31.1.21

Turbulência Espiritual

Irmãos e irmãs: Jesus conosco.
Não desejando que a nossa palavra soe com pessimismo, não podemos negar, no entanto, que a Terra de agora vem atravessando grande momento de turbulência espiritual.
A referida questão, evidentemente, não se deve apenas aos problemas desencadeados pelo “Covid”, de vez que a pandemia que, nos tempos atuais, assola a Humanidade, é efeito, e não causa.
A verdade é que a turbulência, que ora se agrava, acenando com permanência mais ou menos longa, vem, pelo comportamento humano, se avolumando gradativamente através das últimas décadas.
O que constatamos ocorrer, qual tsunami psíquico a se lançar sobre as criaturas encarnadas, ameaçando tragá-las em suas caudalosas ondas de cepticismo, é consequência, sem dúvida, do descaso dos homens em relação ao que é pertinente ao espírito, e, em essência, à “rejeição” do Cristo que, após o episódio do Calvário, nunca padeceu perseguição semelhante à que vem experimentado agora.
Referimo-nos ao assunto pela insistência de muitos de nossos irmãos e irmãs de Ideal que têm nos dirigido incessantes apelos para que expressemos o nosso singelo ponto de vista em torno desse desassossego coletivo que parece tomar conta de imensas legiões de almas.
Tranquilizem-se, pois, não nos encontramos indiferentes às lutas morais que estão a caracterizar este século, desde o alvorecer do novo milênio – tudo temos feito para cumprir com os nossos deveres de fraternidade junto aos nossos companheiros que mourejam na carne. Não obstante, confessamos, a quantos anseiam pela nossa palavra e pela nossa presença, que, igualmente, não nos têm sido fácil atravessar esse “oceano mental” em constante turbulência, sem, muitas vezes, nos depararmos com um ancoradouro de fé e oração, a fim de que possamos contar com a mínima condição necessária para, em nome do Cristo, prosseguirmos em nossos labores exercidos entre as Duas Dimensões.
Todavia, estamos firmes e não haveremos de recuar, quanto solicitamos a todos os nossos irmãos e irmãs que a nós se unam no esforço de manter a calma e continuar enfrentando a situação na certeza de que as trevas não prevalecerão sobre a luz.
Forças espirituais antagônicas vêm encontrando respaldo nos pensamentos de pessimismo e nos sentimentos menos nobres de muitos que se encontram encarnados, preocupados tão somente com o imediatismo da existência no corpo perecível.
O momento é, sim, de pacífica resistência em nosso devotamento ao Bem, sem nos permitir contagiar pelo noticiário alarmista que se generaliza e pode nos dar a impressão de que o mundo seja um barco à matroca, perto de inevitável naufrágio. Em absoluto, porque o Senhor, com as suas Divinas Mãos, permanece no leme e essa turbulência, necessária a nosso ver, há de nos constranger à mudança de rota, induzindo-nos à descoberta de um novo mundo na própria Terra, na qual há de florescer uma nova Humanidade.
Inúmeros espíritos compromissados com a Justiça e com o Bem e, consequentemente, com o Cristo, já se encontram corporificados no planeta, ou em processo de corporificação, e, a pouco e pouco, haverão de substituir os espíritos renitentes que estão tendo uma de suas derradeiras oportunidades no orbe, antes que partam em demanda a doloroso exílio.
Redobremos, assim, as nossas orações e, sobretudo, a nossa confiança, sem consentir que a tempestade avassaladora que sopra em todas as latitudes do planeta estabeleça o caos em nosso mundo íntimo e nos arraste para onde pretendem nos conduzir aqueles que se erigem em adversários gratuitos do Senhor, que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 31 de Janeiro de 2021.

30.1.21

Esperança

Renova a tua esperança
E confia um pouco mais,
Toda luta que te alcança
É precursora da paz.

Euricledes Formiga - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba – MG, 23-1-21
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 14 de Janeiro de 1989, em Uberaba – MG).

29.1.21

Humor Espírita

"Vivei em paz..."

