17.4.15

ENSEJO AO BEM


"Jesus, porém, lhe disse: 'Amigo, a que vieste?' Então, aproximando-se, lançaram mão de Jesus e o prenderam." Mateus. 26:50.
É significativo observar o otimismo do Mestre, prodigalizando oportunidades ao bem, até ao fim de sua gloriosa missão de verdade e amor, junto dos homens.
Cientificara-se o Cristo, com respeito ao desvio de Judas, comentara amorosamente o assunto na derradeira reunião mais íntima com os discípulos, não guardava qualquer dúvida relativamente aos suplícios que o esperavam; no entanto, em se aproximando, o cooperador transviado beija-o na face, identificando-o perante os verdugos, e o Mestre com sublime serenidade recebe-lhe a saudação carinhosamente e indaga:
- Amigo, a que vieste?
Seu coração misericordioso proporcionava ao discípulo inquieto o ensejo ao bem, até ao derradeiro instante.
Embora notasse Judas em companhia dos guardas que lhe efetuariam a prisão, dá-lhe o título de amigo.
Não lhe retira a confiança do minuto primeiro, não o maldiz, não se entrega a queixas inúteis, não o recomenda à posteridade com acusações ou conceitos menos dignos.
Nesse gesto de inolvidável beleza espiritual, ensinou-nos Jesus que é preciso oferecer portas ao bem até a última hora das experiências terrestres, ainda que ao término da derradeira oportunidade nada mais reste além do caminho para o martírio ou para a cruz dos supremos testemunhos.

Livro: Caminho, Verdade e Vida - Francisco C. Xavier – Emmanuel.

16.4.15

Questão 292 do Livro dos Espíritos
ÓDIO ENTRE ESPÍRITOS
Existe ódio entre os Espíritos, sim, mas, somente dentre os inferiores, que ainda alimentam as paixões que correspondem ao egoísmo. Foi por isso que Jesus desceu à Terra, por bondade de Deus, para trazer a mensagem de amor, no sentido de libertá-los dessa escravidão.
O ódio, a inveja, o apego são forças negativas que pretendem empanar a verdade, mas, sendo ilusão, não conseguem. Disse o Evangelho que somente a verdade ficará de pé.
Os Espíritos Superiores se esqueceram completamente do estado d'alma contrário à caridade. Não alimentam o ciúme, por não terem apego a ninguém e a nada. Não conservam o egoísmo, por serem desprendidos das coisas transitórias. Não têm orgulho, por terem entrado no esquema da humildade. Não mentem, por saberem que a verdade é luz de Deus que liberta as criaturas. Porém, quando trabalham no meio de almas infelizes, no que tange à inferioridade, eles não julgam nem maltratam, porque eles já passaram por caminhos idênticos.
Sabemos porque na Terra não existe a felicidade. A humanidade que nela se encontra, mesmo as criaturas que se esforçam para melhorar, ainda deixam escapar do coração alguns reflexos de ódio para aqueles com quem não simpatizam, e os que desconhecem as verdades espirituais acham que a violência, que a inimizade, que o orgulho e o egoísmo, devem formar o caráter do homem honrado.
Nesse ambiente é que deixa de existir a solidariedade que fortalece a verdadeira fraternidade entre os povos. Já dissemos muitas vezes - e a repetição é consciente - que quando as nações adotarem o Evangelho de Jesus como Carta Magna para suas orientações, passando a viver a paz com o trabalho, a caridade como dever, e o amor como norma de vida, estarão plantando no mundo as sementes da felicidade de todos os povos.
A Doutrina dos Espíritos tem a sagrada missão de fazer recordar o Evangelho na sua pureza primitiva, como soma de todos os esforços de muitos Espíritos enviados por Jesus à face do planeta, cada qual fazendo brilhar, pelo exemplo, uma letra do Livro Sagrado. Todas juntas formam um sol, que aquece e dá vida a nações e povos.
Somente entre os Espíritos impuros há ódio, por desconhecerem o amor, mas, para tanto, existem mutirões de almas preparadas para que esse amor se estenda pelo reino humano. O culto do Evangelho no Lar, sob a inspiração do Espiritismo, é capaz de levar a compreensão à família, e quando as famílias entenderem esse tesouro, a sociedade passará a reformar seus sentimentos, e a Terra tornar-se-á um paraíso.
O Satanás, que as velhas religiões têm como inimigo, é o orgulho, o egoísmo e o ódio, chefes de tantos outros nascidos das suas presenças no coração das criaturas. O maior combate não é fora de nós; é, pois, na intimidade do nosso mundo interior. Se nos livrarmos desses inimigos internos, romperemos a sintonia com os inimigos externos.
O céu, devemos repetir, sempre está dentro de nós Vejamos que tesouro de luz foi dado por Cristo à humanidade, quando disse, sintetizando os dez mandamentos:
- “Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a vós mesmos. Aí está toda a lei e os profetas.”
O amor isola o ódio e dá crescimento à presença de Deus e de Cristo no coração.
Livro: Filosofia Espírita – João Nunes Maia - Miramez

