. A felicidade não nasce, nos seus princípios, da nossa vontade; pelo contrário, somente nasce da vontade de Deus, que sempre nos fala dela pelas leis estabelecidas.
É necessário que se procure entender bem "O Livro dos Espíritos", que nele estão estabelecidas todas as leis universais em expansão acompanhando, pois, a evolução das criaturas. Não sejamos tolos na arte de escolher sem compreender, para que não soframos o rigor das provas.
A liberdade absoluta para os homens seria uma catástrofe para todos, por não terem eles condições de saber o que realmente precisam na condição de homens encarnados, ainda cegos e surdos no que se refere à vida espiritual. Compete a cada um ir até o ponto que suporta; aí, sim, está a sua paz. Viver o futuro querendo esquecer o presente é um mal, bem como querer voltar ao passado, que teve sua época.
Peçamos aos Espíritos que nos revelem também a verdade, como Lucas assinala no capítulo dois, versículo vinte e seis, desta forma:
Revelara-lhe o Espírito Santo que ele não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
Pedimos a Deus que desperte o Cristo em nós, antes de passarmos pela morte do corpo, porque é na Terra que a porta do céu começa a se abrir pela força das transformações morais que o amor nos sugere entender e praticar, de acordo com os preceitos do Evangelho do Mestre.
Esqueçamos da liberdade absoluta, como a queremos compreender, firmando-nos, assim, na obediência, porque somos filhos que devemos, para o nosso bem, ouvir o Pai. A nossa liberdade é vigiada, filtrada e, por vezes, interrompida. Quanto mais crescermos, mais obedecemos às leis de Deus, porque é nessa obediência que encontramos a paz de consciência e o próprio ritmo da vida.
Pedimos a Jesus que nos abençoe nas nossas pretensões, acertando nossos passos e direcionando nossa vida para a paz em Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
16.9.26
GLORIFICAÇÃO
Se ontem, atribulado, andei sem rumo certo,
Nômade do ideal, gemendo estrada afora,
Hoje, crente, proclamo, ao coração que chora,
A alegria imortal do espírito liberto...
Renovado, feliz, vou pelo mundo agora,
Já não mais como fui, amargando o deserto,
E antevejo o painel do futuro entreaberto,
Em torrentes de amor a crescer hora a hora...
Em Jesus encontrei o Mentor dos Mentores,
A guardar no Evangelho a Cartilha Suprema,
Libertarão do mal, consolação nas dores.
Glorificado seja o Senhor Bem Amado,
Erguendo a liberdade ao pé de cada algema,
Pregando a redenção para todo culpado!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
15.9.26
Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 15.09.2026
OS DOIS
MUNDOS
Falamos
dois mundos, um material e outro espiritual, mas na verdade, existem inúmeras
esferas de vida no plano do Espírito. Há alguns espiritualistas que perguntam:
Por que existe o plano físico? O Espírito não poderia evoluir sem investir-se
da matéria? Deus não iria fazer o mundo físico sem necessidade. Precisamos do
estágio na matéria bruta para o despertamento gradativo das nossas qualidades,
e um mundo de certa forma está interligado com o outro, um é motivo de trabalho
e experiências para o outro. O mundo físico, está sendo sempre visitada por
grandes personalidades espirituais em trabalhos que escapam aos sentidos
humanos, em intenso movimento de amor. Deus e Seus agentes estão presentes nas
águas que se bebe, no ar que se respira, nos alimentos que garantem a vida
física. Ele está nas trevas e na luz, na alegria e na dor, na paz e nas
tribulações. Para que Ele fique mais visível ainda, basta que busquemos
encontrá-Lo, e os meios acertados são os ensinados por Jesus Cristo. Não se
deve perder tempo em pensar e dizer: "por que Deus fez isso ou
aquilo?" O que Deus fez está certo e Ele ainda estabeleceu leis de modo a
serem cumpridas. Não existe outro caminho para se encontrar a felicidade. O
mundo físico é o mesmo mundo dos Espíritos, onde a matéria tomou outra
dimensão. E a matéria não deixa de ser energia sublimada que se coagulou por
bênção desse mesmo Deus. O mundo material Poderia deixar de existir sem que o
mundo espiritual se perturbasse, se Deus o quisesse. No entanto, se Ele fez os
dois planos de vida agradeçamos por tamanha dádiva, e procuremos compreendê-Lo
até onde suportamos.
