9.9.19

LXIV – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”


DE ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No antepenúltimo capítulo de “Libertação” – capítulo XVIII – “Palavras de Benfeitora”, André Luiz se faz portador de importantes revelações aos estudiosos da vida no Mundo Espiritual.
Gúbio, depois de comovida prece a Jesus, pediu a André que, naquela noite, dirigisse os trabalhos da reunião, porque ele deveria atuar como “médium de efeitos físicos”, fornecendo recursos à materialização de Matilde.
Que os nossos irmãos e irmãs internautas atentem para o fato: Matilde, domiciliada em Dimensão mais alta, haveria de se materializar, para entendimento verbal direto com os espíritos reunidos no lar de Margarida...
Vejamos: espírito se materializando para ser percebido por espírito!...
Registro digno de destaque:
Gúbio, diz a André: - Vejo-a (Matilde) ao nosso lado, esclarecendo haver chegado a noite longamente esperada por seu coração materno.
O Instrutor, além de “médium de efeitos físicos”, revela-se “médium clarividente e clariaudiente” – FACULDADES MEDIÚNICAS SENDO EXERCIDAS NO MUNDO ESPIRITUAL, denotando que percepções mediúnicas não dizem respeito apenas e tão somente ao organismo físico!...
*
- O fenômeno da materialização de uma entidade sublimada ali se fizera prodigioso aos nossos olhos, em processo quase análogo ao que se verifica nos círculos carnais. – André Luiz, in “Libertação”.
*
A palavra de Matilde aos espíritos ali congregados versa, principalmente, sobre a importância da reencarnação, advertindo fraternalmente:
- (...) muitas almas procuram o santuário da carne, formulando precipitadas promessas, e nele penetram agravando os próprios débitos. Tímidas, levianas ou inconsequentes, aproveitam o estágio bendito na Região da Neblina (1), para repetirem as mesmas faltas de outra época, com absoluta perda de tempo, que é patrimônio do Senhor.
(1) “Região da Neblina” é também sinônimo de Esfera Carnal. – Nota do autor espiritual.
(...)
- Uma experiência entre os homens, por mais humilde, para nós outros é acontecimento importante demais para que o apreciemos sem maior consideração. Todavia, sem abraçar a noção de responsabilidade individual, que nos deve marcar o esforço de santificação, qualquer empresa dessa ordem é arriscada, porque em nosso aprendizado intensivo, na recapitulação, cada espírito segue sozinho no círculo dos próprios pensamentos...
*
Realmente, contam-se aos milhões e milhões os que, reencarnados, equivocam-se com tremenda facilidade, “jogando fora” preciosas cotas de tempo!
Mesmo entre os adeptos do Espiritismo, já algo conscientizados quanto à imortalidade da alma na construção do próprio destino, muitos, infelizmente, têm enveredado por caminhos sinuosos, imaginando-se em considerável ganho espiritual, quando, em verdade, estão assumindo graves compromissos perante a Lei de Causa e Efeito.
*
O espírita carece de orar muito para que, uma vez mais, não venha a ser vítima de suas próprias ilusões, quando, em pregressas existências, por orgulho e vaidade, cometeu inúmeros enganos – notadamente no campo da religião, concorrendo para a deturpação do Evangelho.
O que, de maneira lamentável, estamos presenciando ocorrer na atualidade com aqueles que, esquecidos de seus deveres mais humildes, buscam expor-se aos holofotes do mundo na exaltação da própria personalidade.
*
O “outro” não é o problema do Espiritismo e tampouco o “nosso” problema na construção do Mundo Melhor – o problema do Espiritismo e, consequentemente, da Humanidade de agora e sempre, sou eu e você!...
Eu sou o problema!...
Você é o problema!...

