5.1.25
4.1.25
Carta de Ano Novo,
"Ano Novo é também oportunidade de aprender, trabalhar e servir. O tempo como paternal amigo, como que se reencarna no corpo do calendário, descerrando-nos horizontes mais claros para necessária ascensão.
Lembra-te de que o ano em retorno, é novo dia a convocar-te para a execução de velhas promessas que ainda não tivestes a coragem de cumprir.
Se tens inimigos faze das horas renascer-te o caminho da reconciliação.
Se foste ofendido, perdoa, a fim de que o amor te clareie a estrada para frente.
Se descansaste em demasia, volve ao arado de tuas obrigações e planta o bem com destemor para a colheita do porvir.
Se a tristeza te requisita esquece-a e procura a alegria serena da consciência tranquila no dever bem cumprido.
Ano Novo! Novo Dia!
Sorri para os que te feriram e busca harmonia com aqueles que te não entenderam até agora.
Recorda que há mais ignorância que maldade em torno de teu destino.
Não maldigas nem condenes.
Auxilia a acender alguma luz para quem passa ao teu lado, na inquietude da escuridão.
Não te desanimes nem te desconsoles.
Cultiva o bom ânimo com os que te visitam dominados pelo frio do desencanto ou da indiferença.
Não te esqueças de que Jesus jamais se desespera conosco e, como que oculto ao nosso lado, paciente e bondoso, repete-nos de hora a hora: - Ama e auxilia sempre. Ajuda aos outros amparando a ti mesmo, porque se o dia volta amanhã, eu estou contigo, esperando pela doce alegria da porta aberta de teu coração."
Livro: Vida e Caminho - Francisco C. Xavier - Emmanuel
2.1.25
AOS CARAVANEIROS DO BEM
AUTA DE SOUZA*
Caravana do amor, ditosa e bela
-Esperança e consolo que bendigo -,
Serve e divide o pão do excelso trigo
De que o chão da bondade se constela!
Aqui, há provação e desabrigo;
Além, o pranto é mar que se encapela...
Ao sol do bem a simples bagatela
Acende a excelsa luz do Excelso Amigo...
Segue e restaura a vida semimorta,
Onde a noite da mágoa desconforta
O coração que sangra, sofre e erra!...
Inda mesmo ante o mal, ma luta inglória,
A caridade é o canto de vitória
Do reinado do Cristo sobre a Terra!...
_____________________
(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
_________________________
25-32. Ler com hiato: so/fre e/ er/ra;
De/ que o /ho/mem.
__________________________
39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
___________________________
62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
__________________________
82. Observe-se a enumeração.
Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.
Caravana do amor, ditosa e bela
-Esperança e consolo que bendigo -,
Serve e divide o pão do excelso trigo
De que o chão da bondade se constela!
Aqui, há provação e desabrigo;
Além, o pranto é mar que se encapela...
Ao sol do bem a simples bagatela
Acende a excelsa luz do Excelso Amigo...
Segue e restaura a vida semimorta,
Onde a noite da mágoa desconforta
O coração que sangra, sofre e erra!...
Inda mesmo ante o mal, ma luta inglória,
A caridade é o canto de vitória
Do reinado do Cristo sobre a Terra!...
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(*)《Poetisa de grande emoção religiosa》, no dizer de Afrânio Peixoto, órfã de pai e mãe, AS, desde cedo, enfrentou o mar de provações redentoras, no qual vogou por toda a sua curta vida física. Educada no Estado de Pernambuco, amargou uma existência de acerbos sofrimentos. 《Sua vida》- di-lo Hostílio Montenegro - 《foi uma coroa de espinhos atada com a tuberculose.》 Seu livro Horto (1899) traz um prefácio de Olavo Bilac, no qual o poeta, após dizer que o volume 《vem revelar uma poetisa de raro merecimento》, faz esta ressalva: 《não há nas estrofes do Horto o labor pertinaz de um artista.》 《 Talento e sensibilidade》 – observa Domingos Carvalho da Silva (Vozes Fem. da poesia Brás., pág. 25) - 《Não faltaram à triste moça tísica do Nordeste, que cometeu todavia, o equívoco irreparável de fixar os olhos brilhantes em Lamartine, quando já brilhava a estrela de Mallarmé e Verlaine.》(Maracaiba, Rio Grande do Norte, 12 de Setembro de 1876 – Natal. Rio Grande do Norte, 7 de Fevereiro de 1901.)
BIBLIOGRAFIA: Horto. A 3ª edição, Rio de Janeiro, 1936, é prefaciada por Alceu Amoroso Lima.
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25-32. Ler com hiato: so/fre e/ er/ra;
De/ que o /ho/mem.
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39. Leia-se to/da a/ ho/ra, em três sílabas.
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62. Cf. a nota n° 39 deste capítulo.
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82. Observe-se a enumeração.
Livro: Antologia dos Imortais - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira.
1.1.25
Comentário Questão 757 do Livro dos Espíritos
DUELO
O homem demonstra ter compreendido mal a questão da legítima defesa, ao entender que deve ser praticada com as próprias mãos.
Deus, ao criar tudo que existe, não se esqueceu de estabelecer por leis maiores a defesa contra as investidas da maldade. As defesas são naturais; a própria lei da justiça se encarrega de defender o justo. Se se defende de um ataque com a mesma gana de matar do ofensor, compara-se com ele e pode, dessa forma, tornar-se um assassino, piorando a sua situação como irmão dos que atacam.
Matar é um costume digno dos bárbaros, daqueles que ainda desconhecem que só quem deu a vida pode tirá-la. O duelo, bem sabe o espiritualista, é contrário à lei.
O nosso dever, como filhos de Deus, do modo que respeitamos a Jesus, é observar as leis estabelecidas por Ele, de amar ao Senhor sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Como matar ao nosso irmão, se a lei nos pede para amar o próximo?
A legítima defesa deve ser como as armas da fraternidade para com todos os ofensores, é procurar meios justos de educá-los ante a sociedade, para que sirvam de instrumento da mesma educação, para com os seus irmãos em caminho. Nos tempos passados, quando a brutalidade era campo aberto para todas as criaturas, onde não se entendia o amor, encontrávamos os bárbaros em função da ignorância. Depois de Jesus, Ele, o Mestre dos mestres, veio nos trazer o amor e viver essa virtude incomparável para nos ensinar, pondo um ponto final na ignorância.
Os que acompanham Jesus devem, por obrigação, conhecer o amor e amar a todas as coisas e a todos os seres. As guerras são duelos, por existirem ainda os bárbaros em todas as nações do mundo, mas, com o tempo, esse estado de brutalidade tende a desaparecer por completo da face da Terra. Então, a paz reinará em todas as nações do mundo, onde deverá dominar somente o amor ensinado por Jesus.
Por que duelar? Por que incentivar o duelo, que é prenúncio de morte pela mão do homem, que ainda não sabe o que faz? Por isso voltou Jesus, pelos canais da Doutrina Espírita, a nos ensinar o verdadeiro amor, a nos ensinar toda a ordem de educação, domesticando nossos instintos e transformando-os em caridade e amor para com todos os seres. A legitima defesa é acionada pela educação, pelo trabalho e pelo amor ao próximo como á nós mesmos.
Somente Deus sabe como nos defender, por ter sido Ele que nos criou a todos. Compete-nos trabalhar em favor da paz em todas as direções da vida, para que essa vida nos responda com a mesma paz que distribuímos aos nossos semelhantes. Com o contacto que devemos ter com Jesus, a "lepra" da incompreensão desaparecerá dos nossos instintos, como citado por Marcos, no capítulo um, versículo quarenta e dois, assim dizendo:
No mesmo instante lhe desapareceu a lepra e ficou limpo.
Se queremos nos curar de todas as enfermidades, procuremos Jesus, o Cristo de Deus, que pode estabelecer-se dentro de nós mesmos, ensinando-nos como devemos proceder para que a luz venha a se acender dentro do nosso coração, fazendo-nos esquecer por completo a "legítima defesa" que os homens conhecem.
A verdadeira defesa que podemos ter é trabalharmos para o bem comum, vivendo todo o tempo na construção do amor e pelo amor.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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