3.5.21
MEDIUNIDADE A DESENVOLVER
M - Questão 200
Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.
Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.
Alguém chega à oficina, pedindo emprego.
Precisa garantir a subsistência.
Obtém lugar e acolhida.
Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.
Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.
°°°
Alguém chega à escola, pedindo instrução.
Precisa desvencilhar-se da ignorância.
Obtém admissão e valimento.
Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.
Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.
°°°
Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.
Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.
Raciocínio e sentimento em ação. Caridade e conhecimento.
Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.
Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.
Alguém chega à oficina, pedindo emprego.
Precisa garantir a subsistência.
Obtém lugar e acolhida.
Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.
Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.
°°°
Alguém chega à escola, pedindo instrução.
Precisa desvencilhar-se da ignorância.
Obtém admissão e valimento.
Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.
Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.
°°°
Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.
Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.
Raciocínio e sentimento em ação. Caridade e conhecimento.
Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.
Livro: “Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap.22)
2.5.21
Homenagem ao Trabalhador
Coragem!
Coragem, meus irmãos!
É o que peço no dia de hoje.
Coragem para enfrentar a pasmaceira que se tornou a classe trabalhadora.
- Mas, Dom Hélder, o senhor está nos insultando.
Não, não estou. O que eu quero dizer é que é preciso mais coragem e união para todos os trabalhadores da Terra e, em especial, nesta data, aos meus queridos trabalhadores brasileiros.
Coragem para enfrentar a tudo que não representa os seus interesses.
O que eu percebo, neste governo que aí está, é uma completa apatia e desconsideração com o trabalhador brasileiro.
O que vejo, isto sim, é uma apologia ao capital e ao patrão.
Não vamos colocar aqui todos num mesmo saco, pois estaríamos incorrendo em grandíssimo erro, mas cá entre nós, há muitos patrões que só querem mesmo é tirar o sangue do trabalhador. Deseja que ele trabalhe muito e ganhe pouco para que seus lucros sejam cada vez maiores.
Há patrões e patrões.
Há patrões que sabem perfeitamente que a sua riqueza depende da prosperidade do trabalhador. Do trabalhador que ganha bem para seu sustento e que pode participar ativamente do mercado de consumo.
Há patrões que respeitam o trabalhador dando-lhe dignidade e voz. Faz ele participar das grandes decisões empresariais, promove a sua capacitação e cidadania. Sabe, perfeitamente, que todos crescem quando se partilha justamente o lucro, até porque sozinho ele não faria coisa alguma.
No Dia do Trabalho – e consequentemente de todos os trabalhadores – invoco a coragem para dispersar todo e qualquer sentimento de maldade para os trabalhadores e mesmo para este governo que está aí.
Devemos, no entanto, lutar por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Devemos lutar, sobretudo, para que muitos tenham trabalho, haja vista que a quantidade de desempregados no nosso País chega a uma escala gigantesca.
Devemos lutar para que o subtrabalhador possa ser emancipado. Vejo uma enorme quantidade de trabalhadores sem direitos e sem futuro. Trabalham dia e noite e são subpagos pelo seu trabalho. Isto não pode continuar.
Quero lembrar, nesta data querida, que Jesus também foi trabalhador – e dos bons. Foi operário carpinteiro e fez seu ofício até aos 30 anos de idade quando saiu de casa para pregar a todos a Boa Nova.
Pois bem, se Jesus trabalhou e o nosso Pai Amantíssimo trabalha até hoje, é porque o trabalho é algo digno e divino e todos, sem exceção, devem ter acesso a ele.
Meus queridos irmãos, desculpem-me esta fala mais rígida no dia de hoje, mas não posso simplesmente me calar só porque morri.
Morri no corpo, mas não morri na coragem de falar o que deve ser falado. E não ponham o médium nesta história, por favor, – embora em muito ele concorde comigo.
Neste Dia do Trabalho e do Trabalhador, unamo-nos numa só voz para que exista trabalho para todos.
Sei que a pandemia que aí está prejudica a economia, é verdade, mas há países por aí afora que estão dando um jeito de compensar esse período de exceção para qualificar melhor os trabalhadores, para repensar as relações trabalhistas e sindicais, para verificar qual é o melhor meio de produção que seja benéfico para todos.
