11.3.19

Portas do Coração


A porta que abre hoje é aquela que nos leva à esperança por novos dias.
Os tempos que vivemos são tumultuados, cheios de surpresas, amontoados de fragilidades humanas, muita guerra e muito ódio. Como aplacar tanta cegueira senão abrindo portas.
As portas que falo dizem respeito àquelas que podem ser feitas por intermédio do coração.
Quando abrimos portas, estamos convidando o outro a entrar, não ficar do lado de fora, mas compartilhar conosco com aquilo que está porta a dentro.
Queremos abrigar o outro de alguma maneira. Convidamos ele a fazer parte da nossa vida, do nosso convívio, do nosso dia a dia.
Esse convite é extensivo a todos aqueles que desejam igualmente abrir novas portas.
Ora, o mundo do jeito que está só tem solução se cada um de nós começarmos a abrir as nossas portas interiores.
- E como se faz isso, Dom Hélder?
Simples, meus caros! Estamos nos referindo as portas do coração. Estamos dizendo que permitimos ao outro compartilhar conosco das suas necessidades e desejos. E nós igualmente faremos o mesmo. É, portanto, um jogo de permissões.
Somente se abrem portas quando ambos os lados estão afetos em dividir e não em subtrair.
Eu abro as portas do meu coração há bastante tempo. Quando me dei conta, no meu tempo de padre com vocês, percebi que as portas do meu coração estavam completamente escancaradas. Depois disso, não consegui fecha-las jamais.
Essa abertura da porta interior é um convite à reflexão. Se abrirmos as portas do nosso interior, o outro se sentirá à vontade para também fazer o mesmo.
Quando abro as portas do meu coração, digo silenciosamente ao outro: “ de outra vez, não precisa nem bater, é só entrar”.
Pois bem, minha casa interior, desde então, vive repleta de amigos e irmãos. Jamais fiquei só por causa disso. Desconheço o que seja a solidão.
É um verdadeiro rebuliço de gente em profunda alegria dentro de mim, simplesmente porque permiti que minhas portas interiores estivessem abertas.
Meus caros irmãos e irmãs em Cristo Jesus, aproveitem a oportunidade que tiverem para abrir as portas do seu coração para o outro. Sem demora e sem queixumes. Sem reservas e sem expectativas.
Alguém poderia me dizer:
- Mas, Dom Hélder, e se alguém me decepcionar, trair a minha confiança?
Meus irmãos, que sejam os outros que fechem portas e não você. O segredo é estar sempre à disposição para abrir as suas portas e deixar que o outro penetre de mansinho.
Somente fazemos amigos quando abrimos as portas do nosso coração. Quando as fechamos, aí, inevitavelmente, só teremos a nossa própria companhia.
Que Jesus nos abençoe e até uma próxima oportunidade, se Deus quiser!

Helder Camara – Blog Novas Utopias

10.3.19

"ESTUDANDO 'NOSSO LAR'"


            O título aqui citado é o da mais recente obra lançada por nós. Nela, destacamos mínimos trechos do livro "Nosso Lar", efetuando reflexões sobre eles. O nosso intuito, como não poderia deixar de ser, foi o de apenas conduzir nossos irmãos e irmãs a uma leitura mais profunda, extraindo da letra o espírito da lição! "Nosso Lar", de André Luiz, em seus cinquenta capítulos, necessita ser meditado frase a frase e parágrafo a parágrafo.
            Transcrevemos trecho do capítulo 5. Vejam que interessante!
          "Pausei por instantes e, pegando um papel sobre a mesa, li em voz alta:
"Tendes de reconhecer, primeiramente, que o Além não é uma região, e sim um estado imperceptível para a nossa potencialidade sensorial. E entendereis que igualmente nós somos ainda relativos, sem nenhum característico absoluto, irmãos de vossa posição espiritual, em caminho para as outras realizações e conquistas, como vós outros."
            - Que achado! - exclamou (eu estava dialogando com Modesta.) - Quem é o autor? Você?
            - Quem me dera! - respondi. - É de Emmanuel, através do lápis abençoado de Chico Xavier.
            - Quando ele escreveu isso? Sabe-se?
            - No dia 2 de abril de 1938! A mensagem, na íntegra, está inserida num livro recentemente lançado, sob o título "Um Amor, Muitas Vidas".
            - Inácio! Esta é a melhor definição de Mundo Espiritual que já ouvi. Repita, por favor, o trecho a que você deu ênfase, ao ler.
            - "... o Além não é uma região, e sim um estado imperceptível para a vossa potencialidade sensorial"!
            - Isso é conceito da Física mais avançada, ao que denominaram "Física Quântica"!
            - Exatamente, Modesta. O Além, não sendo uma região, não está aqui, lá e nem tampouco alhures...
            - Não; está em toda parte!
            - Eis em que se nos resumem Plano Material e Plano Espiritual.
            - É uma questão de percepção! Não temos sentidos apurados para perceber o que transcende... Dá, por exemplo, para que os nossos irmãos lá embaixo entendam que nós, os desencarnados, estamos rodeados por outro Plano Espiritual?
            - Para a maioria, devo reconhecer que se trata de exercício mental um tanto complexo."
          Bem, vocês não vão querer que eu transcreva toda a obra, não é? A partir da definição de Emmanuel, entramos no contexto da obra de André Luiz, demonstrando que, de fato, encarnados e desencarnados, todos estamos rodeados por diferentes Planos de Vida! O vazio absoluto é uma utopia! Em nossa observação do Universo, porém, estamos limitados à nossa "potencialidade sensorial"! Somos quase cegos e... surdos!
            Antes de encerrar, pensem comigo no que escreveu Maria João de Deus, em "Cartas de Uma Morta", em 1935: "A vida é o eterno fenômeno dos jogos vibratórios..."
            No livro Estudando "Nosso Lar", tentei juntar isso tudo. Confiram em que deu.

