Já está no Youtube o programa "Mundo Maior Reporter" do sábado passado, tratando sobre as tatuagens.
Clique em:
https://www.youtube.com/watch?v=O9E5rXiXedU&list=PLV4yESPmdfF9YrVS9yeaDFbcN3nsMCuJV&index=4
16.5.15
MAIS VIGILÂNCIA
Perante o mal que te
espreita,
Na forma de mil
escolhos,
Recomenda-se que
tragas
Mais vigilância nos
olhos.
Diante do mal que te
fala,
Com impulsos
incontidos,
Recomenda-se que
tenhas
Vigilância nos
ouvidos.
Ante o mal que te
reclama
Em trama obscura e
louca,
Recomenda-se que
exerças
Mais vigilância na
boca.
Frente ao mal que te
procura
Em teus devaneios
vãos,
Recomenda-se que
ponhas
Mais vigilância nas
mãos.
A
todo mal que, sem trégua,
Perseguir-te,
sorrateiro,
Recomenda-se que
busques
Vigiar teu corpo
inteiro.
Eurícledes
Formiga
(Página recebida pelo
médium Carlos A. Baccelli, em reunião íntima no Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na
manhã do dia 6 de maio de 2015, em Uberaba –
MG).
15.5.15
Questão 296 do Livro dos
Espíritos
ALTERAÇÃO
As afeições dos Espíritos
puros são inalteráveis em todos os sentidos. Eles comungam com a harmonia
universal, porque nunca distorcem a verdade, acompanhando os passos de Nosso
Senhor Jesus Cristo nas suas caminhadas.
Os Espíritos puros não se
enganam; a sua luz reflete em todos os seus passos e em todos os seus gestos de
paz. Somente os hipócritas carregam as máscaras, que são vistas pelos que têm
olhos para ver. A mentira se dissolve sempre que chega a
verdade.
A compostura dos Espíritos
elevados não tem alteração. Eles têm uma tranqüilidade imperturbável em todos os
sentidos, por já terem limpado da consciência os liames inferiores provindos da
ignorância e do assédio das ilusões passageiras. Necessário se faz que o homem
se esforce, no sentido de integrar-se cada vez mais nas linhas do Evangelho de
Jesus, que é portador dos meios que nos encaminham para a paz e o
entendimento.
Sabemos que a luta é grande
na conquista do equilíbrio espiritual, mas, quem não começa a lutar, não vence.
É indispensável que avancemos com bons princípios a nos guiar. Devemos e vamos
modificar nossa condição interior para melhorar a nossa moral, colocando-a em
plena harmonia com os bons costumes, de modo que o amor nos domine e nos eleve
para a caridade.
Sejamos fortes e firmes na
educação de nós mesmos, ainda que estejamos sofrendo algo que plantamos no
passado. A aquisição da luz é demorada e nos custa muito no tempo e no espaço,
na conjunção da boa vontade. Vigiemos para não ficarmos sujeitos ao engano; todo
engano gera dúvida, e toda dúvida gera tristeza. Comunguemos com a esperança
geratriz da alegria pura, a nos estabilizar a consciência, em comunhão com a
consciência universal.
Os Espíritos impuros são
suscetíveis de toda ordem de alteração: se ofendidos, ofendem; se maltratados,
maltratam; se esquecidos, esquecem. Essa não é a lei que nos ampara para o
bem-estar universal. Jesus colocou na dianteira dos Seus ensinamentos o amor,
que se transforma em perdão, porque o perdão é normalizador de todas as vidas,
por esquecer todas as faltas, amparando ainda os que por vezes
ofendem.
Ajudemo-nos uns aos outros,
para que sejamos ajudados, sem pensar nisso. Fazer o bem sem interesse algum é a
norma de vida cristã. A luz deve ser acesa nos corações, e tudo se encontra
preparado para isso, no entanto, para que ela se acenda, deve haver um trabalho
individual em cada
criatura. Essa luz não pode ser expressa com ódio, inveja,
ciúme, maledicência, orgulho ou egoísmo.
Entrelacemos nossas mãos
com as mãos do Mestre Jesus, que seremos bem conduzidos para a paz de
consciência. O trabalho é demorado, mas,
proveitoso.
Livro: “Filosofia Espírita”
– João Nunes Maia – Miramez - Os livros espíritas, como este vendidos em nossa
loja, terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz de
Limeira.
14.5.15
EXPERIÊNCIA - I
131 –Como adquire experiência o Espírito
encarnado?