Paulo (II Coríntios. 13:11.)
    Mantém-te em paz.
    É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.
    Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
    Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
    Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
    Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
    Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.
    Uns acusam, outros choram.
    Ajuda-os, enquanto podes.
    Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
    Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.
    Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
    Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
    Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.
Livro: Fonte Viva - Psicografia: Chico Xavier - Espírito: Emmanuel - A venda na LER Livros Revistas Papelaria

28.1.21

Flagelos

    "Pululam em torno da Terra os maus Espíritos em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A GÊNESE - Capítulo 14º - Item 45.
    Expulsa a melancolia da tua alma, essa hóspede teimosa que te envolve no dossel de mil amarguras, segredando desânimo e desassossego.
    Ninguém está a sós na sua dor.
    Melancolia é também enfermidade ou síndrome de obsessão.
    Olhos vigilantes contemplam tua aflição; ouvidos discretos registram os apelos da tua soledade.
    Há muitos que, acompanhados, caminham em indescritível solidão e há solitários que, seguindo, recebem a contribuição de acompanhantes afervorados.
    Não suponhas que as lágrimas estanques em teus olhos afoguem todas as tuas esperanças, considerando que muitos olhos incapazes de filtrar o raio luminoso se apagaram, experimentando nas lágrimas o doce banho de refazimento.
    Sai do casulo do "eu" e analisa as chagas expostas da humanidade em desalinho e não te atrevas a desconsiderar a misericórdia divina, que coloca bálsamo nas feridas ocultas do teu coração.
    Estuga o passo na desabalada jornada do desespero.
    Detém o corcel das tuas aflições e faze a viagem de volta ao oásis da confiança divina.
    Além de ti, na véspera ensolarada, o lírio medra esguio e solitário, embalsamando o ar para sofrer o colibri aligeirado que lhe rouba néctar e conduz o pólen que o reproduz adiante!
    Longe da tua dor há dores salmodiando sinfonias inarticuladas de resignação.
    Se não podes submeter-te ao imperioso testemunho que te vergasta, dobra-te sobre o assoalho da paciência e aguarda a madrugada do porvir.
    A noite que faz dormir os seareiros operosos, desperta vigilantes para as tarefas noctívagas.
    Há esplendor em toda a parte para quem deseja descobrir tesouros nas estrelas fulgurantes no crepe noturno.
    Espera mais, alenta o bom ânimo!
    A característica da fraqueza é a fragilidade de forças no ponto vulnerável do sofrimento.
    Rogaste, antes do mergulho carnal, a alta concessão do testemunho em soledade, em abandono, sem parentes.
    Agora, lembra-te de Jesus, e em todas as tuas horas reparte da mesa rica das aflições as pequenas quotas dos teus rápidos sorrisos com aqueles cuja boca se entorpeceu na inanição e não na podem abrir para entoar melodias de alegre esperança.
    Esparze a quota do teu suor, enxugando suores que não encontram sequer uma toalha gentil em mãos compassivas para lhes coletar as bagas.
    Se desejas sucumbir, porém, ao peso egoísta da inflamação dos teus desencantos doa-te ao Mártir Galileu e torna a tua vida, considerada morta, um verdadeiro sendeiro sublimante para aqueles que desejam viver e sobreviver e não possuem combustível que lhes alimente a chama da jornada carnal.
    Enxuga as tuas lágrimas e busca aquele Consolador preconizado por Jesus, que viria restabelecer a verdade na Terra, e ficaria, em Seu nome, ao lado dos homens até a consumação dos evos.
    Abraçado a esse sublime consolo da Doutrina Espírita, que te amplia, além dos horizontes da vida, as perspectivas da eternidade, sonha com o teu amanhã ridente e confia no reencontro mais tarde, depois que as sombras da morte se abatam sobre tuas células cansadas e o sol glorioso da vida te aponte o céu sem fim da felicidade.
Livro: Espírito e Vida - Divaldo P. Franco - Espírito Joanna de Ângelis 