          Carlos A. Baccelli - INÁCIO FERREIRA

9.3.19

ATUALIDADE


Agitação, discórdia, violência...
A Terra sofre estranho pesadelo...
A Humanidade vive a experiência
De quem perdeu a ponta do novelo...

O quadro é grave e requisita urgência...
Em quase tudo, é grande o desmantelo...
Indiferente e fria, a inteligência,
Da Fé, não ouve o comovente apelo...

Porém, no instante de aferir valores,
Não resta ao homem outra alternativa
De paz e de consolo às próprias dores...

Urge tornar à fonte cristalina
Da Mensagem do Cristo Rediviva,
Que o Espiritismo ao mundo descortina!...

Eurícledes Formiga

(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, no dia 9-9-1986, em Uberaba – MG).

8.3.19

Em Prece


    Senhor, Jesus. Com a nossa jubilosa gratidão pela assistência de todos os minutos - humildes servos daqueles servidores que te sabem realmente servir - , aqui te ofertamos o nosso louvor singelo, a que se aliam as nossas súplicas incessantes. No campo de atividade em que nos situas, por acréscimo de confiança e misericórdia, faze-nos sentir que todos os patrimônios da vida te pertencem, a fim de que a ilusão não nos ensombre o roteiro. Mostra-nos, senhor, que nada possuímos além das nossas necessidades de regeneração, para que aprendamos a cooperar contigo, em nosso próprio favor. E, na ação a que nos convocas, ilumina-nos o passo para que não estejamos distraídos. Que a nossa humildade não seja orgulho. Que o nosso amor não seja egoísmo. Que a nossa fé não seja discórdia. Que a nossa justiça não seja violência. Que a nossa coragem não seja temeridade. Que a nossa segurança não seja preguiça. Que a nossa simplicidade não seja aparência. Que a nossa caridade não seja interesse. Que a nossa paz não seja frio enregelante. Que a nossa verdade não seja fogo destruidor. Em torno de nós, Mestre, alonga-se, infinito, o campo do bem, a tua gloriosa vinha de luz, em que te consagras com os homens, pelos homens e para os homens à construção do reino de Deus. Dá-nos o privilégio de lutar e sofrer em tua causa e ensina-nos a conquistar, pelo suor da cada dia, o dom da fidelidade, com o qual estejamos em comunhão contigo em todos os momentos de nossa vida.
    Assim seja.
Livro: Vozes do grande Além - Francisco C Xavier - Emmanuel

7.3.19

Nada da Saltos


- "Em natureza, nada dá saltos" - não se trata de um axioma espírita?
- Sim - respondi -; adotamo-lo também. Significa que não há modificações abruptas, com a própria matéria transitando de um estado para outro, lentamente.
Enquanto assim falávamos, fomos interrompidos pelo pedreiro encarregado da construção que, aproximando-se, abordou o arquiteto.
- Dr. Germano, desculpe-me, mas estamos precisando que dê uma olhada no encanamento, creio que seria conveniente e prático modificarmos o percurso...
- O encanamento d'água? - perguntei, curioso.
- Em um dos trechos, está passando rente à tubulação elétrica...
- Então vão logo, Germano, que eu não tenho elementos mediúnicos para descrever um curto-circuito no Além... Vá, meu filho! Não me obrigue a tanto!
- Doutor - disse-me Germano, afastando-se para averiguar o problema -, diga ao pessoal encalacrado no corpo que só existe um meio de não lidar com a forma: é transcedê-la! Enquanto o homem for homem...
- É o que tenho tentado fazer - respondi -, mas a turma está apegada... prefere continuar entrando pelo cano e saindo pela tubulação!