Filosofia Espírita L.E.86 – João N. Maia
– Miramez – Toninho Barana.
14.9.26
Os “Inquisidores”
Na Atualidade
Sem dúvida, o Movimento Espírita atual está repleto de “inquisidores”.
Nem todos estão por aí expiando os erros de vida passada.
Muitos, ainda escondem sobre as suas vestes os hábitos de suas antigas ordens religiosas.
Combatendo os médiuns e outros adeptos da Doutrina, não estão com o propósito de atingi-los.
A sua intenção é a de ridicularizar o Espiritismo.
Com o propósito de defendê-lo dos falsos profetas, que, infelizmente, existem no campo doutrinário, quanto existem em qualquer outro setor de atividade humana, eles expõem, publicamente, em sua gleba, o joio que cresce ao lado do trigo.
Inevitável, em nossas atuais circunstâncias evolutivas, que seja assim.
Muitos buscam se promoverem à custa de escândalos em torno do trabalho alheio.
Não sabem fazer outra coisa que não seja denegrir moralmente os que se encontram cumprindo com o dever – se mal ou bem, é problema pertinente a cada um, que, mais cedo ou tarde, responderá por si mesmo.
Imaginando estarem a serviço da luz, terminam por serem instrumento das trevas – e o que é pior: às vezes, com o apoio de invejosos que se sentem ameaçados em seu medíocre espaço de trabalho.
Ora, quantos são os médiuns na atualidade que, mentindo descaradamente, dizem que foram orientados por Chico Xavier?!...
Quantos, querendo ser mais médiuns do que são, obram, mediunicamente, de maneira inconsequente?!
Todavia, o objetivo deste pequeno arrazoado em nosso Blog é tão somente para alertar que o ataque que está sendo desfechado não é contra médiuns e consideradas lideranças espíritas, mas, sim, contra o Espiritismo!
A perseguição que os cristãos continuam a sofrer no mundo é contra o Cristo, e não contra os cristãos, que, em essência, muitos de nós, nada representamos.
Defendamos a Doutrina que está muito acima dos espíritas e dos espíritos de qualquer condição, estejam eles encarnados ou não.
O Espiritismo, na revivescência do Cristianismo, é muito mais importante que médiuns e oradores, dirigentes e escrevinhadores – ele é mais importante, inclusive, do que Allan Kardec, o Codificador.
As trevas, na atualidade, espalhando o cepticismo, no intuito de fragilizar o Movimento Espírita, movimentam várias frentes de combate, sobre as quais carecemos de estarmos mais atentos, para que não nos tornemos em seus instrumentos.
O médium não significa nada, o Espiritismo significa tudo.
Que os “inquisidores” reencarnados que se dizem espíritas busquem melhor a fazer, e aqueles que, à pretexto de uma honestidade que não possuem, lhes dão respaldo, procurem trabalhar mais seriamente sem atirar pedras em quem seja, porque a desencarnação está aí para todos eles quanto já esteve para nós, e a Verdade, deste Outro Lado, é uma bomba atômica na consciência culpada.
Inácio Ferreira -blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 13 de setembro de 2026.
12.9.26
Mensagem publicada na Gazeta de Limeira de 12.09.2026
O MUNDO PRINCIPAL
Dos dois mundos o principal é o espiritual, que preexiste e sobrevive a tudo. Ele é constituído de matéria rarefeita. Há pessoas que não entendem a moradia dos Espíritos, por estarem encarnadas, e o contato com a matéria os faz esquecer o plano que existe na dimensão do Espírito. O Livro dos Espíritos diz que os Espíritos povoam o espaço infinito. Sendo o espiritismo uma filosofia religiosa e científica elástica a sua revelação é contínua. Existem no plano espiritual, cidades, colônias, edifícios e casas de todos os tipos, de conformidade com as necessidades espirituais. Existem outras coisas, que somente o tempo poderá revelar, obedecendo às necessidades dos Espíritos que se reúnem nesses lugares abençoados. Também existem regiões no astral onde se congregam os animais fora da forma física. Nem todos são usados nos trabalhos; depende do estágio de cada um e de cada espécie. Existem planos astrais inferiores, com as mesmas características da Terra e muitos deles bem mais inferiores, também ali se reúnem Espíritos com seus iguais. O mundo espiritual é a nossa morada eterna; a física é transitória, como sendo estágio que buscamos para o nosso despertar. Deus separou um mundo do outro, mas, nos dotou de dons capazes de atingir um e outro plano, no sentido de conhecermos, e a vida nos tornar cheia de esperança. Hoje, até os chamados materialistas já confirmam a existência da anti-matéria, que não deixa de ser o prenuncio do anti-mundo, o mundo espiritual. O mundo material é pálida cópia deste mundo da verdade, que todos deverão conhecer, ou reconhecer, sentindo assim a presença de Deus em toda parte e a força de Jesus Cristo no coração.