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet

8.9.19

VOCÊ É MUITO MAIS


Só você e Deus sabem como tem sido sua vida, suas dores, suas conquistas e sua caminhada.
Sabem quantos obstáculos superados, quantas batalhas perdidas e quantas vitórias alcançadas.
Sabem o que foi feito para chegar até aqui.
Diante disso, você vai deixar que alguém que não participou de nada dite o que você deve ou não fazer?
Você vai permitir que alguém que não tem a menor noção de seus esforços para manter-se de pé venha determinar o que você deve sentir ou deixar de sentir?
Não permita que isso aconteça. Cuide-se com muito carinho para não deixar que alguém pegue uma peça do quebra-cabeça da sua vida e te julgue, encaixando-a onde quiser. Uma peça é só uma parte. Você é muito mais.
Se você der muita importância a tudo que falam de você, simplesmente não terá tempo e energia para fazer o seu melhor, porque gastará seus esforços tentando se explicar e se defender perante as pessoas.
Faça seu melhor, e, se isso não for suficiente para os outros, acredite na força da vida, que sempre te ensina a crescer e avançar nas experiências da convivência.

Livro APAIXONE-SE POR VOCÊ _ Wanderley Oliveira, Editora Dufaux

7.9.19

Vitória


Prossegue, coração, chorando embora,
Vergado ao peso do madeiro imenso,
Que transportas, em êxtase, suspenso
Sobre os teus braços pela estrada afora...

Converte o lenho em bendita escora
Em que te arrimas no caminho extenso,
Da prova que te agride e fere o senso,
Ante a sede de paz que te devora...

Dentre as sombras, de espírito contrito,
Fita, da Terra, as luzes do Infinito,
Assinalando a tua trajetória...

Doa-te ao Bem de forma resoluta,
E alcançarás, ao fim da humana luta,
A sublime coroa da Vitória!...

Cruz e Sousa – Blog Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita
“Pedro e Paulo”, na manhã de domingo do dia 29-9-91, em Uberaba – MG).

6.9.19

Erros e Acertos

A maneira mais fácil de acertar é errando.
Claro, à medida que tento acertar e não consigo, sei, por dedução, que este não é o caminho que devo perseguir.
Como não temos a sapiência total, o erro passa a ser o nosso degrau para o acerto. Isto só é possível, porém, para quem tem a vontade de acertar, pois há aqueles que simplesmente passam pela vida e nem sabem a razão direita porque estão por aqui.
Quando eu era rapaz, muito envolvido com as coisas da religião, tinha uma vontade muito grande de acertar na minha escolha sacerdotal. Não podia errar, afinal, fui eu quem escolhi esse caminho.
Essa vontade de acertar fez-me, muitas vezes, cometer equívocos. Como estava inclinado ao acerto foi positivo verificar – é certo com algum nível de frustração – que aquela decisão estava equivocada.
A minha vida inteira foi um revezamento natural de erros e acertos, o que não quer dizer que errei mais do que acertei. Na verdade, a idade vai nos ensinando coisas que não repetimos mais se estamos devidamente atentos.
Um desses erros com o intento de acertar foi minha ida para o Integralismo. Minha vontade era mudar o mundo, estava cheio de entusiasmo e aquela proposta pareceu-me libertadora, patriótica, cristã. Não era de todo assim e fui, aos poucos, me deixando levar pela razão dos fatos e, do mesmo jeito que entrei, sai.
Esta constatação doeu-me um pouco a mente e alma. Parecia tudo certo, tudo fazia sentido. Quando colocado em prática, determinadas teorias não se encaixavam bem, mostravam-se inconsistentes. O que temos que fazer é não nos agarrarmos a ela como tábua de salvação, nem querer justificar o injustificado, mas se desapegar com consciência e ponderação.
Esse comportamento vejo hoje em muitos jovens e adultos. Não os condeno, nem os absorvo da análise, pois que o entusiasmo como que cega os nossos sentidos. É necessário, no entanto, estarmos abertos para as críticas, para o pensamento adverso, para aqueles argumentos que nos impacienta.
Se tais argumentos forem fervorosamente fieis à realidade, o que fazer se não os admitir?
Se, porém, demonstrarem fragilidade, mantenhamos os nossos pontos de vista.
A opinião contrária à nossa nos ensina mais do que aquela que apenas confirma o nosso modo de ver as coisas.
Se diverges do meu pensamento originário, se mostras argumentos mais sólidos que os meus, se tens uma lógica mais consistente que a minha, por que não as aceitar e incorpora-las às minhas novas crenças desse momento em diante?
A admissão do erro mostra o seu compromisso com a verdade.
Isto se dá em todos os campos do saber e de atuação do homem. A realidade de hoje pode perfeitamente se constituir na ilusão do amanhã. Não é assim que vive a ciência?
Apegar-se demasiadamente a pontos que não mais aderem à realidade é perda de tempo e demonstração de orgulho.
Por que, então, não aceitar a verdade nova até outra melhor tomar o lugar dela?
Eu sempre fiz isso, por mais que doesse a alma.
Muitas coisas parecem a expressão genuína da verdade, mas escondem sementes de imperfeição. O mesmo se dá naquilo que está em erro e pode conter conteúdos aproveitáveis. É bom apenas tomar cuidado para não cair nas armadilhas dos sofismas.
Aqui no plano espiritual da vida vejo muito isso.
Ao apegar-se demasiadamente a pontos de vista materialistas, o ser humano abraça-se com a ilusão e a fantasia. Teima em aventurar-se numa falsa realidade e depois tem como consequência a desilusão.
O peso de sair da ilusão deve ser enfrentado com altivez e sem vergonha alguma de reconhecer que aquele não é o melhor caminho indicado, embora aos seus olhos momentaneamente assim parecesse, sobretudo nestes tempos espetaculares que vivemos.
Jesus, a esse propósito, adiantou-nos que ao conhecer a verdade ela nos tornaria livres. Livres, sobremodo, da ilusão e da ignorância.
Se alguém me abre os olhos, em vez de condená-lo, devo agradecer a ele. Foi esse alguém que me fez ganhar tempo e fugir da minha obscuridade.
Meus amigos, a vida é assim, não tem como fugir. O erro de hoje pode ser o caminho do acerto do amanhã. E a vida prossegue a nos ensinar sempre, mas é imprescindível que estejamos abertos para aprender.