Em vez de ficar reclamando da má sorte estão pensando em novas alternativas de solução para a produção e o trabalho.
Temos que enfrentar as mudanças tecnológicas com muito destemor, porque elas vieram para ficar, mas também com muita humanidade.
O ser humano não pode ficar afastado do progresso, pelo contrário, deve ser inserido nele como protagonista e benfeitor.
Não vamos ficar a chorar o leite derramado, vamos, de outro modo, aproveitar e fazer outro tipo de leite, se for o caso. Usar a criatividade para criar novos serviços e trabalho.
Tudo vai mudar, eu sei, mas devemos nos preparar para a mudança que há de chegar, sem prejuízo para o capital e para os trabalhadores.
Não concordo com a visão de que existe incompatibilidade entre um e outro. O que existe é pouca atenção ao trabalhador. O que se vê, em muitos casos, é tratar o trabalhador como uma espécie de escravo moderno. Isto tem que acabar.
No Dia do Trabalho e do Trabalhador, repensemos a nossa forma de atuar no mercado de trabalho. Reciclemos as nossas mentes e práticas. Sejamos proativos e mudemos a nossa maneira de ver as coisas. Todos terão a ganhar.
Estejamos juntos, lado a lado, conversando de maneira desarmada para construirmos uma vereda nova de trabalho sem a qual todos literalmente perderão.
Um abraço a todos os trabalhadores,
Hélder Câmara - Blog Novas Utopias
Coragem, meus irmãos!
É o que peço no dia de hoje.
Coragem para enfrentar a pasmaceira que se tornou a classe trabalhadora.
- Mas, Dom Hélder, o senhor está nos insultando.
Não, não estou. O que eu quero dizer é que é preciso mais coragem e união para todos os trabalhadores da Terra e, em especial, nesta data, aos meus queridos trabalhadores brasileiros.
Coragem para enfrentar a tudo que não representa os seus interesses.
O que eu percebo, neste governo que aí está, é uma completa apatia e desconsideração com o trabalhador brasileiro.
O que vejo, isto sim, é uma apologia ao capital e ao patrão.
Não vamos colocar aqui todos num mesmo saco, pois estaríamos incorrendo em grandíssimo erro, mas cá entre nós, há muitos patrões que só querem mesmo é tirar o sangue do trabalhador. Deseja que ele trabalhe muito e ganhe pouco para que seus lucros sejam cada vez maiores.
Há patrões e patrões.
Há patrões que sabem perfeitamente que a sua riqueza depende da prosperidade do trabalhador. Do trabalhador que ganha bem para seu sustento e que pode participar ativamente do mercado de consumo.
Há patrões que respeitam o trabalhador dando-lhe dignidade e voz. Faz ele participar das grandes decisões empresariais, promove a sua capacitação e cidadania. Sabe, perfeitamente, que todos crescem quando se partilha justamente o lucro, até porque sozinho ele não faria coisa alguma.
No Dia do Trabalho – e consequentemente de todos os trabalhadores – invoco a coragem para dispersar todo e qualquer sentimento de maldade para os trabalhadores e mesmo para este governo que está aí.
Devemos, no entanto, lutar por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Devemos lutar, sobretudo, para que muitos tenham trabalho, haja vista que a quantidade de desempregados no nosso País chega a uma escala gigantesca.
Devemos lutar para que o subtrabalhador possa ser emancipado. Vejo uma enorme quantidade de trabalhadores sem direitos e sem futuro. Trabalham dia e noite e são subpagos pelo seu trabalho. Isto não pode continuar.
Quero lembrar, nesta data querida, que Jesus também foi trabalhador – e dos bons. Foi operário carpinteiro e fez seu ofício até aos 30 anos de idade quando saiu de casa para pregar a todos a Boa Nova.
Pois bem, se Jesus trabalhou e o nosso Pai Amantíssimo trabalha até hoje, é porque o trabalho é algo digno e divino e todos, sem exceção, devem ter acesso a ele.
Meus queridos irmãos, desculpem-me esta fala mais rígida no dia de hoje, mas não posso simplesmente me calar só porque morri.
