6.5.21

EVOLUÇÃO ESPIRITUAL

A maioria dos espíritos que povoam a terra, tanto no estado errante, desencarnados, quanto os encarnados, compõe-se de espíritos imperfeitos, que fazem mais o mal que o bem. Daí a predominância do mal na Terra.
Temos, portanto, o mundo corporal, composto de espíritos encarnados, e o mundo espiritual, composto de espíritos desencarnados.
O homem, por ser composto de matéria, está ligado a Terra; e o Espírito, por sua natureza fluídica, está em toda parte, percorre distâncias enormes com a rapidez do pensamento.
A morte do corpo é a ruptura dos laços que unem corpo a espírito.
Os Espíritos são criados simples e ignorantes, mas com aptidões para tudo conhecer e progredir, dependendo de seu livre arbítrio, de seu próprio trabalho, razão porque tantos somos diferentes uns dos outros. Em nossas reencarnações sucessivas, através do livre arbítrio, da própria vontade. Uns realizam mais rapidamente suas necessidades de progresso, cumprindo as leis naturais, as leis morais da vida, adquirindo uma maior gama de conhecimentos e aprendizado. Outros, também em razão de seu livre arbítrio, vivem "adiando" suas necessidades de trabalho e vivência de melhoramento espiritual-moral, deixando tudo para depois, o que lhes é permitido, entretanto não é recomendável. Desta forma, uns evoluem mais rapidamente e outros permanecem na ignorância por mais tempo.
A falta de vigilância, certamente, é um dos fatores mais sérios e que mais nos atrasam a caminhada, pois que na maior parte das vezes, esta invigilância é que nos faz permitir as influenciações negativas daqueles espíritos errantes que estão procurando apenas uma brecha, uma passagem, uma ação ou pensamento, para se utilizarem de nós e assim satisfazer suas necessidades maléficas.
A felicidade está na razão do progresso alcançado. Os que deixam para depois, adiando a prática do bem, da caridade, do trabalho, do amor ao próximo e as demais leis divinas ou naturais, estes, certamente são mais infelizes e se mantêm na ignorância por mais tempo.
Aí já podemos entender, perfeitamente, o porquê de embora criados simples e ignorantes, uns já se adiantaram no progresso e outros estão ainda muito atrasados.
A compreensão da influência que os Espíritos Desencarnados exercem sobre os Espíritos Encarnados, passa, inicialmente pelo entendimento de que há espíritos mais e menos evoluídos.
Sabemos que estamos constantemente rodeados por Espíritos que nos vêem, ouvem e conhecem nossos pensamentos e até nossos desejos mais íntimos. Quando nos acreditamos sós sempre estamos acompanhados por Espíritos e, com freqüência, somos influenciados por eles através de nosso pensamento.

GEEL - Grupo Espírita Esperança e Luz 

5.5.21

NA CONDUTA DE CRISTO

L - Questão 625
Basta deseje e qualquer um pode comprovar nos versículos evangélicos, que nos três anos de vida messiânica, Jesus:
Em tempo algum duvidou do Pai;
Nenhuma vez operou em proveito próprio;
Não recusou a cooperação dos trabalhadores menos respeitáveis que as circunstâncias lhe ofereciam;
Jamais deixou de atender às solicitações produtivas e nem chegou a relacionar as requisições irrefletidas que lhe deram endereçadas;
Não discriminou pessoas ou recintos para prestação de auxílio;
Nada fez de inútil;
Nada fugiu de regular o ensinamento da verdade conforme a capacidade de assimilação dos ouvintes;
Nunca foi apressado;
Nada fez em troca de recompensa alguma, nem mesmo na expectativa de considerações quaisquer.
°°°
Realmente, se Jesus não fez isso, por que faremos?
°°°
Aplicada a conduta de Cristo à mediunidade, compreenderemos facilmente que se possuímos a fé raciocinada é impossível vacilar em matéria de confiança no auxilio espiritual; que tarefeiro a deslocar-se para ações de benefício próprio figura-se lâmpada que enunciasse o despropósito de acreditar-se brilhante sem o suprimento da usina; que devemos atender às petições de concurso fraterno que nos sejam encaminhadas dentro dos nossos recursos, sem a presunção de tudo saber e fazer, quando o próprio sol não pode substituir o trabalho de uma vela, chamada a servir no recesso da furna; que o aprendiz da sabedoria interessado em carregar inutilidades e posses estéreis lembra um pássaro que ambicionasse planar nos céus, repletando a barriga com grãos de ouro.
Na mediunidade com Cristo, principalmente, faz-se preciso reconhecer que a pressa não ajuda a ninguém, que ele, o Mestre, nada exigiu e nada fez a toque de força, e nem transformou situações ou criaturas, através de empresas milagrosas, porque todo trabalhador sem paciência assemelha-se ao cultivador dementado que arrancasse, diariamente, do seio da terra, a semente viva, nela depositada, para verificar se já germinou.
Livro: “Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap.23)