Filosofia Espírita L.E.85 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.
Sem Sair De Casa
Se sequer saio da casa?!...
É a pergunta que fazes
Com a voz queimando em brasa...
No entanto, à esta pergunta
Que de ti se extravasa,
Vou procurar responder,
Aqui, sem sair de casa...
Para agir na Caridade,
No Bem que nunca se atrasa,
Sequer há necessidade
Que saias de tua casa...
Se saber usar a agulha,
Com habilidade rasa,
Podes fazer com retalhos
Lindos tapetes em casa...
Imita a querida Antusa (*),
Irmã que o amor abrasa,
Que cosia para os pobres
Se nunca sair de casa!...
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e verso
Uberaba, 5 de setembro de 2026.
Lar Espírita “Pedro e Paulo”.
(*) Antusa Ferreira Martins, discípula de Eurípedes Barsanulfo, era muda e surda, devido à meningite na adolescência, médium portadora de várias faculdades mediúnicas, que residia em Uberaba, e transmitia passes em uma casinha feita de tábuas.
11.9.26
MOMENTOS DE AFLIÇÃO E PROVA
Águas serenas que são açoitadas por fortes vendavais; paisagens tranquilas que se modificam ao império de tempestades violentas; climas de paz que se convertem em campos de lutas rudes; viagem segura, que se torna perigosa, objetivos próximos de conquistados, que se perdem de repente; saúde que cede à enfermidade; amigos dedicados, que vão adiante; adversários vigorosos, que surgem ameaçadores; problemas econômicos, que aparecem, constringentes, tantos são os motivos de aflição e prova, que ninguém avança, na Terra, sem os experimentar.
Enquanto domiciliado no corpo, espírito algum se encontra em segurança, vitorioso, isento de experiências difíceis, de possíveis insucessos.
Os momentos de prova e aflição constituem recursos de aferição dos valores morais de cada um, mediante os quais o homem deve adquirir mais valiosas expressões iluminativas como suportes para futuros investimentos evolutivos. Por isso, todos somos atingidos por tais métodos de purificação.
Vigia-te. no momento de aflição e prova, a fim de que não compliques, por precipitação, o teu estado íntimo.
Suporta o vendaval do testemunho com serenidade; recebe a adaga da acusação indébita com humildade; aceita o ácido da reprimenda injusta com nobreza; medita diante do sofrimento com elevação de sentimentos.
Todos os momentos difíceis cedem lugar a outros; os de paz e compreensão.
Não te desalentes, exatamente quando deves fortalecer-te para a luta.
São os instantes difíceis que as resistências morais devem estar temperadas, suportando as constrições que ameaçam derruir as fortalezas íntimas.
Quando estiveres a ponto de desfalecer, procura refúgio na oração.
Orando, renovar-se-ão tuas paisagens mentais e morais, elevando-te o ânimo e reconfortando-te espiritualmente.
Jesus, que não tinha qualquer dívida a resgatar e que é o Sublime Construtor da Terra, enquanto conosco não esteve isento dos momentos de aflição, demonstrando, amoroso, como vencê-los a todos, e, ao mesmo tempo, ensinando a técnica de como retirar do aparente mal as proveitosas lições da felicidade.
Considera-Lhe os testemunhos, e, em qualquer momento em que sejas defrontado pela aflição ou prova, enfrenta as circunstâncias e extrai do amor a parte melhor da tua tarefa de santificação.
