9.12.19

MEDIUNIDADE, CALOS E GALOS


Mediunidade boa
Produz calos – e muitos –,
Nas mãos.
Calos da caridade.
Na cabeça também.
Calos do pensar.
Do refletir.
Calos benignos.
Frutíferos.
Porém, mediunidade,
Pode ainda
Ocasionar galos –
Uma coleção deles.
De toda espécie.
E gravidade.
Edematosos.
Malignos.
Purulentos.
Causados por quedas.
Atritos
Cabeçadas.
Personalismo.
Vaidade.
Obsessão.
Mediunidade
Não vem sozinha.
Surge e se acompanha –
De calos, ou galos...
Bendito, porém,
O médium calejado.
Surrado.
Humilhado.
Calado.
Cravos nas mãos.
Cravos nos pés.
Calos –
No corpo e na alma.
Calos da cruz.
Na traição.
Na ingratidão.
Na solidão.
No coração.
Calos de redenção.

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 8 de dezembro de 2019.

8.12.19

Perfeição


A perfeição é um lema. Algo a trabalharmos no nosso trajeto na humanidade. É um exercício diário e contínuo e que deve ser realizado sem demora. É a nossa meta maior existencial. E vamos chegar a ela.
O que, porém, é necessário para sermos perfeitos?
Muito, mas comecemos por analisar os nossos potenciais íntimos. Quero aqui focar na nossa luz interior e não nas nossas aparentes e temporárias imperfeições.
Como criaturas do Criador maior é natural que tenhamos incrustados em nós o gérmen da perfeição herdado diretamente de nosso Pai Amantíssimo. A perfeição, portanto, deve ser encarada como algo inerente à nossa natureza. Somos naturalmente perfeitos.
Outro aspecto relevante neste debate é que a perfeição que almejamos – e um dia a teremos – não será a perfeição absoluta, mas a perfeição possível aos olhos de Deus. Perfeição relativa, em outras palavras. Não seremos igual a Deus, mas refletiremos, como dizem as escrituras, a Sua imagem.
Imaginar a perfeição nos é um direito dado pelo Criador das nossas vidas, mas convenhamos que estamos imensamente distantes de saber o que seja. Fazemos juízo de valor, temos uma vaga compreensão, ficamos, entretanto, no nível da conjecturação.
A perfeição inerente a nós mesmos não pode ser confundida com estados de perfeccionismo. Uma representa o esforço consciente de nosso progresso espiritual. O outro representa uma vaga demonstração de orgulho sem qualquer consequência positiva.
A perfeição está no campo da perfectibilidade e não do perfeccionismo.
Tem gente, meu Deus, que não deseja errar nada, mudar nada, fazer nada diferente. É daquele jeito e ponto final. A última palavra é a sua. Expressão pura de arrogância.
Haveremos de mudar continuamente. Passo a passo. Devagar e sempre. Sem esforço improdutivo, consciente de nosso papel e ritmo.
Confiemos na figura excelsa do Criador que nos guiará nos caminhos aparentemente tortuosos da perfectibilidade que nos espera.
Consciente de nosso papel redentor e criador, Deus nos amparará e Jesus nos conduzirá.
Juntemo-nos ao Senhor das nossas vidas e sustentemo-nos nas mãos seguras do Mestre Jesus.

Helder Camara – Blog Uma Nova Humanidade

7.12.19

NATAL CHEGANDO


Quando é chegado o Natal,
Tudo fica diferente,
Uma alegria sem fim
Toma o coração da gente.

É a Presença de Jesus,
O Amigo da Humanidade,
Patrocinando na Terra
Um festival de bondade.

Outra vez, à multidão,
Em nome do Mestre Amado,
Em forma de amor e luz
O pão é multiplicado.

Sob os auspícios da fé,
Nas bênçãos da Boa Nova,
De ver o mundo melhor
A esperança se renova.