15.4.15

VIDA APRENDIZADO - IV



124 -Qual a importância da palavra humana para as conquistas evolutivas do espírito?
-A palavra é um dom divino, quando acompanhada dos atos que a testemunhem; e é através de seus caracteres falados ou escritos que o homem recebe o patrimônio de experiências sagradas de quantos o antecederam no mecanismo evolutivo das civilizações. É por intermédio de seus poderes que se transmite, de gerações a gerações, o fogo divino do progresso na escola abençoada da Terra.
125 –Reconhecendo que os nossos amigos do plano espiritual estão sempre ao nosso lado, em todos os trabalhos e dificuldades, a fim de nos inspirar, quais os maiores obstáculos que a sua bondade encontra em nós, para que recebamos os seus socorro indireto, afetuoso e eficiente?
-Os maiores obstáculos psíquicos, antepostos pelo homem terrestre aos seus amigos e mentores da espiritualidade, são oriundos da ausência de humildade sincera nos corações; para o exame da própria situação de egoísmo, rebeldia e necessidade de sofrimento.
126 –As vibrações relativas ao bem e ao mal, emitidas pela alma encarnada no seu aprendizado terrestre, persistem no Espaço para exame e ponderação do futuro?
-Haveis de convir convosco que existem fenômenos físicos, transcendentes em demasia, para que possamos examina-los, devidamente, na pauta exígua dos vossos conhecimentos atuais.
Todavia, em se tratando de vibrações emitidas pelo Espírito encarnado, somos compelidos a reconhecer que essas vibrações ficam perenemente gravadas na memória de cada um; e a memória é uma chapa fotográfica, onde as imagens jamais se confundem. Bastará a manifestação da lembrança, para serem levadas a efeito todas as ponderações, mais tarde, no capítulo das expressões do mal e do bem.

Da  obra “O Consolador” – Espírito: Emmanuel – Médium: Francisco Cândido Xavier

14.4.15

ESTÁ UMA COISA HORROROSA!