A luta e o trabalho são tão
imprescindíveis ao aperfeiçoamento do espírito, como o pão material é
indispensável à manutenção do corpo físico. É trabalhando e lutando, sofrendo e
aprendendo, que a alma adquire as experiências necessárias na sua marcha para a
perfeição.
132 –Há o determinismo e o
livre-arbítrio, ao mesmo tempo, na existência humana?
Determinismo e livre-arbítrio coexistem
na vida, entrosando-se na estrada dos destinos, para a elevação e redenção dos
homens.
O primeiro é absoluto nas mais baixas
camadas evolutivas e o segundo amplia-se com os valores da educação e da
experiência. Acresce observar que sobre ambos pairam as determinações divinas,
baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o mais
eloqüente testemunho.
Não verificais, atualmente, as
realizações previstas pelos emissários do Senhor há dois e quatro milênios, no
divino simbolismo das Escrituras?
Estabelecida
a verdade de que o homem é livre na pauta de sua educação e de seus méritos, na
lei das provas, cumpre-nos reconhecer que o próprio homem, à medida que se
torna responsável, organiza o determinismo da sua existência, agravando-o ou
amenizando-lhe os rigores, até poder elevar-se definitivamente aos planos
superiores do Universo.
Da
obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco C. Xavier - Os livros espíritas, como este, vendidos em nossa loja
terão o lucro repassado à Casa Espírita de Oração Amor e Luz
de Limeira.
13.5.15
Discurso - Ao Meu Recife
Senhores,
A quantas anda a paisagem
libertária e liberal do meu Recife?
Onde estão os homens e as
mulheres que não baixam as suas cabeças diante das injustiças e dos
degredos?
A quem procurar quando nos
sentirmos lesados na nossa condição cidadã?
Parece-me que aquela
inquietação fervente que sempre caracterizou o meu Recife está dormindo. Afora
alguns movimentos sociais que, episodicamente, se manifestam por uma causa ou
outra, vejo é o esquecimento da sua base inconformista e
progressista.
Onde estão os políticos que
bradavam por mais liberdade de expressão no
passado?
Por que se calar diante de
um governo federal que beira a mediocridade só porque se prende a ele por um
quinhão mínimo de recursos e de posição?
Não importa a bandeira
partidária, importa a causa libertária.
Foi esta sempre a fleuma
dos recifenses e, ademais, de todos os pernambucanos, mas onde está tamanha
rebeldia? Em que lugar se esconde o bravo povo do
Recife?
Não sou contra governos a,
b ou c. Na minha condição espiritual nem isso devo ser. O que está em jogo são
práticas ultrapassadas e manter-se no poder ou ser conivente com ele porque não
se deseja se “queimar” diante da opinião pública ou de uma parcela sectarista da
população. É pensar menor e deixar de ter altivez.
Vejo homens honrosos em
todos os flancos, mas não posso, no dever da verdade, dizer que não existem
pilantras em todas as facções, oportunistas do poder – seja ele qual for -,
larápios do dinheiro público.
O que está em jogo,
senhores, é a honradez, é o compromisso com a verdade, é ter mãos limpas, é não
ser conivente com o que existe de pior.
Se homens que deveriam
acertar erraram, então que se modifique imediatamente o estado de coisas
reinante. O que não se pode é tentar encontrar subterfúgios para cobrir as
“marmeladas”.
Quando defendo tais
princípios, por favor, não me enquadrem num quadrante ou outro da política
vigente, isto não. O que defendo, como sempre defendi, são princípios. E se eles
são esquecidos, subtraídos, lesados, que se faça a justiça em nome do
povo.
Ocorre, porém,
infelizmente, é que muitas mãos que deveriam coordenar a limpeza do tecido
social, pasmem, possuem, igualmente, as suas mãos
sujas.
A moral, na política como
em tudo na vida, deve se constituir naquilo que de mais sagrado existe. Moral
conjugada ao exemplo particular que inspira ao
coletivo.
Não me venham, por favor,
senhores, com a justificativa lesante de que todos fazem, por isso, podemos
fazer também. Não, isto não!
Se o País necessita de
reformas, que venham elas.
Se o País depende do
exemplo, que ele seja aplicado.
Se o Pais deseja mudanças,
que elas sejam implantadas.
O que não deve,
especialmente em política, que é coisa séria, é lançar mão da hipocrisia, do
discurso fácil e frouxo, do acordo às escondidas, para manter-se tudo como está.
O que não se pode perder é a vergonha na cara.
