16.8.26

A vida nas cordas de um violão

Já perceberam a beleza de um violão?
Como é maravilhoso ver um violão tocar a sua melodia e nos encantar.
Um bom violonista faz-nos literalmente chegar às alturas com um repertório bem executado.
Mas quero aqui, neste breve comentário, me concentrar sobre o violão na sua compleição física e melodiosa.
Primeiramente, perceba, o seu formato peculiar. Uma parte semi-arredondada e em seguida aquela haste com a continuação das cordas.
Ali, no manuseio mágico cordas é que a gente chega a sonhar.
Um dedo aqui, outro lá, e os movimentos frenéticos dos dedos para tirar daquele conjunto de cordas uma série de sons que pareciam dormindo ou escondidos.
É como se violonista viesse acordar os sonhos adormecidos e mostrar-lhe a beleza inaudita.
No fim da haste, há o aperto correto das cordas para que elas possam produzir o seu melhor. Chama-se de afinação.
O ouvido apurado do músico vai recolher o melhor som possível para as notas. Coisa realmente de artista. Tirar o melhor de cada uma delas.
No centro, aquele vazio estratégico para fazer reverberar um som numa acústica inigualável.
O violão faz parte de uma família maior. Violoncelos, violinos e outros tantos instrumentos musicais que chamam a atenção para as variações dos formatos, mas a mágica é a mesma em reproduzir os sons divinos em suas cordas.
Penso que nós, seres humanos, somos exatamente como os nossos companheiros violões e sua família.
Somos seres vibracionais por natureza e temos vários sons de qualidade da alma para serem reproduzidos.
As sete cordas podem ser uma representação das várias habilidades que possuímos que precisam ser descobertas e bem manipuladas para reproduzirem igualmente a sua beleza única.
A vida vai nos ensinando como manejar as cordas do nosso violão interno para que o mundo possa conhecer as nossas imensas potencialidades.
Também nós precisamos dos nossos apertos.
A vida na sua corrida vai nos proporcionando situações que nos faz ajustar internamente, aprimorando-nos para produzir o nosso melhor.
As cordas soltas, sem a harmonia necessária, seriam um desperdício do instrumento. Nós também. Sem um ajuste das nossas potencialidades nada produziríamos de interessante.
Manejar a vida qual o manejo das cordas do violão pode ser uma metáfora a ser descoberta no dia a dia da vida.
Todo dia é dia de compormos uma melodia nova e brilhante para encantar a todos com a nossa presença.
Todo dia é dia para ajustar as cordas do nosso caminhar em direção ao Pai.
Todo dia é dia para aproveitar a oportunidade de realizar uma grande apresentação que encante a todos.
Toquemos a vida qual se toca a magia de um simples violão e a vida, certamente, se manifestará com mais beleza e cumplicidade.
Helder Camara - Blog Novas Utopias

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