Há pastores em vigília,
Qual outrora aconteceu,
Escutando a voz dos anjos,
A cantar: - Jesus nasceu!...

É Ele que está de volta,
Buscando na noite calma
O teu coração por berço,
Na Belém de tua alma!...

Eurícledes Formiga – Blog Poesia em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 23 de novembro de 2019).

6.12.19

Não Tenho Medo da Morte


O grande Gilberto Gil apresenta-nos uma bela reflexão sobre a morte e o morrer nesta música que chega a ser intimista. É o seu jeito próprio de encarar a morte e nisso vai todo o meu respeito. Peço permissão a ele para, aproveitando a letra, fazer uma análise sob a ótica da filosofia espírita.

Não tenho medo da morte
mas sim medo de morrer
qual seria a diferença
você há de perguntar
é que a morte já é depois
que eu deixar de respirar
morrer ainda é aqui
na vida, no sol, no ar
ainda pode haver dor
ou vontade de mijar

Não há preocupação dele com o depois da morte, mas com a morte em vida e com a dor que antecipa a morte. Eis a diferença que ele evoca e aí reside seu medo. A morte em vida é preocupante e pode ocorrer com qualquer pessoa em qualquer momento da sua jornada terrena. É quando falta a alegria de viver, perde-se o ânima, a vontade de enfrentar a vida. Muitas pessoas que passam por períodos de depressão sofrem a morte  por algum tempo. Morte em vida é terrível, mas pode se renascer do fundo do poço e novamente ganhar vida.
A outra face da morte é representada na dor que pode levar ao sofrimento. “A dor é inevitável, o sofrimento é uma opção”, alguém já ensinou. De fato, a dor existe para mandar um sinal e se entendemos este alerta ela passa a ter um significado especial de aprendizado, pois se tira a lição. Quando, porém, insiste-se em ignorar o recado da dor ela se transforma em sofrimento. Ter uma doença que passe a viver de maneira vegetativa, dependente, como o Mal de Alzheimer ou Parkinson, por exemplo, entre tantas. O medo de depender de outrem para viver – ou sobreviver. Às vezes, a cabeça ainda está viva, mas o organismo já faleceu ou não dá mais as respostas de antes. Neste instante, importa, igualmente, perguntar: por quê? Ao encontrar as respostas, dar outra direção à vida que possui, na condição adversa que for.
A morte já é depois
já não haverá ninguém
como eu aqui agora
pensando sobre o além
já não haverá o além
o além já será então
não terei pé nem cabeça
nem figado, nem pulmão
como poderei ter medo
se não terei coração?

Gil, depois da morte, haverá sim alguém como a gente. Mesmo no além, haverá pessoas a pensar num outro além. Seja em dimensões mais superiores onde estão, seja na vida física que muitos imaginam nem existir, pois acreditam que a vida que vivem é a única vida, a vida verdadeira.
Teremos pé, cabeça, fígado, pulmão, coração... A matriz espiritual, o corpo etérico, e até mesmo o corpo astral, são constituídos dos órgãos que aqui possuímos. Natural que seja assim haja vista que na ocasião da reencarnação tais órgãos e seus respectivos sistemas de funcionamento estariam atrofiados. O espírito, pelo menos na condição de elevação mais próxima da nossa, não é amorfo, um lençol branco com dois buraquinhos made in fantasminha camarada. É uma réplica do que somos aqui. De lá é que se moldam as formas que utilizamos na vida física.

Não tenho medo da morte
mas medo de morrer, sim
a morte e depois de mim
mas quem vai morrer sou eu
o derradeiro ato meu
e eu terei de estar presente
assim como um presidente
dando posse ao sucessor
terei que morrer vivendo
sabendo que já me vou

Efetivamente este é um momento especial para todos, mesmo para os espiritualistas. Deixar o corpo físico e fluir é algo inicialmente impactante até novamente se adaptar na dimensão espiritual. O derradeiro ato representa o final de uma experiência encarnatória. O que fez está feito, o que não se fez agora somente noutra oportunidade no corpo físico. Para muitos, o mistério do depois. Para outros, a descoberta que não se findará o seu existir. E assim o destino particular de cada um segundo as suas obras. É um momento solitário qual o nascer. Pode-se ter uma multidão acompanhando, mas como diz a bela música de Dominguinhos e Nando Cordel: “quem me levará sou eu, quem regressará sou eu”. A consciência do mundo espiritual, neste ponto, facilita bastante neste ato final.