Entendamos, de uma vez por
todas, estamos nos referindo a homens. Sabemos das fragilidades que são
inerentes, ainda, a condição humana.
Há homens que defendem
valores da boca para fora. Apresentam-se como baluartes do bom exemplo, mas,
como bem diz o mestre Jesus, não passam de sepulcros
caiados.
A indignação do nosso povo
é enorme, mas sincera, fundamentada, certa.
Que se mude o governo, se
assim melhor se entender.
Que mude o governo, se
assim melhor ele entender.
Mas que se mude
urgentemente este estado de coisas que, em breve, se nada for feito, ficará
absolutamente insustentável.
Ao meu Recife, o meu apelo
ardente por lutar incansavelmente pela justiça social, política e econômica, sem
tréguas e sem medo.
O bem, senhores, no final,
sempre há de vencer.
É o que tinha a
dizer.
Joaquim
Nabuco
12.5.15
ESPIRITISMO – POR ESTE MOTIVO
Espiritismo não pode ser –
e não é! – uma religião como as demais, porque tampouco é somente doutrina
religiosa.
Por este
motivo:
-
não deve se formalizar,
-
preocupar-se com conversões,
-
criar qualquer espécie de ritual,
-
estabelecer censura ao pensamento alheio,
-
valer-se de rótulos como, por exemplo, o famigerado
“antidoutrinário”,
-
almejar uniformidade de opiniões,
-
menosprezar a crença de quem seja,
-
crer na infalibilidade dos comunicados de além-túmulo que constam de suas Obras,
e que, consequentemente, elas não necessitem de
ampliação,
-
pretender a hegemonia espiritual,
-
evocar para si a “propriedade” do Mundo dos
Espíritos,
-
admitir a superioridade de seus “guias”,
-
supor que os seus adeptos estejam na vanguarda do progresso moral da
Humanidade,
-
aceitar que os seus tarefeiros encarnados sejam espíritos investidos de
transcendente missão, que se sobreponha à daqueles que militam em outros setores
no bem da coletividade,
-
fomentar ilusões quanto à rápida generalização de seus
Princípios,
-
fazer acreditar que nada mais exista para ser
revelado,
-
permitir que os seus seguidores ignorem a necessidade de sua constante renovação
íntima,
-
pontificar de cátedras de um falso academicismo,
-
aplaudir a generosidade que, em todos os que lhe abraçam os postulados de fé,
não passa de simples dever a cumprir,
-
habilitar médiuns com diplomas e troféus, comendas e
medalhas,
-
concordar em que a vaidade e o personalismo prevaleçam em suas supostas
lideranças,
-
impor suas próprias convicções à liberdade de escolha das
pessoas,
-
desvendar, com minúcias, o passado, como quem possua alguma autoridade para se
imiscuir no destino alheio,
-
participar de excomunhões intramuros,
-
empreender, em nome de uma chamada “pureza doutrinária”, cruzadas que objetivem
alijar companheiros do trabalho sincero,
-
endossar a arbitrariedade ridícula de dirigentes que estejam à frente de Grupos,
e que não possuam o menor senso de autocrítica...
O
Espiritismo verdadeiro, que é o Cristianismo genuíno, não deve, sob pena de
lamentáveis equívocos, consentir que nenhum de seus tutelados se esqueça das
sábias palavras do Cristo: “... quem quiser tornar-se grande entre
vós, será esse o que vos sirva.”
Porque, de fato, todo
aquele que quiser tornar-se grande sem apequenar-se no espírito de serviço, não
servirá para fazer a maior grandeza do Espiritismo.
INÁCIO
FERREIRA
Uberaba – MG, 11 de maio de
2015
11.5.15
Não posso ser um santo.
Não
sou Santo
Tenho
recebido perguntas sobre o que Dom Hélder Câmara acha do seu processo de
beatificação iniciado pela Igreja Católica. Ultimamente, ele tem se mantido em
silêncio sobre o assunto, mas em pelo menos por três ocasiões já se pronunciou
direta ou indiretamente sobre o assunto. Uma no seu livro "EM RAZÃO DE VIVER"
e outras duas neste espaço do seu blog que reproduzo abaixo.
NÃO
SOU SANTO
Outra
vez mais me deparo com um desejo de homenagem de amigos generosos em torno de
uma candidatura de meu nome para ganhar vez no panteão dos santos católicos.
Ah!
Meu Deus, não sabem o tanto que me falta, não sou santo e como estou distante
da verdadeira santidade.
Não
sou santo porque ainda peco em palavras e ações.