4.5.21

Faz Parte

Diante das convulsões sociais que a Humanidade vem atravessando, que são, antes, de ordem espiritual, o importante é que cada um não se entregue ao desânimo e à desesperança.
Todos esses acontecimentos negativos que concorrem para que o homem esmoreça diante da luta, e, dentre eles, a pandemia do “Coronavírus”, fazem parte de seu processo evolutivo, no orbe que, de fato, se encontra em transição.
Não há que ninguém, pois, venha a se render à descrença em dias melhores, que sucederão os que estão sendo atravessados na atualidade, dias em que densas nuvens parecem eclipsar a claridade solar que não se altera no firmamento.
Durante algum tempo, haverá necessidade de que os nossos irmãos e irmãs, que se encontram no envoltório carnal, sobrevivam mais de esperança que de certeza, de vez que a luz que existe no fim do túnel ainda não pode ser divisada com a nitidez que se deseja.
Contudo, repetimos, tais provações, que, não raro, nos dão a impressão de titânica “queda de braços”, entre o Bem e o mal, fazem parte do que a Lei Divina determina para a aferição de valores de todos os espíritos que, direta e indiretamente, nelas se encontram envolvidos.
Não há como possa ser diferente, a não ser que tivéssemos feito diferente o caminho que, até o presente momento, temos trilhado.
À semeadura, sucede-se a colheita.
Depois da semente no chão, não há como não se fazer a ceifa de sua semeadura.
Portanto, procuremos nos revestir de muita calma e paciência, confiando na Divina Misericórdia, que não criou a raça humana para promover a sua extinção.
Continuemos a optar pela “porta estreita”, resignados ante as consequências que semelhante escolha sempre acarreta para aqueles que tomam a decisão de não seguir por nenhum atalho que os coloque em conflito com a consciência.
Na medida de nossas possibilidades, e mesmo até um pouco além delas, procuremos cooperar com o Cristo na construção do Mundo Melhor, testemunhando a fé, embora, não raro, com lágrimas de tristeza que nos caem dos olhos, por ver o rumo que, infelizmente, as coisas andam tomando.
Não concordemos em ser partícipes do caos que se estabelece e que, talvez, venha a se estabelecer de maneira mais generalizada, para que, enfim, o joio não venha se confundir com o trigo.
Cumpramos com os deveres, todos eles, a que somos chamados, para que não venhamos a estar entre os primogênitos “na terra do Egito”, que, gradativamente, haverão de ser encaminhados a doloroso exílio.
Cuidemos para que os nossos interesses pessoais não falem mais alto e nos destituam do discernimento justo.
O que está ocorrendo na Terra de agora, sem dúvida, faz parte e não é de se estranhar, porque, afinal, tais tempos estão previstos desde muito, e poucos foram e são os que possuem ouvidos de ouvir.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 3 de Maio de 2021.

3.5.21

MÉDIUM EMPATA

MEDIUNIDADE A DESENVOLVER

M - Questão 200

Mediunidade a desenvolver: tema constante nas atividades espíritas.
Para explicar, no entanto, o que vem a ser isso, enfileiremos o mínimo de palavras, recorrendo aos esclarecimentos vivos do trabalho e do estudo.
Alguém chega à oficina, pedindo emprego.
Precisa garantir a subsistência.
Obtém lugar e acolhida.
Mas se espera, durante dias e dias, que os diretores da organização lhe arrebate a cabeça e as mãos, movimentando-as à força, para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja no transporte de fardo humilde ou no manejo da escova para auxiliar na limpeza, acabará sempre sob as vistas dos orientadores da obra que encontrarão motivos para agradecer-lhe a presença e conferir-lhe substituto.
Isso porque ninguém entesoura competência, através de expectativa.
°°°
Alguém chega à escola, pedindo instrução.
Precisa desvencilhar-se da ignorância.
Obtém admissão e valimento.
Mas se espera, durante meses e meses, que os professores lhe arrebatem a cabeça e as mãos, movimentando-as à força para o dever que lhe cabe, sem a menor iniciativa, seja na pontualidade às lições ou na consulta espontânea a esse ou aquele volume, a fim de se esclarecer, em matéria determinada, acabará sempre sob as vistas dos examinadores de ensino, que lhe situarão as necessidades na estaca da repetência.
Isso porque ninguém entesoura cultura por osmose.
°°°
Desenvolvimento mediúnico é igualmente assim.
Partindo da sinceridade do médium, todo aperfeiçoamento das forças espirituais deve apoiar-se no estudo que ilumina o campo da vida e no trabalho que se converte em lavoura do bem.
Raciocínio e sentimento em ação. Caridade e conhecimento.
Fora disso, estaremos reafirmando, invariavelmente, que possuímos mediunidade a desenvolver, e falamos certo, ao indicar semelhante realização para o futuro indeterminado, porque eficiência mediúnica é comparável à competência e à cultura que ninguém alcançará sem adquirir.