Morri no corpo, mas não morri na coragem de falar o que deve ser falado. E não ponham o médium nesta história, por favor, – embora em muito ele concorde comigo.
Neste Dia do Trabalho e do Trabalhador, unamo-nos numa só voz para que exista trabalho para todos.
Sei que a pandemia que aí está prejudica a economia, é verdade, mas há países por aí afora que estão dando um jeito de compensar esse período de exceção para qualificar melhor os trabalhadores, para repensar as relações trabalhistas e sindicais, para verificar qual é o melhor meio de produção que seja benéfico para todos.
Em vez de ficar reclamando da má sorte estão pensando em novas alternativas de solução para a produção e o trabalho.
Temos que enfrentar as mudanças tecnológicas com muito destemor, porque elas vieram para ficar, mas também com muita humanidade.
O ser humano não pode ficar afastado do progresso, pelo contrário, deve ser inserido nele como protagonista e benfeitor.
Não vamos ficar a chorar o leite derramado, vamos, de outro modo, aproveitar e fazer outro tipo de leite, se for o caso. Usar a criatividade para criar novos serviços e trabalho.
Tudo vai mudar, eu sei, mas devemos nos preparar para a mudança que há de chegar, sem prejuízo para o capital e para os trabalhadores.
Não concordo com a visão de que existe incompatibilidade entre um e outro. O que existe é pouca atenção ao trabalhador. O que se vê, em muitos casos, é tratar o trabalhador como uma espécie de escravo moderno. Isto tem que acabar.
No Dia do Trabalho e do Trabalhador, repensemos a nossa forma de atuar no mercado de trabalho. Reciclemos as nossas mentes e práticas. Sejamos proativos e mudemos a nossa maneira de ver as coisas. Todos terão a ganhar.
Estejamos juntos, lado a lado, conversando de maneira desarmada para construirmos uma vereda nova de trabalho sem a qual todos literalmente perderão.
Um abraço a todos os trabalhadores,
Hélder Câmara - Blog Novas Utopias
1.5.21
O Evangelho de Jesus
O Evangelho de Jesus,
Do Céu à Terra desceu,
Livro repleto de luz
Que o Autor não escreveu.
Do Céu à Terra desceu,
Livro repleto de luz
Que o Autor não escreveu.
Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba, 23-4-2021
(Dia Mundial do Livro)
30.4.21
INSTINTO DE CONSERVAÇÃO
COMENTARIOS QUESTAO 590 do Livro dos Espíritos
As árvores não têm um instinto de conservação como se opera nos animais, e mesmo nos homens; o "instinto" nelas é mais mecânico, no entanto, ele cresce no desenvolvimento das formas que, aos olhos humanos, é imperceptível.
Todos os reinos da natureza buscam o mais alto. Em toda a extensão do universo se nota essa força poderosa que a tudo arrasta, que a tudo comanda. O pensamento de Deus programa toda a vida no fluido cósmico, ou seja, no hálito divino, que se renova na sua circulação universal, em tudo penetrando, assegurando assim o bem-estar, a harmonia em todas as coisas. Essa programação de vida é assimilada por tudo o que existe, e essa assimilação é de acordo com o crescimento de quem respira. Do átomo até ao homem, e deste até aos anjos, a bênção é para todos, porém, cada um recebe o que precisa receber. Essa é a justiça, o amor.
Se queres pensar que as árvores têm instinto de conservação, podes pensá-lo; no entanto, deves observar que isso ocorre em dimensão diferente dos animais. Em tudo penetra a inteligência divina, comandando todos os elementos nos seus devidos lugares, para que haja ordem nas formas. Observa a química: quando os corpos se repelem ou se atraem, é o mecanismo da vida que se expande em todas as direções. Daí é que se parte para o crescimento em busca do que o homem possui e os anjos conquistaram. É nesse sentido que devemos respeitar tudo o que nos cerca, por ter saído do mesmo foco que nós outros.
