21.10.26

A Sorte

Os menos avisados diriam que tudo está perdido e que não há mais condições para se realizarem as mudanças necessárias.
Os mais pessimistas entregariam os pontos de vez, aludindo a que já estamos completamente dominados.
Há, porém — e felizmente —, os que acreditam na sorte e teimam em não aceitar passivamente o avançar das desigualdades, das injustiças e das selvagerias públicas.
A estes eu me associo e novamente neste brado me incluo para reafirmar claramente: “nada está perdido”, apenas a noite não chegou ainda ao fim.
Estou novamente aqui para dizer que o Brasil tem jeito, que o nosso país sairá do fosso em que se inseriu e que nosso povo há de ser feliz.
O que se passa, tão-somente, é o charco da política, porque os abutres, sempre eles, estão à espera do desfecho final para recaírem sobre as nossas cinzas.
Isto não vai acontecer, não deixaremos!
É claro que nossa nação está dividida. Isto é reflexo de um conjunto de fatores que, associados, provocam esta desarmonia social que vivemos.
A política, que deveria reunir irmãos no mesmo ideal, tem sido argumento para afastar a nossa gente.
Mas os falsos patriotas hão de mostrar rapidamente a sua verdadeira face.
Estamos aqui para ajudar, estamos de alerta e cientes dos perigos que rondam a nossa nação.
Na hora do voto, sagrado dever e direito da democracia, pensar num amanhã mais feliz e igualitário para toda a nossa gente é questão básica de cidadania.
Um irmão de pátria não pode ser tratado como um pária social.
É gente como a gente.
É cidadão como nós somos.
É detentor de direitos como qualquer um.
Descumprir este desiderato do voto como mais um compromisso social é deixar de compreender a real responsabilidade de cada um no processo de mudança que desejamos ver na sociedade.
Que importa agora que uns nos decepcionem?
O que está em jogo não é simplesmente um dever cívico, mas a própria chama da liberdade que nos querem subtrair.
Enganam-se aqueles que pensam que tudo passará incólume. Não é esta a visão que temos deste lado da vida.
Somos companheiros de uma mesma jornada e o que se faz aí rebate inevitavelmente aqui e vice-versa.
Cuidemos de nos apressar e dar ao nosso voto o peso que ele realmente possui.
Nossa democracia respira, mas necessita ser renovada com outros ares, porque a deformaram por dentro. Solaparam-na em seus objetivos cruéis de fácil monta.
Encorajai tantos outros a se levantarem e construírem convosco o país que sonhamos.
Exerçamos o livre direito do voto que um dia, no calar da noite, nos foi surrupiado e que somente a duras penas foi reconquistado.
Força, irmãos de pátria!
Juntemo-nos num só grito de defesa da liberdade e da justiça social.
Vamos vencer!
Este é o nosso destino maior.
Ulysses Guimarães - Blog de Carlos Pereira

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