10.3.21

MISSÃO DO CONQUISTADOR

Questão 584 do Livro dos Espíritos

Se tudo que acontece é pela permissão de Deus, o conquistador tem alguma coisa para fazer em favor dos que ainda não desejam andar pela força do progresso. Vamos tomar como modelo Napoleão Bonaparte, que libertou a França do jugo venenoso das linhas conservadoras, que tinham como deus o líder do conservadorismo que entravava o progresso do saber.
Napoleão foi um missionário para libertar o pensamento na França, como ocorreu com Joana D'Arc; os dois, em tempos diferentes, tiveram o mesmo objetivo. No entanto, a sua libertação depende dos sentimentos que os conduziram nos movimentos que encadearam contra determinados povos. As conquistas de Napoleão favoreceram até o Brasil, que teve um incentivo para sua liberdade.
Os povos chegam a certo ponto de ignorância sobre ás leis de Deus, que os Espíritos superiores provocam muitas tempestades sobre eles para acordarem, de modo a conhecerem Deus e a Sua justiça. A Historia Universal está repleta destes fatos, para que possamos compreender a vontade soberana.
Se queres aproximar-te mais da Divindade, e ter olhos para ver o que Ela faz por ti no silêncio, faze o que o apóstolo Mateus anotou no Evangelho, no capítulo vinte e cinco, versículo trinta e seis:
Estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso, e fostes ver-me.
Vamos ser missionário em nosso mundo íntimo, conquistadores de nós mesmos, que seremos livres para sempre de todas as opressões da vida. O Evangelho salienta a caridade como sendo a tábua de salvação do Espírito. As guerras estão no mundo devassando os continentes e fazendo sofrer grande parte da humanidade, por falta do Evangelho no coração dos homens. Quando eles voltarem para Jesus com todo amor, passando a viver os Seus ensinamentos, começarão a conhecer a si mesmos, e procurarão gastar todo o tempo que lhes sobra em reformarem suas próprias condutas.
O fim dos tempos maus está próximo; devemos cooperar para que esse tempo venha logo, desta forma as guerras se tornarão em paz, os canhões se transformarão em ferramentas para a lavoura, e os aviões em motivo de lazer e comércio; o ódio em amor, a tristeza em alegria, tudo para o bem da coletividade. A Terra, de mundo de provas e expiações, se tornará um mundo de paz e de fertilidade espiritual, onde todos se entendem, onde países entrelaçam as mãos na verdadeira fraternidade universal, onde tudo é de todos, como filhos do mesmo Pai.
A missão dos espíritas é conquistar corações não somente com as palavras mas, igualmente, e até muito mais, com o exemplo de vida que deve levar. O conquistador que visa somente ao seu bem pessoal e ao dos seus amigos e parentes, certamente que irá responder pelo que fez de errado.
O conquistador missionário é o que se propõe a melhorar a sociedade e trabalhar para o bem coletivo, harmonizando-se com todos os povos. A palavra missão, devemos empregar somente para o bem, sem exigências, porque ela é alicerçada no amor.
Livro Filosofia Espírita - João Nunes Maia - Miramez
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9.3.21

Generosidade

As dádivas que a vida nos traz são a prova inequívoca da generosidade de Deus nas nossas vidas.
Ao nos defrontar com os problemas do dia a dia, que são inúmeros, nos sentimos fracos incialmente, mas pouco a pouco vamos descobrindo as potencialidades que detemos e da nossa incrível capacidade de superação.
Somos, Pai, inesgotavelmente melhor do que somos hoje, mas ainda não temos a dimensão disso e rastejamos diante da nossa miopia espiritual momentânea.
O que nos dás, o que nos destes e o que nos darás, é uma prova inequívoca do quão grande és ti em nossas vidas. Generosidade sempre e cada vez mais.
Ora, se o Pai é generoso conosco, por que não sermos os mesmos com os outros irmãos do caminho?
Às vezes nos queixamos com tão pouco.
Às vezes nos chateamos com quase nada.
Às vezes nos revoltamos com nenhum motivo.
Em vez disso, cuidemos de ser mais generosos conosco e com os outros. Vamos dar o nosso melhor a quem nos encontrarmos no caminho da vida. Podemos fazer isso.
Quando Deus nos dá algo, Ele pede tão-somente que passemos adiante. É a corrente bendita da generosidade.
Ser generoso é não querer guardar apenas para si as coisas da vida.
Ser generoso é estar a disposição do outro tantas vezes quantas forem necessárias.
Ser generoso é não se importar em dar tudo que tem e querer dar mais se tivesse.
Este estado de dedicação ao outro é fundamental para a vida ter sentido. Sem que saíssemos de nós e fossemos ao encontro do outro tudo ficaria vazio na vida.
Em contraposição à generosidade está o absoluto sentimento de querer exclusividade em tudo. Isto se chama, com todas as letras, de egoísmo. Puro egoísmo.
O generoso sai de si e vai ao encontro de quem mais precisa para lhe ofertar o seu melhor.
Ser generoso, portanto, é estar mais próximo de Deus à medida que fazemos a Sua vontade na Terra.
Sê generoso com todos em pensamos e atos; em comportamento e fé.