Livro: Oferenda - Divaldo P Franco - Joanna de Ângelis
10.9.26
Comentário Questão 825 do Livro dos Espíritos
Liberdade é um ponto de difícil entendimento, na interpretação das leis naturais. O homem não pode ser livre, do modo que pensa ser; toda liberdade é relativa aos Espíritos, de conformidade com a sua evolução espiritual.
Ninguém pode glorificar-se ante os seus irmãos de ter plena liberdade, porque ninguém pode viver só; uns precisam dos outros e todos de Deus. Como, desse modo poder ufanar-se de que se é livre, de que não se precisa dos irmãos, quando se vive em conjunto?
Todos temos uma liberdade natural, entretanto, juntamente com ela deve haver o respeito às criaturas, nossas irmãs, e os nossos deveres para com elas. Ultrapassar os limites até onde podemos ir, é violência aos que nos cercam e que nos ajudam a viver. Como podem os grandes viverem sem os pequenos e os pequenos sem os grandes, se todos fazem parte de um todo? Além disso, somos eternos dependentes de Deus, pela aliança em Cristo.
Somos muito crianças para entendermos verdadeiramente todas as leis criadas por Deus e que nos dirigem a todos, e existem muitas que ainda não nos foram reveladas, por não suportarmos sua ação em nossos destinos. Convém estudarmos o que suportamos agora e confiar em Jesus, que ele, pelo Seu amor ao rebanho, faz descer a revelação quando estivermos preparados para tais eventos de luz.
Gabar-nos de que fazemos o que queremos, pela posição que ocupamos quando no mundo, é ignorância, pois somente Deus tem essa liberdade. Todos nós, sem exceção, somos guiados por Deus em todas as nossas andanças e atitudes. Mesmo no mal, se o podemos chamar de mal, o Senhor está consciente de tudo, deixando-o acontecer para nos disciplinar e orientar para o bem que nunca morre.
Aos homens que já compreendem as leis de Deus, mas não se conformam de todo com os acontecimentos, alguém do mundo espiritual inspira para sentirem e dizerem conforme encontramos em Atos dos Apóstolos, no capítulo vinte e um, versículo quatorze:
Como, porém, não o persuadimos, conformados dissemos:
Faça-se a vontade do Senhor.
Devemos saber que Deus nada faz errado, mas sempre em favor da educação dos Seus filhos, despertando os valores que todos carregamos no coração. Sempre queremos demais, almejamos o que não merecemos e quase sempre nos envaidecemos com aquilo que não nos pertence. Somente chegando à maturidade espiritual é que entregamos ao Senhor todos os nossos sentimentos e pensamos com Jesus, pedindo a Ele que faça em nós a Sua vontade e não os nossos desejos.
Não há ninguém no mundo que pode jactar-se de que goza da liberdade absoluta. Liberdade absoluta, somente Deus, o Criador de todas as coisas, tem. Nós podemos, sim, com o tempo e a purificação dos sentimentos e o despertar dos dons de vida, gozar da tranquilidade de consciência e viver em pleno céu, descobrindo esse paraíso dentro de nós mesmos.
A liberdade natural não é liberdade total; a primeira é bênção de Deus para a alegria e a esperança dos Seus filhos, de maneira que todos nós possamos sentir que estamos seguros n'Aquele que é o princípio e a vida de todas as criaturas.
Que Jesus nos abençoe para entendermos melhor as leis que podemos assimilar.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
9.9.26
GLÓRIA DO MUNDO
Suspenso em pleno peito amplo vergel florido,
Existe qual jardim sem espinho e sem hera...
Por mais chuva ou mais sol, conserva o colorido,
E, embora o frio em torno, esplende em primavera...
Do regato a jorrar não se escuta um gemido...
Nas brisas de perfume o amor jamais se altera...
E nesse abrigo santo, em pétalas tecido,
A doçura vigia em generosa espera...
Remanso de bondade em divino transporte,
Oásis no deserto a sorrir para a morte,
Quem consegue exaltar esse ninho fecundo?...
Só Deus!... Só Deus, usando a luz da aurora acesa,
Poderá definir a infinita grandeza
Do coração de mãe como a glória do mundo!...
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
7.9.26
Eleições
Necessário se torna, ao eleitor encarnado, conhecer os candidatos é procurar votar no que lhe pareça melhor.
Melhor para a coletividade.
Infelizmente, muitos votam segundo interesses pessoais.
No entanto, o interesse pessoal não deve se sobrepor ao coletivo.
Não votar por conta de ideologia partidária.
Votar no caráter, no passado ilibado, no Plano de Governo que possa contemplar a todos, especialmente, os menos favorecidos.
O Brasil não pode continuar sendo vítima dos interesses mesquinhos, de grupos internos e externos.
O momento é grave e a paixão não deve decidir o voto de quem seja, mas, sim, a razão.
Preocupamo-nos, os desencarnados, com a situação atual do Brasil, porquanto as nossas aspirações evolutivas estão ligadas ao futuro do país.
As crianças de hoje serão os que, amanhã, nos receberão através da reencarnação.
Se o espírito reencarna e encontra um caminho lhe facilite o progresso, o aproveitamento da experiência reencarnatória, evidentemente, é melhor.
A influência do meio, sobre certos espíritos, chega a ser decisiva em sua formação.
Chico dizia que Joana D’arc, a donzela de Domrémy, tomara corpo na Terra para liderar a França na guerra contra a Inglaterra, pois se a Inglaterra triunfasse, o Século das Luzes ficaria comprometido.
Não se trata de misturar Espiritismo com Política.
Não há seja absolutamente apolítico.
O Cristo, sobre a Terra, representava os interesses de Deus, e não apenas os interesses dos judeus, ou dos gentios.
Tenhamos bom senso.
Que os nossos irmãos e irmãs escolham, no próximo mês de Outubro, no dia 4, um dia após o nascimento do Codificador, os que haverão de representá-los nos próximos 4 anos, à exceção do mandato dos Senadores que se estende por longos 8 anos.
Quanto à questão tão debatida na atualidade relacionada à soberania, não olvidemos que, no que tange à soberania moral, o Brasil está devendo, e muito.
Que vençam os que, verdadeiramente, tenham amor pela Pátria, e, consequentemente, trabalhem, com honestidade e sob a inspiração do Cristo, por um mundo melhor.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 6 de setembro de 2026.
6.9.26
JOÃO E O APOCALIPSE
Dias atrás, encontrei aqui, em uma de nossas ruas mais movimentadas, com uma das folclóricas figuras de nossa cidade espiritual – ou, porventura, acham vocês que, deste Outro Lado, elas, igualmente, não existem?!
- Dr. Inácio?! – cumprimentou-me de semblante preocupado.
- Como vai, “Apocalipse”?! – perguntei apertando-lhe a mão, que estendera para mim, e chamando-o como ele faz questão de ser chamado.
- Vamos indo, Doutor.
- Muito trabalho?! – inquiri no diálogo breve que mantivemos.
- O senhor nem imagina...
E ajeitando, no corpo, as roupas, um tanto andrajosas, que fazem jus ao seu codinome, acrescentou:
- Se eu fosse Deus, ainda que por um minuto, eu acabava com o mundo...
- Mas assim, sem mais ou menos?! – insisti.
- Ah, Doutor, a Humanidade está dando muito trabalho para o João... Do jeito que a coisa está não pode continuar! Eu acabaria com tudo – transformaria tudo em poeira cósmica!...
- “Dando trabalho para o João”?!... – interroguei curioso.
- Ora, Doutor – esclareceu, com uma ponta de indignação –, para o João Capeta, meu amigo?!...
- João Capeta?! De quem se trata?!...
- Do próprio!...
- Do “Chifrudo”?!...
- Ele mesmo, Doutor! É muito meu amigo...
- Não me diga, “Apocalipse”! Eu sempre soube que você tem muitas amizades nas altas esferas, mas...
- Dr. Inácio, o senhor é um homem inteligente – ponderou, segurando-me, afavelmente, no antebraço. – O senhor quer me dizer que o João, meu amigo, não está tendo mais trabalho que Jesus Cristo no mundo?!...
- Aí eu sou obrigado a concordar com você! – exclamei, dando um passo atrás, devido ao forte cheiro de cebola que emanava de sua boca desencarnada.
- Então?!...
- De fato, devo reconhecer que, em nosso país, lá pelas bandas da Capital Federal, o João anda tendo muito trabalho – chega a ser de desanimar quem, ao que sei, até hoje, desde quando apareceu a Adão e Eva, em forma de uma serpente, ainda não havia desanimado!...