O amor é tão grande, que tudo que existe e a que nos dedicamos, nos responde com o amor, nos responde com perfeita troca de elementos sutis à percepção comum. O amor é a semente divina que devemos semear, porque a colheita não pode ser, por justiça, a mesma de quem não se preocupou em plantar. Se os minerais, plantas e animais estão na nossa retaguarda, porque não ajudar esses reinos a subir a escada que já palmilhamos, se os que estão em nossa frente estão sempre nos dando as mãos? Se Deus é amor, o nosso dever é amar a Ele sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, para que a vida se expresse como luz nos nossos caminhos.
Cada planta é um laboratório divino, na divina seara do Senhor. Ela sabe selecionar os elementos que lhe possam sustentar a vida. Um pé de laranja não dá abacaxi, mesmo que estiverem juntos no mesmo campo e irrigados com a mesma água, soprados pelo mesmo ar e adubados pelo mesmo adubo. É o mecanismo do seu mundo oculto, é o comando de Deus pelos Seus recursos espirituais. Os agentes da vida maior estão espalhados em toda a criação, e eles entendem como se deve fazer e comandar, em nome do Criador, em se falando no crescimento das coisas. São poucos, mas esses tiraram a nota máxima na universidade da Terra, usando um corpo físico. A missão não é somente no mundo religioso, o mesmo ocorre com diversos trabalhos artísticos, e muitas descobertas científicas. Os missionários são diversos no mundo inteiro, operando em fatores diferentes, para ajudar ao progresso e sustentar, de certa forma, a existência de Deus e a presença dos Seus agentes de luz, nos caminhos dos homens.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria
As árvores não têm um instinto de conservação como se opera nos animais, e mesmo nos homens; o "instinto" nelas é mais mecânico, no entanto, ele cresce no desenvolvimento das formas que, aos olhos humanos, é imperceptível.
Todos os reinos da natureza buscam o mais alto. Em toda a extensão do universo se nota essa força poderosa que a tudo arrasta, que a tudo comanda. O pensamento de Deus programa toda a vida no fluido cósmico, ou seja, no hálito divino, que se renova na sua circulação universal, em tudo penetrando, assegurando assim o bem-estar, a harmonia em todas as coisas. Essa programação de vida é assimilada por tudo o que existe, e essa assimilação é de acordo com o crescimento de quem respira. Do átomo até ao homem, e deste até aos anjos, a bênção é para todos, porém, cada um recebe o que precisa receber. Essa é a justiça, o amor.
Se queres pensar que as árvores têm instinto de conservação, podes pensá-lo; no entanto, deves observar que isso ocorre em dimensão diferente dos animais. Em tudo penetra a inteligência divina, comandando todos os elementos nos seus devidos lugares, para que haja ordem nas formas. Observa a química: quando os corpos se repelem ou se atraem, é o mecanismo da vida que se expande em todas as direções. Daí é que se parte para o crescimento em busca do que o homem possui e os anjos conquistaram. É nesse sentido que devemos respeitar tudo o que nos cerca, por ter saído do mesmo foco que nós outros.
O amor é tão grande, que tudo que existe e a que nos dedicamos, nos responde com o amor, nos responde com perfeita troca de elementos sutis à percepção comum. O amor é a semente divina que devemos semear, porque a colheita não pode ser, por justiça, a mesma de quem não se preocupou em plantar. Se os minerais, plantas e animais estão na nossa retaguarda, porque não ajudar esses reinos a subir a escada que já palmilhamos, se os que estão em nossa frente estão sempre nos dando as mãos? Se Deus é amor, o nosso dever é amar a Ele sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, para que a vida se expresse como luz nos nossos caminhos.