Helder Camara – Blog Novas Utopias

5.9.19

A surpreendente denúncia de Canuto


Avaliando as circunstâncias do movimento espírita em 1934, Silvino Canuto Abreu, após suas profundas análises do desvio ocorrido ao Espiritismo originalmente proposto por Kardec, das quais oferecemos trechos, afirmou na parte final de seu artigo inédito “O Espiritismo e as religiões”:
Por não querer seguir os preceitos de Kardec, é que a Diretoria da Federação Espírita Brasileira tem semeado de incoerências a doutrina, desorientando os grupos que se deixam embair por mistificações emanadas de falsas autoridades, aceitas de pronto sem maduro exame. Até comunicações eivadas de ignorância e misticismo, ou de erros crassos, facilmente reconhecíveis, por violarem as leis físicas e os fundamentos da Doutrina que dizem professar, eles as aceitam como ouro de lei, dando-lhes curso. E à semelhança dos católicos que, a despeito de fraudarem a obra do Nazareno, continuam a se proclamar cristãos, assim aqueles reformadores, renegando os princípios básicos da filosofia espiritualista, continuam a se dizer discípulos de Kardec. E tão longe levam a sua intransigência que, não contentes com serem religiosos, pretendem fazer de suas crenças a religião do Espiritismo. É sempre a mesma incompatibilidade do fanatismo com ciência; à força de querer aumentar os seus santos, o místico não recua diante do absurdo e, suprimindo a razão, coloca-os acima do próprio Deus. Do erro inicial, surgem às vezes graves consequências. O Espiritismo entrou no Brasil por adesão de algumas inteligências corajosas, de entre as quais se destacavam pelo ardor combativo os doutores Bezerra de Menezes, Dias da Cruz e Bittencourt Sampaio. Infelizmente os hábitos devocionais, trazidos da Igreja por aqueles lidadores, preponderaram na sua nova orientação, imprimindo-lhe uma feição cultural em desacordo com a Doutrina. Ao parecer deles (e tal foi o erro inicial), não se podia ser espírita sem ser forçosamente devoto de Cristo. Assim, uma questão de fé estranha à ciência, tenderia desde logo a abrir cisões entre adeptos procedentes de outras igrejas que, sem prejuízo da Doutrina, tinham direito a seguir uma orientação acorde com os ditames de sua consciência. Nasceu daí a falsa concepção de um Espiritismo sectário. Retomando a herança daqueles campeões, a Federação Espírita concebeu o plano de nacionalizar a nova filosofia, dando-lhe uma interpretação brasileira e esperando impingi-la ao resto do mundo como sendo a verdadeira doutrina. É como se alguém pretendesse criar uma álgebra brasileira, uma química nacional, uma astronomia americana, uma anatomia para uso particular de nossa raça.