- Doutor, coitado de Jesus Cristo! Aquele povo que, um dia, ele expulsou do templo... Lembra-se?! Expulsou com um chicote na mão...
- Claro que me lembro – redargui. – Ainda trago nas minhas costas a marca da lambada que levei...
- O senhor estava lá?!...
- Penso que sim, “Apocalipse”, pois eu não tenho outra explicação para a dor que, até hoje, está doendo em mim.
- Então, Doutor, com exceção do senhor, aquele povo voltou tudinho – a coisa está pior do que antes!...
- Realmente – concordei com a figura conhecidíssima de nós outros e que, quando encarnada, vivia anunciando o fim do mundo.
- É por isto que digo, Doutor: eu não posso ser Deus, porque se eu fosse Deus por um minutinho só...
- Melhor, “Apocalipse”, que você não seja – nem você e nem eu!...
- O quê?! O senhor também?!...
E antes que o assunto desandasse e ele cismasse em me emprestar o seu megafone colorido, despedi-me do amigo, mas não sem antes lhe pedir, encarecidamente:
- Recomende-me ao João, “Apocalipse”!...
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
5.9.26
Brasil, Hora da Escolha
Buscando inspiração em Jesus Cristo,
Para que sejas. qual está previsto.
Um país a crescer sem desatino...
Já é tempo de deixar de ser menino
E viver à mercê do imprevisto,
Sendo do mundo o Coração benquisto
E a Pátria do Evangelho cristalino...
Exausto de viver em desalinho,
Escolha agora, pois, o teu caminho,
Na paz que sempre te tem norteado...
O futuro te acena sorridente
E não mais deves viver inconsequente
A repetir os erros do passado!...
Pedro d’Alcântara/Carlos A. Baccelli - Blog do Formiga
Lar Espírita “Pedro e Paulo”
Uberaba – MG, 29 de agosto de 2026.
4.9.26
Comentário Questão 824 do Livro dos Espíritos
É de bom exemplo, quando a pompa do funeral visa a honrar a memória de um homem de bem. Quanto mais se vibra para a difusão do amor, mais a luz acende na Terra, em se fazendo fonte no coração humano. Entrementes, o homem de bem recomenda sempre que não deseja gastos sem importância para a alma, em seu funeral, indicando outra direção para os gastos, como seja com alimentos para os pobres, roupas para os nus e casa para os desabrigados.
As pompas devem se transformar em caridade onde a luz da beneficência é capaz de enxugar lágrimas e lembrar aos corações que existe a esperança. O próprio Evangelho nos diz que devemos deixar os mortos enterrarem os seus mortos.
O legado que o homem de bem deve deixar, é o de sua vida exemplar. O orgulho e o egoísmo fazem a separação das criaturas, mas o túmulo os reúne como sendo todos da mesma massa que a Terra dissolve e transforma em elementos indispensáveis à vida.
Jesus foi o enviado de Deus para mostrar à sociedade de todo o mundo que todos somos irmãos, filhos do mesmo Deus de Amor, deixando Seu Evangelho e nele os preceitos de modo a educar as criaturas, na certeza de que o céu se encontra nos corações, bastando às almas encontrá-lo.
Enquanto houver a disputa pelas coisas perecíveis e ilusórias do mundo, a cegueira se acentuará cada vez mais no que se refere aos valores espirituais. Porém, o tempo traz a maturidade pelos canais da dor, levando os Espíritos a acordarem para a realidade dos seus destinos.
Por enquanto, fora da dor não há entendimento. O homem, no estágio em que se encontra, cria dificuldades inúmeras para os pobres, que já carregam em seus ombros um peso muito grande. Mas Jesus, sabendo disso, fala aos seus corações, chamando-os bem-aventurados. Entretanto, o Mestre não se esqueceu de advertir aos legisladores humanos, conforme registrado no Evangelho por Lucas, no capítulo três, versículo treze:
Respondeu-lhes:
Não cobreis mais do que o estipulado.
Todavia, esses homens se fazem surdos pela força do egoísmo, mas os sofredores avançam, apesar de todo o peso dos chamados impostos e dízimos, com o Cristo de lado a animá-los na subida do calvário da vida, com a cruz das provações, porque Ele mesmo trilhou o caminho da dor, como exemplo de humildade, e ainda perdoou a todos os Seus ofensores. "Não cobreis mais do que o estipulado" pela consciência. Dizemos aos pobres, aos sofredores, que os tempos da seleção espiritual estão chegando e que somente terão a Terra como herança os escolhidos, que podem ser, igualmente.os ricos, dependendo do modo pelo qual procedem ante a sociedade.
