Cornélio Pires *
Conheci Dona Amélia na fazenda
- Dona Amélia Maria Liberata –
Linda e rica mulher, mas rude e ingrata,
Sempre altiva, no estrado de ouro e renda.
Deixava o pão mofando preso à lata
E gritava: “Ninguém me desatenda”.
Procurava conflitos de encomenda
Para zurzir os servos na chibata...
Mais tarde veio a morte... A nobre dama
Padecia o remorso como a chama
Quando o fogo se apega à carne nua.
O tempo voa... E agora, reencarnada,
Vejo-a sozinha, triste e desprezada,
Esmolando socorro em cada rua.
(*)Além de poeta, contista, jornalista, humorista e conferencista, era Cornélio Pires devotado pesquisador do nosso folclore. «Seja bom» – recomendou-lhe, certa vez, Amadeu Amaral. E Cornélio Pires, ao fazer-se tarefeiro da Doutrina Espírita, não foi apenas um bom, mas verdadeiro herói da bondade permanente, a benefício dos semelhantes. Pouco antes de desencarnar, fundou em Tietê, SP, a «Granja de Jesus», entidade de amparo ao menor abandonado. Escreveu para inúmeros jornais e revistas, tendo iniciado a sua vida literária em O Malho, do Rio. Alguns dos seus livros continuam a ter numerosas e sucessivas reedições. «Sua obra» – di-lo Joffre Martins Veiga – «é eminentemente popular e de cunho essencialmente brasileiro. » (Tietê, Est. de S. Paulo, 13 de Julho de 1884 – S. Paulo, Estado de S. Paulo, em 17 de Fevereiro de 1958.)
BIBLIOGRAFIA : Musa Caipira; O Monturo; Versos; Coisas d’Outro Mundo; Onde estás, ó morte?»; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
Conheci Dona Amélia na fazenda
- Dona Amélia Maria Liberata –
Linda e rica mulher, mas rude e ingrata,
Sempre altiva, no estrado de ouro e renda.
Deixava o pão mofando preso à lata
E gritava: “Ninguém me desatenda”.
Procurava conflitos de encomenda
Para zurzir os servos na chibata...
Mais tarde veio a morte... A nobre dama
Padecia o remorso como a chama
Quando o fogo se apega à carne nua.
O tempo voa... E agora, reencarnada,
Vejo-a sozinha, triste e desprezada,
Esmolando socorro em cada rua.
(*)Além de poeta, contista, jornalista, humorista e conferencista, era Cornélio Pires devotado pesquisador do nosso folclore. «Seja bom» – recomendou-lhe, certa vez, Amadeu Amaral. E Cornélio Pires, ao fazer-se tarefeiro da Doutrina Espírita, não foi apenas um bom, mas verdadeiro herói da bondade permanente, a benefício dos semelhantes. Pouco antes de desencarnar, fundou em Tietê, SP, a «Granja de Jesus», entidade de amparo ao menor abandonado. Escreveu para inúmeros jornais e revistas, tendo iniciado a sua vida literária em O Malho, do Rio. Alguns dos seus livros continuam a ter numerosas e sucessivas reedições. «Sua obra» – di-lo Joffre Martins Veiga – «é eminentemente popular e de cunho essencialmente brasileiro. » (Tietê, Est. de S. Paulo, 13 de Julho de 1884 – S. Paulo, Estado de S. Paulo, em 17 de Fevereiro de 1958.)
BIBLIOGRAFIA : Musa Caipira; O Monturo; Versos; Coisas d’Outro Mundo; Onde estás, ó morte?»; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
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