Então nesse instante sim
sofrerei quem sabe um choque
um piripaque, ou um baque
um calafrio ou um toque
coisas naturais da vida
como comer, caminhar
morrer de morte matada
morrer de morte morrida
quem sabe eu sinta saudade
como em qualquer despedida.

Tal vida, tal morte! O que se perde, tão-somente, é o corpo físico. Um choque será para quem nada imaginava encontrar depois da sepultura. Um piripaque em encontrar um ambiente repulsivo e companhias indesejadas. Um baque em constatar que tudo continuou exatamente como era por aqui e que poderia ter dado ouvidos às notícias da sobrevivência e da imortalidade do ser, no mínimo, pesquisado mais um pouco, ter uma noção. Um calafrio ao se desprender do corpo físico e ver as pessoas ao seu redor sem que elas percebam você, apesar dos seus apelos e gritos. Ou um toque de despertamento, finalmente, por se encontrar numa forma de vida mais ampla e cheia de potencialidades do que esta aqui.
Saudade, Gil, há de ter. É isto que se guarda do sentimento que temos pelas pessoas que nos são queridas, pois isto não se acaba depois da morte. Saudade da casa, da família, do trabalho, das coisas boas que este mundo nos oferece. Saudade de tudo que fez, dos momentos felizes, das experiências interessantes.
O medo da morte é proporcional à consciência do dever cumprido.
O medo da morte é proporcional à consciência da realidade espiritual.
O medo da morte é proporcional à consciência do que é a vida.
Particularmente, não tenho medo da morte, mas concordo neste ponto com Gilberto Gil, tenho medo com a possibilidade de morrer ainda na vida física. Não ter mais sonhos, não ter mais projetos, não ter mais ideais, não ter mais amor por mim mesmo, não ter razão para viver, enfim.
A filosofia espírita espanta o medo da morte ao mostrar que a morte não existe. Ao demonstrar pela experiência mediúnica ou de desdobramento espiritual, por exemplo, que somos espíritos temporariamente em corpos carnais e, por natureza, indestrutíveis.
Na prática, o espírita promove, sem perceber, uma autoeducação para morte, exatamente por dar foco na vida, na vida infinita, no tempo contínuo, no kairós.
Morrer, na realidade, é voltar para casa.