Trecho do livro: Autonomia - a história jamais contada do Espiritismo - Paulo Henrique de Figueiredo.

3.9.19

RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS


(Prefácio)

Leitor amigo
Temos aqui um livro diferente.
Nem literatura, nem artifício.
Nem propaganda, nem exegese.
Simples comentário em torno da substância religiosa de "O Livro dos Espíritos", em cujo texto fixou Allan Kardec a definição da Nova Luz.
Desde muito, aspirávamos a realizá-lo, e isso, com a permissão do Senhor, nos foi possível, no curso das 91 sessões públicas para estudo da Doutrina Espírita, a que comparecemos, junto de nossos companheiros uberabenses, no transcurso de 1959, na sede da Comunhão Espírita Cristã, nesta Cidade.
Em cada reunião, o texto para exame foi escolhido pelos nossos irmãos encarnados e, depois de apontamentos verbais entre eles, tecemos as modestas anotações aqui expostas, nem sempre nos restringindo, diante de circunstâncias especiais e imprevistas, ao tema em estudo.
Algumas foram publicadas em "Reformador", revista da nossa venerável "Federação Espírita Brasileira", e algumas outras nos jornais "A Flama Espírita" e "Lavoura e Comércio", folhas da cidade de Uberaba.
Reunindo, porém, a totalidade de nossas humildes apreciações, neste volume, fizemos pessoalmente integral revisão de todas elas, assinalando-as com a ordem cronológica em que foram grafadas e na pauta das perguntas e respostas que "O Livro dos Espíritos" nos apresentava.
Não temos, pois, outro objetivo que não seja demonstrar a Neuza necessidade de estudo metódica da obra de Kardec, não só para lhe penetrarmos a essência redentora, como também para lhe estendamos a grandeza em novas facetas do pensamento, na convicção de que outros companheiros de tarefas comparecerão à liça, suprindo-nos as deficiências naturais, com estudos mais altos dos temas renovadores trazidos ao mundo pelo apóstolo de Lião.
E aguardando por essas contribuições, na sementeira da fé viva, cremos poder afirmar, com o título deste volume, que o primeiro livro da Codificação Kardequiana é manancial tão rico de valores morais para o caminho humano que bem pode ser considerado não apenas como revelação da Esfera Superior, mas igualmente como primeiro marco da Religião dos Espíritos, em bases de sabedoria e amor, a refletir o Evangelho, sob a inspiração de Nosso Senhor Jesus - Cristo.

Emmanuel
(Uberaba, 29 de janeiro de 1960)

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

2.9.19

LXIII – REFLEXÕES SOBRE O LIVRO “LIBERTAÇÃO”