27.1.21

XPERIÊNCIA ADQUIRIDA

Comentários Questão 580 do Livro dos Espíritos

O Espírito elevado, ao reencarnar com determinada missão, tem experiência adquirida em anteriores reencarnações acerca do assunto que assumiu para desempenhar. Nesse campo, ele tem domínio próprio. Se, por ventura, comete alguns desvios, é conscientemente, e aqueles que têm profunda segurança trabalham com alegria e certeza de que não irão falhar na sua missão.
Mas, o Espírito sem as condições citadas, não tem missões como o primeiro; ele vem à Terra para saldar compromissos, ou em processo de despertamento em duras provas, que lhe fazem abrir os olhos para a luz do entendimento.
Todos sabemos que Deus não coloca fardos pesados em ombros frágeis. A lei de justiça foi feita para amparar os fracos, e somente revelar a eles uma verdade que não os assusta nem faz sofrer. As tentações que aparecem em seus caminhos, vêm pela lei de sintonia, e não para testar, como no caso dos missionários.
Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando essa o atrai e seduz. (Tiago, 1:14)
Os dois passam por provas, no entanto, as reações deles são diferentes, por ser diferente o seu estado evolutivo. O Espírito evoluído sofre as influências do ambiente e até paga algumas dívidas, mas é consciente e resignado; mesmo sofrendo, trabalha em favor dos que padecem. Entretanto, o ignorante da sua própria vida revolta-se com qualquer arranhão, e as dificuldades da vida o põem em desespero. Quando ele é um pouco inteligente, saberá que no amanhã as suas condições irão melhorar, desde quando adquira experiência, de sorte a acumular na consciência o que é melhor para a sua resistência, nos caminhos das provas por que haverá de passar.
Os Espíritos que guiam a humanidade sob a supervisão de Jesus têm muita paciência com o rebanho do Senhor, por terem passado pelos mesmos caminhos e feito as mesmas coisas que todos fazem, mas como são Espíritos mais velhos, já acumularam experiências que lhes garantem a estabilidade emocionai e a tranqüilidade imperturbável da consciência. Tu, que estás lendo esta mensagem, poderás, no amanhã, ser colocado como ministro do Senhor, a orientar parte do rebanho que Deus e Cristo te determinarem. Aí, terá chegado a hora de também tolerar os malfeitos; dos que vêm na retaguarda.
A vida é sublimada, depende um pouco de cada ser. Somos o que pensamos, mas nunca podemos comprar o tempo, para que ele passe ligeiro no decorrer das existências. Ninguém engana a Deus, nem as leis estabelecidas por Ele. Observa o que te está faltando para a pureza da tua vida, e começa a trabalhar na aquisição desses valores imortais com alegria, porque não pode ser de outra maneira. A inteligência nos foi dada por misericórdia, para ser usada para a nossa melhoria.
O Espírito que reencarna por provação e todo cheio de apreensões, por lhe faltar experiência, e essa experiência foi adquirida em duras lutas, errando e aprendendo, lutando e sacrificando, até tirar delas a mensagem de amor que lhes compete extrair.
O que Deus tinha de nos oferecer, Ele como Suprema Bondade, já nos deu. Agora é a nossa hora de buscar em nós mesmos os meios de nos elevarmos, subindo o nosso calvário até o topo, sem reclamar, sem blasfemar e sem exigir, tendo o amor como nosso clima de vida, na pureza que Jesus nos ensinou com o exemplo, nos moldes da fraternidade.
Livro: Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez ==> A venda na LER Livros Revistas Papelaria.

26.1.21

JESUS, KARDEC E NÓS

ESE - Cap. XVII - Item 8
Se Jesus considerasse a si mesmo puro demais, a ponto de não tolerar o contato das fraquezas humanas; se acreditasse que tudo deve correr por conta de Deus; se nos admitisse irremediavelmente perdidos na rebeldia e na delinqüência; se condicionasse o desempenho do seu apostolado ao apoio dos homens mais cultos; se aguardasse encosto dinheiroso e valimento político a fim de realizar a sua obra ou se recuasse, diante do sacrifício, decerto não conheceríamos a luz do Evangelho, que nos descerra o caminho à emancipação espiritual.
°°°
Se Allan Kardec superestimasse a elevada posição que lhe era devida na aristocracia da inteligência, colocando honras e títulos merecidos, acima das próprias convicções; se permanecesse na expectativa da adesão de personalidade ilustres à mensagem de que se fazia portador; se esperasse cobertura financeira para atirar-se à tarefa; se avaliasse as suas dificuldades de educador, com escasso tempo par esposar compromissos diferentes do magistério ou se retrocedesse, perante as calúnias e injúrias que lhe inçaram a estrada, não teríamos a codificação da doutrina Espírita, que complementa o Evangelho, integrando-nos na responsabilidade de viver.
°°°
Refletindo em Jesus e Kardec, ficamos sem compreender a nossa inconseqüência, quando nos declaramos demasiadamente virtuosos, ocupados, instruídos, tímidos , incapazes ou desiludidos para atender às obrigações que nos cabem na Doutrina Espírita. Isso porque se eles - o Mestre e o Apóstolo da renovação humana - passaram entre os homens, sofrendo dilacerações e exemplificando o bem, por amor à verdade, quando nós - consciências endividadas, fugimos de aprender e servir, em proveito próprio, indiscutivelmente, estaremos sem perceber, sob a hipnose da obsessão oculta, carregando equilíbrio por fora e loucura por dentro.
Livro: “Opinião Espírita” - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira - Emmanuel e André Luiz (cap.6)