Sim, está uma coisa horrorosa – ridícula até!...
Uma comicidade...
Falta de juízo, ou sei lá o quê...
Ao que estou me referindo?!
Aos inúmeros comunicados mediúnicos, supostamente atribuídos a Chico Xavier, em diversos Centros Espíritas, com imitação de voz e tudo o mais – tem gente usando até a boina dele...
Ora, não menoscabem a mediunidade deste jeito!
Não a enlameiem!
Não a prostituam!
Chico Xavier pode se comunicar mediúnicamente?! Claro que pode! Nunca existiu senha nenhuma...
Quem atravessou a vida se comparando a um “cisco” não haveria de deixar senha para, postumamente, ser identificado!
Chico se encontra trabalhando no Mundo Espiritual?! Claro que sim, e muito mais do que trabalhava na Terra – se isto, no caso dele, evidentemente se fizer possível, pois o “homem” só parou para desencarnar!
Chico, em espírito, poderia, então, esporadicamente, envolver esse ou aquele companheiro de Ideal, que, dessa maneira, pudesse se sentir inspirado por ele em certa tarefa?! Claro! Por que não?! Aliás, a rigor, toda inspiração que recebemos no bem que nos compete fazer procede do Cristo – e não do Chico!
Agora, o que, realmente, está sendo um absurdo é essa transfiguração de dezena de médiuns, homens e mulheres, que, inclusive, andam postando comunicados atribuídos a Chico na Internet – voz e trejeitos de Chico Xavier, menos a sabedoria de Chico!
Soube até que outros “médiuns” – aqui, propositalmente, vou colocar as palavras entre aspas –, em determinados Centros Espíritas, andam “incorporando” Chico Xavier por duas, três, quatro horas seguidas – com o Chico dando consultas e receitando para o povo...
Ora, párem com isto!
Por que vocês não “incorporam” um Chico qualquer?! Por que tem que ser o Xavier?!
Isto não é mais falta de mediunidade – já é falta de imaginação!
Conheço médiuns que, de público, afirmam que o Dr. Bezerra de Menezes, aparecendo a eles, começou a dar opinião na camisa que deveriam, ou não, vestir...
E o povo, freneticamente, bate palmas!
E, assim aplaudidos, tais médiuns vão para a galera...
Sinceramente, eu me sinto avexado!
Fico sem saber onde por a minha cara defunta com vergonha daqueles que não são espíritas...
Meu Deus! Isto é circo! Isto é palhaçada com atores sem o menor talento para o tablado de qualquer circo de lona barata...
Párem com isto!
Vão trabalhar na periferia, atendendo aos pobres por vocês mesmos! Ninguém chegará “incorporado” ao Céu...
Chega de imitação e plágio no Espiritismo!
Na Doutrina, a mediunidade está precisando ser saneada...
Nossa! Cadê a nossa Fé Raciocinada?!...
Muita gente está engolindo de tudo, até...
Bem, eu vou parar por aqui, porque eu não quero que ninguém engula o que eu tencionava escrever.
INÁCIO FERREIRA
Uberaba – MG, 13 de abril de 2015.

13.4.15

Por uma Economia mais Justa

Augusta aurora da minha vida. Lembro dos meus 14 anos quando estava no corpo físico. Um rapaz cheio de sonhos e com muita insegurança também, afinal, o que viria a acontecer com aquela criança que se tornava homem?
Meu pai me enveredou para o caminho da política bem cedo, vislumbrava-me, naturalmente, como um sucessor de suas conquistas, mas, apesar de meu impulso inicial para a arte de governar e parlamentar, vi-me intrigado, é verdade, com o mundo das letras. Mesmo no curso de Direito que fazia, a paixão pelas letras vinha-me à tona com muita intensidade. Que beleza poder expressar no papel as ideias. Via outros autores dedicar sua vida em torno disso. Logo me imaginei como um deles. De certa forma, consegui fazer isto, dividindo, é claro, com as minhas outras obrigações, políticas e diplomáticas. Agora, na condição espiritual, renovo o meu desejo de continuar a escrever para toda a gente, mas respeito, obviamente, as limitações do meu interlocutor.
Agora mesmo, veio-me a ideia de dizer versos no meu bom francês, mas as suas limitações linguísticas atuais me impedem de fazê-lo. É esta, entre outras, as dificuldades que enfrentamos no dia a dia da relação intermundos. Contentamo-nos, porém, com o que é possível. Vejo muitos a dedicarem atenção a certos médiuns e eles pouco vislumbram numa continuidade de relação de parceria.
Tudo isso é importante revelar porque você também virá para o mundo de cá outra vez e verificará per si as inúmeras limitações que temos nesta conjugação de esforços entre espíritos e os que estão sob o jugo da matéria. Ainda assim, é possível fazer muito, porque o pouco que temos representa grande válvula de escape para as ideias que queremos divulgar.
Hoje, por exemplo, estou à frente da Avenida Paulista, em São Paulo, o centro financeiro do País. Quanta riqueza à minha frente, quanta oportunidade de negócios. Quanta gente, igualmente, à procura de um lugar ao sol.
A riqueza de poucos, na verdade, é que gera a riqueza miúda da maioria. A enorme concentração de renda existente no nosso País provoca distorções alarmantes e tais desigualdades, no fundo, ferem a própria democracia.
Um mundo melhor, que imaginamos, deve possuir grau mínimo de desigualdade entre as gentes. Este é, talvez, um dos grandes desafios da humanidade: proporcionar melhor equilíbrio na distribuição da riqueza.
As arbitrariedades do passado, típicas dos senhores de engenho e proprietários das fazendas de café, são hoje avantajadas, pois adquiriram uma proporção gigantesca. Os barões do café são hoje os mega empresários da indústria e de serviços, sem deixar de citar a nova classe empresarial dos detentores do conhecimento e da informação. Os latifundiários de ontem atualmente são conhecidos pela capacidade de realizar negociações transnacionais. Na verdade, expandiram seu modo de atuação e alcançam cifras e domínios em escala mundial.
Não condeno tal fato, logicamente é um reflexo da sua capacidade empreendedora, de produzir negócios com competência, mas o que condeno é que a distribuição das riquezas geradas por estas ações de empreendedorismo, não ocorre como deveria. O lucro, na prática, fica para poucos.
Ora, como poderemos pensar numa nação ou num planeta melhor se continuamos ainda a macular a riqueza deixando-a nas mãos de “meia-dúzia” de pessoas enquanto a grande maioria fica apenas a dividir as migalhas?
Aqui mesmo, entre os transeuntes da Paulista, vejo esta disparidade. Uns de terno e gravata, outros a mendigar moedas. Uns nos seus automóveis luxuosos, outros a disputar espaço num metrô.
Enquanto as desigualdades forem o retrato de nosso cenário social, o homem apenas adiará a sua condição de felicidade plena, pois não se pode conjugar prosperidade sem a inclusão de mais e mais membros na repartição do bolo da grande economia.
Agora, então, temos um dilema a resolver: por que o menos afortunado deve pagar as contas públicas quando eles não participaram da alocação equivocada dos gastos governamentais?
Sabemos que a classe média fica com a parte mais salgada da fatura, mas como a economia é integrada e tudo funciona num efeito cascata, os pobres é que amargam no dia a dia pelo disparate das decisões equivocadas de seus representantes.
Uma economia distributiva não pode tolerar, em primeiro plano, o uso inadequado das finanças públicas. O que penso é que a razão social impede-nos de tomar decisões ainda mais duras do que se deveria, mas algo necessita ser feito de maneira definitiva para se evitar a irresponsabilidade fiscal. O pior é que as leis, vez em quando, são moldadas para fraudar os resultados oficiais decorrente da desorganização do governo central.
Todos estão na mesma roda. Como é que não podem ver – ou não querem – que este ciclo vicioso deve definitivamente deixar de existir? Não se pode mais manipular resultados da macroeconomia e deixar que os outros paguem as contas, contas estas que não são apenas para o presente, mas que interferem profundamente na criação de um novo futuro para nossa gente.
Quando será que os políticos despertarão da sua letargia de seus interesses e devolverão a dignidade no uso honesto das verbas públicas, garantindo mais estabilidade nos planos governamentais, em todas as áreas?
A espiritualidade tudo vê. Nós já decidimos, há muito, não ficarmos de braços cruzados e, com as devidas autorizações de ordem maior, vamos ao encontro daqueles que podem reverter esta situação danosa e que beira ao caos, ou, ao menos, minimizar os efeitos da catástrofe inevitável.
Forçoso é dizer que tudo isto faz parte de grande projeto maior para a melhoria planetária e de nosso País. O povo necessita viver na pele determinadas experiências para dar um basta à economia predatória de mercado que não respeita o meio ambiente e que exclui o trabalhador na divisão do lucro. Outras bases na economia deverão ser impostas, aliadas a compromissos de honradez e equidade.
A transformação será dura, mas necessária. Oremos a Deus e ao mestre Jesus para que possamos passar logo por estas experiências dolorosas e possamos, o mais rápido possível, encontrar o nosso norte de prosperidade aglutinativa e distributiva. De mais humanismo e menos ganância. De mais amor e menos egoísmo.
É isto que desejamos!
Joaquim Nabuco

12.4.15

Olhar Espiritual, o




Minha experiência tem me ensinado que a preocupação exagerada com as coisas materiais é fútil, o que importa mesmo, dentro do possível, é o olhar espiritual sobre as coisas da vida.
Tudo isso que aí está, de uma forma ou de outra, desaparecerá. Tudo se tornará pó. E o que você irá fazer? Tomar a vida pelo que perece é, no mínimo, um contrasenso ao espírito humano.
Esta preocupação com o espiritual não é a apenas uma especulação, representa, antes de tudo, uma inquirição consciente da verdade. 
Alguns poderiam dizer que o que é metafísico é ilusório, algo que é produto da imaginação ou da fé. Neste ponto, sinto desapontá-los, não é mais. A crença em algo além da matéria já é factível e passa como matéria obrigatória nos círculos científicos.
O que se precisa, neste contexto, é se permitir adentrar para o novo, não para o sobrenatural ou para o mistério infundado, mas aprofundar-se na perspectiva de que pode existir algo depois da matéria, algo menos denso, menos pesado, portanto, mais sutil e específico.
Esta constatação, por si só, altera completa o ritmo das coisas. A pessoa que se imagina um espírito imortal conseguirá dar avanços significativos na crosta terrestre.
As almas dos homens não são outra coisa do que sua própria essência, sua existência primordial, seu ser. O corpo físico é unicamente uma roupa descartável quando não se pode mais usá-la. O espírito liberto do corpo ganha asas para a verdadeira vida. É isso que é a vida.
Estes conceitos mínimos, mas absolutamente naturais, são a base de sustentação de toda uma realidade a ser descoberta por todos os seres humanos.
A constatação que somos seres imortais pelo espírito transformará completamente os costumes terrenos nos fazendo pessoas certamente melhores porque inverteremos esta lógica perversa da matéria, dando lugar ao que é verdadeiro e permanente, a realidade do espírito.
Toda a nossa luta depois da morte tem sido nesta direção. O eco de minhas palavras já ganhou milhares de pessoas que souberam que aquele padre que morava em Pernambuco estava psicografando por um médium espírita, no entanto, passada a euforia inicial da novidade, voltaram aos seus cantos e não se deram conta de que a vida prossegue noutros termos. Não a minha simples lembrança, de que sou até muito acanhado nos meus ditados, mas o imenso arsenal de informações disponíveis neste sentido.
A minha querida Igreja Católica, por razões conhecidas, simplesmente ignorou tal manifestação, como vem fazendo com muitas outras revelações que são cruciais para o desenvolvimento intelectual e moral do ser humano.
Ora, a descoberta, ou melhor, a confirmação que somos seres imortais, conforme nos assegurou o Nosso Senhor Jesus Cristo, quando nos disse que quem Nele cresse haveria de ter vida e vida em abundância, deveria ser motivo de grande alegria. Meu depoimento apenas se junta a outros tantos que já disseram de maneira concreta sobre a continuidade da vida.
Torcemos que este Papa, se houver condições e tempo na sua agenda de temas, possa dar alguma declaração neste sentido e abrir as portas para o estudo sistemático da realidade espiritual. Se a Igreja Católica deseja ser protagonista ou mesmo coadjuvar na nova era deverá abrir os olhos também para esta pauta e, de maneira equilibrada, sensibilizar aos seus adeptos para o depois do existir físico.
Estas verdades gritam aos ouvidos de todos, tocam na sensibilidade da maioria, mas nos acostumamos em declinar destes temas e colocar tudo no campo do mistério. Este tempo já passou, outro tempo já se iniciou.
De minha parte, continuarei a bradar sobre a imortalidade da alma, atendendo a promessa de tudo revelar, naquilo que me for permitido, da terra dos imortais.
Um abraço,
Helder Camara

11.4.15

PERANTE PROVOCAÇÕES



Não te aflijas por problema
Que não possas deslindar...
Muita coisa só o tempo
Poderá solucionar.
*
Perante provocações
Que alguém te faça ao redor,
A atitude de silêncio
É a resposta melhor.
*
Para quem cumpre o dever
Sem rebaixar-se de nível,
A consciência tranquila
É defesa intransponível.
*
Não escutes palavrório
Seja em sussurro ou cochicho...
Não transforme teus ouvidos
Em uma lata de lixo.
*
A boca maledicente,
Muitas vezes, se compara,
No mau cheiro que extravasa,
A fossa que se escancara.

Eurícledes Formiga
 (Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na manhã de sábado do dia 4 de abril de 2015, em Uberaba – MG)