Helder Camara - Blog Novas Utopias

8.3.21

CARIDADE Segundo Paulo CPE 9

Gatos e Ratos

Foi no comecinho da década de 60...
Os gatos que residiam conosco, no Sanatório, haviam sido acometidos por uma epidemia – grave desarranjo intestinal – e, infelizmente, vieram todos, um a um, a desencarnar... Em vão, tentamos todos os recursos a fim de impedir que passassem para o Outro Lado, inclusive utilizando a terapêutica do passe e da água fluidificada.
Os fundos do Sanatório se transformou num pequeno cemitério, com várias cruzes, sobre as covas que eu e o Manoel Roberto fazíamos questão de cavar com um enxadão, na terra úmida.
Fiquei muito aborrecido e cheguei a dizer ao Manoel e à Modesta que não queria mais bichanos no Sanatório, porque a gente se apegava e depois...
O tempo passou, talvez uns quatro, cinco meses, e, de quando em vez, um dava um passeio lá pelo “cemitério”, murmurando algumas palavras com o propósito de prece, com alguns funcionários imaginando que, por conversar sozinho, eu logo seria candidato a uma das celas reforçadas no porão do hospital.
Um dia, estando no escritório, enrolando um cigarro de palha, recebi a visita da cozinheira que pedia permissão para dois dedos de prosa comigo.
- Licença, Doutor! – solicitou a simpática auxiliar, sempre com um pano muito alvo a lhe prender os cabelos.
- O que houve?! – perguntei. – Acabou o feijão?!...
- Não, Doutor – respondeu-me –, são os ratos...
- Que ratos?! O único que conheço por aqui, com trânsito livre por toda parte, é o Manoel... O que ele anda aprontando?!...
- Não, Doutor, não é o sr. Manoel, não – explicou-se, um tanto embaraçada. – São ratos, ratos mesmo – ratos e ratazanas, de todos os tamanhos... Estão dando na dispensa e atacando todo o estoque de alimentos... Tem um que, de tão grande, parece um gambá...
- Tem certeza de que não é o Manoel?! – indaguei, observando o amigo que chegava de uma de suas rondas pelos quartos.
- Eu o quê agora, Doutor?!... – questionou.
- Nada – redargui. – Estou recebendo uma denúncia de que os ratos, um do tamanho de um gambá, estão tomando conta do Sanatório...
- Desde que os bichanos morreram, Doutor – interveio a cozinheira. – Nem os ovos de galinha têm sido poupados... O que se parece com gambá mete medo na gente...
- Vamos providenciar ratoeiras (ops), jaulas, pois, pelo que você está dizendo... Bichanos, sinceramente, eu não quero mais aqui – desde que passamos por aquele gaticídio...
De fato, o Manoel deu um jeito de armar algumas ratoeiras, mas, a não ser um ou outro, nenhum dos maiores se interessava pelos nacos de queijo curado que, afinal, nenhum rato que se preza costuma rejeitar.
Os estragos na dispensa, e até na farmácia, continuaram acontecendo, até que, belo dia, ao chegar ao escritório, me deparei com um rato em cima de minha mesa, mexendo nas palhas de eu enrolar os meus cigarros...
- Agora – falei em voz alta –, o assunto muda de figura...
Chamei o Manoel e disse ao prestimoso colaborador:
- Sai aí pelas ruas, na vizinhança, e oferece serviço ao primeiro gato que encontrar... Compre umas latas de sardinha e leva um saco com você – quando ele estiver comendo, você captura o bichano, que, afinal, não deve pertencer a ninguém nas redondezas... Não me volte aqui sem um saco de gatos!...
Assim foi feito e, em breve, a paz voltou a reinar na dispensa do Sanatório e, também, sobre os maços de palha em minha mesa, no escritório.
Lembrei-me deste fato a propósito do aniversário de Chico Xavier que lá vem se aproximando, e que será comemorado no dia 2 de Abril – já quase 19 anos de sua desencarnação, ocorrida em 30 de junho de 2002!...
Foi só o Chico, esse “bichano” de Jesus Cristo, desencarnar, os ratos e as ratazanas, alguns do tamanho de um gambá, criados com tutu de feijão e vatapá, apareceram no dispensário da Doutrina Espírita e estão fazendo um verdadeiro estrago – roem o que podem e mijam por todo o lado, espalhando uma fedentina sem tamanho e ameaçando todo mundo com uma leptospirose federativa.
INÁCIO FERREIRA - Blog Mediunidade na Internet
Uberaba – MG, 7 de Março de 2021.