Não
sou santo porque me desvio vez por outra em pensamentos insolentes e sem
propósito.
Não
sou santo porque ainda não sei perdoar como deveria.
Não
sou santo porque tenho muito a fazer deste lado da vida para aparar as minhas queixas
em relação a minha própria consciência.
Quanto
me falta, Pai, para ser um santo. Sei que um dia o serei. Disto não tenho
duvida alguma porque isto está reservado pelo Pai a todos os seus filhos.
Neste
momento, porém, não sou santo.
Encontro,
vez por outra aqui, aqueles a quem a nossa Santa Madre Igreja conferiu-lhes a
santidade. Fico estupefato em saber o quanto eles se envergonham com tal
condecoração.
A
vergonha se manifesta exatamente por saberem de suas limitações e verem na
terra venerados como servos de Deus em perfeição.
Dizem
eles: “Se soubessem o que ainda passamos no dia a dia, sequer cogitariam,
sequer pensariam em santidade”.
Pois
é, amigos, ainda somos tão humanos por aqui, tão próximos da carne e do osso,
que qualquer alusão a nossa possível angelitude nos causaria constrangimento.
Devemos
venerar sim é ao Pai, a Santidade por excelência.
Devemos
lembrar de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem todos nos subordinamos na terra,
em aprender de verdade, o caminho para a santidade.
Devemos
lembrar de Maria, que a todo instante trabalha para ajudar a todos os seus
filhos espirituais.
Que
o nosso Papa Francisco analise bem este pedido de amigos do coração e conclua
que o velho Helder deseja mesmo é ser lembrado como um servo sincero do Nosso
Senhor Jesus Cristo em tentar implantar, na essência, o seu Evangelho de amor.
Em
paz!
Helder
Camara
1º.07.13
Não
posso ser um Santo
A
santidade é algo que ainda não me compete merecê-la.
Sei
do grande apreço e atenção de todos os meus queridos amigos que tentam
manter-me na lembrança da Igreja e dos homens pelo meu legado na seara do
Cristo, mas confesso, apesar de agradecer os esforços neste sentido, que sou
mesmo bem pequeno nos planos do Senhor.
Minhas
obras, por mais veneráveis que possam parecer, foram fruto de uma devoção à
causa que abracei. Não poderia ser diferente. Despendi minha atenção para com
todos aqueles que me procuraram e, se mais não fiz, foi por absoluta limitação
das forças e de recursos. Tudo, porém, teve uma motivação maior: servir ao Nosso
Senhor Jesus Cristo.
A
obra que participei não é minha, mas do conjunto de irmãos que participaram
dela. Coube a mim, quando muito, o papel de incentivador, coordenador – às
vezes, mas nunca de protagonista.
A
Igreja me ofereceu a condição de servir ao próximo, de estar mais perto da dor
de meus irmãos de caminho, somente isso. O que fiz foi apenas a minha obrigação
como padre, nada mais.
As
curas que porventura possam vir a ser atribuídas a mim, creiam, não passam da
ação da própria fé. Foi a fé que as curou, na boa lembrança das palavras de
Jesus quando atendia àquele que o procurava na ânsia de se livrar de seu
sofrimento físico.
Jesus,
porém, veio para estancar as dores da alma. Estas, sim, são as principais que
devemos colocar toda a nossa atenção e dedicação para curá-la de verdade. E
como é difícil fazer isso... Para começar não se pode pedir a ninguém que lhe
tire do peito a dor da ingratidão, da falta de perdão, da incompreensão. Não se
consegue estirpar do peito a face penosa que possuímos fruto da nossa
invigilância.
Sou
um pecador como tantos outros homens.
Ainda
me pego a pensar coisas que não deveria.
Ainda
sou pego em atitudes que não deveria mais repetir.
Ainda
não sou devidamente solidário com a dor do meu irmão como deveria.
Então,
meus queridos, não posso ser um santo.
Daqui,
pouco posso fazer para reverter a situação que já foi iniciada, mas, se houver
possibilidade, evitem este desatino, em nome de Deus.
Sou
muito grato por tudo, mas não gostaria de ver o meu nome no altar dos santos da
Igreja, pois, ao vislumbrar outros tantos que receberam esta condição, vejo-me
tão menor, muitíssimo menor.
Sou
o jumentinho do senhor Jesus na sua chegada a Jerusalém, não mais do que isso.
Creiam, irmãos, é a mais pura verdade.
Que
Deus abençoe todos nós!
Helder
Câmara
10.05.15
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