Cada planta é um laboratório divino, na divina seara do Senhor. Ela sabe selecionar os elementos que lhe possam sustentar a vida. Um pé de laranja não dá abacaxi, mesmo que estiverem juntos no mesmo campo e irrigados com a mesma água, soprados pelo mesmo ar e adubados pelo mesmo adubo. É o mecanismo do seu mundo oculto, é o comando de Deus pelos Seus recursos espirituais. Os agentes da vida maior estão espalhados em toda a criação, e eles entendem como se deve fazer e comandar, em nome do Criador, em se falando no crescimento das coisas. São poucos, mas esses tiraram a nota máxima na universidade da Terra, usando um corpo físico. A missão não é somente no mundo religioso, o mesmo ocorre com diversos trabalhos artísticos, e muitas descobertas científicas. Os missionários são diversos no mundo inteiro, operando em fatores diferentes, para ajudar ao progresso e sustentar, de certa forma, a existência de Deus e a presença dos Seus agentes de luz, nos caminhos dos homens.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes maia - Miramez
Livro a venda na LER Livros Revistas Papelaria
29.4.21
Somos Todos Nomadlandes
O filme vencedor do Oscar 2021, Nomadland, dirigido por Chloé Zhao, a segunda mulher a ganhar a famosa estatueta como diretora, conta a estória de Fern, uma viúva que adota o nomadismo como estilo de vida. Frances McDormand também ganhou o prêmio de melhor atriz por interpretar o personagem. Com o fechamento da fábrica local onde morava e depois da morte do marido, ela parte para sua jornada de desbravamento no interior dos Estados Unidos dentro de uma Van adaptada. O filme traz a reflexão sobre diversos temas, mas seu foco é sobre o valor da liberdade ou da condição errante.
Num diálogo com uma ex-aluna, Fern também se virou como professora para ganhar a vida, essa condição se evidencia diante da contradição que é ter um teto fixo ou ter um teto móvel para morar ou passar a vida.
- Minha mãe disse que você é uma sem-teto, é verdade?
- Não, sou apenas uma sem casa. Não é a mesma coisa, não é?
- Não.
Efetivamente, não é. Esta compreensão é fundamental para se medir o grau de fixação de nossos conceitos ou a relatividade deles. Estar num teto fixo pode representar conforto e referência espacial, mas não é o único modo de se morar. Esse modelo de viver remonta do tempo das cavernas. Para não ser abatido pelas feras, nossos ancestrais precisavam estar juntos e unidos num lugar que lhe dessem a segurança da sobrevivência. Esta mentalidade perdurou até hoje.
Por outro lado, por diversas razões, muitas pessoas tiveram de viverem em trânsito ao longo da história. As guerras, normalmente, provocaram este deslocamento involuntário durante bom tempo para aqueles que tiveram que se refugiar, mas sem destino certo, por exemplo. Se lembrarmos a trajetória dos judeus sob a liderança de Moisés durante quarenta anos é possível ter uma noção deste estado de nomadismo, mas não é este o caso dos “nomadlandes” modernos. É uma decisão pensada e assumida como estilo de vida – embora forçada por estímulos incontroláveis como é o caso de Fern.
O que está em jogo, neste caso, é tomar a decisão de viver com liberdade, de ter seu ócio criativo, de quebrar a rotina todos os dias, de conhecer novos lugares e pessoas, de ir de encontro ao sistema vigente, de não ter medo das incertezas, de ser dona de seu próprio nariz.
Isto é difícil de compreender para a maioria das pessoas, mas perfeitamente natural para outras tantas. Este estado de liberdade faz com que pessoas prefiram viver nas ruas a se submeterem aos desígnios de uma vida regrada num abrigo, por exemplo.
Afora a necessidade imprescindível de viver em liberdade, estaria a condição de viver sem um lugar determinado para se encontrar, aliás, foi esta concepção de vida que fez com que o sistematizador da filosofia espírita, Allan Kardec, cunhasse o termo erraticidade.
Os espíritos entre as encarnações, por não possuírem, via de regra, um endereço certo para se estabelecerem, estariam na condição errante ou errática. Erro, neste caso, não é sinônimo de inferioridade espiritual, mas apenas para dar a ideia de que, por ainda estar num processo de progresso espiritual, não haveria como determinar a sua morada “definitiva” ou seu ponto referencial de fixação. A erraticidade é, assim, o estilo de vida dos espíritos errantes, em clara analogia, é o estilo de todos nós no nível espiritual que ainda estagiamos.
Somos todos "nomadlandes" do ponto de vista espiritual. Fern e os demais ativistas deste estilo de vida estariam tão-somente exercitando na terra física aquilo que vivemos na terra extrafísica.
O nomadismo é igualmente um exercício de desapego, simplicidade, desprendimento, flexibilidade e de outras competências essenciais para o desenvolvimento espiritual.
A propósito, os espíritos disseram a Allan Kardec que a pessoa verdadeiramente rica é aquela que tem menos necessidades. Pura verdade!
Nas mesas mediúnicas é muito comum se presenciar espíritos bastante perturbados por se preocuparem com os bens que possuíam mesmo sem ter qualquer necessidade deles onde estão. São prisioneiros do passado e das ilusórias posses.
Talvez Nomadland seja uma ótima oportunidade para refletirmos sobre a importância de não apenas pensar como espírito imortal, mas principalmente de ter a coragem de vivermos como tal.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Num diálogo com uma ex-aluna, Fern também se virou como professora para ganhar a vida, essa condição se evidencia diante da contradição que é ter um teto fixo ou ter um teto móvel para morar ou passar a vida.
- Minha mãe disse que você é uma sem-teto, é verdade?
- Não, sou apenas uma sem casa. Não é a mesma coisa, não é?
- Não.
Efetivamente, não é. Esta compreensão é fundamental para se medir o grau de fixação de nossos conceitos ou a relatividade deles. Estar num teto fixo pode representar conforto e referência espacial, mas não é o único modo de se morar. Esse modelo de viver remonta do tempo das cavernas. Para não ser abatido pelas feras, nossos ancestrais precisavam estar juntos e unidos num lugar que lhe dessem a segurança da sobrevivência. Esta mentalidade perdurou até hoje.
Por outro lado, por diversas razões, muitas pessoas tiveram de viverem em trânsito ao longo da história. As guerras, normalmente, provocaram este deslocamento involuntário durante bom tempo para aqueles que tiveram que se refugiar, mas sem destino certo, por exemplo. Se lembrarmos a trajetória dos judeus sob a liderança de Moisés durante quarenta anos é possível ter uma noção deste estado de nomadismo, mas não é este o caso dos “nomadlandes” modernos. É uma decisão pensada e assumida como estilo de vida – embora forçada por estímulos incontroláveis como é o caso de Fern.
O que está em jogo, neste caso, é tomar a decisão de viver com liberdade, de ter seu ócio criativo, de quebrar a rotina todos os dias, de conhecer novos lugares e pessoas, de ir de encontro ao sistema vigente, de não ter medo das incertezas, de ser dona de seu próprio nariz.
Isto é difícil de compreender para a maioria das pessoas, mas perfeitamente natural para outras tantas. Este estado de liberdade faz com que pessoas prefiram viver nas ruas a se submeterem aos desígnios de uma vida regrada num abrigo, por exemplo.
Afora a necessidade imprescindível de viver em liberdade, estaria a condição de viver sem um lugar determinado para se encontrar, aliás, foi esta concepção de vida que fez com que o sistematizador da filosofia espírita, Allan Kardec, cunhasse o termo erraticidade.
Os espíritos entre as encarnações, por não possuírem, via de regra, um endereço certo para se estabelecerem, estariam na condição errante ou errática. Erro, neste caso, não é sinônimo de inferioridade espiritual, mas apenas para dar a ideia de que, por ainda estar num processo de progresso espiritual, não haveria como determinar a sua morada “definitiva” ou seu ponto referencial de fixação. A erraticidade é, assim, o estilo de vida dos espíritos errantes, em clara analogia, é o estilo de todos nós no nível espiritual que ainda estagiamos.
Somos todos "nomadlandes" do ponto de vista espiritual. Fern e os demais ativistas deste estilo de vida estariam tão-somente exercitando na terra física aquilo que vivemos na terra extrafísica.
O nomadismo é igualmente um exercício de desapego, simplicidade, desprendimento, flexibilidade e de outras competências essenciais para o desenvolvimento espiritual.
A propósito, os espíritos disseram a Allan Kardec que a pessoa verdadeiramente rica é aquela que tem menos necessidades. Pura verdade!
Nas mesas mediúnicas é muito comum se presenciar espíritos bastante perturbados por se preocuparem com os bens que possuíam mesmo sem ter qualquer necessidade deles onde estão. São prisioneiros do passado e das ilusórias posses.
Talvez Nomadland seja uma ótima oportunidade para refletirmos sobre a importância de não apenas pensar como espírito imortal, mas principalmente de ter a coragem de vivermos como tal.
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
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