livro: Amai-vos e Instruí-vos - Carlos A Baccelli - Inácio Ferreira

6.3.19

AFEIÇÃO DOS BONS ESPÍRITOS


Questão 486 do Livro dos Espíritos

Os bons Espíritos, que sempre nos acompanham, fazem tudo para a nossa paz interior. Certamente que eles se afligem com a nossa impaciência ante a dor e os problemas, pelos quais passamos reclamando. Somente os Espíritos puros têm a tranqüilidade imperturbável da consciência. Eles compreendem que os encarnados carregam consigo fraquezas capazes de os envolverem nas sombras que sempre os espreitam, mas, que uma queda pode ser prenúncio de vitória no porvir.
Estamos rodeados de testemunhas espirituais que nos assistem, e atraímos outras tantas pela sintonia dos nossos sentimentos. O Espírito envolvido na carne recebe do próprio ambiente impulsos de magnetismo inferior a todos os momentos. É preciso orar e vigiar permanentemente. Essas forças aparecem aos homens como barreira para cercear suas forças para o bem.
Devemos lutar, não contra o mal, que não merece atenção nem desperdício de tempo, mas, lutar na seqüência do bem comum, aprimorando, com as qualidades espirituais, a. árvore do amor que se encontra em nosso coração. Busquemos sempre o melhor, e nessa procura, Jesus aparece com as Suas mãos que nos encorajam a batalhar com nós mesmos, aliviando ou fazendo desaparecer as nossas tensões, no que se refere à nossa consciência.
Os bons Espíritos têm suas lutas no chão do planeta e ainda procuram inspirar os homens para torná-los bons também. Os Espíritos puros inspiram os bons, mesmo desencarnados, e eles, fortalecidos ajudam os encarnados. Sabemos que os homens fazem o bem e o mal, entretanto, a Doutrina dos Espíritos, como sendo a volta de Jesus, vem nos ajudar a compreender a necessidade de diminuir o mal, investindo no bem cada vez mais, para que ele domine os nossos sentimentos na sua amplitude. Se queres paz, trabalha pela paz alheia; se queres amor, não te esqueças de amar, porque, se é dando que recebemos, a inteligência nos pede para doar o quanto pudermos.
Certos Espíritos sofrem com os nossos sofrimentos, e ficam mesmo magoados quando não suportamos o peso da cruz que prometemos carregar. Não obstante, eles prosseguem nas suas inspirações, porque recebem de outras fontes de luz, novas esperanças. São bons Espíritos, e essa bondade é sempre ativa no que se refere à paz dos seus tutelados.
Se já és espírita, não deixes somente para os Espíritos as tuas cargas. Procura andar com os próprios pés. Se os bons Espíritos trabalham para reunir fluidos no sentido de curar ou aliviar as tuas enfermidades, porque não fazeres o mesmo com teus próprios recursos? Hoje, felizmente, existem muitas orientações acerca do equilíbrio orgânico e psíquico. Procura aprender com o teu próprio esforço, pois serás abençoado e, certamente, ajudado por mãos invisíveis e com bastante alegria. Podes te confortar muito, no beber a água, no comer e no respirar, basta que a tua mente fique vibrando na dimensão daquilo que queres e que não deixes faltar a fé. Um doente que não deseja curar-se, dificilmente se cura. Um copo de água pura, com fé, nos parece o melhor e mais acessível remédio.
Confia e melhora, confia e cura-te, confia e alegra-te no que estás fazendo e vivendo. Aprende a comer bem, comendo certo. Vê como a natureza é pródiga em todas as qualidades para o equilíbrio do teu corpo físico. Acima de tudo, concentra-te no exercício do auto-aprimoramento moral que, quanto ao resto, encontrarás mais facilidade para conquistar.

Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia – Miramez - Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.

5.3.19

MUITO E POUCO


Reunião pública de 10-4-59
Questão nº 716

É na bênção do <> que rasgas, de imediato, a senda ideal para o sol da alegria.
Enquanto o <> é constrangido a sopesar responsabilidades maiores, no campo dos compromissos que envolvem o bem geral, podes, com o fruto do teu trabalho, semear a divina felicidade que nasce do coração.
Dentro do <> que te limita a existência, atenderás, desse modo, às necessidades que, hoje, aparentemente sem expressão, quais sementes desvaliosas, serão, de futuro, verdadeiras messes de talentos celestiais.
É assim que solucionarás modestas despesas de conteúdo sublime, quais sejam:
O copo de leite para a criança necessitada...
A sopa eventual para os que passam sem rumo...
O remédio para o doente esquecido...
O socorro fraterno às mães caídas em abandono...
O agasalho singelo aos hóspedes da calçada...
O prato adequado ao enfermo difícil...
O colchão que alivie o paralítico em sombra...
A lembrança espontânea que ampara o menino triste...
O concurso silencioso, conquanto humilde, em favor do amigo hospitalizado...
O serviço discreto às casas beneficentes...
O livro renovador ao companheiro em desânimo...
A gentileza para com o vizinho enjaulado na provação...
A cooperação indiscriminada a esse ou àquele setor de luta...
Não esperes, portanto, que a vida te imponha uma cruz de ouro para ajudar e servir.
Lembra-te de que os chamados ricos, por se encarcerarem nas algemas do <>, nem sempre podem auxiliar, sem delongas, presas que são de suspeitas atrozes, na defensiva dos patrimônios que foram chamados a manobrar, na extensão do progresso...
Ora por eles, ao invés de reprochar-lhes a hesitação e a conduta, porquanto, se tens amor,
sairás de ti mesmo com o <> abençoado que o Senhor te confia e, obedecerás ao próprio
Senhor, espalhando, em Seu nome, a força da paz e o benefício da luz.

Livro “Religião dos Espíritos” –  Francisco C. Xavier – Emmanuel – Todos os livros Espíritas como este vendidos em nossa loja terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz.