25.8.26

Mensagem publicada na página 4 da Gazeta de Limeira de 25.08.26

OS ESPÍRITOS TÊM FIM?

O Espírito encarnado sofre grandes limitações no que concerne à capacidade de maior entendimento sobre a vida espiritual. Nem tudo nos é dado a saber. O conhecimento sempre acompanha o crescimento espiritual e é uma lei de equilíbrio em favor das próprias criaturas. A pergunta, se os Espíritos têm fim, foi feita inspirada na razão, no entanto, devemos dizer que as leis no plano maior da vida nem sempre têm relação com as que existem na Terra. O que é impossível para os homens não o é para Deus, como igualmente o que se conhece por princípio se perde na grande equação da Divindade. É certo que, em geral, os homens têm ansiedade pela vida. Se ela terminasse no túmulo, e com isso o Espírito tivesse fim, seria fator de desestímulo para todos os homens da Terra e dos outros planetas habitados para os quais a evolução e o progresso não existiriam. Porém, a bondade de Deus é tamanha que Ele nos fez à Sua semelhança, palavra divina que ilumina, consola e se transforma em felicidade para todas as criaturas. Se somos semelhantes ao Criador, somos eternos, e o tempo para nós, como Espíritos, servir-nos-á para a renovação interior: quanto mais velhos, mais novos... No mundo espiritual, estudamos e pesquisamos os mistérios de Deus, que são muitos. Descem ao nosso plano grandes almas, para nos ensinar algo mais sobre o amor, a ciência e a própria filosofia, e devemos dizer que há assuntos para os quais nos falta ainda o entendimento. Usamos a oração para compreender, na gradação das leis, o que nos é dado a conhecer. Do que compreendemos, algumas coisas passamos para os homens, pelas faculdades mediúnicas dos mesmos. Devemos repetir, para o bem estar geral, que somos eternos na eternidade de Deus, mesmo com todas as transformações sofridas.

Filosofia Espírita L.E.83 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.

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