Carlos Pereira – Blog do Carlos Pereira

5.12.19

Caminhada para a Luz


Porque fazemos o que fazemos é um reflexo do condicionamento do nosso ser. Estamos imersos em pensamentos e crenças que alimentam, dia após dia, a nossa alma. Contamos que aquilo seja a verdade das coisas e nos colocamos a reproduzir clichês e práticas baseados neste modelo de ver o mundo.
No campo dos sentimentos e das emoções isso ocorre da mesmíssima maneira. Reproduzimos as nossas crenças de maneira mais automática possível que nem temos consciência do que estamos fazendo ou acreditando.
Autômatos no conhecimento interior, fazemos com que a vida seja repleta de repetições inúteis, pelo menos para aqueles que desejam pautar as suas vidas no processo consciente de crescimento interior.
A vida toma outra proporção quando estamos seguros do que queremos para ela. Sabemos o que somos – ou temos uma noção aproximada disso; sabemos onde desejamos chegar – e colocamos um ponto de referência; e tratamos de agendar um caminho lógico para chegar ao destino desejado.
Isto tem certa demora para acontecer, mas não é de todo frustrante, pelo contrário, neste caminho está exatamente o prazer da conquista e não necessariamente no ponto de chegada.
Quando temos consciência para onde iremos, os nossos passos são mais decisivos e coerentes. Nossa forma de andar muda completamente e não mais aceitamos desvios como deixávamos acontecer no passado em que não tínhamos a nossa rota evolutiva ajustada.
Esse caminho é de profundas e incríveis descobertas. Alentadoras e, ao mesmo tempo, desafiadoras. Explica o nosso comportamento atual e do passado, mas vislumbra, ao mesmo tempo, novos patamares existenciais que imaginamos, de logo, intransponíveis.
Esta caminhada é direcionada pela vontade. O espírito detentor de sua intenção-básica existencial colocará como prioridade somente aquilo que lhe fizer bem a alma. Nada mais. Resoluto, determinado, passa a seguir persistente para chegar ao destino desejado.
Intempéries, tempestades, furacões, e todos os tipos de obstáculos interiores e exteriores farão pensar que não se está no caminho certo, no entanto, perceberá que gradualmente as conquistas chegarão e novos ares, novo sol, mostrarão novas rotas até então desconhecidas. Aumentará aí o desejo de prosseguir e vencer.
Não há outro modo de caminhar. Aqueles que desejem pegar atalhos sofrerão tremendamente em constatar que eles atrasam mais do que adiantam.
Esta caminhada, embora sozinha, é feita com a presença de expectadores. Alguns a apoiar o caminhante, outros desejosos que ele desista o mais rápido possível.
A caminhada é interior, eis o desafio maior.
Entender que não existem inimigos internos, mas tão-somente dificuldades impostas por si mesmo, será uma grande descoberta, o que não diminui a pressão por superar os próprios limites da alma.
Seremos vencedores à medida que ajustarmos o calibre da nossa caminhada e deixarmos de lado os velhos procedimentos que somente nos levavam para caminho incerto e que imaginávamos ser o ideal. Vez por outra, isso passará pela cabeça do caminhante, mas o amadurecimento proporcionará a ele a determinação em seguir adiante.
Estejamos preparados para essa caminhada intérmina. Os primeiros passos já foram dados há algum tempo. Hoje, ajustamos a bússola e nos preparamos para redirecionar as nossas vidas.
Ao nosso lado, a força divina que nos impulsiona sempre para frente e não deseja o nosso recuo. Isso é mais que suficiente para acreditar que vamos conseguir.
Sejamos fortes e estejamos em paz conosco mesmo. Que importa que outros não venham conosco, eles também precisam realizar as suas próprias descobertas e temos que respeitar o relógio consciencial de cada um.
Estejamos atentos que muitos tropeços acontecerão ao longo da caminhada. Cairemos. Levantar-nos-emos. Avançaremos. A luz nos espera. Para ela fomos predestinados a alcançá-la e somente quando conseguirmos este intento é que nossa alma se sentirá plena, feliz, realizada e em paz.