As distinções humanas terminam no "campo santo", onde o Espírito sente e compreende que nem mesmo o corpo de carne lhe pertence. A bagagem de bens perecíveis fica com a Terra para que outros a usem e dela façam bom uso, para não acontecerem coisas piores no seu roteiro espiritual.
A natureza, que foi feita pelas mãos do Criador, não vai ouvir pedido dos homens. Ela arregimenta toda a sua força para cumprir leis estabelecidas por Deus, no empenho de mostrar a justiça se igualando em todas as criaturas. A reencarnação é lei divina em todos os mundos, pois é ela que educa o Espírito, destruindo igualmente o egoísmo e o orgulho de raça e de casta.
Bem-aventuradas as leis que transformam tudo, porque é na transformação que o amor domina e dirige os corações para a verdadeira fraternidade. O que esperamos é que as pompas dos funerais de todo o mundo se transformem, sob a inspiração do Cristo, em caridade ajustada no amor e na justiça.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
3.9.26
FILOSOFANDO
A quem saiba agradecer,
Cumprindo voto e promessa,
A vida entrega recursos
Muito acima do que peça.
*
Resguarda a ponderação
Por bênção de cada dia.
E’ no riso e na conversa
Que a loucura principia.
*
Foge ao luxo de sentir
Preguiça, fastio e tédio.
Quem desiste do trabalho
E’ doente sem remédio.
*
Elogia sóbriamente
Na palavra que desdobras.
Se o fogo sai dos limites,
162 Arrasa com as boas obras.
*
Muitos alcançam no mundo
Dinheiro, glória e ciência,
Mas pouca gente consegue
A força da paciência.
*
Estuda, ampara, semeia,
Constrói, auxilia e emenda.
Enquanto estás no serviço,
Ninguém te vê na contenda.
*
Ora e vigia. O perigo
E’ maior no coração
Da pessoa que se sente
Distante da tentação.
*
Abraça, na tolerância,
Estrada, clima e dever.
Jamais exijas dos outros
O que não possas fazer.
(*) Órfão de pai aos sete anos, tendo cursado apenas as primeiras letras em escolas primárias, Casimiro Cunha, depois de haver uma vista aos 14 anos por acidente, cegou da outra aos 16. Adolescente, ainda, colaborou na impressa vassourense. Desde que se tornou espírita confesso, estendeu aos periódicos espiritistas, principalmente ao Reformador, a sua produção poética. Foi um dos fundadores do Centro Espírita “Bezerra Menezes”, de Vassouras. Mário Cis era o pseudônimo que ele comumente usava. Prefaciando o primeiro livro do poeta – Singelos -, M. Quintão chegou a afirmar que ele “fechara os olhos às misérias da Terra, para melhor entrever as belezas do Céu”. Jamais se lhe ouviu dos lábios um queixume, uma palavra de revolta. Era a resignação em pessoa. “Alma feita de luz,” – afirmou-o Armando Gonçalves (Colar de Pérolas, pág. CXXVI) – “é um dos mais vigorosos literatos que enchem de orgulho o torrão fluminense.” (Vassouras, Estado do Rio, 14 de Abril de 1880 – Vassouras, 7 de novembro de 1914.)
BIBLIOGRAFIA: a) do homem terreno: Singelos; Efêmeros; aves Implumes; Pétalas; Perispíritos; Álbum de Delba, póstumas.
b) do poeta desencarnado: Cartas do Evangelho; cartilha da Natureza; História de Maricota; Gotas de Luz – todas pelo médium Francisco Cândido Xavier; Juca Lambisca e Timbolão – pelos medianeiros desta Antologia.
13. Leia-se in-com-preen-sões,com sinérese.
18. Ler no/ ar, em duas sílabas.
83. Cf. a nota nº. 13 deste capítulo.
114. Note-se a mestria com que o poeta se serviu do bordão: “Simplifica, simplifica.”
162. Leia-se com as, em uma sílaba (Ectlipse).
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
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