19.9.26

O Futuro do Brasil

A trajetória democrática no Brasil sofre outro deslize. 
O Brasil possui tudo para ser uma grande nação. Recursos de diversas ordens não lhe falta. Somos poderosos economicamente, temos uma bacia hidrográfica rica, uma natureza abundante e um povo expressivamente inteligente e criativo. O que nos falta, talvez, seja um projeto de nação. Sem foco para onde devemos ir, pouco progresso ocorrerá e os avanços serão meramente pontuais, haja vista que funcionam como se cada um promovesse o seu próprio destino e não porque há um direcionamento único das ações.
Este projeto maior, Senhores, deve ser fruto de ampla discussão na sociedade. Quem quer que o inicie, sem se preocupar com os rendimentos políticos desta iniciativa, terá dado contribuição enorme para o progresso social e econômico do País. Agirá como estadista e não como um populista. Definirá regras atemporais e não interesses casuais. É certo que o momento presente exige ajustes de diversas frentes, dada a situação calamitosa que chegamos, mas não podemos, jamais, deixar de ter um foco mais distante quando se refere ao destino do País.
Alguns presidentes, ao longo do período republicano, tiveram esta preocupação. Não cabe aqui analisar se as diretrizes apresentadas eram positivas ou não, não é esta a questão, o que se coloca em jogo é o tirocínio de se deixar um efetivo legado para o País.
Getúlio Vargas, Juscelino Kubistchek de Oliveira e o período militar desenharam, cada um a seu modo, este desenho de nação. Alguns pontos tiveram continuidade, outros foram abandonados sem qualquer análise mais séria.
O que está em jogo, Senhores, é o futuro da nação. Iniciativas pontuais podem ter alguma repercussão, mas se não forem devidamente ampliadas e aceitas como políticas de Estado terão vida curta por mais interessantes que possam ser.
Este é o motivo do nosso atraso, em última análise. O progresso espiritual não é realizado por improviso. Temos, pelo que sei, notória preocupação com planejamento de longo prazo. Os passos dados pelos maiores da humanidade e por aqueles que se preocupam com nosso País seguem um norteamento maior e são pautados dentro de critérios rígidos. Todos nós, espíritos comprometidos com a nação brasileira, somos chamados, de algum modo, a dar a nossa contribuição. Trabalho não nos falta.
Neste quadrante da vida pública brasileira, enxergamos mais oportunidades do que dissabores. Estamos numa crise, é verdade, mas ela mesma nos traz possibilidades de avanço inestimáveis.
Quem sabe uma nova legislação para abrir os caminhos políticos e restituirmos de vez a confiança dos brasileiros em seus representantes?
Por que não pensar numa reforma econômica “globativa”, não apenas de integração mundial para sermos mais competitivos, mas de aprendizagem geral para aumentar a capacidade produtiva de nosso povo, gerando mais renda e riqueza para todos?
Que tal priorizarmos definitivamente a educação como patrimônio maior da nossa nação em direção a termos cidadãos livres de verdade e conscientes de suas potencialidades e direitos?
Por que não pensar num governo mais competente na gestão e menos corrupto na sua concepção?
Há muitas frentes a serem definidas as suas prioridades e aquilo que mais interessa ao conjunto da nação.
Não importa necessariamente quem faça, mas que faça e como faça.
Estaremos ombro a ombro com todos aqueles que se dispuserem a trabalhar por um País melhor e com futuro.
Um abraço,
Joaquim Nabuco – Blog Reflexões de um Imortal

17.9.26

O Céu e o Inferno Livro Espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Comentário Questão 826 do Livro dos Espíritos

LIBERDADE ABSOLUTA
 
Liberdade absoluta só existe para Deus, criador de todas as coisas. O criado1 já é dependente do Criador. Deus pode fazer o que bem entender dentro da criação, mas somente Ele. No que tange aos homens, se todos têm os mesmos direitos, deixa de existir tal liberdade, pela barreira do respeito de uns para com os outros.
É necessário saber que todos nós, para vivermos bem, nos submetemos à obediência das leis naturais criadas. Somos escravos da lei, e é o Evangelho que nos ensina como escolher os melhores caminhos da felicidade. A felicidade não nasce, nos seus princípios, da nossa vontade; pelo contrário, somente nasce da vontade de Deus, que sempre nos fala dela pelas leis estabelecidas.
É necessário que se procure entender bem "O Livro dos Espíritos", que nele estão estabelecidas todas as leis universais em expansão acompanhando, pois, a evolução das criaturas. Não sejamos tolos na arte de escolher sem compreender, para que não soframos o rigor das provas.
A liberdade absoluta para os homens seria uma catástrofe para todos, por não terem eles condições de saber o que realmente precisam na condição de homens encarnados, ainda cegos e surdos no que se refere à vida espiritual. Compete a cada um ir até o ponto que suporta; aí, sim, está a sua paz. Viver o futuro querendo esquecer o presente é um mal, bem como querer voltar ao passado, que teve sua época.
Peçamos aos Espíritos que nos revelem também a verdade, como Lucas assinala no capítulo dois, versículo vinte e seis, desta forma:
Revelara-lhe o Espírito Santo que ele não passaria pela morte antes de ver o Cristo do Senhor.
Pedimos a Deus que desperte o Cristo em nós, antes de passarmos pela morte do corpo, porque é na Terra que a porta do céu começa a se abrir pela força das transformações morais que o amor nos sugere entender e praticar, de acordo com os preceitos do Evangelho do Mestre.
Esqueçamos da liberdade absoluta, como a queremos compreender, firmando-nos, assim, na obediência, porque somos filhos que devemos, para o nosso bem, ouvir o Pai. A nossa liberdade é vigiada, filtrada e, por vezes, interrompida. Quanto mais crescermos, mais obedecemos às leis de Deus, porque é nessa obediência que encontramos a paz de consciência e o próprio ritmo da vida.
Pedimos a Jesus que nos abençoe nas nossas pretensões, acertando nossos passos e direcionando nossa vida para a paz em Deus.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez

16.9.26

Gravação do Estudo detalhado do livro MECANISMOS DA MEDIUNIDADE Capítulo 22 – MEDIUNIDADE CURATIVA


 

GLORIFICAÇÃO

Ismael Alves Pereira Martins*
 
Se ontem, atribulado, andei sem rumo certo,
Nômade do ideal, gemendo estrada afora,
Hoje, crente, proclamo, ao coração que chora,
A alegria imortal do espírito liberto...
 
Renovado, feliz, vou pelo mundo agora,
Já não mais como fui, amargando o deserto,
E antevejo o painel do futuro entreaberto,
Em torrentes de amor a crescer hora a hora...
 
Em Jesus encontrei o Mentor dos Mentores,
A guardar no Evangelho a Cartilha Suprema,
Libertarão do mal, consolação nas dores.       
 
Glorificado seja o Senhor Bem Amado,
Erguendo a liberdade ao pé de cada algema,
Pregando a redenção para todo culpado!...
 
(*) Poeta, jornalista e polemista, colaborou nas mais importantes revistas simbolistas do Paraná. Falando sobre o seu único livro de versos, Fernando Góes (Pan. IV, pág. 221) conclui: «Poemas de alguém que teve uma vida de sofrimentos e que giram em torno do amor à família, da morte, da dúvida, da dor. De forma descuidada – Ismael confessa faltar-lhe o «segredo da Forma;>, o «mérito da Arte» – esses versos são confissões e às vezes pungentes desabafos. » Pertenceu ao Centro de Letras do Paraná, do qual fora sócio fundador, e é, na Academia Paranaense de Letras, o patrono da cadeira nº. 34. (Campo Largo, Paraná, 27 de Julho de 1876 – Curitiba, 7 de Dezembro de 1926).   
BIBLIOGRAFIA: Ciclos, versos; A Mocidade de Hoje, prosa; etc.
Livro: “Antologia dos Imortais” - Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

15.9.26

A ESQUINA DE PEDRA Livro espírita a venda na LER Livros Revistas Papelaria


 

Mensagem publicada na página 04 da Gazeta de Limeira de 15.09.2026

OS DOIS MUNDOS

Falamos dois mundos, um material e outro espiritual, mas na verdade, existem inúmeras esferas de vida no plano do Espírito. Há alguns espiritualistas que perguntam: Por que existe o plano físico? O Espírito não poderia evoluir sem investir-se da matéria? Deus não iria fazer o mundo físico sem necessidade. Precisamos do estágio na matéria bruta para o despertamento gradativo das nossas qualidades, e um mundo de certa forma está interligado com o outro, um é motivo de trabalho e experiências para o outro. O mundo físico, está sendo sempre visitada por grandes personalidades espirituais em trabalhos que escapam aos sentidos humanos, em intenso movimento de amor. Deus e Seus agentes estão presentes nas águas que se bebe, no ar que se respira, nos alimentos que garantem a vida física. Ele está nas trevas e na luz, na alegria e na dor, na paz e nas tribulações. Para que Ele fique mais visível ainda, basta que busquemos encontrá-Lo, e os meios acertados são os ensinados por Jesus Cristo. Não se deve perder tempo em pensar e dizer: "por que Deus fez isso ou aquilo?" O que Deus fez está certo e Ele ainda estabeleceu leis de modo a serem cumpridas. Não existe outro caminho para se encontrar a felicidade. O mundo físico é o mesmo mundo dos Espíritos, onde a matéria tomou outra dimensão. E a matéria não deixa de ser energia sublimada que se coagulou por bênção desse mesmo Deus. O mundo material Poderia deixar de existir sem que o mundo espiritual se perturbasse, se Deus o quisesse. No entanto, se Ele fez os dois planos de vida agradeçamos por tamanha dádiva, e procuremos compreendê-Lo até onde suportamos.

Filosofia Espírita L.E.86 – João N. Maia – Miramez – Toninho Barana.