Ermance Dufaux – Blog de Carlos Pereira

4.12.19

Os Avisos


Questão 524 do Livro dos Espíritos

Os avisos dos Espíritos protetores são de toda ordem. Eles não visam somente ao aprimoramento moral, mas a tudo o que possa surgir em nossos caminhos, que deve ser aprimorado para uma vida reta.
Enfim, o que se entende por moral? Para nós, moral reta é tudo que possa ser reto na vida; todo o certo é moral, na família, no comércio, nos estudos, no convívio, e até mesmo na ciência a moral deve dominar para que seja uma ciência divina.
Os avisos que partem dos Espíritos superiores te podem chegar por muitos canais, quais sejam, pela consciência, pela palavra de amigos e mesmo de inimigos, por uma leitura, por um desgosto, por uma enfermidade... Tudo são canais para a mensagem de Deus aos corações. Podes ter um aviso nobre por uma palavra que escutas de pessoas que conversam.
Deus nos assiste por muitos meios, os quais acha convenientes. Não desdenhes dos avisos; medita sobre eles, que a tua consciência te dirá sobre os valores das lições recebidas. Quando alguém pede conselhos às pessoas nas quais confia, abre as portas para ser atendido, e nesse momento os Espíritos que o assistem transmitem a mensagem, mais ou menos perfeita, de acordo com o instrumento escolhido. Em muitos casos, tapas os ouvidos para não ouvires os conselhos dos protetores espirituais, principalmente quando a verdade é mais positiva no teu caso particular. No entanto, Deus não esmorece com a lerdeza de entendimento do Seu filho. Ele torna a repetir quantas vezes for necessário, até que a criatura acorde para as realidades. As leis sabem como lidar com as almas endurecidas. Por último, vem a voz da dor. Essa é mais fácil de ser atendida, porque fala na profundidade da alma.
Não deves te envergonhar pelos teus feitos. Se estás te esforçando para melhorar, passa a ajudar mais, principalmente a ti mesmo, com as mudanças na cidade do coração, que a ajuda do alto não tardará. Dá os primeiros passos, que os outros serão ajudados por muitos que te amam do lado de cá. Estamos expedindo avisos por todos os métodos, por ordem de Jesus. Eles estão chegando aos ouvidos humanos por diversos meios. Passa a analisar, que os encontrarás. Ajusta-te na tua vida, que as mudanças por dentro te modificarão por fora. A felicidade depende disso.
Os avisos dos Espíritos protetores objetivam todos os tipos de aprimoramentos, tornamos a dizer. Eles não cansam de instruir e educar a humanidade. São Espíritos angélicos, enviados por Deus em socorro dos seres humanos. No nosso meio, eles trabalham também, nos assistindo por amor à causa do bem, sempre por impulso da fraternidade universal. E é nessas lutas todos os dias, que os Espíritos amadurecem para o verdadeiro amor, conhecendo Jesus e Deus.
Nunca te esqueças dos avisos que fluem do Mais Alto para os teus ouvidos, com a missão de te educar, instruindo teu coração. Deus é amor, não te esqueças disso, tendo Jesus como Seu agente direto na manifestação do bem, para ser melhor conhecida a verdade.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

3.12.19

TENTAÇÃO E REMÉDIO


Reunião pública de 12-1-59
Questão nº. 712

Qual acontece com a árvore, a equilibrar-se sobre as próprias raízes, guardamos o coração na tela do presente, respirando o influxo do passado.
É assim que o problema da tentação, antes que nascido de objetos ou paisagens exteriores, surge fundamentalmente de nós – na trama de sombra em que se nos enovelam os pensamentos...
Acresce, ainda, que essas mesmas ondas de força experimentam a atuação dos amigos desenfaixados da carne que deixamos a distância da esfera física, motivo porque, muitas vezes, os debuxos mentais que nos incomodam levemente, de início, no campo dessa ou daquela ideia infeliz, gradualmente se fazem quadros enormes e inquietantes em que se nos aprisionam os sentimentos, que passam, muita vez, ao domínio da obsessão manifesta.
Todavia, é preciso lembrar que a vida é permanente renovação propelindo-nos a entender que o cultivo da bondade incessante é o recurso eficaz contra o assédio de toda influência perniciosa.
É o trabalho, por essa forma, o antídoto adequado capaz de anular toda enquistação tóxica do mundo íntimo, impulsionando-nos o espírito a novos tipos de sugestão, nos quais venhamos a assimilar o socorro dos Emissários da Luz, cujos braços de amor nos arrebatam ao nevoeiro dos próprios enganos.
Assim, pois, se aspiras à vitória sobre o visco da treva que nos arrasta para os despenhadeiros da loucura ou do crime, ergue no serviço à felicidade dos semelhantes o altar dos teus interesses de cada dia, porquanto, ainda mesmo o delinquente confesso, em se decidindo a ser o apoio do bem na Terra, transforma-se, pouco a pouco, em mensageiro do Céu.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.