Francisco QUIRINO DOS SANTOS
Nas furnas mais hostis da mais hedionda terra,
Rugem forças da sombra em ódio abrasador;
2 São seres a renhir na encarniçada guerra
Do remorso e do crime, em tremendo furor...
Acende a prece, em luz, que a bondade descerra,
6 Por faísca de aurora, inflamada em favor
Do espírito infeliz que às tênebras se aferra
A sufocar no peito as expansões de amor.
Quando a morte apunhala o coração da vida,
A alma que errou, no mundo, exora compaixão,
E um sudário de dor crepeia-lhe a partida...
Eleva o pensamento em santa vibração
E socorre a loucura e a mágoa desabrida
De quem não quer mais crer na bênção da oração!...
(*) Desde cedo se dedicou à leitura de poetas brasileiros e portugueses, e aos 12 anos estreou nas letras com uma sátira. Depois de formar-se, em 1863, pela Faculdade de Direito de S. Paulo, o poeta de “A Vida” tornou-se redator do Correio Paulistano, promotor público em Santos.
Fundou, em 1869, a Gazeta de Campinas, órgão abolicionista e republicano. Membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio de quase todas as instituições culturais de S. Paulo.
Foi ainda teatrólogo, crítico e romancista. Leopoldo Amaral apontou-o como “grande poeta, elegante jornalista, habilíssimo advogado”, um verdadeiro “meteoro vivo”, segundo a expressão de Francisco Glicério (apud L. Correia Melo,Dic. Aut. Paulistas, pág. 558).
Era deputado provincial quando desencarnou. (Campinas, Est. De S. Paulo, 14 de julho de 1841 − S. Paulo, Est. De S. Paulo, 6 de maio de 1886.)
BIBLIOGRAFIA: Estrelas Errantes; A Nova Louzã, romance;etc.
2. Aliteração em rr.
6. Alteração em f.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
Nas furnas mais hostis da mais hedionda terra,
Rugem forças da sombra em ódio abrasador;
2 São seres a renhir na encarniçada guerra
Do remorso e do crime, em tremendo furor...
Acende a prece, em luz, que a bondade descerra,
6 Por faísca de aurora, inflamada em favor
Do espírito infeliz que às tênebras se aferra
A sufocar no peito as expansões de amor.
Quando a morte apunhala o coração da vida,
A alma que errou, no mundo, exora compaixão,
E um sudário de dor crepeia-lhe a partida...
Eleva o pensamento em santa vibração
E socorre a loucura e a mágoa desabrida
De quem não quer mais crer na bênção da oração!...
(*) Desde cedo se dedicou à leitura de poetas brasileiros e portugueses, e aos 12 anos estreou nas letras com uma sátira. Depois de formar-se, em 1863, pela Faculdade de Direito de S. Paulo, o poeta de “A Vida” tornou-se redator do Correio Paulistano, promotor público em Santos.
Fundou, em 1869, a Gazeta de Campinas, órgão abolicionista e republicano. Membro correspondente da Sociedade de Geografia de Lisboa e sócio de quase todas as instituições culturais de S. Paulo.
Foi ainda teatrólogo, crítico e romancista. Leopoldo Amaral apontou-o como “grande poeta, elegante jornalista, habilíssimo advogado”, um verdadeiro “meteoro vivo”, segundo a expressão de Francisco Glicério (apud L. Correia Melo,Dic. Aut. Paulistas, pág. 558).
Era deputado provincial quando desencarnou. (Campinas, Est. De S. Paulo, 14 de julho de 1841 − S. Paulo, Est. De S. Paulo, 6 de maio de 1886.)
BIBLIOGRAFIA: Estrelas Errantes; A Nova Louzã, romance;etc.
2. Aliteração em rr.
6. Alteração em f.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira
.jpg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário