6.7.21

ESCOLHA DA ESPÉCIE

Comentarios Questão 599 do Livro dos Espíritos

O animal não pode escolher, quando no mundo espiritual, qual a espécie que deve animar na Terra, na hora da sua volta a esta, por lhe faltarem os instrumentos de escolha. Ele continua sem liberdade para tal desiderato; sobre si mesmo, ele é mais ou menos inconsciente, porque lhe falta o raciocínio, atributo valioso que é despertado no homem.
Ele se coloca como dependente dos Espíritos que o comandam, que avaliam as suas condições e o leva para animar corpos que lhe convêm. O animal não tem vontade própria, por lhe faltar o livre arbítrio, atributo do ser humano.
Mesmo entre os seres humanos, existem muitas reencarnações impostas, devido ao seu estado de turvamente espiritual. Se as pesquisas dizem que o cão deve continuar como cão, certamente que os condutores dos animais no plano espiritual, lhe processam a reencarnação como cão, até que se prepare para mudar de forma, como convém às suas necessidades.
Somente o crescimento, a maturidade, pode promover mudanças de formas para novas experiências de vida. Deus é todo paciência e sabe esperar; somente não pára o cinetismo da criação, tônica da vida universal. Nós outros estamos em movimento único, em todos os mundos, e no nosso caso, na Terra, sob a influência de Jesus, Governador do planeta desde o princípio.
Também nele estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (Colossenses, 2:10)
Se estamos n'Ele, Jesus, pelo poder que tem sobre todos nós e sobre todos os que vivem na Terra, estamos sendo aperfeiçoados por Ele. Todavia, Ele nos deu uma parte neste trabalho de aperfeiçoamento, e podemos ajudar aos que se encontram na retaguarda. No caso dos animais, deves observar o que te toca fazer por eles. Nós, os Espíritos, não esquecemos o que devemos realizar pelos animais, e o fazemos com amor. Eles vivem, e são criaturas de Deus à espera da nossa compreensão, como guardas destas e de outras espécies. Não devemos somente desfrutar da sua ajuda; mas ajudar mais do que se recebe da parte desses seres menores.
Começa hoje, se tens algum animal sob tua guarda. Não percas oportunidades; eles gostam de ouvir palavras de carinho, de estima, sem que o fanatismo os coloque em lugares que a razão não aconselha. Quem já "perdeu" muitos animais no caminho da sua vida, pode confiar que nada se perde na casa de Deus. Eles estão bem olhados, esperando novos corpos, ou já se encontram neles novamente, pela força do progresso. Não lamentes as perdas; procura ajudar aos outros. Os meios são inúmeros.
Jesus abraçava as crianças, acariciava as ovelhas, amava os pássaros e nunca Se esqueceu de alimentar os cães. Ele era como pai para todos os seres viventes, mostrando aos Seus discípulos que deveriam fazer o mesmo, ao longo das suas jornadas.
Cada animal tem a sua tarefa específica no mundo; eles não são inúteis. A matança dos animais, como se vê, é movida pela ignorância destes valores. Com o passar dos tempos, a harmonia deverá chegar a todos os reinos da natureza, com o amor cobrindo de bênçãos a humanidade inteira.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez.
Livro a Venda na LER Livros Revistas Papelaria

5.7.21

HistoricosFisiologicos

FENÔMENOS E NÓS

M - Questão 60

O homem quer ver para crer.
Aspira à construção da fé. E para isso exige fenômenos.
Entretanto, é um espírito imortal a exprimir-se através de uma caixa de fenômenos e não percebe.
O cérebro é a maravilha que o abriga.
Na cúpula craniana tem a cabine da vontade, controlando bilhões de células a lhe cumprirem as ordens.
Como se ajustam lobos, sulcos, e giros, como funcionam meninges, veias e líquidos para que governe as próprias sensações não cogita para viver.
De que modo se comportam os neurônios para que possa pensar é problema de que não se preocupa, quando reflete.
Domina a linguagem sem pensar o esforço que lhe reclama das áreas corticais que lhe presidem a fala.
Enxerga dando trabalho aos nervos ópticos sem cogitar disso.
Ouve, por intermédio de complicados engenhos, mas não pondera quanto ao que essa preciosidade lhe custa.
Mobiliza tubos, artérias, alambiques, aparelhos, canais e depósitos variados para beber e comer, assimilar os recursos da vida e desvencilhar-se das gangas residuais da alimentação, todavia, às vezes atravessa uma existência secular sem a menor consideração por semelhantes prodígios.
Comumente reclama provas da sobrevivência da lama depois da morte, mas, até hoje, embora conjeture, não sabe exatamente como é que veio à vida.
Ninguém nega que fenômenos servem para acordar a mente, contudo, é imperioso reconhecer que as criaturas humanas, na experiência diária, comunicam-se umas com as outras, através de montanhas deles sem a mínima comoção.
Eis os motivos pelos quais os espíritos superiores, conscientes da responsabilidade que abraçam colocarão sempre os fenômenos em última plana no esquema das manifestações com que nos visitam.
Assim procedem porque a curiosidade inerte ou deslumbrada não substitui o serviço e o serviço é a única via que nos faculta crescimento e elevação, compelindo-nos a estudar para progredir e a evoluir para sublimar.
Livro Opinião Espírita - Francisco C. Xavier e Waldo Vieira - Emmanuel e André Luiz (cap33)
Livro a Venda na LER Livros Revistas Papelaria

4.7.21

A Mediunidade E o Mito de Prometeu

O assunto é complexo, e demanda continuados estudos.
Tema delicado que, no entanto, necessita ser abordado.
A mediunidade, sem dúvida, é o “canal” de comunicação com o qual os espíritos desencarnados nos deparamos para entrar em contato com os encarnados, e vice-versa.
No entanto, quanto mais a faculdade mediúnica se caracteriza pela sua intelectualidade, maiores os entraves intelectuais que carecem ser superados.
Neste sentido, a faculdade de efeitos físicos exprime-se com maior espontaneidade na produção dos fenômenos que lhe são pertinentes.
Contudo, nem mesmo, por exemplo, na materialização, os espíritos que se tangibilizam, através das emanações do ectoplasma, conseguem fazê-lo sem que sofram alguma intercorrência anímica de seu principal doador.
Detendo-nos, porém, na apreciação dos fenômenos de ordem intelectual, não raro, o “canal” de que nos valemos, à semelhança do leito de uma fonte a jorrar, se nos apresenta com determinados obstáculos a serem vencidos.
Imaginemos uma pedra colocada sobre o leito da fonte que pretende alcançar o rio, sentindo-se ela constrangida a contorná-la por seus lados, ou a transpô-la em pequena cascata, ou ainda estancar-se para que, elevando a suas águas de nível, consiga, assim, suplantá-la...
Por mais nos esforcemos, do ponto de vista intelectual, em qualquer contato que busquemos estabelecer com os encarnados, carecemos de nos sujeitar às condições, muitas vezes precárias, que se nos oferece ao referido mister.
É da Lei que não consigamos, nós, os desencarnados, refletir para a Terra a claridade da luz da revelação que os olhos humanos não logram suportar.
Situação idêntica é a nossa, deste Outro Lado, que não estamos em condições de receber, advindas do Plano Superior, reflexos mais potentes da luz da Verdade, sem que esses mesmos reflexos sejam filtrados com o propósito de não nos afetarem.
Por este motivo, por mais nos esforcemos, junto a esse ou àquele medianeiro, sempre nos submetemos, na esfera do pensamento, a certos limites que não podem ser ultrapassados.
O próprio cérebro humano ainda não contém todas as sinapses pelas quais, mais tarde, poderão transitar informações mais detalhadas que os homens almejam a respeito da Vida de além-túmulo.
Até que a evolução, mutuamente, nos favoreça, continuemos trabalhando e tentando seguir o exemplo de Prometeu que, pela sua ousadia de levar à Terra o fogo dos deuses que habitavam o Olimpo, pagou alto preço ao ser acorrentando a um rochedo, onde, todos os dias, padecia o escárnio dos abutres que lhe vinham devorar o fígado.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 4 de Julho de 2021.
Nota: Este Blog voltará com as suas publicações no dia 25 de Julho.

3.7.21

Rimas da Vida

Persevera a cada hora
No dever a que te apegas,
O que na vida te escora
É a própria cruz que carregas.
*
Por este caminho estreito,
Cheio de abismos medonhos,
Colherás o amor-perfeito
Que desabrocha em teus sonhos.
*
Se alguém te fere, perdoa.
Se alguém te critica, esquece.
Perante o bem, alma boa,
Todo mal desaparece.
*
Se dos ataques a esmo
Não possas te defender,
Conserva a paz em ti mesmo
E deixa o tempo correr.
*
De falatório e pirraça,
Não te embaraces na teia...
Muita fofoca e cachaça
Vão acabar na cadeia.
*
Para a vida desfrutar,
Há quem diga não ter páreo,
Mas vendo a morte chegar
Fica com cara de otário.
*
Sobre regime, em verdade,
Nesta receita eu me bato:
A metade da metade
Do que colocas no prato.
*
Ante o mal que se regala,
Faze o bem e silencia...
Quem mais ouve e menos fala,
Conquista a sabedoria.
*
N’alma que nunca desculpa,
A flor do perdão não medra...
Se estás isento de culpa,
Atire a primeira pedra.
*
Cantou no Brasil inteiro
Solitário nos seus passos,
Era a viola o madeiro
Que carregava nos braços.
*
A morte ao fim da jornada
É uma ilusão que se tem...
Onde termina uma estrada,
Outra estrada segue além.
*
A Palavra de Jesus,
Tanto aos simples quanto aos sábios,
Era uma fonte de luz
Que jorrava de seus lábios.
 
Eurícledes Formiga - Espiritismo em Prosa e Verso
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do “Grupo Espírita da Prece”, na noite de 29 de Agosto de 1989, em Uberaba – MG).

2.7.21

EM COMBATE

    "Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado." - Paulo. (HEBREUS, 12:4.)
    O discípulo sincero do Evangelho vive em silenciosa batalha no campo do coração.
    A princípio, desenrola-se o combate em clima sereno, ao doce calor do lar tranqüilo. As árvores das afeições domésticas amenizam as experiências mais fortes.
    Esperanças de todos os matizes povoam a alma, nem sempre atenta à realidade.
    Falam os ideais em voz alta, relativamente às vitórias porvindouras.
    O lutador domina os elementos materiais e, não poucas vezes, supõe consumado o triunfo verdadeiro.
    O trabalho, entretanto, continua.
    A vitória do espírito exige esforço integral do combatente. E, mais tarde, o lidador cristão é convidado a testemunhos mais ásperos, compelido à batalha solitária, sem o recurso de outros tempos. A lei de renovação modifica-lhe os roteiros, subtrai-lhe as ilusões, seleciona-lhe os ideais. A morte devasta-lhe o circulo íntimo, submete-o ao insulamento, impele-o à meditação. O tempo impõe retiradas, mudanças e retificações...
    Muitos se desanimam na grande empreitada e voltam, medrosos, às sombras inferiores.
    Os que perseverarem, todavia, experimentarão a resistência até ao sangue. Não se trata aqui, porém, do sangue das carnificinas e sim dos laços consangüíneos que não somente unem o espírito ao vaso corpóreo, como também o enlaçam aos companheiros de séquito familiar. Quando o aprendiz receber a dor em si próprio, compreendendo-lhe a santificante finalidade, e exercer a justiça ou aceitá-la, acima de toda a preocupação dos elos consangüíneos, estará atingindo a sublime posição de triunfo no combate contra o mal.
 
Livro: Vinha de Luz - Francisco C Xavier - Emmanuel

1.7.21

APÓS A MORTE

 Cometarios Questao 598 do Livro dos Espíritos

Após a morte, conserva a alma do animal a sua individualidade, porque ela é indivisível, no entanto, a consciência do seu eu fica em estado latente por lhe faltar evolução para tal.
Ao espírita, principalmente, cabe entender que a consciência cresce de acordo com o despertamento espiritual. No homem, o caso é diferente: ele, já mesmo encarnado, possui a consciência de si mesmo pelo raciocínio, e se fica em certo transe depois da sepultura, é porque a desencarnação traz um abalo emocional, e o Espírito perde a consciência temporariamente.
Não existe tempo demarcado para todos: é conforme o seu grau de evolução espiritual. Existem muitos que não passam pelo sono, são Espíritos elevados que deixam o corpo qual a roupa imprestável.
Em se falando dos animais, a sua vida inteligente permanece em estado latente como nos informa "O Livro dos Espíritos". Há muitas filosofias espiritualistas que ensinam de modo diferente, que as almas dos animais pertencem a um todo, que ao deixar o corpo perde a sua individualidade, penetrando na massa que corresponde ao seu viver. Essa informação é enganosa; o animal não perde a sua individualidade, ele a conserva nos planos que a vida espiritual reserva para todos, sob a guarda de Entidades que trabalham com amor para a evolução de todos, voltando em outros corpos de acordo com as suas necessidades.
Não fiques pensando que o teu cão, cavalo, ou macaco se dissolveu no espaço, por informações descabidas dos invigilantes. Eles continuam a existir com mais propriedade e cada vez mais crescendo, porque a lei de Deus comanda o progresso. Tudo progride para sempre. Os animais, no amanhã, vão ter consciência de si mesmos. Esperemos. O tempo que se move pelas bênçãos de Deus vai nos mostrar, como mostrou em relação a nós outros, quando éramos animais como eles.
Sejamos confiantes, que a bondade do Senhor é para todos, sem exceção. Quem transita por essas colônias espirituais no serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo, não fica na dúvida, por ver os trabalhos operados pelos animais nessas casas de caridade. Em muitos lugares na Terra, eles, em corpo astral, cooperam com os homens, até o ponto que o destino permite. Até nos templos de caridade cristã, muitos deles ficam de ronda, para não permitir invasão das sombras. Os animais, no plano do Espírito, são mais obedientes aos Espíritos que os comandam, por encontrarem neles mais amor do que os homens podem dar.
Os videntes podem confirmar o que falamos sobre eles; quantas vezes acontece o dono de determinados animais vê-los rondando a casa, depois da morte dos mesmos? É, pois, uma prova de que ninguém morre, que nada morre; tudo vive para sempre, cada vez mais crescendo para Deus, porque d'Ele tudo promana.
Que Deus abençoe aos animais, que tanto nos servem nas nossas lides espirituais.
Após a morte, encontramos mais vida, e Deus se encontra presente em toda parte.
Livro Filosofia Espírita _ João Nunes Maia - Miramez
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