Livro: “Opinião Espírita”, de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz (cap.22)

2.5.21

Homenagem ao Trabalhador

Coragem!
Coragem, meus irmãos!
É o que peço no dia de hoje.
Coragem para enfrentar a pasmaceira que se tornou a classe trabalhadora.
- Mas, Dom Hélder, o senhor está nos insultando.
Não, não estou. O que eu quero dizer é que é preciso mais coragem e união para todos os trabalhadores da Terra e, em especial, nesta data, aos meus queridos trabalhadores brasileiros.
Coragem para enfrentar a tudo que não representa os seus interesses.
O que eu percebo, neste governo que aí está, é uma completa apatia e desconsideração com o trabalhador brasileiro.
O que vejo, isto sim, é uma apologia ao capital e ao patrão.
Não vamos colocar aqui todos num mesmo saco, pois estaríamos incorrendo em grandíssimo erro, mas cá entre nós, há muitos patrões que só querem mesmo é tirar o sangue do trabalhador. Deseja que ele trabalhe muito e ganhe pouco para que seus lucros sejam cada vez maiores.
Há patrões e patrões.
Há patrões que sabem perfeitamente que a sua riqueza depende da prosperidade do trabalhador. Do trabalhador que ganha bem para seu sustento e que pode participar ativamente do mercado de consumo.
Há patrões que respeitam o trabalhador dando-lhe dignidade e voz. Faz ele participar das grandes decisões empresariais, promove a sua capacitação e cidadania. Sabe, perfeitamente, que todos crescem quando se partilha justamente o lucro, até porque sozinho ele não faria coisa alguma.
No Dia do Trabalho – e consequentemente de todos os trabalhadores – invoco a coragem para dispersar todo e qualquer sentimento de maldade para os trabalhadores e mesmo para este governo que está aí.
Devemos, no entanto, lutar por melhores salários e melhores condições de trabalho.
Devemos lutar, sobretudo, para que muitos tenham trabalho, haja vista que a quantidade de desempregados no nosso País chega a uma escala gigantesca.
Devemos lutar para que o subtrabalhador possa ser emancipado. Vejo uma enorme quantidade de trabalhadores sem direitos e sem futuro. Trabalham dia e noite e são subpagos pelo seu trabalho. Isto não pode continuar.
Quero lembrar, nesta data querida, que Jesus também foi trabalhador – e dos bons. Foi operário carpinteiro e fez seu ofício até aos 30 anos de idade quando saiu de casa para pregar a todos a Boa Nova.
Pois bem, se Jesus trabalhou e o nosso Pai Amantíssimo trabalha até hoje, é porque o trabalho é algo digno e divino e todos, sem exceção, devem ter acesso a ele.
Meus queridos irmãos, desculpem-me esta fala mais rígida no dia de hoje, mas não posso simplesmente me calar só porque morri.
Morri no corpo, mas não morri na coragem de falar o que deve ser falado. E não ponham o médium nesta história, por favor, – embora em muito ele concorde comigo.
Neste Dia do Trabalho e do Trabalhador, unamo-nos numa só voz para que exista trabalho para todos.
Sei que a pandemia que aí está prejudica a economia, é verdade, mas há países por aí afora que estão dando um jeito de compensar esse período de exceção para qualificar melhor os trabalhadores, para repensar as relações trabalhistas e sindicais, para verificar qual é o melhor meio de produção que seja benéfico para todos.
Em vez de ficar reclamando da má sorte estão pensando em novas alternativas de solução para a produção e o trabalho.
Temos que enfrentar as mudanças tecnológicas com muito destemor, porque elas vieram para ficar, mas também com muita humanidade.
O ser humano não pode ficar afastado do progresso, pelo contrário, deve ser inserido nele como protagonista e benfeitor.
Não vamos ficar a chorar o leite derramado, vamos, de outro modo, aproveitar e fazer outro tipo de leite, se for o caso. Usar a criatividade para criar novos serviços e trabalho.
Tudo vai mudar, eu sei, mas devemos nos preparar para a mudança que há de chegar, sem prejuízo para o capital e para os trabalhadores.
Não concordo com a visão de que existe incompatibilidade entre um e outro. O que existe é pouca atenção ao trabalhador. O que se vê, em muitos casos, é tratar o trabalhador como uma espécie de escravo moderno. Isto tem que acabar.
No Dia do Trabalho e do Trabalhador, repensemos a nossa forma de atuar no mercado de trabalho. Reciclemos as nossas mentes e práticas. Sejamos proativos e mudemos a nossa maneira de ver as coisas. Todos terão a ganhar.
Estejamos juntos, lado a lado, conversando de maneira desarmada para construirmos uma vereda nova de trabalho sem a qual todos literalmente perderão.
Um abraço a todos os trabalhadores,
Hélder Câmara - Blog Novas Utopias

1.5.21

O Evangelho de Jesus

O Evangelho de Jesus,
Do Céu à Terra desceu,
Livro repleto de luz
Que o Autor não escreveu.

Formiga/Baccelli - Blog Espiritismo em Prosa e Verso
Uberaba, 23-4-2021
(Dia Mundial do Livro)