7.3.21

Atuação Espiritual durante a Pandemia da Covid - 19 - 3

Os dias continuavam sendo incertos e temerosos. De repente tudo mudava abruptamente. As estatísticas somente aumentavam em casos de contaminação e morte. O governo central entrava em choque com os governos estaduais. Informação e contrainformação apareciam na mídia e nas redes sociais. A quem recorrer? O que fazer? Uma realidade inusitada que pegara a todos de surpresa e que exigia serenidade nos pensamentos, emoções e atos. 
A contraparte espiritual do planeta não deixava de agir. 
Os espíritos de ordem inferior tentavam aproveitar a balbúrdia instalada para tirar proveito, ao mesmo tempo que, de uma hora para outra, via os seus pontos de atuação desertos. Baladas, motéis, bares... todos fechados. Até as ruas vazias. Certamente não esperavam esta desarticulação geral.
Os espíritos inclinados ao bem tinham ainda mais trabalho. Os hospitais se encheram de gente à procura de exames e cuidados, também eles estariam lá reforçando a retaguarda inspirando o corpo médico e assistindo as partidas dos atingidos letalmente pela Covid-19. 
Apesar do desespero reinante em nível global não falta oportunidade de serviço no bem, mais que nunca. 
No Grupo Espírita Esperança a atividade de atendimento aos desencarnados pela Covid-19 começava a chegar ao fim. Poucos médiuns estavam aptos para o trabalho socorrista e a fadiga orgânica dava seus primeiros sinais. 
Num primeiro momento, os desencarnados viam majoritariamente da Itália, mas com o crescimento do número de vitimados pelo Vírus da Coroa em outras partes do mundo e do Brasil, os atendimentos abrangeram várias nacionalidades. 
A assistência espiritual foi impecável. Auxiliava em todos os detalhes do trabalho. Da recuperação energética dos médiuns às palavras de incentivo ao grupo; do acolhimento aos desencarnados às inspirações dos cuidados a serem executados. 
Caboclos, ciganas, pretos-velhos e freiras se juntavam à médicos, enfermeiras e assistentes num trabalho para o Cristo. 
No último dia da atividade, a nossa querida Maria Modesto Cravo, do mesmo jeito que nos convocou ao trabalho edificante veio ao nosso encontro para dar a sua palavra de conclusão dos atendimentos:
Quando Jesus insculpiu o amor como meta existencial na Terra sabia, de antemão, que se tratava de um processo educacional que envolveria muitos séculos.
Àquela altura, ao estabelecer este parâmetro de convivência humana, aportaram espíritos que se alinhariam a Ele para que esta proposta redentora viesse a se concretizar.
Não se tratava, tão-somente, de uma experiência na carne, mas de um conjunto delas para poder viger a determinação maior. Entre eles estava a figura de Francisco de Assis que vestiu a indumentária de João nos primeiros dias do Cristianismo nascente.
A figura de João/Francisco de Assis tem ressonância até hoje como alguém que teve absoluto compromisso em seguir, o máximo que podia, os passos de Jesus.
Este desafio percorre até hoje e ele, incansavelmente, vem atuando em diversas paragens do planeta, ora na pele do discípulo amado, ora na aparência do pobre de Assis.
Seu exemplo deve servir de inspiração a nós outros que desejamos alcançar a nossa redenção espiritual: copiar em nosso ser a tarefa de imitar o Cristo.
Nestes tempos de mudança planetária, este desafio se faz ainda mais presente à medida que somos chamados a assistir aos grandes doentes da alma.
Agora, por ocasião da peste do novo vírus, temos a obrigação cristã de colocar-nos à disposição do serviço no Cristo, não impondo condições ou lembrando eventuais empecilhos, apenas servir e servir com grande alegria d’alma.
Aos companheiros que assistem aos novos exilados da carne e debruçam-se no alvorecer da dimensão do espírito, pelo episódio da contaminação virótica, o nosso agradecimento em poder servir juntos e dividir com vocês a honra de estar, mais uma vez, no labor cristão.
Os episódios seguintes a esta turba envolve mais discernimento e disponibilidade.
Não enxerguem com os olhos da matéria, mas vislumbrem cada fato com a argúcia do espírito imortal. Desta forma, tudo terá força e sentido.
Estejamos juntos nos demais desafios que advirão.
Cabeça erguida, fé inquebrantável e esperança renovada nos novos dias que acorrerão.
Sempre com o Cristo!
E assim concluímos a tarefa socorrista – que nos pedia mais -, agradecendo a oportunidade de mais uma vez trabalhar na seara do mestre Jesus. 
Outros desafios seriam trazidos pelos nossos parceiros do Hospital Esperança e aguardávamos o dia para novamente continuar atuando no serviço do bem. 
Carlos Pereira - Blog de Carlos Pereira
Coordenador Executivo e de Atividades Espirituais do Gespe
Este artigo continua.

6.3.21

Minha Oração de Natal

Minha oração de Natal
É uma prece pequenina,
Que minha mãe me ensinou
Quando eu era uma menina:

- Senhor Jesus, que minh’alma
Seja humilde estrebaria,
Onde a luz do Teu amor
Possa nascer todo dia...

Que a singela manjedoura
Que Te acolheu, rente ao chão,
Possa ser, Senhor Amado,
O meu pobre coração!...

Cora Coralina - Blog Poesia em Verso e prosa
(Página recebida pelo médium Carlos A. Baccelli, em reunião pública do Lar Espírita “Pedro e Paulo”, na tarde de sábado do dia 17 de Dezembro de 1994, em Uberaba – MG).