DE ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER

No capítulo XVII, de “Libertação”, intitulado “Assistência Fraternal”, André relata a continuidade do trabalho de Gúbio para livrar, de vez, Margarida da perniciosa influência que pretendia levá-la à desencarnação.
Os asseclas de Gregório, sabendo que Saldanha e Leôncio haviam rompido com o pacto estabelecido, começam a chegar a casa, fazendo-lhes ameaças.
Dirigindo-se, especificamente, a Saldanha, um deles interpelou:
- Então? que houve aqui? Traindo o comando?
Ao que Saldanha, agora decidido, respondeu:
- Meus compromissos foram assumidos com a própria consciência e acredito dispor do direito de escolher a minha rota...
Notemos como, de fato, não é fácil rompermos com o mal, quando nos deixamos escravizar por ele – quanto maior for o nosso tempo de permanência nas hostes do mal, maior resistência encontraremos para delas nos emanciparmos, também da parte daqueles com os quais nos associamos.
*
Gúbio tomara a providência de colocar “sinais luminosos” nas janelas da casa, indicando que ela se encontrava sob nova direção espiritual. Curioso, não?! Não é assim que, por vezes, o novo proprietário de uma casa comercial que tenha ido à bancarrota, procede?!...
Semelhante medida – incrível! – começou atrair uma multidão de espíritos necessitados – de homens e mulheres, desencarnados a mais ou menos tempo, que, praticamente, eram mantidos em regime de cativeiro por outros que deles se serviam a seu talante – inclusive, deles abusando sexualmente, em terrível processo de vampirismo.
- Espíritos sofredores e perseguidos, mas bem intencionados, apareceram em grande número.
André, diante daquela grande movimentação na redondeza, que repercutia em favor de dezenas e dezenas de espíritos, que, embora desencarnados, ainda não haviam logrado sair da penosa situação em que se encontravam fora do corpo, concluiu:
- Tive a ideia de que a missão de Gúbio se convertera, de repente, numa avançada instituição de pronto-socorro espiritual.
Um dos que procuravam socorro pedia: (muitos procediam da própria colônia que o trio havia visitado, ou seja, da colônia dirigida por Gregório, que, aos poucos, dela ia perdendo o controle)
- Salvem-me dos juízes cruéis! (...) não posso mais! não suporto, por mais tempo, as atrocidades que sou constrangido a praticar. Soube que o próprio Saldanha se transformou. (...)
*
Sem dúvida, um dos fatos mais interessantes do capítulo que comentamos, foi o caso de um espirito beletrista, que se encontrava perseguido pelos próprios personagens que criara em suas obras.
Em tremendo desequilíbrio, alucinado, ele correra para os braços de André Luiz, procurando refúgio.
- Ei-lo! – exclamava. – ei-lo que chega por dentro de mim... É uma das minhas personagens na literatura fescenina! Ai de mim! acusa-me! Gargalha irônica e tem as mãos crispadas! Vai enforcar-me!...
AS NOSSAS CRIAÇÕES MENTAIS INFELIZES! POR QUANTO TEMPO ELAS HAVERÃO DE NOS ACOMPANHAR?! POR QUANTO TEMPO HAVERÃO DE NOS ASSOMBRAR, A PARTIR DE NOSSAS PRÓPRIAS ENTRANHAS?! QUANTOS CASOS DE LOUCURA EXISTIRÃO ASSIM, SOBRE A TERRA, E NO MAIS ALÉM?!...
Gúbio, cuja presença fora solicitada por André, depois de examinar a situação, diz a Leôncio, um dos ex-obsessores de Margarida:
- Opera, aliviando...
Eu? eu? – falou o convertido, semi-apalermado – merecerei a graça de transmitir alívio?...
Gúbio, no entanto, obtemperou, sem hesitar:
- Serviço construtivo e atividade destrutiva constituem problema de direção. (...) O maior criminoso pode abreviar longos anos de pena, entregando-se ao resgate próprio, através do serviço benéfico aos semelhantes.
*
Como será que os espíritas ortodoxos haverão de interpretar a solicitação de Gúbio para que Leôncio transmitisse passe no beletrista?!
Sem fazer nenhum curso...
Sem sequer ser espírita...
Sem ainda estar completamente redimido...
Sem qualquer “diploma” em mediunidade...
Vocês, internautas mais velhos, não tanto quanto a mim, é verdade, que já sou “defunto”, conhecem aquela canção interpretada por Edith Veiga: “Faz-me rir” – “Me dá riza”?!
Pois é. É justamente esta música que, agora, eu tenho vontade de cantarolar bem alto, e vou:
- Como podes pensar que te quero?
Como podes sonhar com o meu amor?
... ... ... ... ...
Faz-me rir o que andam dizendo...

INÁCIO FERREIRA – Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 1 de setembro de 2019.